Google+

17 de junho de 2012

SOPA MORTAL


Na madrugada desta sexta-feira (15/6), um acidente ocorrido na via L2 Sul de Brasília ceifou a vida de Rodrigo Luiz Lima Cruz, de 34 anos. Apenas mais um entre os milhares de acidentes fatais que ocorrem em nossas vias todos os anos, mas este acidente tem peculiaridades que podem trazer à tona algumas discussões.

O falecido é genro de Agaciel Maia, político mais conhecido pelo escândalo dos atos secretos do Senado Federal. Isto apenas é referência, o assunto política pára por aqui, o AE não é o fórum adequado para discutirmos este assunto.

O mais importante para nós, é que o carro era um Dodge Challenger SRT8, equipado com motor V-8 de 425 cv, um esportivo moderno, que tem toda a sopa de letrinhas tecnológica atual: seis airbags, ABS, EBD, BAS, ESP, TC, e por aí vai. Ele recebeu do IIHS, o equivalente americano à Euro NCAP e Latin NCAP, 5 estrelas em seu teste de impacto. Seria, em tese, um dos carros mais seguros que se poderia estar dirigindo. No entanto, neste acidente, seu motorista morreu na hora. O que pode ter dado errado com um carro tão seguro para que as coisas terminassem desta forma?

Impossível sobreviver com o carro desta forma, nenhuma tecnologia possibilitaria isso

A L2 Sul é uma pista larga, reta e plana, com três faixas em cada sentido separadas por um canteiro central, porém é uma via urbana cheia de semáforos, cruzamentos e retornos não semaforizados. O limite é de 60 km/h e seu cumprimento é fiscalizado com a presença de vários radares.

O Dodge Challenger vinha pela L2 Sul sentido Norte-Sul quando um caminhão de verduras, que trafegava no sentido oposto e faria a entrega em um supermercado, fez um retorno na avenida, num dos retornos não semaforizados. Ao entrar no retorno, olhou, viu um par de faróis vindo bem longe e avançou. Só não contava que o par de faróis estava a 240 km/h (segundo o noticiário) e assim chegaria nele em uma fração do tempo que ele não esperaria que chegasse. Logo após o retorno, o Dodge bateu violentamente na traseira do caminhão, matando seu motorista na hora. Os seis airbags, o ABS, o EBD, o ESP etc. não foram suficientes para salvar a vida dele.

O velocímetro travado não indica necessariamente a velocidade em que o veículo estava no momento do acidente

Isso nos faz pensar. Primeiro, o que leva um sujeito a andar a supostos 240 km/h em uma via urbana? Será que houve excesso de confiança na segurança propagandeada do veículo? Será que ele achou que o ABS com EBD e BAS faria o carro parar em uma distância pequena? Será que ele achou que mesmo que o ABS não conseguisse fazer o carro parar, os seis airbags iriam salvar a sua pele? Será que isso teve algum peso na decisão de acelerar seu carro de 425 cv em uma via urbana cheia de cruzamentos?

Tiramos uma lição importante disso: toda a tecnologia inventada pelo homem ainda não foi capaz de revogar as leis da física. Não há eletrônica que faça um carro de 1.500 kg a 100 km/h parar em 10 metros, pois estas o veículo ainda tem que obedecer: lei da inércia, limite de atrito pneu-solo e outras leis mais. A eletrônica certamente ajuda, mas não faz milagre.

Esta é uma discussão que temos que trazer à tona: estamos às vésperas de termos 100% dos carros vendidos no Brasil obrigatoriamente tendo ABS e airbag, por força de lei. Boa iniciativa no sentido de tornar nossos carros mais seguros. Porém, pode ser que os marqueteiros dos fabricantes façam de tudo para nos apavorar, dizendo o quão inseguros são os antigos carros (que eles mesmos venderam) sem tais itens, na esperança de que o medo nos faça trocar de carro pelos novos que eles venderão. E que os novos nos trazem muito mais segurança que os antigos, que nossas vidas podem depender desta segurança e todo o blablabla para nos convencer a assinar o contrato e fazer a transferência do dinheiro para a concessionária.

Mas será que a presença destes itens não pode fazer o motorista relaxar e assim assumir mais riscos, contando que as tais “bengalinhas eletrônicas” salvarão a sua pele? Será que, por se sentir mais seguro, ele não irá abusar de uma forma que não abusaria com um carro que não tivesse estes itens?

Com certeza a sopa de letrinhas ajuda, ninguém nega isso. ABS pode ser a diferença entre um susto e uma batida. Airbag pode salvar a vida dos ocupantes em uma colisão. O ESP atuando pode evitar um acidente em uma curva. Só que se o sujeito contar com isso entrar mais rápido do que deve na curva, ele pode anular e até ultrapassar a maior margem de segurança dada pelo ESP. Ele também pode acabar diminuindo a distância para o carro da frente, contando que no caso de uma necessidade de frear, o ABS vai segurar. E ele pode perder o medo de morrer em uma colisão contando que o airbag irá preservar sua vida.

Uma coisa que se fala a respeito de segurança é que a falsa sensação de segurança pode ser pior que própria a insegurança em si. Quando sabemos que estamos inseguros, tomamos cuidados para amenizar nossos riscos, porém, muitas vezes deixamos de tomá-los quando acreditamos estarmos seguros. Um exemplo disso? Quem não tem seguro, sabe de sua insegurança e evita estacionar seu carro na rua, pois sabe que está exposto a risco. Porém, quem tem seguro pode não sentir-se inseguro e estacionar na rua, expondo-se a este risco por saber que este está coberto pela apólice da seguradora.

Dodge Challenger SRT8 - simplesmente LINDO!!! (sou tiete dele, sim)

Um motorista dirigindo um carro sem airbag sabe que se bater, ele tem grandes chances de se machucar. Agora, e se, para venderem o carro, venderem para ele a idéia de que o air bag é a solução para todos os problemas de ferimentos no caso de um acidente?

Meu carro tem ABS. Em algumas ocasiões, já senti o ABS trabalhando. São aquelas situações de imprevisto, em que o carro à sua frente pára de repente, ou que um distraído fecha seu caminho porque ele decidiu que tem que entrar à direita de última hora. Nesta hora é muito bom ter o ABS pra ajudar a frear. Estas situações acontecem no trânsito, de forma esporádica, com todos nós. Só que se elas estiverem acontecendo freqüentemente, se seu ABS estiver trabalhando todo dia, provavelmente não são apenas os outros que estão dirigindo de forma imprudente à sua volta: Pense que pode ser que você é que esteja dirigindo de forma agressiva, sem praticar a direção defensiva, com margens de segurança muito pequenas, contando que o ABS vai segurar. ABS segura, mas não segura tudo. 

A mesma coisa o airbag. Ele auxilia para amortecer o impacto durante o acidente, mas ele nada pode fazer se este for forte o suficiente para danificar a célula de sobrevivência do automóvel. Aí entra em ação a implacável lei da física que determina que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Normalmente, o “corpo” mais duro costuma levar a melhor nesta briga. E não existe tecnologia que mude isso.


O ABS com certeza ajuda, mas milagres ele não faz.

A sopa de letrinhas existe para tentar aliviar nosso lado em situações de emergência. Todos no trânsito são humanos e, portanto, falíveis. Para isso existe a direção defensiva, que é dirigir mantendo uma margem de segurança para manobras de emergência e tentando prever o comportamento dos outros motoristas. O motorista defensivo se envolve menos em situações de emergência, primeiro porque ele não costuma dirigir de forma a se criar situações emergenciais para si e, segundo, porque ele mantém uma margem para escapar delas quando são criadas pelos outros motoristas à sua volta. Já o imprudente perde duplamente: ele é quem se coloca em situações de emergência e, por não trabalhar com margens de segurança, tem menos margem de manobra para sair das que os outros motoristas o colocam.

Portanto, ficam as conclusões:

1) Sopa de letrinhas não garante que você não vai morrer num acidente.

2) Dirigir um carro sem sopa de letrinhas, como fizemos durante todos estes anos, não garante que você vai morrer num acidente, como os marqueteiros que vendem carros 0-km querem nos fazer pensar. Se fosse assim, não estaríamos mais vivos.

3) O comportamento do motorista é muito mais determinante para diminuir o risco de se envolver em acidentes (e suas conseqüências) do que a sopa de letrinhas tecnológica.

4) A sopa de letrinhas pode até aumentar as suas chances de se acidentar se você passar a se arriscar mais contando que ela vai salvá-lo sempre.

5) Sopa de letrinhas ajuda, mas desde que você continue com a mesma cautela que sempre teve.

Sopa de letrinhas é bom. Se puder tê-la no seu carro, tenha. Mas nunca conte com ela como uma bengala eletrônica para ultrapassar limites, tanto os do carro como os seus próprios.

CMF

194 comentários:

  1. Do que adianta airbag e abs se faltam ruas e motoristas????

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Na minha singela opinião, este é o problema...A sopa de letrinhas de nada adianta se o cara vai dirigir o tempo todo contando com ela para o uso normal ( Levianamente, é claro!) O problema é a falta de educação, cultura e conhecimento. O caso não se restringe sómente aos automóveis, também nos caminhões temos visto estas barbaridades...um acessoramento eletrônico excessivo, que engana o "jovem" e "destemido" operador ao volante, que quando falha provoca verdadeiras catástrofes...Ainda é difícil substituir o talento, conhecimento e intuição adquirida pela experiência, os co-pilotos do vôo da Air France que foi jogado ao mar por erro grosseiro ao corrigir situação de "stoll" após a falha do monitoramento eletrônico que o digam...

      Excluir
  2. Melhor sem sopa, a 60 por hora, de Fusca, vivo, do que com sopa, a 240, de Dodge, morto. Acho que vou continuar do jeito que estou.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Plutocrata18/06/12 09:20

      Falou pé de chinelo.

      Excluir
    2. E respondeu acima quem se acha mais do que é ....

      Excluir
    3. Jesiel, Plutocrata e Anônimo 22:07: tudo farinha do mesmo saco furado de esterco!

      Excluir
  3. A sopa de letrinhas não salva a vida de ninguém em uma colisão traseira em um caminhão a 240 km/h porque testes de colisão do IIHS e da NCAP são realizados a 60 km/h, que é a velocidade média das vias automotivas públicas.

    É como os ataques de pitbulls: quando a mídia (e os políticos) se dará conta de que a culpa não é dos bichos (ou dos carros) e sim dos seus donos?

    ResponderExcluir
  4. Meus parabéns pelo assunto, graças que alguém trouxe-o a tona! Antes da "sopa de letrinhas" muita coisa deveria ser ensinada, começando pela civilidade, passando pela responsabilidade, consciência e por aí vai... Dentre muitas outras besteiras, aposto que os CFCs irão ensinar aos novos motoristas que nestes carros com ABS pode-se frear mais tarde, sem medo de errar!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ou a enfiar o pé no freio sem dó, sem se preocupar com quem vem atrás, porque o freio não trava.

      Lucas Franco

      Excluir
  5. Nas aulas de segurança que venho tendo ultimamente, uma máxima que falam é "Um local só estará seguro se você achar que ele é inseguro". Pelos mesmos motivos que você falou: Nessa situação, você toma suas precauções, garantindo que situações inseguras não ocorram e, que se por um acaso elas ocorram, você tenha tempo e condições de reverter a situação.

