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3 de maio de 2012

VULCAN CLASSIC, DIFERENTE MAS AGRADÁVEL

Fotos: Kawasaki e autor
Kawasaki Vulcan 900 Classic

Hoje amanheceu chovendo. Dia cinza. Pelo jeito vai chover o dia todo. Ontem foi assim, choveu dia e noite, ora forte, ora garoa fna e fria. E a moto lá, parada – uma Vulcan 900 Classic – com os ferros gelados. E eu aqui, parado, afinzão de andar de moto.

Belo nome, Vulcan. Sugestivo. Força de um vulcão, ronco grosso de um vulcão, isso tudo despertado ao apertar um botão e virar um manete.

Antes de malhar essa chuva constante passei alguns dias passeando com ela. Isso mesmo, só passeando. Em São Paulo não dá mais para usar a moto como meio de transporte – não em sã consciência, não se você pretende manter seus ossos inteiros. Com a cabeça quente dos compromissos fica fácil darmos bobeira. O risco ficou acima do aceitável, uma pena. Portanto, deixei para sair com ela durante as noites e nas manhãs do longo feriado. Aí, sim, com ruas e avenidas vazias, passeei à vontade, curtindo a moto. 

Assim que a peguei, estranhei. Já ao sentarmos na Vulcan 900 a impressão de peso – 278 kg em ordem de marcha – dá um choque. A bicha é grande e bruta. Tive uma 750 K, preparada, cujo motor foi para 880 cm³, e essa também era pesada, portanto, estou acostumado com motos grandes, porém, confesso, no princípio estranhei a massa da Vulcan. Acho que também foi a posição de sentar, bem baixo, a 68,5 cm do solo, com os pés lá na frente, os pedais brutos estilo caminhão, uma sapata em vez de um pedal de apoio, e o enorme guidão que parece agarrarmos um touro Caracu pelos chifres...

Como só há dois tipos de motociclistas, os que nunca arrancaram com o descanso lateral baixado e os que já, ao engatar a primeira e tentar sair com o descanso aberto, o motor desliga: segurança!

Grandes sapatas para os pés em vez de apoios; o pedal de câmbio tem previsão para acionamento com o calcanhar e atrapalha.. No canto direito da foto, o descanso lateral comentado acima.

Mas só que bastaram alguns quilômetros para eu passar a entendê-la, a pegar seu jeito, e dali a pouco eu já estava no espírito da coisa e gostando muito.

Toda essa massa foi jogada lá pra baixo, inclusive a do piloto, que se senta lá embaixo, então ela é estilo joão-bobo, tende a ficar em pé; e deita gostosa nas curvas, com naturalidade, e, apesar dela não poder deitar muito, já que a pedaleira/sapata raspa no chão – é articulada, tem molas –, por estarmos sentados bem baixinho daria para esticar o braço e tocar o asfalto, do jeito que fazemos na água ao surfar – isso se na curva pudéssemos tirar uma mão do guidão; e se o asfalto fosse suave como a água...  

E ela sai gostoso das curvas também. Aos poucos vamos aprendendo a acelerá-la mais cedo e mais forte nas saídas de curva, e, curtindo o monte de potência que vem logo cedo, desde baixo giro, vamos em busca da próxima curva, que logo vem. Dali é acionar os freios, que são realmente bons – freiam forte e suave, bons de dosar. Passei a aproveitar os traseiros mais do que costumava nas outras motos, já que, pela configuração geral da cruiser, ela transfere menos peso para a dianteira – ela embica menos que as custom e speed –, sobra mais peso sobre a traseira, e assim podemos calcar mais no freio traseiro sem que ele trave.

Andei lendo que já tem moto que ela mesma dosa a distribuição de pressão sobre os freios dianteiros e traseiros. Basta acionar um que o outro entra em ação na dose “computacionalmente” correta. NÃO, POR FAVOR, NÃO!!! Não comecem a fazer nas motos o que andam fazendo com os carros. Por favor, não tirem do piloto seu poder de decisão. ABS, não. Por favor, não!!! Deixem-nos o poder de travarmos a traseira quando por bem acharmos. Deixem a dose conosco. Cada situação requer a devida dosagem.

