16 de outubro de 2012

GOVERNO DECRETA FIM DO CARRO FLEX


Manchete típica do Notícias Populares; veja outras, sensacionais, ao longo deste post

O caro leitor que me perdoe pela manchete bombástica, mas sou fã do extinto Notícias Populares, o tal do jornal que pingava sangue e que fez muito sucesso na década de 1970. Suas manchetes eram de rachar de rir, tanto que meu irmão as colecionava colando-as na parede do quarto. "Morta riu e levantou-se no velório", "Bebê diabo assombra o ABC", "Velho castrou-se com marreta no hospital" (aos 90 anos ficou inconformado por ficar impotente...), “Cachorro fez mal à moça” (ela comeu um cachorro-quente estragado...), "Disco voador colidiu com ônibus na BR-116" (deve ter sido um disco-voador de alegoria de carnaval...), e por aí ia, uma mais saborosa que a outra; distorcidas, mas que tinham lá seu fundo de verdade. Sendo assim, bolei a minha: "O Governo decreta o fim do carro flex", e vamos ver se ela também tem seu fundo de verdade.

Há governos que dão com uma mão e tiram com a outra, que nem mágico, e esses são os bonzinhos. E há governos que tiram com as duas. O nosso é desses últimos. Tal qual o velho da marreta, nosso governo deu sem dó sua marretada de 30 pontos porcentuais de IPI no couro de quem lhe pagará impostos ao comprar um meio de locomoção. Para almofadar essa marretada no consumidor, os fabricantes terão que satisfazer intrincadas novas regras, que, por sinal, ninguém sabe onde vão dar. Uma delas é só aliviar os 30 p.p. de IPI adicionais se pelo menos 65% das compras de peças forem feitas aqui mesmo. Essa, a princípio, vai na contramão da moderna economia mundial, onde todos se beneficiam das vantagens da economia de escala e da aptidão de cada país.

Essa decisão do governo, portanto, foi simplista, como só poderia ser, visto de onde partiu. A situação posta é esta: por décadas de falta de investimentos em infraestrutura, ficou caro demais produzir bens industrializados no Brasil.

Transporte caro, baseado no meio mais caro, o caminhão, burocracia estúpida, energia caríssima, portos e aeroportos medievais, mão-de-obra sem qualificação, fora a carga bovina de impostos, tudo isso e outras levou o país a ficar ainda menos competitivo do que já era. Nossos produtos industriais, incluindo automóveis, saem caros demais para enfrentar a concorrência internacional, sendo que o que nos salva na balança externa são os produtos básicos, mineração e agricultura, cujos produtos são exportados in natura para serem industrializados lá fora, o que é no mínimo vexaminoso, sinal de incompetência.



Essa conjuntura não é recente; como já disse. A luta intestina pelo poder e pela grana fácil acabou por afastar do governo as boas e bem-intencionadas cabeças, até que nessa arena vil acabou sobrando só os exemplares mais burros e brutos, salvo isoladas exceções.

Resolveram, portanto, simplesmente, dificultar a entrada aqui de produtos de países competitivos, já que não sabem como aparelhar o país para que tenha condições de produzir bens industriais de maneira viável. A nossa vizinha Argentina entrou nessa há mais tempo e já foi pro buraco. A esse buraco, aos poucos, nos levam.

Continua a ser possível importar normalmente, mas pagando o IPI com os 30 p.p. adicionais, valendo dizer que um carro de cilindrada superior a 2 litros pagará nada menos que 25 + 30 = 55% de IPI – depois de pagar 35% a título de imposto de importação....Só se livrará desses 30 p.p. a mais quem investir no Brasil para produzir, podendo durante os dois anos de construção da fábrica vender sem os tais 30 p.p. de IPI a mais, limitado a 50% do volume anual de produção planejado. Pode importar, mas ficou bem mais difícil.

A questão é que não há mal nenhum em importar. Ao contrário, é bom, desde que se exporte produtos com valor agregado, ou seja, industrializados, prontos para o consumo final, seja lá que produto for.

Bom, e afinal, vamos ao porquê do fim do carro flex.

Como faz parte da nova política para o setor reduzir o consumo de combustível, foi estabelecido que todos os fabricantes daqui terão que fazer, até 2017, os carros consumirem menos, ou não terão direito ao “alívio” de 30 p.p.  Modelos que hoje fazem 14 km/l de gasolina (batizada com 20 a 25% álcool), terão que fazer 17,26 km/l. Ou seja, dentro de quatro anos o carro terá que rodar 23,28 % mais com o mesmo volume de “gasolina”. Carros a álcool que fazem 9,71 km/l, terão que fazer 11,96 km/l. Ou seja, um aumento de 23,17 % no rendimento.


Não entendi o porquê ser 23,28% para um e 23,17% para o outro — sei lá que cálculo fizeram e não teremos aqui o trabalho infrutífero de tentar entender... Só sei que esses 14 km/l para carros a gasolina e esses 9,71 km/l para os a álcool vêm da diferença de poder calorífico dos dois combustíveis, em que o do álcool é 70% do da gasolina. O que nos interessa para desenvolver o raciocínio é o percentual médio de melhoria de rendimento.

Antes, eu gostaria de deixar claro que não acho possível que se criem regras sem que se leve em conta realidades técnicas das quais não há como fugir.

É sabido que o motor flex, para atender à queima de dois combustíveis diferentes, não queima perfeitamente bem nem um nem outro. Não só as taxas de compressão ideais são diferentes – para álcool bem mais alta que para a gasolina –, mas também o formato da câmara de combustão e outros detalhes têm suas diferenças. Como se vê, o carro flex é uma adaptação, é uma solução que a indústria teve que improvisar para enfrentar uma distorção posta na oferta de combustíveis.

Um exemplo real do quanto se joga fora de gasolina e álcool neste país é a recente e bem-vinda mudança no motor flex 1,6-litro, 8-válvulas da Renault, batizado como 1.6 Hi-Power.. Basicamente, além de algumas melhorias na redução do atrito, aumentaram a taxa de compressão de 9,5:1 para 12:1 (como se atendessem aos pedidos que o AUTOentusiastas vinha fazendo há anos). Com isso, a potência, quando com gasolina, aumentou em 6,5%, e quando com álcool, em 11,5%. Note o leitor que o ganho de potência com o álcool foi quase o dobro do ganho com gasolina. 

Com o torque ocorreu algo semelhante: gasolina: aumento de 5,8% e álcool, 9,9%. Segundo a Renault, o consumo baixou 10% na cidade e 5% na estrada, mas não especificou com qual combustível.

Veja o leitor, teoricamente, se não houvesse a conveniência de aumentar a potência, a fábrica poderia baixar a cilindrada do motor e manter a potência anterior – já que a potência específica aumentou –; baixaria a cilindrada para 1.480 cm³, e com isso o consumo baixaria ainda mais.

Mas, veja, 12:1 não é taxa ideal, nem para gasolina e nem para álcool. É alta para a gasolina a baixa para o álcool.

A priori, a taxa de 10:1 seria a ideal para a queima da gasolina pura, sem os 20~25% de álcool. Para o álcool puro, 13,5:1. Além disso, como vimos, os formatos das câmaras de combustão e outros detalhes seriam diferentes.

Atualmente, os flex de maior taxa chegam 12,7:1, portanto, ainda baixa para o álcool e alta demais para a gasolina. O motor tenta compensar essa inadequação com modernos recursos eletrônicos, mas não tem como conseguir uma queima ideal, um aproveitamento ideal da energia do combustível, e só o que consegue é que o combustível inadequado não prejudique seus componentes.

Não sou técnico, mas não sou burro; sei o bastante para desconfiar quando algo está errado, e também conheço os melhores técnicos. Consultei, portanto, um dos melhores, engenheiro mestre em combustíveis, e que por sinal é um amigo do peito.

Segundo ele, caso desenvolvessem um motor para queimar exclusivamente álcool, a redução do consumo seria da ordem de 30%. Por outro lado, um motor para queima de gasolina pura, sem batismo de álcool, a redução seria algo em torno de 15%.

Por aí se vê que essas novas exigências de redução de consumo, da ordem de 23%, seriam facilmente atendidas, caso o governo caísse na real e deixasse de tentar resolver nossos problemas só na base do gogó e no desespero de chute de beque de fazenda.


Quanto ao desenvolvimento dos motores a gasolina, não haveria com que se preocupar, pois toda a indústria automobilística mundial está investindo pesado nisso e boas novas surgem a cada dia. Bastaria que usássemos a mesma gasolina que eles, ou seja, sem os 20 ou 25 % de álcool, para colhermos esses frutos. Só teríamos que nos concentrar no desenvolvimento de um motor específico para o álcool.

O álcool é bom, desde que consumido com consciência, sem ele na cabeça.

Alguns post scripta:

Fiquei impressionado com o baixo consumo de um Toyota Corolla argentino, quando há dois anos com ele rodei 5.000 km naquele país. Fez 12 km/l andando de pé cravado, cravado sem dó, a no mínimo 160 km/h, mínimo. É de impressionar. Gasolina pura.

Esse meu amigo mestre dos combustíveis tem um Clio 1,0, 16V, 2012, (taxa de 10:1), flex, e ele passou a abastecer na proporção de 15% de gasolina e 85% de álcool. Com isso a mistura final ficou em 88% de álcool e 12% de gasolina (já que a gasolina tem hoje 20% de álcool). O carro, que antes fazia 10 km/l com álcool puro, passou a fazer 11,5 km/l.

Basta de notícias que sejam momentaneamente populares! Chega de circo!

AK




253 comentários:

  1. Então acho que isso responde a minha pergunta de outro tópico.
    Em tempo: O AE poderia fazer um levantamento de consumo dos últimos automóveis produzidos a álcool (e gasolina) exclusivamente e compara-los com seus equivalentes flex atuais, levando em conta as diferenças tecnológicas e de desempenho, só para dar uma idéia bem pragmática desta involução.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Esse comparativo foi feito, em menor escala, pela 4 rodas. Comparou um Civic EXS não-flex com o EXS flex. Adivinha quem consumiu menos?

