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28 de novembro de 2012

FUSCA MEXIDO É GOSTOSO




Nasci em 1956 e tão logo completei 18 anos tirei carteira de habilitação. Talvez, ou mesmo provavelmente, o caro leitor nem tivesse então nascido, mas talvez lhe interesse saber o que os autoentusiastas de então faziam para se divertirem com o que havia à mão.

Preparávamos, envenenávamos, mexíamos – era isso o que fazíamos para termos um carro mais divertido.

Certamente o nosso editor-chefe, o Bob Sharp, tem muito mais o que falar a respeito, já que nessa época ele corria profissionalmente e não era dos pilotos que só sentavam e mandavam a lenha – sua curiosidade e inteligência sempre o levaram a buscar a fundo o conhecimento técnico, tanto sobre a arte da pilotagem quanto sobre a arte da mecânica.

Mas vou contar o que posso contar, que é como a coisa funcionava do meu lado, o lado empírico, o amador, com suas burradas e suas acertadas, e veremos aí se estas historinhas incitarão o mestre Bob a contar um pouco de sua rica e interessante vivência.

Para começar, dos 15 aos 17 anos corri de kart em Interlagos; e foi com 17 anos que comprei meu Fuscão zero, modelo 1974, e com ele parti para surfar. Sendo assim, meus fins de semana passaram a ser no mar em vez de na pista. Sim, eu não tinha carteira de habilitação. Não, nunca deu rolo com os guardas, já que eu não fazia muita besteira já tinha barba na cara e parecia mais velho, o que me safava, apesar dos calafrios na espinha, de batidas policiais.

Não, nunca banquei o besta de tentar fugir, mesmo porque eu já tivera uma péssima experiência de carona com um amigo do kart que deu uma de tonto com seu Corcelzinho mexido e tentou escapulir da Veraneio “dos homens”. Acontece que a Veraneio era também mexida, como viemos a constatar em meio ao esculacho sob uma ventania de gritos perdigóticos em nossos ouvidos ...

— Mas seu guarda, como é que essa Veraneio anda tanto? Meu pai tem uma e a bicha é pesadona que ela só... — eu, humilde, cabeça baixa e ombros encolhidos.
— Moleque burro! Temos lá na oficina uns caras que são feras pra preparar esse seis-cilindros aí e não vou ficar aqui te dando dicas, não! Você vai querer mexer na perua do teu pai, que eu to sabendo! — a autoridade irada, com o bração peludo duro de vontade de me meter um tapão na orelha.

E aí? Vai encarar?

“Os homens” das Veraneio eram craques, bons pilotos e bons no contrapeso. Nas curvas chegavam a colocar os corpos para fora das janelas. Com eles não tinha conversa. Pegavam mesmo, era-lhes ponto de honra. Minha sorte foi que então eu era “de menor” e a coisa só engrossou para o lado do motorista. Saí limpo. Aprendi.

Bom, o Fuscão 74 bege Alabastro tinha motor 1500 e um só carburador Solex que o impedia de respirar a contento. Andava bem para os padrões da época. Na estrada, a tocada, por incrível que lhe pareça, era a mesma de hoje: Ia a 125 km/h no velocímetro da VDO. E aí vamos ao famoso VDO.

Se o caro leitor for do meu tempo, ou mesmo anterior a ele, só de ler a sigla VDO, já terá boas sensações, pois se lembrará da luta e da alegria que era ver o ponteiro atingi-lo ou mesmo passar por ele. “O Fusca está um tiro! dando VDO!” – isso era quando o ponteiro passava do máximo, 140 km/h, e chegava a ficar pra baixo, na vertical, em cima da sigla VDO.

“O Fusca um demônio! Passou o VDO e travou no pino!” – isso era quando o Fusca estava um canhão e o ponteiro passava pelo VDO, seguia torcendo e o pino onde o ponteiro descansava quando o carro estava parado impedia que o ponteiro seguisse adiante. O pino, atingido pela retaguarda, correspondia a uns 170 km/h, uma velocidade já bem emocionante quando num Fusca. Mas isso era para motor bravo, de 1800 para cima e com dois Weber duplos, 36, 40, 44 e 48. Anos mais tarde vim a ter uma Brasília com motor 2100, comando da Engle e dois Weber 48 duplos, mas isso também é outra história. Essa andava forte e deixou saudades.
VDO, o perseguido (foto:mercadolivre.com.br)

Mas o coitado do Fusca era o mais preparado, não porque fosse o mais apto a isso, mas porque ele era o carro mais barato que poderíamos arrumar. Eu ter comprado um Fuscão – isso mesmo, não o ganhei, eu o comprei com a venda de um Jaguar XK120 e um kart, mas isso também é outra história –, pois é, eu ter comprado um Fuscão 1500 em vez de um Fusquinha 1300 já era uma grande regalia, um luxo. Na verdade, um rapazote de 17 anos ter carro já era algo incomum. O Fuscão já tinha bitola traseira mais larga que o 1300, tinha uma tal de barra compensadora atrás e isso já era outro adianto quando as intenções eram mais estabilidade.

Mas o Fuscão era meio chocho de motor e ruim de curva enquanto original e logo tratei de fazer-lhe uns acertos. Nunca ficou bom de verdade, mas ficou melhor. Como eu vinha do kart e tinha lá uma certa noção, a primeira coisa que fiz foi colocar-lhe pneus Pirelli Cinturato, radiais, uma novidade então para carros de rua, e com isso ele já melhorou bastante o bamboleio que tinha de traseira. Os Cinturato, além de terem mais agarre, dobravam bem menos que os diagonais e o Fuscão ficou mais assentado.

O galho é que esses pneus eram duros feito um pau e além disso o carro não estava projetado para eles, portanto, junto com os pneus veio um monte de grilos que passaram a grilar para todo lado. Dane-se! O Fuscão melhorou de verdade, e melhorou também na chuva; não tanto a ponto de impedir que eu rodasse 180o certa vez em um dos meus “testes de chuva” à procura dos novos limites. Bastou essa. Aprendi. Esses testes eu fazia sozinho e nunca machuquei ninguém, já que nunca fui burro o bastante.

Dupla Solex 32 (foto: mercadolivre.com.br)

Bom, após um “pelamordeDeus” ao meu tio, que também ainda hoje é um autêntico autoentusiasta, ele me presenteou com uma preparação de motor na Silpo, a oficina do Silvano Pozzi. Coisa simples, uma leve pro sobrinho não se matar muito fácil: trabalho e rebaixamento de cabeçotes, dupla carburação, trabalhada, Solex 32 e, após conselhos, amortecedores mais firmes na traseira.

Freios? Não, com eles não havia muita preocupação, e nem recursos fáceis para isso – era tambor nas quatro, com lonas novas, e boa (havia freio a disco dianteiro opcional para o Fuscão, mas não sei por que não pedi). Na verdade, freio não é tanto o problema, desde que você saiba o quanto pode contar com eles e aja de acordo.

Ah! Outras duas coisinhas: tirei os miolos das saídas do escapamento, para melhorar seu fluxo, e coloquei volante pequeno Fittipaldi. Logo depois coloquei o volante original de volta, porque, talvez por meu primeiro carro ter sido um XK 120, de volantão de macho, nunca me apeteceu volantinho de boy.

Bom, rebaixar cabeçote era básico, já que o Fuscão vinha com taxa de compressão muito baixa (6,8:1) para que funcionasse sem problemas – sem “bater pino” – com a gasolina amarela, que era “aguada”. Tínhamos duas gasolinas a escolher: a amarela e a azul. A azul era da boa e agüentava taxa de compressão mais alta, só que era mais cara. O Fuscão, com a taxa alta, coisa de 8,5:1, se me lembro bem, passou a exigir a azul. Tudo bem, valia a pena, porque ele ficou uma bala. E não gastava muito mais, não. Só um pouco a mais, se a tocada fosse mansa, normal.

E a potência? O ganho? Calculo que dos 44 cv originais (52 cv brutos) ele passou a render uns 60 cv (cerca de 70 cv brutos) ou pouco mais, o que já era um adianto: coisa de uns 30% de ganho, graças à expertise do Sr. Pozzi, um mestre. Outro mestre preparador da época, e ainda na ativa, era o Amador Pedro, da então famosa Equipe Gledson-Amador, e que mantém ótima oficina pertinho do autódromo de Interlagos (fone (11) 5667-3412).

O ponteiro do Fuscão passou a passar o VDO e vergava em direção ao tal pino, portanto, beirava uns 160 km/h, no velocímetro, sendo que antes, no plano, mal chegava aos 135 km/h. E não foi só isso, não, só a velocidade máxima que aumentou. Ele ficou um tesãozinho de arrancada e retomada. Passou a me dar gosto acelerá-lo. A dupla carburação, sempre bem afinada, além de encorpar o ronco, pois tinha filtros de ar de elemento de papel em vez do tipo de malha de aço e óleo original, oferecia respostas prontas ao acelerador e a pegada mudou da água para o vinho.
Eu tinha então um carrinho prazeroso para rodar por aí e viajar nos fins de semana, com bagageiro Weekend no teto e nele algumas das pranchas que ainda tenho. Viajávamos plenamente satisfeitos para pegar ondas nas mesmas praias que ainda surfo.

Era assim que nos virávamos para ter nossos gostinhos.


E era assim que os autoentusiastas felizes em casa saíam felizes por aí.

AK

230 comentários:

  1. O qué é isso no teto dele? Protetor solar? :)

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    1. Creme de barbear?

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    2. Tá grisalho de tão velho kkkkk...

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    3. Vc dois erraram.
      O carro iria ser encerado. Passaram cera na capota e ainda nao haviam lustrado.

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    4. Parabéns, esse post foi simplesmennte sensacional lembou-me a minha Fuca 1967 (a primeira 1300) logo passada para 1600 dupla carburação Solex - típica representante da expressão cadeira elétrica - freios a lona e rodas "bacia" 5 furos..., as únicas coisas que ajudavam a não rodar a cada curva eram as rodas de trás tala 6" e os pneus de Omega, 195/65, mesmo assim, dá-lhe sobreesterço e correção!!!!

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  2. Um fusca elétrico convertido por estudantes:
    http://www.youtube.com/watch?v=coQfOOpj5gs

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  3. Essa do "você vai mexer na perua do teu pai, que eu to sabendo!" foi boa, uma dura mas que no fundo ainda tem um apitada de humor.

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  4. baita playboy esse Arnaldo...

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    1. Naquele tempo não era "playboy", era "boy" mesmo, como ele destacou no "volantinho de boy".
      HS

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    2. E qual é o problema em ser boy ou playboy? Que culpa o cara tem de ter nascido em família de posses? É pecado? É crime?

      Cada um se diverte como pode. E se pode, tem mais é que se divertir mesmo, pois só se vive uma vez, quem tem a oportunidade que aproveite, muitos queriam ter e não têm, na melhor das hipóteses precisam esperar anos e anos para realizar um sonho entusiasta.

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    3. Na mentalidade invejosa do brasilóide, deve-se apedrejar qualquer um que tenha qualquer coisa que ele não tenha.

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    4. de menor com carro zero é pra poucos...

