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5 de novembro de 2012

JAGUAR, MERCEDES OU FIAT MILLE?

Fotos: Bill Egan e divulgação

O belíssimo Mk2 dos Egan, e logo atrás, o Mille

Na sexta-feira passada, feriado de finados, marcamos um passeio com uma turma de amigos entusiastas, organizada pelo Bill Egan. A idéia era nos encontrarmos às nove da manhã na garagem dele, de onde sairíamos com carros antigos, visitaríamos uma outra coleção de carros antigos aqui de São Paulo, almoçar, e depois voltar ao ponto de saída.

Saí de casa às oito então, para buscar o amigo Rafael Tedesco em casa, e depois ir até à garagem. Estava com um Chevrolet Sonic LTZ azul brilhante, um hatchback pequeno mas luxuoso, moderno, e com todas as amenidades possíveis e imagináveis. O carrinho, ainda novidade nas ruas, fez um bocado de sucesso entre os manicacas reunidos na porta da garagem do Egan. O carro é realmente bonito e chama atenção.

De dentro da Mercedes, pode se ver o Mille e o Jaguar. (Foto: Rafael Tedesco)
O Egan estava, como sempre nessas ocasiões, manobrando os carros para poder tirar lá do fundo do galpão as duas maravilhosas peças da coleção que usaríamos como meios de transporte naquele dia: Um magnífico Jaguar Mk II 3,8-litros de 1961 e um lindíssimo cupê Mercedes-Benz 220SE de 1965. Em momentos como este, sempre dou um passo atrás e lembro como sou um sujeito de sorte de ter tantos amigos generosos como os Egan. Há meros dez anos, estar no meio de carros e pessoas tão legais seria simplesmente impensável. O tanto que a vida muda, e como o faz sem controle nenhum de nossa parte, é uma das coisas que a faz tão bela, e o que nos mantém felizes e esperançosos do futuro.

Mas, enfim, estávamos naquela bagunça gostosa, quando me chega o Juvenal Jorge. Dirigindo um novíssimo e brilhante...Fiat Mille Economy! A maioria do pessoal riu e fez piada, mas eu não. Um sorriso já se estampou na minha cara. Eu sempre gostei do Uno original (e nunca gostei desse carro novo que usa agora seu nome), e expliquei o porquê aqui e aqui. Cumprimentamos o JJ, e fomos ajudar Egan com os carros.

O Mille Economy

O Jaguar, é claro, estava tendo dificuldades para sair de seu descanso. O JJ encostou do lado do Egan e perguntou: "o que está acontecendo?" Egan riu, e disse: acho que Lucas, o Príncipe da Escuridão precisa de uma prece!

Imediatamente, os dois se ajoelharam, e fizeram uma prece para São Lucas, debaixo de risos do resto do pessoal. Mas o mais impressionante foi que, coincidência ou não, o grande seis em linha do Jaguar pegou de estalo na tentativa seguinte, e o carro funcionou impecavelmente o resto do dia inteiro! Não é à toa que Shakespeare era inglês como o Jaguar; foi ele que disse, na pele de certo príncipe da Dinamarca, que há mais coisas entre o céu e a terra do que crê nossa vã filosofia.

Com o Jaguar funcionando, o Mercedes idem sem necessidade prece alguma (a não ser uma pequena reverência silenciosa de todos para a maravilhosa eficiência teutônica), e os outros carros guardados no galpão, contamos quantos éramos: nove pessoas. Poderíamos ir nos dois carros, mas um deles iria meio apertado. Mas já tinha na minha cabeça a solução para isso. Disse: é bom ir com um carro moderno de apoio também. Juvenal, passa a chave do Mille!

O reluzente, chamativo, moderno, equipado e quase três vezes mais caro Sonic ficaria no galpão nos esperando.


Obviamente ninguém quis ir comigo, mas não me importei muito com isso. Eu estava ansioso para o reencontro com este velho companheiro. Fazia muito tempo que não entrava em um Uno, e queria ver o que a Fiat andava fazendo com ele nesses últimos anos.   

E que surpresa foi aquilo. Colocar o carrinho em movimento foi como tomar um tapa na cara para me lembrar de algo óbvio: como é bom de dirigir!  Lembrei imediatamente, em segundos, de meu Palio, cuja história já contei aqui. O mesmo motor alegre, que carrega o levíssimo carro com muita folga. A mesma direção sem vida, imprecisa e pesada a baixíssimas velocidades, mas que se torna alegre e leve assim que o carro entra em movimento. O mesmo câmbio delicioso de usar, rápido, instintivo, preciso. A mesma sensação de leveza que permeia toda a experiência.

Leveza. Não há outra palavra que defina melhor o carro. Sair do moderno Sonic para ele me fez sentir como se fosse uma pessoa que, num passe de mágica, perdeu 100 kg de peso. Que saiu da letargia da obesidade mórbida para correr uma maratona em tempo de atleta. Onde havia antes isolamento do exterior, agora há envolvimento com o ambiente lá fora. Onde havia movimentos deliberados, agora havia agilidade. Onde havia apenas transporte, agora havia prazer ao volante.

E tudo é perfeito ali para isso. O motor tem apenas 66 cv, mas puxa com vontade, liso e sem vibração, e com o gostoso ruído metálico, característico de Fiat pequeno. O carro não tem a aderência dos carros mais modernos, como o Sonic, mas compensa isso com um comportamento invejável. Pode-se dirigir o carrinho como se estivesse fugindo da polícia, que ele nunca fará nada inesperado.



Tanto que foi dificílimo seguir meus amigos. Não porque eles eram mais rápidos que eu, na verdade justamente o contrário. Eles, é claro, estavam passeando, e eu deveria fazer o mesmo. Mas não conseguia. O carrinho parecia estar com a tecla FF acionada, e o Jaguar e a Mercedes em slow-motion. Ou como uma criança hiperativa entre idosos, o que me parece uma comparação mais pertinente. Não era certamente o carro mais veloz dali, mas certamente era o mais entusiasmado. E não é isso o que interessa?

O fato é que adorei o carrinho, de novo. Negando a minha máxima de que não se pode reviver o passado, é incrivelmente parecido a meu Palio. Me senti não no carro mais barato produzido no país, algo chulo e banal, e sim num carro esporte no sentido clássico, aquele que é só sobre a experiência atrás do volante. Me senti um idiota por ter esquecido de quão bom era o carrinho, e depois triste porque ele, como a Kombi, anda com seus dias contados, fruto das legislações que exigem airbags e ABS a partir de 2014. Ninguém compra isso como opcional hoje em dia, mas agora o governo acha que não somos inteligentes o suficiente para decidirmos por nós mesmos e os tornou obrigatórios. Que mundo é esse que estamos que deixa isso acontecer?

O Mille tem todas as características de um bom carro esporte. Carros mais modernos podem ser mais velozes e ter maior aderência, mas não chegam nem perto do envolvimento com o ato de dirigir que ele oferece.

Não estou precisando de mais um carro em casa, mas me deu uma vontade lascada de encomendar um, novinho. Antes que tal coisa não seja mais possível, afinal.

Esse carrinho vai fazer uma falta danada.


MAO

247 comentários:

  1. assim como a kombi, menos um meio de transporte honesto barato.
    vai fazer falta também.

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  2. Tive um Mille, adorei, viajei muito com ele. Agora tenho um Lancer, e minha namorada um Palio 2008 (pelado de tudo, nem desembaçador).

    Toda vez que pego o Palio me surpreendo em como esse carro é gostoso e rápido.

    Eduardo Trevisan.

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    1. O Palio é bom , mas eu sou muito mais seu Lancer !

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    1. Anônimo,

      Não achei o Sonic ruim não. Aliás gostei muito dele.
      Só é muito diferente do Mille, como qualquer projeto atual, por uma série de motivos.

      Comente sempre!
      MAO

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    2. Anonimo
      Vi um Sonic outro dia na rua. Nao sei se é bom , mas bonito ele é.
      Eu gostei!

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    3. Engraçado ver que ainda tem gente que pensa que coreano não sabe fazer carro...
      Mas voltando ao assunto do post, muito legal, MAO, faz tempo que não dirijo um Mille também e até me deu vontade de faze-lo assim que possível, depois de ter lido seu post!

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    4. Que pena, apagaram o meu post original!
      O mais triste é que o MAO mostrou maturidade ao responder com muita classe, ainda me dando um tapa de luva de pelica. Pena que algum outro moderador não teve a mesma atitude e prefereiu apagar só pq falei mal do Sonic e da GM.
      ENgraçado é que o autor do post fala que prefere um Mille a um Jaguar, mas eu comentar que prefiro um Mille a um Sonic é proibido...

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  4. Tive uma mille 91em 92, pelada com 5 marchas, fiquei com ela 4 anos viajei muito carrinho bom de curva , Leve e simpatico.Saudade

    Edu 147

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    2. Uma Mille? Existiu Mille perua? Ou vc usa uma Real, um mesa, dois cadeiras?

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    3. Ele deve ser Carioca... Quando me mudei pro Rio achei (continuo achando) super estranho ver o povo daqui tratar os carros da Fiat no feminino. Eu tenho Uma Uno, Uma Palio, Uma Tempra...

      Uma vez perguntei porque eles falavam assim, e me responderam: Por que é uma Fiat! Enfim, acho que isso vem da época do 147, quando os carros da Fiat não tinham nomes, mas números e os Cariocas diziam que era uma Fiat 147, e assim ficou.

      Mas eu acho super estranho, moro aqui a 5 anos e ainda não acostumei.

      Abraços,

      Uellington

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    4. sempre achei os fiat's afeminados...

