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8 de outubro de 2012

P1800, O CARRO ESPORTE DA VOLVO

Fotos sem crédito: Volvo



Quando vejo um Volvo moderno passar por mim, fico um pouco pensativo. Fico imaginando que, para um jovem qualquer, a marca tenha pouco ou nenhum significado. Talvez ele tenha ouvido falar algo sobre “segurança”, talvez algum vendedor mais afoito lhe tenha dito que é o carro mais seguro do mundo, ou um outro exagero parecido. Talvez ele ache, vendo a aparência do carro, que seja algo como uma Hyundai sueca, talvez. Se for um jovem como os que tenho visto hoje em dia, provavelmente não saiba nem que Volvo é sueca. E muito menos tenha ideia que seus donos são hoje chineses...

Mas também pudera. Depois de anos no poder da Ford, e agora com os chineses, o quanto será que ainda existe da velha empresa sueca lá dentro? Certamente o design, apesar de moderno e agradável hoje em dia (ainda que de uma forma meio coreana), já não tem mais nada a ver com o conservadorismo que outrora fez a marca famosa. Ainda assim, os mais sensíveis à história do automóvel podem ver um pouco de um famoso Volvo do passado na traseira de todo C30 que passa por aí, seu dono modernoso certamente completamente ignorante de tão importante reverência ao passado. Este famoso Volvo do passado é a semi-perua esportiva P1800ES, abaixo.

foto: Volvo / mecanews.com


Recentemente, um grande amigo aqui do blog importou um cupê P1800E, antecessor imediato da semi-perua ES, e tive o prazer de andar um pouco com ele. O que me deu a oportunidade de pensar um pouco mais sobre esta marca sueca tão desconhecida dos brasileiros em geral, e ao mesmo tempo ajudar a jogar um pouco de luz na história desta companhia que só agora se torna relativamente comum por aqui.

O que é um Volvo?

A fábrica de automóveis Volvo nasceu em 1927 como uma subsidiária do fabricante de rolamentos suecos SKF. A palavra Volvo foi registrada pela SKF originalmente para ser colocada em um dos seus rolamentos, visto que é latim para algo como “eu giro”, ou talvez “eu rodo”.  O lema deste novo fabricante de automóveis, desde o começo, eram três palavras simples, mas que perseguidas com seriedade explicam toda a personalidade da empresa: Qualidade, segurança e confiabilidade.

A mais conhecida ênfase da empresa é a segurança. Pioneira em toda forma de segurança passiva em automóveis, a empresa sempre esteve um passo à frente do resto do mundo no período imediatamente após a Segunda Guerra Mundial até o meio dos anos 1970, quando uma onda de legislações governamentais crescente, efetivamente, para todos os efeitos práticos, igualou todo mundo neste quesito.

Um episódio incrível em relação à segurança passiva é emblemático da filosofia da companhia neste assunto: Em 1958, o engenheiro da Volvo Nils Bohlin inventa e patenteia algo que usamos todo dia há décadas: o moderno cinto retrátil de 3 pontos. Esta foi a mais importante invenção neste campo em todos os tempos, muito mais até que os mais famosos (mas suplementares a ele apenas) airbags. Pois bem, logo depois, provada a sua eficiência e praticidade, a Volvo torna a patente pública, interessada na melhoria geral da segurança veicular. Nunca ganhou um centavo por esta patente de uso universal hoje. Algo que hoje parece impossível em um mundo crescentemente mercantilista (e no qual a Volvo efetivamente é incapaz de se manter sozinha), e que nos remete a uma sociedade de valores diferentes, que parece alienígena até, mas que existiu há alguns anos apenas.