    ResponderExcluir
  6. Absolutamente perfeito, Farjoun! Também acredito que muita (mas muita meeeeeeeeesmo) gente se fia (ou se fiará, quando todos os carros tiverem) em abs, air-bags, e outras letrinhas, como garantia absoluta de que sairão ilesos ou se machucarão muito pouco por pior que seja o acidente em que se envolvam. Temo mesmo que este péssimo efeito psicológico de falsa segurança se traduza no futuro em estatísticas de um trânsito ainda ainda mais trágico que aquele que temos hoje no Brasil. Penso que prudência e responsabilidade no trânsito podem fazer milagres que nem a mais sofisticada tecnologia embarcada pode.

    ResponderExcluir
  7. E pensar que muitas pessoas ainda não usam o cinto de segurança. Li certa vez, que a porcentagem de pessoas que sentam nos bancos traseiros e não usam cinto, chega a quase 80%.

    Recentemente vi um acidente com dois feridos graves, com motorista e passageira do lado, que por confiar demais nos airbags estavam sem o cinto.

    Também assisti na TV, onde um rapaz de mais ou menos uns 20 anos e que estava bebendo, ao ser indagado pela repórter, respondeu que era um homem moderno e que seu carro tinha inúmeros acessórios de segurança instalados e que por isso não tinha nenhum medo de se envolver em acidentes.

    Por isso, eu acho que depois da obrigatoriedade de abs e airbags em nossos carros, os acidentes fatais irão aumentar, porque o correto é ENSINAR e não OBRIGAR.

    ResponderExcluir
  8. O principal equipamento de segurança de qualquer automóvel é a consciência do motorista. Como bem coloca o texto, não adianta ter um carro extremamente seguro e utilizar isso como um passaporte para a irresponsabilidade. Que esse caso citado na matéria fique de exemplo.

    ResponderExcluir
  9. Eu aprendi a dirigir com meu pai, aos 13 anos e portanto faz 10 anos que dirijo. Uma das primeiras lições ao volante já foi sobre direção defensiva e meu pai sempre fez questão de me ensinar a dirigir pensando que tudo pode dar errado, tudo mesmo.
    O fato é que quando a gente aprende a dirigir com "vícios" fica muito difícil a gente mudar depois e, por sorte, tenho o "vício" de achar que qualquer motorista a minha frente pode fazer alguma gagada da minha frente ou meu próprio carro pode me surpreender e me fazer perder as referencias de controle. Isso não me tira o prazer de dirigir porque eu já tenho isso como algo natural, pratico direção defensiva sem perceber seja com o Fusca, seja com a Montana ou seja com o Astra. Cito esses carros porque aconteceu agora uma situação inusitada:
    Iria começar esse comentário dizendo que meus carros não tem nenhum desses salva-vidas tecnológicos e que isso não me fez falta porque pratico direção defensiva. Mentira! O Astra tem Airbag e só agora que eu fui me dar conta, simplesmente havia esquecido disso, justo por nunca ter entrado num carro com a sensação de que se algo der errado, tenho um anjo tecnológico que vai me salvar.

    Belo post!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gulherme, achar que qualquer motorista a minha frente pode fazer alguma gagada pela frente não é "vício", é "virtude", diria até que é um dos pilares da direção defensiva.

      Diogo R Santos

      Excluir
  10. Eu diria que a eficiência desses sistemas é reduzida pelas péssimas condições de nossas ruas e estradas, e poucos motoristas tem consciència disso. Asfalto ruim, irregular, sujo e cheio de obstáculos, curvas sem camber ou camber invertido, sinalização deficiente, sem padrão e fora de especificação... fora o despreparo dos motoristas, claro.

    Meu carro tem tudo isso mas nunca usei e espero não precisar. Gosto de dar umas aceleradas aqui e ali mas com bom senso. Pra mim é que nem seguro: melhor ter, melhor ainda não precisar!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. concordo, mas com uma ressalva. qualquer pista lisa ou bem asfaltada é motivo para o motorista "pisar". eu vejo isso aqui na avenida em frente a minha casa. antes era toda esburacada mas o pessoal andava devagar, agora ela é lisa e o pessoal senta mais o pé. claro que uma pista em boas condições de uso, com sinalização precisa e curvas bem feitas, ajuda a prevenir acidentes mas antes disso temos (nós, motoristas) que sofrer uma reeducação.

      Excluir
    2. Desse jeito a gente não sai nunca do 3º mundo, não pode tirar lombada nem buraco nem por placa porque é "pior". Tem que melhorar tudo e punir os que abusam, não só com multinha de radar mas com fiscalização intensiva, se não nunca vamos ter carros bons, ruas boas ou serviços bons

      Excluir
  11. Excelente texto, coloca de forma simples e direta de quem é a responsabilidade em conduzir um veículo com segurança: do motorista e ponto final. As sopas de letrinhas só servem para auxiliar em situações de risco. Quem acredita que os duendes eletrônicos irão fazer milagres, é melhor repensar a postura ao volante.

    ResponderExcluir
  12. Pedro Bergamaschi17/06/12 13:17

    Eu me poupo de acidentes simplesmente pensando que se eu bater, estarei estragando o bem material pelo qual tenho mais carinho, meu carro.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade Pedro! Também penso assim.

      Pena que esse imbecil não pensava o mesmo. Era apenas mais um carro importado para ele destruir e falar que deu PT para os amigos. O carro se foi, mas para ele também foi caixão e vela preta. E o mundo perdeu mais uma besta motorizada...

      Excluir
    2. Ele não era imbecil.
      Era um cara legal.
      Sou de Brasília e sei disso.
      Aliás, um cara cheio da nota que opta por comprar um Dodge, só pode ser um cara legal.

      Excluir
    3. Legal, imbecil, cheio da nota... E daí? Fez bosta, morreu, já era. Virou passado.

      Excluir
  13. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    2. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    3. Anônimo 17/06/12 13:39 vou te contar uma coisa: isso não vem ao caso agora.

      Excluir
    4. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    5. Lorenzo Frigerio17/06/12 18:23

      Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    6. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    7. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    8. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    9. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    10. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    11. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    12. Acho que o Bob não passou por aqui ainda...

      Excluir
    13. Acabei de entrar no espaço e estou varrendo o lixo. Eu não disse alguns posts atrás que brasileiro é um bicho esquisito? Está aí mais uma prova.

      Excluir
    14. Bob, vou te contar uma coisa: Dodge é uma merda!

      Excluir
    15. A liberdade de opinião foi pro ralo!

      Excluir
    16. Convenhamos que o q tinha alí não está fazendo falta nenhuma.....

      Excluir
    17. Não faz mesmo. Verdade seja dita: Dodge é uma merda!

      Excluir
  14. O medo. Quando vc perde o medo da maquina, ela te pega!
    Nem me lembro aonde que eu li isso, mas era de uma estórinha de um velho marceneiro ensinando o seu ofício a um jovem. Após ensinar tudo sobre todas as máquinas, e todos os macetes de todas as ferramentas da marcenaria, a última lição dada pelo velho marceneiro foi: "jamais perca o medo de uma máquina, pois quando isso acontecer, ela te pega".
    Dito e feito! Após um tempo trabalhando com as máquinas, o jovem criara autoconfiança e já nem cuidava tanto assim. Um belo dia, a plaina seifou a ponta de um de seus dedos.

    Levo isso como lição para tudo, desde o computador até o automóvel.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo plenamente,

      Mas chamo a isso de respeito. Seja pelo carro, pela ferramenta, pelo cachorro, etc. Quem tem respeito vive mais.

      Rodrigo

      Excluir
    2. Manoel Garcia19/06/12 17:23

      Meu pai, que era marceneiro, faleceu aos 83 anos tendo trabalhado mais de 40 anos no ofício sem ter nehum acidente com máquinas.
      Lembro que ele me dizia que o "segredo" era sempre estar alerta ele dizia: "Fique sempre atento e mantenha o respeito pelas máquinas pois elas não conhecem ninguém"

      Excluir
  15. É ISSO AÍ FARJOUN! PAU NOS QUE ACHAM QUE OS CELTISTAS CONSCIENTES ESTÃO ERRADOS SÓ PORQUÊ O CARRO DELES NÃO TEM SOPA DE LETRINHAS!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    2. Falso nada, pelo jeito que ele pegou o tipo de pensamento predominante desse blog é o Plutonio de verdade, mandou muito!

      Excluir
    3. Também acho que é falso. O verdadeiro Pluto tem um poder de síntese muito melhor que esse aí.

      Excluir
    4. Na boa...
      É uma babação de ovo por esse tal plutônio que dá até nojo...
      Nunca vi um comentário realmente bom ou engraçado da parte dele...
      E ainda por cima ele deve ser viado, pq todos os comentários dele tem a palavra "pau", uma fixação muito esquisita com essa palavra......

      Excluir
    5. A sintese do Plutonio foi ótima como sempre, vcs que não tão entendendo e tem uns com ciúmes do Plutonio hahahaahaa

      Excluir
    6. A frase está muito grande para ser do plutônio.

      Excluir
  16. Muita gente pula etapas na formação como motorista. De nada adianta ter um carro todo equipado sem saber segurar minimamente um carro sem sopa de letrinhas e entender quando e como elas realmente começam a atuar.

    ResponderExcluir
  17. Isso faz muito sentido mesmo. Eu por exemplo não vejo, pelo menos noticiado, muito mais acidentes envolvendo Kombi (cito-a porque é um carro que ainda é vendido zero km e cujo projeto todo mundo sabe a idade que tem...) do que qualquer outro carro. Acredito que quem dirige Kombi sabe que ela é muito precaria em segurança e não fica dirigindo por aí de maneira a se expor.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nem vai ver muita notícia envolvendo acidente com Kombi porque não dá IBOPE...
      Mas no interior da Bahia, muitas são usadas em condições precárias, superlotadas, e dirigidas muitas vezes por motoristas que não tem carteira. Vez por outra eu via uma tombada no canto da BR-101...

      Excluir
    2. Thales, com mortes? Me refiria a acidentes com mortes. Ainda sobre a Kombi, usei ela como exemplo pq é um veículo que ainda há muitas novas por aí visto que ainda é vendida zero e vende bastantinho. Claro que com relação às velhas e em estado precário nem cabe comentário.

      Excluir
    3. Motorista de Kombi tem mais consciência do que "piloto" de carros seguros como Audi, BMW e Ferrari's...

      Excluir
    4. Anônimo, sim, com mortes. Ou será que tem jeito de uma Kombi com 20 pessoas dentro capotar e não morrer ninguém...? rs
      No mais, acidente com Kombi não é noticiado porque não vira manchete. Do mesmo jeito que acidentes com Celta, Gol, Ka, Uno também não são noticiados aos montes. Já acidente com Corvette, Camaro, Ferrari... O cara encostou em outro carro, já aparece em 3 jornais.

      Excluir
    5. Thales Sobral;

      O problema é a irracionalidade de quem dirige certos veiculos, com uma propensão enorme a fazer asneira. Quem dirige Kombi, Uno, Celta, sabe o que está fazendo e que é limitado.