      Excluir
    2. Li novamente esse artigo dos Civic, na revista Quatro Rodas,semana passada.

      Excluir
    3. Consumiu menos e andou mais!
      Tive um NewCivic 2006 e amigos tiveram flex... Que tristeza de inovação.

      Excluir
    4. Durante dois anos fui proprietario de um civic monocombustivel, no dia da compra, fui incentivado pela concessionaria a levar o flexis, pois o pretendido foi o ultimo destinado a Brasilia, mantive a minha opinião. Carro excepcional, econômico (médias corriqueiras de 13km/l) e andador, despachava com facilidade os frexissss da cidade.
      Já em 2009, já não havia demanda para os mono, pois a moda havia pegado, dificultando a revenda (fui obrigado, contas de um novo empresario).
      Possuo hoje uma ranger gasosa com 82mkm, tem média historica de 9,2km/l. As S10 flex, gastam mais.

      Excluir
  2. Entrei aqui feliz, achando que seria uma notícia verdadeira, pena que não é!

    Acredito que não se faz mais motores exclusivamente a álcool no país porque os usineiros ainda ditam os preços de acordo com suas vontades, o que poderia a levar a um novo "apagão" de abastecimento, conforme ocorreu no fim da década de 80/início da década de 90.

    Seria ótimo poder abastecer com gasolina pura e ter carros só a álcool fazendo seus 14km/l!

    Em tempo: interessante a técnica do seu amigo, AK, ele adequou o combustível à taxa do carro. Poderia sair um post ensinando a fazer isso para outros carros flex.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Seria lindo...

      Quero muito achar a proporção certa pro meu motor a gasolina com taxa de 11:1.

      Excluir
    2. Mas taxa de 10:1 não é pra gasolina pura?

      Excluir
    3. Grechejr,
      A melhor maneira de descobrir a proporção ideal para seu carro é ir "brincado" com diversas misturas e ir comparando consumo e comportamento ao dirigir. Mas provavelmente não irá ser muito distante da mistura 15% álcool/85% gasolina.

      Excluir
    4. Corrigindo... 15% gasolina/85% álcool (o tal do E85)

      Excluir
    5. Excelente post para discussão, mas em relação ao recomendado pelo amigo "mestre dos combustíveis" (ao final do post), e ao que chamou a atenção antes o Freddy 16/10/12 14:44, tenho a considerar:
      Já que taxa de 10:1 seria a melhor para uso de gasolina pura ("A priori, a taxa de 10:1 seria a ideal para a queima da gasolina pura, ..."), não entendi o sentido de aumentar a proporção final de álcool no tanque com a adição de álcool puro à gasolina já com 20% de álcool, neste caso de veículo com taxa de 10:1.
      Em outras palavras, neste caso o ideal não deveria ser diminuir (em hipótese), ao invés de aumentar, a proporção de álcool no tanque, já que a taxa é baixa para este combustível vegetal?

      tunderbird

      Excluir
    6. Thunderbird

      O tal mestre colocou 15% de gasolina e 85% de álcool. Adicionou gasolina ao álcool e não álcool à gasolina.

      Excluir
    7. Arnaldo, o questionamento do Anônimo16/10/12 23:38. Seu texto afirma que 10:1 é a taxa ideal para a gasolina pura. Logo um Clio 1.0 16v com taxa de exatos 10:1 deveria melhorar tirando o álcool da gasolina-bomba.

      Ok, ele acrescentou gasolina-pura ao álcool-bomba. Mas não teria sido melhor então esquecer o álcool-bomba e colocar só gasolina-bomba, para ter o menor Exx possível?

      Excluir
    8. Arnaldo, o questionamento do Anônimo16/10/12 23:38. Seu texto afirma que 10:1 é a taxa ideal para a gasolina pura. Logo um Clio 1.0 16v com taxa de exatos 10:1 deveria melhorar tirando o álcool da gasolina-bomba.

      Ok, ele acrescentou gasolina-pura ao álcool-bomba. Mas não teria sido melhor então esquecer o álcool-bomba e colocar só gasolina-bomba, para ter o menor Exx possível?

      Excluir
  3. Essas adaptações dos flex são ridículas, trabalho em uma oficina de funilaria e pintura e chove de gente falando que o motor esta batendo, e o problema é sempre o mesmo, só andam com gasolina. Falo para encherem o tanque de álcool de vez em quando que o problema termina.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Paulo, tenho um Polo que estava com o motor ríspido. O Bob me aconselhou a colocar um pouco de álcool quando fosse abastecer (ele me deu a proporção aproximada). Problema resolvido. Mas é ridículo.
      Abraço a todos. Marcus Vinicius.

      Excluir
    2. Marcos
      Tenho um Polo flex tambem.
      Qual é a proporcao aproximada que o Bob tedeu?
      Abracos

      Excluir
    3. Resgatei a mensagem do Bob. A proporção foi de, aproximadamente, 20% de álcool. Ou, como exemplo, 16 litros de gasolina e 4 de álcool. Lembrando que a gasolina já possui um percentual de álcool.
      Abraço!

      Excluir
    4. Flex têm de funcionar em qualquer proporção do combustível. Essas "receitas" estão mascarando algum problema. Ou o problema está no combustível, que pode ser adulterado, ou esta na sonda lambda que pode estar sujo ou comprometido.

      Excluir
    5. Anônimo 16/10 17:19

      Infelizmente, no meu caso (Ka 1-litro 2009, "fréx" de fábrica), o motor dá uma leve batida de pino de vez em quando, ao usar nossa gasolina alcoolizada. É rápida, mas o suficiente para me incomodar sobremaneira... Uso somente dois postos de total confiança, com combustível de boa qualidade (foi uma verdadeira via crucis até peneirar esses dois...) Ao usar álcool (que risquei do "menu" a quase 3 anos em retaliação a esses usineiros mafiosos) ou Podium, o motor não bate pino.

      Até hoje, desconheço quem tem veículo "fréx" que não bata pino ao usar somente nossa gasolina alcoolizada.

      Excluir
    6. Se o Polo é VHT (12,1:1) roda perfeito no alcool puro, o Ka é 12,8, não é? Road, você coloca gasolina no tanque por retaliação mesmo, porque na lógica não há razão de abastecer com "mijolina"... Sds

      Excluir
    7. Tinha um Mille Fire 2004, gasolina. Fazia cerca de 14km/l. Em 2007 troquei por um Gol G IV 1.0 FLEX e o carro não chega a fazer 10km/l na gasolina. Fora a batida de pino por cerca de 10, 15 segundos todas as vezes que ligo o carro mesmo estando com a manutenção rigorosamente em dia. Triste inovação, estou quase pra voltar pra um carro mais antigo, porém de um combustível só, como deve ser.

      Excluir
  4. Regras, regras e mais regras. Nosso mercado só vai melhorar quando o governo deixar de atrapalhar a vida de todo mundo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O Governo tem que regular. Mas regular corretamente e não visando atender a interesses como acontece.

      Excluir
    2. Bob, o de Petrópolis16/10/12 20:30

      Não, o governo tem que sair da frente e deixar o mercado se auto-regular.

      Excluir
    3. Penso q nem tanto governo, nem tanto mercado. É preciso ações inteligentes e sem rabo preso.

      Excluir
    4. Essa história de "governo na medida certa" não existe. A tendência de qualquer governo é crescer até asfixiar seus súditos, ou alguém já viveu pra ver a carga tributária ser efetivamente reduzida? É da natureza do leviatã virar um monstro cada vez maior.

      Excluir
    5. Guibro, mas vc não concorda que esse "governo na medida certa" seria o ideal?? O problema é que isso é quase utópico....

      Excluir
  5. Bem, da época em que o jornal "O Dia" aqui do Rio era um destes que jorrava sangue, nunca me esqueci de uma manchete que me fez rir muito: ainda se pagava por sangue "doado", então um sujeito que foi "doar", por alguma razão, passou mal e desmaiou. A manchete foi: "Vendeu o sangue até a última gota". E no quesito "decreto", queria eu poder decretar o fim deste (des)governo e todas as burradas que criaram ou mesmo que mantiveram de governos anteriores.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    2. Mr.Car
      Voce é um cara inteligente, tem uma retórica clara e fala doa a quem doer.
      Tambem nao me conformo com esse governo, que nada mais é que uma (ditadurazinha de sindicatos e revolucionários de bala de festim).
      Esse des-governo continua alimentando o famoso Custo-Brasil , como bem mencionado no texto.
      Alta carga tributária, custos portuários, transportes caros, encargos trabalhistas, financiamentos, energia e telecomunicações e, regulamentaçoes de governamental. Isso tudo associado as antigas ineficiências estruturais de décadas.
      No meu ver, a indústria automotiva nao age em fucao de mudancas , é ineficiente e conivente com todas essas políticas protecionistas.
      No fim das contas, que arca com todo esse Custo-Brasil e sua perversa cadeia, somos nós mesmos sociedade e consumidores.
      Já chega.

      Excluir
    3. Tenho a impressão de que o alter-ego do Mr. Car assina por Anônimo...

      Excluir
    4. Ohh! Nao sabia que o Mr.Car estava com essa bola toda!

      Excluir
    5. Queria a fórmula do milagre. Reduzir impostos => qual a consequencia? Importar carros => qual a consequencia? Acho que deveriam escrever um livro sobre liberalismo utópico. Politica econômica é a coisa mais em cima do muro que existe e vai existir. O brasileiro é burro em achar que abertura do mercado é o que todo mundo quer, vide o suco de laranja e os aviões da Embraer. Só especulação financeira não gera trabalho que realmente faz a economia circular. Me expliquem uma maneira de criar empregos? sou meio burro mesmo, preciso de ajuda.