A tocada é outra, diferente da que eu estava acostumado, e também gostosa; mais lenta, mais pesada, que nos exige maior cuidado na previsibilidade dos movimentos a serem feitos, já que suas reações são mais lentas e não abre espaço para muito improviso de último momento. Porém dá para tocar forte. Para os surfistas eu exemplificaria como um surfe de longboard: sem malabarismos, sem brusquidões – linhas mais amplas e limpas. Tocada clássica.

Continua chovendo lá fora. Não dá pra largar deste computador aqui e sair com ela e esquentar seus ferros. Que chato.

 Ao ir buscá-la, fui pensando que o motorzão V-2 de 903 cm³ iria vibrar. Afinal, cada cilindro é um caneco de quase meio litro. Enganei-me. Ele praticamente não vibra, gira suave em qualquer faixa de rotação. Nada daquele lance da XL 250, em que após um tempo nosso traseiro começa a amortecer, formigar. Nada disso. Pode rodar o dia inteiro sentado no bancão que não tem dessa de apear da moto e sair ridiculamente coçando os fundilhos (veja ficha técnica no final).

O assento – sela? – é bem baixo

São cinco longas marchas. A primeira é de atravessar quarteirão, de tão longa. certo. O torque é enorme, de empurrar automóvel carregado, 8,0 m·kgf a 3.700 rpm, e ela, como disse, tem potência desde a baixa. E acelera forte, opa se acelera. Estimo coisa de 6 segundos no zero-a-cem, ou algo ainda abaixo disso.

Esse elevado torque já em baixa disponibiliza boa potência logo de cara, portanto, apesar da potência máxima não ser lá grande coisa, 50 cv a 5.700 rpm, ela é absolutamente suficiente para o propósito da moto. Ela não nos alucina, mas nos satisfaz plenamente. Contando com o peso do piloto, o peso total vai a uns 350 kg, que, dividido pela potência, dá 7 kg:cv. Nada mau. 

Ela não tem conta-giros e, na verdade, ele é realmente dispensável, só distrai. O foco é o que vai à frente e não a busca do máximo desempenho. Portanto, a quanto o giro está durante na tocada de estrada – 110 ou 120 km/h, velocidade boa de cruzeiro para a Vulcan – não tive como saber, porém, ela vai na boa, na tranqüilidade. E nessas, a qualquer toque no acelerador, vem aceleração forte e imediata, estilo vulcão mesmo, uma delícia. Em giro baixo, ao acelerarmos, não tem aquele túm-túm-túm chato das monocilíndricas, não. Ele gira gostoso, uniforme.

É claro que em dias quentes, e devagar no trânsito ou parada de sinal, vem um calor danado pras pernas, do motor e dos escapamentos. Mas não é nada demais. Faz parte. 

Será que não vai parar de chover? Garoinha gelada lazarenta!...Vulcan, querida, minha doce Vulcan. Espere por mm! Eu também te quero pra passear.

O legal das motos é que elas ainda seguem os bons costumes do entusiasmo e não estão nessa onda de pasteurização modorrenta dos automóveis – cada vez mais feitos para quem não gosta e não sabe guiar, cada vez mais fazendo parecer que somos conduzidos como num carrinho de bebê.

É imponente e revela o estilo de vida do seu dono

Vejamos: achei que a suspensão traseira estava muito dura. Quem ia na garupa, minha mulher ou filha, sofria trancos secos mesmo em pequenos e inescapáveis buracos, já que o curso da suspensão traseira é curto, só 10 cm; então, tira-se o banco, tira-se as pequenas carenagens laterais, pega-se as ferramentas sob o banco – poucos carros hoje as trazem – e é só girar uma porca para aliviar a mola (sistema coil-over, mola sobre amortecedor, um só conjunto de mola e amortecedor). E pronto, melhorou muito.
A chave para ajustar a dureza da mola girando seu prato (seta amarela), vendo-se a correia dentada da transmissão final (seta vermelha)

E o leitor note pela foto que ela parece ser uma “rabo duro”, ou seja, parece as antigas motos que não tinham suspensão traseira, em que a roda ia presa direto no chassi e o amortecimento ficava por conta de umas molas sob o selim. Mas não é não, felizmente. Um belo detalhe clássico no design.