      Quando vou a São Paulo e vejo uma Ferrari, invariavelmente o dono/motorista imbecil está tentando fazer algum tipo de demonstração para afirmar sua masculinidade ou poder economico (ou ambos).

      Excluir
    6. O Daniel sabe o que tá falando ou tá com algum problema? Motorista de Kombi, Uno e Celta ser automáticamente consciente? Porque tem tanto Uno e Celta fazendo besteira e batendo forte por aí? É só sair de noite que o que mais tem batido pela manhã é justamente Gol, Celta e Uno. Carro inseguro não significa responsabilidade assim como carro seguro não significa se safar de tudo, a maioria dirige ruim com todo tipo de carro e aí que carros sem segurança e precariedades como a Kombi (que deveria ser PROIBIDA de ser vendida) mostram que são piores ainda

      Aqui tem muito zé groselinha que perde a oportunidade de ficar quieto ou de falar alguma coisa melhor. Vem falar de Ferrari, BMW e de carros com "sopa de letrinhas" porque não tem um. Até parece que não dão suas preserpadas também assim como o dono desses carros

      Kombi tombada tem de monte por aí, só que não é notícia como falaram. Dar uma puxadinha num carro como um Audi é bem mais seguro sim que dar uma puxadinha numa Kombi que tomba com qualquer coisa

      Em SP é muito mais fácil ver Celta e Uno levando o carro ao limite no meio do transito do que os carros mais potentes, que quase sempre andam calmos e vez ou outra fazem besteira como todo mundo. Em porta de bar sempre tem alguém num Celta, Uno ou Gol fazendo borrachão, cavalo de pau ou arrancada passando perto das pessoas, já BMW, Ferrari, Mercedes ou mesmo carros comuns mais potentes e seguros que esses mais básicos é raro ver fazendo isso, mas quando faz sai no jornal

      Excluir
    7. Motorista de Kombi tem mais tempo para pensar, de 0 a 100km/h em 35s quando nova

      Excluir
    8. Outro dia, na marginal pinheiros, vi um cara andando acompanhado da mulher numa Ferrari, sossegado da vidanas pistas do meio, e um maluco num Astra começou a colar na traseira desse cara.

      O cara mudou a Ferrari de pista, e o malucão do astra mudou junto e continuou na cola... O animal, espirito de porco, devia estar pensando que era o bonzão, pq estava "empurrando" a Ferrari.

      Então, não tem como generalizar essas situações. Ser mau motorista independe de classe social.

      Excluir
    9. Aparece Porsche e Ferrari andando de boa na estrada e se tem algum Gol turbo ou qualquer carro original mais fortinho como Astra ou Focus vão lá provocar. Mas quando esses carros estão com o pé no fundo aí ninguém aparece pra encher, só se der acidente

      Excluir
    10. Daniel, senti um certo recalque às pessoas bem-sucedidas. Quem tem Celta, Uno, Kombi, é sempre bem controlado e muito seguro de si? Nenhum desses motoristas tenta se auto-afirmar atrás do volante?

      Excluir
    11. Zenuel Lins18/06/12 12:02

      Rapaz, concordo que a sopa de letrinhas não altera as leis da física. Mas infelizmente não são apenas donos de carros equipados que vivem fazendo besteira, basta pegar a estrada para ver.
      Quanto ao comportamento "adequado" de motoristas de kombi, basta você dar uma volta aqui na cidade que você muda de idéia.
      Então, o principal remédio para diminuir esse descalabro que é o nosso transito é educação. Tendo educação, quer esteja de kombi (projeto antigo, inseguro etc.) quer esteja num Volvo S60 (referência em segurança), o motorista irá agir da maneira adequada.
      E quando falo de educação, não estou falando só de ensinar a ler, estou falando respeito, cordialidade, tolerância, coisas que se aprendem principalmente em casa.

      Excluir
    12. Thales Sobral;

      Não tenho recalque nenhum às pessoas bem sucedidas até porque sempre tenho bons carros (graças a Deus) desde que tirei carta em 1997, quando dirigia (na época) um Golf GLX do ano, completo comprado zero km, carro este que era o seonho de consumo da molecada. Só que meu Golf nunca foi objeto de auto-afirmação como alguns carros são dos seus proprietários

      Agora tem sempre um imbecil dirigindo uma Ferrari em São Paulo, isso tem mesmo. Aquela criatura que faz questão de acelerar o carro parado no semaforo, costurar nas avenidas só para chamar a atenção dos outros pares para quem está dirigindo. Tinha um vizinho, quando morava em São Paulo que fazia cavalo de pau com a ferrari dele na esquina para chamar a atenção dos colegas. Quem dirige Kombi, Celta, Uno e Ka, em sua maioria quer mesmo é PASSAR DESPERCEBIDO!!!!!

      Não fica fazendo cavalo de pau na esquina para chamar a atençao de seus pares, tentando ser o macho alfa em relação a seus pares (aliás uma afirmação besta de masculinidade essa de tentar chamar a atenção de outros de mesmo genero e não de genero oposto como deveria ser o lógico)

      E outra Thales, ser bem sucedido não se mede pelo veiculo que se dirige. Isso é MEDIOCRIDADE de quem pensa assim. Moro numa cidade polo da industrica eletromecanica do interior do estado de São Paulo e conheço muitos industriais e te afirmo: O mais bem sucedido deles, o que tem a conta bancária mais gorda anda num Astra 2 portas 2005!

      Excluir
    13. Daniel, Golf não é Ferrari e voce conhece 1 dono de Ferrari. É a primeira vez que ouço Ferrari virando cavalo de pau em SP. Já Celta, Uno, Ka e Kombi ao contrário do que você fala tem a rodo fazendo isso em SP

      Outras coisas como acelerar com o carro parado e dar uma puxada vez ou outra (diferente de ser toda hora) é reclamação de recalcado, todo mundo faz isso de vez em quando e com uma Ferrari pelo menos sai um som legal de ouvir

      CG 125 e carro 1.0 sem nada é o que mais se ve fazendo besteira em SP e fazendo exatamente isso, acelerar parado, costurar e virar cavalo de pau. Isso acaba com essa história que carro potente ou com itens de segurança causa mais problemas

      Excluir
    14. Mas o Golf era bem maneiro para 1997...

      E outra, coloque seu nome anonimo. Falar por tras de anonimato é facil

      Excluir
    15. Anônimo 218/06/12 22:33

      Cara,

      Você precisa andar mais na periferia de Sp e Grande SP: o que mais tem é celta, corsa, gol, uno, palio e motos 125 - além de carros mais velhos que já foram gloriosos nas suas respectivas épocas, como vectras, tempras, omegas, etc, que usados hoje valem menos de 15 mil - fazendo merda nas ruas...

      Os manos compram o carro, metem g5 nos vidros, cortam as molas, põem rodão com pneu remold, sonzão com várias cornetas e subs no porta malas tocando funk, pagode e/ou sertanejo pra infernizar a vizinhança, é uma maravilha!!!!

      Mas já vi vários proprietários de camaros, por exemplo, que só dão umas esticadinhas nos acessos para vias principais pra ouvir o ronco do v8, e depois andam sossegados da vida...

      Excluir
    16. Concordo com o anonimo,mas com ressalvas.Tirando uns filhinhos de papai que se acham mesmo, não é todo mundo, que por ter carro potente, se acha por ai, pois sabem que não é barato comprar e manter uma Ferrari, por exemplo, mas o que tem de merdão com 1.0, tirando escapamento e molas, e de cg125 estourando, ah tem de sobra, se matam e tudo, e ficam despercebidos, mas se for um acidente como este, ficam meia hora no jornal, metendo o pau. E sabe o que mais, eu fico seguro a 60km/h no meu fiesta 1.6, tanto como num audi A8, com todo o aparato tecnológico dela, pois o item maior de segurança é a consciência do motorista, não a sopa de letrinhas!!!

      Excluir
    17. Manoel Garcia19/06/12 17:31

      Lembro-me de um adesivo que vi uma vez em um carro turbo: "O problema não são os cavalos do motor e sim o burro ao volante"

      Excluir
  18. O problema é que não inventaram alguma sigla anti idiota (seria AIS???)

    ResponderExcluir
  19. Farjoun, na verdade o velocimetro travado nunca indica a velocidade do impacto. O maior erro dos jornalistas é concluir sem base técnica alguma que o velocímetro trava na velocidade em que ocorreu o impacto.

    Sensacionalismo barato, propagação da ignorância. O resultado disso é a intolerância do povo leigo, que compra o que o jornalista irresponsável publicou.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. http://www.estradas.com.br/sosestradas/articulistas/wilson_t_jr/o_registro_permanente_do_%20ponteiroasp.asp

      Excluir
    2. O interessante é que nesta via tem um monte de pardal e até agora ninguém mostrou uma foto do veiculo nesta velocidade.

      Excluir
    3. Se teve algum irreponsável neste caso, não foi o jornalista, pode apostar. Não me parece que alguém aqui esteja "comprando" (ao menos eu, não estou) o que disse o jornalista, e sim o que mostra o estado do carro, que se não estava nos supostos 260Km/h onde travou, ainda assim estava bem acima dos 60Km/h que são o limite legal da via. Também não é o caso de estarmos sendo "intolerantes", se bem que tamanha irresponsabilidade não mereça mesmo tolerância nenhuma.

      Excluir
    4. É verdade, Leonardo, infelizmente, como aliás em todos os setores econômicos, o "mercado" de jornalistas está tomado por maus profissionais. Ou melhor, não necessariamente maus, mas talvez por demais desinformados. O mesmo tipo de jornalista que mostra o velocímtro travado a certa velocidade, também diz (numa alusão a um post anterior deste blog) que não se deve, ao dirigir, deixar o conta-giros atingir determinada marcação. É um atestado de ignorância.
      Mas voltando ao velocímetro, nos atuais painéis eletrônicos, o ponteiro geralmente para quando a alimentação elétrica é interrompida, não necessariamente na velocidade em que o carro estava.

      Excluir
    5. Bom, se o velocimetro travasse na velocidade da batida, o conta-giros também..? E portanto, poderíamos presumir que esse se tratava de um Dodge com motor de carro de GP2, pois estava a uns 10 mil rpm? rs

      Já vi uns dois engenheiros de marcas grandes (um da Ford e o outro da Chrysler, se não me engano) falando justamente isso, a posição do ponteiro do velocímetro após a batida não significa absolutamente nada.

      Excluir
    6. Acredito aqui que ninguém está defendendo o indefensável. O estado do carro fala por si mesmo. O que criticamos é a informação sem informação, sem base. Olharam o velocímetro e falaram que o cara estava a 240kmh. Simples assim. Se buscasse a informação e falasse com base em fatos concretos, não teria o que se criticar. Cade as imagens dos radares? Com certeza este cidadão estava com velocidade bem acima da regular para esta pista. A imagem fala por si só. Contudo, pegar o velocímetro e tacar no jornal a foto e falar que o cara estava a 240 é achismo.

      Excluir
    7. Agora o cara tem que ter coragem pra passar de 100 km/h na L2, o asfalto lá está horrível como no resto da cidade

      Excluir
    8. Dentro do limite (60 km/h) ele não estava, nem um Del Rey ficaria tão despedaçado.