      Excluir
    6. Anônimo,

      Investir na infraestrutura gera muitos empregos, saneamento básico, ferrovias, etc, etc. Não se preocupe, temos muito trabalho a fazer.

      Excluir
    7. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    8. Não se pode esquecer o principal: Investimento em educação, tanto de base quanto superior. Se não tivermos profissionais e empreendedores capazes, o país está amarrado.
      Infelizmente este ainda é um tema muito desvalorizado, parece que nossos governantes acreditam que exportar commodities, gastar com Copas do Mundo e criar subempregos é a receita para uma nação se desenvolver.

      "O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou ontem que o aumento dos gastos com educação para o equivalente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) “quebra” o país."
      (Folha de São Paulo, 5 de julho de 2012)


      Entende qual é o problema aqui? Copa do Mundo pode, mas investir em educação é desperdício.
      Mentalidades assim, de macaquinhos, farão esse país virar um novo Haiti na primeira crise econômica forte que nos atinja.
      Depois vemos aqueles e-mails com as fotos da reconstrução do Japão pós-terremoto em velocidades recorde; será que se desenvolveram assim exportando soja? Rsrsrsrs

      Excluir
  6. Grosso modo, 6 litros de gasolina e 29 de alcool.
    Vai deixar os frentistas de cabelo em pé....Como abasteço qto estou perto de entrar na reserva e raramente o ponteiro informa com exatidão o que ainda tem no tanque, Considero que uma tanqueada de 35 Litros quase completa o tanque padrão de 45 litros. Vou fazer o teste e conferir.
    Fora isso, caro Bob, enquanto os luminares de plantão, sacam do saco de maldades essas malditas regras para interferir no dia a dia da economia "real", a banalândia não vai andar pra frente. Apesar dos pesares, ainda bem que o que segura as pontas é a agroindústria e a mineração, caso contrário, ... melhor nem pensar onde estaríamos. É o dá escolher profetas, visionários e salvadores da pátria, ao invés de administradores de qualidade. Exemplos não faltam por todo o planeta.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. regi nat rock
      Isso, para "fazer" o E85 aqui, tendo a gasolina 25% de álcool, abastecer com 80% de álcool e 20% de gasolina, portanto para 35 litros de combustível, 7 L de gasolina e 28 L de álcool. Como atualmente a gasolina está com 20%, têm-se E84 em vez de E85, ótimo também.

      Excluir
  7. AK, desta vez você se superou!
    Desenterrar essas manchetes foi uma tremenda falta de absurdo!

    ResponderExcluir
  8. Carro flex = Conversão flex no chip OEM.

    E sem falar em "tecnologia nacional" O correto seria "Gambiarra Nacional elaborada ante a falta de confiabilidade do setor sucroalcoleiro"

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa! Por isso chamo essa tecnologia de gambifréx...

      Excluir
  9. Manchete do Noticias Populares: "Lacrou as portas do Fusca da ex-mulher." No caderno de classificados do mesmo jornal havia um anúncio: " Vendo Fusca 66 sem entrada. Tratar com Nilza."

    ResponderExcluir
  10. Jornal parecido são as capas do "Meia Hora de Notícias" do Rio.
    www.meiahora.ig.com.br/capas

    Muito bom o post, pena que essas medidas do governo começam a valer apenas no início do ano que vem.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Perneta, é nesse nível aqui né...

      http://www.meiahora.ig.com.br/public/uploads/printcovers/14082012.pdf

      Excluir
    2. Aqui no Paraná, mais precisamente em Maringá, tem um telejornal desse naipe, chama-se Tribuna da Massa.

      O mais engraçado desse telejornal é que de vez em quando aparece uma bruxa voando em uma vassoura antes de falar dos crimes.

      Excluir
  11. Também achava engraçadas as manchetes do Notícias Populares. Uma que me lembro é "Carnaval do Fim do Mundo", mostrando homens e mulheres nuas na folia...

    Quanto ao flex, nos meus últimos dois carros essa proporção de 70% do poder calorífico não se reflete no consumo real. Sempre observei algo em torno de 75-80%. Acho que os 70% exatos seriam na comparação gasolina pura - álcool.

    Se abastecer direto com gasolina, agora com só 20% de álcool, a maioria dos carros bate pino mesmo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Minerin;

      Não sei que carro que você tem mas a proporção da Saveiro Supersurf 2004 que tive e do Peugeot 207 2011 da minha mulher é 65%. 70% nem em sonhos dos mais lindos!

      E quanto a bater pino: O Peugeot bate pino bonito em baixas rotações com gasolina (a principio achei tratar-se de batida de tucho de válvula pois era somente próximo a marcha lenta, mas depois vim a averiguar que era detonação mesmo - com álcool ela simplesmente desaparece) e a Saveiro detonava também em baixas rotações e acelerador aberto na gasolina. Lembrando que a taxa de compressão de ambos é de 10:1 (Saveiro) e 10,5:1 (Peugeot)

      Excluir
  12. Arnaldo,

    Gostei de aprender esses detalhes sobre os motores "flex".


    Tem toda a lógica, mas nos EUA e alhures, embora sem motores "flex", também não se adiciona um tanto (menos) de álcool à gasolina? Imagino que neste caso, com a taxa de compressão adequada à gasolina, só o álcool adicionado sofreria uma queima incompleta.

    Acrescento mais uma manchete real: "Violada no auditório" (o cantor jogou o instrumento na plateia...)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Algum pequeno percentual de álcool, para elevar a octanagem da mistura, é aceitável. Antigamente usavam o Chumbo Tetrametil (e Tetraetil) para essa função, mas hoje em dia não é mais aceito.

      Excluir
    2. Luiz,

      Nos EUA o percentual é menor; creio que 10% no máximo e não creio que seja no país todo. Como disse o Thales, elimina o chumbo tetrametil, um poluente pior.
      Essa da violada é de rachar. Acho que foi aquele caso de um festival, anos 60, 1967 ou 68, por aí, que o cara debaixo de vaias quebrou o violão e o jogou na platéia. Ótima! Putz sarro devia ser essa redação do NP.

      Excluir
  13. Engraçado, hora reclamam que o Brasil só faz em exportar alimentos e agora reclamam das medidas que tentam inverter isso. São falhas e precisam de melhorias? Concordo. Agora ficar aí dizendo que somos bestas pois não transferimos nossa industria para a China como fez os EUA - estes que estão em crise agora enquanto estamos em pleno emprego - é difícil de ouvir.
    Não sei se vocês viram, mas alguns construtores já anunciaram fábricas aqui. Eu acho que já é um começo...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ribeiro,

      ninguém aqui preconizou transferir indústrias para a China. Está justamente o contrário. Exportamos soja em grão pra lá, em vez de exportarmos o óleo e produzirmos carne e leite com o farelo. Exportamos minério de ferro, em vez do exportamos aço, navios, etc.
      Somos o país com mais fabricantes de autos do mundo, mas todos e pequena escala. Não precisamos de mais fabricantes, mas se vierem, tudo bem.

      Excluir
    2. Exatamente. Exportar produtos industrializados é sinal de país desenvolvido, coisa que não somos, pois não fizemos ainda nossa revolução industrial. O Brasil era conhecido como 'celeiro do mundo' e, infelizmente, ainda é.

      Excluir
    3. Sei de vários donos de empresas brasileiras que já abriram suas respectivas empresas na China e estão exportando tudo para o Brasil.

      Excluir
    4. Quem já leu meus comentários aqui sabe que não há como me interpretar mal, a real é que se falando em China há de ter medidas protencionistas sim! Alguém tem dúvida disso? Fora a questão da qualidade, por exemplo eu pratico um esporte, que não vem ao caso entrar em detalhes, mas os produtos antes norte-americanos são de qualidade infinitamente melhor que os produtos chineses (detalhe, eram vendidos como iguais), mas para um "consumidor-atleta" fica nítida a diferença devido à percepção de perda de desempenho... O que acabou acontecendo? Estes produtos voltaram a ser produzidos nos EUA ou Canadá.
      Voltando ao "focus brasilis" (rs)... Como a lei de Gérson impera no Lisarb, o que não falta é "empreendedor" com este tipo de idéia, não é? Pensando friamente, eles não estão errados, não é? Mão-de-obra barata e taaaalz! Opa! "Peralá"! Talvez devêssemos voltar um pouco a fita, não?!? Seria um retrocesso, não?

      Excluir
    5. Os chineses 'voam' porque não têm a bola de ferro do excesso de tributos acorrentada à perna.

      Excluir
    6. Oooops! Protecionistas...

      Olha! Prefiro não embarcar neste vôo!

      http://pesadelochines.blogspot.com.br/2012/02/fabricas-na-china-usam-metodos-de.html

      Excluir
  14. Que inspiração, em AK! Parabéns!! Belíssimo texto!!

    ResponderExcluir
  15. Eu tive um Gol CL 1.6 a alcool original de fábrica que fazia uns 10km/h para mais na cidade com alcool, hj em dia tenho uma Blazer 2.4 Gasolina, e acredito que ela gasta pouca coisa a mais do que minha antiga strada 1.8 flex na gasolina.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Amigo meu me emprestou o Gol 1.6 AP injeção multiponto 2002 dele, alcool original: 11,0km/L na estrada com álcool.

      Isso sem falar no vigor com que ele acelerava...Pena que meu amigo deu perda total no carro

      Excluir
    2. O meu era 1.6 ano 1994 e carburado e andava muito bem tb! Ainda vejo ele com o cara que vendi e já tentei comprá-lo de volta, mas ele não vende de jeito nenhum.

      Excluir
    3. falam muito do ap 1.8 mas meu preferido é 1.6, pois bebe moderadamente e ainda têm um desempenho razoável principalmente no contexto da sua época.
      Até hj não entendo o porque da vw ter aberto mão dele durante o inicio da autolatina.