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    5. Interessante essa do rio, não fazia ideia que chamavam todos os Fiat pelo feminino

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    6. Faz algum sentido, já que FIAT é um acrônimo de Fabbrica Italiana Automobili Torino, e Fábrica é feminino. Mas ainda é estranho, pois em português carro é substantivo masculino (tenho lá minha teoria que o fato de alguns países referirem-se aos carros no masculino, outros no feminino e outros usarem o mesmo pronome que usam para coisas interfere inconscientemente no jeito com que eles são projetados, mas não é assunto para falar aqui...)

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    7. brauliostafora,

      Uma vez conversei com um amante de Alfas (ele tinha duas) e ele me disse que carros comuns são chamados no masculino, como o Gol, o Uno, etc., mas Alfas devem ser sempre chamadas pelo feminino, como a Giullietta, a 156, a 164, etc.

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  5. Ow fala serio!
    Se não fosse obrigado a ter ABS e AB2 teriamos Mille e Kombi o resto da vida.
    Ja tive um, é muito esperto mesmo mas, a fila anda (tem que andar)!
    kkk

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    1. Estranho... As Fiorinos eram exportadas com Air Bag. Já ouvi falar de Uno com ABS. Problema de instalar, não é.

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    2. Acho que o impedimento é mais economico que técnico.

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  6. MAO,

    Como sempre, mais um texto brilhante! Sabe que ando com essa mesma vontade sua de comprar um Mille Fire 2 portas novinho, ao invés de com esse valor poder comprar um carro melhor na troca do meu atual...Nunca dirigi esse uno fire, o último modelo que dirigi foi o EP de 1996. Mas pelas razões expostas no texto, trata-se de um conjunto que já já nunca mais veremos. E ninguém, a não ser nós entusiastas, entenderia uma compra dessa hoje em dia se já temos carros "melhores". Seria visto como um ato de loucura!!!rsrsrs. Quanto ao Sonic, você o comprou ou é de teste? Fale mais sobre ele, se possivel em outro texto direcionado!Abraço!

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    1. Na verdade, lamentável foi o seu comentário... Lástima.....

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    2. Olha o Uno é surpreendente. Uma delicia !
      Dirija um e depois venha falar para nos aqui..

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  8. Quando digo que o velho Mille é um dos melhores carros nacionais em matéria de diversão só falto apanhar dos meus amigos. O bom é que o mesmo que acha o carrinho ruim de curva tem um City automático...
    Talvez o melhor do Uno (o verdadeiro) seja a facilidade de mexer nele buscando melhor desempenho. A suspensão já é ótima e com algumas mudanças simples de acerto vira um exímio devorador de curvas, o que fica ainda mais interessante caso o Fire seja trocado por um girador Sevel, que basta apenas um volante mais leve e um diferencial um pouco mais longo para dar trabalho em muito carro bem mais forte. Trata-se de uma preparação relativamente barata e, caso tenha espaço e alguns amigos entusistas, pode ser feita em casa mesmo.
    Pena que o fim dele está próximo.

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  9. Jaguar e Mercedes dessa época, assim como o Mille foram feitos tendo a funcionalidade em primeiro plano. Nisso os três são mais parecidos que muitos carros de projeto mais recente, que mudam pela alegria de mudar.
    Apenas para constar, para ir de passageiro preferiria o Jaguar, seguido do Mercedes. Mille só se fosse para guiar. Então, realmente entendo seus amigos. Só não deu para entender como tem uma cabeça saindo pela janela do passageiro do italianinho numa das fotos...
    Por outro lado, por mais divertido que seja andar de Mille... Pôxa, os outros eram Um Jaguar e um Mercedes! Clássicos, com câmbio manual e um padrão de acabamento há muito perdido, mesmo entre os modelos de luxo, mesmo em empresas que não pensam que todo centavo economizado é automaticamente traduzido em lucro (e não é, principalmente no mercado de luxo...). Nem é necessário dizer que ele pareceu melhor do que era por ter qualidades que fazem falta no Sonic, por mais moderno que ele seja e por mais que o Sonic tenha coisas que o Mille não (a grade com cara de quem está eternamente chupando limão por exemplo...), não é mesmo?

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    1. Desculpe mas Mercedes não é tão racional assim.

      Sempre foram os "pavões" da indústria alemã. Cromados por todo lado e muitos sem função racional.

      Isso pra vocês verem quando reclamam do visual de algum carro, perceberem que nem só de lado racional vive o entusiasta.

      Carrancudos.

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    2. Brauliostafora,

      Fotos da volta, estava no Jaguar e o JJ dirigia o Uno. A cabeça fotografante que vês é a do RT, nosso retratista juramentado.

      Comente sempre!
      MAO

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    3. Também acho que nessa história de saudosismo e de encher a sacola com esse papo de legislação e carro antigo já tá ficando circense a coisa. O cara sai com dois clássicos de valor inestimável e ainda assim fica falando de Uno, Palio e Kombi. Tudo bem fazer uma comparação ou outra ou falar das qualidades, mas fica gritantemente ridiculo quando só se fala disso e nem sequer se faz um comentário sobre o "resto" dos carros, como que para poder falar ainda mais babação de ovo e abobrinha sobre os dinossauros do Brasil

      Perde o blog e os leitores, que passaram a conhecer ainda mais a obsessão ridícula dos escritores do blog com carros que já deveriam ser história no lugar de conhecer dois clássicos raros sobre os quais não se disse uma palavra de avaliação

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    4. Anônimo das 20:15,

      Não dirigi os outros dois, e não era uma avaliação de nada, apenas um passeio entre amigos.
      Eu regularmente faço avaliações breves dos clássicos que dirijo, para dividir com os leitores que não tem a mesma oportunidade.

      Faço isso com carros novos também, e até, quando é o caso, com Mille e Kombi.

      Não é premeditado, essa loucura é só reflexo de nossa profunda paixão por QUALQUER automóvel.

      Fico triste que o leitor não tenha gostado e entendido, porque me esforço muito para me fazer entender. Mas no caso parece que falhei, e por isso peço desculpas.

      Forte abraço, e comente sempre!
      MAO

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    5. MAO

      Falhou nada. O sujeito é que não entendeu patavina.

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    6. Não poderia concordar mais com o anônimo das 20:15.
      Se eu quiser saber sobre o mille, dirijo um.
      Aliás, preciso fazer isso todos os dias, já que um economy 2011 é o veículo que uso no trabalho...
      "Carro simples por carro simples" o clio é muito mais divertido de guiar.
      Já Esse jag e merc infelizmente será difícil ter a oportunidade... gostaria de saber mais sobre eles.

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    7. Querido MAO,

      Você não falhou em nada, quem não quer ver estrela que não olhe para o céu! Cada um com seu gosto e respeitando o do outro! Quem quer só ver texto de carros novinhos leia a "4 patas", quem quer só ver carros de luxo que vá dar uma volta na Avenida Europa e seja feliz... Eu entro aqui para ter cultura e não notícia! Parabéns por mais um texto e por contribuir tanto para minha faculdade automobilística!

      Um abraço
      Rafael S. Tavares

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    8. Rafael,

      Obrigado, que bom que gostou!
      Você disse tudo, nosso objetivo aqui é este mesmo! Que bom que você entendeu!

      MAO

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  10. Daniel BBB05/11/12 13:27

    "Estava com um Chevrolet Sonic LTZ azul brilhante, (...) (...) O carro é realmente bonito e chama atenção."

    Parei de ler nesta frase.

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    1. Daniel,

      Que pena, foi só um comentário bobo para colocar as coisas em contexto.

      Mas obrigado de qualquer forma por participar.

      MAO

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    2. Daniel BBB
      1-)Nao seja tolo ou extremista. O Sonic , é , pelo menos um carro bonito.

      2-) Se voce nao leu o texto , por completo , nao tem o direito de colocar comentário aqui... Nao acha?

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    3. "Chama a atenção" com ar de qualidade boa soa como "comprar pra mostrar pro vizinho", ou não?

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    4. Anônimo das 15:43,

      Na verdade, significa exatamente o que disse: que chama a atenção.
      Todo mundo olha, aponta, para...

      E olha que ando de carros de vários tipos, teoricamente mais chamativos... Não sei explicar o porque, talvez a cor brilhante, incomum por aqui.
      MAO

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  11. Mille é divertido até.

    Mas já deveria figurar nas páginas da história, certo?

    Afinal, evoluímos muito em 30 anos certo?

    Vocês pagariam 300 mil dilmas pra andar em um Mercedes igual ao da foto, pra usar no dia a dia, sendo produzido do mesmo jeito até hoje? Creio que não. Então replique a filosofia ao pequeno quadrado e entenderão.

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    1. Pode fechar a conta e passar a régua. É isso mesmo, o Mille é bacana e divertido como os outros dois carros antigos do texto. Com suas qualidades até hoje interessantes mas que são bons como objetos de história, de coleção. Colocar o Uno como atual e desejar que continue sendo feito em massa eternamente é tão ridiculo quanto achar que essa Mercedes deveria estar sendo vendida ao lado da série E nova

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    2. Gentalha e anônimo,

      Olha, eu saí depois do passeio direto para a internet para ver se podia comprar um, zero.
      Sei que muita gente mais inteligente e mais experiente em automóveis que eu também nutre essa vontade de ter um Mille zero.

      Objetivamente, ainda é o maior carro da categoria por dentro, e o mais econômico também. E o mais barato.

      São motivos suficientes para acreditar que ele seja atual, mesmo se projetado a muito tempo atrás.

      Um abraço e comentem sempre!

      MAO

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    3. É MAO, mas poderia ser ainda mais barato. Infelizmente ele ainda não chegou no preço mais justo que poderia custar considerando o que ele oferece. O problema é que sempre tem um outro modelo um pouquinho melhor que custa um "tiquinho" a mais. Neste caso, o próprio Palio...

