4 de maio de 2012

LINDÓIA 2012, OU ENFIANDO OS PÉS NA LAMA



 
Dizer que gosto de ir ao encontro anual de carros antigos de Águas de Lindóia é chover no molhado, para abusar de um trocadilho batido, mas que foi fartamente reciclado falando de Lindóia 2012. Vou todo ano desde nem me lembro de quando (faz pelo menos 10 anos com certeza), e esta tradição já virou algo pelo que espero ansioso o ano inteiro. Mas o mais difícil é dizer o porquê.

Para quem nunca foi, vale explicar um pouco o tamanho da roubada. Primeiro, a cidade fica absurdamente cheia, a ponto de ficar impossível estacionar em lugar algum perto da praça do evento. A comida, se você não estiver hospedado em algum hotel, é sanduíche na praça. Banheiros públicos? Boa sorte se você precisar de algum... E para terminar, logo depois do almoço a praça fica tão cheia de gente que você começa a achar que está em um Shopping Center no sábado, uma das piores coisas que podem acontecer a um humano macho adulto.

Desenvolvi uma técnica para evitar a maioria dos incômodos. Primeiro, vou só um dia, bate-e-volta a partir de São Paulo, que está a duas horas de carro. Depois, vou no segundo ou terceiro dia, porque é sempre bom evitar o primeiro e o último, pois muitos carros e/ou expositores não chegaram ou já foram embora nesses dias. Também vou sozinho, ou com companheiros preparados para ficar o quanto eu quiser, gastar o dia todo ou voltar logo se for o caso. E por último, saio de madrugada de São Paulo, para chegar cedo, estacionar perto da praça e dar a primeira volta antes da multidão chegar.



Como vocês podem ver, não é um passeio agradável para um feriado se você não gosta realmente de carro. Esposa e crianças nem pensar, depois de uma hora é só choradeira e reclamação, por exemplo. E mesmo entre os entusiastas, muitos ainda acham que é programa para se fazer de tanga e cocar, e que não vale a pena ir.

Eu mesmo devo confessar que por muitos anos nutri uma relação de amor e ódio com o evento. Por três anos seguidos declarei que nunca mais voltaria ali. Muita gente, muita ignorância automobilística institucionalizada, muito difícil de comer bem, muita falta de infra-estrutura.

Mas hoje em dia sei que nunca perderei nenhuma edição do evento se puder. Muito mudou nesses anos todos, e as características dele evoluíram de forma interessante, meio como o meio do automóvel de interesse especial no Brasil. Quando comecei a ir, era um evento quase íntimo entre os grandes colecionadores de São Paulo. Depois virou quase uma feira-livre, cheia de plebe ignara, a qualidade dos carros expostos caiu, os preços dispararam. Sim, preços, porque para mim Lindóia sempre foi um evento principalmente comercial. Sempre foi onde se compra troca e vende carro. E sempre a feirinha exerceu um fascínio especial.

A ferinha, onde se encontra de tudo

Hoje, acredito que a febre passou. Acho que o evento se estabilizou, juntando felizmente o que havia de melhor entre as duas fases anteriores. Hoje é algo para quem gosta realmente de carro, e os meramente curiosos se mantêm a uma distância segura.

E aí chegamos ao por que eu gosto daquilo. Primeiro, tem a liberdade do dia. Um pai de família de meia idade, e trabalhador assalariado, como eu, tem realmente muito pouco tempo de real liberdade em sua vida. Não que isso seja ruim, na verdade a vida só é válida quando se tem pessoas que gostam da sua companhia a ponto de precisar dela, ou mesmo pessoas que não gostam de sua companhia, mas precisam dela mesmo assim. Só assim uma pessoa tem valor; sendo útil aos outros.

Mas às vezes, um dia só para você é necessário para manter a sanidade. Lindóia é este dia para mim. A viagem de carro é uma coisa que ajuda aqui; poucas coisas dão exata noção do que é liberdade de uma forma tão clara como sair da capital de madrugada, rumo a um compromisso apenas consigo mesmo. Saio cedo para ter o dia da forma que quiser, para usar o tempo da forma que der na telha, para voltar, parar, ir mais adiante se assim desejar. A viagem em si quase já vale o dia.

Chegando lá cedo, a exposição é quase particular. As sete ou oito da manhã num feriado, muito pouca gente está de pé para passear numa praça cheia de carros. Posso ver o que quiser com calma, passear e tirar fotos sem interrupção. Estar no meio de carros incríveis ao amanhecer, quase sem ser perturbado, como se estivesse num museu só para mim, já vale o dia.