      Excluir
    9. Pior de tudo é que aqui em Brasilia, só tem piloto de F1. os cara só andam com o pé esquerdo no talo, seja de celta 1.0, gol, fusca, Ferrari etc. Se tiver rodas e motor é pé embaixo.

      Excluir
    10. Danniel,
      Na pista sentido norte ainda tem alguns trechos em bom estado, na sul não sei, normalmente pego a L4 nesse sentido. Aliás, L4 que agora está com os pardais antigos reposicionados e mais alguns novos para engordar os cofres do GDF.

      Excluir
    11. O velocímetro pode ser um indicador na falta completa de determinação da velocidade, assim como o estado de deformação da estrutura veicular.

      Eu disse PODE, porque a maioria dos velocímetros atuais são eletrônicos, e o ponteiro tende a parar no momento do impacto na velocidade em que estava indicando, pelo fato de deixar de receber energia elétrica naquele instante.

      Porém, é importante salientar que tais instrumentos sofrem periódicamente problemas de marcação, assim como interferências de freqüência do tacômetro, além de má leitura em seus sensores.

      Ou seja, em veículos com problemas de marcação de velocímetro, tomando-se como parcialmente verdadeira a tese de que o ponteiro paralisa na velocidade marcada durante o impacto, num impacto ocorrido a 100 km/h em que o velocímetro estivesse marcando 160 km/h, poderá influenciar todo um resultado de perícia caso o policial adote essa última velocidade como a verdadeira.

      Portanto, toda cautela deve ser tomada ao se adotar tal hipótese da marcação do velocímetro.

      Excluir
    12. Marcos, realmente não sabia que tinha um trecho em bom estado. Costumo pegar a L2 norte só no começo, até o SERPRO/Pirâmide e ali é ruimzinho. A L4 sul tá uma bomba.

      Excluir
    13. Putz o motor do carro estava fervendo (segundo o painel)!

      Excluir
  20. Antonio Amaral17/06/12 15:09

    Perfeito post, Farjuon

    Fiz um comentário no post do Strassen sobre os resultados do Latin NCAP e acho que se encaixa aqui também.
    Minha visão é que para se chegar a um acidente com consequência fatal é necessário a combinação de uma série de eventos, cada qual com seu peso para o resultado final, como exemplo, poderia "chutar" o peso de alguns:
    Preparo, habilidade e estado de atenção do motorista: 70%
    Manutenção do veículo (que na verdade também é responsabilidade do condutor): 5%
    Condições ambientais (piso, sinalização, etc., a qual o condutor também tem que se adequar): 5%
    Estar na hora errada perto de um maluco ou incauto que vem para cima de você: 10%
    A batida ser acima de uma velocidade que os sistemas de segurança possam te proteger: 10%
    Sei que os números que coloquei são totalmente chutados, mas o que eu queria mostrar é que entre um carro 1 estrela e um 5 estrelas, você não está aumentando sua segurança de 0% para 100%, mas talvez em 10%, que é a parcela de contribuição dos sistemas de segurança do veículo, para o resultado final de um acidente.
    Não estou minimizando a importância da segurança do veículo, já que esses 10% a mais de segurança podem ser a diferença entre viver ou não, e nessa questão qualquer melhora é importante, tanto que é o fator que mais levo em conta na escolha de um carro. Acho importante a consciência desses pesos para que as pessoas não comprem um carro 5 estrelas e comecem a se sentir seguras o suficiente para ignorarem os outros fatores de segurança, que são muito mais decisivos.

    ResponderExcluir
  21. Uma vez eu li em algum lugar um cara dizendo que, se todo carro saísse de fábrica com uma lança no volante apontada pra cara do motorista, todo mundo dirigia com muito mais cuidado e respondabilidade. Faz sentido...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Macumbinha18/06/12 09:00

      Troféu Ofélia prá ti e para o autor desse pensamento.... Francamente.

      Excluir
    2. Se não sabe onde leu essa besteira, é porque tá inventando. Troféu pra ele é pouco. Macumba braba pra cima dele!

      Excluir
  22. Com certeza o motorista do Dodge estava acima do permitido... quanto acima, quem sabe? Mas gostei do post. Eu estou apenas no meu segundo carro com ABS e o primeiro com 6 air-bags, controle de tração e estabilidade, etc. Sabe quantas vezes já senti a mão dessas babás eletrônicas? Só do ABS se estranhando um pouco com umas irregularidades do asfalto, e estava devagar freando numa descida. Continuo dirigindo da mesma forma, pois tem que ser muito idiota pra achar que essa eletrônica embarcada é permissão pra exageros. Mas eu me sinto mais seguro e apoio TOTALMENTE novas leis que obriguem à modernização da segurança automotiva. Mas vou falar algo mais polêmico ainda: apesar do meu sedã médio não ser nenhum pouco leve, mas me recuso a comprar DESNECESSARIAMENTE (mesmo podendo) veículos maiores que preciso, como grandes picapes e SUVs, que considero ofensivo à segurança da maioria dos carros menores, além de achar ecologicamente incorreto. Cansei de ouvir pessoas se sentindo mais seguras dentro desses veículos, mas acho uma canalhice essa opção e tremendo sentimento típico de país sub-desenvolvido (na Europa se preocupa até com o atropelado e aqui ainda tem gente que acha bonito os parachoques de impulsão)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Félix,
      vc. comentou algo que sempre me passa pela cabeça. Morro de medo destas SUVs e caminhotes gigantes que andam chispando pelas ruas. Quando um bicho desses fura um sinal (e isso é muito comum nas madrugadas, especialmente sexta-sábado, sábado-domingo) ou quando se mechem de forma desajeitada (tanto pela falta de espaço quando pela inabilidade do motorista) morro de medo pois sei muito bem o efeito de carros acima de 1,8 toneladas (ou acima disso) sobre veículos menores...
      VPJ

      Excluir
    2. Concordo contigo Félix. Aqui em SP tá difícil, a quantidade de mulheres dirigindo carros de 2 toneladas, mas sem habilidade para dirigir nem um Celta. Pra quem acha que é machismo, a quantidade de caras com uma porcaria dessas, lacrada no insulfilm e fazendo tantas besteiras quanto também é gigantesca. Pra quem tem carro pequeno (que seria o mais lógico, visto que é para uso urbano, somente trabalho etc) é um Deus nos acuda diário.

      Excluir
  23. Jackie Chan17/06/12 17:55

    Prefiro as sopas de letrinhas do tipo DOHC, VTEC, GDI, DSG, etc.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Qualquer sopa de letrinhas que não termine com um B.O. já é alguma coisa!

      Excluir
  24. Concordo plenamente com o texto!
    Porém, acho que a sopa de letrinhas ajudam sim, mesmo a motoristas mais experientes. O fator surpresa as vezes é ignorado, e é nessas horas que ter um salva vidas desses faz a diferença.
    Não sou o cara mais experiente do mundo, mas sei reagir na maioria das situações cotidianas, como por exemplo dirigir em dias chuvosos.
    Há um tempo atrás estava andando pela Rodovia Anchieta, a chuva já havia parado, e estava no limite da velocidade segura para pista molhada. Durante a curva onde fica a entrada do Rodoanel (Sentido SP), deparei-me com uma grande quantidade de água atravessando a pista, os pneus perderam aderência e o carro ameaçou ir para a outra faixa, onde trafegavam vários caminhões. Não demorou para a eletrônica toda entrar e ação e corrigir a trajetória do carro. Foi muito rápido, não era algo que eu esperava, e não estava atento o suficiente para uma surpresa dessas.
    Uma lição para mim, e um ponto para os engenheiros!

    ResponderExcluir
  25. E....... a culpa vai ser do motorista do caminhao... como no caso da Advogada morta em acidente(para mim assassinato), em Sao Paulo num cruzamento.....

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A advogada morta em SP conforme já ficou mais que provado, estava dirigindo sob efeito de alcool e avançou um sinal vermelho. Em suposição, se e somente se ela não tivesse furado o sinal, não teria ocorrido a colisão. O cara de maneira nenhuma estava certo pela velocidade, no entanto, ela também não era nenhuma santa.

      Excluir
    2. Assassinato de onde ?
      A referida advogada estava chapada de bêbada. Ela avançou sinal vermelho.Pagou pelo erro. Erro também punível ao condutor do Porsche, que conduzia o mesmo muito acima do permitido. Duas antas, que pagaram cada qual pelos seus erros.

      Excluir
    3. Se intera do assunto antes de comentar algo. Mané lê a primeira manchete ( isto é, se é que lê, deve ter visto na TV na Sonia Abraão ) e não acompanha o resto da história.

      Excluir
  26. seu texto é interessante, porém suas conclusões são tendenciosas ou exageradas.
    Você não pode tirar a utilidade da "sopa de letrinhas" pelo exagero de um situação. Por partes:

    "1) Sopa de letrinhas não garante que você não vai morrer num acidente."

    Sim, concordo, mas não atrapalha e em diversas situações evita ou remedia.

    "2) Dirigir um carro sem sopa de letrinhas, como fizemos durante todos estes anos, não garante que você vai morrer num acidente, como os marqueteiros que vendem carros 0-km querem nos fazer pensar. Se fosse assim, não estaríamos mais vivos."

    Veja aí o exagero e uma falácia escondida. Primeiro não concordo que "marqueteiros" é que promovem os itens de segurança. Você não pode colocar todos os acidentes no mesmo balaio e querer tirar uma conclusão. É lógico que no universo de acidentes ocorridos nos carros sem dispositivos de segurança ativa e passiva várias mortes teriam sido evitadas se esses itens estivessem disponíveis, assim como é lógico que o vários deles seriam inevitáveis por infortúnios ou simplesmente porque a situação que o(s) motorista(s) se submeteram não tinha salvação com ou sem esses equipamentos. Seu exagero não prova seu ponto de vista, ele esquece de citar várias outras condições.

    "3) O comportamento do motorista é muito mais determinante para diminuir o risco de se envolver em acidentes (e suas conseqüências) do que a sopa de letrinhas tecnológica."

    Pode ser, mas isso não torna os equipamentos ruins ou desnecessários. Veja que lidamos com todas uma população, com ótimos motoristas e outros sem noção de controle do freio, por exemplo. O ABS é para todos, não só para os de bom senso.

    "4) A sopa de letrinhas pode até aumentar as suas chances de se acidentar se você passar a se arriscar mais contando que ela vai salvá-lo sempre."

    Veja outro exagero. Você não tem dados para afirmar que dispositivos de segurança fazem as pessoas arriscarem-se mais. Eu acredito que não muda nada, os de bom senso não perdem o bom senso, os insensatos continuaram insensatos e talvez sejam salvos vez ou outra pelo auxílio tecnológico. Lembre-se ainda que os de bom senso podem ser ainda ajudados quando colocados em uma situação perigosa por outros agentes, motoristas ou pedestres.

    "5) Sopa de letrinhas ajuda, mas desde que você continue com a mesma cautela que sempre teve."

    Sim, mas não podemos pensar somente no fim da escala de insensatez. É lógico que ocorrerão várias situações em que o auxílio tecnológico facilitará a vida dos insensatos. E é também lógico que ajudará quando você estiver com todo cuidado mas algum pedestre entrar inopinadamente na sua frente.

