7 de outubro de 2012

ACREDITE SE QUISER: PNEUS ERRADOS EM VEÍCULO POLICIAL




Um leitor fez a gentileza de nos alertar: a Federação Nacional dos Policiais Federais publicou em seu local na internet (www.fenapef.org.br) notícia alarmante no dia 1/10, relativa a 132 veiculos Mitsubishi Pajero Dakar 3,2 Diesel, câmbio manual, para uso em policiamento ostensivo pela corporação. Os veículos foram fornecidos com pneus 235/70R16 e não com os especificados em catálogo, inclusive no local da Mitsubishi na internet, 265/65R17. As rodas são de aço em vez de alumínio, uma escolha acertada até, mas perder 30 mm de seção nos pneus está longe de ser aconselhável para veículos cujo uso nada tem de normal. Pelo contrário.

A nota prossegue dizendo que, em consulta a concessionárias, tal medida de pneu não existe no catálogo. Foi apurado que o Termo de Referência, que é o documento usado nos processos de licitação e contratação que especifica as condições gerais de execução do contrato e das características do bem ou serviço adquirido, prevê que os veículos deveriam vir equipados com “rodas em liga leve ou aço, nas medidas e tamanhos, inclusive dos pneus, estipuladas originariamente pela fábrica, de acordo com a versão do veículo que será oferecido, com estepe de mesmas características.”

Essas exigências, diz a nota, têm por objetivo evitar que fornecedores entreguem veículos com equipamentos inferiores àqueles comercializados em condições normais de venda. Como os veículos adquiridos pela PF têm especificação técnica diferente de outras versões do mesmo modelo, os novos veículos estariam em desacordo com os parâmetros definidos para sua aquisição.

O diâmetro da roda completa, em vez de 776,3 mm, é 735,4 mm, uma diferença de 5,26%, acima do aceitável 2%. Mas o mais importante é a seção dos pneus 30 mm menor, na contramão do que seria recomendável para um veículo de 2.095 kg em ordem de marcha e 2.710 kg de peso bruto total e que na maioria das vezes roda nessa configuração.

Mas a matéria argumenta, equivocadamente, que a Resolução 292 do Contran, de 29/8/08, que proíbe alteração do diâmetro das rodas, não foi respeitada, desconhecendo que veículos policiais e militares não são obrigados seguir as normas do CTB e do órgão normativo.

Por outro lado, pondera corretamente que "na atividade policial, em que os veículos são submetidos a condições extremas de uso e, em casos de emergência, até em velocidade acima do normal, para garantir maior segurança os veículos deveriam contar com dispositivos e equipamentos, no mínimo, equivalentes aos demais modelos comercializados, mas nunca inferiores. Pneus e rodas interferem diretamente na estabilidade e segurança dos veículos."

O estranho é que os veículos adquiridos recentemente pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), da mesma marca e modelo similar, vieram equipados com rodas e pneus nas especificações técnicas recomendadas pela fabricante. As viaturas da PRF receberam adaptações para uso em atividade de natureza policial, com maior segurança para seus usuários, o oposto do ocorrido com a Polícia Federal. Muito estranho.
 
A nota acrescenta que servidores de algumas unidades da PF fizeram questionamentos, através do serviço de atendimento ao cliente da Mitsubishi, mas as respostas forma evasivas. Os atendentes e consultores informaram que as características dos modelos vendidos para frotas de órgãos públicos costumam sofrer alterações para adequação dos preços definidos nas licitações.

Pelo jeito, adequaram os preços justamente onde nunca deveriam, nos pneus...

Ainda, que os manuais dos veículos adquiridos pela PF vieram com um “adendo”, na prática uma folha adicional, colada na contracapa do manual. O manual não traz qualquer nota referente ao “adendo”, certamente incluído para maquiar a adaptação dos pneus fora dos padrões técnicos recomendados.

As dúvidas dessa "operação" são mesmo várias: a troca dos pneus seria justificada na “economia” que a instituição obteve em tal compra? Ou foi permitido à fabricante adaptar tais conjuntos de rodas/pneus porque ela estava vendendo os veículos a preços mais baixos? Ou ainda, como foi possível não ser constatado que as rodas e pneus em questão não são adequados aos modelos entregues?

Organizações sérias não medem esforços para preservar a integridade dos seus funcionários e de terceiros, que também podem ser envolvidos em eventuais acidentes. No caso da Polícia Federal, a economia em itens básicos para segurança dos veículos pode custar vidas de seus servidores, de pessoas presas ou de terceiros.

A Agência Fenapef apurou que em algumas unidades da PF, os chefes mandaram recolher os veículos, que estão parados, até a solução do problema.

Decisão acertada. Esses veículos jà não são bons de curva, quanto mais com pneus mas estreitos que o espeficado.

Mais um dos rolos típicos da "ilha da fantasia" localizada em 15° 46′ 48″ Sul, 47° 55′ 45″ Oeste...

BS
 
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97 comentários:

  1. bob nos poderes publicos estão cheios de cerebros cozidos

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    1. Ruben C. Callero08/10/12 17:13

      Ao ponto em que chegamos !!! E continuam acobertando e protegendo este tipo de governantes. Que mais estará por vir ???

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    2. Me recordo de um teste feito com um gol usando vários tipos de rodas e pneus. O mesmo carro, mesmo local e dia, várias rodas e pneus. Eram, salvo falha na memória, rodas e pneus aros 13 e 14. O teste incluia um Slalon entre cones. O pneu que se deu melhor no teste foi um "linguiçinha", mais fininho, medida 155/80/13 ou 155/70/13. Todo mundo ficou besta, mas os pneus mais largos nào se mostraram os melhores de curva. Uma polegada a mais ou a menos no diâmetro das rodas, se a lei não mudou, é permitido. Quanto à capacidade de carga dos pneus, estas devem ser verificadas se estão de acordo com o veículo.Não consegui verificar dados que digam que nào estão. Quanto a velocidade que suportam os pneus, estas estào escritas na letra correspondente na lateral dos mesmos e devem ser adequadas à máxima do carro. Quanto a terem roubado ou nào, está claro que poderiam ser rodas de aço ou liga. As de aço, para a finalidade, são as melhores. Por fim a polícia federal, nos últimos 5 anos, segundo dados da imprensa, trabalhou 3 três anos e ficou parada 2 dois. Colocar um funcionário público para trabalhar neste país é função hercúlea e impossível. Cinceramente não entendi o porque de tanta indignaçào com atos que me pareceram enquadrados dentro do edital e ainda mais com quem nào merece. Mexeram com a rodinha dos puliça...Tadinhos....