A ferinha sozinha vale a viagem

Depois tem a feirinha. Se vende todo tipo de quinquilharia ali, todo tipo de antigüidade, peças de carro, roupa, chaveiro, brinquedo, carros inteiros. Hoje é enorme, cobrindo uma área duas ou três vezes maior do que nas primeiras vezes que fui ao Encontro. Conversando com o meu companheiro de viagem Bill Egan, este ano descobri como explicar para ele como gosto daquilo. É algo assim: vou regularmente a Shopping Centers em São Paulo a pedido da esposa e dos filhos, e ando o dia inteiro ali sem nunca achar absolutamente NADA que me interesse. Em Lindóia, uma vez por ano só, posso até não comprar nada, mas TUDO ali desperta meu interesse. A feirinha sozinha já vale a viagem.

Depois há a área acima da praça de exposição e do início da feira, onde estão os carros à venda. Ali, a imaginação corre solta. Compro vários carros na minha mente. Nunca realmente comprei carro algum ali, mas aquela feirinha coloca rodas em minha imaginação por um ano inteiro. A internet que me desculpe, mas nada bate ver carros à venda ao vivo para que a mente fique realmente ativa. Essa área sozinha já vale a visita.

Um interessente cenário de posto de gasolina típico dos anos 1950. Bela idéia!

Eu realmente adoro o evento, mas só me convenci disto no meio do passeio deste ano. Porque este ano realmente foi uma prova de fogo. No dia que fomos, segunda-feira 30 de abril, choveu. Muito. O dia inteiro. A grama virou lama. A terra virou lama. A lama virou pântano. E fez um frio desgraçado.

Mas o evento ficou ainda mais vazio (mas não tanto como esperado; tem muito louco neste mundo), e eu gostei muito. Muitos expositores tiraram os seus carros da praça, que ficou meio vazia, muitos vendedores desistiram. De qualquer forma, quando estávamos na praça lá pelas nove da manhã caiu uma chuva tão forte que ficou impossível de ficar lá... Mas voltamos depois, para enfiar mais o pé no pântano e ajudar alguns amigos a tirar os raros carros de dentro daquele atoleiro.

Mas ainda assim havia muita coisa boa. Alguns carros interessantes e diferentes ainda ficaram por lá. Na feirinha, achei alguns livros dos anos 70 baratíssimos, e voltei com alguns deles. Eu curti muito, mesmo enfiando o pé na lama com vontade, no final tendo que tirar carros dos Egan de atoleiros, e outros acidentes de percurso escatológicos demais para serem publicados (basta dizer que todos voltaram a São Paulo sãos e salvos, mas teve uma cueca que ficou por lá). Eu sei que o interior da Meriva emprestada que nos levou até lá nunca pareceu tão aconchegante e maravilhoso. E SECO.


No final das contas, porém, um dia que termina seguindo voltando pra casa molhado mais feliz, com o aquecedor secando os pés descalços (os sapatos e meias secando também no banco traseiro), debaixo de uma chuva forte e gelada, seguindo o Egan num carro antigo sem janelas sofrendo feito um desgraçado, não pode ser melhor. Tripudiar de amigo pelo celular não é algo do qual alguém deva se orgulhar, mas rende umas boas risadas de qualquer forma.

Abaixo, algumas fotos comentadas, todas tiradas de celular e segurando guarda-chuva, então perdoem a péssima qualidade.

Uma C10 dos anos 70 completamente maravilhosa em tudo. Sou apaixonado por picapes Chevrolet, coisa que vem de família, e esta me deixou bobo.



Chegando bem cedo, como eu, um Ferrari 599 GTO e um Audi S5. Será que vieram de São Paulo pela manhã também? Isso é que é viajar...




Dodge a rodo. Meus amigos Moparmaníacos vão me xingar, mas tem Dodge demais da conta, pra todo lado. O pessoal podia variar um pouco. E não estou falando de Plymouths e Chryslers!


Pontiac GTO “The Judge”. Preto. Lindo de morrer. Raro por aqui.






Híbridos fazem sucesso em Lindóia, como é o caso desse magnífico Jensen Interceptor fase III inglês, com um V-8 Chrysler de bloco grande. Não, não tem motor elétrico também, híbrido é como as pessoas civilizadas identificam um carro europeu com motor americano.