      Excluir
    4. Meu antigo Gol CHT 1.6 92, cansado com 300 mil km fazia uns 11 km/L de alcool a 100km/h (e + ou - 300km/L de óleo...hehehehehe).

      Lembrando que ele era equipado com o modernissimo carburador Weber, distribuidor e o novissimo sistema de válvulas com comando na lateral do bloco com sistema de varetas...

      Excluir
    5. CHT sempre teve fama de fazer boa media de km/l com alcool.

      Excluir
    6. Não me venha falar de Gol 94, por favor! E lembremos da diferença de desempenho que um motor 1.6 tem atualmente (comparando aspirados, lógico que ninguém aqui está falando de THP) em relação a um 1.6 cht carburado!

      Excluir
    7. Os tapadinho das 00:41 estamos falando de consumo...

      Excluir
    8. O "esperto" das 00:41:

      Se o desempenho melhorou o consumo teria que melhorar também. Afinal estamos falando em otimização e não em desempenho.

      Antigamente falavamos em potencia x e consumo y

      Hoje temos carros com potencia x+1 e consumo 2y

      Excluir
    9. Pooorra espertalhão! Por que você vendeu o seu Gol CHT então? Nem vou comentar essa sua "equação"! A questão é rendimento! Que OBVIAMENTE envolve consumo E desempenho!
      Aliás, em desempenho o seu Gol CHT seria equivalente a qual carro 0km? Será que acompanha um Celtinha? Huuuuuummm... Acho que naaaauuuum!
      Vou até ignorar o anônimo "muito sábio" acima.

      Excluir
    10. "Einstein" das 11:49, olha de frente um celta em um gol caixa, só pra vencer aquela resistência ao ar quanto o motorzinho já têm que forcejar. Fora o peso do celta e do gol. e são 20 anos de diferença, injeção eletronica x carburador. Muita coisa evolui mas só por toda eletrônica e aerodinamica era pra teu celtinha andar bem mais por Km/L que um gol caixa com o cht e na realidade não é bem assim.

      Excluir
  16. O protecionismo alheio é melhor que o nosso?
    Recente a Embraer ganhou uma concorrência internacional promovida pelo Pentagono,para aviões de pequeno porte e baixo custo operacional,sua concorrente Boeing entrou com o pedido na justiça norte americana ,que foi aceito,de desqualificação da empresa brasileira,pois não era USA e a orientação politica do governo Obama é que se adquirissem equipamentos somente de empresas americanas para que se gerassem empregos em solo patrioportanto, de nada adiantou provarem que as aeronaves seriam montadas lá ,inclusive com fornecedores locais,será aberta nova licitação.exemplo de livre mercado praticado pelos " desenvolvidos".Na China para se vender ,tem de,além de fabricar lá repassar tecnologia aos locais,porque um governo trabalhista não deve defender o interesse de quem é o representante?
    Até a decada de 80 não tinhamos a opção de 4 portas pois ,segundo os fabricantes, "não se tinha uma produção em escala para diluir os custos"hoje temos a quinta produção mundial, mas não temos 2 portas, opção de variada de acabamento,motorização, a pintura é opcional e outras idiossincrasias do "nosso mercado",culpa do governo?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exatamente. Temos a mania de culpar sempre terceiros, sem avaliar nossa própria condição. Questão cultural.

      Excluir
    2. Esse sujeito sempre com esse exemplo da embraer ainda não entendeu. Proteger o mercado interno é uma coisa e as fabricantes nacionais estão muito bem protegidas, protecionismo é outra coisa onde se coloca mais taxas nos produtos importados que ajudariam o país exportador e o Brasil com concorrência cada vez que os fabricantes nacionais batem os pezinhos no chão

      Excluir
  17. Gustavo Cristofolini16/10/12 13:28

    Taxa, muita taxa + alcool + sistemas de ignição decentes faz passar fácil desses 12 por litros que fora pedido. A industria vende um produto pior a cada geração ou renovação.

    ResponderExcluir
  18. Esse jornal era o meia hora dos anos 70 então. rs
    Porra arnaldo essa manchete enganou legal por 3 segundos estive no paraiso.

    ResponderExcluir
  19. Corrige ai no texto.
    "Ou seja, dentro de quatro anos o carro terá que rodar 23,28 % mais com o mesmo volume de “gasolina”."

    nao é mais (soma), é mas (porem, entretanto).

    Esse é um dos erros mais comuns que tenho visto atualmente aqui na empresa... rsrsrs

    Alessandro

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Alessandro, a porcentagem por si só não mostra se é para mais ou para menos. Daí o uso do quantificador, neste caso para mais.
      O que está errado é colocar traço no substantivo feminino "mão de obra".

      Excluir
    2. Anônimo 16/10/12 13:41
      O mão-de-obra, assim, com hífens, é porque o AE, no dia 6 de agosto de 2011, passou a ignorar a reforma ortográfica, conforme explicado no post http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2011/08/protesto.html. Se você notar bem, os nossos textos têm trema, como em 'freqüente', e acento circunflexto em vôo, que pela nova regra não tem mais. O acento agudo voltou à palavra idéia, como na ortografia pré-reforma.

      Excluir
    3. Alessandro,

      é mais mesmo e não mas. O texto está certo.

      Excluir
    4. Bob,
      Saindo do tema desse ótimo post do AK, mas com referência à sua tesposta acima, também passei a ignorar a reforma ortográfica em meu blog. Certos estão os portugueses, que têm se manifestado de maneira muito mais veemente e organizada contra esse amontoado de cretinices. Como dizia o saudoso Millor Fernandes, "a reforma ortográfica é uma m...."

      Excluir
    5. Gustavo Cristofolini16/10/12 17:22

      Também não adotei a tal reforma ortográfica.

      Excluir
    6. Pela reforma da reforma, já!

      Excluir
    7. Antônimo do anônimo16/10/12 18:55

      Motores flex e reformas ortográficas... duas gambiarras que NINGUÉM perguntou se nós queríamos... simplesmente nos foram empurrados goela abaixo...

      Excluir
    8. Nunca usei essa nova ortografia. Coisa mais inútil, não ajuda em nada... Já até incluí as palavras "erradas" no dicionário do Office para parar de ficar grifando o que escrevo. Tô tentando o mesmo no Google Chrome, mas até agora, nada!

      Excluir
    9. Só ignorar as correções do Chrome e outras porcarias de editores de texto. Tenha firmeza no escreve e dane-se a reforma estúpida ortográfica, coisa dos bucéfalos de plantão. Isso aí vai na linha do padrão de tomadas que só existe aqui.

      Excluir
    10. Anônimo

      Bucéfalo?
      Esse era o nome do cavalo do Alexandre Magno.
      Essa vc tirou da arca. Legal!

      Excluir
    11. A pessoa vir aqui cobrar escrita de acordo com a reforma orotográfica? Quantos aninhos tem a criança? 12?

      Excluir
  20. Não me importa o flex e nem nada, continuarei a usufruir do meu maravilhoso Opala 6cc.

    ResponderExcluir
  21. Graaaande Arnaldo Keller:
    Escritor, jornalista especializado, piloto, mecânico-preparador, fazendeiro, cavaleiro , cavalheiro, pai de família e ex-surfista profissional!
    Ufa... Impagável!

    Jorjao

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Jorjão.

      Não sou nem fui piloto. Só guio legal, modéstia à parte.
      Não sou nem fui mecânico-preparador. Sou só um gambiarrador, amarro com arame e chego em casa. Só teórico.
      Nunca fui surfista profissional. E não sou ex-surfista, pois ainda pego as minhas ondinhas...
      Jorjão, em 55 anos de vida dá pra fazer muita coisa. Espere pra ver.

      Excluir
  22. Tenho um Verona CHT 1.6 álcool. Mal humorado faz 7km/l na cidade. Bem humorado faz 10km/l. Por outro lado minha irmã tem um uno 2011 que tirou zero e ele faz 17km/l na cidade. Enfim, os números, tanto do governo quanto do fabricante são estranhos.

    ResponderExcluir
  23. AK,

    "só os exemplares mais burros e brutos, salvo isoladas exceções".

    Sempre que leio algo sobre o governo e/ou políticos, é sempre dessa mesma maneira.
    Pergunto: Essas exceções, que desconheço, existem mesmo ou é só para se eximir de alguma responsabilidade?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. CCN 1410,

      É para fazer justiça. Há excessões, isoladas, como disse, mas há. Pelo menos desejo que haja.

      Excluir
    2. Excessões AK? Vi o professor do quadro do Luciano Huck esmurrando aquela campainha agora... rsrs

      Excluir
  24. Existem fatores econômicos e políticos e basta ver o mapa de produção de cana em São Paulo pra ver como o Estado é tomado desse plantio. E acreditem, o setor não atravessa seu melhor momento. Minha maior dúvida sobre o álcool de cana nem é tanto a questão da matriz energética, mas não há como não se sentir mal em ver tanta terra fértil ocupada de tal forma (além de duvidar do custo/benefício do álcool). Essa preocupação se o carro flex acabará ou não é apenas um fator dentro de uma questão bem maior, antes é preciso lembrar por que ele surgiu.... não é mesmo? E não imaginem que as coisas acontecem na base da canetada apenas, só que a discussão e o poder de decisão ainda se restringem a uma fatia muito pequena da população... como mudar isso?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Félix,

      Problemas só se resolvem encarando-os de frente. Seria preciso alguém com maior visão. Se encontrar algum aí, me avise.