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    5. Playman, rapaz! Playman! Sempre me diverti como homem, fazendo coisa de homem e não de boyzinho. Procure evitar deixar de fazer o que pode fazer. Cada fase da vida tem suas etapas específicas a serem cumpridas. É procurar cumprir o máximo possível delas, mas na fase certa.

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  5. Sonho com o dia que poderei fazer essas minimas modificações que trazem uma chuva de prazer e alegria! Mas para chegar lá, preciso estudar muito ainda e ser alguém na vida para poder ter cache para isso! O AK com certeza foi um adolescente feliz!

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    1. Verdade, bem que eu tenho bastante vontade de fazer alterações no carro, coisa básica (um volante com melhor pega, mexer nos pedais para poder fazer punta tacco, coisa beeeemmm de leve no motor e etc).

      Podem ser coisas bem simples, mas que fazem com que a gente goste ainda mais do nosso carro, independente de motor ou ano.

      Mendes

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    2. Esses tempos as coisas eram mais faceis do que hoje... Eram preparoções simples em carros de mecanica simples e que davam boa margem pra isso... Rebaixar um cabeçote de um carro atual tem pouca margem pra isso. Peças mecanicas mais fortes ou que melhorem muito o desempenho são mais muito caras... Nem as proprias montadoras dão mais a margem pra isso... Não há peças de irmãos maiores ou esportivos da fabrica que compensem o transplante, como no caso da dupla carburação, 2E, como no caso dos comandos G... Eu não sei quanto é o gasto de uma carb. dupla mais a taxa, mas pode ter certeza que é bem menor que o das injeções programaveis de hoje em dia.

      enfim, hoje se gasta muito mais por bem menos diversão.

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    3. Corsário Viajante28/11/12 16:09

      Mas com os carros compartilhando tantas peças e partes, isso abre caminho para, pelo menos, algumas trocas de motor, não? Creio que em algumas marcas isso seja relativamente fácil (não disse barato)...

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    4. Não, não é facil porque pode acontecer que o chicote de injeção não bate. Então, ai ou troca todo o chicote ou tem que por uma injeção programavel...
      Pior, em alguns casos o CAN-BUS, acelerador eletronico, controles eletronicos integrados e outras traquitanas modermas pode tornar quase inviavel. Tem tambem os casos que facilitam, mas infelizmente essa era já passou, do meio dos anos 90 até meados de 2000, as injeções eram bem compartilhadas (entre modelos e marcas), era "facil" programar (chipar) uma ECU, e ainda tinha muita coisa compartilhada entre os carros na mecanica, como por exemplo, AP e FII GM, uqe já estão quase extintos que tinham muita margem de preparação... A margem de conseguir, 30, 40% de potencia a mais com um tapa aqui e outro ali acabou. Nada é impossivel, como não era antes... mas agora é mais caro.

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  6. Corsário Viajante28/11/12 12:27

    Gostei do texto! Adoro estas histórias, e cada desvio ("mas isso é outra história") merecia um post à parte!
    AK, vc tem a rara qualidade de parar na primeira burrada que faz, isso normalmente nos mantém vivos por mais tempo! rs
    Mas por favor, escreva mais sobre esta Brasília, gosto muito delas e são um carro bastante desprezado até hoje - basta comparar a paixão que cerca Fuscas, Passats e Gols caixas, dos quais vemos muitos já bem restaurados e cuidados.

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    1. Corsário Viajante28/11/12 13:18

      Além desse, claro:
      http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2011/10/brasilia-com-motor-2100.html

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  7. Essa do "você vai mexer na perua do teu pai, que eu to sabendo!" o policial muito esperto. hehehe. Cara parabens pelo ártigo estou muito feliz com o site e sou um 'autoentusiasta' tenho um astrinha belga e adoro uma mexidinhas.

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  8. Pra mim não tem conquista de entusiasta maior do que mexer no próprio carro, tanto na manutenção cotidiana quanto num veneno básico e pra isso o Fusca era mão na roda!

    É quase tão gostoso fuçar no carro quanto é dirigir o mesmo. São coisas complementares que aqueles que não olham nem o nível de óleo do carro nunca entenderão.

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  9. Engraçado como essas preparações leves para Fusca hoje são quase esquecidas, a maioria já que partir logo para um 2300 com dupla de Weber 48 ou injetado, só que esquecem que preparação dos boxer da Volks costuma sair por preço de V8 algumas vezes. E, pior que isso, esquecem que essas receitas antigas já foram bem testadas, não custam um absurdo e fazem os carrinhos renderem bem, já que peso não é problema.
    Em tempo, uma Variant II ou um SP2 com suspensão traseira de Variant II e uma preparação bem feita com certeza deixariam muitos entusiastas felizes. E, tirando o caso do SP2, vítima da especulação dos antigos, não seria algo caro de ser feito.

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    1. Marcos, sabe por que os caras querem montar motores 2300 e 2400? Porque não conseguem acertar da maneira correta. Esses 2300-2400 que eu tenho visto por ai, tem a mesma potencia de um 1900-2000 bem acertadinho. Mecânico moderno acha que é barbada montar motor de fusca, muito pelo contrário, é cheio de macetes. Eu falo isso porque tive experiência com um 2017 cm3, vira de 78,4 mm, pistão de 90,5 mm, comando w-125 (301), valvulas 40 x 35,5 e dupla Solex 40H4EIS. Montei o motor inspirado nos PUMAKIT dos anos 70. Na primeira montagem ficou um 1600 melhorado. Troquei de preparador depois de uns incidentes. Abri o motor e o novo mecânico com experiência em motores vw em pista de terra fez os ajustes necessário. Resultado: CANHÃO... tanto que no primeiro final de semana quebrei a caixa de cambio depois de 5 arrancadas. Um cara depois me encontrou e disse: eu tava em tal lugar e escutei uma arrancada, falei "é um v8", sai olhar e era um Fusca. Dou risada até hoje quando eu lembro disso. O motor ficou um exagero para andar na rua e como não sou rachador, depois de mais uma caixa quebrada, resolvi tirar o motor e colocar numa gaiola de arrancada que uso em pista de terra. Esses dias participei de um arrancadão no asfalto num evento para fuscas e derivados. Cheguei lá e vi os caras com motores 2100, 2300, tudo injetado, oxido nitroso, turbo. Olhei pro meu motorzinho: bomba mecânica com desborbulhador pra não afogar os solex 40. Pensei, não vou nem me classificar para a final. Resultado: Ficamos em 3º lugar por causa da formula da final, pois o melhor tempo nessa etapa foi o nosso. http://www.youtube.com/watch?v=_kKcmkc6yCo&feature=player_embedded e http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=zJ97d2wqi4M ...

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    2. Relato legal, João Cesar!

      ____
      42

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  10. Sr.Arnaldo Keller, tive 6 fuscas inclusive o 1300-L, que tinha a mesma bitola do Fuscão, estou com 63 anos e meu primeiro carro foi um Gordini III, 1967, depois durante 8 anos só fusca, é um carro inesquecivel, porisso o mais vendido na história do automóvel. Agora que o conforto e espaço dele eram umas porcarias isso era, viajar 500 Km. de fusca era uma prova da AMAN.
    Outro inesquecivel é o Jaguar XK-120, o primeiro carro inglês a dar 120 milhas por hora.
    E estamos nós na hora da saudade.
    Abraços
    Militar Anônimo

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    1. Militar Antonio
      XK 120 que belo carro! Sonho em guiar um desses!

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    2. Já viajei com fusca 500 km de ida e mais 500 km para voltar, algumas vezes.

      Eu sempre saía de casa na sexta-feira depois do expediente e retornava no domingo depois do almoço.

      Minha esposa voltava para casa super exausta, minha filha pequena chateada, mas eu e meu filhão retornávamos felizes da vida e prontos para outra.

      Quanto ao espaço, até hoje elogio o Fusca e sinto saudades disso e sabe por quê?

      Porque quanto menos espaço tem um carro, menos coisas se levam e com menos coisas, a viagem se torna muito mais agradável.



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  11. Muito legais esses posts, mas como sugestão eu acho que o AE bem que poderia ter alguns colaboradores jovens e arejados pra dar uma ventilada nessa nostalgia toda que de vez em qdo bate e forte por aqui hehehe...

    Abs!

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    1. Colaboradores jovens e arejados... Vamos ver, já imagino:
      "O HB20 chama muito a atenção com seus vincos. O acabamento é muito bom, embora enfiando a mão embaixo do painel tenha uma (1) rebarba. A integração com o celular é ótima e pareia até dois aparelhos ao mesmo tempo. Pena é o carro não ter roda aro 17", seria um diferencial. Só não sei para que serve aquela tal de chave, me disseram que para "ligar o carro", procurei no google mas não achei nada, alguém explica?"
      Mais fácil, vai pro NA!

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    2. Anônimo28/11/12 13:34:

      Larga de ser preconceituoso e obtuso. Nem todo jovem é estúpido e raso, e nem todo idoso é velho e ultrapassado. Ou vc não entendeu a proposta do Anônimo aí em cima, ou deu uma de ignorante de propósito só pra criar confusão.

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    3. Vc tem razão, esta resenha padrão não é necessariamente escrita por um jovem, na verdade é escrita por aqueles jornalistas que não entendem nada de carro, tipo aqueles que escrevem que o motor tem 2-ponto-zero de potência como já cansei de ler no Estadão, por exemplo,.

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    4. Anônimo28/11/12 15:26

      Hã? WTF???

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    5. É isso mesmo, já cansei de ler no estadão notícias onde aparecem coisas como "o modelo tem motor com 2.0 de potência" e coisa do gênero.

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    6. Anônimo 13:34, ri demais com o comentário! rs
      A julgar pela média dos comentários em outras publicações, é daí pra pior hein... Outro dia vi a seguinte reclamação "65 mil reais nesse carro e a roda é aro 15??? absurdo"

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  12. Quanto a tropa da ex Força Pública, atual P.M., eles naquela época tinham comando e instrução do Exército e diferente de hoje ninguém se metia a besta com eles, só nós das Forças Armadas, já que as P.Ms. do Brasil são tropas auxiliares da Infantaria do Exército.
    Militar Anônimo

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    1. E daí, o que tem a ver com o post milico?

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    2. hmm muito interessante, Militar... agora faz sentido: tudo o que é ligado ao militares e a ditadura, nosso atual governo repudia; então deve ser este o motivo pelo qual a PM anda praticamente sucateada por esse Brasil a fora (assim como as forças armadas).

      Algum tipo de retaliação dos guerrilheiros de Brasília.

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    3. Anônimo das 9:43

      Será que esses tais guerrilheiros não queriam derrubar aquela para implantar outra ditadura?
      Fique de olhos abertos, pense bem, desconfie, não caia na jogada nem de um nem de outro.
      Liberdade, justiça e democracia de verdade.