Achei que a marcha-lenta estava muito alta, desnecessariamente alta, então, fuça daqui e fuça dali – já que a Kawasaki inexplicavelmente não fornece o manual para as motos de imprensa...– e descobri junto ao motor uma fácil e acessível regulagem da lenta. Ficou jóia.

Ajuste da rotação de marcha-lenta é fácil

Achei que o guidão estava muito baixo, desconfortável para as minhas medidas. Moleza, como em tudo quanto é moto, soltei os parafusos e o ergui. No ponto.

Em qual carro hoje se faz essas coisas?

Se eu a comprasse, imediatamente meteria uma serra na haste traseira do pedal de câmbio. Nada a ver. Ela só atrapalha, pois sem querer podemos ali meter o calcanhar trocando marcha quando não é pra trocar. Nada como o bom sistema de pisar e erguer a pedalzinho. Primeira pra baixo e o resto pra cima e boa.

Outra que faria seria trocar a mola do acelerador por outra mais forte. Esta é muito fraca. Tudo bem se for num motor chocho, mas este aqui responde a qualquer toque. É preciso que resista mais. Além do mais, o manete da embreagem é bem durinho, normal para um motorzão desses, então, não combina o trabalho de uma mão com o da outra – na direita, frouxa, na esquerda, firme.

O galho, irremediável – e que só me faria ter uma moto desse estilo se eu tivesse outra, de outro modelo, também –, é ela ter o assento da garupa alto. O assento do piloto vai baixo, cavado no centro da moto; já a garupa vai em cima do pára-lama traseiro, o que dá um desnível excessivo e chato para quem vai atrás. Gosto que minha mulher ou filha fique no mesmo nível que eu, gosto delas mais "protegidas" atrás de mim, gosto quando elas encaixam o queixo no meu ombro, gosto quando elas me falam ao ouvido. Não gosto delas lá em cima, cara ao vento – elas se sentem inseguras, além do mais, isso distancia a garupa da gente e desequilibra. Garupa boa é com elas agarradinhas e encaixadinhas na gente. Não citei homens na garupa porque não me agrada e espero que também não lhes agrade andar na minha.

O banco do passageiro é muito alto em relação ao do piloto

E todas as cruisers têm esse inconveniente desnível. Umas um pouco mais, outras um pouco menos. É da raça, é sua característica. É moto pro sujeito viajar sozinho. A mulher que vai na garupa sofre um pouco. Ela não vai tão bem como o piloto. É injusto. Daí que eu disse que só teria uma moto desse estilo se tivesse outra, uma que tivesse banco de um só nível.

Há três modelos da Vulcan 900. Esta aqui, a Classic, é a base da Classic LT, que vem também com pára-brisa, bolsas laterais e encosto para garupa. E há também a Custom, que tem rodas de liga leve, em vez de raiadas, e pedais normais e mais recuados, em vez das sapatas lá adiante – mais do meu agrado pessoal, principalmente porque com esses pedais lá adiante quase que não temos como erguer o traseiro do banco apoiando neles, uma atitude recomendável para escaparmos de trancos nas costas quando se pega um buraco, além de ser mais seguro para não desestabilizar a traseira da moto.

 Kawasaki Vulcan 900Classic LT e Vulcan 900 Custom

A boa distância entre eixos e a o grande ângulo de cáster a deixam com excelente estabilidade direcional. Na estrada é só relaxar que ela vai sozinha.