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    4. Um dos problemas dele é o preço mesmo. Objetivamente o carro é espaçoso e o mais barato mesmo, o problema é que além do atraso pelo preço dele o carro deveria ser muito melhor. Se ele custasse metade do valor vá lá. Lembremos que o Sandero, ainda mais espaçoso, também muito economico custa mais barato que ele na Europa

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    5. Teria um desses, tranquilamente. Com motor 1.4 EVO, claro. Seria um estrago na concorrência.

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    6. O pior de tudo é que o MAO está correto. O Uno é o mais robusto, o mais barato e o maior dos carros de entrada.

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    7. A suspensão traseira do Uno "confirma" que ele é mesmo o mais "robusto"

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  12. me rachei de rir com o oitavo parágrafo kkkk

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  13. MAO,

    dia divertido esse seu, e nosso, da turma toda.
    Mas melhor foi que eu levei o Uno embora comigo !

    Belo texto.

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    1. JJ,

      Grato por emprestar o bichin, e desculpa se os pneus ficaram meio gastinhos, rsrsrsrs

      MAO

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  14. Filipe_GTS05/11/12 13:41

    Muitos já tiveram Uno.
    Tive um 2006, peladão, pois só tinha aquecimento e nada mais.
    Carro bom de andar. Resistente (e olha que tomava pau...), bastante econômico, manutenção rápida e barata, espaçoso, enfim, inúmeras qualidades. Só que feio e sem qualquer apelo de status tão buscado pelos consumidores de hoje.

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  15. Em uma viagem de + ou - 500 km, alguém com um carrinho desses fez horrores para me acompanhar de Clio 1,6 16V.

    Na verdade, eu estava fazendo um teste e em nenhum momento ultrapassei os 80 km/h. Nas retas, o Uno (ou Mille) me ultrapassava e desaparecia da minha frente. E eu firmão nos 80 sem pestanejar, logo o encontrava em uma subida acentuada ou atrás de algum caminhão.

    E assim foi toda a viagem, até que no último momento, depois de ele ter me ultrapassado em altíssima velocidade em uma descida de serra, o encontro novamente, na subida, atrás de outro Mille, que estava atrás de um caminhão. E lá fui eu, mesmo em quinta a ultrapassar todos os três e com segurança.

    Cheguei antes dele mesmo com o ar condicionado ligado o tempo todo e sem passar dos 80, totalmente descansado.

    Ao ultrapassá-lo pela última vez, tive tempo de encará-lo e verificar que estava todo suado.

    O carrinho certamente é gostoso de dirigir, sem a menor dúvida, mas em longas viagens ainda mais com subidas de serra, pode ser muito cansativo.

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    1. Discordo: certamente nunca fará sombra a um lépido Clio 1.600cm3 se este for conduzido firme.

      Mas nas subidas os milles atuais não sofrem do mal de falta de motor (se vazios); os 80 km/h por hora em subidas é proeza muito fácil para o estado atual dos milles, a não ser que a subida seja algo verdadeiramente "de pé".

      MFF

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    2. Claro que um Mille não teria mesmo a mínima chance contra o seu Clio.Mas se o cara não fosse preguiçoso com o câmbio,como a maioria dos motoristas brasileiros,garanto q. teria tornado essa 'derrota' bem mais honrosa.E isso vale para qquer um q. acha q. os 1000cc sáo lesmas irremediaveis

      O Uno-no fim das contas um utilitário ,e como tal, atado a um universo de compromissos, tem suas virtudes e defeitos; mas o resultado final é o personagem cativante de quem o MAO dá testemunho

      Pergunto: o Sr Egan deixa eu tirar um casquinha? Hã?

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    3. Aqui em Santa Catarina, as serras e subidas não são moleza não.

      No litoral é tudo beleza, elas praticamente inexistem, mas se você for com destino ao Oeste, a coisa pega mesmo.

      Ah! Em serras, o Clio era superior ao meu atual Astra 2,0.

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    4. CCN 1410, provavelmente o Clio se dava melhor que o Astra 2.0 pela característica de curva de torque. Motores GM Família I e II 8 válvulas têm curva de torque de tiro curto: o torque máximo se dá em rotação baixa e logo após essa rotação o valor despenca vertiginosamente. Com isso, uma subida de serra acaba fazendo o motor não ter força para sustentar uma determinada velocidade em uma determinada marcha, obrigando a que se reduza (e se constate na prática a qualidade do escalonamento da transmissão).
      Já tive Corsa 1.6 e este era ótimo no plano, seja planície ou planalto. Porém, era só dar uma Imigrantes para ele subir que você via o inferno que era o tal tiro curto. Os 110 km/h de máxima da pista de subida, se você os atingisse, era para comemorar. Reduz de quinta para quarta e você ainda sente o motor sem fôlego. Desce para terceira e nota que a marcha é excessivamente curta para a finalidade, fora a berradeira no interior. Sobe de novo para quarta marcha e reze para que o trânsito esteja bem livre à sua frente, senão tome redução para terceira de novo. O consumo, é claro, vai para a casa do chapéu, sendo que já não é um dado tão brilhante assim mesmo no plano.

      Outros fabricantes preferiram motores com curvas de torque mais planas, que tanto possuem o mesmo tanto de força dos motores de tiro curto como também não ficam sem fôlego em situações como essas de serra, conseguindo inclusive manter velocidade em marcha alta. Em boa parte das vezes, você vê o carro ganhando velocidade na subida.

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    5. Só pra constar: O corsa Vhc tem uma curva de torque praticamente plana acima de 2000rpm, sendo que o pico é acima de 6000 rpm

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    6. Na verdade, até com um clio 1.0 16v "bem tocado" o resultado seria o mesmo... chegaria tranquilamente descansado... o bichinho é muito agradável de se dirigir em estradas. Firme, confortável, bom de chão. E sabendo usar bem o câmbio,(desde que esteja o motorista sozinho) surpreendente em desempenho, considerado que é 1.0.
      Clio dos antigos, claro, que tinham excelentes bancos e boa posição de guiar, os campus pra frente ficaram bem piores no quesito bancos e eficiência termo-acústica... e aí se inclui a eficiência do (antes ótimo) ar condicionado...

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    7. Motor VHC (agora VHCE) tem pico de torque a 5200rpm, não a 6000. Mas é isso mesmo, curva bem planinha e um "morrinho" lá nas 5200rpm. O que o colega acima falou do motor GM não procede. Falo por experiência própria e utilizando o mesmo trecho citado.

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  16. Gosto é gosto, acho o Sonic muito, muito feio.

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    1. Vamodoido,

      No início achei também, mas hoje não.

      It kinda grows on you...
      MAO

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    2. O que gostei nele é o ronco encorpado do 1,6L 16V. O revestimento do Cobalt parece ser muito mais espesso, tornando tudo mais insosso.

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    3. Vamodoido,

      Experimente o Cobalt 1.8.
      Tem a pimenta que falta no 1.4, inclusive no ruído do motor. Quando se acelera é uma coisa muito legal o "rrrrrrrrrraaaaaaaaaaaa" que ele faz.
      MAO

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    4. MAO
      Pode parar. Cobalt 1.8 de 108 cavalos é piada pronta, é o ridículo da engenharia GMB. Se gostou, beleza, mas não força, tá!

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    5. MAO e depois do "rrrrrrrrrraaaaaaaaaaaa", ele também faz "glu-glu", "Ye-Yé" e "pegadinha do Malandro!!"?

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    6. Anonimo das 00:20 e Braulio,

      Também achei que os 108cv eram pouco, mas depois que dirigi o carro, vi, mais uma vez, que números podem enganar. O 1.8 faz o carro ágil, bem mais gostoso que o 1.4 de potência próxima. E muito mais suave, e com um ronquinho mais gostoso, que o moderno 1.6 16V do Sonic. Não parece ter apenas 108 cv, o Cobalt.

      Aliás, acho que o Sonic, para ficar realmente bom, precisa do motor do Cobalt, não o contrário, que é o que pensei antes de andar em ambos.
      e braulio, sem piadas, estou falando sério.
      MAO



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  17. Até entendo o respeito pelo Mille. A última vez que dirigi um já fazem mais de 3 anos. De fato é esperto, embora me sinta como numa lata com motor. Mas já tive um Palio 2 portas com motor Fiasa... não, não tenho saudade.

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    2. Palio com motor Fiasa era colocar 2 pessoas no carro pra não subir ladeira, mesmo sendo pelado e mantendo na 1ª marcha, um carro que dava raiva de tão ruim mas que é endeusado aqui

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    3. Anônimo das 20:24,

      Sério? Ou o Palio que você dirigiu estava com problemas, ou era muito diferente dos que experimentei...
      MAO

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    4. MAO, o carro tinha pouca idade na época e parecia estar bem cuidado, mas não conhecia mais detalhes da manutenção. Só que era assim mesmo, com 3 pessoas leves o carro numa ladeira mais complicada era primeira marcha e pé no fundo pra dar no máximo 30 por hora depois de um bom tempo

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    5. Anônimo,

      O meu nunca seria tão lento... deve ter algo errado aí.

      O JJ me descreveu experiências horríveis com um Fiasa de 4 portas e ar, certamente não era igual ao meu carro. Deve ser algo do mesmo tipo.

      O meu não era superveloz, como o Mille, mas andava bem, sem reclamação alguma. São carros alegres, sempre dispostos a dar tudo de si.