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  13. Arnaldo

    foi neste fusca que você fez duas marcas com canivete no distribuidor
    uma para descer a serra e outra para andar na capital?

    conte a do XK vale a pena para que não sabe , lembro te-la lido. e seu pai te apoiando disse a você algo como "são essas coisas malucas que fazem a vida valer a pena"

    um abraço adriano

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    1. Puxa, Adriano! Que memória a sua!
      Isso mesmo, era nesse Fuscão que fiz as marcas de ponto, e a frase exata do meu pai foi: "São essas pequenas loucuras que dão prazer à vida".
      Obrigado por lembrar.
      abraço

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    2. arnaldo
      de tanto ler as suas colunas veneno
      que eu peguei a receita de um opala
      moro em pirassununga ,o Eber que o preparou para min
      tenho ele ate hoje,6 caneco cambio 3 marchas e banco interisso.

      quando puder e sempre bom relembrar aquelas historias

      abraço adriano

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    3. O Eber, além de ser gente finíssima e amigo pessoal, um tremendo preparador. Só sossego com meu carro, seja que carro for, quando ele põe a mão.
      Não coloquei o fone dele porque o post tem a ver com preparadores do passado.
      Uma hora preciso andar num carro preparado por ele e fazer um post.

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  14. Jovem e arejados? só se forem filhos de velhos e enferrujados autoentusiastas, caso contrário, só vão falar de receita 'da hora' pra deixar o lindão nos 'trinques', no chip especial e claro nos modismos visuais. Aqui se recorda, ora com saudade, ora com raiva, do que era mexer nas traquitanas de então e nas mandracarias para ganhar 10 burritos a mais, ali ó, na unha e não comprando peças pela internet. Para os novos veículos, temos excelentes matérias que reduzem o mais do mesmo atual, ao que tem de melhor e pior de cada modelo 'mundial'.

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    1. A ignorância e a naftalina reinam... Mais um limitado com mania de velho achar que todo jovem é estúpido e raso e não merece respeito. A história é importante, mas abrir a mente tb.

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    2. Então é pq vc não sabe nada de preparação dos carros atuais, está falando farofa

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  15. Charley Tavares28/11/12 13:08

    Caramba AK, trocar um Jag XK120 por um Fusca...deu nós na minha cabeça; embora eu compreeenda que os tempos eram outros, não havia a supervalorização dos antigos de hoje e, Jaguar sempre foi meio temperamental e complicado, como todo carro e moto inglês, ainda mais daqueles tempos.

    Sobre o motor dos camburões dos piõezinhos capitães do mato da ditadura; sem muito segredo, basta olhar as preparações do Brasinca Uirapuru, que sem grandes aloprações, na receita mais forte disponível, tirava uns 200cv do mesmo motor Chevy; basicamente um comando mais brabo e uma carburação farta; não deve ser difícil, com os recursos atuais, tirar coisa de 250cv desse motor, sem forçar demais. Problema é segurar a traseira da Veraneio nas curvas, sabidamente, uma tremenda vassoura.

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  16. O Fusca era uma beleza de mexer mesmo. Tive um 1600 com dois carburadores e aquela maldita vareta que os unia, e que saía toda hora do lugar. Bancos esportivos, volante, rodas 14 com pneus 185 radiais, o bichinho era bom de andar. Mas longos trechos com ele eram bem cansativos, uma barulheira infernal com os escapamentos Kadron.

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  17. Me parece que hoje tem especialista para tudo. De válvula do pneu à centralina.

    Mexer no carro hoje parece uma heresia e lojas de auto-peças frequentemente alegam que só dão garantia se você levar em um mecânico, fora o sermão de que "você não sabe o que está fazendo".

    Bullshit.

    A guriazada de hoje, exceto raras exceções, só olha o carro como "máquina de pegar gatinhas" e não sabem trocar um pneu.

    Os que sabem, sofrem com a "habilidade técnica" dos "especialistas" escondendo o jogo e cobrando os olhos da cara para dar uma solução para seu problema.

    É difícil.



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    1. Corsário Viajante28/11/12 13:37

      Mas isso pode ser também pq, efetivamente, ficou mais difícil mexer nos carros (e nas coisas em geral). Antes era praticamente tudo mecânico, hoje a eletrônica está em toda parte e complica um pouco dar aquela fuçada.
      É mais fácil entender como funciona um parafuso do que como funciona um microchip.
      Talvez isso explique, em parte, tanto jovem migrando pros antigos.

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    2. Cara... cada um viveu sua época e blz. Todo mundo um dia foi jovem, naquela época mexer em Fusca era mal visto pelos "idosos" da época, era coisa de moleque pra pegar gatinha.

      Isso é preconceito estúpido e "nostalgismo". Respeitem os mais jovens, se vcs acham que tem algo a ensinar para eles ótimo mas generalizar e criticar não ajuda nada pra ninguém!

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    3. "A guriazada de hoje, exceto raras exceções, só olha o carro como "máquina de pegar gatinhas" e não sabem trocar um pneu."

      Gurizada de hoje e daquela época também. Você acha que todo m ujndo tinha condição de fazer o mesmo que no texto. Só os Playboys como o Arnaldo mesmo.

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    4. Corsário,

      Ficou mesmo, tem certeza? Conheço gente que com um laptop faz no motor do carro o que levaria horas e necessitava de troca de peças antigamente.
      Acho que porque a maioria aqui só sabe mesmo ligar o computador a acessar a internet, e acha que eletrônica é bicho de sete cabeças.

      A "gurizada" de hoje tem muita capacidade, de deixar envergonhados muitos velhos sabichões que tem por aqui.

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    5. Corsário Viajante28/11/12 17:06

      Sim anônimo, mas e o conhecimento técnico para isso? E os programas? E os aparelhos? É lugar-comum dizer que antigamente se mexia num fusca com alicate e chave de fenda, ou seja, era uma coisa mais direta, olhar o motor e meter a mão. Ou não, também não vivi esta época para opinar com tanta certeza.
      Porém, concordo que para uma certa gurizada seja simples "craquear" o carro e obter uma programação melhor para ele e tudo o mais, mas talvez esta gurizada esteja mais interessada em obter desempenho para seu laptop ou celular que para seu carro.

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    6. Hoje dá para mexer também, na boa. Só de trazer a suspensão para a altura original de projeto já deixaria muito carro com estabilidade muito superior.
      Motor também, basta ir a quem sabe das novidades.
      É que antigamente, quando comprávamos um carro, sabíamos que ficaríamos com ele por muito tempo, então mexíamos. Hoje troca-se rápido.

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    7. Anônimo28/11/12 13:58, Anônimo28/11/12 16:41, Anônimo28/11/12 16:47,

      Cara, eu não sou tão velho e vejo um monte de gente babaca quando o assunto é faça você mesmo. De novo, raríssimos os casos de gente boa que sabe ensinar e desmitificar um determinado assunto de mecânica. Tô errado?

      Eu fuço muito, mas sou amador. Busco referência em livros ou em foruns na internet. Ajuda, mas tem que saber inglês e muito paciência para encontrar uma informação valiosa. Se vou no mecânico comum é um monte de recomendações e saio de lá com a sensação de que o mundo vai acabar. Pra quê isso?

      Não sei onde viram nostalgia ou preconceito. Me dê um exemplo de quantos caras que você conhece que sujaram a mão de graxa no fim de semana para aumentar meia dúzia de cavalos? Muito poucos, dá para contar nos dedos.

      Aprendi com meu pai e com meu avô que, fazer a manutenção por conta com as ferramentas certas e um pouco de orientação não é errado, pelo contrário. Tinha alguns vizinhos que quase desmontavam seus carros no fim de semana, hoje não vejo mais.

      Respeitando seu ponto de vista, para mim isso é uma arte em extinção.

      ...

      Corsário,

      A eletrônica embarcada não é um desafio muito grande no meu ponto de vista. Um pouco de calma e vê que no fundo são meia dúzias de sensores, bicos e uma centralina. Se queimar um deles, pode crêr, ningúem sabe arrumar. Vai lá na autopeças e compra uma nova. Dá para mexer um pouco com um laptop ou até no celular, mas vamos falar a verdade, esse perfil não é do cara que vai trocar a vela do seu próprio carro.

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    8. Aun, o cara só fez uma sugestão mto de boa pro blog. Ninguém criticou escolhas pessoas, relaxa.

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    9. Quando vejo a "molecada" trabalhando os motores atualmente, preparação aspirada com peças usinadas à perfeição, preparação com turbo com peças forjadas, tudo balanceado, peças leves, injeção programável de primeira ponta... lembro que esse tipo de generalização "os jovens todos..." é sempre cômoda porém burra.

      Toda época tem suas vantagens e desvantagens e quem quer aprender, aprende. Hoje se pega uma Megasquirt e se FAZ uma injeção eletrônica do jeito que quiser, programada como quiser, com fartura de peças e aprende-se muito, além de se divertir com os resultados depois.

      Concordo sim que o blog possa conseguir importante material técnico (ao estilo do postado pelo Mr.V8) com um preparador acostumado ao que rola hoje no mercado de preparação, independente da sua idade, claro.

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    10. Arnaldo, tenho minhas dúvidas: Trazer a altura de volta para o que foi projetado DO MODO QUE FOI PROJETADO deve melhorar mesmo. Mas o que mais se vê por aí são gambiarras com molas cortadas e buchas maiores que as de projeto, quando muito substituídas por outras de PU. Sem falar que as suspensões originais de uma grande parte dos carros europeus não tem os tais "batentes hidráulicos" que o Best Cars tanto gosta, ou qualquer outro modo de suavizar a chegada da suspensão ao fim de curso. Isso deve comprometer a durabilidade e o conforto.

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    11. Aun,

      Antigamente não era todo mundo que mexia em seus carros sozinhos. Estes sempre foram uma parcela pequena. Pra maioria das pessoas carro é somente meio de transporte.

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    12. Tem gente viajando, até parece que todo mundo fazia como o AK. Se hoje o comum é mola cortada, antes o comum era só enfiar um volantinho nojento que seria pequeno demais até num kart, ferrar com a regulagem do carburador e pronto, Só mudaram os tempos

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    13. Anônimo das 23:22

      Falou tudo.
      Fora o som, toca-fitas Sony TC25 e amplificador. Escapes Kadron e só.

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    14. Verdade. E tb naquela época se fazia isso pra ser reconhecido pelos amigos e pra "pegar gatinhas", como criticaram aí em cima. Tem gente com memória curta.

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  18. Relembrei dos tempos que comecei a acompanhar as colunas do Arnaldo Keller no PrimeiraMão... "Como envenenar seu Fusca"!

    Lembro que isso foi por volta de 2004 e nas aulas (estava no 2º colegial) eu ficava viajando pensando nas dicas do AK, fazendo simulações de potência, de velocidade máxima, de custo da brincadeira... bons tempos!

    4 anos depois eu finalmente comprei meu Fusquinha e agora, mais quatro anos depois, juntei dinheiro para restaura-lo no começo de janeiro do ano que vem, para ficar todo original. É, o mundo dá voltas e a gente muda a cabeça, mas a paixão nasceu lendo seus textos, Arnaldo! Parabéns!

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    1. Obrigado, Guilherme!
      Ensinar a fazer besteira é comigo mesmo!
      Boa sorte com o Fusca e qualquer coisa escreva aí perguntando, que nós aqui do AE podemos dar umas dicas.

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    2. SergioCJr.28/11/12 17:18

      Putz... Lembrei dos textos do Arnaldo no 'Primeira Mão' também.

      Aliás, Arnaldo, seria possível publicar àqueles textos aqui? Eu tenho os textos que falam sobre fuscas e chevetes salvos até hoje.

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    3. Obrigado Arnaldo! Vou escrever sim!!