Nils Bohlin e sua invenção

E o que dizer da solidez e da confiabilidade? Esta foi uma das pedras fundamentais da marca. Na época em que um motor passar dos 100 mil km sem retífica era algo raríssimo, os Volvo duravam três vezes mais que isso. Numa época em que carros se desmanchavam corroídos em poucos anos, os Volvo, acostumados à neve e ao sal do longo inverno sueco, ainda estavam intactos. Para o azar da Volvo, mas sorte nossa, com o tempo e a evolução coletiva da indústria, tais coisas deixaram de ser exclusividade sua.

Outra coisa que mudou foi a aparência dos Volvos. Quem está prestando atenção sabe que estilo não estava entre as as três palavras que formavam o lema da Volvo, e portanto, tradicionalmente, os carros eram ou feios ou neutros. Era desimportante, irrelevante, fútil se preocupar com aparência se seu princípio é ser seguro, sólido e confiável. Depois dos anos 1970, a maioria deles era quadrado, os sedãs parecendo três caixotinhos juntos,  e as peruas, dois. Hoje, ninguém sobrevive mais assim, de novo porque ser seguro, sólido e confiável apenas passou a ser pré-requisito, e não atributo.

Uma perua de 1990 que exemplifica o estilo tradicional, e extremamente quadrado, da Volvo. (foto: wikipedia)


Então sabemos agora que a Volvo significava qualidade, segurança e confiabilidade, mas hoje em dia não oferece mais que ninguém nestes quesitos. O que significa a marca então? Nada, é claro. Como muitas outras, permanecem vivas apenas pela familiaridade do nome. Significado não existe mais nenhum. Morreu.

Mas uma coisa não mudou. Nunca houve um carro esporte da Volvo, a não ser uma única exceção. Podem ter existido muitos Volvos velozes, certamente hoje quase todos o são. Mas carro esporte de verdade, só existiu um. Lógico, uma marca séria e preocupada com princípios moralmente elevados nunca iria se prender a frivolidades como um veículo destinado ao prazer e a diversão somente. Mas toda regra tem uma exceção para comprová-la...

O carro esporte da Volvo: P1800

Volvo P1800 de 1964

Quem conhece um pouco de história deve estar se perguntando: peraí, mas houve também o P1900, um conversível de compósito de fibra de vidro, antes do P1800. Sim, existiu este carro, mas não pode contar como carro esporte simplesmente porque não era um, Era um conversível, sim, e tinha estilo de carro esporte, sim, mas o desempenho e a dirigibilidade deste exercício estilístico que vendeu apenas 68 unidades de 1956 a 1957 nunca deixaram que fosse confundido com um legítimo representante da espécie.

O Volvo P1900

Coisa que nunca aconteceu com o P1800. Apesar de ser um Volvo, é um dos grandes clássicos carros esporte dos anos 60/70, idade de ouro do gênero. Seu desempenho e dirigibilidade era competitivo com contemporâneos como o Porsche 911 (então com apenas 2 litros). E diferente de qualquer outro Volvo, era maravilhosamente belo.

O carro nasceu de uma vontade de melhorar a imagem conservadora da Volvo, especialmente nos Estados Unidos, mas também da vontade da empresa em mostrar que as qualidades comprovadas de seus carros podiam ser transpostas a algo divertido também.

O P1800 nasceu na verdade de um exercício estilístico. A Volvo pediu para a Frua da Itália que criasse propostas para um cupê esportivo. Corria o ano de 1957, e dentro do encarroçador italiano trabalhava um desenhista sueco: Pelle Petterson, filho de um engenheiro importante na Volvo. Por mais uma ironia do destino (parecida com a da Ford com o De Tomaso Pantera), o design italiano que a Volvo foi comprar na Frua seria desenhado por um sueco...


A Volvo queria muito fazer o carro, mas não tinha capacidade fabril para tal. A famosa empresa Karmann Karosserie, de Osnabruck, na Alemanha, foi contratada então para produzi-lo, mas acabou sendo vetada pelo seu maior cliente, a Volkswagen, que temia concorrência para seu Karmann-Ghia. O contrato de produção acabou por ser firmado com a não menos famosa Jensen Motors, da Inglaterra. Os primeiros 6 mil carros foram lá fabricados, até que expansões fabris da marca na Suécia permitiram que o carro fosse fabricado em casa.