    "Sopa de letrinhas é bom. Se puder tê-la no seu carro, tenha. Mas nunca conte com ela como uma bengala eletrônica para ultrapassar limites, tanto os do carro como os seus próprios."

    É claro, não podemos olhar para traz e achar que benefícios tecnológicos são feitos para você trocar de carro. Eles salvam vidas, isso é inegável. Querer criticá-los por achar que existem marketeiros que querem ganhar com eles é errado. Critique os marketeiros!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sopa de letrinhas ajuda, mas desde que você continue com a mesma cautela que sempre teve.

      É isso aí. Toda tecnologia veio para potencializar, e não substituir, a capacidade humana.

      Excluir
    2. Leonardo, voce tem razão mas interpretou mal o Farjoun. A conclusão dele não é que a sopa de letrinhas não funciona ou é ruim e dispensável, ele só mostra que se deve continuar tendo responsabilidade. Pena que uma parte dos leitores e dos editores daqui pensem ao contrário dele, achando que tudo isso é desnecessário

      Excluir
    3. Salvo erro, existiu um estudo estadunidense acerca do cinto de segurança que demonstrava que os condutores aumentavam a velocidade e arriscavam mais em função de se sentirem mais seguros com o uso de cinto.

      Excluir
    4. Agora vem a turma que fala que até cinto é besteira, aí fica impossível esconder a mentira

      Excluir
  27. Nenhum radar urbano registra velociadades superiores a 196 km/h. Por isso não teremos a versão oficial.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Alguma velocidade acima do limite local, o radar deve ter pego. Segundo pra que serve a perícia mesmo? O que não podemos é olhar para o painel e sair por aí gritando pelos 4 cantos que o cara tava a 240.

      Excluir
  28. Lorenzo Frigerio17/06/12 18:34

    Existe um fato que não foi abordado. O motorista provavelmente estava alcoolizado.
    Diferentes pessoas têm diferentes reações ao álcool, ou à cocaína que seja. Isso depende da genética, do grau de instrução e do passado da pessoa (a "criação").
    Algumas têm uma incrível resistência à embriaguez mas perdem o juízo, outras ficam bêbadas fácil mas não perdem o juízo, outras perdem tudo e fazem papelão.
    Dá para entender os caras que entram na contramão numa rodovia movimentada? Vai botar a culpa no álcool por isso, mesmo que de fato o motorista esteja embriagado!
    Sabendo quem era o elemento, pode-se assumir que devia ser uma pessoa de nível baixíssimo e que não comprou aquele carro com trabalho honesto.
    Lembremos do cara que bateu uma Ferrari na Imigrantes, agrediu o repórter e, dois anos depois, destruiu um Camaro, saindo de dentro dele nu da cintura para baixo.

    ResponderExcluir
  29. Passei por lá na outra pista, sentido norte, quando o Challenger já estava no guincho, com o helicóptero da Record filmando. Havia pedaço de Dodge para todo lado, desde onde estava o caminhão até depois do poste onde ele bateu e até mesmo na outra pista. O mais difícil era ver gente abraçada chorando, provavelmente familiares e amigos, vendo aquela cena de completa destruição e sabendo que ele não voltaria mais para casa.
    Sem entrar no mérito da sopa de letrinhas e da velocidade do carro, é preciso lembrar que o motorista do caminhão também é responsável. Por mais rápido que estivesse, é possível saber que aqueles dois pares de faróis chegarariam muito mais cedo que os outros carros, basta realmente olhar e analisar ao invés de dar um golpe de vista e achar que está tudo certo. Além disso, por várias vezes já vi motoristas alegando que não viu algum carro ou moto devido ao trânsito, levando a um acidente parecido. Só que nesse caso era madrugada e não havia trânsito para isso, além de o lugar ter uma visibilidade que vai longe, sem aclives no meio do caminho para esconder o carro. Só se ele estivesse com os faróis apagados para não ser visto.
    Quanto as reportagens sensacionalistas, já tem gente de jornal publicando que o tal projeto de lei que prevê carteira de habilitação tipo C para guiar carros com mais de 300 cv é uma solução para "os carros potentes que não são da nossa realidade". Melhor que isso é professor universitário dizendo que esses carros não deveriam circular junto com os carros normais...
    Já imagino aqui em Brasília: faixa para ônibus, ciclovia e faixa para mais de 300 cv, mas nesse último o sujeito precisa ter tido aulas em um carro parecido, como um Mercedes 608 ou um Volare...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O motorista do caminhão não tinha culpa. Lembre-se que se ele esperar todo par de farois passar, ele NUNCA vai entrar na rodovia.

      Excluir
    2. Se ele entrou e um carro o atingiu, sim, ele tem parcela de culpa. E aquilo não era uma rodovia, era a L2 Sul, que naquele horário é possível correr pelado no meio da pista de tão vazia que é. Além disso, é bem fácil perceber que um carro está vindo em alta velocidade se o motorista realmente olhar e analisar, algo que leva dois segundos mas que muitos não fazem.

      Excluir
    3. Já viu como os maluquinhos aqui em Brasilia entram em uma via? Os retornos aqui em Brasilia, normalmente são feitos pela esquerda o que significa que quando você for entrar em outra via você vai entrar na faixa da esquerda ou seja na faixa de maior velocidade. Aqui em Brasilia, boa parte das vias são rodovias com velocidade de 80kmh (EPTG, Estrutural, EPNB etc) os caras entram na faixa da esquerda numa via de 80kmh que normalmente os veículos estão trafegando a 100kmh a miseros 20, 30kmh e não trocam de faixa ou seja, problema de quem vem atras no limite da via.

      Excluir
    4. Sei como é isso e ainda sou repreendido por querer andar na esquerda dando luz alta, já que a esquerda é "faixa de retorno", como tanto ouço. Entrar e andar não é o problema mas sim aquele sujeito que entra devagar e se mantém devagar mesmo com carros mais rápidos vindo atrás, muitas vezes inclusive xingando quem pede passagem.
      Não tem jeito, como sempre o problema é educação.

      Excluir
    5. Marcos, eu discordo quanto à culpa do motorista do caminhão. Se o cara viesse nos 60 km/h regulamentares haveria tempo de sobra para frear, mesmo que o caminhao entrasse "de uma vez".

      Excluir
  30. Alexandre - BH -17/06/12 18:56

    Farjoun,

    Infelizmente, esse motorista foi vítima dele mesmo e de um dos mais graves tipos de acidente: a colisão traseira – ou lateral – em caminhões, que produz o temível e terrível Efeito Guilhotina.
    Pouca gente sabe, mas graças à obstinação de uma equipe da Faculdade de Engenharia Mecânica da UNICAMP, o Brasil tem, desde 2003, normas eficientes para fabricação e uso do para-choque traseiro de caminhões, a Resolução 152/03, do CONTRAN.
    Cansados de décadas de letargia do governo em tornar obrigatório o uso do equipamento, esse grupo de engenheiros se debruçou no projeto de um para-choque eficiente, que amenizasse os ferimentos em ocupantes de carros e motos e, principalmente, evitasse tantas mortes por decapitação e esmagamento craniano e torácico. Apresentaram o projeto e conseguiram o mais difícil, que é sensibilizar as autoridades.
    Depois dessa resolução vieram outras para aumentar ainda mais o nível de segurança – uma que obriga a instalação de adesivos refletores na traseira e laterais de ônibus e caminhões e outra que obriga a instalação de grades de proteção lateral em caminhões.
    O problema, como sempre, é a falta de fiscalização. É muito comum vermos caminhões transitando com esses equipamentos fora das normas, danificados ou até mesmo sem eles. Não sei se era o caso do caminhão do verdureiro de Brasília, mas assim como air bag e ABS não fazem milagres, não há para-choque de caminhão que segure carro a mais de 200 por hora. E tomara que o seguro do Dodge cubra o estrago do caminhão, que não deve ter sido pouca coisa.
    Recomendo aos entusiastas conhecerem o Projeto Impacto, da UNICAMP:

    http://www.fem.unicamp.br/~impact/portugues.htm

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não sei se é o mesmo, mas lembro de projetos de pára-choques mais eficientes sendo desenvolvidos por pesquisadores brasileiros lá por 1995. Nesse caso, o que mais assusta é a omissão do governo com algo que realmente ajuda a salvar vidas em caso de colisão, a julgar pelo tempo transcorrido deste aquela época até sair a resolução do CONTRAN.

      Excluir
  31. Ainda não inventaram tecnologia que nos proteja do mau motorista! Difícil vai ser identificar quem vai sobrar como bom motorista, a depender das diversas opiniões sobre o assunto...hehe

    ResponderExcluir
  32. Não existe tecnologia que proteja os imbecis, meu caro CMF, e imbecil sempre existiu, veja o "prêmio Darwin"... http://www.darwinawards.com/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Portugal Campeã da Euro 201218/06/12 09:08

      Bem nessas Hugo. Imbecil sempre existiu e sempre existirá. Nos é inato.

      Excluir
  33. CMF, o motorista do Challenger morreu porque era um playboyzinho, tanto faz nesse carro ou em outro. Com certeza só sabia que era um esportivo, não dando a mínima pros acessórios de segurança. Aliás, acho que os airbags e ABS obrigatórios não farão a mínima diferença na consciência dos motoristas. É problema de cultura e de educação.

    Conheço Brasília desde os anos 90 e, ao pegar táxi no aeroporto, entrava em pânico ao perceber a velocidade que os taxistas desenvolviam no Eixão, a maioria de Opalões e Omegas sem grandes recursos de segurança. Meu sofrimento só acabou quando puseram os pardais na cidade inteira. Só que erraram na dose: 70 km/h é um limite muito baixo, parece que o carro está parado no Eixão. Já dirigi por lá com esses limites e quase dá sono...

    ResponderExcluir
  34. Ufa!!! Pelo menos o otário não matou nenhum inocente...

    ResponderExcluir
  35. Sou de BH e moro em Brasília há 15 anos. Gosto daqui, mas uma coisa me tira do sério: o hábito generalizado e nojento de se entrar na via preferencial sem os devidos cuidados. Quem estiver na preferencial que freie. Como é comum isso por aqui! Nunca vi nada parecido no Brasil inteiro. Impressiona. Pode ser que o cabra do caminhão era um desses, e o infelizmente destino ensinou alguma coisa a ele, se for o caso.

    Passei no local do acidente, e a distancia entre o ponto da batida e o em que o carro parou é MUITO longe. Considerando que caminhão deu um 180 com a batida, o estrago nele, a desintegração do Dodge e o distancia de parada, podemos supor que a velocidade era, de fato, muito alta.

    Outro ponto: enorme falta de bom senso do "piloto" do dodge. Ali, são TRÊS cruzamentos em menos de 100 metros. Sim, três: o retorno que o caminhão fazia, a entrada da 406/7 para quem vem no sentido sul-centro (uma das faces do Pão de Açúcar), e a saída da 406/7 (outra face do supermercado). Portanto, se o acidente não tivesse ocorrido, o Dodge teria "varado" três cruzamentos a milhão. Aí é dose.

    Abraço

    Lucas CRF

    ResponderExcluir
  36. PARTE 1

    Concordo totalmente com quem achou exageradas as conclusões do colunista e quem achou que tinha algo a mais errado nessa equação como um motorista alcoolizado, sob efeitos de narcóticos... Ou mesmo distraído ou desesperado com algum problema.