      Ah, bem que podia ensinar mais umas besteirinhas aí, podia não? Hahahaha

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    4. SergioCJr.,
      Nem sei mais como acessá-los. Mas não tem problema. A gente faz outros. Do mato que saíram esses coelhos tem mais outros.

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    5. Eu tinha o link do "Veneno" e numa busca pelo google é possível achar por fóruns, mas os textos não existem mais naquele site. Conhecimento, de qualquer tipo, não é muito valorizado no Brasil.

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    6. SergioCJr.29/11/12 12:32

      Arnaldo, se o seu e-mail for o mesmo do yahoo e se quiser, te mando os textos que salvei.

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    7. Por favor, Sergio, mande sim. O email é o mesmo. Por aí posso achar uma pista.
      Obrigado,
      abraço

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  19. O meu pai tinha um ,1300L 77 ,era bonito ,cor bege ,só que o trem não andava! ,aquele precisava de uma envenenada no motor ,abraço.

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  20. Sou um autoentusiasta convicto.Mexer no carro para ele se diferenciar dos demais em desenpenho, Estabildade ou aparencia é um vício . Hoje pego a estrada com 3 carros diferentes e sentir ss nuances deles na serra é uma sensação inenarravel.A 147, durinha , estavel e pouco motor dec 70.XR3 motor 1.8 alcool, estavel sem eletronica ,só braço e o Focus motor 2.0 eletrônica atuante muito estavel São. estas sensações que me fazem deliciar os posts do autoentusiastas.


    Edu 147

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    1. Edu 147
      Seu Focus é o MkII ?
      Me diga esse carro é realmente incrivel de ser dirigido? Dizem que estabilidade e direcao sao perfeitos?
      Abs

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    2. Meu carro é um hatch 06 ghia auto duratec.O carro é incrível , motor excelente a estabildade é nota 1000, este carro foi um sonho que realizei pois me levou para o meu casamento, saindo de uma fratura de femur.A manutenção é condizente o acabamento é um tipico ford.Gostoso de dirigir. estavel e o motor oferece uma relação de torque potencia na minha opinião excelente .Trocalo só por outro Focus.Sou um Fordista do coração ,meu pai teve corcel ,del rey meu sogro teve aero ,belina e corcel e. eu já tive verona e escort.

      Edu 147

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  21. Bons tempos em que a polícia era respeitada.

    McQueen

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    1. X2. Nestes tempos, vagabundo não se criava, nem tinha tempo de pegar fama. Ia logo para a vala. Ótimos tempos.

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    2. Pois é... não se criava mesmo. Ou tomava uma envergada do pai, ou dos professores, ou em último caso dos puliça!

      Hoje, maluco mal sabe quem é o pai... a mãe faz que não vê e passa a mão na cabeça, e larga a responsabilidade na mão da escola.

      Na escola, os professores é que sofrem violência. E a polícia...

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    3. Bons tempos que a polícia se fazia respeitar também, hoje tá cheio de vagabundo de farda, que usa gíria de vagabundo e tudo mais

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    4. Verdade, nestes tempos vagabundo ia pra vala, junto com professor, intelectual, jornalista, músico, enfim, com qualquer um não-conformista.

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    5. E a imprensa e os progressistas politicamente corretos ficam controlando os que tentam defender a lei e a quem de direito. Hipócritas e vagabundos morais tomando conta desse pobre Brasil.

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    6. Os vagabundos de farda, citados pelo Anônimo28/11/12 14:03, nada mais são do que aqueles malucos citados pelo Anônimo28/11/12 13:56. A parte da polícia que não presta é composta por cidadãos que não prestam; assim como os políticos. Eles não vieram de marte.

      Esse tipo de comportamento vem de berço. Reflexo do que se aprende em casa.

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  22. AK,

    Tenho 32 anos, ou seja, sou de outra geração, mas tive golzinho quadrado, e pelo menos na minha turma, a expressão "dar vdo" era bem conhecida. Acho que passou pra minha geração, kkk... só a molecada de agora que não deve conhecer.

    Tivemos um fusquinha 1300 na família. Pra um carro do dia a dia, ainda mais nos dias de hoje, eu te digo, seria bem ruinzinho, principalmente por problemas ergonômicos. Mas mesmo assim era muito divertido dirigí-lo, que saudade!!!!

    Tinha freio a tambor nas 4 rodas, mas parava bem, só uma vez em que passei num pequeno ponto de alagamento que molhou as rodas eu fiquei sem freio, mas logo secou e tudo ok...

    Infelizmente, ele foi roubado de nós há uns 10 anos atrás... dá até vontade de comprar um, mas fusca não tem preço de tabela, não é mesmo? Cada um pede o que quer,e dá medo por causa de ser um carro visado até hoje...

    Ainda mais com a nossa gasolina alcoolizada de hoje, creio que o aumento de taxa seria o ponto de partida para qualquer mexida num Fusca. Mas ouvi dizer que não dá pra chegar numa taxa próxima de 10:1 como dos carro a gasolina atuais, pois por causa da refrigeração a ar, o risco de bater pino é maior, isso procede?

    E há como contornar isso aumentando a refrigeração do óleo? E por falar em óleo, esses óleos de hoje com viscosidade mais baixa beneficiariam o motor VW a ar?

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    1. Anônimo, 13:41

      ao contrário do que muitos pensam, precisamos ter bastante cuidado com a refrigeração na preparação dos VW a ar. Radiador externo de óleo ajuda muito quando vc parte para preparação mais forte.
      E para usar gasolina, com a gasolina de hoje, taxa de 9:1 está no limite, a meu ver. Mais que isso não adianta.
      Outro cuidado importante é vedar bem a chapa ao redor do motor, a que separa o cofre da parte de baixo, para que o ar quente não suba e volte a ser chupado pela ventoinha.
      Vale muito é trabalhar cabeçotes e balancear virabrequim, além de boa carburação, de preferência dois duplos Weber, que aí vem uma pegada da boa mesmo.
      Sobre molhar freios a tambor, o lance era assim que sair do alagado, segurar com o pé esquerdo no freio e seguir acelerando em giro alto, que logo secava.

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  23. Charley Tavares28/11/12 13:41

    Meu pai, durante uns 5 anos, até 1996, por aí, teve um daqueles Fuscões 1600 "esportivos" dos anos 70, não lembro o ano, daquele que tinha uma espécie de captador de ar saliente de plástico preto sobre a tampa do motor na traseira; pena que o velho já não cuidava muito bem dele, quando vendeu, eu quase morri; ainda por cima pra pegar um Gol 1000.

    Nunca vi outro 1600 daquele modelo além do que o que o velho tinha; deve valer um dinheiro bom, hoje, e já sendo 1600, deve dar pra fazer uma brincadeira boa, em preparação ali. Tinha uns devaneios com Puma, mas sou claustrofóbico, tenho um ataque em 30 segundos se for dar uma volta de Puma, já acho o teto de fusca demasiado baixo e o pára brisa um tanto quando pequeno. Nesse sentido de claustrofobia, creio que a Brasília fosse mais adequada pra mim.

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    1. Tive uma Brasília na família. De fato, ela é um veículo bem mais "arejado" por dentro, e tem uma boa área envidraçada, e de quebra excelente visibilidade... além de ter um ventilador, já que o fusca apenas possui saídas de ar no painel.

      Mas o Fusca era legal também: em dia de chuva o parabrisas embaçava, e como ele está ali na cara, era só pegar a flanelinha que ficava providencialmente no porta luvas, ou pendurado na alça do passageiro! Facílimo de passar naquele para brisas pequenininho.

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    2. Corsário Viajante28/11/12 14:49

      Este fusca, se não me engano, era o Bizorrão:
      http://1.bp.blogspot.com/-WbCMM6KZL3w/TozjgXOOPAI/AAAAAAAADDU/mKt0MoNJdqQ/s1600/1974-br-3g.jpg

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    3. Charley, esse era o Super Fuscão. Tive um, branco. Vinha com aro 14 de Brasília.
      A Brasília era ótima. Fazia tudo o que o Fusca fazia e com vantagens de espaço, visibilidade, estabilidade, etc. Foi um putz carro na época.

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    4. Charley, Corsário e Arnaldo,
      É isso mesmo, o famoso Bizorrão!
      Não só os aros 14 vinham do Brasília, mas também o motor, com carburação dupla. Um tio meu, já falecido, apareceu uma vez em casa com um desses novinho, vermelhíssimo. Na época, eu tinha uns sete ou oito anos, já era maluco por carros e fiquei babando ao dar de cara com ele (o carro, não o tio). Aquele volante Walrod e o contagiros à esquerda do velocímetro são inesquecíveis.

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    5. Outra curiosidade, é que o Fusca Bizorrão foi o único Fusca que saiu de fábrica com Tacômetro (conta-giros). Além de um amperímetro, temperatura do óleo e relógio de horas.

      P500<<

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  24. Com tantos ganchos esse texto parece o prefácio de uma biografia autoentusiasta.

    Adoro estas histórias, sempre gostei de ouvi-las, entendo a delicia que é ter um carro preparado com partes boas que não costumam vir nos carros originais.

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  25. Charley Tavares28/11/12 14:14

    Falando desses VW a ar antigos, ninguém até agora falou de uma característica, que ficou guardada na minha memória e, creio, na da maioria aqui, que teve ou andou em Fuscas, Brasílias, Variants de pai, mãe, etc: O CHEIRO. Era muito característico entrar em um Fusca ou Brasília e no ato já sentir o cheiro característico que esses VW boxer exalavam, tinham no interior...uma caracteristica bastante particular, de um tempo em que os carros não estavam tão pasteurizados e parecidos uns com os outros, como hoje.

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    1. Rafael Ribeiro28/11/12 21:52

      Não era característico, ainda é! Todo mundo que entra no meu 1300-L 1978 fala na hora: -"Cheiro de Fusca!"

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  26. Ótima história AK!!

    Meu primeiro carro foi um fusca 1300 1979; e como era lento...um amigo tinha um igual e nos rachas, ganhava sempre quem fazia a contagem da largada, tal a paridade de carros e "braço".

    E quanta farra com os cascudos, apesar de serem terrivelmente lentos (120km/h na descida!); eram companheiros fiéis nas estradas rurais, quando o legal era cambiar ao mesmo tempo que se apontava o volante para alguma berma de cascalho fino e mais solto, e se puxava o nariz do carro de volta em desajeitada - e muito menos controlada - derrapagem...quando funcionava (com o carro acometido de traseiradas histéricas, exigindo mais de uma correção), era a glória.

    O seguinte, um 1500cm3 em comparação, era um esportivo com seus pneus radiais, rodas de brasília e volante esportivo...levava o paupérrimo patamar de estabilidade do fusca comum (pneus de lona) a níveis incríveis para mim; o que não impediu de rodar em uma outra rotatória na busca dos limites (sozinho também!)....

    Já eram carros velhos e (bem) obsoletos na época, mas me lembro com carinho de cada um deles, e como uma espia solta no freio de mão, ocasionava inesperados "burnouts" ao lado de proprietários de carros dodge charger.

    Saudades!

    MFF

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  27. Interessante pois TODOS os meus carros tinham alguma coisinha diferente, seja no motor, na suspensão ou no conjunto completo.

    Comecei c/ um Voyage 1988 c/ motor AP 1.6 q ganhou comando de GTS, carbura 2E mexido, escape Kadron e suspensão de brasileiro de marcas ( amortecedores HG vermelhos ).