      Abraço, e comente sempre!
      MAO

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    6. Pode ser que o seu por ser sem ar e andar a maior parte do tempo sozinho fosse bem melhor, não é raro casos de carro que não lidam bem com peso extra

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    7. Senhores, eu também não entendo esse fã clube do Pálio e do Fiasa. Meu primo tinha um, preto 1.0 97, se não me engano, andei muito de carona e dirigi algumas vezes e posso garantir que não andava nada e bebia muito! Já o Mille Fire 04 branco pelado que tive até 09 era muito bom, ágil, gostoso de dirigir, chamava ele de "caixa de isopor". Dos 1.0 que dirigi, só perde por Ka 1.0 Rocam 06 que minha namorada tinha, também pelado, excelente carro, anda muito, economico, acabamento que não existe mais em carro popular. Queria ter tido um XR 1.6. Abraço, Vinícius

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    8. Não tem como explicar essas diferenças, mas elas existem. Tive uma experiencia com o Palio mesmo, ambos com motor Fiasa 1,0. O primeiro era de 97, andava demais e lembrava um motor 1,3, no entanto o consumo era altíssimo. Já o segundo, era de 2000, e andava tão mal que se tornava impraticável dirigi-lo com 4 pessoas dentro. Esse no entanto era muito econômico.
      Já vi diferenças deste tipo em todos os modelos nacionais em que andei. Alguns andam menos, outros mais, mesmo tendo o mesmo conjunto mecânico, abastecidos com a mesma gasolina, carregados com o mesmo peso, dirigidos na mesma altitude, e etc...

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    9. anonimo 20:24
      Fiat Fiasa é motor pra girar, girar mesmo e sem dó. Se vc é da turma dos 4500rpm realmente esse não é o seu carro.

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    10. Também tem essas de sair motores com desempenho diferente, se for carro com pouca potencia isso muda tudo pois cada cavalo é essencial

      Anonimo 23:20, o problema do Palio Fiasa é que fazendo girar a 3 milhoes de RPM ou não o carro era muito lento. Esse que escrevi nem conta giros tinha, o dono nem fazia ideia de que giro estava e te garanto que o giro ficava alto e o pé embaixo, ainda assim o carro se arrastava. Com isso ficava gastão como disseram aí

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  18. Em tempo:

    Hoje mesmo fiz uma viagenzinha de uns 60 quilômetros com o Celta de minha filha, e eis que em certo momento avistei pelo retrovisor um Pajero V6 me seguindo.

    Até lembro que falei com a esposa que um carro como o dele, de mais de R$ 100.000,00 fazia o mesmo que o nosso. Principalmente porque o trecho permitia apenas a máxima de 60 km/h e não tinha acostamento para que eu facilitasse a ultrapassagem.

    Ah! Que meu comentário anterior não seja considerado como crítica ao Mille.

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    1. Faz o mesmo. Ir de A, para B.

      Já o resto que envolve a palavra "carro" não é comparável.

      Isso porque o Pajero já foi "melhor" que hoje.

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    2. Nossa, aí vc bancou o gostosão pra sua esposa hein? Por isso que fama de mulher é ruim, acho que qualquer um mais espertinho se ouvisse um negócio desse já cairia a ficha que o cara quer ao mesmo tempo ser pão duro e pagar de bacana, melhor ficar queto

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    3. Não foi bem isso que eu quis dizer, mas entenda como quiser.

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  19. Primeiro: MAO, ótimo texto;

    Segundo: sou mais entusiasta que você, já que além do meu carro "civil/familiar/social/responsavelmente seguro"; eu tenho um uno econnomy 2012 e a famosa Kombi..(também 2012), sou quase um antigomobilista de primeira!....rs

    De fato, de fato...teu texto exprime tudo que é de bom no irriquieto uno, ele é mesmo uma lufada de ar fresco para quem quer dirigir quase como que em um conversível, mas com teto (!?!?...sim, ele nos conecta com cheiros, ruídos, ambiente, textura do asfalto pelo bem e pelo mal);

    É um carro vivíssimo em retomada de velocidade ao lembrarmos da capacidade "tetrapack" do motor; agrada mesmo que gosta de dirigir e não é cheio de frescuras e pejos ao volante.

    Só tenho a destacar que o engate da quinta marcha não é mais como nos antigos fiasa, melhorou em todas as outras relações no quesito comando, mas a quinta ficou alguns milimetros a mais do H básico...a única coisa chata que eu destaco na condução, "tem que pensar" e esperar um pouco mais na passagem para a última velocidade.

    MFF







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    1. MFF,

      Vc fez o que queria fazer.
      Passei o sábado inteiro pesquisando Mille seminovo na net, kkkkk

      Abraço!
      MAO

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    2. O bom de ser antigomobilista no Brasil é que dá pra comprar os antigos zero km como Uno, Kombi, Corsa (que tem duas versões zero) e outros. Muito orgulho mesmo

      [/ironia off]

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    3. Mais ou menos mas é por aí. Aliás, Corsa já não é fabricado desde agosto e o que sobrou foi o Classic, um Corsa ainda mais antigo. O meu, um 4300, 2010, vai ficar pra posteridade. Pra lembrar do que a GM fez um dia.

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  20. Gosto do Mille por conta da visibilidade. É muito fácil de manobrar um Mille. E seu espaço interno é muito bom também. Porém, acho o preço do seu seguro proibitivo. É o mais caro da categoria.

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  21. Quem fazia os retentores dos carros ingleses? Há uma fama que moto e carros ingleses se não tem óleo embaixo é porque não tem óleo dentro.

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    1. Sei lá, mas até hoje a Land Rover baixa óleo que é uma barbaridade. E olha que é um excelente offroader.

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  22. Paulo C. Pagliotto05/11/12 14:12

    Olá,

    É sempre bom ler o texto apaixonado de um companheiro autoentusiasta. Entendo perfeitamente as sensações descritas pelo MAO, pois já fui propietário de um valente Uno CSL 1993 — aquele 1.6 certamente fazia milagres! Porém, discordo totalmente da opinião do colega no que diz respeito às novas legislações de segurança.

    Estamos tão acostumados a medidas e soluções mambembes em nosso País que, quando se avista a possibilidade de um real progresso, a desconfiança fala mais alto. Ora, o fato de a população — equivocadamente, diga-se — não equipar seus carros com air bags e freios ABS não diminui a importância desses itens, pelo contrário. Um trânsito composto por veículos melhor equipados e mais seguros é, invariavelmente, um trânsito mais seguro para todos que dele fazem uso. Naturalmente, pode-se questionar as motivações políticas que levaram a tal medida, mas, ainda assim, é inegável que a mesma contribuirá para a composição de uma frota mais moderna. Ainda estamos longe do ideal, como bem sabemos, mas decerto significa um avanço.

    Se almejamos a possibilidade de um dia adquirir carros em par tecnológico com mercados mais maduros, é preciso que deixemos de lado esse tipo de saudosismo e sejamos um pouco menos amargurados. Afinal, pessimismo não é requisito para a formação do pensamento crítico.

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    1. Paulo,

      Entendo perfeitamente o ponto de vista.
      Assunto muito complexo para os comentários do Post, mas basicamente acredito que eu e todo o povo sabemos escolher muito bem o que queremos para nossos veículos em termos de segurança. Eu por exemplo não quero ABS (e apenas tolero Airbags), mas agora serei obrigado a pagar por ele, e pior, usá-lo.

      Vejo isso como vejo motocicletas: subo nelas sabendo o risco que corro e aceitando.

      Agora, dê uma olhada no transporte público. Andar de pé em onibus e trem é muito seguro? Que o governo se preocupe com isso então!

      Como disse, assunto muito complexo para tratarmos aqui...

      Mas grato pela atenção, e comente sempre!

      MAO

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    2. Filipe_GTS05/11/12 17:29

      Quando leio essas frescurites sobre obrigação de Airbags e ABS de fábrica sempre me lembro do povo que vai em pé no "busão". É que ali se bater tem dezenas de corpos pra te amortecer a queda, né?! O Governo é hipócrita e o povo engole, achando ainda que tem razão quem paga caro pelos afamados "itens de segurança" que todo carro deveria ter de série (!).
      Eu quero que seja opcional, vale dizer, quero que seja uma opção minha comprar ou não, pagar ou não, usar ou não. Tal qual os bobos dizem que o Gol é uma porcaria pois não os traz de série, coisa que HB20 traz. Eu não os quero!

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    3. Meu caro, se vc quer um transito seguro de verdade, faça como sugeriu certa vez Flavio Gomes: " Ao invés de colocar air bags, meta tres foices afiadas no cubo do volante apontadas pro meio do peito do motorista. Duvido que ele vai sair por aí igual a um doido..." O autor dessa lei deve ser socio oculto de fabrica desses trecos aí.
      Klaus

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    4. Klaus,
      É mais ou menos assim mesmo (apesar de não achar o Flávio Gomes um exemplo de jornalista). Os supostos itens de segurança servem mais para motivar um motorista incosequente a fazer ainda mais besteira.
      E o pior é que conheço gente que se atirava nas curvas da 060 do jeito que vinha simplesmente porque "o controle de tração segura, ele chega estala". Grande item de segurança...

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    5. Acho que seria razoável o Governo permitir a compra de um automóvel sem Air Bags e ABS.
      Mas ao comprar o cliente assinaria uma carta dizendo que será responsável por qualquer prejuízo causado ao estado (gasto com ambulância e pronto socorro) e a outros (caso seja comprovado que o acidente poderia ter sido evitado com o ABS).
      Isto poderia ser utilizado no caso de uso de motocicletas sem capacete também.

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    6. Olisses,

      Faríamos isso para os passageiros de ônibus também?
      MAO

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    7. Anônimo,

      É, é difícil mesmo ter que ouvir opiniões contrárias as suas.