      Excluir
    2. Acho que as metas de consumo é uma nova questão. Como elas serão atingidas...?... se isso levar ao fim do flex (o que eu nem lamento), alguém terá de enfrentar a questão política de toda a indústria sucroalcooleira que existe. Uma usina existe em função de um investimento de 9 digitos ou até mais, envolve a produção de cana de uma grande área (própria da fábrica e de vários produtores locais) e de centenas de empregos. Acabando o flex, volta o medo do desabastecimento e quem vai comprar carro 100% a álcool? É preciso encarar de frente, mas duvido que alguém tenha a resposta a curto prazo.

      Excluir
    3. Félix,
      A cana acabou com milhões de empregos na roça, muita gente. Foi uma verdadeira reforma agrária, só que contrária, expulsando o homem do campo e o mandando pra cidade despreparada. Não se preocupe, que tem muita coisa melhor e mais intensiva em MDO para plantar.
      O álcool deveria ser coisa secundária, em vista do global, social, etc.

      Excluir
    4. Arnaldo, o Proálcool é de 1975. O etanol só voltou com força há 10 anos com o "flex". Em 2009 o estado de SP respondia por mais da metade da produção de etanol no país. Apesar disso, a cana ocupa apenas 2% da terra arável do Brasil. Tenho dúvidas se o etanol foi o maior culpado pelo êxodo rural, pois tudo isso é relativamente recente! E eu me preocupo sim, pois a questão é extremamente complexa e, francamente, não sei se é a melhor saída energética. Mas um dia visite uma usina moderna de etanol, no mínimo é muito interessante (e verá que como é importante também pensar em estabilidade, pois ninguém investe $$$$ quando o futuro não pode ser planejado)

      Excluir
    5. Félix,

      conheço usinas modernas. Nossas melhores terras foram tomadas por cana, e terras próximas aos maiores centros consumidores, vc sabe.
      Procure imaginar o que seria o interior paulistano caso a cana fosse substituída por uma enorme variedade de culturas e atividades de pecuária.
      Veja os EUA: 40% do milho lá produzido vai para etanol. Isso é 2 vezes e meia o total que o BR produz de milho. Veja a inflação nos produtos agrícolas que isso causou. O pobre paga a conta, pagando comida cara no mundo todo. A FAO já pediu aos EUA que reduzam isso, mas no caso dos EUA é estratégia internacional, dependência dos malucos, etc, vc sabe.
      Uma hora essa bomba explode; só não sei quando.

      Excluir
  25. AK,

    Bem que o Bob tentou dizer as pessoas, no post da Kombi, que o governo não deve meter o bedelho em tudo. Mas nosso "querido e amado" povo não entendeu o "x" da questão e partiu para a agressão.

    Isso pode? Arnaldo...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. CCN 1410,

      Não entendi seu comentário anterior. Por favor, me explique melhor.
      Sobre álcool só para carros do governo, etc: não haveria um consumo de álcool expressivo.

      Excluir
    2. AK,

      O álcool poderia ser usado apenas para a frota do governo e frotas de empresas como a Coca-Cola, Ambev, Nestlé, entre tantas outras e a gasolina só para pessoas físicas.

      Excluir
    3. Gustavo Cristofolini16/10/12 17:24

      Não concordo. Quero fazer motorzão taxadão a alcool. Quero andar de turbo com doiskilimei e alcool.

      Podia era acabar com essa safadeza na cadeia produtiva do etanol, digo, alcool. Já basta o diesel que é restrito.

      Excluir
  26. AK,

    A questão do álcool e da gasolina pode ser fácil de resolver.

    Poderíamos utilizar gasolina somente em carros particulares e álcool em carros do governo e/ou frotas.

    O que você pensa a respeito?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E como se faria isso? De canetada?....

      Excluir
  27. Continuo apostando com quem quiser:

    Se os carros ficarem 23% mais econômicos, o preço dos combustíveis vai disparar.

    Não é certo, mas estamos no Brasil, não se esqueça.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Petrobrás e usineiros lucrarão 23% mais sem investir em estrutura. Deve aumentar o preço mesmo... esses caras não iam ficar tão quietinhos assim se uma medida dessa de fato reduzisse 23% de produção/venda.

      Pra nós acho que não vai mudar nada no final das contas... e talvez no futuro a maldição energética ainda deixará os atuais flex como resultado de um "pro-alcool II"... já vi esse filme antes.

      Excluir
    2. Eu estou lendo os comentários e aquela sensação de que eu me FU.. está aumentando, por ter acabado de comprar um frex zero km. Bom, eu sabia que deveria ter aguardado mais, por um carro com injeção direta, mas de certa forma ainda duvido que esta tecnologia esteja disponível tão cedo para os veículos "mais acessíveis".

      Excluir
  28. Nossa, que amontoado de besteiras... A Europa de pires na mão, a Espanha com quase 30% de desemprego (meus amigos espanhóis querem migrar pra cá), a Opel quase falida (estava no Estadão ontem), a Fiat mal das pernas, as automobilísticas francesas também ferradas, fábricas fechando, corte de 25% na produção automobilística do continente... Sem falar na guerra cambial em curso no planeta.

    TODO O MUNDO é protecionista, mas ninguém admite. O que você queria, Arnaldo? Que a gente continuasse importando mais e mais e que nada mudasse? A impressão que dá é que a galera aqui é TÃO AUTOENTUSIASTA, tão louca por carro, que prefere dar uma banana à economia e ao futuro do país por conta da alegria de um carro um pouco melhor hoje. Tipo assim... Sabe o cara que ganha mal, mora numa casa caindo aos pedaços, o sofá remendado, come mal, etc, mas tem um Corsa Classic 2012 financiado em 60 meses estacionado na garagem? Mesmo que tenha que rodar pouco por não ter $$$ pro álcool, risos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo,

      o certo então é vender produtos básicos sem que sejam industrializados?
      Temos que agregar maior valor aos nossos produtos antes de exportá-los.
      A crise dos países citados não provêm deles serem industrializados, mas de outros fatores.

      Excluir
    2. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    3. Os países são protecionistas quando tem algo que valha para proteger, mas o Brasil não é protecionista. O Brasil é apenas orgulhoso como a burra da Argentina.

      Excluir
    4. Arnaldo, é tudo muito simples visto de fora do governo - seja aqui, na Espanha ou nos EUA. Ninguém se desinduntrializa porque quer - e é irônico você falar nisso quando o Brasil está a caminho das 4 milhões de veículos produzidos ao ano, quando há coisa de 20 anos patinávamos em um único milhão. Claro, nem tudo está perdido: nosso parque industrial ainda é relevante e abrange muitos setores. Algumas áreas, como a indústria aeronáutica, obtiveram progressos notáveis, e mesmo a indústria naval (que havia acabado) está de volta a todo vapor.

      Assim como você, espero mais do nosso país do que exportação de produtos primários. Mas convém lembrar que, por exemplo, o custo de produção de um JAC é muito inferior ao de um carro equivalente feito aqui, na Europa ou nos EUA. Devemos fechar os portos à invasão chinesa, ou igualar salários e direitos sociais de nossos metalúrgicos (e, por que não também, escribas automobilísticos) com os observados na China?

      A minha modesta opinião é que no momento, é necessário lançar mão de algum protecionismo, sim.

      Excluir
    5. Anônimo,

      Sem modéstia, por favor. Mande bala.
      Repare que só nos desenvolvemos depois que abrimos parcialmente os portos. A meu ver, muitas medidas protecionistas atrasam o país e o fazem perder o bonde.
      O governo, a meu ver, tem mais é que incentivar e dar condições de competir a nossos empresários. O setor agrícola não tem protecionismo, nunca teve, e é por isso que hoje é forte -- e forte mesmo.
      Se for pra igualar tudo com a China, 90% dos políticos levam bala na nuca e as famílias pagam as balas. Nunca que farão algo parecido e nem eu quero.

      Excluir
    6. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    7. Arnaldo, perdoe-me discordar.

      O Setor agricola forte? Onde?

      Mexi 12 anos da minha vida com Fazenda e você sabe muito bem que 90% dos proprietários rurais que vivem da terra tem como sócio o Banco do Brasil e o Cartorio de Imoveis com as Cedulas Rurais Pignoraticias e Hipotecárias.

      Hoje a renda da Lavoura vem dos emprestimos Bancários e as safras boas do setor de culturas anuais, ou pagam as dividas e abrem limites de credito para o produtor honesto, ou servem para fazer caixa para quando vierem as "vacas magras" os malandros simplesmente "darem o fora" como acontece em muitas das novas fronteiras agricolas.

      As culturas perenes....Essa dai como pode ser forte se o Café custa R$350,00/saca, mesmo preco observado em Março de 2005? Como pode ser uma agricultura forte se o preco de colheita e frete de uma caixa de laranja é superior ao preço de venda na esmagadora????????? Estão arrancando pomares interiros SEM COLHER!!!!!!! Chega a ser triste ver tanta laranja sendo esmagada pelas esteiras das FiatAllis AD-7

      Cadê a agricultura forte? Cadê? Antigamente vivia-se com 30 alqueires de terra aqui no Estado de São Paulo, hoje a pessoa passa fome. Cadê a agricultura forte?

      O Mato Grosso está repleto de agricultores que empregam a ultima palavra em termos de maquinário e tecnificação no plantio de grãos. Quando há crise, a primeira coisa que acontece é a inadimplencia nas revendas, arresto de maquinas e o calote generalizado. Hoje as commodities internacionais estão com preço bom, mas até 2 anos atrás...

      O setor agricola melhorou? Melhorou sim, tecnologicamente sim. Mas economicamente o que se viu e se vê é uma piora.

      O setor agricola é fraco, muito fraco, não tem essa robustez toda que falam por ai. O dia que os Bancos acabarem com o crédito a baixas taxas de juros ou fecharem o Banco do Brasil, a agricultura acaba e teremos que importar até alface para comer no almoço. O que existe é uma doce ilusão e uma falsa sensação de riqueza com os vários tratores novos e caminhonetões rodando na Zona Rural...