Mecanicamente, o carro era como todo Volvo de então. Uma estrutura monobloco de aço estampado, motor dianteiro e tração traseira. Suspensão dianteira era um duplo "A" sobreposto, e a traseira, um eixo rígido localizado por uma barra transversal e braços longitudinais, e molas helicoidais.

Já o motor era uma novidade lançada no P1800, que depois seria estendida para os sedãs da marca, e que se destinaria a ficar famosa. Designado B18, este novo motor era por um lado forte o suficiente para dar desempenho exemplar aos carros que carregava, e por outro durável como só um Volvo podia ser. Baseado no V-8 de 3,6 litros que equipava alguns caminhões da marca, era um quatro em linha de ferro fundido, com comando no bloco e válvulas no cabeçote acionadas por varetas e balancins.

O quatro em linha B18 da Volvo em corte, em sua primeira versão, com dois carburadores SU


Era um motor tradicional e pragmático em configuração, portanto. Mas contava com várias qualidades que o tornaram tão imortal quanto o carro que o lançou. Primeiro, tinha alta cilindrada para a época, inicialmente 1.778 cm³ ( 84,1 x 80 mm), e depois, a partir de 1969 (B20), 1.986 cm³. Contava com cinco mancais de virabrequim de dimensões generosas, mais largos que os V-12 da Ferrari segundo as propagandas da marca. Aceitavam muito bem altas taxas de compressão e altas rotações, e duravam efetivamente para sempre. Sua potência sempre esteve acima dos 100 cv, algo banal hoje, mas incomum naqueles tempos.


Quão durável é o B18? Bom, se você abrir o Guinness Book of Records, vai descobrir que o carro mais rodado do mundo com o mesmo motor é um Volvo P1800 que já rodou mais de três milhões de quilômetros...

O P1800 teve uma vida longa, de 1961 até 1973. Em seu último ano, apareceu a peruinha P1800ES, um interessantíssimo e muito útil floreio estilístico. Sua porta traseira toda de vidro é a única característica que a Volvo costuma trazer de seu passado regularmente, sempre que quer invocar uma aura mais esportiva. Já aconteceu em 1986 com o 480ES, e no atual C30.

O P1800 no Brasil

Apesar de sempre ter gostado da aparência do P1800, nunca tinha visto um ao vivo. No Brasil, dizem existir mais dois além desse que andei, mas ambos em mau estado de conservação. Raríssimo, portanto.

O carro foi importado por um amigo do blog, colecionador de muito bom gosto, que mantém uma belíssima e impecável garagem para 10 carros aqui perto de São Paulo. Trazido dos EUA, o carro é um P1800E de 1972, um exemplar do penúltimo ano de fabricação do modelo. Sendo assim, já é equipado com o motor de dois litros, e tem também injeção eletrônica Bosch, freios a disco nas quatro rodas, e câmbio manual de 4 marchas mais overdrive.

Foto: cartype.com


Se você, como eu, já achava o carro bonito nas fotos, garanto uma coisa: é ainda mais maravilhoso ao vivo. A cor cai perfeitamente bem no modelo: um amarelo leve, mas marcante. As rodas não são originais, mas são belíssimas minilites (como no carro acima), que casam perfeitamente com o carro e a época dele.


O carro de nosso amigo é realmente lindo. Obviamente foi desenhado como algo do futuro, visto dos anos 1950. O vestígio de rabo-de-peixe, o capô imenso e comprido, a cabine pequena. Parece um caça estelar de um antigo filme de Buck Rogers, mas com todo exagero removido. Comprido e baixo, e não muito largo, é uma daquelas formas que dá para ficar admirando o dia todo sentado numa cadeira de balanço, com uma cerveja na mão.