      Minha opinião, que já externei aqui diversas vezes, é que a pessoa menos indicada para projetar carros é o governo. Mas hoje, devido a paranóia de segurança que assola o mundo, é exatamente o que acontece. De altura de farol aos freios, tudo é determinado por legislação. Dessa forma, chegaremos rápido à limitação eletrônica remota, ao fim da liberdade que o automóvel representa e que nos faz amá-lo. Sim, porque é a liberdade que o automóvel me dá que me faz apaixonado por ele, da liberdade intelectual e artística na sua criação até a liberdade de ir para onde quiser como quiser, com ele pronto.

      É contra isso que luto. Contra o fim da liberdade automotiva. Com todas as minhas forças.

      Grato por dar sua opinião, mas peço que da próxima vez o faça de uma forma mais educada, sem tentativas de ofensas.

      MAO

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    8. Paulo, na minha opinião não há progresso. O Governo apenas está obrigando a população a comprar os itens de segurança, eu não quero ninguém me obrigando a nada. Quando o governo se mete a querer regulamentar alguma coisa, pode ter certeza que vai ser pior para o povo em geral. Nossa única chance de melhora é através da concorrência, principalmente com os importados, mas adivinha, o governo resolveu estragar tudo com os impostos.

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    9. MAO o problema é que isso já não devia ser mais questão de opinião, assim como o cinto de segurança. Airbag e ABS assim como estruturas mais seguras já viraram item básico nos carros e na sociedade assim como as privadas substituiram as foças. Automóvel é liberdade e concordo com vc, muitas leis são abusivas e o automóvel deve continuar sendo liberdade, mas não sejamos infantis. Uma evolução de segurança não é a mesma coisa que carros completamente limitados por leis nem muito menos coisas como limitação eletronica remota, são coisas diferentes. Decidir se deve ser comprado o carro mais leve e com menos itens de segurança ou com mais itens e mais peso é liberdade, ter de decidir entre o leve sem nada de segurança e o pesado e caro é atraso e não liberdade

      Também temos que parar de por toda a culpa no governo e mesmo nos fabricantes. Se nosso mercado se respeitasse mais essa lei não seria necessária, mas esperar isso é como esperar que as pessoas parem de roubar pra não precisar ter lei contra o roubo

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    10. Caro anônimo das 21:23;

      TUDO é uma questão de opinião. Ou agora estamos obrigados a nunca questionar nada?

      Já disse aqui, por princípio não aceito nada que se interponha ao meu comando e o mecanismo comandado. Nem acelerador eletrônico, sem cabo, me agrada. Princípio é um treco complicado de manter, mas gosto de fazê-lo. Você pode ficar nervoso tendo um louco furioso com controle completo de minha máquina andando por aí, mas liberdade é algo complicado mesmo.

      Não é a mesma coisa, mas o pensamento é igualzinho. Vc acha que Hitler subiu ao poder criando um PAC para fazer campo de extermínio? Claro que não, começou dizendo que Judeu era ruim, só. Com o tempo, chegou lá.

      Sabe como acaba a liberdade? Com aplausos estrondosos!

      Forte abraço, e comente sempre!
      MAO

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    11. Sim, sei que o princípio é o mesmo. Mas estamos longe do governo estar só começando alguma coisa perversa no Brasil, dado que depois de tanto tempo finalmente colocaram essa norma bem básica e só. Não tem nada que indique que o governo queira no futuro a partir disso limitar remotamente os carros, legislar quanto de cavalaria se deve ter nem muito menos se o acelerador deve ou não ser eletrônico. Sempre tem gente propondo isso, mas felizmente nada indica que o governo vai tomar essa decisão. Ainda acho que vai demorar mais muitos e muitos anos até que meramente tornem o ESP obrigatório, por exemplo

      Sobre questionar, concordo, devemos e podemos questionar tudo, mas isso é diferente de se ter opinião sobre algo. Vamos supor que as construtoras passassem a fazer casas e prédios com fossas no lugar de privadas e, assim como se fazem com os carros no Brasil, continuassem a cobrar o mesmo. Você não acharia absurdo? Não acharia que até pela questão sanitária (imagine São Paulo só com fossas), independente de opinião deveria haver leis que ao menos obrigassem redução de preço ou que os resíduos fossem devidamente tratados?

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    12. Anônimo,

      A 20 anos atrás, se você me dissesse que teríamos a vigilância eletrônica de velocidade que temos hoje, e que as multas chegariam eficiente em casa a partir de qualquer lugar do país, acharia loucura, impossível. No entanto hoje estão querendo diminuir ainda mais a velocidade, tudo em nome da segurança. E você ouve alguém levantar a voz? Eu acho que é hora de levar isso a sério.

      O problema da fossa que você propôs não é a mesma coisa, você sabe disso... O Mille não é assassino. Nem causa doenças, rsrsrsrs. ABS e Airbag ou não, a segurança na direção continua responsabilidade de quem dirige, apenas. E equipamento algum, decreto algum, mudará isso.
      MAO

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    13. De que adianta obrigar as pessoas a ter abs e airbag em seus carros, se muitos nem usam o cinto de segurança?

      Airbag apenas ameniza o impacto, mas quem salva vidas é o cinto.

      Mas acredite, quando for lei, a “brasileirada” toda irá correr atrás e querer um carro que tenha esses dois dispositivos, porque aí será moda.

      E moda é moda, oras...

      Não foi isso que ocorreu com o "frex"?

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    14. MAO, se alguém me falasse isso a 20 anos não acharia loucura, é questão de avanço. Aliás, os radares e as multas que chegam em qualquer lugar não são uma má ideia, apenas infelizmente abusaram dela. Com a velocidade estão fazendo a mesma coisa, mas você acha mesmo que depois de décadas exigindo dos fabricantes só cinto de segurança agora de repente vão ficar maníacos com isso? É forçar a amizade

      O exemplo das fossas não é a mesma coisa, mas toca no mesmo ponto. Se nos vendem algo pior pelo mesmo preço alguma coisa está errada e ainda mais se for item de segurança. Mas vc hoje gostaria que seus filhos fizessem só o primário? Se contentaria em morar numa casa sem internet nem luz elétrica? As coisas evoluem e já estava na hora dos nossos carros também evoluírem, se não espontaneamente por leis como se faz em muitos outros lugares

      CCN felizmente a moda as vezes serve pra algo bom. Tenho conhecido que nem cinto usa, não calibra pneu e que prefere comprar som do que item de segurança, mas agora está querendo um carro com airbag pro dele não desvalorizar. Tá, é por moda, muita gente vai continuar dirigindo mal e sem usar cinto, mas melhor ter mais alguns dispositivos do que não ter nada. Tenho conhecido que simplesmente não usa cinto e graças ao airbag pelo menos saiu vivo

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  23. MAO
    Faça um post com o Jaguarzão e o Mercedão do amigo Egan.
    Coisa fina esses carros!
    Jorjao

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    1. Jorjão,

      Outro dia, nesse não ia dar certo.

      Abraço e comente sempre!
      MAO

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  24. No futuro, provavelmente haverá uma releitura do Uno!, como há do 500, do Mustang, do Camaro, do Mini, do Fusca, e tantos outros.

    Anos atrás era impensável ver um Mustang novo, de novo.

    Espero que não demore tanto assim e que eu tenha saúde para ver e dirigir.

    Sinto falta (da evolução) de suas soluções inovadoras para a época: estepe no cofre do motor, limpador de pára-brisa único, comandos satélites (muito ergonômicos), banco basculante, etc.

    AndreK

    _____
    42

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    1. Não vai porque só na brasilandia o Uno é um carro memorável. No resto do mundo o Panda, um Uno melhorzinho, teve uma releitura mas como carro utilitário (o que ele é) e não o verdadeiro cúmulo do ridículo que seria uma releitura dele ou do Uno como carro esportivo ou pra entusiasta como foi com o Mini e o Mustang. O 500 novo veio como um carro urbano também, só aqui que parece que é uma nave espacial

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    2. Falou farofa, 20:54.
      Pode ser feita a releitura sem problema algum. E com motor bem apimentado. Como, aliás, já existiu por aqui, um certo Uno turbo iE.

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    3. Sou o farofeiro das 20:54, poder pode, mas quem vai querer fazer isso? Fora dos entusiastas, com um apego exagerado por certos modelos, Uno é carro pra ter e depois esquecer assim que puder comprar um outro e dentro dos entusiastas acho que se for pra rever o passado o 500 é mais jogo. A Fiat tem modelos muito mais interessantes pra essa releitura, como 500 e Panda, ter o Uno antigo releito mesmo que apimentado seria inútil, já existe o 500 turbo

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  25. Eu também adoraria ter um Uno. Não este "zerinho" que participou da matéria, mas um 1984 S ou CS, em estado da mais absoluta conservação e originalidade. Garanto que mesmo entre companhia bem mais nobre como Jaguar e Mercedes, ele despertaria admiração e teria seu quinhão de olhares desviados e pescoços entortados. Garanto. Pelo menos por quem gostasse de carros o bastante para ver fascínio em um carro simples, e também saber diferenciar um 1984 de um 2012. E são estes autoentusiastas que importam. Ser autoentusiasta babando por maravilhas luxuosas e modernas, qualquer um é.

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    1. Uma modificação no final do meu texto anterior, para melhor entendimento da idéia: "Ser autoentusiasta babando APENAS por maravilhas luxuosas e modernas, qualquer um é".