E eu falando isso, pegar estrada, e não pára de chover, justo quando programei para dar uma viajadazinha com ela.

Quem sabe amanhã...

Hoje, 1° de maio, fez tempo bom. Fiz um filminho passeando com ela (não ficou bom, muito barulho de vento, tentarei melhorar isso) na cidade vazia e segui para Interlagos, ver o que poderia estar rolando no autódromo. E não é que estava tendo um track day de motos? Coincidência.

O track day é organizado pela Cerciari Racing School (www.cerciari.com.br) e achei a idéia do moto day muito boa, pois ali a moçada – e tinha três moças mesmo também mandando a lenha – aprende direito a tocar suas motos speed, além de deixarem dessa besteira de saírem feito doidos pelas estradas e tocando acima do que dão conta.

Tirei fotos, filmei, e em breve vem um post sobre isso.

O preço público sugerido da Vulcan 900 Classic testada é R$ 30.884,00



AK


FICHA TÉCNICA KAWASAKI VULCAN CLASSIC

Motor
4 tempos, 2 cilindros  em “V”, refrigeração líquida; transversal
Cilindrada:
903 cm³
Diâmetro x curso
88,0 x 74,2 mm
Taxa de compressão
9,5:1
Sistema de válvulas
SOHC, 8 válvulas
Potência máxima
50 cv a 5.700 rpm
Torque máximo
8 m·kgf a 3.700 rpm
Formação de mistura
Injeção eletrônica
Sistema de ignição
Bateria e bobina (ignição transistorizada)
Sistema de partida
Elétrica
Lubrificação
Forçada (cárter úmido)
Câmbio
Cinco marchas
Acionamento final
Correia dentada
Redução primária, relação
2,184:1
Relações das marchas
1ª 2,786:1; 2ª 1,889:1; 3ª 1,360:1; 4ª 1,107:1; 5ª  0,963:1
Relação de redução final
2,063:1
Sistema de embreagem
Multidisco, em banho de óleo
Tipo de quadro
Duplo berço tubular em aço
Inclinação da cabeça/avanço
33° / 182 mm
Suspensão dianteira
Garfo telescópico de 41 mm
Suspensão traseira
Uni-Trak com pré-carga da mola ajustável em 7 níveis
Curso da suspensão dianteira
150 mm
Curso da suspensão traseira
100 mm
Pneu dianteiro
80/90-21M/C48H
Pneu traseiro
180/70-15M/C76H
Freio dianteiro
Disco simples de 300 mm, pinça com pistão duplo
Freio traseiro
Disco simples de 270 mm, pinça com pistão duplo
Ângulo de esterçamento (esq./dir.)
36° / 36°
Dimensões C x L x A
2.405 mm x 1.005 mm x 1.065 mm
Distância entre eixos
1.650 mm
Distância do solo
140 mm
Altura do assento
685 mm
Capacidade do tanque
20 litros
Peso em ordem de marcha
278 kg

44 comentários:

  1. Ótima base pra fazer uma bela moto.

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  2. Acho muito legal mas não é minha praia. Até toco bem a máquina, mas raramente me sinto confortável, seja numa 125 seja numa 750. Aqui em sampa nem pensar; é pedir passagem pro hospital ou coisa pior. Na fazenda usei uma TT e, com ela aprendi um bocado. Especialmente no uso de equipamento de proteção. Nunca quebrei um osso mas equimoses, às pencas.

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  3. Ak
    Muito bonita a moto.. mas ainda nao consegui sair das magrelas de pedal...

    Como sei que gosta de classicos:
    Veja que legal o 8C do Jay Lenon feito pela Pur Sang.
    http://www.youtube.com/watch?v=81Yik1G4tr8

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  4. Que motocicleta feia!

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  5. AK, vamos ao Real Deal ok?

    http://www.royalenfieldbrasil.com.br/

    Essa SIM é uma motocicleta de verdade!

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    1. a proposta dela é outra, porém muuuito interessante...