Um Camaro Z28 do início anos 80, fase extremamente brega e cafona. Mas como eu era uma criança nessa época, me dá vontade de deixar crescer um mullet, e sair por aí nisso ouvindo mil repetições de certas músicas da banda REO Speedwagon. E olhem como chovia nessa hora!


Um Corvair dos primeiros, 1960. Anunciado a 33 mil reais. Me deu uma vontade lascada, mas nem eu sou tão corajoso...


Um Toyota Celica dos anos 70. Raríssimo por aqui, e à venda. E muita lama.


Um Tatra Tatraplan, de quatro cilindros contrapostos feito o Fusca. Versão menor dos mais conhecidos V-8 refrigerados a ar da empresa Checa. À venda também, e raro em qualquer lugar do mundo, a não ser, talvez, Koprovnice na República Checa. Reparem que aqui, mais lama, óbvio.


Um enorme e belíssimo Pontiac branco no meio da lama. Reparem como a área reservada aos passageiros é pequena em relação ao tamanho total do carro. País com espaço de sobra dá nisso. Europeus diriam desperdício, mas se o espaço sobra pra todo lado de qualquer forma, melhor ocupá-lo. Só é desperdício onde ele falta, onde sobra...


Tempo Matador. À venda. Uma gafe não ter colocado esse estranho utilitário alemão na minha lista de mais interessantes nomes de carro.



Uma interessantíssima picape International, marca que anda esquecida por aqui, à venda. E, caso não tenham notado, mais barro.


Um Datsun 280Z Turbo. Carro japonês agora também é clássico. E com grande risco de acabar dentro do lago se o cara não tomar cuidado ao sair.



Um Talbot 1923, raro por aqui.


Oldsmobile Toronado. Maravilhoso em preto. Eu prometi aos amigos um texto sobre esse incrível cupê americano de 1966, com tração dianteira e um V-8 de sete litros. Uma hora dessas sai. Em Lindóia, além desse, tinha outro branco à venda. Lá no meio da lama. Não no meio dessa lama, a outra lama, a que não tinha grama no meio. Saca?

 


Este Opala é muito parecido com um que tive, então quis chegar mais perto para ver. Para meu azar, o lugar onde estava tinha lama ainda mais mole do que a lama de onde eu saí para vê-lo. Então, afundei o pé na lama. De novo. E o Opala nem era seis cilindros como o meu, e o interior não era original mesmo visto de longe, então perdi a viagem, mas tirei esta foto de um Opala quatro cilindros bege no meio de um pântano. Tinha que usar para alguma coisa, então divirtam-se.



Mais um carro à venda, um Fusca 1986 com ar-condicionado, supostamente de fábrica. De qualquer forma, estava em estado de novo, e fiquei com uma vontade danada, mais uma vez. Vontade de comprar coisas, e pé na lama, um bom resumo do dia.


Um Chevrolet Nova muito simpático, à venda. Desta vez não cheguei a ter vontade de comprar, mas o pé chafurdado na lama não falhou.


Tive que tirar uma foto disso: uma roda aro 20 com pneus de perfil baixo vestindo... um tambor dianteiro! É ou não é o fim do mundo, uma contradição completa?


E finalmente, uma coisa muito legal. Um dos únicos Opel Omega 1995 alemão que se conhece no Brasil. Trazido pela GM para avaliação (junto com outro verde), está em perfeito estado de conservação, tem câmbio manual, teto solar, interior sem couro, e o pequeno e delicioso V-6 2,5-litros de 170 cv. Especificação de entusiasta. O telefone está na última foto, caso alguém se interesse (e não tenha sido vendido já).




Também fiquei com vontade de comprar esse. E também afundei o pé inteiro na lama para vê-lo. De novo. Mas vocês já sabem disso, então paremos por aqui.

Virou coisa comum no meio achar que Lindóia está cada vez pior, mas eu passei da fase de achar isso. Para mim, mesmo quando é ruim, é bom. E mal posso esperar pelo ano que vem!



MAO

74 comentários:

  1. Com lama ou sem lama........Viva Lindoia.

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  2. Lamas de Lindóia.