    Aparentemente o motorista do Dodge tentou desviar no último instante... No mínimo estava desatento... Ou o motorista do caminhão não foi tão sincero assim e pode ter feito o retorno apressadamente colocando os demais motoristas em perigo. Ninguém pode afirmar qual era a velocidade do Dodge embora os estragos tenham sido significativos.

    Sem duvidar de ninguém, porém duvidando porque quando há um inquérito policial em curso que pode resultar em uma acusação de homicídio... As pessoas mentem sem o menor pudor; e não seria a primeira vez que um motorista de caminhão joga o seu veículo em cima de outros menores porque sabe perfeitamente que os menores desviam ou freiam por motivos óbvios.. Eu gostaria de ver o vídeo desse acidente. Só com prova videográfica é que pode-se ter algum embasamento para emitir opinião sobre a conduta dos envolvidos

    Não muda o fato que de jeito ou de outro, todos responderão pelos seus atos, mas isso é outra história.

    De qualquer maneira os veículos que andam rápido precisam de conjuntos ópticos potentes... No depoimento do motorista do caminhão, disse que tinha visto um par de faróis... Muito pouco se for verdade, porque conforme a velocidade aumenta, o seu campo de visão diminui; portanto você precisa enxergar mais longe possível para poder antever possíveis obstáculos em tempo. Será que o motorista do Dodge não ligou as luzes frontais auxiliares para não chamar a atenção? Porque não sabia?

    Nada disso muda que todos que têm grande poder sob seu controle têm que ter o devido preparo, físico, técnico, psicológico, etc...

    Caso contrário todo esse poder se volta contra a própria pessoa; pode escolher a modalidade ou tipo de poder que quiser... Quanto maior o poder, maior é a sua responsabilidade e mais perigoso se torna e maior a probabilidade se sofrer as consequências dramáticas desse mau uso. Sob esse aspecto o motorista do Dodge é muito mais responsável do que o do caminhão, mesmo que este último tenha sido muito imprudente fazendo o retorno com muita pressa.

    Claro que o colunista mostra um ponto de vista interessante, um alerta importante; nenhuma tecnologia atual previne totalmente acidentes fatais desse tipo... Mas de alguma forma esse post descredita equipamentos de segurança muito, muito, muito importantes que salvam muitas vidas e reduzem muito ferimentos sérios ao redor do mundo.

    Para terminar, os testes de impacto normatizados são feitos para simular contextos urbanos, em baixas velocidades em relação a velocidade final dos esportivos modernos. Os engenheiros nesses centros de pesquisa ficam muito 'nervosos' quando os testes passam de 60 km/h...

    Apenas as montadoras que têm experiência em pistas de corrida têm elementos para produzir carros resistentes a impactos a velocidades maiores que 150, 200 km/h; que são exatamente as velocidades em que os bólidos se acidentam nas provas. Alguém já viu o Challenger correndo de forma sistemática em corridas? Por isso faz sim sentido quem disse que o carro pode sim não ter oferecido a proteção adequada.

    Para mim olhando apresadamente as fotos foram muitos os fatores que contribuíram para esse acidente fatal; não apenas o excesso de confiança na sopa de letrinhas conforme expressa o colunista... Assim eu levanto as seguintes hipóteses:

    ResponderExcluir
  37. PARTE 2

    1 – a) O motorista do caminhão não foi tão prudente quanto testemunhou... Pq caso positivo como ele disse pois segundo as palavras do colunista falou como se o par de faróis estivesse muito longe... Estaria a pelo menos 30, 40km por hora na hora do impacto... O tacógrafo pode mostrar isso, supondo que estivesse funcionando corretamente... Se o Challenger estivesse a 200, seria um impacto de 160 km/h... Ainda assim importante mas menos grave.
    1 – b) Tendo sido pego desprevenido com o retorno imprudente do caminhão, com reflexos reduzidos ou tendo se recuperado da distração tardiamente: o motorista do Dodge tentou desviar por reflexo mas não foi suficiente pegando de lado, do seu lado, justamente se expondo a batida.
    2 – O motorista do Challenger não acionou todas as luzes dianteiras, diminuindo muito a sua possibilidade de reação adequada.
    3 – O motorista do Challenger estava no mínimo distraído trafegando a alta velocidade numa pista que embora perigosa e traiçoeira como se mostrou, era conhecida e duvido muito que foi a primeira vez que o mesmo trafegou a altas velocidades no local.
    4 – O Challenger não oferece boa proteção a impactos; não foi testado nas pistas; os engenheiros têm 'apenas' os dados de simulações digitais.
    5 – As vias são inseguras... Nada errado em se colocar um retorno a esquerda... Mas se faz necessário um longa zona de aceleração protegida para aí sim entrar na pista expressa.

    A minha conclusão é que mesmo que todos esses fatores tenham ocorrido em maior ou menor grau embora sejam apenas suposições... Se o motorista do Dodge tivesse mesmo toda essa 'fé' nos aparelhos de segurança, teria entrado direto na traseira do caminhão, apenas freando ... Não teria se exposto a uma batida na lateral justamente do seu lado e muito provavelmente estaria vivo a essa hora; talvez muito ferido, mas vivo.

    A fé nas ajudas eletrônicas e demais aparelhos de segurança ativos e passivos pode ter contribuído para a imprudência, para a velocidade alta... Mas na hora do acidente, o instinto fala mais alto.

    Embora não reprove o post, tem o seu mérito pois nos fez pensar nesse assunto e quem sabe prevenir futuros acidentes, penso que esse tipo de acontecimento requer uma reflexão muito maior e detalhada com base nas provas da perícia; não em suposições ou depoimento de apenas uma parte evolvida. Abs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lawrence,

      A via é segura para a velocidade que ela foi projetada, 60 km/h. Para 200 km/h, não. Ali não precisa de "zona de aceleração protegida" pra poder entrar, mesmo em hora do rush.

      Excluir
    2. faixa de aceleração e desaceleração o que é isto mesmo? Alguém por gentileza explica pros candanguinhos que aqui em Brasilia isto só serve para enfeite. Nunca vi ninguém usar aqui em BSB. Os cara vão entrar no retorno, percorrem toda a extensão da faixa de desaceleração na faixa de rolamento e quando ta quase acabando joga o carro para a esquerda (sem sinalizar obviamente) e quem vem atras que se vire para juntar o pé no freio. A faixa de aceleração é do mesmo jeito, em vez de usar esta, entram direto na faixa de rolamento.

      Excluir
    3. Ok Carlos! Mas vamos combinar que as coisas evoluem... Se 60km/h era a velocidade máxima dos carros quando a via foi construída... Não é mais. Os carros evoluem, a pista, a sinalização tem q evoluir junto! Ser funcional e segura tanto na hora do rush quanto de madrugada! Valeu o esclarecimento. Abs

      Anônimo; infelizmente essa é a triste realidade não apenas em Brasília, mas em todo o País. Quem não aprende pela educação, aprende pela experiência nem sempre muito agradável! Cada um escolhe o caminho que quer seguir! Depois não tem como voltar no tempo! Abs

      Excluir
    4. Lawrence,

      Se não precisava de "zona de aceleração protegida" mesmo naquela época onde os carros tinham um poder de aceleração muito menor, o que dirá hoje, que os carros aceleram melhor?

      Se você conhecesse a avenida você veria que 60 km/h é adequado para ela. A L2 Sul é uma avenida que possui vários pontos de travessia de crianças (há muitas escolas ao longo da via, inclusive uma de educação de crianças com deficiências visuais e auditivas), saídas de quadras residenciais e retornos. Não dá pra aumentar a velocidade só porque os carros podem andar mais rápido de forma segura.

      Sério, você conjecturar sobre a segurança da via sem sequer ter visto ela por fotos não dá. O mesmo pensamento tem a "engenharia de trânsito", onde um bando de imbecis com cargo de chefia decidem o que é melhor pra cidade sem sequer dirigirem o próprio carro.

      Excluir
    5. Carlos, ok, ok... Não discordo...

      Mas quando te respondi tinha o seguinte pesamento em mente... Quem freia mais rápido, um fusca em 1960 a 60km/h ou um Challenger atual a 120 km/h? Não tenho dados estatísticos mas tem grandes chances do carro moderno parar antes e com mais segurança que o saudoso fusquinha; com piso molhado então é barbada, o moderno ganha disparado.

      É por isso que eu disse que a via e a sua sinalização tem q evoluir junto com os carros.

      Não é pq essa evolução toda ocorreu que devemos trafegar a 120 km/h numa via cheia de escolas como você falou; isso é 'óbvio'; mas me diga se você com toda a insegurança pública que temos... Andaria a 60km/h naquela via de madrugada com um carro importado, chamativo?

      Em vários posts aqui no AutoEntusiastas lemos verdadeiros editais contra os pardais. Tirando a questão das multas que ninguém gosta; da sinalização nem sempre eficiente e tal... Se tivesse um pardal multando a 80, 100km/h naquela via... Não teríamos esse acidente horrível. Gostemos ou não, as estatísticas de acidentes graves com mortes ou lesões sérias caem drasticamente aonde esses equipamentos são instalados.

      Esse comentário é apenas para esclarecer e não discordar.

      Excluir
  38. É a tal da homeostase de risco.

    ResponderExcluir
  39. GRAÇAS A DEUS que ele acertou um caminhão, e não uma moto!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pelo menos não foi atacado por ciclistas suicidas!

      Excluir
  40. Esta foi a conclusão do CMF,

    "Sopa de letrinhas é bom. Se puder tê-la no seu carro, tenha. Mas nunca conte com ela como uma bengala eletrônica para ultrapassar limites, tanto os do carro como os seus próprios".

    Em nenhum momento o CMF nos disse que não precisamos ter a "sopa de letrinhas". Ele mesmo afirma que ela ajuda, mas não é tudo e -"que o comportamento do motorista é muito mais determinante".

    Parece que tem gente achando "pelo em sapo".

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. eu entendi bem mais do que isso. Entendi que ele conclui que sopa de letrinhas é coisa de marketeiro e se vivemos muito tempo sem elas podemos ficar muito mais tempo, afinal sobrevivemos e a humanidade não acabou. Exagerou muito para tentar provar um ponto. É muito peludo esse sapo.

      Excluir
    2. Leonardo, se fosse coisa de marketeiro, não frisaria que funciona e que salva vidas. "Sopa de letrinhas é bom. Se puder tê-la no seu carro, tenha".

      A coisa de marketeiro é te encher de medo por ter o carro SEM estes itens e vendê-los como a solução para todos os seus problemas de segurança. Até porque o marketeiro não está nem aí pra você, o negócio dele é com a sua carteira.

      É o típico comportamento comodista de procurar soluções mágicas para tudo. Todo mundo quer emagrecer, mas ter que fazer dieta é muito chato, por isto se fiam nas "bengalinhas químicas", daí o sucesso de tantas pílulas milagrosas que prometem "perca peso comendo o que quiser". Errado: A solução está muito mais em você do que nas bengalinhas.

      O ponto todo do artigo é que, mais importante que a sopa de letrinhas é o COMPORTAMENTO do motorista. E nisso eu não vejo erro.