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  6. Falando em duas rodas,e o ciclista que foi multado e teve a bicicleta elétrica apreendida na blitz da lei seca? Ah,se isso ocorresse sempre...

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  7. Esse post me deu sono...

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    1. Então pq leu Zé Mané?

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  8. Tem uns anônimos por aqui que são poços de inutilidade. Verdadeiros vácuos mentais.

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  9. Muito bonita a moto. Parece ser bem divertida de se pilotar também.

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  10. Andar de moto, é muito gostoso, é quase uma terapia. Não importa a marca ou o modelo, importa sair e ir, muitas vezes sem destino, algumas vezes sózinho, mas vá e desfrute do prazer que é pilotar uma moto.

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  11. É isso aí AK, o espírito das customs é mesmo esse, apenas curtição. Uso a minha no dia-a-dia, que por ser um pouco menor (Shadow 600) fica mais ágil para tal no também alucinado trânsito do ABCzão velho. Porém, andar com a minha bandida é uma das coisas que aliviam este stress rotineiro de ida e volta para o trabalho. Exceto quando chove, porque aí é osso... hehehe...

    Mas o ambiente delas por excelência é uma bela estrada asfaltada, pena que você não pôde experimentá-la numa dessas vicinais com trechos sinuosos e à beira do campo ou da mata. Espero que você possa experimentar isso em breve, em uma manhã ensolarada.

    E sua descrição da pilotagem foi bem indicativa do que é montar numa dessas. Usar mais o freio traseiro, aproveitar o torque abundante nas curvas, antecipação de movimentos, a sensação de deslizar com ela sobre a pista em movimentos suaves, até mesmo o desconforto da suspensão de curso curto na buraqueira... belo relato, delicioso de ler e se envolver, como de costume em se tratando de texto seu.

    Gracias!

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  12. Impressionante como acelera sem nenhum esforço aparente! E é linda! Se a sua cidade não permite andar com esse tipo de veículo, não é o veículo que está errado: Você tem de trocar é de cidade!

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  13. "O legal das motos é que elas ainda seguem os bons costumes do entusiasmo e não estão nessa onda de pasteurização modorrenta dos automóveis – cada vez mais feitos para quem não gosta e não sabe guiar, cada vez mais fazendo parecer que somos conduzidos como num carrinho de bebê."

    AK, concordo plenamente com você. Pena que a situação de trânsito está num clima de guerra civil que nos faz pensar duas vezes em sair por aí de moto.

    Um abraço.

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  14. Braulio,

    Valeu seu comentário, porque deu pra ver que, apesar do filminho estar bem ruizinho, ele conseguiu passar algo da sensação de andar na moto.
    Pode deixar que vou melhorar a produção dos filmes.
    E vc tem razão. Saudades de quando eu morava no interior de SP. Saudades...

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  15. Mesmo com toda a poesia do texto do Arnaldo Keller, não consigo gostar de jeito nenhum de moto custom/cruiser.

    Mesmo pra passear, sou mais outros estilos de moto, que podem oferecer a mesma quantidade (ou mais) de diversão em um pacote muito mais agradável de ver e de conduzir.

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  16. Bem interessante a motoca, muito bem escrito como é padrão AK; mas ainda prefiro emular o espírito dakariano em uma trail não importando tamanho e litragem.

    MFF

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    1. Faço coro com você, MFF.

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    2. Bom seria uma de cada, uma big trail versátil para quase tudo, inclusive garupa, uma naked four para uns tiros e uma custom para passeios preguiçosos.

      AC

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    3. Puxa... penso igual... as vezes quero naked four... um multi estrada... uma custom... Já vi que gosto mesmo de moto. O cara querer ter uma de cada, só pode ser paixão.

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  17. "... Garupa boa é com elas agarradinhas e encaixadinhas na gente."

    Perfeito, Arnaldo.Não é a toa que tá me doendo vender a minha...

