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23 de dezembro de 2012

EXCESSO DE VELOCIDADE? EXCESSO DE PRESSA!


Muito se fala em excesso de velocidade e, conseqüentemente, em punição para quem comete esse excesso, como se a alta velocidade em si fosse a grande causadora de acidentes em nosso país, que exibe estatísticas desanimadoras quando falamos em trânsito. Mas, se você mora em cidade grande, basta prestar atenção à sua volta e perceber o que realmente faz as pessoas morrerem nas ruas: a pressa.

Estamos adoecendo como sociedade, as pessoas não raciocinam mais, não se importam mais com o próximo, têm sempre uma pressa sem fim, em um sem-fim de coisas que aparentemente não seriam resolvidas mesmo que a Terra levasse o dobro do tempo em seu movimento de rotação diário.

Cruzar com seu carro moderno e com manutenção em dia a 140 km/h em uma estrada de pista dupla, bem asfaltada e sinalizada, com pouco trânsito, não deveria ser passível de multa, simplesmente porque se as condições são favoráveis o risco é baixo, e quem deve estar apto a avaliar esse risco é o motorista bem formado, consciente de suas responsabilidades, e que preza pelo próprio bem-estar, de sua família e do próximo.

Mas, e a tal da pressa irracional? Essa mata, e muito! O sujeito pega a estrada com a família, em viagem de férias e, sabe-se lá por que, tem pressa. Aí, naquela estradinha que vai para o litoral, sinuosa e de pista simples (mão dupla), encontra o Mercedinho 608 se esforçando para manter os 60 km/h. Convenhamos, mão dupla e Mercedinho cansado é o que não falta no nosso Brasilzão afora. 


 
E aí? Aí que nosso pai de família, morador de capital, típico apressado tarja-preta, depois de 45 segundos atrás do Mercedinho baforento, começa a ficar agoniado e quem vem no sentido contrário começa a ver a quina do EcoSport 1,6 aparecendo toda hora por trás do Mercedinho.

Não tem jeito, uma hora o cara resolve que é agora ou nunca, reduz uma para baixo, esmaga o acelerador e vai à luta.

A tela fica preta, a musiquinha triste começa a tocar. Que pena. Que pena que nossa propaganda é levinha, para não impressionar criancinhas. As mesmas criancinhas que já estão cansadas de ver todo tipo de coisas das 9 às 10 na tela do plim-plim. Que pena que a propaganda não é igual na Austrália, com imagens chocantes para dar uma chacoalhada nos doentes da pressa sem fim.

Eu tenho prestado muita atenção no mundo à minha volta no dia-a-dia. Resolvi faz tempo que saio mais cedo e vou sem pressa. A sessão de sustos começa cedo, é começar a andar na enorme garagem do meu prédio e perceber um vizinho passando muito rápido, em 2ª marcha. Será que não dá para imaginar que uma criança pode sair detrás de um carro? 

Saio calmamente pela rampa mal projetada, tomando o cuidado de olhar se vem alguém pelo outro lado. Passo a cancela, ligo o rádio do carro ainda bem devagar, noto que o sujeito que saiu atrás de mim da garagem não se contém, passa de pé no fundo ao meu lado para logo em seguida montar nos freios antes de saltar na lombada. E lá vai ele ganhar 2 minutos e 28 segundos no trajeto para o trabalho...


 
Chegando ao final da reta cheia de lombadas, transpostas com o devido cuidado, paro antes de entrar na avenida principal, que é bem movimentada. Quase levo uma batida na traseira, a placa vermelha escrito PARE deve significar o contrário, talvez do mesmo jeito que quando vamos aos EUA e olhamos PUSH escrito na porta, a puxamos. Vai ver não era para parar, e sim para acelerar...
 

Adiante, uma rotatória daquelas emocionantes, todos que vem da direita querem entrar a esquerda, e vice-versa. Pergunta se alguém tira o pé? Dá para ler o pensamento do careca que guia a Saveiro preta: Esse mané da Zafira prata que se segure, eu estou atrasado!