Abrindo o capô pode-se ver de cara como evoluímos em certas coisas. O quatro em linha é enorme, enchendo facilmente o espaço debaixo daquele capozão. Mas tem também algo de moderno: o coletor de admissão para a injeção é de alumínio fundido, nada de carburadores aqui. Com taxa de 10,5:1, o dois-litros rende saudáveis 132 cv a 6.000 rpm, e tem uma curva de torque muito boa, com pelo menos 13 m·kgf disponíveis desde 1.000 rpm, a caminho de um  máximo de 18 m·kgf a 3.500 rpm. O carro pesa aproximadamente 1.150 kg.


Dentro do carro, de novo o antigo e o moderno convivem harmoniosamente, como se o carro fosse um ponto de inflexão, uma última evolução do antigo automóvel antes de se tornar uma coisa diferente, mais eficiente e melhor, mas com menos personalidade e diversidade. Cintos de segurança retráteis, de três pontos, em um carro desta idade? E que funcionam perfeitamente? É algo que nunca tinha experimentado.

Andando de P1800

O quatro em linha grandalhão acorda de seu sono sem preguiça, mas rouco e sem muita finesse. Enquanto o dono o manobra para fora da garagem, aproveito para apreciar mais um pouco as linhas incomuns e maravilhosas do carro.

Chega a hora de andar, e sento na cadeira do motorista para ir me ajeitando e conhecendo o carro. Lá fora, o motorzão continua funcionando, ainda sem vontade de fazer amigos, mal-humorado mesmo, mas sem morrer ou qualquer outra malcriação do tipo. Na cabine, a primeira coisa que se nota é que os bancos e o cinto de segurança podem ter cara de coisa antiga, mas parecem modernos fechando os olhos. Muito bom mesmo. A segunda coisa é que o volante, apesar do modernoso plástico no meio, parece antigo, fino na pega, e de grande diâmetro, mas é sensacional. Posição correta, diâmetro correto. Até a pega no fino aro me parece tátil e funcionalmente perfeita. Sou só eu ou vocês também se cansaram um pouco de volantes cada vez mais gordos e pequenos em diâmetro?

Outra coisa interessante: o design com aquela cabine pequena faz com que o carro, até a uma altura pouco abaixo do ombro, seja bem largo por dentro (na área dos pedais sobra espaço), mas acima desta altura a área útil diminui sensivelmente. O painel de instrumentos é pequeno, e todos os vidros parecem bem próximos, mas para as pernas e a parte inferior do corpo, o espaço mais abaixo é generoso. Parece, exagerando, um canopy de jato.


O painel é super interessante, cheio de mostradores e botões e alavanquinhas, totalmente anos 1960, charmosíssimo, sensacional. Do lado direito do volante, saindo da coluna, há uma pequena alavanquinha, de acionamento delicado, que aciona, apenas em quarta marcha, uma unidade de overdrive elétrica Laycock de Normanville. Funciona exatamente como uma quinta marcha longa para viagens. A direção é um pouco pesada andando devagar, mas nada muito sério, e fica sensacionalmente comunicativa e exata com ele andando.

O encaixe do cinto denuncia a idade do carro em aparência, mas em funcionamento é como um carro moderno

E falando nisso, é hora de pôr o carro em movimento. A alavanca de câmbio é alta, em boa posição, então coloco a primeira e tento mandar o grandalhão lá na frente nos mover. Ele o faz ainda sem soar alegre, mas com uma facilidade incrível. O motor é forte, torcudo, macho. Mas como todo macho que se preze, não é refinado. O barulho é só barulho, e o funcionamento não é liso. Me lembrou de cara um motor de Chevette, mas muito mais forte.

 Um motor sem frescura, que dura pra sempre e é forte. Como não gostar? Tem gente que vai achar pouco refinado, mas apesar de concordar, em motores como em pessoas, refinamento é bom mas não é tudo.