    Abraço

    Lucas CRF

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  18. Não sou aquele fã de motos, mas as únicas que me fazem pensar em ter uma, algum dia, são as cruiser. Primeiro por causa da potência disponível desde baixos giros, e segundo porque não tenho coragem de andar forte com motos. Para mim, as cruiser são equivalentes aos muscle cars, com duas rodas.

    Muito bacana o ronco da Vulcan. Dá umas "estilingadas" que dá gosto de ver (e ouvir!) Para meu gosto pessoal, ficaria com a Custom, essas plataformas não me agradam nem um pouco.

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  19. Oi Arnaldo,
    Tenho namorado há algum tempo uma Harley e, acredite, uma Vulcan. Tenho alguma experiencia com motos, mas como não sou nenhum menino, já estou na casa dos 50, venho procurando uma moto para andar em fins de semana e pequenas viagens.
    Como é sempre bom levarmos em consideração as experiencias dos mais entendidos gostaria de saber se voce já fez algum teste com a super glide para que possa ler ou se - vai na lata mesmo - em sua opnião qual seria melhor compra?

    Um abraço

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    1. Tulyo, darei meus 2 cents aqui ok?

      Tive várias motos sendo 90% delas Custon/Cruiser de todas as marcas niponicas e atualmente estou com um Dyna 2008. Houve pequenas mudanças na moto após 2009 devido o Promot que deixaram a moto um pouco mais chocha.

      Em termos de ciclística a Dyna é melhor que a Kawa, tem mais motor (1600 com uns 14kg de torque), deita mais em curvas por não ter pedaleira e o pneu fino na frente ajuda muito no dia-a-dia deixando a moto mais "leve" em manobras ou para desviar de buracos. Defeito que noto é a suspensão traseira dura, igual a da Sporster 883. Dá para melhorar muito trocando os amortecedores por uns da Progressive Suspension.

      Um amigo deixou comigo uma Ultra Glide durante um mês, e essa moto é um conforto só, parece uma poltrona voadora, mas o peso excessivo (360kgs) a deixa desconfortável em várias situações. Aliás, todas as motos que tem pneu largo na frente sofrem deste pequeno inconveniente.

      Vantagens da Kawa é a vibração menor, e um peso reduzido.

      O negócio é fazer um test drive e ver qual te emociona mais. Eu já escolhi a Dyna. rsrsrs

      PS: Só a HD oferece uma incontável quantidade de acessórios para customizar a motoca.

      Abraço

      Velho mas Limpinho

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    2. Caro Tulyo,

      estive viajando e sem net. Por favor, me desculpe pela demora em responder.
      Olha, não testei essa Harley Super Glide, porém, mesmo que a tivesse testado recomendaria o mesmo: dá uma pilotada nelas duas. Se em carro pequenas diferenças fazem grandes diferenças, imagine em moto. E experimente outros modelos também, com outras características. O importante é saber direito o uso que pretende dar à moto, pois, como vc sabe, o comportamento é completamente diferente. A vantagem é que hoje em dia temos muitas opções e certamente tem um modelo lá certinho pro seu gosto/uso.

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  20. Eu comprei uma Harley Davidson 883 Iron para passear nos finais de semana, mas estou gostando tanto dela que uso diariamente! Ela é rústica, bruta e insensível. Tudo que eu sempre busquei em um carro, consegui em uma moto.

    Conforto? Gosto da ideia de estar montado em um motor com rodas, de forma simples e pura!

    Asterix

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  21. Belo Post! Como usuário de uma destas não preciso tecer nenhum comentário a mais...Quem tem mais de 50 por aqui ( não sei se é o caso do Arnaldo, mas parece! ) Não precisa de propaganda para apreciar uma custom igual a esta. Ainda prefiro uma "Brigite Bardot", "Caterine Deneuve" ou até uma "Grace kelly" me massageando os ombros no banco de uma custom do que uma Linda menina anabolizada ou não,botocada ou não,siliconada ou não, com o "derriere" á mostra para todos os que eu venha ultrapassar, em uma motocicleta computadorizada, na qual a companheira vai passar o tempo todo do percurso se perguntando: O que que eu estou fazendo aqui? Gosto é gosto!