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  3. Disco de freio na foto da C10 :0

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  4. Fui com um amigo no sábado pela manhã e voltamos no domingo logo após o almoço. Nem tanto por pressa ou compromisso, simplesmente não sobrou nada seco pra usar. Recusei um ótimo convite pra dormir num dos ônibus da feira de peças pra armar acampamento lá no pé do morro junto com a turma dos malucos conhecidos (a farra é sempre mais importante). Muita barro, um quase desastre por conta da ventania (não cravei a barraca no chão) e dormi acompanhado de um belíssimo aracnídeo de uns 10cm de diâmetro. Os intestinos sofreram por ter de digerir aquela porcaria de comida e ainda serem obrigados a armazenar tudo aquilo por mais tempo que o recomendado até para um camelo. De vantagem mesmo, fora pouquíssimos carros e algumas peças, viajamos 1000Km pra tomar cerveja num lugar diferente. Chegamos em casa felizes e já pensando na dor de cabeça em Araxá. Não perco por nada.

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    1. Já ia esquecendo... Se alguém aqui me conhecer e souber onde trabalho não diga pro meu chefe que estive por lá. O carro dele é de fibra então nem me preocupei com os 4 dedos de água e o peixinho dourado no assoalho. Tinha coisa mais importante pra fazer. Forte abraço!

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    2. Adlei
      O evento de Araxá é lotado como Lindóia?
      Vale a pena?

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  5. MAO,
    belo resumo da coisa toda.
    Escapei dessa chuva então.
    Ano que vem estará seco, e eu irei.
    Só um reparo: poderia explicar melhor esse assunto sobre a cueca que ficou por lá ? Eu juro que não entendi.
    Obrigado antecipadamente.

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    1. Eu também não entendi, mas suspeito que já tenha ficado sabendo até mais do que gostaria...

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. Meus amigos, também não entendi. Só que diferentemente de vocês, prefiro continuar sem entender e sem compreender. Acho melhor assim! Portanto, sinceramente, dispenso toda e qualquer explicação. rs

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    4. Ué...ele foi no banheiro e não tinha papel...então...

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    5. Todos,

      Como disse, não vou dar detalhes, não é de bom tom.

      E o JJ está sendo engraçadinho, ele sabe de todos os detalhes deste contratempo em questão.
      MAO

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    6. MAO, nem precisa dar explicações. Acredito que todos aqui entenderam o tom da brincadeira. Acho que essa palavra (brincadeira)é a que resume a intenção de todos os comentários acima. Sem ofensas!!!! Abraço fraterno.

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  6. Rafael Ribeiro04/05/12 12:57

    Em Juiz de Fora-MG o encontro anual foi transferido de um parque aberto para um pavilhão de exposições fechado e moderno, com estacionamento farto e banheiros. Para mim, ficou ótimo, mas muita gente reclamou, que perdeu o charme. Não dá para agradar todo mundo mesmo... O negócio é pensar naquilo que se gosta e relevar um pouco tudo que não é o principal.

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  7. Pior que tinha até Vectra B com esse V6 de 2,5 litros, me deparei com alguns deles na Espanha.
    Imagina como era o negócio andando...

    E nóis aqui, chupando o dedo.

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    1. FVG,
      que modelo e cor era esse Vectra ?

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    2. Lorenzo Frigerio04/05/12 15:28

      Tinha Calibra, também.

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    3. JJ

      Me lembro de um verde escuro metálico quase igual ao vendido aqui na linha 97, só que um pouco mais claro.

      O modelo não lembro já que lá se vão quase dezesseis anos, porém, sei que ele não possuía nenhum visual esportivo - aqueles esses adereços típicos que os xuneiros daqui adoram...

      Isso foi entre agosto e outubro de 96, praticamente quando a GMB lançou a geração B por aqui.

      Quando bati o olho no primeiro que vi imediatamente pensei: porque não tem desses aí por lá?

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    4. Eu vi um Vectra desse 2.5 V6 encostado todo empoeirado lá na GM. Também um Opel Vectra Caravan e um Opel Corsa C Comfort 1.2.

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  8. Fico aqui me perguntando: será que em todo o estado de São Paulo não existe algum lugar mais propício para um evento como esse do que a pracinha de Águas de Lindóia? É pouco espaço pra muito carro, um fica tão colado no outro que nem dá para ver direito. Pensando bem, nem precisaria ser no estado de São Paulo. Pode ser em Minas mesmo, mais específicamente em São Lourenço. A cidade é facilmente acessível para quem mora no Rio, em São Paulo e em BH, e conta com um espaço perfeito que é o Parque das Águas. Nas vezes em que o encontro do Veteran Car Clube de Minas Gerais foi realizado lá, ir a esse evento sempre foi uma experiência das mais agradáveis. Com ou sem chuva.