    Dai veio um Uno 1.6 MPi c/ motor de Copa Uno - 105CV, um Tempra 16V remapeado + comandos Balestrini argentinos e cambagem negativa nas 4 rodas, Escort 16V remapeado e por fim o carro q tenho até hj, um Palio 1.4 c/ CAI + reenquadramento do comando + chip + escape feito, além de molas esportivas e amortecedores recalibrados.

    Um carro tem NECESSARIAMENTE q ter a minha personalidade.

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    1. Ué, cadê aquelas picapes e outros monstrengos que vc sempre defendo como bom agroboy?

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    2. pisca saindo do armario

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    3. Pisca saindo do Camaro?

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    4. SergioCJr.28/11/12 17:26

      E o Mitsubishi Colt?

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    5. Anônimo28/11/12 14:52

      Pickup p/ mim é utilitário e feito p/ trabalho.

      SergioCJr.28/11/12 17:26

      Aé...eskeci do Colt e tbm da Saveiro turbo!

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  28. Mqqueen, Mr.Car e anônimo das 15,56, já que o assunto mudou primeiro minha esposa é professora e ela me conta o que os alunos fazem em sala de aula, é um absurdo,segundo a polícia tem que falar e agir conforme o meio que eles vivem, só que hoje estamos vendo os vagabundos correndo atrás da polícia, inversão de valores.
    Mas tudo tem limites e parece-me que o límite já foi ultrapassado.
    Abraços
    Militar Anônimo

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    1. Na minha época, se eu levasse sabão na escola, entrava no tapa quando chegasse em casa hahaha... E eu tenho só 42 anos! Hoje em dia a garotada apavora, ameaça professor, e papai/mamãe ainda vão tirar satisfação na escola!

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    2. É Militar...É isso mesmo o que está acontecendo nos dias de hoje.

      Não sei onde vai parar.

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    3. CCN, eu sei:

      Brasil fica em penúltimo lugar em ranking global de qualidade de educação

      http://www.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-fica-em-penultimo-lugar-em-ranking-global-de-qualidade-de-educacao,965846,0.htm

      Temos de agradecer ao Paulo Freire e aos Politicamente Corretos! [Aviso os chatos de plantão: é uma generalização. Não gostou? Azar...]

      ____
      42

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  29. Este comentário foi removido pelo autor.

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  30. Eduardo Rodriguez28/11/12 14:50

    Arnaldo, queria poder ler um texto seu a cada dia, sou muito fã e sesu textos são incríveis, sou novo, 20 e poucos anos ainda mas já tenho um amor imenso pelos carros.

    Cada exemplo seu, desvio com citação a outra história, merecia um post à parte.

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  32. Poxa, legal pra caramba a história, Arnaldo... Dá pra viajar... Hoje com 21 anos, juntei um dinheirinho a duras penas e o meu primeiro carro vai ser um quadradinho AP. Não zero como seu fuscão, mas já é um sonho quase realizado. Como o nosso amigo Eduardo aí em cima, também sou muito fã do Auto entusiastas e, particularmente, gosto muito dos seus textos... Tanto que entro no blog religiosamente todos os dias. Valeu por compartilhar conosco mais uma de suas histórias.

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    1. pelo amor de deus respeite o quadrado, não vai manolar ele.

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    2. Se for um quadrado AP igual aos que rodam na minha vila não vale a pena nenhum dinheiro.

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    3. Tenho um VW mas digo ,não tá tão facil achar um quadrado inteiro,quando acha pedem mais dinheiro do que o valor de um DKW inteiro, pensa num Kadett ou num Monza que é melhor pra você .

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    4. Állek ,fiz comentário acima dando minha opinião ,mas se é o seu sonho ter um quadrado ,vai nessa e compre um quadrado mesmo garoto,abraço.

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    5. Este comentário foi removido pelo autor.

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    6. Poxa, valeu! Sempre gostei dos quadrados desde pequeno... Mas tá difícil mesmo achar um que valha apena. Afinal, suei muito pra conseguir isso. No entanto, tenho certeza de que logo logo acharei um pelo qual eu me apaixone, que me faça bater mais forte e descompassado o coração. Obrigado a você (e aos outros) pela força.

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    7. Állek,

      no interior de SP acha bastante e em bom estado. Boa sorte!

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    8. Opa! Grande Arnaldo... Valeu pela dica, mas pra mim fica muito difícil porque eu moro no ES e a Universidade toma quase todo o meu tempo... Ainda mas agora, com a volta da paralisação, onde durante a mesma, eu aproveitei pra fazer um curso de mecânica no Senai... Mesmo assim, muito obrigado! Abraços.

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  33. Charley Tavares28/11/12 15:14

    Só não esqueça das ORBITTAIS! eheheheehehehe

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    1. Bem lembrado! rsrsrs......

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    2. Com certeza, valeu pela dica... Gosto também daquela roda, tipo do Santana GLS, toda raiada. Até vi um quadradinho aqui na minha região já com as orbitais. Vejam:

      http://www.bomnegocio.com/espirito_santo/norte_do_espirito_santo/parati_ap_1_6_90cv_milha_banco_recaro___orbital_15_11195356.htm?

      Pena que está bem, digamos, mais ou menos.
      Abraços.

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  34. Charley Tavares28/11/12 15:23

    eu acho orbital em linha bx/quadrada muito bonito...problema é a manolada que enfia a orbital em gol bola, g3, g4, até g5...pra não falar de celta, kadett, chevette...." é o horror! é o horror! "

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    1. Já vi em Monza e em Passat alemão 95 ,realmente não tem nada a ver a roda com os carros .

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    2. Monza com orbital?

      Sacrilégio!

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    3. FVG28/11/12 16:27 Pois é um Monza g1 (?),quase tenho um infarto rsrsrs...

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  35. Boa estória.

    Meu pai teve um bizorrão 1500 como o seu, inclusive de mesma cor.

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  36. AK

    tive três Fusca e me bate uma saudade gigante de cada um. O segundo um 77 1300L amarelinho desbotado que ganhou coletores de adimissao da brasilia 1300 a alcool, par de solex 32 com borboletas de Chevette, cabeçotes do 1500 com molas mais duras, comando engle, pneus radiais, bola de câmbio do Corcel GT, depois substituida por uma alavanca de cambio empi. Mantive 1300 por opção e com o Kadron o ronco ficou bem diferente. Não arrancava muito bem e quase sempre saía do ponto, mas com a relação mais longa tinha ótima final e assustava muito carro mais recente.

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  37. Bizorrão. Tive um, branco. Aos 17 anos. Nome correto: VW Sedan 1600S. Já tinha tudo que precisava ter, menos pneus radiais, volante com tamanho adequado e menor altura. Resolvi isso trocando o volante por um Formula 1, os pneus diagonais por quatro Pirelli CN36 185/70, instalando catraca na suspensão dianteira e pulando um dente no estriado externo das barras de torção traseiras. O motor deixei como veio da fábrica, que me era suficiente. Só depois de burro velho é que fui ter motor VW a ar mexido. Tenho ainda. Um 1600 com cabeçote e válvulas retrabalhados, distribuidor apenas centrífugo e com curva de avanço alterada, "miolo" balanceado, volante aliviado, comando Engle, dupla Weber 44 IDF e outras pequenas modificações. Tá montado num Puma, esse motor. Muito bom de andar. Não dá VDO porque a escala do velocímetro do Puma vai até 200 km/h e o câmbio deixei como era, com relação 8 x 33 no diferencial e todas as relações de cada marcha originais, incluindo a quarta 0,89. Como na Brasilia. Enche 5.700 rpm em quarta marcha. Façam as contas. Estimo 85 a 90 hp pra esse motor, sendo bem realista, já que a taxa de compressão é propositadamente baixa (uns 7,2:1). Legal de andar? Muito! Mas enquanto estou pilotando o carro em estradas seguras do interior de São Paulo com o velocímetro apontado para os 140 km/h com muita sobra no pé mas já pensando no elevado bump steer se precisar frear forte e caprichando nas curvas pra evitar o jacking effect, sou facilmente acompanhado por carros modernos de 1000 cc que tiram de letra a velocidade, as curvas e ainda por cima são silenciosos, bem mais econômicos, confiáveis, estáveis e não raro refrigerados. A fila andou. Não tem jeito. Mas a diversão é garantida, sempre. E as retomadas em quarta marcha são fulminantes.

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  38. Lorenzo Frigerio28/11/12 16:16

    Pirelli Cinturato CN36, com sulcos em zigue-zague. Era a "nata" dos pneus esportivos dos anos 70. Só que não durava muito.

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    1. E o pessoal da Stock Car à época pegavam esses CN-36, lixavam e enfiavam nos Opalões antes da corrida.

      Lembra disso, AK?

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    2. FVG

      O Bob é quem pode falar muuuito disso.

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  39. Grande texto.
    Arnaldo, estou querendo dar um upgrade no meu Fusca 85 álcool. Vou aproveitar que os carburadores dele estão em petição de miséria e colocar um par de Weber 40. Como a grana está curtíssima, não estava querendo mexer em mais nada como comando de válvulas, carter seco, bomba de óleo e outros bichos que encarecem bastante, principalmente que, tirando os carburadores, meu Fusca está em excelente estado geral. Será que apenas com o par de Weber compensaria o investimento (R$ 3500) em aumento correspondente de desempenho ou prazer de pilotagem?

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    1. Jesiel, ajuda, sim, desde que pretenda mais tarde melhorar a preparação. Se for ficar nisso, bastam dois Solex 40, um de cada lado, que resolve e deve ser bem mais barato.

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    2. Obrigado, suas dicas são sempre valiosas.

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  40. Como é que é o negócio? Trocar um XK120 por um Fusca?

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    1. CSS

      Uma longa história. Eram outros tempos.

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    2. Christian Monteiro30/11/12 22:32

      Conta essa, Arnaldo!
      Tem mais gente cuirioso querendo saber... hehe...

      CM
      __________________________

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  41. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  42. Arnaldo, belo post. Só por curiosidade com o que você trabalhava para ter um Jaguar com 17 anos?

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  43. Fala mais do jaguar!

    ass: Lucas

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  44. Luiz Dranger28/11/12 19:02

    Arnaldo, tive vários Fuscas, e o último era um 1500, cujo motor foi feito na Draco pelo Jorge Lettry, amigo do meu pai. Kit 1600, cabeçotes de dupla entrada trabalhados 2 Solex 40 de Opala e comando tipo P2 (Puma). Era bem gostoso. Abração

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  45. Por mais legal que o fusca fosse (e é) duvido que hoje não bate um arrependimento por ter trocado um XK 120 pelo Fusca. Meu pai trocou um karmann ghia pelo "lançamento" Maverick 6 cilindros, toda hora diz que se arrependimento matasse, já tava morto a muito tempo.. kkkkkkkk

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  46. Lucas e Anônimo,

    Comprei o XK120 quando eu tinha 16 anos. Vendi minha moto Yamaha 100 por 4 mil cruzeiros e meu pai me deu mais 4 mil. Paguei 8 mil no Jaguar. Dois anos, pouca inflação, e muita farra depois vendi o XK por 13.000, o kart por 3.500 e paguei 18 mil no Fuscão zero. Isso para vc ter referências de valor. Não era coisa de garoto rico, portanto, mas se eu fosse me queixar seria hipocrisia. Outros com muito menos gastaram muito mais e gastaram mal. Ganhar dinheiro é só uma etapa. É também preciso saber gastá-lo.