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    2. Mr.Car
      No meu ver um antigomobilista é um autoentusiasta ao quadrado, ou sei lá, a 10 potencia...
      Nao importa a marca, ano, ou valor do antigo , se faz parte de uma colecao ou se é filho único.
      Importa a forma de pensar de seu dono, os cuidados, as loucuras, os apuros, os esforços ,etc que seu dono fará para achá-lo , comprá-lo mantê-lo e preservá-lo....
      Acho que esse seu comentário traduz fielmente o pensamento de todos nós malucos/excêntricos que gostamos de "carros velhos"!
      Mantenha a ferrugem fresca e jovem correndo por suas veias. Isso é muito bom !
      E um dia , transmita para seus filhos e seus netos um pouco dessa gosto... que é muito fácil de pegar.


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    3. O Uno 84 ainda tem outra vantagem, não é um dinossauro anacronico que mostra na nossa cara o quanto somos desrespeitados. O 84 era um carro moderno, inovador e simpático, o 2012 é ele fazendo hora extra mesmo depois de apodrecido

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    4. Anônimo das 20:56,

      Por que desrespeito? Se ele não vendesse nada, acabaria.

      Reparem que ainda é o veículo mais barato do Brasil, e mesmo assim é melhor em espaço e economia do que o resto da categoria. Fato, não opinião.

      Acabar com ele por decreto é que considero desrespeito. Comigo, principalmente, que gostaria de tê-lo sempre disponível para comprar.

      MAO

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    5. MAO, chega a dar raiva que vc não veja o desrespeito. O Brasil é o MAIOR mercado da Fiat e com certeza um de seus mais lucrativos, o Uno aqui é o mais barato do Brasil mas ainda assim custa o mesmo que na Europa custa um Panda da última geração, com os mesmos atributos de simplicidade, espaço e manutenção fácil só que com todas as evoluções dos últimos 30 anos em acabamento, estabilidade, emissões, segurança, etc. Traz esse Panda pra cá pelo preço certo pra ver se o Uno não acabaria. O Chevette não acabou quando o Corsa chegou? Nesse caso não é escolha do consumidor e sim falta de opção, ele é obrigado a comprar porque é isso que tem e paga o preço que cobra porque não trazem nada de melhor ou mais barato NÂO PORQUE NÂO PODEM MAS SIM PORQUE NÂO QUEREM

      A Fiat preferiu trazer o novo Uno, um Panda barateado ao extremo, por preço de Palio do que substituir o Uno antigo porque assim lucra mais. Lucro não é pecado, mas isso é o cúmulo do desrespeito

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    6. Anônimo,

      Calma! Só estamos conversando.

      Nada impede que alguém traga um carro mais barato e desbanque o Mille. Porque ninguém o faz?

      A questão não é desrespeito. Fabricar carro no Brasil é caro e difícil, burocrático, ineficiente. A Hyundai está sentindo isso na pele agora. Vai superar, vai ajudar, mas está sentindo. Ninguém fica sentado em reuniões decidindo como sacanear a gente, isso é fantasia hollywoodiana. Eles querem vender carros, e ter consumidores que não os odeiem, e voltem!

      MAO

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    7. Negativo, Opps!, antigomobilista é um autoentusiasta com dinheiro ao quadrado, só isso.

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  26. Nossa esses carrinhos pequenos são demais, a um tempo atrás quebrei minha cara tbem, ao dirigir um Celta LS, ninguém dá nada por ele, mas é um carrinho muito emocionante.
    O som do escapamento com poucos aparatos e a força do motor ao puxar quase nada de peso é sensacional.

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  27. Parabéns, MAO, não só pelo excelente texto (como sempre), mas também por acreditar que nem só de Jaguar e Mercedes vive o Autoentusiasmo.
    Para o Autoentusiasta (e sim, faço questão de escrever em maiúsculo), achar o verdadeiro prazer somente nos carros que ele nunca poderá ter, seria como morrer de fome sentado sob uma árvore da qual não se alcançam os frutos com a mão e não querer comer as que caem ao chão.
    De tempos em tempos é muito bom revisitar modelos de concepção antiga. Além de ser o símbolo máximo da expressão da liberdade individual, o carro ainda por cima é a forma mais concreta de esboçar um retorno ao passado, seja ele um verdadeiro clássico ou um modelo do ano projetado há três ou mais décadas. Ainda que as condições do trânsito e a quantidade de motoristas nas ruas não tragam consigo a mesma realidade.

    Por fim, deixo uma sugestão: experimente dirigir uma Fiorino. Dessas mais novas, com motor 1.3 Fire. Tenho certeza que quem a experimentar vai mudar totalmente a sua visão estigmatizada de carro utilitário. Abraço.

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    1. CSS,

      Grato pelos elogios!

      A gente tenta agradar, e é ótimo ver que conseguimos, algumas vezes.

      MAO

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  28. Antes do Mille falir, queria ter um Uno, desses que se chamam de Mille, equipado com o Fire 1.3.

    É o brinquedo mais barato disponível no mercado.

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    1. Acho que ainda fabricam o furgão com motor 1.3. E o melhor é que já vem sem banco traseiro e com reforço estrutural de fábrica.

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  29. Enrico S. Augusto05/11/12 15:47

    Trabalhei na Fiat como inspetor de qualidade, na fábrica de Betim, entre 2007 e final de 2011 - quando mudei de emprego.

    Não sei se sabem, mas de lá saiam "Milles" com motor Fire 1.3, repetidor lateral do finado Marea, gasolina, faróis auxiliares e neblina e com opção de Airbag duplo.

    Ou seja: impedimento técnico pra continuar depois de 2014 não deve ser.

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    1. Enrico S. Augusto05/11/12 15:51

      complemento: esses modelos eram para exportação: Índia, Iraque, Iran, Arábia Saudita, Marrocos, Paquistão, Líbia, Egito, Cazaquistão. Era uma linha que complementava outros modelos desses mercados que eram produzidos na Turquia.

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    2. Aléssio Marinho05/11/12 17:07

      Enrico;

      Não tem uma foto desses Uno?

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    3. Enrico S. Augusto05/11/12 17:23

      Aléssio,

      Veja:
      http://i210.photobucket.com/albums/bb132/Kamar_A/UnoWay.jpg
      ou
      http://images03.olx.co.za/ui/16/26/89/1322489303_284751789_12-Rent-to-Own-your-car-FIAT-UNO-12-3Dr-Black-Black-listedITC-welcome-.jpg
      quase igual ao nosso Mille. Note o pisca de Marea.

      Não tenho mais fotos porque nao podia fazer dentro da fabrica.
      O interior também é bem parecido, com mostradores com conta-giros.

      Houve também versão diesel. Este modelo importado do Brasil substituiu o antigo montado na Turquia e Marrocos - que era o segundo modelo europeu (frente de Tipo).

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    4. Antonio Pacheco05/11/12 19:46

      Se a fiat lançasse o Mille com essas características aqui, motor fire 1.3 e demais acessórios, iria vender muito mais do que já vende.

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    5. Nao quero comparar , mas acho que somos um mercado bem maior e mais maduro que os mercados para os quais esse Uno era exportado.
      Nao custava a Fiat oferecer essa configuracao por aqui também.

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    6. Pois é, a Fiat nem pra ter o minimo de decência e usar alguns desses opcionais para o seu maior mercado. Em compensação pro Marrocos o carro sai com airbag e farol de neblina, mas acho que o MAO está certo mesmo, pra que obrigar que melhorem os carros, o Uno 1.0 é muito melhor que o 1.3 realmente

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    7. Anônimo das 21:00

      Não, acho que TALVEZ o 1.3 seja melhor. Talvez, porque nunca dirigi um, e ter maior deslocamento não significa necessariamente melhor. Mas concordo, DEVE ser melhor.

      Mas culpe o governo disso também: ele que diz que aqui 1.0 tem menos imposto.

      E gente, por favor, sem teorias de conspiração e fabricantes de carro demoníacos; empresas são feitas de gente como eu e você. Lá dentro é difícil de concordar em algo também, igualzinho aqui...

      Comente sempre!
      MAO

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    8. Teoria da conspiração? Achei que o Brasil ser tratado como lixo pelos fabricantes já era fato consumado

      Irônico que o MAO acha que o Uno ser 1.0 tudo bem porque tem menos imposto, mas se o mesmo governo decide finalmente legislar para o bem e obrigar item de segurança aí não pode

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    9. Anônimo das 21:14

      Não acho tudo bem nos dois casos. Acho que é tudo a mesma coisa, governo ditando o que eu devo ou não ter nos meus carros.

      Só acho que, no caso do Mille, mesmo sendo 1.0 já é um ótimo carro.Sse fizessem um 1.3 direitinho, ia ser sensacional, melhor ainda. Mas o governo cobra mais para vender um desses, então...

      MAO

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    10. Aléssio Marinho05/11/12 22:13

      Enrico,

      Muito obrigado pelos links. Estranho ver um Uno com volante do lado direito e o limpador "estacionado" do lado contrário.
      Já tinha visto Uno Fire 1.3, lá no pátio 0 da Fiat (localiza), mas com esse repetidor de Marea, jamais. Só nos Palio e Strada.
      Ainda existe o Uno Furgão com motor Fire 1.3 e flex, pena este ser aliviado como os do campeonato de marcas da década de 90. Pra quem gosta de botar a mão na massa, dá pra comprar um e pôr os vidros, o banco traseiro e vistoriar no Inmetro, e uma alongadinha no diferencial vira um fogetinho pra guiar diariamente.

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    11. Uai, parece que o pessoal não se decide. Se vai comprar um Mille pra se divertir, a versão sem bancos traseiros é perfeita, pra que vai querer por vidro, banco e alongar marcha?

      Excluir
  30. Parabéns pelo ótimo texto, MAO!!
    Fez com que eu sentisse saudades do Mille EP, com ar condicionado (que desligava automaticamente quando se apertava o acelerador até o fundo) e direção rápida de batente a batente. Não era a coisa mais veloz, mas era divertido - assim como o Fusca também era divertido.
    Abraço!