      Excluir
    3. Leonardo, você achou pelo em sapo, chifre em cabeça de cavalo, e todo o mais possível. É o famoso "troll".

      Excluir
  41. Tem cada espertão aqui que cabulou todas as aulas de física que vixe maria. Gênios de plantão, já tentaram fazer algumas continhas bem simples pra terem idéia da merda que vocês estão falando, culpando o motorista do caminhão?

    Pelo estrago feito no carro, é plausível um impacto a 180 km/h. Vamos usar essa velocidade como referência. Vamos supor também que ele vinha a 180 km/h constantes. Provavelmente vinha a mais que isso e reduziu na iminência da batida, mas pra facilitar as contas, não vamos contar com isso.

    O motorista do caminhão, no retorno, gasta menos que 1s para olhar para a direita e ver se dá pra entrar na pista. Após isso, mais 3 segundos e ele já estará na faixa da direita.

    A 180 km/h o dodge percorre, em 4 segundos, 200 metros. Ou seja, no momento que o motorista do caminhão olhou para a direita, o carro estava a 200 metros de distância. Isso é distância mais do que suficiente para ele entrar na pista, ainda mais considerando que era madrugada e o trânsito nessa pista esse horário é praticamente 0. Para piorar, estando escuro, fica extremamente complicado estimar velocidade de um par de faróis vindo na pista.

    Se o dodge estivesse a 80 km/h (ainda assim acima da velocidade da via), após os 4 segundos ele teria percorrido 89 metros. Ainda teria 111 metros de troco, e mais 2 faixas para desviar.

    Supondo impacto a 160 km/h e velocidade constante, teríamos em 4 segundos 178 metros percorridos. Se ele estivesse a 80 km/h ainda teria 89 metros para desviar.

    Impacto a 140 km/h? 155,5m percorridos em 4s, se estivesse a 80 km/h teria 66,5m para desviar ou frear.

    Quem fala que o motorista do caminhão tem culpa, deveria se arrepender de ter faltado as aulas de física no 2o grau. Ou é amiguinho do pé de chumbo desvairado e tá tentando defender o indefensável.

    P.S.: se iluda quem acha que vai ter foto de radar do dodge, ainda mais ele sendo genro de um dos políticos mais corruptos do DF. Se falarem que não tem foto nenhuma de radar, eu não vou ficar surpreso. Provavelmente a placa desse dodge deve estar em alguma "lista branca". Tirou a foto? Deleta na hora!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    2. E isso porque eu não considerei que o caminhão já pudesse estar na pista a 30 km/h. Se for contar com isso, a situação piora ainda mais para o motorista do dodge.

      Na boa? Assumiu o risco andando tão rápido e pagou com a vida. Só fico feliz que ele não tenha levado outros com ele. Pelo menos foi só ele que virou carne moída.

      Excluir
    3. Carlos Eduardo,
      concordo contigo em todos os seus comentários.
      VPJ

      Excluir
    4. Lorenzo Frigerio17/06/12 22:33

      Ninguém precisa de teoria para concordar. Quantas vezes tentamos mudar de faixa numa estrada como a Raposo, ou a Marginal, olhamos para o lado e nada vemos, quando começamos a fazer a manobra, um motoboy aparece buzinando e xingando, do nada, porque você estava na velocidade do trânsito, mas ele estava a milhão por entre as faixas, portanto impossível de detectar, quanto mais à noite.

      Excluir
    5. Lorenzo, com certeza! Só postei essas contas porque apareceram comentários aí pra cima querendo jogar a culpa no motorista do caminhão.

      Como se ele fosse culpado de ter que trabalhar 4 da manhã, justo na hora que um dodge inocente cruzava a 200 por hora uma avenida de 60 km/h cheia de entradas e saídas.

      Excluir
    6. Me senti homenageado então... Sem concordar nem discordar... A 200 metros não é possível perceber que um Dodge Challenger está a 200 km/h?

      Além de fazer contas você tem a noção espacial do que são 200 m? Eu não conheço o lugar... Mas se for reta e plana como disseram... Se o motorista do caminhão saiu do retorno vendo o carro a 200 m, a 40 ou 200 km/h foi no mínimo muito, muito, muito imprudente.

      Eu quando atravesso a rua muitas vezes espero um carro passar depois de avista-lo a 100 metros, mesmo o carro estando a 20, 30km/h devido aos quebra-molas que existem em profusão por aqui...

      Tirar a prova dos 9 para saber se o motorista do caminhão contribuiu decisivamente ou não é simples... Disco do tacógrafo! Nunca mente se estiver funcionando e aferido devidamente. Verificar a velocidade que ele estava na hora do impacto... A velocidade máxima antes da última freada na hora do acidente.

      Se o caminhão estiver seguro também é possível aferir o tacógrafo e ter certeza que os dados de velocidade estão corretos caso existam. Não é raro o tacógrafo parar de funcionar, ou não ter o disco trocado, ou simplesmente não ser colocado...

      Se o caminhão estava a 5, 10, 15km/h o motorista 'se equivocou' no depoimento... Se já estava a 40, 50km/h... Tem chance de estar correto.

      Nunca tive a intenção de responsabilizar ninguém... Apenas tentei olhar a questão por outra perspectiva; q a meu ver foi negligenciada em demasia pelo colunista.

      Mas como eu disse, tem que haver uma perícia séria; do tipo que não é feita no Brasil se possível com prova videográfica para termos a noção do que realmente aconteceu e podermos além de responsabilizar a quem de direito, e mais importante: aprender com isso para que não se repita tão cedo!

      Excluir
    7. Clube Irmão Caminhoneiro18/06/12 09:13

      Non precisar de tanta conta non, fiota: Se o Polara estivesse a 60 por hora, seu motorista tava almoçando hoje.

      Excluir
    8. Lawrence,

      Se você consegue julgar corretamente a velocidade de carros na via estando de noite e a uma distância considerável (200m não é pouco, ao contrário do que você imagina), você tem uma visão MUITO melhor que TODOS os seres humanos. Provavelmente melhor até mesmo do que animais notívagos.

      De dia é até possível fazer tal julgamento, mas de noite é praticamente impossível.

      Se você acha 200m pouco, vá a alguma pista de cooper, procure por algum marco (nromalmente existem marcos de 100 em 100m) e caminhe por essa distância. Daí quando completar os 200m, vire-se e olhe o ponto que você partiu. Você verá que é mais do que suficiente para um caminhão entrar na via, ainda mais se ela estiver vazia, como é a L2 Sul às 4 da manhã. Se o motorista do dodge estivesse a 100 km/h ele teria tempo mais do que suficiente para ver o caminhão e mudar de faixa.

      O que contribuiu decisivamente pra porra toda foi o cara estar feito um alucinado na avenida. Empurrar a culpa para o caminhoneiro sabendo que o dodge estava a uma velocidade surreal é querer defender o indefensável.

      Excluir
    9. Se eu perguntei se você tem a noção espacial do que são 200 m é pq eu tenho. E muita por força da profissão em qualquer contexto que exista referenciais de escala.

      Todo dia a mais de 30 anos eu passo na pracinha aqui em frente que tem 400m de perímetro. 200 é a metade. Tenho essa distância em mente com perfeição; não preciso ir a lugar nenhum.

      Você acha bom 200m de distância para fazer um retorno? Mas em que contexto? A que horas? Se for a noite de madrugada, lamento muito saber e espero nunca cruzar com você em um retorno desses nessas condições; porque ninguém anda a 60km/h em uma via reta, larga e plana nessas condições; devagar se vai a 100. Ou não é?

      Eu não acho tão difícil assim fazer esse julgamento de velocidade a noite já que o Challenger é um carro enorme e conta com conjuntos óticos de última geração; muito, muito, muito potentes. Portanto sendo a visto a longa distância. Supondo a via plana e reta, faróis normais podem ser vistos a 1, 2km facilmente; quando se tem a devida atenção...

      Agora cá para nós, seria a primeira vez que um caminhoneiro joga o seu delicado veículo em cima de carros de passeio sem dar a mínima para quem vem a seguir? De madrugada então com a pista aparentemente vazia? Seria a primeira vez que um cidadão mente em depoimento a polícia?

      Tem mais coisa nesse caso. Será que a polícia vai investigar e como eu disse a chave do mistério é a velocidade marcada no tacógrafo na hora da colisão; supondo que além de funcionando corretamente o disco foi trocado nas últimas 24h já que deve ser um caminhão urbano e estava aferido.

      Logicamente o motorista do Dodge deve ter tido uma parcela maior de responsabilidade porque tinha o veículo mais poderoso dinamicamente; acelera e freia mais. Isso ninguém discute agora eu te pergunto; o motorista do caminhão devido a sua maior massa; o que exige também maior prudência; não podia ter esperado mais alguns segundos o carrão importado passar a toda velocidade? Ele não viu mesmo? O motorista do caminhão enxerga bem? Usa óculos? A receita dos mesmos estão atualizadas?

      Enquanto não houver uma investigação séria; ninguém vai saber o q realmente aconteceu.

      Como eu já disse, enquanto as pessoas não se tratarem como gostariam de ser tratadas e não pararem de se acharem melhores que as outras... Esses acidentes trágicos continuarão acontecendo; quem não aprende pela educação, aprender pelo sofrimento. A gente escolhe de que lado fica e sempre respondemos pelos nossos atos! Chegou sobre esse assunto? ;o) Abs

      Excluir
  42. E lá no Jornal de Brasília, um "especialista convidado" a dar sua opinião ajuda a confundir conceitos: O carro que pesa X quando ganha velocidade ficará com peso 20X Porra, que o carro seja rápido, mas para dobrar a massa o cara teria que estar a (mais ou menos)86,66% da velocidade da luz!
    O "especialista" continua dizendo que a culpa dos acidentes é o excesso de potência. (não sejamos tão duros, ele sugere que quem quer correr deve ir a um autódromo, o que é bastante sensato).
    Esse tipo de gente, tão ignorante de leis básicas de física não deveria abrir a boca para dar conselhos na mídia. Atrapalha mais do que qualquer tipo de ajuda que ele esteja pensando que dá.
    A matéria está aqui: http://www.mundoeducacao.com.br/fisica/massa-relativistica.htm

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ops! Link errado, esse aí é para conferir a equação da massa relativística. O certo é esse: http://www.jornaldebrasilia.com.br/edicaodigital/pages/20120616-jornal/pdf/10.pdf

      Excluir
    2. Concordo com você, esse especialista está equivocado sob o ponto de vista que o problema não é o poder... Seja um motor de 450 hp ou uma arma de fogo; para exagerar bem e tentar ser mais claro... O problema são as pessoas sem as competências necessárias para manejar construtivamente esses poderes.

      Se as pessoas levassem a sério duas filosofias muito simples de vida: 1 - trate os outros como gostaria de ser tratado. 2 - Não se ache 'melhor' nem mais 'importante' que ninguém...

      Nem o Dodge estaria a 200 km/h nem o especialista taxaria todos os cidadãos de incompetentes para manejar um carro com 450 km/h...

      Embora eu concorde com o especialista que limitar a potência dos carros seria uma medida efetiva já que a grande maioria de nós pobres mortais não estamos preparados para ter um carro de 450 hp... Se houver a limitação... Nunca estaremos!