E não há como escapar de dizer isso: Andando, também, o carro parece um Chevettão anabolizado. O eixo traseiro é bem localizado, não tem movimentos laterais indesejados, e o carro roda firme, com certeza e firmeza de resposta. Não faria sentido testar os limites de aderência num carro tão raro que não é meu, e portanto não o fiz, mas para mim é claro que o comportamento em curvas é esportivo: entra devagar e vai balanceando o carro na curva com o acelerador. Como um Chevette, mas com mais motor.

Grande espaço para bagagem faz do P1800 um carro ótimo para viagens

E não digo isso por maldade; pelo contrário, sou grande fã do Chevette, e digo isto como um elogio. Ao contrário, por exemplo, do Ferrari Mondial, que era quase feminino de tão delicado e refinado, o Volvo tem peito cabeludo, arrota e solta gases na mesa, mas ainda assim é um companheirão, divertido, e pau para toda obra mesmo. Como aquele amigão seu que sua mulher odeia.

E o carro, apesar de ter sido desenhado nos anos 1950 e ter sua personalidade bem fincada nos anos 1960, é cheio de detalhes moderníssimos para seu tempo, como a injeção eletrônica, os cintos de segurança e os freios a disco nas quatro rodas. Um interessantíssimo ponto da história do automóvel é representado por ele, um momento onde carros cheios de personalidade como ele próprio estavam acabando, para dar lugar a uma perfeição mais padronizada e menos variada que vemos hoje.



Eu realmente adorei, mais do que esperava. Ajuda o estado absolutamente impecável do carro do meu amigo, e o fato de ser já a última versão, com o motor injetado. Mas é um grande carro, e além disso, também, um grande Volvo.

E isto, ser um grande Volvo, é o que o torna realmente especial. Os Volvos modernos são ótimos carros, mas não são diferentes ou originais como esse P1800. São apenas mais um  numa multidão. Triste, mas inevitável.

MAO










49 comentários:

  1. "arrota e solta gases na mesa"(?)
    Caramba!

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  2. mais um texto fantástico, MAO. se pelo menos a Volvo voltasse à tração traseira e ao desenho simples e sem firulas (abandonado no S60 da atual geração, mas um pouco de volta na nova V40), já seria um começo.

    esse século foi cruel para a indústria automobilística sueca, morta ou tornada asséptica. triste para quem, como eu, via neles uma alternativa bem interessante.

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    1. Eduardo,

      Grato pelo elogio! Comente sempre!

      MAO

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  3. Muito bom. Legal esse motor.

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  4. Fernando Uema08/10/12 13:08

    Mao, sem querer por defeitos neste excelente post, como, de hábito são todos neste blog, o correto a respeito da quilometragem do P1800 do Guiness é de 3 milhões de milhas, coisa ao redor de quatro milhões e meio de quilômetros... Realmente coisa de louco...

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    1. Fernando,

      Grato, e já vou lá corrigir!
      MAO

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  5. A verdade é que o Volvo é um tapa com luva de pelica na cara dos outros fabricantes, eles fazem bons carros, duráveis e seguros por preços aceitáveis (exceto no Brasil, claro). Os carros não são lá muito bonitos mas com certeza valem o que custam.

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  6. Caio Azevedo08/10/12 14:08

    Eu também estou de saco cheio de volantes borrachudos (gordos) e de pequeno diâmetro... Feios. Não dão tesão nenhum.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Só não concordo que já enjoei por que nunca gostei. Abro exceção para os volantes com aro de madeira, que poderiam ser pequenos e ainda assim continuar terrivelmente lindos...