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    3. Ah, e tem mais: se tá errado, manda eles investigarem. Depois que sairem de greve, de férias, de liceça, de atestados e conseguirem tirar a bunda gorda da cadeira, espantarem 10% da má vontade, 20% da empáfia, devem resolver isto rápido. Tipo uns 5 anos. Daí entram na justiça e levam mais 5. Daqui a 10 anos tá tudo resolvido.......

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    4. Se esse fosse todo o problema, tava louco de bom!

      Hoje a PF passa por sua maior crise. Internamente. Os Escrivães, Papiloscopistas e Agentes de Polícia Federal (os EPAs), encontram-se em greve, buscam a restruturação de suas carreiras e o reconhecimento do nível superior de suas atividades. Apesar de ser exigido diploma de nível superior para entrar nestas carreiras, a norma que atualmente as regulamenta prevê apenas atividades de nível médio. Entretanto os EPAs desenvolvem diversas atividades de alta complexidade que não são previstas por esta norma, fazendo com que estas sejam desenvolvidas sem qualquer regulamentação ou previsão legal.

      Somado a isto, atualmente Delegados e EPAs encontram-se em um clima de guerra, pois os Delegados tentam impedir que o nível superior destes Policiais Federais seja reconhecido pelo governo, gerando como retaliação por parte dos EPAs, pesadas críticas à carreira de Delegado Federal e a ineficácia do Inquérito policial, que em nosso atual sistema jurídico tem valor meramente informativo e é totalmente dispensável, ou seja, tudo o que é produzido nele não tem valor de prova e deve ser feito novamente durante o processo criminal, exceto certos elementos como as perícias.

      Com a determinação do STJ, 30% dos EPAs permanecem em greve e 70% voltou às atividades, o que tirou o efeito prático da greve. Então, os EPAs, que obedecerão a decisão do STJ, decidiram que, até que saia a reestruturação, somente realizarão as atividades previstas pela atual norma e não mais as atividades de nível superior, que atualmente não possuem qualquer previsão. Ou seja, trabalharão de acordo com a norma. Na prática a Polícia Federal não será a mesma, uma vez que atividades como “analista de inteligência” não mais serão exercidas pelos EPAs e, como estas atividades não são desenvolvidas pelos Delegados, não por falta de capacidade, mas porque estes possuem suas próprias funções dentro da PF, ninguém as fará. A qualidade do trabalho da Polícia Federal irá cair, uma vez que não são os apenas delegados que fazem a PF ser o que é.

      Não bastando, cerca de 250 EPAs abandonam a PF, por ano, ingressando em outras carreiras públicas ou retornando para a iniciativa privada, pois estes policiais são altamente qualificados, formados em diversas áreas, e que, atualmente, não possuem qualquer plano de carreira, nem salário compatível com suas atividades e capacitação. Como exemplo: um oficial de inteligência da ABIN (Agência Brasileira de Informação), carreira com o nível superior reconhecido pelo governo, com vencimentos iniciais e finais em R$ 12.000 e R$ 18.000,00, aproximadamente, trabalham levantando informações de inteligência para o Governo Federal. Bom, a inteligência da PF é apenas UMA DAS ATIVIDADES desenvolvidas pelos EPAs (sim, pelos EPAs), dentre muitas outras, mas aqui estas são utilizadas no processo criminal. Se os EPAs fazem exatamente a mesma coisa que a ABIN, só que aplicado na Justiça Criminal, porque motivo o Governo Federal os reconhece como nível médio, com vencimentos iniciais e finais em R$ 7.000,00 e R$ 11.000,00, aproximadamente?

      Uma pergunta me vem à mente: a quem interessa uma Polícia Federal desmotivada? A qualidade desta instituição não será a mesma enquanto seus servidores não forem valorizados. E o mais curioso é a luta dos delegados em manter as coisas deste jeito. O fato é que os EPAs decidiram não carregar mais o piano e, doravante, só cumprirão suas funções conforme elas são reconhecidas: atividades de nível médio, meramente executórias. Se isto realmente acontecer, os Delegados e Peritos Federais não terão condições de suprir as atividades complexas que estes outros servidores desenvolviam e quem perderá será a sociedade.

      E enquanto o impasse continua, mais e mais Policiais Federais experientes e qualificados deixam esta instituição e os novos policiais que entram não são suficientes para repor a perda, sem contar que muitos destes novos EPAs acabam indo para outras carreiras mais valorizadas, pouco tempo depois.

      Quem me dera o problema fosse somente o dos pneus errados...

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  2. Vergonhosa essa notícia. Qualquer que seja a razão para essa mudança descabida no conjunto roda/pneu, tal fato jamais poderia ter sido permitido pelo fabricante, visto que este é o responsável direto pelo produto. "Este país" está mesmo virando uma zorra total, vidas humanas não têm mais valor algum.

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  3. Ignorância do responsável pelos contratos publicos + má fé de fornecedores = produtos duvidosos.

    Geralmente quem recebe esses contratos não sabe o que está fazendo. Em prefeituras, é muito comum, por exemplo, licitarem pneus 185/70R14 para VW Kombi enquanto o correto é o 185 R14 capacidade de carga C. Ignorancia e despreparo total.

    Por outro lado, com todo respeito, se no edital de licitação estiver claro que os pneus e rodas tem que ser iguais aos dos veiculos em produção, a Mitsubishi na figura do grupo Souza Ramos tem que ser punida RIGOROSAMENTE inclusive com prisão configura má fé em infração ao Art. 96 Inciso III da Lei 8.666/93.

    Art. 96. Fraudar, em prejuízo da Fazenda Pública, licitação instaurada para aquisição ou venda de bens ou mercadorias, ou contrato dela decorrente:

    I - elevando arbitrariamente os preços;

    II - vendendo, como verdadeira ou perfeita, mercadoria falsificada ou deteriorada;

    III - entregando uma mercadoria por outra;

    IV - alterando substância, qualidade ou quantidade da mercadoria fornecida;

    V - tornando, por qualquer modo, injustamente, mais onerosa a proposta ou a execução do contrato:

    Pena - detenção, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.