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    1. Não, não era coisa de garoto rico não. Todo adolescente de 17 anos em 1974 tinha 18 mil para comprar um fuscão.
      É cada uma que sai aqui. Depois falam dos anônimos.

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    2. Mas o Ak pagou 8 mil no Jag e vendeu por 13! Sendo que desses 8, quatro ele já tinha da venda da moto... Ele tinha algum, mas conseguiu fazer bons negócios, foi isso que ele quis dizer.

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    3. Anônimo das 21:19,

      Fusca, Volkswagen, Carro do Povo.
      Riquinho comprava Chevette, Opala, Dart, Corcel Bino, essas coisas. Acredite se quiser.

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    4. Tá certo, todo adolescente tinha dinheiro pra comprar carro novo na época. Assim como tem hoje. Todo gurio de 17 anos que conheço tem um Gol. É Volkswagen, Carro do Povo. Ah tá
      Das auto.

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    5. Anônimo das 12:57,

      Não tenho vergonha de ter tido grana para tanto. Qual é o problema, rapaz? Trabalha duro aí que vc poderá dar algumas regalias a seus filhos, assim como meu pai fez. Tenho muito orgulho dele e espero que seus filhos venham a ter o mesmo de você. Boa sorte!

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    6. Pq eu nao era vivo ? Assim podia ter vendido o Xk120 pra mim hahah. Eu achei bem legal a historia mas fiquei imaginando o jaguar. Quer dizer eu acho q nunca mais venderia ele. Obrigado pela explicacao. Abraco

      ass: lucas

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    7. Anônimo das 5:08

      Pra ir pegar onda eu só não venderia a minha mãe.

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  47. é por essas e outras que amanhã desembarcará em minha garagem um exemplar em excepcional estado de conservação... trata - se de um Fusca 1300 1976, motor 1600, relação 8x31, suspensão de catraca, rodas de Brasília, lindo lindo lindo... não está com a pintura original, está com um prata imperial que lhe caiu muitíssimo bem, mas no geral o carro está muito inteiro e original (ou com acessórios de época)... não foi barato, mas é o preço de um Fusca em ótimo estado.....

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  48. AK, você tomava uns ralo do Waltinho Travaglini?hehe
    Minha irmã trabalho muito tempo com ele na Parilla

    Abs

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    1. Uebaaa! Parabéns, Gonzalez!! Aproveite o Fusca!
      O Waltinho foi meu professor. Tive aula na escola dele. Pilotava pacas e ótimo professor. Até que teve paciência demais comigo, porque volta e meia eu passava reto nas curvas, de tão afoito.

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  49. Fernando Bessa28/11/12 21:20

    Arnaldo o tempo passa, mas o carro fica,sou de uma geração muito diferente da sua só tenho 27 anos ,mas o meu prazer de dirigir meu puma GTE e o fuscão 1500 do meu irmão é o mesmo do seu de 38 anos atrás, ótimo post , e ser autoentusiasta é eterno.
    Fernando Bessa

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  50. RicarFernandes28/11/12 22:01

    Nas palavras do Arnaldo, um putz post!!! Adorei! Nasci em 72, tenho 5 fuscas e adoro cada um deles! Todos Fuscões, de 71 a 75, este um Bizorrão.

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  51. Rafael Ribeiro28/11/12 22:07

    AK,

    Muito bacana o texto. O Fusca da foto é seu? Não curto carros preparados, gosto dos originais. Tenho um Fusca 1300-L 1978, Branco Polar, original em cada detalhe, comprado ano passado de sua 2a. dona, após muita pesquisa e paciência. Pretendo colocar placa preta em 2012, vai ficar muito parecido com esse da foto!

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    1. Rafael,

      Esse da foto é igualzinho ao que era meu. Foi o mais parecido que achei na net.
      Bons passeios com o Fusca branco! Tá na moda a cor agora...

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    2. Arnaldo, foi um prazer ver a foto do meu carro no seu post. Quando estiver por BH e quiser matar a saudade é só me contactar!

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    3. Luís Augusto,

      Por favor, quero sim! Será um imenso prazer rememorar aqueles tempos. Vou convidar as cocotas do surf da época e levá-las junto... Ôps! Estão todas cinquentonas e muitas devem ser avós... Olha, farei o seguinte. Vou sozinho. OK?
      Muito obrigado pelo convite. Podendo, mande um email para o blog que pego seu contato. É difícil ir a BH, mas não impossível, e gostaria, sim de voltar a guiar um Fuscão 74 bege alabastro, obrigado.

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  52. No meu tempo, fui perseguido por um fusquinha da polícia, depois de fugir de um comando; não tinha carta e cheguei em casa tremendo... na manhã seguinte fui a Auto Escola. Como vc conseguiu um XK 120? Havia poucos e acho que eram caros. Um dos carros mais bonitos já feitos, como dito por Enzo Ferrari. Fusca é ótimo, ainda mais mexidinho... tenho um Itamar 94 com cabeçotes trabalhados, taxa e injeção. É muito bom de andar. Espero que o Bob conte algumas de suas histórias com fuscas.

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  53. Esqueci de dizer; fugi com um Chevrolet 1948, de banco inteiriço. Nas curvas, escorregava no banco e segurava firme no volante.

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  54. Texto muito interessante e instigante AK, deu gosto de ler. Deu vontade de fazer um preparação igual, bem ao gosto da época. Espero poder fazê-la no Chevettinho que no futuro irei montar.
    Prudência no voltante é fundamental para com os outros. Uma brincadeira inocente e responsável não faz mal.
    Abs.

    KzR.

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  55. belo texto, sou de 1974, bem mais novo, mas ainda peguei um pouco isso.
    lembro de minha mãe contar histórias do Fuscão vermelho 1500 e que meu pai (quando ainda eram namorados) trocou o escape para melhorar a performance. seu post me fez viajar ao meu passado, abraçao, Gian
    www.V8nFUN.blogspot.com

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  56. Meu primeiro carro foi um Fusca 1500 azul pavão ano 71.

    Ao contrário do AK, meu carrinho era todo original e mesmo assim pegava fácil VDO.

    Certa vez fiz uma viagem de aproximadamente 650 quilômetros mais a volta com um amigo experiente, e lembro que foi muito fácil o ponteiro bater no pino.

    Ele até achou estranho um carro sem nenhum preparo ser tão veloz.


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    1. CCN

      VDO no plano? Tem certeza?

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    2. Arnaldo,

      Verdade Arnaldo.

      Eu peguei esse carro de segunda mão de um cara bem calminho, que acredito nunca deva ter passado dos 80.

      O Fuscão estava todo enfeitadinho como alguns caipiras gostavam na época, hehehe... Mas é claro que tirei tudo.

      As únicas coisas que não eram originais foram às capas dos piscas-piscas dianteiros que tirei e o escapamento que era cano reto. Fazia um barulho danado.

      Mas VDO no plano é sério sim e não vejo razão para te mentir aqui. Isso foi em 75/76.

      O único problema era que bebia feito pau d'água. Quase me levou a falência.

      Nessa viagem que eu e meu amigo fizemos, não dava para ninguém. O carinha também era muito bom de pista.

      Ah! E na viagem pegamos muitos pinos também. Mas aí era preciso ter um declive, mesmo que pequeno, para ajudar.


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    3. CCN

      Não falei que mentiu. Perguntei se lembrava bem, se não era numa descidinha. Mas tinha disso mesmo. Havia maior diferença entre carros originais. Alguns vinham andadores por natureza. Lembra?

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    4. AK,

      Eu sei que você não quis dizer isso. Foi apenas força de expressão, hehehe...

      Os carros daquela época normalmente tinham diferença sim.

      Eu lembro bem do Corcel 73 do meu irmão que era andador e o 75 do meu pai que era manco.

      Passar bem!


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  57. Já é tarde e estou com preguiça de contar, mas com certeza tive mais de dez Fuscas.

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  58. Filipe_GTS29/11/12 01:53

    Ao contrário do que muitos pensam, a preparação está fortíssima no Brasil. Há oficinas especializadas nas principais capitais que montam carros duráveis e muito potentes. Só que custa caro... Quinze ou vinte mil reais em cima de um Gol 1.6 zero km (de R$ 30mil) e "voilà", temos um belo brinquedo confiável e mais potente que Jetta TSI. Nesse passo, vinte ou trinta mil sobre o TSI podem assustar um Camaro em números.

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  59. Mais um post para continuar a semana única aqui no AE, ao lado dos texto do MAO e AG! Grande texto, autoentusiasmo puro!

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  60. Arnaldo e suas histórias sensacionais, como é gostoso ler seus posts, este em especial pois meu sogro é preparador de motores a ar da década de 70, na época ele preparava Fuscas para correr na divisão 3, ficamos horas e horas na oficina ouvindo histórias da época, de clientes que preparavam seus carros, o que eles utilizavam na época, com qual carro aceleravam, enfim, época de ouro do automobilismo brasileiro.

    Abraços

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  61. Bacana esse relato Arnaldo. Viajei !
    E pensar que hoje, o "Fusca" é um Golf disfarçado....

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    1. Juvenal não fala assim do Fusca rsrsrs...

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  62. Para quem disse que o Exército tem material obsoleto, este anos foram produzidos 3.000 blindados Guarani.
    Militar Anônimo

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  63. Para quem defende os terroristas, companheira Estela(Dilma) José Genoino etc...
    vocês perderam e da próxima vez não serão 21 anos mas 50.

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  64. Cara, detesto o Fusca... Meu pai teve uma Brasilia por 18 anos que foi comprada 0km em 1979. Minha mãe tinha um fuscão 1974. Viajávamos muito com esses dois carros de São Paulo à Presidente Prudente... um martírio.
    Eu mesmo menino, me lembro que quando chegava na casa de minha Vó, ficava a noite ainda ouvindo o zunido do motor boxer que ecoou o dia todo dentro do carro. Isso fazendo 10 km/l de gasolina na estrada e sendo empurrado pelos ônibus da Cometa. Lembro de ouvir meu pai reclamando da estabilidade do carro que era ruim, mesmo com pneus radiais 185.
    Cada um tem sua opinão, e foi um alivio fazer as viagens quando meu pai comprou um GOL LS 1.6 AP600 e deixou a Brazoca pra minha mae.
    Sou fã incondicional dos motores VW boxer, só que ao contrário.

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    1. Away Nilzer29/11/12 16:58

      É porque tu é um moleque criado a leite com pêra e ovomaltino!