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    3. Tipico saudosismo besta e contraditório do MAO essa coisa do volante. Volante menor e mais gordo sempre foi volante entusiasta, com melhor ergonomia e mais bonito também (feio e que não dá tesão é volante de Kombi), sempre foi usado nos carros de competição e os de maior diametro e mais finos eram deixados para os carros mais baratos ou para aqueles que ficariam muito pesados pra dirigir com um volante pequeno. Ainda bem que evoluimos e hoje a maior parte dos carros ou possui direção hidráulica ou é leve o suficiente pra não precisar de um volante enorme pra manobrar

      Nem os alemães hoje em dia usam mais volantes muito grandes e de série é difícil ver um volante muito pequeno e gordo. Pura viagem do MAO, mas agora que ele tem um carro com rodão e que pesa bastante ficou bem visivel isso

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    4. Belo texto, MAO.
      Já vi o P1800 ao vivo. Realmente, um carro muito bonito.
      Quanto ao volante: Tenho uma Alfa 1750GTV, com volante de madeira, de médio diâmetro, e média espessura. Acontece que o verniz estava descascando, e precisava ser refeito.
      Retirrei o volante, e enquanto ele estava sendo pintado, montei no carro um volante reserva que eu tinha, da Alfa GT 1600. De baquelite, preto, diâmetro maior que o anterior, espessura menor.
      Que delícia! Apesar do volante de madeira ter ficado lindo, o carro continua com o de baquelite. Provavelmente prá sempre!
      Viva os volantes finos e grandes! Pelo menos nos carros antigos...

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    5. Anônimo das 00:13,

      É saudosismo besta sim, fazer o que, não dá para negar a sua natureza...
      Eu gosto de volante pequeno e com aro gordo também, não vejo contradição nisso não, bicho.

      E curto volante da Kombi tb, rsrsrsr

      Abraço e comente sempre,
      MAO

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  7. Caro MAO:

    Concordo que este é um carro incrível!
    Agora me resta uma dúvida, esses 3 carros que você tem notícia são de onde aqui no Brasil?
    Já tive o prazer de ter contato pessoalmente com um carinha desses, porém como não sei se posso diponibilizar maiores infromações, queria saber as cores e de onde são, pois podemos ter 4 ao invés de 3 desses aqui no Brasil.

    Abração.

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    1. Marcio,

      Não faço idéia dos outros não, me comentaram que existem aqui desde novos, mas 'so assim mesmo, de falar...

      MAO

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    2. MAO, conheço um aqui no Rio que está sendo restaurado... vou buscar melhor essas infrmações com o meu amigo onde está restaurando.

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  8. Chamando motor de quatro cilindros que desloca 1,8 litro de "motorzão"? Por acaso o MAO virou APzeiro???
    Mas realmente, um carro lindo, um motor fantástico, feito por uma Volvo que merecia a inicial maiúscula e que não existe mais, numa Época, que também merece inicial maiúscula e que não existe mais.

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    1. Chamar de 'motorzão' tá bem adequado-é mesmo volumoso e pesado para seu deslocamento. Afinal,não é para rodar 'milhões de milhas'?...

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    2. Como todo bom engenheiro o MAO aprecia produtos de alta tecnologia, qualidade e robustez comprovada...
      Esse motor Volvo foi inspirado no AP. Desse forma os resultados so poderiam ser otimos e dignos de nota.

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    3. Os motores Volvo B18 e B20 não têm nada a ver com o VW AP (EA 113),estes de arquitetura beeem mais moderna
      A confusão decorre do fato da Volvo ter licenciado tecnologia VW para sua linha de motores Diesel modulares (de 4,5 e 6 cilindros)

      Valeu?

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    4. D24T,
      Um apzeiro diria que é um ap de 6 cilindros...de tão poderoso nem foi alimentado por gasolina...
      deixando a bobagem de lado ai um vídeo do D24T
      http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=tT9XE9Wl-JE&feature=endscreen

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    5. Braulio,

      Motor é grande em tamanho, não em deslocamento.
      MAO

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  9. MA0, tive um Volvo 122S com motor B18 e as sensações de que me lembro são exatamente as mesmas que você descreve. O motor fazia aquele barulhinho de máquina de costura, mesmo com as válvulas bem reguladas, mas era indestrutível. Os carburadores SU me causaram algumas dores de cabeça no começo, mas depois de uma boa revisão passaram a funcionar impecavelmente. O câmbio, com sua alavanca de curso longo, era meio pesadão nos engates, quase como o de um jipe, e com uma robustez de jipe também. Enfim, era um carro que tinha lá as suas idiosincrasias, mas também qualidades que faziam crescer a admiração do proprietário por ele a cada dia de uso.