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    1. Aqui em Realeza, no PR, tem até um pequeno aeroporto desativado. Podem vir fazer aqui. ;)

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    2. Em São PAulo, com chuva, existem muitos lugares bons. Mas, sem chuva... nenhum!!!

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    3. Paulo Levi,

      Não mudo nada em Lindóia. Acho hoje que não ter infra é bom para manter curiosos afastados.

      É para quem quer e gosta de estar lá.
      MAO

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  9. O problema da feirinha são os preços absurdos. 400 reais por um volante de Jeep ou 200 por um par de lanternas de fusca, que nem originais eram, só para ficar em dois exemplos que achei absurdos. Sem condição de comprar, antigomobilismo tá virando extorção no Brasil.
    Os preços dos carros à venda eu nem comento...

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    1. O problema é que tudo no Brasil em termos de peças virou estelionato: De carros antigos aos modelos mais modernos.

      Enquanto nos Estados Unidos compra-se bandejas superiores com pivo da Ranger fabricada pela Raybestos ou pela AC Delco por R$150,00, aqui no Brasil não se acha nada por menos de R$200,00 com pivo de quinta categoria.

      Isso seo para dar um exemplo...

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    2. Sim, caro, mas tenho notado que algumas coisas tem baixado de preço.

      Como em todo evento deste tipo, vale a pena pesquisar antes de comprar.
      MAO

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  10. Alguém sabe o preço do Opel Omega?

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    1. Tá, eu poderia ligar para o cidadão. Mas às vezes alguém já fez isso. :-)

      Tenho impressão que o sujeito vai pedir muito.

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    2. Hum..
      apesar do V6 nao gostei dessa traseira.
      Aconselho ficar com um Omega 3.0 que com certeza anda mais que esse ai... e é bem mais bonito!
      tenha paciencia , é dificil encontrar um inteiro. Procure um com cambio mecanico que casa perfeito com o motor e lhe dará muito mais prazer de pilotar.
      Depois nos convide para um passeio!

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    3. O preço do Omega é R$ 42.000,00. Se fosse uns 30k eu viabilizaria a compra. Está com 38.000 quilômetros rodados.

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    4. Essa história de cobrar pelo "É RARO" já deu no s*co no Lisarb. Quem é que fica comprando tanto carro para deixar na garagem?
      42K para nem poder fazer seguro... vai sair como com um monstrinho desse?

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    5. Fora a relativa dificuldade para manutenção.

      Fosse algo em torno de 26k eu tentaria viabilizar a compra.

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    6. De 30k antes, para 26k agora. Tô achando que você, com todo o respeito, só viabilizaria a compra do opel ômega com 0k, e olhe lá... Adoro carros antigos, mas concordo que é um investimento considderável para se manter um em bom estado de conservação e manutenção. Se pudesse também teria um, mas, falta-me o tal do "k"! J´tive uma oportunidade com uma perua Volvo "56, em muito bom estado, todavia, sem "k", sem Volvo. é a vida...

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    7. É que 30k ainda tava caro, o carro é 1995 e minha esposa não gostou do desenho dele, acha o meu Omega A mais bonito. Ir contra a opinião da patroa vale 4k. :-)

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    8. Com certeza, Rafael Hagi! No meu caso não cheguei nem a comentar com a minha esposa sobre o Volvo, já que me era sonho impossível. Mas tenho a certeza que, pelo menos no meu caso, 4k ainda seria pouco para contrariar a esposa...rsrsrsrsrs

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  11. Eu sou absolutamente contra estes eventos serem feitos em local aberto e descoberto. Neguinho vai neles para ver carros, não para bancar o Gene Kelly, ou testar a eficácia de sua capa de chuva, de suas botas de lama, ou ainda para se bronzear, ou ficar olhando para o céu brincando de "aquela nuvem se parece com"... Uma exposição que vou sempre é a do Forte de Copacabana. Um porre: ou está fazendo um sol do cacete (na maior parte do tempo), ou está chovendo, e com chuva ou com sol, sempre está ventando. Ah, e não há estacionamento para os visitantes. Quem é do Rio sabe que temos o Riocentro, um lugar mil vezes mais apropriado para um evento destes. Só vou ao Forte por gostar muito mesmo de antigos.