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    1. Estes carros deveriam ter sido recusados no recebimento pelo servidor responsável pelo contrato. É simples, enquando não há o recebimento definitivo, não há o pagamento à empresa. O correto seria ter havido recusa de recebimento por conta dos pneus em desconformidade com o edital, que especifica que as características do veículo devem ser idênticas às dos de produção normal. Com os pneus menores, não foi atendido o edital, portanto, o que embasaria a recusa de recebimento por parte do servidor.

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    2. Não me admiraria que eles inventassem uma versão, com poucas unidades, só para uso na frota da fábrica ou do representante, com esses pneus e rodas, só para dizer que tal versão existe na linha de produtos e fechar com o que estavam pedindo na compra. Pra mim o edital dessa licitação deixou a descrição muito genérica, superficial.

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    3. Acertou na mosca. Chama-se Pajero Dakar HD, e é especificada com estes pneus e rodas. Substitui, na linha Mit, a Pajero Sport HD. A descrição do edital não pode ser mais específica, para não haver direcionamento. Lembrem-se que a lei manda comprar os carros pelo menor preço.

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    4. Esse anônimo é da Mit! Olha a fotenho aqui Anônimo!!! É notavel a diferença de medidas! http://quatrorodas.abril.com.br/noticias/fabricantes-mitsubishi-pajero-hd-custa-partir-r-104-990-00-219368_p.shtml

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    5. Que diferença de medidas? A Sport HD vinha com pneus 225/65-r16, ainda mais estreitos que estes da Dakar...

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    6. A brecha foi essa: Fizeram uma versão pelada cabeça de bacalhau só para entrar no catálogo e assim poderem vendê-la para as forças policiais. Não interessa que venda apenas 10 unidades/ano desta versão para frotistas, o fato de ela existir permite à Mit entrar com ela numa licitação, pois é versão "normal de linha".

      Ela foi pensada para isso, foi depenada ANTES para constar no catálogo e tornar legal a sua entrega para as polícias.

      Jogada sacana, mas dentro da legalidade, o responsável pelo contrato TEM que receber, pois ela se adequa às exigências do edital.

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    7. Bastaria o edital exigir que os pneus fossem de acordo com a versão TOP de linha.

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    8. Não é tão simples assim. Aqui em São Paulo, por exemplo, não é permitido adquirir as versões top de linha, é obrigatório comprar as versões de entrada, salvo nos casos de carros de representação (Governador e Secretários de Estado, em linhas gerais). E se especificar o tamanho do pneu, o TCE anula a licitação, por direcionamento.
      E, para mim, isto é o correto, pois não faz nenhum sentido comprar carro top de linha, com multimídia, ar digital, trio elétrico e mais um monte de mimos de luxo, para uso como viatura policial...
      Quanto à segurança, é bom lembrar que todas as versões de frotistas da Mit têm pneus finos e de perfil alto (L-200 GL, Pajero Sport HD, Triton GL). Eles devem saber o que fazem, não? Do contrário não conseguiria vender os carros assim equipados.

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    9. Não falei de exigir a versão top da linha mas apenas os pneus, ou então colocar que eles tenham a largura da banda de rodagem e o diâmetro total do conjunto roda/pneu da versão top e um aro de ferro 16" que seria mais adequado e lalalá, não necessariamente presente no catálogo da linha, só para não aparecerem esses problemas.

      As vezes eu vejo algumas licitações dando problemas e tenho a impressão que quem elabora os editais não está pensando como a outra parte, que geralmente olham o edital e ficam procurando como eles podem se encaixar nele baixando o custo ao máximo.

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  4. Alexandre - BH -07/10/12 13:26

    Não é um caso para que a própria Polícia Federal investigue?

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    1. Então durma esperando, Alexandre...

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    2. Isto! Eis a questão! Estão equipando estes caras para que? Trabalhar? Se vcs mesmos reconhecem que esta raça nào trabalha nem para resolver problema deles, quanto mais os nossos, pobres cidadàos, que pagam os salários deles para eles ficarem de greve 2 anos em 5. Estamos perdidos!

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  5. Alexandre - BH -07/10/12 14:02

    Ué, meu caro, se a PF não investigar uma picaretagem como essa, sendo ela a própria trapaceada, eu desisto. Aí, só digo uma coisa: o último que sair, apague a luz.

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  6. As rodas de aço que equipam o Pajero Dakar das fotos, bem como a medida dos pneus, são originários da L200 Savanna. Só que na L200 as rodas são pretas. Certamente, como dito no artigo, essa troca de pneus faz parte de um corte de custos de produção justamente para tornar o modelo competitivo nas licitações, e essa é uma prática extremamente comum quando se licitam aquisições em grandes volumes ou quantidades.
    Nunca vi nenhum edital de licitação apra compra de veículos especificar a medida dos pneus ou o material das rodas. No meu entendimento, se o veículo foi fornecido dessa forma pelo fabricante, não há alteração da originalidade. Esta alteração é expressa apenas quando for feita pelo proprietário, não pelo fabricante.

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    1. A Triton Savana usa 255/70R16 e não 235/70 R16

      Configura má fé. O edital de licitação nao especifica a medida dos pneus. Apenas que os pneus e rodas devem ser IDENTICOS aos veiculos em producão.

      Mais uma má fé do fabricante. Mas também vai esperar o que de uma empresa que fazia motores com problemas de bronzinas e os consumidores so descobriram quando os motores começaram a fundir....

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    2. E outra: Nao existe Pajero Dakar com pneus 16. Apenas 17. Mais um flagrante de desrespeito do fabricante e de ignorancia (improbidade?) de quem aceitou e deu por cumprido o contrato com o poder publico.

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. Eu concordo com o CSS e ainda acredito que o ideal, neste caso, é usar rodas de aço e pneus pneus com perfil mais alto mesmo.