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    1. Paulo Levi,

      Como um bom Chevetteiro, vc teve também um Chevettão sueco? rsrsrsr

      MAO

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  10. Entro no AutoEntusiastas, vejo os novos posts, alguns não leio. Mas escrito pelo MAO, com certeza leio. Gosto muito do estilo de escrever. Veleu MAO!

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    1. Reader,

      Grato pela parte que me toca! Mas tenho certeza que tudo que publicamos aqui vale ler!
      MAO

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  11. MAO
    Post magnífico! Bem na veia.

    O cupezinho-lembro da série de TV d'O Santo'-cativou muita gente da época,eu inclusive,mas fiquei mesmo de quatro quando lançaram o P1800ES; sou fissurado nas 'shooting brakes'; ficava umidinho com a Lancia Beta HPE,o próprio Volvo 480, o Nissan Almera Hatch 3portas,até a Parati quadradinha...Fico imaginando o q. deu no coração do pobre Dr.Piech quando recebeu o seu presente de despedida da Porsche: um 928 SB azul marinho...
    Se eu não fosse o véio ceguinho,iria mportar uma dessas piruinhas,(branquinha,por favor)pra paparicá-la escandalosamente e rodar com ela até a minha ultima curva

    Paulo Levi
    É por aí mesmo.
    Afinal,o carrinho aqui tem a mecânica de um sedã(ou perua) com PBT 500Kg maior, projetado e construido para ser,como V mesmo diz,'indestrutível'.Assim,a sensação é mesmo de macheza à flor do pêlo. Porém,como dizia o 'Che'- sin perder jamás la ternura...

    abraços

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  12. Sempre que um post é acompanhado de foto(s), vou direto procurar a(s) do interior, notadamente, a(s) do painel. Um painel bonito e completinho merece ser mencionado. O deste P1800 merecia. E foi. Outra coisa: Volvos modernos podem até ser "mais um numa multidão" na Suécia: aqui, não. He, he, he!

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    1. Mr.Car
      Vc que gosta de painéis, o que acha do painel e interior como um todo dos Alfas 2300?
      Vi um (primeiras versões) com volante em madeira e adorei
      Esses carros andavam bem?
      Vc teria um desses como carro antigo?

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    2. interior não é importante.

      mestre Bob que disse.

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  13. Velho da Bengala de Osso08/10/12 20:45

    Será que esses jovens de hoje sabem que um Chevrolet Cruze não passa de um Daewoo Lacetti com uma gravata dourada fincada na grade???

    Mesmo na mão dos chineses, a Volvo ainda continua mais viva e digna que muitas outras marcas que ainda teima em existir por aí, mesmo com uma ajudinha do governo norte-americano...

    Quanto ao P1800 nem tem muito o que falar. Esse carro sempre foi sensacional. Muito a frente de seu tempo.

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    1. Matou a pau velho da bengala de osso, bom pro MAO é Cruze. O MAO entende muito, sabe escrever e gosta da coisa mas parece que cada vez mais os textos estão ficando uma mistura de saudosismo besta que contradiz o que ele mesmo disse em outro texto uma semana atrás junto com uma louvação a tudo que ele tem no momento e depois críticas mal feitas ao que ele não tem

      Os Volvos já não são mais os maiores em segurança e qualidade, mas ainda possuem personalidade bem visível e se comparado aos seus concorrentes a segurança passiva e ativa ainda costumam ser melhores que a média. Vai falar isso pra um cidadão que critica carros pesados o tempo todo, critica volantes pequenos e depois compra o carro mais pesado da categoria e justamente com um volante pequeno (e rodas enormes ainda por cima) e faz uma ode pra ele

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    2. Anonimo 08/10/12 23:09
      Mostra tua cara!
      Dizer o que bem pensa, escondido em um teclado, é muito facil.
      Coisa de homem covarde
      Voce tem o direito de criticar , mas de maneira construtiva.
      Sazuko

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    3. Qual parte da minha critica não foi construtiva?