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    1. Mr.Car
      Estive nesse evento há uns dois anos e gostei bastante. Uma coisa legal , é que vemos carros diferentes dos que constumam participar dos encontros em SP.
      Concordo que o sol e chuva atrapalham , mas te falo : o lugar é lindo , e a vista para o mar fantástica... Mas a "maresia" castiga os antigos sem dó.
      Como sou turista ainda visitei as instalacoes do Forte e tomei um cafe na Colombo. Dessa vez, a esposa aprovou e nem reclamou de ver carro velho!
      Tá aí mais um motivo para se visitar o RJ!

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    2. No caso do Forte, ele em si, abriga um museu, e por si só, já é uma atração, fora a vista para os turistas. Já para quem está indo interessado só nos carros, o evento tem tudo de ruim que eu disse, e mais este detalhe que você bem lembrou, he, he!: a maresia. Dava perfeitamente para fazerem a exposição em local bem mais apropriado, e além disto, todo mundo continuaria podendo visitar o Forte, desfrutar da paisagem, do museu que há lá, e do café da Colombo, he, he!
      Abraço.

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    3. Se for fechado vai ser uma palhacada igual o da Matel no Sambodromo as terças, onde o pedestre paga, absurdo

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    4. Eu não conheço o sambódromo de São Paulo, mas o
      Riocentro não é passagem de pedestre, é um recinto fechado e cercado. Quem entra, é por estar indo lá mesmo, não de passagem para algum outro lugar.

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  12. Gosto muito de águas de Lindóia, mas especialmente dos caminhos que faço para chegar lá. Como venho da região de Campinas, a cada ano tento pegar uma vicinal diferente. Para quem vem por Itapira tem um acesso alternativo, passando por um bairro rural, com ponte sobre rio e cachoeira, curvas cegas no topo de morros e tudo aquilo que me diverte muito.
    Este ano só consegui ir no último dia, já vendo alguns carros indo embora na estrada. Mas deu para testemunhar um Rolls Royce patinando na lama e sujando suas rodas com faixas brancas de barro. Um clássico off-road? Sem dúvida.
    Curioso é ver vendedores de carros (que não são deles) com um comportamento antipático e seco, se contrapondo a colecionadores que não vendem seus carros, mas nos atendendo como se fôssemos velhos amigos.
    Fora o capuccino que tomo na varanda do hotel Monte Real - para quem não sabe, o mais barato e saboroso do estado de São Paulo, e não precisa ser hóspede para ir lá.
    O banheiro da praça realmente é um lixo, mas ainda assim é melhor do que banheiro de estádio de futebol. Então, se alguém reclamar disso, merece um peteleco na orelha e ficar em casa da próxima vez.

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  13. Hmmm... um "zeto" no Brasil, nem imaginava que isso existia aqui.
    Se estivesse como o do wangan midnight eu ia até pagar pra tirar foto do lado.
    http://media.giantbomb.com/uploads/0/7666/1799263-286yamaokakazuhiroimg60.jpg

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  14. Antônio Martins04/05/12 18:14

    Lindóia só compensa pela viagem, de resto é sempre a mesma coisa.

    Mesmo pra quem vai só pela estrada, melhor escolher outra data, pois tem um monte de tranca-rua a caminho do evento. Fins de semana também dá uns tranca, ou clube de motoqueiros, clube de carros, etc.

    Sugiro ir via Bragança e depois sentido Amparo, mas pode ser também sentido Socorro.

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  15. Mais vale a pena percorrer 1000 km, pagar R$ 5,00 pelo banho, dormir dentro carro ........... e pisar na lama !!!! Abraços

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    1. Vale demais, Kadu! Bora pra Araxá mês que vem?

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  16. Em São Caetano tem um encontro muito legal também, não aquele miado do Instituto Mauá de Tecnologia que o Bob foi, mas o do Parque Chico Mendes. Não sei o nome certo e em a época do ano. Vale a dica pra quem é do ABC, apareça lá MAO.

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  17. O felizardo dono da GTO italiana, no ardume do entusiasmo..bem que poderia levantar uma ou duas dúzias desses carros espetaculares.

    Ou não;

    Todos os carros muito legais MAO; a C10 é mesmo um regalo; encontrei uma Motor 3 de 1982 com o teste dessa picape esses dias, versão alcoolizada seis e quatro cilindros: quase 152 de máxima - muito bom para tal "envelope" - e nada mais que 4 km/litro para andar no fluxo.

    Coisa séria o GTO gringo!