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    5. Perfil mais alto, tudo bem, concordo que é melhor para uso em viatura policial. Porém, dadas as condições de uso que veículos policiais têm, o conjunto tem que ser dimensionado para operação em condições extremas, onde pneus com 30 mm a menos de largura de banda de rodagem não ajudam em nada (somando os quatro pneus, temos nada menos que 120 mm a menos de borracha no chão, literalmente). Pode-se dizer que os pneus 235/70 R16 até sejam suficientes, mas para viatura policial, tem que ser superlativo, em minha opinião (como o são as viaturas em outros países - EUA e Alemanha, por exemplo).

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  7. Absurdo mesmo, Bob. Só pra descontrair, na foto essas rodinhas geram um efeito Matchbox ou Hot Wheels. rsrs

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  8. Nao entendi muito bem, o que houve com a matéria do MAO sobre o Volvo P1800????

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    1. Márcio
      Ao editar o post, cliquei o botão errado, ficando alguns segundos na rede. Entra amanhã ao meio-dia.

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    2. Obrigado Bob, deu para ler pelo menos... falo isso porque adoro esse carro!

      Abração.

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  9. Minerim
    Isso mesmo! Aliás, acho que veículo para esse tipo de uso deveria ter rodas de aço sempre, embora essas mostradas me pareçam não ventilar tão bem os freios.

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  10. E quanto aos outros item do Dakar que são de série? Será que eles depenaram também? GPS, ar condicionado automatico, air bags, essas coisas?

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  11. Mas tem coisa ainda pior...
    Certa vez, vi um sujeito trafegando em plena Avenida Luis Dummond Vilares, em São Paulo, com uma Honda Falcon( original, do ponto de vista estético) montada sobre um par de pneus "trilheiros" totalmente "off roads"...
    Absurdo até mesmo para quem nem entende muito do assunto!

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    1. Nào acho absurdo. A Falcon vinha de fábrica com pneus de uso misto, que não são adequados para o barro, e se o sujeito precisa usar a moto em estrada lamacentas é acertado optar por este tipo de pneu.

      Sergio S.

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  12. Bob,

    Desanimador mesmo. Quando a primeira capotar ou rodar talvez alguem vai ligr os fatos.
    Talvez nesta troca de pneus que resida o lucro de alguem...Se bobear vao ser da marca Champiro.

    Fernando RD

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  13. Gente, vocês viram isto?

    http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/esportes/velocidade/noticia/2012/10/quatro-vezes-campeao-das-12-horas-de-taruma-castrinho-morre-em-acidente-na-br-290-3909503.html

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    1. Que legal, simplesmente morreu um grande piloto gaúcho, e todos passam batido... MUITO LEGAL

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  14. Bob,

    por mais lamentável que seja a atitude da Mit, o fato é que ela está cumprindo a lei. Assim como havia feito com a Pajero Sport, lançou uma versão HD da Pajero Dakar, que vem bem depenada, com rodas menores e pneus mais estreitos. Mas em princípio é uma versão de fábrica, que sai assim equipada, e portanto não haveria diferença entre o veículo entregue à PF e os vendidos a outros consumidores.
    http://quatrorodas.abril.com.br/noticias/fabricantes-mitsubishi-pajero-hd-custa-partir-r-104-990-00-219368_p.shtml
    http://blogs.estadao.com.br/jornal-do-carro/tag/interseg/
    Com esta versão, que obviamente tem custo menor, ela pode concorrer em melhores condições nas licitações públicas, que só podem adotar o critério de menor preço para a compra de bens de características semelhantes.
    As Pajeros Sport HD podem ser vistas em boa quantidade em São Paulo, no policiamento de trânsito, e ao menos algumas unidades foram vendidas a particulares também, sempre com estas rodas de ferro aro 16 e pneus mais estreitos, diferentemente das últimas Sport vendidas (2010 a 2011) que vinham com aro 17, e mesmo das anteriores, que embora aro 16, usavam pneus mais largos.
    Quanto ao desempenho do carro com estes pneus, realmente deve ser bem inferior, especialmente nas curvas e freadas. Acontece que se o órgão público que vai adquirir um veículo resolver especificar o tamanho do pneu e o aro da roda, quase certamente terá o edital impugando pelo Tribunal de Contas, por suposto direcionamento.
    Resumindo, para estes casos, e inúmeros outros, a lei de licitações acaba fazendo com que o poder público compre muito mal...
    Fábio.

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    1. Eu diria ainda que neste caso o uso de rodas de aço com pneus de perfil mais alto mesmo é até mais adequado.
      Se o principal objetivo fosse estabilidade em curvas seria indicado outro tipo de veículo.

      Sergio S.

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    2. NÃO EXISTE PAJERO DAKAR HD. A VERSÃO HD ERA DA PAJERO SPORT.

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  15. Só vai dar as pajero fundindo motor, esse motor diesel da MIT é um MITO ehehhee

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    1. É isso que dá uma multinacional de respeito e nome entregar as operações aqui no Brasil a uma empresa qualquer (souza ramos)..

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  16. Lorenzo Frigerio07/10/12 23:16

    Imaginem o custo de reposição dos pneus 265/65-17... ainda mais subindo na guia e entrando com tudo nos buracos.
    "Precisamos cortar custos, não há recursos."
    BRASIL! IL! IL! IL! IL!..........

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  17. Antonio Carlos07/10/12 23:29

    Quem sabe dizer se essa medida é adequada é a Mitsubishi, pois há muito pneu largo de fábrica por mera estética, não ocorrendo em outros mercados.

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    1. Bem falado Carlos! Tem muita bobagem escrita aqui neste post. Aliás, pergunto a quem pode interessar. Não que o Bob esteja com má fé. Nào é isto. É que a gente deveria se preocupar com estes caras na mesma medida que eles se preocupam com a gente. Não acha? Agora, se estivesem trabalhado ( coisa que nào fazem), botando bandido em cadeia, prendendo tráfico e não se corrompendo, aí sim. em prol da sociedade, dos homens de bem, da dec6encia, equipava estes caras com o que tivesse de melhor. Mas para ficar a t6oa, do jeito que está já passou de muito bom.

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    2. Prezado,
      A PF possui a aprovação de mais de 70% da população brasileira. Pelo visto, você faz parte dos outros 30%. Ocorre que, independentemente da sua admiração pela instituição ou pelos seus funcionários, os lucros que a Mitsubishi PORVENTURA obteve com a troca das rodas/pneus, sairam do meu e do seu bolso. É bom lembrar que NÃO HÁ NENHUMA VERSÃO DA PAJERO DAKAR À VENDA COM ESSAS RODAS OU PNEUS.