      Excluir
    3. Mass Media18/06/12 09:15

      Fuja do mico: especialistas, sõ em Tigre.

      Excluir
    4. Bom, uno tem 58 hp e também mata... Será que limitar a 20 hp seria a solução, então?

      Excluir
  43. Esse caso me lembra daquele politico filho da P$#@& do sul que matou dois rapazes com sua reluzente Mercedes a cerca de 190 km/h em uma avenida,mas Deus e justo e desta vez ao invés de outro carro com pessoas indefesas apareceu pra ele acertar uma larga carroceria com madeira tão resistente quanto o aço,esse não vai incomodar mais ninguém............

    ResponderExcluir
  44. Senhores, boa noite.
    Farjoun, a meu ver seu texto faz considerações extremamente sensatas.
    Gostei e concordo com a análise do fato, com o conteúdo e a forma simples e direta de expor as idéias.
    Não há máquina nem dispositivos que neutralizem excessos de tal magnitude.
    Margem de segurança é que define a chance de sobrevivência.
    Um abraço!

    ResponderExcluir
  45. Um idiota a menos,um Dodge a menos...
    Um motor a mais no ferro velho LoL!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho q o motor já era....

      Mas dá pra aproveitar muitas peças ainda!!

      Excluir
  46. Se alguém visse como fica o corpo de alguém numa batida dessas... garanto que pensaria 10x mais antes de se arriscar a correr... é chocante demais...

    Erlanbiker : O carro do deputado do Paraná era um VW Passat e não Mercedes. Os dois rapazes foram decapitados...

    Pra qualquer carro, com sopa de letrinhas ou não, andar a velocidade inadequada ao local é dar chance para o pior acontecer.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu já vi, e não é NADA bonito:

      http://www.documentingreality.com/forum/f10/nicole-catsouras-nikki-lost-control-porsche-hits-toll-booth-gory-pictures-1248/

      Excluir
  47. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  48. Queria pegar esse belo JOGO DE RODAS aro 20(?) pra vender no Mercado Livre!!

    ResponderExcluir
  49. sou só eu que acho esse Lawrence chato pra cacete?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Neocid e Pente Fino18/06/12 09:18

      Não chame o pedante do Lawrence de chato.

      Excluir
    2. Tá falando muito nesse post, hein ser do inferno!

      Excluir
  50. É uma pena a morte do rapaz e a perda deste belo exemplar aqui em Brasília, pois um tio meu mora na 405 sul e sempre via este carro aos redores e sempre babava. Agora fica ai uma familia despedaçada por um acidente ou inrresponsabilidade tão brutal como este.

    Meus pesames a familia do rapaz.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Você e seu tio vão chorar no funeral do carro?

      Excluir
    2. Antonio Filho faz parte do clã de "chatos pra cacete" junto com o Lawrence.

      Vira e mexe aparecem aqui provando que às vezes a melhor resposta é ficar calado.

      Excluir
    3. Sim, choro ao ver um grande carro se desfazer assim desta forma e levar a vida de uma pessoa junto.

      ---

      Para alguns palhaços e babacas infantis anônimos que só teclam merda que nada acrescenta ao blog, fica grande VSF para vocês !!!!

      Excluir
    4. isso ainda vai terminar em porradaria!

      Excluir
  51. Duzentos e quarenta quilômetros por hora fora de um autódromo ?
    Desculpem os familiares do falecido, mas ele pediu para morrer.

    ResponderExcluir
  52. 240 na rua?
    desculpem mas foi tarde. não precisamos de gente assim. temos imbecis suficientes no mundo já.

    ResponderExcluir
  53. A irresponsabilidade anda juntinho do inesperado, fico com dó do carro, pq para mim é menos um humano burro no mundo.

    ResponderExcluir
  54. Respostas
    1. E feliz de nós que temos menos um para ver na rua.

      Excluir
    2. Claro, a inveja corrói, né...

      Excluir
    3. a inveja é uma merda!!!!!!!!!!!!!!!!!

      Excluir
    4. PQP!!! E já vai começar a porra da briga entre o moparzeiro e o anti-americano.

      Excluir
  55. Bem, diante disso tudo que foi discutido, pelo menos nenhum inocente foi vítima da irresponsabilidade do motorista do Dodge. É muito triste quando ficamos sabendo que uns malucos arrenbentam seus carros e ceifam vidas, e em muitos casos saem ilesos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
  56. Se colocarmos esses "pilotos de rua" em um autódromo, boa parte deles não completará o percurso, porque na primeira curva vão sobrar. Se completarem, o tempo não será nada bom, porque terão que corrigir a trajetória o tempo todo. A maioria sabe acelerar só nas retas.

    ResponderExcluir
  57. SE FOSSE O MR. CAR RODA PRESA PILOTANDO ISSO NUNCA TERIA ACONTECIDO....

    ELE ODEIA VELOCIDADE

    ResponderExcluir
  58. se fosse com um popular ap turbo por exemplo, todos estariam falando a respeito da irresponsabilidade, da adaptação do turbo, da falta provável falta de freios, etc.
    foi uma tragédia o que aconteceu com esse cara e ponto final, via em boas condições, carro em melhores condições ainda (ao que tudo indica), acontece em qualquer cidade do mundo, o cara arriscou muito somado ao azar, deu no que deu.
    esse blog tá ficando muito Sônia Abrão.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não quero ficar cego19/06/12 08:33

      Desde que tu não poste foto tua de maiô, tá valendo...

      Excluir
  59. A sopa de letrinha não substitui o treinamento.

    Esse vídeo conta a história do BMW Driving Training: http://www.youtube.com/watch?v=m6Q4o4Q6JkM

    Na década de 70 o número de mortos no trânsito alemão era o dobro do registrado na Inglaterra. E nem mesmo a lei dos 130 km/h, em 1976, reduziu o número de acidentes. Em 1975 a BMW lançava o série 3, e pela primeira vez um compacto recebia o motor de 6 cilindros, que na versão mais potente (320i) tinha 125 cv. Por senso de responsabilidade, a BMW abriu o curso para que os proprietários aprendessem a controlar o carro. Em 1978 lançou a versão com 143 cv, que fazia a vida de muito Porsche difícil, e passou a utiliza-lo no Driver Training, com pneus de rally.

    Rauno Aaltonen, campeão europeu de rally e que foi o primeiro coordenador do curso. Ele fala que a idéia era compartilhar o conhecimento que eles tinham do automobilismo. Antigamente se perdia muito mais tempo para ensinar a freiar, era o principal exercício. Ensinavam a controlar o sobre-esterço do série 3. "Todo começo é 'qüer' (atravessado), ops, 'schwer' (difícil)". Uma parte procurava o curso por buscar maior prazer em dirigir, outra parte procurava simplesmente por medo de dirigir...

    ResponderExcluir
  60. Não sei como não matei e não morri em Brasília qnd era mais novo.

    Na época q não existiam pardais eu "voava" na Av. das Nações, EPIA, UNB e Balão do Aeroporto.

    Graças a Deus não acabei c/ a vida de outros e c/ a minha.

    PS: Se existem VÁRIOS radares no trecho do acidente, cadê as IBAGENS, como diria o Datena?

    PS2: Ahhh...o sogro dele é político graúdo de Brasília né? Tá explicado!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pisca, eu só não morri porque já tinha alguma idade, 22. Se fosse moleque, e em BH eu já pegava o carro e a moto desde os 15, teria me ferrado. Até mesmo porque com 18 já tinha um santana turbo e um voyage mexidinho em casa.

      Abraço

      Lucas CRF

      Excluir
    2. Rapaz....te contar q já dei meus aceleros em BH tbm?

      Av. Amazonas, Nossa Sª do Carmo, Seis Pistas...

      Acho q já fiz prezepada em quase td país...rss.

      E vivi p/ contar!

      Excluir
    3. É, estamos vivos, mas um bocado de amigos meu ficaram pelo caminho na adolescencia e inicio da vida adulta. Dureza!

      Mudando de assunto, tem tracking day em BSB dia 30/06. Bora?

      Abraço

      Lucas CRF

      Excluir
    4. Nem fala bixo...tbm já perdi vários.

      Uai cara...é umas hein? Quanto tá a inscrição?

      Excluir
    5. 250 rex. Pode acelerar o dia todo, com alguns intervalos. Pode ter certeza que dá pra divertir muito. Tem hora que a pista fica vazia: todo mundo já acelerou que chega. Vai o link:

      www.podiumrace.com.br

      www.digus.com.br

      Abraço

      Excluir
  61. Como o Thales Sobral disse:"Um local só estará seguro se você achar que ele é inseguro". pode ser entedido como "o seguro morreu de velho" mas "o desconfiado ainda está vivo".

    ResponderExcluir
  62. Esseacidente saiu barato,trecho com muitas escolas,clinicas e demias comercios de fosse as 6,8 da manha tinha atropelado uns 20 no minimo.


    Trolha maldito já foi tarde,e aida aera genro de um ladrão do DF,servidor do Senado cupincha do Sarney e hoje deputrado distrital.

    ResponderExcluir
  63. Lembro de um documentário sobre a segurança do automóvel. Depois do vidro laminado, cinto de segurança, abs, air-bag, EBD, EPS, etc... agora estão desenvolvendo o próximo passo revolucionário para construírem um carro seguro: tirar o motorista do volante.

    ResponderExcluir
  64. marciors0103/09/12 17:22

    Sempre que vou para a estrada sou ultrapassado por uma penca de carrinhos 1.0 provavelmente viajando na sua velocidade máxima, não tem airbag, não tem abs, não tem esp e tem a estrutura de uma lata de azeite, isso não faz com que seus proprietários tenham medo.
    Costumo trafegar a 110/120km/h e me sinto parado nas estradas, acho que até agora nó não fui ultrapassado por kombi e fusta, o resto passa voando.
    Não acho que a sopa de letrinhas faça com que alguém se sinta excessivamente seguro, acontece que o brasileiro não pensa em segurança, pega a estrada e pisa fundo de forma totalmente inconsequente.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marciors01

      Poucos pensam em segurança.

      Quinta-feira passada estava estacionado em um determinado local em minha pequena cidade, e notei que quase a totalidade dos carros que chegavam ou saíam daquele lugar, tanto motoristas como passageiros não usavam o cinto de segurança.

      E agora, o que se pode fazer?

      Depois de presenciar essa idiotice, cheguei a conclusão que nem obrigatório deveria ser. Mas, em compensação, quando ocorrer um acidente e for constatado que os ocupantes do carro não usavam esse dispositivo de segurança, tanto o seguro obrigatório quanto o outro, não deveriam ser pagos, e o motorista ainda deveria ser responsável por todas as despesas médicas, hospitalares e também dos danos materiais. E se não puder pagar, cana certa para ele.

      Excluir

Olá AUTOentusiasta, seu comentário é sempre bem-vindo! De preferência, identifique-se ao comentar.
Atenção: comentários contendo ofensas pessoais, a marcas, a fabricantes isoladamente e/ou em conjunto, a nacionalidade de veículos, bem como questionando práticas comerciais lícitas e margens de lucro aceitáveis nas quais este blog não interfere, bem como o uso de palavras de baixo calão e a exposição de outros leitores ao ridículo, não serão publicados. O AUTOentusiastas se reserva o direito de editar os comentários sem declinar motivo.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...