      Excluir
    8. No estado de São Paulo não interessa se o Governador é o Geraldo ou o Serra ou alguem do PT. Tanto faz. O importante mesmo é saber quem é o presidente da CCR que é dona de todas as Rodovias concedidas e do famigerado CONTROLAR.

      Excluir
    9. Sobre o sistema judiciário na China (pena de morte e a família do executado ter que pagar a bala...), segundo vários observadores independentes, tem mais a ver com eliminação de opositores e adversários dos que estão no poder, do que com punição por crimes.

      Excluir
    10. Daniel S. de Araujo,

      O preço de tudo quanto é commodity está bom atualmente no mundo. Commodities são bens seguros, não sujeitos a desvalorização repentina, e em tempos de crise são o melhor investimento. É isso que está puxando para cima nossa agricultura atualmente. Porque se dependesse do governo, seja PSDB ou PT, a coisa iria piorar cada vez mais.

      Excluir
    11. Anonimo das 08:01

      Você, como todos que olham a agricultura olham do lado de quem lê jornal e lê as cotações. E não de quem vive, de quem acorda cedo para por as maquinas para trabalhar, etc. etc.

      Concordo com você que o preco da MAIORIA das commmodities estão bons. Mas o produtor só está pagando as contas das vezes que ele entregou o produto e preco recebido mal pagou o custo de colheita.

      Excluir
    12. Arnaldo Keller;

      Sobre o seu comentário sobre o protecionismo, a coisa não é bem assim do jeito que você afirmou no seu post das 17:40

      Celso Furtado descreveu com muita precisão (apesar de ser um esquerdista chato pra caramba) o desenvolvimentismo que tivemos foi via protecionismo Getulista (este um direitista simpatizante do Mussolini)

      A década de 70, o grande impulso industrial foi via protecionismo imposto pelos Militares.

      Houve exageiros que estagnaram, houve, sem duvida mas o que vemos em materia de industria e, pricipalmente de tecnologia nacional foi oriunda de um pouco de protecionismo sim.

      E isso não é visão politica de direita, esquerda, PSDB, PT, PSTU, PMDB. Isso é historia economica.

      Excluir
  29. AK,

    esse seu amigo chegou nessa proporção de álcool/gasolina de forma empírica ou desenvolveu alguma fórmula para o cálculo?

    Se ele desenvolveu uma fórmula, uma lógica ou método de cálculo você poderia compartilhar conosco?

    OBrigado,
    Bruno

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bruno,

      acho que veio da teoria. Fez o que a teoria mandava fazer. Não me passou o método.
      O Bob já fez essa experiência também e o E85 foi o mais econômico para carros flex.

      Excluir
    2. Eu uso E85 e já é o suficiente para aposentar o tanquinho nos dias frios.

      Excluir
  30. Na verdade, é fácil explicar a intenção do governo: fazer com que o investimento em tecnologia cresça até que, num prazo de quatro anos, todos os carros flex do mercado brasileiro queimem gasolina e álcool com a eficiência daqueles que rodam somente com um combustível.

    (pausa para gargalhadas)

    Piada? Talvez, mas na canetada do ministro tudo fica fácil ...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Esse ministro deve ser um ótimo consultor. Recebeu uma grana pesada como consultor particular há pouco, quando ficou fora do governo por um tempinho. Ele deve ser genial, para valer tanto.

      Excluir
  31. Carro flex é igual ao PATO: o Pato quer nadar, quer voar, quer andar, quer correr, quer cantar, quer fazer de tudo um pouco e não faz nada direito. Bem assim é o carro flex, quer andar com gasolina e quer andar com alcool, não faz isso direito nem com um combustivel e nem com o outro.
    O pior foi q as fabricas aboliram as versões que eram movidas apenas a gasolina... e no outro lado, os usineiros estão com os bolsos mais abarrotados a cada dia.

    DPSF

    ResponderExcluir
  32. Algo que procuro a anos e não encontro. E, dado que este assunto voltou à tona, o AutoEntusiastas podia trabalhar.

    Queria uma formula simples, mesmo que aproximada, que dada a compressão de um motor eu soubesse qual combustível (medido em EXX) eu deveria abastecer meu carro (atualmente um March 1.6 16v de 10,7:1 de taxa de compressão).

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Luís Santos
      Não existe tal fórmula. O que existe é fabricantes, partindo da experiëncia que cada um tem, definir a melhor taxa de compressão para um determinado combustível, experimentalmente mesmo, no dinamômetro. No seu caso, já que você optou por abastecer com gasolina, é passar para a gasolina premium (não a Podium)e observar. Caso vocE queira passar a usar álcool, vá experimentando várias misturas, 90 de álcool-10% de gasolina, 85-15, 80-20, 70-30% e assim por diante. Mas você pode ir direto para 80-20, garanto-lhe que é perfeito, resultará no E85 usado nos EUA e nos países europeus que têm álcool – eles são burros, nós é que somos espertos – que é uma mistura ótima. Experimente. Deixe o tanque esvaziar o máis que puder e coloque 10 litros de combustível, sendo 8 litros de álcool e 2 de gasolina.

      Excluir
    2. Ok, vou experimentar o E85 (80/20 em A/G no posto). Bem que o tanquinho (mesmo) do March poderia ser maior. Ele tem 41l. Para encher da forma mais prática eu pediria 30l/10l de A/G. Mas para tal teria que estar com o tanque muito (mais muito) vazio...

      Excluir
  33. Corsário Viajante16/10/12 15:56

    Texto ótimo.
    Flex é solução para não resolver o problema, que é o nosso mercado de álcool incoerente e dominado por usineiro sem vergonha. Se não fosse assim poderia ser como é em qualquer lugar do mundo: ou usa um combustível, ou outro, seja diesel, gasolina, álcool ou gás, etc.
    Acho que o governo também quer diminuir o consumo para importar menos combustível, pois o que se está fabricando e vendendo de carros é absurdo, e já se teme, nos próximos anos, um colapso...

    ResponderExcluir
  34. O consumo dos motores flex é tão ruim, que quando falo a alguém que o Omega desloca-se por 6 km em Belo Horizonte com um litro de gasolina, pouca gente acredita. É como se fosse um processo anestésico, as pessoas se esquecem que qualquer Chevette 1,6 litro carburado e motor da década de 1970 fazia sem esforço 10 km/l, o meu faz.

    Infelizmente, o que percebo é um comportamento de gado, onde todo mundo quer seguir a moda. Quando o Focus era oferecido com motor 2,0 litros somente a gasolina, estava encalhado nos concessionários, e as vendas melhoraram logo que lançaram o motor adaptado ao consumo de gasolina e alcool. Comprar um carro zero quilômetro, monocombustível, virou sinônimo de mico.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Raphael, também achei difícil: Tenho um Opala à álcool que faz os tais 6km/l na cidade! O Omega deveria ser, pelo menos um pouco, mais econômico. Mas é fato que tem muito Gol, Fiesta, Agile e Palio flex por aí fazendo médias de consumo piores que as desses dois "notáveis beberrões" de suas épocas...

      Excluir
    2. Corsário Viajante16/10/12 16:56

      O Focus encalhou não por ser monocombustível, mas pq a Ford lançou muito mal e já prometendo um flex. Daí, lógico, ninguém vai comprar um carro com data para o motor morrer.
      Aliás, o lançamento deste focus foi um desastre, como a Ford costuma gostar. Tanto que pastou MUITO tempo até começar a vender bem.

      Excluir
    3. Gustavo Cristofolini16/10/12 17:29

      Tenho uma Suprema 3.0. Faz 8 e alguma coisa na cidade e o computador de bordo marca 14 e um quebrados de média na estrada andando igual vovo [80km/h]. Fico impressionado quando alguém reclama pra mim que meu carro é beberrão e que o Vectra GT faz 7 na cidade...... Eu dou risada.

      Excluir
    4. Joca Mello16/10/12 18:56

      Ainda hoje li numa revista especializada, o proprietário de um Cerato elencando como defeito o seu carro não ser flex. Detalhe: ele elogiou o bom consumo do carro!
      A culpa do sucesso dos flex é esse povo desinformado.

      Excluir
    5. Joca Mello
      Não esqueço o comercial de tevê da Ford quando surgiu o Focus flex, a esposa do cara olhando para ele e dizendo, com olhar de admiração: "É flex". Aliás, um conselho, quem pensa em comprar um carro importado deve fazê-lo antes que vire flex...

      Excluir
    6. Flex é retrocesso!
      Puro marketing.

      Excluir
    7. Joca Mello16/10/12 21:13

      Bob:

      Minha intenção era comprar um Mitsubishi Lancer câmbio mecânico este ano, mas por falta de "tempo" adiei para mais 1 ou 2 anos.
      Meu temor é que até lá eles estraguem o carro como você previu...

      Excluir
    8. Raphael 6 na gasolina não é referencial. Pode ser que fique perto de alguns flex na gasolina, mas para hoje é uma marca ruim e a maioria dos flex consegue bem mais que isso (pelo menos uns 8 fazem). Já o Chevette diz alguma coisa, pois muitos dos flex não chegam nem perto de fazer 10, embora também carreguem muito mais peso que um Chevette

      Sobre ser mico infelizmente pra carro novo é mesmo, tirando importados comprar novo não flex hoje é casamento mesmo que for pra não usar álcool

      Excluir
    9. Pessoal, vamos ter em mente que o consumo inadequado é tão somente devido à taxa de compressão, que é sempre ajustada num valor entre o ideal para o álcool e gasolina. O do álcool é sempre maior. Já estamos cansados de saber disso.

      Mas o que tem que ser levado em mente é que o motor flex pode ser usado com uma mistura dos dois (até porque a gasolina-bomba já é uma mistura).