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    4. Eua acho que construtiva sua critica nao foi. Eu nao sei eu só acho!

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    5. Entao fica só no achismo mesmo

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    6. Anônimo das 23:09,

      Sim, gosto mesmo do Cruze, cada vez mais! Até pretendo fazer outro post sobre isso.

      Agora, não entendi pq da contradição... Eu realmente tenho saudade dos carros até os anos 70, mas não se fabricam eles zero km mais... Passado, não volta. É essa a contradição a que se referia?

      Sobre os Volvo modernos, sim, ainda são grandes carros, só disse que não são mais o que eram, são outra coisa. Tenho certeza que expliquei direitinho o porque.

      Abraço, e comente sempre!
      MAO

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  14. Volvo me lembra caminhão.

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  15. Volvo me lembra tradição, e isto apesar de as vezes não significar nada no mercado moderno tem um peso enorme para qualquer autoentusiasta. É como musica boa, os mais rodados até aceitam uma nova musica se for boa, já os jovens jamais admitiriam gostar de uma boa musica antiga só pelo fato desta ser antiga...

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  16. falando em Volvo... olhem uma notícia preocupante e uma discussão interessante nos comentários:

    http://www.thetruthaboutcars.com/2012/10/wsj-volvo-might-as-well-back-out-of-the-united-states/

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  17. Todos que não respondi individualmente:

    Grato pelos elogios e críticas, e comentem sempre!
    Os comentários são o único pagamento que recebemos!

    Abraço!
    MAO

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    1. Parabéns MAO, mas dessa vez não pelo texto, mas pela sua atitude. Ao invés de responder às criticas com patadas e arrogância,mas com respeito e educação mesmo com aqueles não não mantem o nível.
      Um verdadeiro cavalheiro.Pena que nem todos os autores desse blog são assim.

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    2. Anônimo 19/10/12 14:42
      Sou mesmo um desses autores, e daí? Ofendeu, foi sonso, leva patada. Não quer levar? Não ofenda. Não respeito covardes que se valem do anonimato concedido para dizer impropérios e ofender. Sou educado mas não sou saco de pancada.

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  18. MAO,
    post ótimo esse cara ! Aprendi muita coisa que nem desconfiava.
    Esse camarada dono desse carro (que deveria ter uma foto aqui, pelo menos), é um cara batuta, gente de gosto refinado por raridades na terra brasileira. Ponto para ele aqui no meu caderninho dos "amigos dos esquisitos".
    Pode preparar um texto agora do Saab Sonett, por gentileza ?

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  19. Rafael Ribeiro11/10/12 20:45

    Definitivamente MAO tem amigos de bom gosto. E falando em volantes, os do Palio estão horríveis na pega...

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  20. Caro MAO,

    Fiquei impressionado com a qualidade do seu texto, sem falar em quão interessante foi lê-lo.

    Parabéns!
    Marcelo Melgaço

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  21. Acho incrivel a conparação com o chevette! Tenho um chevette 1987 há 10 anos comigo!
    Roda uma beleza! É barato, bom, simples!E a GM ainda disponibiliza peças de reposição!Incrivel a comparação do barulho do motor, a tração do eixo cardã, isso só desmonstra o exelente carro que a GM tirou de linha! O autor desse blog bem conhece o chevette um marco da indústria automobilistica brasileira!
    Não tem como não fazer comparações, e não citar o chevettão!Ainda comparando esse exelente carro da Volvo! Valeu Blogueiro, fica com DEUS!

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