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  31. Moro a duas quadras da Av. Santa Catarina. Tem uma garagem de antigos perto de casa, será que é a do Egan?

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    1. conheço o lugar, moro pertinho também e não sei de quem é. Mas, vez em quando é um congestionamento na porta... A D O R O um mille. Hj, mantenho um Palio com 14 anos e inteiro mas peladão,que só está dando algum trabalho pra passar no maldito Controlar. Gastar uns trocados a mais e assunto será resolvido. Prefiro ele que o Fiesta da chefa. Adorei a metéria MAO.

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  32. Aléssio Marinho05/11/12 17:27

    Se o Uno "milzinho" é bacana, imagina o meu Conversível com suspensão do R e painel satélite. Diversão garantida com visão 360º.

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    1. Christian Monteiro05/11/12 19:00

      Aléssio,

      Tem mesmo uma raridade dessas na garagem? Sulam? Mirafiori?
      Falávamos esses dias sobre esses carros. Evoluímos muito, claro, mas... saudades dos anos 80.

      CM
      _____________________________

      Excluir
    2. Aléssio
      Cuide bem desse carrinho... você tem uma jóia nas mãos.
      Parabéns!

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    3. Aléssio Marinho05/11/12 22:18

      Christian,

      O meu é da Sulam, com bancos estilo Recaro. Curioso é que na tampa do porta pacotes traseiro tem a logo Fiat gravada na peça de fibra.

      Opps!;

      Esse carro é uma escola. Já penei tanto com serviços mau feitos que tive que aprender mecânica e lanternagem...rsrsr
      Cuido bem dele pois é um sobrevivente dos 400 fabricados.

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    4. Aléssio Marinho, você é de Belém, certo? Jamais vi teu carro por aqui e fiquei muito curioso pra ver ao vivo!!

      Costumas ir ao encontro dos antigomobilistas que acontece na casa das onze janelas?

      Parabéns pelo carro.

      Excluir
  33. Bem, em todo caso...sou partidário de ABS eficiente (que não fique mascarando em pisos menos acurados);

    Já me virei bem recentemente em um acidente/morte quase certo sem o ABS, mas a presença do mesmo facilitaria a manobra de evasão com o Uno, alguém menos preparado/acostumado - sem o ABS - estaria agora tocando harpa...

    E têm dias em que a gente não está aquelas coisas ao volante, por isso, prefiro um ABS realmente eficiente do que nada.

    E não seria complicado de instalar nos unos como já foi mencionado!

    MFF

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    1. principalmente para aqueles que frear é sinônimo de pressionar com toda a força possível o pedal do freio.

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    2. Pois é MFF, mas tem um pessoal que não entende, acha que a pessoa está 100% do tempo atenta ou que em 100% das situações vai estar bem e manter a calma. Isso não existe nem com máquina, imagina com pessoa. Tem uns burros que acham que se tiverem isso no carro deixaram de ser os "pilotos" que são e outros que acham que nunca vão precisar disso

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  34. Também dirigi um Uno esse fim de semana, só que Fiasa. Boas lembranças, senti tudo o que foi descrito no texto e também me bateu uma vontade de comprar um zero Km só que quatro portas, para deixar as crianças na escola.

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  35. MFF,
    O problema é que uma pessoa com menos traquejo no volante pouco aproveita do ABS, pois dificilmente sabe o momento certo de frear e/ou desviar. Outro "pobrema" é que mudar a trajetória de um carro em frenagem forte é outra encrenca da boa...

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    1. Road Runner,

      Não há sensação pior para mim do que o ABS tirando o controle do freio de mim... Não tem como me acostumar com isso.

      Abraço, e apareça mais, andas sumido!
      MAO

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    2. MAO,
      Ultimamente ando numa correria danada mas, mesmo sem comentar, leio diariamente o AE ao chegar em casa, não dá para ficar sem.

      Abraço!
      RR

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    3. Bom é a sensação das rodas travadas e fazendo o oposto daquilo que vc quer

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    4. maneta

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  36. O que mais gosto nos carros, digamos, "bateu-morreu!" (segundo os fatalistas de plantão...) é justamente a leveza do conjunto, livre de reforços para tudo quanto é lado. Carro leve possui uma agilidade incrível, basta um motor honesto para dar conta do recado. De quebra, ainda tem-se como vantagem consumo comedido.

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  37. Mao,

    Belo texto.

    Quanto ao UNO, é isto mesmo! Quem nao concorda é porque ainda nao teve o prazer de dirigi-lo, ou, desdenhou a oportunidade.

    Fernando RD

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    1. Fernando,

      É isso aí, obrigado!

      Comente sempre!
      MAO

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  38. Bob,

    Só um "louco" por carros entenderá a verdadeira essência e o prazer de dirigir, seja uma F40 ou um UNO, toscos, viscerais e explícitos...

    Viva os loucos por carro como você!!!

    Parabéns por nos levar nessa carona com o UNO.

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    1. É isso aí! O prazer de dirigir um carro diferente, seja ele popular ou superesportivo, está no sangue de quem gosta de carros. Acho que é por isso que os onze carros que eu tive na vida foram de marcas diferentes.

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    2. Verdade, pena que a visão limitada de muita gente não permite experimentar isso.

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    3. De fato, quem gosta mesmo de carros, se diverte com qualquer um! Basta curtir cada modelo de acordo com a proposta.

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    4. Entusiasta que é entusiasta se diverte até com carrinho de supermercado. Alás, já andaram dizendo isso por aqui.

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    5. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  39. Lembro de quando o pai da minha ex-namorada resolveu comprar um Uno Mille Eletronic 1993, com uns 5 anos de uso e muito bem conservado. Foi um verdadeiro Deus nos acuda! Ninguém concordava com aquela compra, tanto que no dia em que ele chegou com a "novidade" em casa, ninguém foi ver, apenas eu. Mas ele não se importou, estava radiante com seu carro "novo". Era básico, branco, duas portas, nem o encosto do banco era regulável, mas pelo menos tinha encosto de cabeça (dianteiro) e retrovisor do lado direito, o que era desnecessário, já que o coroa não usava sequer o esquerdo... Ele ficou alguns anos com Mille e eu o dirigi uma vez só. Me surpreendi positivamente, era um carro gostoso de dirigir, bem espaçoso, macio. Até ele vender, em 2001, e comprar um Palio EDX 1.0 1998 completo, aquele Mille nunca tinha dado problemas. Já o Palio agradou a toda a família...

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    1. É que fica a dica, pra um entusiasta dirigir o Mille ou ter ele como segundo carro é bacana. Pra uma família que só pode comprar isso acho que não é mesmo motivo de muito orgulho, o Uno tem suas qualidades mas acho que junto com o Fusca são os carros de menos valor pra quem compra eles por obrigação e não por gosto

      Excluir
  40. Giovanni
    Você disse tudo. Obrigado!

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  41. O Mille é mesmo robusto e confiável. Mas mudando de assunto, entrei de curiosidade no site da Fiat italiana pra ver se existe algo pra substituir nossa botinha ortopédica: deu pra entender porque a marca está quebrada na Europa! Que linha de carros mais pobre e com poucas opções!

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    1. Pois é, imagina se vendessem lá o que vendem aqui. Já estariam quebrados faz tempo

      Substitutos do Uno existem 3 lá fora, o Panda velho, o novo e o Punto. Pra quem não precisa de espaço tem o 500 e tudo pelo mesmo preço do Uno velho aqui

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  42. Amigos entusiastas, sei q aqui nao eh o lugar apropriado para isso, mas a opiniao de vcs eh mto importante. Chegou a hora de trocar o golzinho e tenho 2 carros em vista, um vectra elite 09/10 completo c/ teto e um civic 08/09 lxl, ambos automaticos e de conhecidos meus. Sao carros beirando os 35 mil rodados e valores equivalentes. O q me dizem deste duelo? Desculpa, mas agradeco demais. Abracos. Marcelo

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    1. Experimenta os dois e compra o que você gostar mais, uai!

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    2. Eu gostei de ambos, mas gostaria de saber as qualidades observadas pelo pessoal q talves eu nao tenha percebido

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    3. O Elite é o 2.4? Se for, espere por um pouco mais de torque (uma tocada diferente da do Civic, mas não tanto quanto parece) e um consumo absurdamente alto na gasolina ou no álcool. Dizem que se mexer nele vira um canhão consumindo o mesmo, mas não sei se é isso que vc quer. Espaço terá mais no Vectra assim como equipamentos

      O Civic além de mais compacto tem nesse ano estabilidade melhor que a do Vectra e um jeito de curvas que era o mais legal de todos os sedans, tirando talvez o Focus. Já tinham arrumado o consumo alto nos 09 e o desempenho é bom mas nada demais, além de ter poucos equipamentos

      Depende do carro que vc quer. Mais mimos pega o Vectra se não se importar com o consumo, mais agilidade e menos tamanho pega o Civic

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    4. Tá certo que esses dois modelos são de pessoas conhecidas, mas porque você não dá uma olhada em um Focus? Eu particularmente prefiro carros pequenos, mas se fosse optar por um médio, certamente compraria um Focus 2.0.
      Asterix

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    5. Fico com o Asterix!
      TLOTM...