      E, em tese, sempre haverá uma mistura ideal para cada motor, de tal forma que com esta mistura o carro estará com o consumo ideal, equivalente ao mesmo motor mono-combustível. Cabe a cada uma descobrir essa mistura. Como o Bob me respodeu antes um bom ponto de partida é E85, usado na Europa, onde temos que colocar 80% de gasolina-bomba e 20% de alcool ao abastecer.

      Notem que uso o termo gasolina-bomba para me referir ao líquido com a alcunha de 'gasolina', que sai da bomba dos postos, e que atualmente é E20 (20% de alcoool e 80% de gasolina-pura).

      Certo? Ou tem algo mais que eu não sei?

      Excluir
    10. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    11. Braulio, há também a diferença de peso do Omega em relação ao Opala, que conta bastante, e o fato de muitos periféricos pesarem também (d.h, a.c, etc).
      Omega tem peso de Galaxie, e não vamos nos esquecer que estamos falando do mesmo motor com injeção e algumas outras melhorias técnicas. Melhora, mas não absurdamente.
      Aliás, fazendo 6 km/l seu 6 cilindros está bem acertado. Lembro que um 4 cil que tive, mesmo bem acertado e com carburador novo, fazia por volta de 7 km/l e não passava disso. Outro, alcólatra, ficava por volta dos 5 km/l quando de boa vontade.

      Excluir
  35. Por mim já vai tarde, no preço que custa o álcool aqui no RS, não faz falta mesmo.
    Haja vista o nosso inverno, pior ainda é pagar R$ 3,65 pelo litro da Podium que vai no famigerado tanquinho.
    Por aqui, o carro a GNV já teve seu fim decretado há muito.
    Quem sabe algum político genial pensa em reduzir a carga tributária imposta aos derivados petróleo ao invés de ficar criando modismos? Uma hora é Proalcool, outra hora é GNV, depois flex... Amanhã vai ser o quê? Energia atômica (bem, quem diz que não seria boa ideia)?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Daqui a pouco vem o Diesel e muda tudo mais uma vez!

      Excluir
    2. Até na argentina diesel é liberado.

      Excluir
    3. Se liberar o diesel, vamos ter o Tri-Flex AGD (Álcool, Gasolina e Diesel).

      Excluir
    4. Anônimo,

      Essa do Tri-Flex foi ótima! hahah! Pra encerrar a discussão.

      Excluir
    5. Vi na TV que a Petrobras está tentando liberar o Diesel para automóveis para 2014.

      Excluir
    6. Se liberar o diesel para o automóvel vai haver mais procura pelo combustível e, consequentemente o preço deste combustível vai subir. Em resumo, utilizar gasolina, álcool ou diesel vai dar na mesma.

      Excluir
    7. KKK
      Com diesel liberado vai acabar voltando os caminhões a Alcool...

      Excluir
  36. Marcelo Augusto16/10/12 17:01

    A Mazda está usando taxa de 14:1 na gasolina 95 RON, nossa comum, mas o motor é de injeção direta. Ficou bem mais econômico, mas não tem o aumento de potência esperado, apenas 145 cv para um 2 litros. Nós mesmos temos 2 litros com 178/168 cv (gas.; álc.) da Kia, com taxa de 12,5:1.

    Não se pode relacionar aumento de taxa com aumento de potência, mas certamente ocorre maior eficiência na queima, menor consumo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gustavo Cristofolini16/10/12 17:31

      O rendimento térmico está relacionado a mais taxa. Não dá para associar taxa a aumento de potência, mas existem ganhos de torque, algumas vezes expressivos, nas rotações intermediárias. Ai voce acelera menos e consequentemente, gasta menos.

      Excluir
    2. A potencia dos carros coreanos e chineses é medidas em CV(PMPO) e não CV(SIouRMS) como o resto do mundo usa. E olha que já constataram isso de verdade em muitos países. Até nisso os caras enganam os trouxas aqui...

      Excluir
    3. A gasolina 95 RON é a Podium, a V-Power, etc...

      Nossa gasolina comum é de 86 RON.

      Excluir
    4. Anônimo 16/10/12 20:24
      Anote: comum/comum aditivada/V-Power, 95 RON; premium, 98 RON; e Podium, 102 RON.

      Excluir
    5. Pode saber que essas potencias declaradas pela Hyundai-Kia são "PMPO", como comprovam vários testes de desempenho feitos pela imprensa especializada norte-americana em carros recentemente lançados..

      Excluir
    6. Bob,

      A pódium eu conheço a da petrobrás, mas a premium não me lembro de ter visto em lugar algum, quem vende?

      Excluir
    7. Ipiranga, e dá ligeiro ganho de consumo e agilidade. Andando normalmente. Mas como a gente se entusiasma quando o carro responde melhor, acaba pisando mais, e o consumo piora... hehehe

      Excluir
    8. Anônimo17/10/12 00:26

      Ipiranga, em alguns postos seletos..

      Excluir
  37. Arnaldo, você andou a 160 na Argentina e os Camiñeros não te levaram para la prisión? Muita sorte.
    Brincadeiras à parte, essa história de álcool render 70% do que rende a gasolina varia muito, aqui na empresa onde trabalho tem frota de Gol e Clio, para o Gol essa fórmula pode até valer, mas no Clio o consumo é praticamente o mesmo com os dois combustíveis ou com qualquer mistura entre eles. Se é que dá alguma diferença, é tão pequena que nem vale a pena mensurar. Pontos para a Renault.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A mudança não costuma ser percebida logo ao se mudar o combustível. Se vc muda para um combustível e só usa esse durante um tempo, a média de consumo começa a melhorar.

      Excluir
    2. De jeito nenhum que o clio consome o mesmo...
      Com gasolina faz em torno de 13, com alcool em torno de 10 na cidade...
      Curioso também uma empresa com clios na frota...

      Excluir
    3. Sim, exato, o consumo em km/l é diferente, mas compensa pela diferença de preço entre os combustíveis. Expressei-me mal, eu quis dizer que "com R$ 100 de álcool anda o mesmo que com R$ 100 de gasolina", e não que "com 20 L de gasolina anda o mesmo que com 20 L de álcool", ou algo do gênero. Em termos de valor final na planilha de custos no fim do mês, dá tudo na mesma.
      Realmente é curioso ter Clio na frota, além de Gol e Clio, por aqui também tem Ka, mas como é dos antigos, não é flex. Abraço.

      Excluir
    4. ... Na verdade em termos de custo e frequência/facilidade de manutenção, por incrível que pareça, o pessoal que administra a frota diz que o Clio é o carro mais propenso a ser o substituto do Corsa.

      Excluir
  38. Moro em Portugal a 35 anos mas sou brasileiro, e digo que aqui não esta as mil maravilhas mas estas muito melhor que ai, porem aqui o kg de feijão preto importado dai me custa 1.60 euros ou 3,84 reais, meu Audi A6 3.6l 2010 gasolina com rodas 20 faz media de 13km/l na rua e a gasolina custa 1,4 euros ou 3,36 reais na 98oc.

    Tem que mudar muita cosia ai, e acabar com esse golpe chamado "flex" que é ridículo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gostei da caranga, Portuga!

      Excluir
    2. Já imaginava que o feijão produzido aqui mesmo, vendido até na europa, fosse mais barato lá do que aqui. Não sei em que ter mais vergonha de ser brasileiro.

      Excluir
  39. É ISSO AÍ PESSOAL!!! PAU NOS MOTORES E REFORMAS ORTOGRÁFICAS GAMBIARRADOS EM FUNDO-DE-QUINTAL QUE NINGUÉM PERGUNTOU SE NÓS QUERÍAMOS!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. PAU no Zé Dirceu!
      E uma paulada daquelas bem dada mesmo!

      Excluir
  40. Foi o que comentei no post do Bob, quando da publicação dessas novas medidas para redução de IPI, consumo e afins. Faço votos que surjam alguns motores monocombustíveis novamente.

    Meu sonho é ver um motor 1-litro a álcool somente, bem afinado, com cabeçote de 4 válvulas por cilindro e demais que tais. Deve beliscar fácil os 100 cv, visto que os gambifréx mundanos já atingem 79 cv.

    ResponderExcluir
  41. Meu carro nunca bateu pino.

    No primeiro ano de uso eu utilizava 100% de álcool. Depois passei a usar 100% de gasolina.

    Meu carro irá completar seis anos em dezembro.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marcelo Augusto16/10/12 23:48

      Esse negócio de carro apresentar problema parece que ele procura quem gosta. Estou no terceiro carro flexível e nunca ouvi uma detonação, mesmo nas situações mais favoráveis a que ocorra.

      Outra coisa que não entendo é o cara se achar entusiasta e ficar com dó do bolso em usar álcool nos carros que ganham mais potênica que a média usando ele. Quando eu tinha um que ganhava torque e 5 cv, nem pensava duas vezes em qual usar quando queria me divertir em alguma serra.

      Excluir
  42. Será que não é melhor o Brasil abandonar a indústria automobilística e se dedicar a caminhões, tratores e jipes (coisas que fazemos muito bem, por sinal)? Qual seria o impacto se, apenas no setor automotivo, o governo abrisse de vez para a concorrência, 0% de imposto de importação, 0% de acréscimo no IPI?

    Será que, apesar da demissão em massa de milhares de trabalhadores desse setor (nem sei se ocorreria: o custo de produzir um carro no Brasil é o mesmo que o custo de produzir um carro no México ou na China e trazê-lo para o Brasil), nossa economia e nossa sociedade no final das contas não se beneficiaria de carros a preço justo e de incentivos para setores mais produtivos?

    Se alguém puder dar um palpite...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo,

      nossa indústria automobilística é competitiva, sim, quando vista do lado de dentro dos portões da fábrica. O galho é o tal Custo Brasil, que é como uma bola de ferro nos pés de todo industrial brasileiro.
      Não há porque acabar com ela, ao contrário, temos que incentivá-la para que exporte, isso sim.

      Excluir
    2. Arnaldo;

      Custo Brasil ou Lucro Brasil?