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  22. AK, ótimo post!! Gostei muito do vídeo também... Só uma pergunta, onde vc prendeu a câmera para fazer a filmagem??

    Abs

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    1. GFonseca,

      no peito. Coloquei uma mochila no peito e nela amarrei um equipamento de ventosa que uso para filmar carros. Achei que era o melhor ângulo, mas dá pra melhorar. O galho é o barulho de vento. Esse é treta. Talvez com uma esponja colada no microfone ou algo parecido.

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  23. Ernesto Guariza04/05/12 22:08

    Arnaldo, voce precisa pedir uma ZX 10R para fazer um teste drive, ai sim voce vai ficar louco.
    So que anda de motocicleta sabe o prazer que ela proporciona, ainda mais ela sem tecnologia embarcada.
    Por muito anos gostei de automóvel, principalmente os preparados, mas depois que passei a andar de motocicleta pude entender o prazer que é acelerar de 0 a 100 em 2,4 segundos, o que somente os automóveis muito caros podem proporcionar, mas com um custo absurdo de manutenção.
    Parabéns pelo post e obrigado pelos comentários sobre motocicletas e sempre que tiver a oportunidade de pegar uma para teste drive coloca as impressões sobre ela.
    Abraços

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    1. Ernesto,

      dessas speed já andei bastante numa BMW 1200 que tinha 163 cv. Um foguete! O duro é que nem se percebe a quantas anda, de tão estável na reta. Tem que ter juízo, muito juízo.

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  24. AK, a questão do ABS em motos tenho de discordar de ti.

    Uma freada de emergência, num asfalto molhado e liso, nem piloto profissional segura. Nessas horas o ABS, principalmente os atuais, mandam muito bem. Nessas situações, ABS em moto não é frescura, é necessidade.

    Num carro, até vá lá, o máximo que pode acontecer é uma bela rodada, na motoca, é vc sentir a textura do asfalto.

    Uma coisa é a desnecessidade quando vc quer frear forte e travar por algum motivo, como, por exemplo, uma descida de terra, coisa premeditada e calculada, outra bem diferente é num dia chuvoso, com o asfalto bem melado, um cara te dar uma fechada ou calcular mal o tempo e cruzar a estrada na hora errada... Nessas horas, só o ABS pra evitar uma cagada.

    E antes de falar que ABS é coisa de quem não manja, conheço gente que pilota muito e sempre andou de canhão e, todos, são unânimes em dizer que o ABS, ao menos nas motos, é um p* aliado.

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    1. Sandoval Quaresma07/05/12 19:53

      ABS hoje em dia funciona bem até na terra.
      mas essas coisas de CBS, acionamento simultâneo, eu tô fora.

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    2. Anônimo,

      você já teve que travar a tarseira e deitar a moto no chão para escapar de uma encrenca?
      Não?
      Com moto se faz isso, desde que não tenha ABS ligado.
      Além do mais, em moto é muito mais fácil que carro para sentir quando a roda tende a travar.
      Mas, OK, concordo que para a maioria é mais seguro mesmo ter ABS em ambos.

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    3. Sandoval Quaresma09/05/12 11:02

      Arnaldo, mesma coisa que ter que frear no meio da curva com chuva. sinceramente prefiro poder frear o máximo e ainda que inevitavelmente bater com velocidade menor, do que derrapar a moto e correr o risco de morrer atropelado ou rachar os cornos no meio-fio.

      essas "soberbices" em comentários tipo esse em cima "concordo que para a maioria é mais seguro mesmo ter ABS em ambos" poderiam ser evitadas, tu não pilota tudo isso não. Nada pessoal, não me leve a mal.