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  18. Considerando que o veículo em si é inadequado à atividade policial, a medida dos pneus é o de menos.

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    1. Isso é para andar no mato, amigo, perseguir bandido em estrada ruim. Sabia que 90% das estradas do nosso imenso Brasil não são pavimentadas, e que esse número é similar ao de países de tamanho similar como Canadá e Austrália?

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  19. Temerário; ainda mais que o 3.2 da Dakar empurra bem forte quando embalado...

    Uma pergunta: Os carros da Polícia Federal não são mais utilizados em "batidas" e operações do que em missões mais arriscadas que envolvem perseguições?

    Não justifica é claro, a economia porca em segurança, lembra casos menos graves dos carros "públicos" com até 99 cavalos por Lei (o motor 151-S estrangulado de fábrica quando deveria ser potencializado para o serviço público)

    MFF

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  20. O que não entendo é porque precisam de um monstro destes e como ele pode ser mais apto do que um sedan para serviço policial. Nessa faixa de preço (e em algumas de até metade dele) existem opções, no meu ver, mais aptas, seguras, racionais e interessantes (não necessariamente nessa órdem):
    R$ 132.098,00 (preço do Juggernaut)

    R$ 138.940,00 Subaru Impreza WRX 2.5 4x4
    R$ 123.560,00 C180 CGI 1.8
    R$ 111.900,00 S60 T-4 1.6 Turbo
    R$ 98.980,00 Fusion V6 AWD
    R$ 86.625,00 Jetta 2.0 TSI
    R$ 84.950,00 Lancer GT 2.0
    R$ 76.665,00 408 1.6 Turbo

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    1. Daqui a três anos e várias centenas de milhares de km depois, o custo total do carro pra administração pública vai ser MUITO maior nesses carros legais que você colocou aqui pro Juggernaut, por mais que você ache que ele seja inapto, inseguro, irracional e desinteressante.

      Policial tem que usar viatura pra trabalhar, não pra ficar pagando de gatão passeando pela cidade. A manutenção desses carros é caríssima, ainda mais pro tipo de uso que a polícia tem para o carro.

      Imagina só uma viatura legal e com design arrojado dessas q vc citou foder com a suspensão e ficar MESES parada esperando peças caríssimas vindas do estrangeiro.

      Você calado é um sábio!

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    2. Carlos Eduardo:
      Daqui a três anos, se essas viaturas forem usadas para o que precisa (entrar em biboca atrás de bandido, perseguições, atendimento às mais variadas ocorrências e emergências, etc.), qualquer que seja o modelo, estará pronto para ir para o desmanche e ser substituído por outra viatura mais nova. Uma idéia seriam sedãs médios, do tipo Corolla, Sentra, Civic, Fluence, Cruse, e tantos outros, que proporcionam espaço, desempenho e, talvez, a robustez necessárias às tarefas. E, se os sedãs médios vierem com rodas de aço e pneus de perfil alto, até ajuda nas funções.
      Dos citados pelo Charles, eu acho que o melhor seria o Fusion, justamente por ter a tração nas quatro (o que ajuda a subir ladeiras enlameadas), e pela abundância de concessionárias. Outra opção da mesma categoria seria o Omega australiano.
      Esperar meses por uma peça cara não é mais privilégio só de dono de importado. Dependendo do que for, até carro "mil" nacional com mais de uma década no mercado fica nessa situação...

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    3. Sou servidor público federal(DNIT), e no nosso órgão temos L200 2005/06 com mais de 100.000 km rodados e que ainda tem muito chão pra rodar. Não podemos generalizar. Temos contrato de manutenção veícular, a cada 10.000 km o veículo é revisado. Temos contrato de seguro total, sendo que a custo muito menor que no mercado particular. Por ex, um dos contratos de seguro é para cobrir 5 hilux 09/10 ao custo de R$ 7.000 reais por ano.

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    4. Carlos Eduardo,
      Não sei nem muito bem como responder a essa sua cegueira; "design arrojado"? Puta merda hein? E realmente, questão de segurança, aptidão para desenvolver velocidade, espaço interno para equipamento, nada disso foi observado na lista...
      Se é para ter carro de manutenção barata e fácil, então que continuem na velha porém barata Blazer da GM que o resultado é praticamente o mesmo. Pagar essa quantia por uma baleia com "police pack" às avessas, entretanto, me parece ser economicamente muito mais inviável (licitação não atende unicamente o critério de preço, caso não saiba) do que adquirir uma viatura mais apta por preço menor, mesmo que dentro da vida útil ela cobre a diferença na manutenção.
      Só para lembrar, uma L200 Triton 3.2 4x4 intermediária (equivalente atual do que citou o rapaz do DNIT acima) custa hoje uma base de R$ 88.000,00 reais, coisa de R$ 40.000,00 a menos do que uma pajero Dakar, sendo que ela é mais leve, mais simples e mais rápida.
      Quantos anos demoraria para "comer" estes 40k em manutenção e peças?
      E como o Braulio muito bem mencionou, ficar sem peça não é privilégio de carro importado (não que a Mitsu em questão não seja).

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    5. Este comentário foi removido pelo autor.

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    6. Você se esquece que a manutenção de um carro desses que você citou é MUITO mais cara que qualquer pajero fabricada aqui.

      Vai fazer uma troca de todo o embuchamento de suspensão de um WRX e de uma pajero pra você ver do que eu falo.

      A polícia não vai comprar peças no ebay para manter os carros!

      O correto era ser especificado um carro que atendesse a requisitos mínimos de aceleração, velocidade final, frenagem e aderência lateral, requisitos de resistência de suspensão, impacto e de manutenção, daí sim lançar o edital e licitar. É como a polícia dos EUA fazem e funciona.

      É muito fácil falar pra polícia comprar um WRX porque ele é estável e blablabla. Agora essas viaturas vão rodar por anos a fio e a manutenção é um quesito que deve SIM ser considerado. Um WRX de polícia comeria 40 mil em manutenção com farinha!