      COmo explica tantas empresas de automoveis (inclusive Chinesas) quererem se instalar no Brasil mesmo com o "Custo Brasil"??????

      E sem falar no numero de carros vendidos, potencial de mercado, etc. etc etc. pois se o custo Brasil fosse assim tão relevante como a imprensa vende para a população

      Excluir
  43. eu tenho um gol 1.8 96 a gasolina, faz mais de 10km/l na cidade e mais de 13 na estrada, custa 11.000, me da custo de 1000 reais por ano entre documentos e manutenção e chega no final do ponteiro quando quero, se me oferecer um G6 1.0 na troca eu falo muito obrigado, Brasileiro gosta de se enganado, é alcool, é carro popular, é carro flex, e o povo vai acreditando...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. tenho um vw quadrado a gasosa a media é por ai com o motor 1.8
      Não acho ruim, visto que tu conversa com donos de carros novos ou lê por aqui ou por ai e 20 anos depois a media não melhoram muito não.
      Se parar para pensar um corcel 1.4 lá da decada de 70 não faz media muito pior que um ka, mesmo com a defasagem de 40 anos e boa parte da diferença de consumo poderia ser creditada a aerodinamica que sim evolui, mas e os motores com esses montes de soluções e eletronica não melhoram muito o consumo.

      Excluir
    2. Tá, agora que a farofa acabou coloca um motor desses que não evoluiram nada e cheio de eletronica no Gol sem ar nem direção que pesa 800 quilos e ve quanto faz, se não fizer uns 15 mesmo sendo flex a gente paga mais farofa pra vcs. Os flex tem problemas de consumo, mas os carros de hoje pesam bem mais e oferecem bem mais também, não adianta comparar um quase popular de 20 anos atrás como o Gol com um carro de hoje com cambio automático e todos os opcionais que na época do Gol só carros de luxo tinham

      Excluir
    3. 01:30 portando me da razão, os carros evoluíram, mas o consumo não. Alias isso no Brasil, na europa tão rendendo mais faz tempo e bem mais pesados que os nacionais.

      Excluir
    4. Mas têm carrinho peladinho por ai que não rende essas coisas...

      Excluir
    5. hahaha adoro essas comparações, tipo comparar um corcel 1.4 com um Ka 1.0 atual, tem que ser mesmo lunático.

      Excluir
    6. lunatico é achar ka um 1.0 o carro do ano...só porque possui ele...

      Excluir
    7. meu ka 1.0 98 que tive era um motor endura de corcel...

      Excluir
    8. No seu tempo foi um bom motor, evidentemente completamente ultrapassado já nos anos 80, mas a evolução para os motores atuais só trouxe mais cv/L, mas o consumo não evoluiu tanto.

      Excluir
  44. Tenho um Astra 2002 1.8 a álcool e um amigo meu tem um 2001 1.8 a gasolina, ambos sedãs e originais. Ele diz que tem feito na casa de 11~12 km/l, já eu, de 10~11 km/l sem muito rigor nem parcimônia no uso do carro em nenhuma das medições. Acredito que estou em vantagem, visto os preços de álcool e gasolina na casa de R$1,89 e R$2,72 respectivamente por aqui onde moro no PR.

    ResponderExcluir
  45. AK, este seu amigo, mestre em combustíveis é um tal de Eduardo Polati? Ex Fodástico da Shell mundial?

    ResponderExcluir
  46. O carro da minha esposa é flex, porém, nunca usamos álcool. Está muito caro aqui no sul. Já meu carro, que é "só" gasolina, sofre o preconceito do povo, que sempre diz: -- Nossa, teu carro não é flex? É antigo né?

    Hua, hua, hua!!!

    ResponderExcluir
  47. É só não comprar o carro flex. Simples assim.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Qual a opção de carro nacional sem o sistema flex?

      Excluir
    2. É só encomendar.

      Excluir
  48. Arnaldo, Excelente post para variar...Enquanto o marketing insistir e transformar mentiras em verdades, aqueles que sabem serão sempre execrados ( ou até mesmo "eliminados", como em ditaturas recentes...) De qualquer forma, a verdade sempre prevalecerá...A mentira, trasvestida de verdade, sómente enquanto de interesse de quem domina ou tem vantagens...a massa, enquanto ignara, fará salvas a qualquer medida que garanta instantãneamente seu pirão, sua guarapa e o coquetel de Isarás aguado para mover seu "carro zero" comprado em 72 suaves prestações ( Enquanto não entrar com uma ação revisional contra o agente financeiro! )

    ResponderExcluir
  49. FERNANDO PEREZ17/10/12 10:41

    Veja como sao as coisas...como no brasil as coisas estao bastante defasadas..

    Vejo aqui todo mundo discutindo qual carro faz menos por km rodado...vejo exemplos de 10, 12..as vezes 15, 17 km/l...quando se faz 10, 12 !!!

    Aqui na Europa, a questao de economia de combustivel é levado tao a sério que as propagandas de carros levam em consideracao este dado.

    A maioria dos carros aqui fazem uma media de 3 a 4 litros a cada 100 km percorrido, ou seja 33 a 25 km/l ! Aqui nao existe consumo na estrada e cidade isso seria consumo misto...e mais, nao é propaganda enganosa !!!

    Tenho um ford fusion 2004 com motor 1.4 turbo diesel de 68cv...faz 25km/l posso até fazer mais se aliviar o pe. Alguns vao dizer....motorzinho fraco...é pode ser...mas meu irmao, que tem um fit 2012 1.5 frex....andou no meu carro aqui e disse que ele acelera mais e anda mais que o seu fit com cento e tantos cavalos no motor.

    Ja disse uma vez e repito: o dia que o Brasil permitir motores a diesel em carros de passeio, acaba com a producao de alcool no pais !!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Prezado Fernando! Isto "nunca" acontecerá no Brasil! Por um motivo muito simples: O cartel de combustíveis está bem dividido entre uma grande família que inclui governantes, multinacionais, usineiros, distribuidores independentes ( leia-se "adulteradores" )e outros gerenciadores de boca de combustíveis, onde TODOS levam sua parte do butim! Basta ver agora a desapropriação da Refinaria de Manguinhos no Rio, não precisa nem fazer investigações para ver quem está por detrás de tudo...são sempre os mesmos!

      Excluir
    2. Maioria acha aqui mesmo no AE que para ser autoentusiasta têm que gostar de mortozão,que não precise reduzir pra 4° pra ultrapassar, que vence qualquer subida em 5° marcha.

      Vá tentar vender aqui um fusion com 68cv, podem dizer que ele faça 35km/l que não vai vender o bastante, pessoal vai elogiar a versão V6 que faz 6kmh e chamar de panaca que gostar do 1.4 diesel com seus 68cv.

      aqui nas rodovias brasileiras, pra que mortozão? se o limite é 100km/h?

      Excluir
  50. Governo é criação primitiva, quando as tribos necessitavam de proteção organizada contra os ataques externos, e confiavam em alguém que se dispusesse a essa tarefa; a desgraça é que isso exigiu obediência e pagamento de tributos; então os governantes, que jamais foram idiotas, entenderam de imediato que poderiam aumentar impostos, sempre em nome do bem coletivo, ao seu bel prazer e para suprir as necessidades cada vez maiores do aparelho estatal, nunca prestando contas da ineficiência, da corrupção, da omissão, dos desmandos, da injustiça e de todas as outras mazelas, tanto as que causa diretamente, como as que não causa, mas que deveria combater com eficácia; hoje, todo cidadão sabe que o governo existe apenas para aumentar carga tributária, dificultar a existência de quem produz, administrar mal, regular mal, enfim, existe para si próprio e para seu próprio benefício, à custa da população que só é chamada para pagar a conta, esta cada vez maior; para que governo, sem segurança pública, sem saude pública, sem educação pública, sem perspectivas de mudanças reais? Os valores estão invertidos, a proteção social é dada a marginais, cujas familias recebem ajuda governamental enquanto os criminosos tiram férias nos presídios; as vítimas dos criminosos não conseguem nem ser atendidas com decência no sistema de saude pública,e na justiça. Vivemos uma guerra civil não admitida oficialmente, mas os numeros estão mostrando isso diariamente. Então, prá que govêrno? Melhoria seria que cada um pudesse se armar e promover a própria defesa, do que ser proibido de defender-se com uma arma de fogo, enquanto marginais usam verdadeiros canhões para dizimarem a populaçao dessa desgraça chamada Brasil.

    ResponderExcluir
  51. É Arnaldo, parece que o governo está cometendo o mesmo erro que cometereu com a Controlar aqui em SP, explico, nossos carros tem o dever de serem cada vez mais econômicos e cada vez menos poluentes o que é louvável, mas e a parte do governo? Quando será cumprida? é engraçado, como podemos ter um carro mais econômico e menos poluente tendo um dos piores combustíveis do mundo? Não há um equivoco? Inicialmente o governo deveria se preocupar com a melhoria na qualidade do combustível e aumentar a fiscalização dos postos para a partir dai começar a cobrar dos fabricantes a produção de carros mais econômicos e menos poluentes, lamentável como o governo faz o povo de idiota, aposto que a maioria aplaudiu e achou bonita a decisão do governo, e nós continuamos a usar nossa gasolina batizada legalizada :(

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Então Passarini, a atitude do gerente público (governo!) é, e sempre será a mesma: Não havendo competência (nem vontade!)para resolver o problema dentro de sua obrigação, joga o problema no colo de outro e vai para a mídia dizendo que já fez alguma coisa, fazendo côro com a patuléia na cobrança do infeliz incumbido do milagre a ser realizado...

      Excluir

O Ae mudou de casa! Todos os posts do blog foram migrados para o site. Por favor busque por este post no site e deixe o seu comentário lá.
Um abraço!
www.autoentusiastas.com.br

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...