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    2. [É porque tu é um moleque criado a leite com pêra e ovomaltino!] 2

      P500<<

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    3. Acho, mas só acho, que não é questão de ser criado a leite com pera e sim que teve uns que ficaram acostumados com leite azedo. O pessoal do Top Gear está longe de ter frescura e ODEIA o Fusca, pessoalmente respeito o carro mas também não gosto de jeito nenhum, acho que é o antigo que menos gosto e mesmo que tive um não consigo ter saudades dele (ao contrário de outros antigos que tive)

      Fusca irrita desde o desenho até o barulho, acredito que seja o carro velho que mais dependa da questão "meu pai/vô" tinha um pra ser admirado, pois outros carros velhos geralmente possuem qualidades além disso (Opala desempenho, Gol preparação, etc). Apesar disso é legal a experiência que o AK escreveu aí

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  65. Boa tarde AK
    Seus comentários sobre os fuscas me deram muitas saudades do me 1600s amarelo,
    mas agora estou me programando para comprar uma brasilia ,e desmontar para fazer um formula V, voc~e deve se lembrar de mim, fui eu que fabriquei a lotus seven do prof. Eduardo Polati,gostaria de algumas dicas sobre o melhor chassi.
    grato Victor da MV.

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    1. Lembro, sim, Victor! Claro!
      Olha, tem a categoria Formula Vee Brasil: http://formulaveebrazil.blogspot.com.br/
      Porque não vai direto a eles? O Bob e eu experimentamos o Fórmula e está muito bom, mesmo. Fale com o Roberto Zullino e explique a ele quem vc é, amigo nosso e do Polatti, que ele te dará direitinho o caminho certo. OK?

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    2. Obrigado pela resposta de pronto.
      Irei acessar e falarei com seu amigo Roberto Zullino,venha me visitar pios estou querendo fazer uma lotus seven para mim ,pois estou com algum tempo e o prof. Polati que terminar o carro de rua. vou buscar o gabarito do chassi logo no começo do ano.
      Abraços fraternos.
      Victor Pisaruk.

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    3. Victor,

      Vou falar com o Edú e vamos aí. Tenho umas idéias aqui e queria mesmo falar com você.

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    4. O Pollati fica aqui perto da minha casa na Granja Vianna, quando eu corria dividia o box com as Alfa Romeo viboras com motor Pedrazzani Novamotor de F3, aquelas amarelas. O Pollatti aparecia com uns tambores de gasolina para as Alfas e todo mundo saía de perto, ele punha nitroglicerina ou coisa pior na gasolina, acho que tinha de tudo nos tambores, menos gasolina, é uma grande figura, só dava risada e não falava nada da "fórmula", nem os pilotos deviam saber o que era.
      Vi a Lotus em desenho e depois "em obras", não sei se ele terminou, mas é um canhãozinho

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    5. Vitor, pode me enviar um e-mail para rzullino@gmail.com

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  66. Polati, esse cara é figura demais e era um fodástico da Shell.... tive o prazer de conhecê - lo na FEI com o Ricardo Bock......

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  67. Ainda continuando com Fusca, meu sogro é apaixonado por este carrinho também..... teve vários... hoje têm um 1600 1976 (o 1600 de fábrica que entrou no lugar do 1600S).... show de bola o carrinho dele.... Abs

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  68. Estou com 65. Essa postagem me trouxe boas lembranças. Tive um vwsdn 68 em 68,1600 com 4 cabeças chatas pré saboneteiras 69, aspirava com Zenith dos Simca mt gasolina verde do AeroClub, rodas 13 lançadas para os Lorena com tala 6 bem calçadas em cinturattos, mola corrida para segurar escapadas, além de mais umas receitas caseiras...foi oq pude fazer, mas ateh substituiu com mérito uma das raras qualidades de meu carro anterior, um 1093 65. Ab luizsampayo

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  69. uma coisa q eu ñ entendi....

    pq diabos alguém troca um jaguar xk120 por um fusca?!?!?!?!?!

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  70. Christian Monteiro30/11/12 22:48

    Arnaldo,

    Conta um pouco (Novo post!) sobre o tal 120, vai! Um XK e um AK com menos de 17 deve ter rendido boas histórias...


    CM
    __________________________________

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  71. Vou dar minha opinião para os que gostam de fusca, os que não gostam devem passar a gostar.
    depois de 2 anos de Formula Vee aprendemos algumas lições a duras penas.
    Jamais confiem em autopeças nacionais para motores de fusca, com exceção da carcaça RIMA que é a única fabricante de carcaças originais VW para o mundo. O resto é lixo puro e caríssimo, peças EMPI importadas saem quase que pelo mesmo preço. A EMPI não é fabricante, é um revendedor especializado em VW a ar. Nem pensem em comprar comandos nacionais, fundem o motor de tanta limalha que soltam, se o "mexânico" calçar as molas duram meia hora. Isso é péssimo, pois dá a fama injustificada que o VW a ar é caro e quebra. Tremenda bobagem, quebra se for muito envenenado ou usar o lixo nacional. Bronzinas e mancais nacionais são outro lixo.As boas são Clevite americanas ou Mahle americanas, Silverline também servem, são feitas no Mexico. Um virabrequim EMPI de 69 mm original forjado, balanceado e nitritado custa R$ 1150,00+20 de frete. Um nacional em ferro fundido custa R$ 900,00 mais o taxi para ir buscar. Os forjados antigos só em ferro velho, mas os caras sabem o que tem na mão, R$ 1000,00 se for amigo. Cabeçotes são ruins, mas nada é pior projetado que um cabeçote VW, devem ter feito de propósito. A Porsche usava uma carcaça semelhante ao antigo 1200 e chegou a 90 HP com o Super 90 e 1600 cc. Os motores 1200 e o 356 usam as mesmas partes internas, para consertar um Porsche basta ir no ferro velho e arrumar um vira 1200 e comprar bronzinas e mancais americanos ou alemães de VW que custam merreca. A Porsche conseguiu os 90 HP só porque usa cabeçotes diferentes com câmaras hemisféricas, outro nível, o cabeçote é a alma do motor.
    Os motores VW a ar estão sendo usados em aviões, os antigos ultraleves que hoje parecem um Cessna, se servem para avião servem para qualquer coisa. Quem nos deu as dicas foram os australianos, ingleses e americanos, só usam peças boas e tem motores com mais de 20 corridas sem problema algum. Não é à tôa que a Formula Vee é a maior categoria do mundo e a maior em todos os países que existe, é a maior nos USA, a maior no templo do automobilismo que é a Inglaterra sendo muito maior que a FFord e a maior na austrália, irlanda, nova zelândia e Brasil, aqui pelo menos já somos a maior categoria de monopostos com 55 carros e mais 20 sendo fabricados. Tudo sem apoio alguma a menos da RIMA que nos fornece gratuitamente os Blocos de Motor mexicanos, apesar de usarmos o lixo nacional jamais tivemos uma carcaça quebrada na Formula Vee. Money is the name of the game, carro de corrida anda com dinheiro e não com gasolina, quanto menos dinheiro a categoria exigir maior a igualdade.
    A VW tirou o motor a ar porque não quis investir na redução de emissões e nem de barulho, certo? Quase, não investiu porque qualquer pessoa que tenha visto a montagem de um motor a ar percebe que não dá para automatizar e o montador não pode ser um ignorante, tem que saber montar direito e com as folgas corretas. Isso custa caro para uma montadora, não dá para colocar qualquer um na montagem. Para um particular não custa tanto, desde que use as peças corretas e se estudar um pouco e falar com alguém mais experiente será capaz de montar o motor sózinho como um Lego. O Formula Vee é um Lego, monta-se usando chaves comuns com tudo aparafusado. Colocou motor e cambio de fusca bastam dois amortecedores de moto e a traseira está pronta. A frente é a mesma coisa, basta atarrachar os tubos com os 4 parafusos.............

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  72. continuando e falando de fusca....
    Resolvido o motor na parte básica resta decidir que tamanho e alimentação o motor deve ter. Nunca vi um motor maior que 1600 que prestasse, sempre dão problema porque a refrigeração do cilindro 3 fica crítica e acaba quebrando. Por isso não se deve retirar o radiador da ventoinha mesmo usando radiador externo, é ele que garante que o óleo tenha a temperatura adequada internamente. A melhor ventoinha é a mais feia, aquela que tem o radiador deslocado, o resto não funciona, só é bonito.
    Na Formula Vee adotamos o comando Engle W100, é o mais manso e o mais adequado, tenho um 550 spyder de corrida que usa W110, bom para a pista, mas na rua nem tanto.
    Não posso nem ver carburador, já fico com vontade de destruí-los a marretadas, meu último par de Webers 40 vendi e não tenho saudade, já foram tarde. Desenvolvemos para a Formula Vee uma injeção de dois corpos baratíssima para nós, sai por 2 mil em 6 vezes, para o público quase 4 mil, um par de Solex 32 mandracados sai quase isso a vista e ainda se corre o risco de desclassificação se for pego. Nossa injeção é de carro de rua, usa sonda lambda, mas tem o chip programável. Regula-se colocando um IPhone no carro e um laptop no box, ambos se comunicam via internet. O módulo vem com um mapa básico e o preparador se quiser vai refinando, o mapa básico protege o motor. A injeção permite que se use avanço de 53 gráus e uma taxa de 12 a 13 no etanol. No carburado o avanço máximo é 33 gráus. Como a injeção não quebra o motor? Simples, a injeção sabe que a 4000 giros para cima a taxa efetiva não é 13, é muito menos, sabendo disso ela adianta em 53 gráus, o distribuidor é travado em 9 gráus na marcha lenta. No carburado, o distribuidor também é travado em 9, mas não consegue chegar a 53, vai no máximo a 33. A injeção emula um distribuidor e mesmo adiantando mais o carro não bate pino, a injeção protege é construída para proteger o motor. Uma regulagem da injeção demora 5 minutos, adeus a limpeza de carburadores, troca de giclês, canetas e outras tranqueiras, coisa obrigatória se usar etanol. Ficou parado dois dias esquece, se não tiver sorte vai ter que limpar a borra branca do etanol. Se o tempo mudar mais uma trabalheira para trocar os giclês. Um Formula Vee com injeção que já foi acertada desce da carreta e vai correr, seja no Polo Sul ou na Arábia, a injeção que se vire.
    Os estrangeiros pediram informações sobre a nossa injeção, lá eles não tem corpos pequenos de 32 mm, é tudo corpo duplo de 40, 48 e até mais para motores grandes e de dragsters. Para elea a injeção é até mais vantajosa, lá não tem mecânico, é o pai, o tio, o amigo que limpa os caburadores e acerta. Eu acho interessante falarem que carburador regula. Preciso aprender a fazer isso. Carburador só tem dois parafusos de regulagem, o da marcha lenta e o da mistura que só tem importância em marcha lenta. Para acertar tem que abrir a josta e trocar canetas, venturis, giclês, não tem regulagem alguma, ou troca as coisa ou esquece. Carburador de corrida nem injetor usa para não esvaziar a cuba se o piloto é telegrafista. Eu usaria injeção sempre, se for um motor normal pode ser a da Kombi que é excelente, mas não é programável, portanto, caso se use um W100 ou W110 não vai ficar boa. Pode-se aproveitar a tubagem e colocar uma injeção programável como a nossa, de carro de rua, nada dessas coisas de painel que acaba é batendo o carro. Não pudemos aproveitar a tubagem da Kombi no Formula Vee porque não cabe, mas meu 550 Spyder tem a tubagem de Kombi e o módulo programável da Formula Vee e funciona muito melhor do que quando tinha uma dupla Weber 40 queimando metanol quando era permitido.......