      Tem outra: o fabricante pra vender o WRX "especificação de polícia", colocaria o preço lá em cima justamente por ter que atender dois quesitos - manter técnicos com bom conhecimento no quadro de funcionários e manter um grande estoque de peças para atender as manutenções nos prazos que são normalmente pedidos. Você acha MESMO que o carro sairia pelo preço de loja, e que o fabricante não embutiria isso tudo no preço do carro?

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    7. Será? Eu discordo. A manutenção da Pajero Dakar não é tão em conta quanto se julga somente pelo fato de ser fabricada aqui, até porque seu índice de nacionalização de componentes é de 60%. Mesmo pegando o Subaru Impreza WRX (que é diferente do mais elaborado e muito mais caro STi), em um levantamento de preços que inclui amortecedores, embuchamento, bicos injetores, discos, pastilhas, embreagem, módulos e até peças de substituição eventual como pára-brisa e farol, a diferença de preço orçada para um e outro chegou a R$ 2.200,00 reais. Dada a vida útil média destes componentes, não tenho tanta certeza se seria farinha o acompanhamento de preferência do WRX em sua diferença de manutenção “exorbitante”. Detalhe: As peças orçadas estão disponíveis à pronta entrega para ambos, então nada de eBay aqui.
      Colocar a capacidade dos carros em comparação, no entanto, seria covardia. O Impreza WRX foi por mim mencionado muito mais pela sua capacidade do que por seu custo, bate feio na Dakar, mas mesmo sua versão simplória, de motorização mais mansa, já estaria bem a frente em maneabilidade e desempenho, isto por preço bem inferior.
      Ademais, como listei e mencionei, a escala de custos está decrescente, sendo os últimos da lista mais plausíveis e os primeiros mais próximos em preço de compra, somente como demonstração do absurdo preço pago por um automóvel longe de ser ideal para a utilização pretendida. A própria L200 (disse e repito) é muito mais barata do que a Dakar sem com isso diferir de forma substancial das características da Pajero, tanto o é que unidades da citada caminhonete integram as frotas da Polícia Federal. Se é para “esbanjar”, então porque não com veículos realmente aptos ao trabalho?
      Quanto a “outra”, o importador oficial é o grupo CAOA, bem distribuído pelo Brasil, fora que manter técnicos e peças não é somente requisito a ser preenchido pela marca para um WRX, mas sim para todo e qualquer automóvel que se utilize como viatura, tendo o valor embutido. Você fala como se Pajero Dakar fosse um VW ou Chevrolet, cujas CCS jorram do chão por aí. No quesito preço efetivo, estes não estão disponíveis nem para a Dakar nem para quanto seria um WRX, portanto mais do que razoável utilizar o preço de tabela como medida aproximada.

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    8. Meus Deuses....que cara estupido....a CAOA tem 20 revendas no Brasil, a MIT 175....e comparar carro de policia com esses acima, é uma boÇ(SS)alidade

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  21. Já vi em velhos tempos licitação para compra de equipamentos de informática em que se especificava que o mesmo deveria ter um parafuso verde na lateral direita ( por exemplo ) o que "limitava" a escolha a apenas um fornecedor. Coisas do serviço público.

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    1. Hoje em dia quem fizer isso pode ter sérios problemas com o TCU. "Justifique a necessidade do parafuso verde para a aplicação a que o item se destina."

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  22. Eu só não entendi o fundamento que sustenta a certeza de que o pneu 235/70R16 é inadequado. merecia aprofundamento esse ponto de vista. Muita gente agradeceria.

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  23. Anônimo 08/10/12 12:40
    Fundamento? Pneus mais estreitos, menos geração de força lateral nas curvas e menos borracha no chão para eficácia dos freios. Não lhe parece suficiente?

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    1. Deve ser por aí. Mas qual é o parâmetro a partir do qual é considerado adequado? Como se chegou a essa definição? Não questiono que o mais largo seja mais seguro. A questão é justamente essa. Comparar um com outro é uma coisa. Definir o ponto a partir do qual é adequado é outra. Essa medida parece ser comum em muitas caminhonetes. Tudo bem que o serviço seja diferente de um carro comum de linha, mas também não é disputar corrida.

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    2. Olha, se tá no manual do veiculo sinal que a montadora fez diversos testes para determinar que o pneu adequado não vai ser um burocrata que não entende nada que vá estar acertando a medida do pneu mais segura...

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    3. Só o pessoal da Mit sabe o certo. Lembre-se que no Brasil pneu não é item estético, quanto maior e mais largo vende mais o carro. O mesmo carro vendido lá fora sempre chega aqui com no mínimo 20 mm a mais de largura.

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    4. Anônimo08/10/12 13:52,
      As fábricas fazem muitos testes para determinar o pneu adequado ao carro, sim. Mas normalmente os teste que mais importam para eles são os de aceitação do consumidor. Por isso, é bem provável que haja uma medida "adequada+beleza" e que a tal Pajero da polícia esteja vindo apenas com a medida "adequada". Só testando mesmo para dizer se os pneus estão dimensionados corretamente.

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    5. Um pneu com perfil mais alto e mesmo sendo mais estreito, dependendo da utilização, pode ser mais adequado.

      Sergio S.

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    6. na lama sem duvida é mais adequado, nao que seja esta a razao destes...

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    7. Nem sempre, Bob. Na prática, como vc sabe, a teoria é diferente. Veja o teste do Gol com os pneus queeu falei lá na resposta do início. Não lembro mais a revista, Bob. mas vc deve lembrar. Abs.

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  24. Obrigado por me alertar sobre a conduta deste fabricante. Estava para comprar um Mitsubishi, mas diante disto, desisti.
    Informarei hoje mesmo o fabricante o motivo da minha desistência e enviarei o link deste post.

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    1. Vai ver a especificação de pneu para outros mercados é essa mesmo, aqui pneu é item estético, quanto mais largo mais vende.

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    2. Bobagem. Se vc for olhar conduta de fabricante, não salva um!E os caras não estão errados nao .Veja a matéria. abs.

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    3. Anônimo 08/10/12 12:54

      A Mit não vai nem dormir com sua "desistencia de compra" e sequer vai ler o seu email...rsrsrsrsrrs

      Voce e todo resto só fazem vento juntos e olhe lá.

      Sozinho? nem resposta mereçe!