    Amplexos!

    MFF

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  18. MAO,

    Só você mesmo para transformar uma caminhada pelo barro e chuva torrencial em diversão... Este ano não fui a Lindóia justamente por causa da chuva no domingo e segunda, os melhores dias para ir à exposição. E o segredo é esse mesmo, chegar lá bem cedo, pois quando o bando de nós cegos começa a chegar por lá, já tá mais do que na hora de irmos embora, felizes e contentes por ter visto os carros com calma e tranqüilidade, nada de "vuco-vuco"!

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    1. RR,

      É sempre muito legal, chuva ou não. Já passei por coisa muito pior, por muito menos...
      MAO

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  19. MAO, apesar dos pesares, parabéns pelas fotos! Em nenhuma delas aparece uma multidão!
    Porque visitar encontro de carro antigo e ter que ficar esperando as multidões pararem de passar para poder dar um clique, perdoe-me, mas não tenho mais paciência. E caminhar em meio às máquinas fotográficas também não tem condições.
    Vou te dizer, o último encontro de carro antigo que visitei, faz dois anos, foi em Teutônia (RS) - sim, no interior do interior, mas quem conhece esse encontro sabe que costuma ser muito farto e agradável. E os lanches nem são tão ruins assim.
    Mas concordo plenamente, é "indiada" para fazer sozinho ou com um (no máximo dois) amigos tão índios quanto você. Se bem que, há alguns anos, levei minha esposa junto numa exposição de rua em Canela (RS) e ela gostou mais do que eu.

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    1. CSS,

      Claro, poucos loucos por ali!
      Comente sempre!
      MAO

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  20. O Omega deixa bem evidente o caminho que levou o seu design até chegar ao que é hoje, pois esse é exatamente o "intermediário" no quesito design entre o nosso omegão barca e os australianos do começo de 2000.

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    1. Não é só meio termo, coisas como as portas já eram as mesmas no Omega B alemão e no australiano.

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  21. MAO, estive lá na 2ª feira e me sentí numa letra do Chico Science ("Tô enfiado na lama..."). Ainda bem que tinha levado um tênis velho para chafurdar à vontade, mas algumas fotos só conseguí fazer com o zoom. Abençoado seja aquele que inventou a lente zoom!!!!
    E para aqueles que se espantaram com a "roda aro 20' vestindo um tambor dianteiro", a coisa era bem pior. Minha esposa, fã do modelo de veículo em questão, ficou horrorizada. Imaginem o seguinte, leitores: uma Rural versão "Hot Wheeels". Tinha que pegar o cidadão que fez isso e bater até no céu da boca.
    E, diga-se de passagem, o Tatraplan é mais bonito ainda ao vivo. Tivesse eu $$$$ suficiente, teria voltado com ele para casa, junto com um Mercedes Classe S bege que estava alguns escorregões a frente do Tatraplan.

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    1. Bianchini,

      Realmente o tatraplan é muito legal...
      MAO

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  22. A viagem foi de Meriva? Jesus amado!!

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    1. Bola,

      Sim, uma Meriva Premium Easytronic 2008, com 110 mil Km. Carro de minha mãe, que tem 75 anos.

      Se portou maravilhosamente bem. Porque invocas Jesus por isso, pode-se saber?

      MAO

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  23. Alexandre - BH05/05/12 03:49

    Mr. Car,

    Exposição no Riocentro? Cuidado! Se tiver Puma, não se aproxime...

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    1. Sempre que falam em Riocentro me vem à memória um Puma.
      Não sei por que razão.

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    2. Nunca ouviu falar do atentado?

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    3. Também não sei a razão, mas sempre que falam em aeroporto, me lembro de uma maleta "abandonada" no saguão do Aeroporto Internacional do Recife.

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    4. Alexandre - BH05/05/12 16:01

      Guararapes, é verdade. Fez muito mais vítimas do que o Riocentro, mas não é tão lembrado. Esse atentado provocou a ira dos militares. Foi aí que começaram a pegar pesado pra valer.

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    5. É o que eu digo: memória é tudo! Mas, vivemos num país sem memória....doce Lisarb!

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  24. Alexandre - BH05/05/12 03:57

    MAO,

    Você que curte picapes Chevrolet deve ter notado uma Veraneio modelo luxo, ano 1972, Amarelo Asteca (acho que é isso). Eu não fui ao barródromo de Lindóia, mas estive no "spa" de um amigo meu, aqui em BH, que preparou esse carro para a exposição. A barca é impecável e tem apenas 45 mil km originais!