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  73. .........o resto do carro.
    Quem usar motor 1600 esperto deve usar coroa 8:31, é do Itamar e do SP2, tem que pesquisar preços porque variam muito. Vejo os caras pedirem o dobro só porque é de SP2. Eu ofereço 1/4, uma coroa de SP2 é coisa velha e ronca como velha, a do Itamar é a mesma e nova.
    Na frente jamais rebaixar, a caixa VW além de ser uma coisa de 1933 não tem regulagem de altura, ao se rebaixar os braços de direção ficam mais baixos no centro e mais altos nas mangas, braços tem que ser horizontais. Ao se brecar o carro dá "bump steer", os braços ficam curtos e uma roda fica puxando a outra fazendo o carro tremer na freada e evidentemente fazer com que o carro não freie com eficiência.Se for rebaixar usar mangas rebaixadas, jamais abaixar o carro nos feixes.
    O segredo do freio dianteiro é a cambagem, a suspensão dianteira não permite cambagem negativa na castanha. Tem duas maneiras, a porca e a de gente fina. A porca é simples, mete os braços superiores na prensa, a de gente fina é mais trabalhosa, inverte o feixe de mola superior e faz uma nova furação 5 mm mais para dentro que dá meio a um gráu de cambagem negativa. A castanha além de regular a cambagem também mexe um pouco no cáster, mas não infuencia muito o cáster. O VW usa 4,5 gráus de cáster, pode-se colocar duas bronzinas entre os tubos inferiores e o cabeçote e aumenta-se para uns 6 gráus, usamos 7,5 gráus na Formula Vee, mas é carro de pista, muito cáster faz o carro dar umas sambadinhas quando passa em faixa de estrada, apenas aumenta emoção, não acontece muita coisa. Com meio gráu a um gráu de cambagem negativa e altura normal o VW fusca freia igual a qualquer outro carro. Evidentemente,o melhor é meio gráu, não se gasta pneu e freia igual. Mas às vezes não se consegue só meio gráu, principalemnte no método da prensa.
    Jamais tirar a barra estabilizadora, barra estabilizadora tira o grip do eixo onde está colocada. A VW é esperta, como a traseira do fusca é péssima ela piorou a aderência da frente para os "pouca prática" não se assustarem. A traseira é diferente, a suspensão do Dr. Porsche causaria reprovação em uma escola de engenharia, mas foi um sucesso porque era adequada e fácil de fazer, além de barata. O Centro Instantâneo de Rotação dela fica na altura do Empire State, só funciona em carro baixo, o fusca é alto e tem capota pesada. Não se usa barra estabilizadora, usa-se barra compensadora, a que o Arnaldo falou, chamamos de Barra Z. A VW usou uns dois anos a barra compensadora, mas depois viu que ninguém deu bola e não usou mais. Por isso as canetas dos semieixos tem aquelas orelhas que ninguém sabe para que servem.
    Finalmente, pneus, devem ser os mais finos possíveis, quanto mais largos pior na chuva e apenas dão a ilusão de estabilidade. Na frente 175 no máximo e 185 atrás. O uso de pneus largos atrás é um perigo, aumenta muito o grip, pode ocorrer o tuck in na roda externa que ao se ver presa no chão vai tentar entrar debaixo do carro, é capotagem na certa. VW tem que deslizar, é carro estilo slow in, fast out. Breca-se o máximo na entrada e se acelera com tudo no meio da curva para abaixar a bunda do carro, freio bom nos VW é importante.
    Essas são as minhas impressões, não pretendo ser dono da verdade, mas são fruto de experiência e nem discuto mais, já estou meio velho para perder mania. Quem acreditar que use, quem não acreditar que experimente, afinal, experimentar também diverte. Isso é o que torna o fusca uma maravilha, depois de décadas ainda discutimos como melhorá-lo e tirar seus defeitos. Um trabalho de sísifo, para cada defeito eliminado aparecem mais 2 que não existiam antes ou que não tínhamos percebido.

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    1. Tudo bem, parabéns pela Fórmula V, pela ligação do Fusca com a Porsche e pelo conhecimento que vc tem, mas tudo isso só deixa mais claro que o Fusca é bem ruim, olha quantas medidas pra serem tomadas só pra que ele possa frear "bem" e ter alguma estabilidade. Os formulas não se comparam com um carro de rua e os Porsches, como vc mesmo disse, possuem diferenças inconciliáveis que deixam ele parecido mas muito diferente

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    2. fabricante de carro é fabricante de defeitos, o único carro bom é táxi, paga a corrida e esquece.
      fusca é para quem gosta. existem uma infinidade de carros que foram muito melhores ou são melhores, mas onde estão? esquecidos, ninguém fala deles, ninguém os tem, ninguém os prepara, mantém ou fabricam peças para eles. a indústria de peças VW a ar no mundo é uma das maiores. carros são apenas instrumentos de ir do ponto A ao ponto B, poucos ganham os corações e mentes como o Fusca. não tem explicação.
      por que será?

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  74. Convivi com muitos Fuscas na infância e isso me deixou um certo legado, já na era pós Itamar, quando comecei a comprar os "carros de brinquedo" optei por iniciar pelos Fuscas, tive 1200, 1500 e 1600, num determinado momento achei que era hora de ir além, montei um 2110. Posso dizer que essa experiência com variantes do boxer foi bem rica. É incrível constatar as diferenças de caráter de cada carro citado que vão muito além do desempenho puro e simples. O Fusca, apesar de manter seu aspecto foi evoluindo de maneira gradativa e realmente ao chegar no derradeiro Itamar era um carro completamente diferente, melhor em algumas coisas e pior em tantas outras. Tenho curiosidade de andar num Mcpherson 1302 ou 1303 que deve ser ainda mais revelador.
    É tanta coisa que vem a cabeça que vou de lampejos:

    Não guiei os matusas 1000 e 1100 mas seu parente mais próximo e não só em cilindrada, o 1200 é algo paradoxal, provoca prazer ao condutor desde o girar da chave com o ronronar gerado pelo sistema 6 volts até na maneira como conduz o pequeno veículo, de forma extremamente lenta, no entanto a suavidade e precisão no funcionamento criam, em ritmo de passeio sensações muito prazerosas, algo difícil de explicar.
    Os Fuscas da década de 60 enchem os olhos com seus detalhes e cores sensacionais como o azul pastel e o branco pérola por exemplo. Na minha opinião os mais carismáticos mesmo se comparados aos split e ovais.
    O Fuscão 1500, pra mim, foi o melhor de todos, bem construído e durável, extremamente prazeroso de dirigir e equilibrado, uma manteiga.
    Os 1300L foram um fenômeno interessante, igualmente bem construídos eram comprados por pessoas que na época o faziam por um capricho de ter algo a mais, mesmo que esse algo fosse muito pouco. Porém, não foram pra labuta como os 1300 standard e muitos permaneceram em estado imaculado por muitas décadas. Já na era "fafá" houve o raríssimo GL, mas tirando o do Carmona eu não vi ao vivo mais nenhum e o canto do cisne com essa motorização foi o não menos raro série Prata com 100 unidades fabricadas.
    Os 1600 iniciaram a vida como "carro esportivo" e terminaram como a opção definitiva. As séries love, verde cristalino e última série realmente coroarama carreira dessa versão.
    O Itamar veio numa época em que a VW já não sabia mais fazer o carro, resgataram know how e ferramental de catacumbas já que no "país sem memória" 8 anos são uma eternidade. Acabaram por fazer um produto bom, fruto de iniciativa legisladora que não mensurou o anacronismo da coisa. Houve progresso no desenvolvimento de alguns itens do carro, mas tinha retrocessos também, em linhas gerais o 86 foi melhor.
    Andei em um 1600 bem feito com dupla solex que foi memorável.

    De volta ao 2110, pastei na mão de um certo picoareta, ao perceber que o tal mecânico "de mãos limpas" só agenciava sub produtos e sub contratados arranquei o carro de lá antes de começar. Conheci um preparador de aviação experimental dito especialista e fechei o motor com ele. No final descobri ser tão empírico quanto eu...e o acerto nunca vinha, principalmente em função das 48 IDA...o carro rendeu 120 cv no dinamômetro. Quando eu decidi encomendar uns venturis menores depois de ler o livro de um certo Professor Bill Fischer, instalá-los em casa e constatar uma boa melhora, pareceu-me sensato mudar de endereço novamente.
    No final, a gente descobre que apesar da mecânica teóricamente simples, são mesmo só dois ou três das antigas que sabem o que fazer diante de um boxer a ar em termos de preparação. Depois de um acerto no distribuidor e uma afinação das Weber por quem entende...os tais 120 viraram 145 cv e o carro agora sim faz juz aos 2.110 cm3. Algo intermediário dinâmicamente falando entre o 911/901 2 litros de 120cv e o 2.2 de 180....lógico que menos elástico que os 6 cilindros mas tá bem interessante, o pessoal na rua não "administra" muito bem a idéia de tomar pau de Fusca, isso proporciona umas boas risadas...
    Abraços
    André



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    1. Interessantes esses dois aspectos. Primeiro o do acerto do tamanho dos venturis, que assino embaixo tanto quanto ao dimensionamento (menos é mais, mas em função da capacidade cúbica do motor e do range de giro útil pretendido). E segundo, pelo empirismo. Depois de ter perguntado para um preparador famoso de VW a ar pra que serviam os parafusos ao lado dos da regulagem da mistura de marcha lenta nos Weber e ter obtido como resposta um sarcástico "trás aqui que a gente acerta pra você", resolvi eu mesmo ir à luta e descobrir o que eram e pra que serviam. São os parafusos do by-pass aos quais me refiro.

      E... sim! É muito divertido ver que jovens donos de carros modernos não administram bem a ideia de tomar pau de carros velhos equipados com barulhentos motores refrigerados a ar. Especialmente donos do horrível Veloster.

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  75. Zéh Gabilão01/12/12 10:19

    Tenho 22 anos e um Fusquinha 1963 com motor 1600cc, dupla Solex 32, comando Pauter 286° e volante aliviado em 2,5 kg, mais ainda quero uma preparação mais interessante *.*
    O que quero dizer é que: Ler um texto desses é ótimo, me identifico na hora com tudo isso!! Obrigado por compartilhar histórias legais assim com a gente Arnaldo.

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    1. não faça nada que esse comando já é bem bravo, espero que seja Pauter mesmo e não um Pauter chinês.
      coloque uma injeção que muda o motor, os Solex 32 não conseguem alimentar esse comando, pode estar correndo o risco de andar na alta com mistura pobre e isso é fatal, ande com o carro na máxima uns minutos, desligue e páre no acostamento,não deixe funcionar em marcha lenta, desligue desengatado na alta e vá na banguela, tire a vela e verifique a cor, se estiver clara a mistura está pobre e vai furar o pistão se andar forte em estrada, na cidade não tem problema, o Solex enfia comida suficiente e esfria, por isso que fusca gasta, uma parte da refrigeração dos "malditos" cabeçotes mal feitos e mal projetados vem do combustível.
      potência vem da taxa, aos poucos com a injeção poderá aumentar um pouco a taxa sem problemas e terá um canhãozinho. o dia que puder tire os cabeçotes e apenas dê uma polida nos dutos, não aumente válvulas que perde torque. se tiver saco compre um jogo de molas de válvulas de Audi A3 Turbo na autorizada e use os pratinhos de AP. essas molas aguentam bem o calor e esse comando.

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