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  25. o preço do site da Mit para uma Pajero Dakar MT Diesel é R$ 134.990,00. Sem pintura, giroflex, rádio, gaiola, e outras coisas desse tipo. Mas é 4wd e o pneu é 265/65R17. Essa da Polícia é 4WD?

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  26. Desde quando viatura da Federal entra em biboca e faz perseguição?
    Esses carros só andam na região central levando colarinho branco, pra isso qualquer Chery QQ serve pois já vem completo, com ar e direção...rs

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    1. Fronteira.... vc já ouviu falar?
      Que mania ridicula de falar que a pf só carrega colarinho branco...
      Colarinho branco não vive em municipios fronteiriços....

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    2. Na fronteira malemá fiscalizam meia duzia de muambeiros na ponte da amizade, usam as viaturam para almoçarem na churrascaria com a grana das propinas. Agora ficam bravinhos pois não podem pagar de gatinho com umas rodinhas de liga leve.

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    3. Senhor 18:20,

      Também acho que as rodas/pneus são adequadas e o absurdo é essa polêmica toda por causa disso, mas tenha muito cuidado com preconceito e generalizações.

      Sergio S.

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    4. nego tem certeza que está protegido atrás do anonimato da internet, depois a casa cai e vai chorar pra mamãe!

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    5. Sugiro pra essa turma uma Towner de 8 lugares, é a cara deles!

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    6. PARA O ANÔNIMO:

      "Anônimo08/10/12 19:22
      nego tem certeza que está protegido atrás do anonimato da internet, depois a casa cai e vai chorar pra mamãe!"

      VC NÃO FAZ MEDO EM NINGUÊM AO DIZER ISTO. DUVIDO QUE O CARÁTER DO BOB, QUE ENFRENTOU CENSURA E MUITA COISA NO PASSADO, IRIA ENTREGAR IP DE ALGUEM. DUVIDO.

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    7. Anônimo 10/12/12 13:45
      Acertou, eu jamais faria isso.

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    8. Sabemos que não faria, Bob. Aqui pode sair uma briga de vez em quando, um puxão de orelha em um mais afoito, uma exclusão de comentário por falta de educação...Até mesmo esquenta a chapa e a cabeça precisa esfriar para depois voltar ao assunto. Vc pode ter postado este tema e entende que muitos, como eu, podem pensar de forma diversa da sua. Mas vc tem corajem de escrever. Tem brio para colocar suas opiniões, moral para apresentá-las, competência para defendê-las e muito tempo de estrada para que saibamos que vc não é um covarde. Pelo contrário. E se de vez em quando perde a paciência com alguns comentários, quantos não perderiam por muito menos? Quem aqui pode julgá-lo? Um homem com sua história, tendo feito o que vc já fez, abnegadamente editando um blog que simplesmente é o mais lido do país! Reconhecido como o melhor por todos, inclusive por quem entende alguma coisa. Não, Bob, eu sei que vc não seria esta pessôa. Talvez, quem não lê vc a mais de 30 anos possa pensar que isto seria possível. Mas sabemos que não é! Continue! Seu trabalho é ótimo. Parabéns a todos e nosso muito obrigado pelo Blog. Abs.

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  27. De certo querem esse pneus pro carro ficar "lindão", junto com o carro "filmado" e faról de neblina aceso. Xunin governamental

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  28. O problema de detalhar demais a especificação é como já foi comentado, o TCU muitas vezes entende isso como direcionamento. Eu ajudei a elaborar um Termo de Referência onde trabalho, e lembro que a sugestão era que descrevêssemos o tipo de pneu tipo uso misto (50/50) visto que nossos veículos rodam em asfalto e terra. Mas tipo da roda e medida do pneu é meio complicado, pq poderia pedir um 265/70 e depois o TCU alegar que isso direcionava para versões de luxo das picapes do mercado.
    Acho que o caminho é pedir exigências mínimas, tipo "motor com no mínimo XX litros". Além do mais carro pra setor público, tirando os de representação, não há necessidade de itens "de luxo" como vidros elétricos ou bancos de couro. Onde trabalho nossas picapes tem AC, DH, ABS e AIR BAG. O resto é manual, portas revestidas de curvim, etc;

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    1. Também já especifiquei licitação, mas na área de tecnologia. Pode colocar "pneu uso misto com largura mínima de 265 mm e rodas em aço estampado ou em liga de metal leve para pneus com aro mínimo de 17". O problema é se isso tirar concorrentes da licitação, estes podem questionar o porque da limitação e aí você tem que se explicar.

      Na área de informática, podemos especificar, por exemplo "processador com no mínimo 2 núcleos e que atinja pontuação mínima de 200 no software Sysmark". Quem fizer um que atenda, pode entrar.

      Especificar uma medida única em vez de requisitos mínimos é ter dor de cabeça com o TCU.

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    2. Mesmo dessa forma que você colocou é passível de questionamento. Basta que uma empresa fale que tem um veículo que atende aos requisitos do edital e possui estabilidade compatível com a concorrência só que usando pneus com 255mm de seção lateral e aro 16" que o edital foi pro brejo.

      Colocar desta forma já pode ser considerado cerceamento de concorrência e o edital já fica passível de impugnação.

      O certo é especificar que o carro deve fazer, no mínimo, "X" g de aceleração lateral, frenagem de 100 a 0 em "Y" m e aceleração 0 a 100 em "Z" segundos utilizando metodologia normatizada pelo inmetro (ou outro órgão que avalie isso) e deixar a escolha de pnmeus livre para o fabricante.

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  29. Licitação é isso. Mas quem tem que justificar o que ocorreu é a Mitsubish...
    Apenas lembrem-se que em questão de pneus o mais largo nem sempre é o melhor, ainda mais nesse caso, veiculos com centro de gravidade alto.

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  30. A Polícia Militar do Maranhão também comprou estas Pajero Dakar com o mesmo conjunto de rodas/pneu. Como já dito em outro comentário, é a Pajero Dakar HD, que vem assim de fábrica.
    http://www.pm.ma.gov.br/index.php/78-cmt-geral/381-ssp-entrega-200-novas-viaturas-no-maranhao
    É bom lembrar que a fonte da notícia reproduzida aqui no AE é uma entidade sindical que está no momento em uma campanha salarial, em greve, e portanto não se pode afastar a ideia de que a denúncia tenha caráter político.