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  43. Meu primeiro Mille foi em 93. Pretinho básico, literalmente. 4 marchas. Depois dele, vieram diversos outros, quase sempre como segundo ou terceiro carro da familia. Mas quando a situação apertava, "subiam de posição" sem qualquer problema. Nas estradas de terra (sitio, fazenda), ótimos. "Aguentam o pau" em situações que Gol e Saveiro abriam o bico rapidamente. Enfim, um ótimo veículo. No final do ano devo pegar outro. Mas como ninguem é de ferro, vai ser novamente com ar condicionado, nem que tenha que andar um pouco mais devagar. Mas sem suar a camisa...

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  44. Tem horas que eu duvido que eu seja um Autoentusiasta, não consigo de maneira nenhuma, por mais que eu me esforce, ver alguma graça em minicarros, não é questão de luxo, é algo que só permite que minha paixão por automóveis apareça diante de monstros como Landau, Impala... no mínimo um Omega ou Opala.
    Bem que eu queria sentir a emoção da disposição de carros minúsculos que o MAO descreve, mas não consigo, quando ando no Palio do meu colega de trabalho me sinto guiando uma bicicleta de quatro rodas com lataria, não tem peso, não sai de traseira.
    É por isso que me pergunto: Será que eu sou mesmo um entusiasta? Ou sou só um caminhoneiro enrustido?

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    1. Vamu simbora, Bino!

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    2. Nem um nem outro, está mais para chato mesmo.

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  45. MAO, outro dia peguei emprestado o Uno 2011 de meu irmão e de cara tive as mesmas impressões que você cita no post mas, de repente caiu uma chuva e percebi que o som dos pingos na capota me impediam de escutar o rádio. Os antigos não eram assim, eu lembro. Foi o único senão, de resto é show mesmo!

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  46. Belo post, MAO! Parabéns pela matéria! Me fez voltar no tempo. Lembrei do meu primeiro carrinho (Mille EX ano 2000). Carrinho guerreiro, honesto e de boa dirigibilidade.

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  47. Tivemos um Uno 0km na família da primeira leva vendido aqui. Duas portas, motor 1.3 a àlcool, com o cinzeiro deslizante no painel e pelado de tudo.
    Dirigi poucas vezes, tinha 13/14 anos na época, mas era um carrinho gostoso de andar como passageiro mesmo, silencioso, bom de curva e macio, a frente dos concorrentes na época. Pena que de vez em quando ficava teimoso para funcionar, e não gostava muito de andar na chuva...
    Depois disso tive uma Elba 1.6ie, carrinho rápido... mas não deixou saudades.

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  48. MAO,

    Estava sentindo falta de seus posts.
    Adorei este. Acho que a diversidade é sempre a maior riqueza.
    Supremo é poder transitar entre o arrojado e o simples, quando der na telha.
    Cada extremo com seu encanto. Mas para percebê-los é necessário superar os preconceitos. Aí sim, mesmo um carrinho simples como o Uno revela seu lado cativante.
    Há algum tempo venho sendo tentado a colocar um destes, que serão os últimos, em minha garagem. A lógica diz que não e reprime fácil a emoção, que ficou mais inquieta com o post.

    abraço


    Além de tudo sou saudosista.

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  49. Gosto do painel de instrumentos do Mercedes-Benz 220SE '65, assim como o painel do primeiro Passat.
    Asterix

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  50. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. ahhhh, vc q assina como tlotm...
      bom saber.....

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  51. O Mille realmente é um carrinho divertido de se dirigir, pequeno, leve, bom de curva, durinho feito um cabrito...

    Mas também tem uma lataria fininha! Me lembro que só de encostar na porta pra ficar papeando com alguém, a folha da porta já dava uma envergada!

    Fora o estepe, que está num lugar super prático de se pegar, mas tinha curiosidade de ver um crash test, só pra saber para onde esse estepe iria na hora do vamo-ver...

    Mas seria legal se ele viesse com um motorzinho 1.3 girador (já que de 1.4 pra cima essa familia de motores já passa a ter uma relação r/l desfavorável)

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    Respostas
    1. Eu tive um Palio Fire 2003 e também achava a lataria fininha. Eu também gosto de motores 16v, tanto que hoje tenho um carro 1,6 16v. Como era o desempenho do motor fiat 1,3 16v?

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  52. Tive um Uno como primeiro carro. Um mille 1992. O carro era como uma parte do meu corpo, leva ele onde queria, fazia manobras radicais viagens dando tudo o que o carro tinha, que a pesar de não ser muito, aguentava viajar por horas no limite do motor sem nunca reclamar. Fiz uma viajem com outros carros e acompanhei colegas com Gol GTI, Parati GLS e passat TS. No meio meio os VW era os preferidos e acompanhei a todos sem fazer feio. Na verdade surpreendi a todos com menos de 50 CV de potência e muita malícia na estrada. Tive de abrir o capô algumas vezes para mostrar que era um uno completamente original a não ser pelo catalizador retirado e colocado um tubo reto no lugar por ter soltado o miolo. Quando passei o carro estava com 150.000 rodados sem nenhum problema tenho certeza e o novo dono ainda deve ter usado muito o carro antes de fazer qualquer manutenção por desgaste. Nunca tive outro carro com um câmbio tão rápido (apesar de seco) como o daquele carro. Isso ajudava muito pois as trocas de marchas eram sempre feitas de forma a extrair até a última gota de suco da laranja. Depois disso tive mais 2 outros unos. o último um econnomy com ar e direção. A pesar de o motor fire não ter a mesma pegada a direção hidráulica fazia o carro ficar muito ágil.

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    1. Deixa eu adivinhar, vc também adora uma pescaria né?

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  53. Nunca pesquei nem jogo truco.

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  54. Os maiores entusiastas da atualidade são os instaladores de telefone e tv a cabo.

    Rasgam as cidades como "vidas-lokas" em seus Mille (leve lebre) e Celta LS (o mito) todos na cor prata, lógico.

    E ainda ganham pra ter esse prazer.

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    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!!!!!!

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    2. Instaladores de TV a cabo pra escritores do autoentusiastas já!!!!!!!

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  55. MAO,

    Entendo o seu ponto de vista.
    Esta matéria me fez recordar que há alguns dias, depois de muito tempo, dirigi um Uno da empresa. Apesar de ele já estar um pouco surrado, não precisei rodar muito para reconhecer as qualidades do carrinho. Daí pensei: Dirigindo este carro a gente consegue entender porque ainda tem tanta gente que compre este modelo zero Km, mantendo ele ainda em produção.
    Apesar da antiguidade, eu também acho o Uno realmente muiro gostoso e divertido de dirigir.

    ABRAÇOS A. E.
    Sergio S.

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  56. Sobre a obrigatoriedade de abs e airbag, corre-se o risco de acontecer como o kit de primeiro socorros obrigatorio. Nao gostaria de ter um airbag cospindo fogo na minha cara e nem perder os freios do carro por conta de equipamentos que estao la apenas para cumprir o mando governamental. Desculpem a falta de acento. Ate mais!

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    Respostas
    1. Se os equipamentos fossem comprados na esquina e instalados em qualquer lugar o que vc fala faria algum sentido

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  57. Meu primeiro carro foi um Uno Smart, 0km, ano 2000, azul-metálico. Fui de Brasília à Santa Catarina com minha esposa grávida de 6 meses, enteada de 6 anos e cachorro poodle pequeno de 4 anos, fora a bagagem. Carro sensacional, esperto, espaçoso e ecônomico. Já estou juntando dinheiro para comprar, como 2º carro da família, talvez um 0km, antes de seu fim.

    Parabéns, MAO.

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  58. Saudades dos faróis amarelos...

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  59. Vou tentar ser breve, mas na empresa temos um Mille 2008 (seco 2p) e um Clio Campus 2009 ("completo 2p), e eu tenho um fiesta CLX 97 (completo 2.0 :p)
    Tirando o fato do motor do fiesta, é o que mais me agrada na posição de dirigir, ajuste do banco, resposta do freio e de direção e estabilidade.
    Depois vem o Clio, um pouco mais macio q o fiesta, mas com uma ótima estabilidade Ajustes um pouco mais difíceis( por ser 2 portas o banco é deslizante), mas com volante bem posicionado e um motor muito bom, como é 16v todo mundo tem a impressão do Uno andar mais, mas eu sempre provo ao contrario.
    Já no Uno, não encontro uma posição ideal para dirigir, o volante me parece muito alto, o banco ou fica mt reto ou mt deitado, suspensão é interessante mas não me passa segurança em curvas mais rápidas e principalmente com chuva, parece q sempre vai sair de frente o carro, o freio é bom, mas é muito borrachudo.
    Tem diferenças ai, rodas 13 com pneu mais estreito, mas todos os carro são originais nesse quesito.
    Além disso o mille pode ter manutenção barata e fácil, mas como dá manutenção, carro tem 70 mil km, já foi embreagem, cabo de embreagem, buxas da susp. dianteira, discos de freio, maldita mangueira do respiro do óleo, ( pq aquela coisa tem passar em cima da admissão?)
    Já no Clio indo pro seus 60 mil km, até agora apenas, óleo e filtros, um jogo de pastilha e um jogo de vela.
    Fiesta não conta, pq não foi pego zero e tem modificações.
    Os clio e o Uno são flex, o Clio praticamente se mantém estável com os 2 combustíveis, já o Uno com gasolina fica uma bela porcaria, engasga, não tem força em baixa, já com alcool nem parece ser Mille.

    Mas realmente o Uno tem muitas qualidades, como espaço interno amplo e ser mais leve, apesar disso eu conseguir levar minha bateria (instrumento) com mais facilidade no clio do que no Uno.
    Consumo, é praticamente igual, sendo q o clio é mais pesado tem DH e AC, ponto pro Clio.

    Agora uma grande vantagem do mille é a relação longa, mas q quinta é muito perto da quarta, poderia ser mais longa a quinta, para o carro ficar ainda mais econômico na estrada.


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