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    1. Alexandre,

      Não vi essa, infelizmente...
      MAO

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  25. Muito legal mesmo, pena que a chuva estragou. O pior são os velhinhos ficaram no tempo assim.

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  26. Parabens MAO, voce definiu 100% o que é Encontro Paulista de Águas de Lindóia.
    Simples assim, para quem gosta de carros e principalmente carros antigos.
    E voce deu a receita certa para quem quiser aproveitar esse evento. Os dias certos, as horas certas e os locais certos para serem visitados.
    Tambem vou a esse avento desde 1999.
    Já utilizei varios esquemas, bate e volta, permanencia de dois dias, etc.
    Nos últimos 4 anos tenho ficado direto, todos os dias do evento, com uma barraca do Clube MP Lafer - Brasil.
    Posso afirmar que é uma experiencia gratificante, receber os amigos, os aficcionados, gente de varios cantos do país, muito bate papo e troca de informações, conhecer amigos virtuais, que só conhecia pela internet.
    Tambem passei frio, tomei muita chuva e amassei muito barro.
    Mas participar dessa festa, conviver com os carros antigos, as peças, os colecionadores, não tem preço.
    Claro que tem seus problemas, com a cidade sem infra-estrutura e suas consequencias.
    Afinal uma cidade com menos de 20.000 habitantes, em um fim de semana do evento, recebe de 400 a 500 mil visitantes. Não é facil.
    Os organizadores do Encontro se desdobram a cada ano para minimizar as deficiencias e neste ano tiveram muito jogo de cintura e bom senso para alterarem inclusive o formato de apresentação dos carros premiados. Pois devido as chuvas a tradicional festa, tornou-se inviável.
    Ano que vem tem mais, quem sabe sem chuvas.
    E concordo com voce, mesmo ruim, é muito bom.
    Romeu

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  27. 1- o frio desgraçado deixo por sua conta,MAO, 18 graus não foi o suficiente para o carioca aqui largar a bermuda e a camiseta,mas que a chuva era gelada eu não discuto,cheguei no sábado e estava sol,que só voltou na terça de manhã,retornei ao RJ ao meio dia .
    2- O Talbot e a C10 salmão maravilhosa foram premiados,juntos tb com o Judge,inclusive a premiação achei bem correta esse ano,os premiados mereceram,menciono o fato que com o advento da chuva a premiação foi feita dentro do Monte Real e conseguiram enfiar 4 carros que chegaram funcionando no salão de festas:o Fitti-Fusca 3200 (que ronco doido daquele motor),uma Alfa conversível década de 60, um Puma Tubarão laranja e o The Best,um Graham Paige.
    3- Eu falei com o casal Carratu o seguinte: a chuva atrapalhou mas não estragou a festa, mesmo com o aguaceiro era gente pra tudo o que é lado.
    4- Achei os preços dos carros menos agradáveis que no ano passado,mas mesmo assim peneirando tinha bons espécimes por preços razoáveis, um amigo comprou na Private uma 300D W123 verde com interior caramelo inteiraça com um belo histórico de manutenção por 39mil ,no stand do Berek
    aonde vc fotografou o Nova foi vendido um Belcar azul claro imaculado por 35 mil,mastinham loucos como o JS oferecendo MB 250 /8 por 65mil,sem noção.
    5- O Opel Omega me parece ser o do Andretta, dono da GM em Amparo,se for o mesmo carro ele foi do Fanfa ,é zero bala,andei nele em 2008 qdo o visitei.

    Abraços!

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  28. Perdão,a MB citada é 79,essa aqui, http://carro.mercadolivre.com.br/MLB-235305271-mercedes-benz-300-diesel-raridade-placa-preta-colecionador-_JM

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  29. Com tanta lama, tanto lá, como no post, MAO deve ter ficado traumatizado kkk

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  30. Alexandre BH,eu via a Veraneio,linda,comentei com uns amigos até o detalhe das calotas,corretamente originais e lembram as do Impala....

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  31. Puxa vida, pessoal, mudem essas datas dos eventos, passem pra junho, como foi feito há um tempo atrás, que é um mês mais seco.

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  32. A Ferrai 599 GTO e o Audi S5 São de Itaúna/MG
    Tem mais fotos deles no meu blog: http://itaunasupercarros.blogspot.com.br/

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