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  31. Isso é peixe até que pequeno Bob.

    Pergunte pro seus candidados Serra e Alckmin o que eles fizeram com o milhões do caso Alstom que a CPI está arquivada pelos aliados...

    Linha 4 do metrô nem vou comentar... não "erraram" o pneu, "erraram" o concreto.

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  32. Bob,
    Desculpe mas, você está defecando pelo teclado.
    Comentário de quem não conhece o uso desses carros.

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  33. Aqui se preocupando com tamanho de pneu, lá na PIZZARIA, a questão é outra: quanto vamos levar com essa manobra! O esquema é arquivar a CPI e bola pra frente!

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    1. Se esse fosse todo o problema, a PF passa por sua maior crise. Internamente o Departamento está rachado. Os Escrivões, Papiloscopistas e Agentes de PF (EPAs), estão em greve, em busca de restruturação de suas carreiras e reconhecimento do nível superior de suas atividades. Apesar de ser exigido diploma de nível superior para entrar nestas carreiras, a norma que atualmente as regulamenta, prevê apenas atividades de nível médio. Entretanto, atualmente os EPAs desenvolvem diversas atividades de alta complexidade que não são contempladas por esta norma, deixando estas normas sem regulamentação ou previsão legal,Somado a este problema, atualmente delegados e EPAs encontram-se em um clima de guerra,os Delegados trabalham para impedir que o nível superior destes PFs sejam reconhecido pelo governo, o que gera como reação de retaliação por parte dos EPAs, pesadas críticas à carreira de Delegado Federal e a ineficácia do Inquérito policial, que em nosso atual sistema jurídico tem valor meramente informativo e é totalmente dispensável, ou seja, tudo o que é produzido nele não tem valor de prova num processo criminal e deve ser feito novamente, exceto alguns elementos como as perícias.Como o STJ determinou que apenas 30% do efetivo permaneça em greve e 70% volte as atividades, tirando o efeito prático da greve, os EPAs, que obedecerão a decisão do judiciário, decidiram que, até que saia a reestruturação, somente realizarão as atividades previstas pela atual norma, deixando de desenvolver as atividades de nível superior que não possuem qualquer previsão. Ou seja, trabalharão de acordo com a norma, o que, na prática, irá paralisar a PF, uma vez que atividades como “analista de inteligência” não mais serão exercidas pelos EPAs, e estas atividades não são desenvolvidas pelos Delegados, não por falta de capacidade, mas porque estes possuem suas próprias funções dentro da PF. Conclusão, a qualidade do trabalho da PF irá cair, uma vez que não são apenas delegados que fazem a PF ser o que é.Enquanto tudo isso acontece, cerca de 250 EPAs abandonam a PF por ano, ingressando em outras carreiras públicas ou retornando para a iniciativa privada. Isto acontece porque estes policiais são formados por profissionais altamente capacitados, formados em diversas carreiras, e que, atualmente, não possuem qualquer plano de carreira nem tão pouco um salário compatível com suas atividades e capacitação. Para se ter uma idéia, um oficial de inteligência da ABIN, carreira com o nível superior reconhecido pelo governo, tem os vencimentos iniciais e finais em 12mil e 18mil Estes profissionais trabalham levantando informações de inteligência para o governo federal. Bom, levantar informação de inteligência é apenas UMA DAS ATIVIDADES desenvolvidas pelos EPAs (sim,EPAs), dentre muitas outras, mas aqui estas são utilizadas no processo criminal. Portanto, se os EPAs fazem exatamente a mesma coisa, só que aplicado na Justiça Criminal, porque motivo o Governo Federal os reconhece como nível médio, com vencimentos iniciais e finais em 7mil e 11mil aproximadamente?Uma pergunta me vem à mente? A quem interessa uma PF desanimada e desmotivada? A qualidade desta instituição não será a mesma, enquanto seus servidores não forem valorizados. E o mais curioso é a luta dos delegados em manter as coisas deste jeito. O fato é que os EPAs decidiram não carregar mais o piano e, só cumprirão suas funções conforme elas são reconhecidas: atividades de nível médio, meramente executórias. Se isto realmente acontecer, os Delegados e Peritos Federais não terão condições de suprir as atividades complexas que estes outros servidores desenvolviam e quem perderá será a sociedade.E enquanto o empasse continua, cada vez mais policiais experientes e qualificados deixam a instituição e os novos policiais que entram não são suficientes para suprir a necessidade de efetivo e o saldo é negativo, sem contar que muitos dos que entram, acabam indo para outras carreiras mais valorizadas, pouco tempo depois.Quem me dera o problema fosse somente o dos pneus errados

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  34. Em Furnas também temos a L200 mas o modelo é a Savana, pneus para terra e bem largos.
    Quando está novinha é o carro para trilha, leva muita coisa pesada sem chorar andando em terrenos desnivelados como terra, riachos e etc. Mas depois de uns três anos fica complicado de manter, começam a aparecer as retíficas e cada uma sai por volta de R$20.000,00 e o veículo fica mais parado na oficina do que andando.

    Também temos a S10 antiga, mas como não atende como a L200 só podemos utilizar para carregar coisas pesadas em estradas pavimentadas.

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  35. As leis da fisica não mentem...vejam o teste do alce da Hilux quando ela levanta a perna quase virando...por causa de rodas aro 18 e pneus largos. Como o carro é alto, o pneu gruda mais por ser mais largo e faz o carro rolar a carroceria e não escorregar...se for estreito, começa a escorregar e não tomba.
    Isso é SUV e não carro de passeio...existe um limite "legal" para rolar e começar a escorregar.Portanto, essa Dakar "fina" tem menor tendencia a capotar. Mas escorrega mais.

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  36. Tá doido Tchê, já não bastassem todos os riscos que a profissão de policial pressupõe ainda expõem os servidores a risco por conta de uma pseudo-economia?

    Vexame...

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  37. Pessoal, ninguém intendeu nada até agora. O motivo da reclamação não são os pneus de fato e sim as rodas em liga leve para pagar de bacana na foto com o dinheiro do contribuinte. Me desculpe PF, mas vcs sabem que no fundo essa é que é a verdade.

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Um abraço!
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