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    4. Sandoval,

      soberbice o cacete. Opinião formada a partir de 44 anos andando de moto inimpterruptamente. Tenho moto desde os 11 anos. Nunca fiquei sem moto. O quanto piloto moto ou não você não tem como avaliar. Você não me conhece, assim como não o conheço, nem sei seu nome verdadeiro, e, sendo assim, não emiti opinião sobre o quanto vc sabe nem vou fazê-lo.
      Informe-se melhor com quem entende e veja se não tenho razão. Discuti isso há anos com um dos Azevedo (me esqueci o 1o nome) que corre no Paris-Dakar e ele é da mesma opinião. Sou mais ele.

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    5. Sandoval,

      soberbice o cacete. Opinião formada a partir de 44 anos andando de moto inimpterruptamente. Tenho moto desde os 11 anos. Nunca fiquei sem moto. O quanto piloto moto ou não você não tem como avaliar. Você não me conhece, assim como não o conheço, nem sei seu nome verdadeiro, e, sendo assim, não emiti opinião sobre o quanto vc sabe nem vou fazê-lo.
      Informe-se melhor com quem entende e veja se não tenho razão. Discuti isso há anos com um dos Azevedo (me esqueci o 1o nome) que corre no Paris-Dakar e ele é da mesma opinião. Sou mais ele.

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    6. Arnaldo, não se irrite! :D Aliás, de motociclista p/ motociclista, quando vc se dignará a descer a serra aqui p/ praia motocar com os amigos? Quinta-feira é um dia bom, encontro de amigos num bar de Santos frente p/ o mar. Fds então é perfeito, sem pressa, low and slow. Qualquer coisa, elio_filho@ig.com.br (email e MSN). Abraço.

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    7. DR. Elio,

      agradeço o convite, porém nas 5as feiras estou no trampo ralando. Mas, sem dúvida, num desses fins de semanas aviso e vamos de moto a esse bar pra ver a moça passar com um gostoso caminhar.
      Obrigado,
      abraço,

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    8. Sandoval Quaresma17/05/12 08:06

      AK,
      minha intenção não era lhe irritar.
      conheço bastante teu trabalho, e o admiro por isso exclusivamente (por que não escreve mais para a Hardcore?) já que pessoalmente nunca o vi e vejo que és esquentado pelo tom adotado, realmente nunca lhe vi pilotando, sou mais jovem e não tenho toda sua experiência, porém pelo que já vi na vida e tentando aprender com erros dos outros também, moto não foi feita para cair, os Azevedo entendem de areia, se jogar de costas com todo o aparato de segurança num areial é uma coisa, agora fazer uma dessas numa rua esburacada e só com uma jaqueta de couro por cima (ou será que você só pilota todo equipado?) com trânsito em sentido contrário, são outros 500, então menos né.
      Ass. Sandoval Alberto Ribeiro Quaresma

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  25. AK, pra travar a traseira e deitar a moto no chão pra escapar de uma cagada, só se tiver que passar por baixo de caminhão, à la Velozes e Furiosos e dependendo da velocidade, além de esfregar no asfalto, vai correr o risco de estampar em algo fixo.

    Moto tem que frear em pé, e não esfregando carenagem, escapamentos, pernas, braços, bunda e costas no chão.

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  26. Belíssima!

    Guilherme Costa

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  27. Valeu AK!

    Estou disposto a comprar uma custom como primeira moto, pois meu desejo é saborear a estrada e não beijar o tanque, com todo respeito às motocicletas com motor "de verdade".

    Os 2 comentários que me marcaram foram a questão do acento mais alto para a carona e também o fato de a pedaleira não permitir ao piloto levantar em caso de solavanco. No primeiro caso acho que se resolve com um acento e apoios para braços, enfim, nada que cause maiores problemas para a estabilidade tbm. Já no segundo, me preocupa mais pois as nossas estradas estão a cara dos nossos governantes. Enquanto não desviarem cargas pesadas para uma malha alternativa, ferroviária por exemplo, vai continuar sendo essa superfície lunar. Lamentável.

    Mais uma vez, obrigado pela matéria!

    Força na peruca!

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