Saindo da rotatória, entro uma grande avenida de duas pistas e nenhum semáforo (ainda), e por vezes ando a 100 km/h, acima do permitido, sem o menor problema. Mas ao menor sinal de trânsito, reduzo para velocidade compatível. Nessa hora, o garotão do "Golzin" verde resolve que também está com pressa, precisa chegar na praia logo antes que as ondas acabem. Ah, mas agora todo mundo embolado a 50 km/h, porque um Mercedinho azul acabou de sair do retorno lentamente. Todo mundo bem abaixo do limite, nenhum perigo de multa, mas o cara do Gol quase causa um salseiro danado, apesar de estar a "apenas" 80 km/h.

Chego à avenida principal, após contornar a alça de acesso ao viaduto, calculo bem o movimento do carro que vem na pista da direita da principal, e já me preparo para o kick-down do Zafirão, afinal todo mundo com pressa e ninguém tem obrigação de deixar o mané entrar no fluxo. Coitada da dona Maria, no seu ligeiro Classic VHC-E, medrosa como só ela, sempre acaba parando na pista de aceleração até alguma alma caridosa deixá-la entrar.

Quase chegando ao destino, pressinto o perigo de novo, um Sorento prata, tal qual um rinoceronte, ameaça entrar cruzando a pista. Diminuo bastante e faço sinal para ela seguir. Claro que ela me viu, meu carro tem vidros transparentes como a água, já eu só consegui mesmo ver um vulto de cabelos compridos (vai ver nem era "ela"), tentando equilibrar um celular entre o ombro e a orelha direita, que acelera e entra meio cambaleante na principal, e cruza a pista, não sem receber algumas buzinadas de outros apressados. Deve estar atrasada para a manicure.

Cheguei, mais uma vez, são e salvo.

Um amigo me contou que outro dia levaram o Gol de um conhecido dele no Circo da Lei Seca. Bêbado? Nada, o sujeito não bebe porque a religião dele não permite. Levaram mesmo porque a luz da placa estava queimada. Teve até bate-boca entre o fiscal e o PM que dava apoio à operação, pois o segundo ficou indignado com a falta de bom senso do fiscal. Ou lâmpadas avisam quando vão queimar?

É isso aí, muito rigor com um único chopinho, andar a 129 km/h ou deixar a luz de placa queimada. Campanhas de conscientização sérias sobre acidentes de trânsito e formação de excelência para os nossos motoristas, acho que só na próxima encadernação...

AC

107 comentários:

  1. Angelo Genovesi23/12/12 12:22

    Jamais deveria existir limite de velocidade, especialmente em rodovias como a Castello Branco, onde um bom carro pode trafegar a 160 km/h com segurança suficiente.

    O que deveria existir é instrução decente aos motoristas mal educados, que usam o carro como uma arma e não como um útil meio de transporte.

    Poderíamos adotar o critério europeu, de poder trafegar bem rápido em rodovias se todos os motoristas brasileiros fossem conscientes o suficiente e bem instruídos para guiar.

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    1. Angelo, com o atual nível dos simuladores, seria possível colocar o aspirante a motorista em situações críticas de trânsito, a fim de avaliar se está realmente apto a guiar um carro pelas ruas.

      Um exemplo seria simular uma ultrapassagem em estrada de mão-dupla onde o caminhão em sentido contrário se encontrasse longe, porém em descida (consequentemente o avaliado em subida). O caminhão ganharia velocidade rápido e o carro do avaliado teria mais dificuldade para acelerar.

      Hoje a preocupação é fazer o carro andar e colocar na vaga. A maioria não sabe avaliar situações de risco, mas nem por isso deixam de andar apressados.

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    2. Discordo totalmente, pois nossa educação de trânsito não permite tal liberdade. Aqui ainda impera a lei de que o errado é sempre o outro... não, ainda não somos civilizados o suficiente.

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    3. O acidente por pressa mais ridículo que conheço foi de uma professora que ultrapassou o sinal de "pare" na linha de trem: nem precisaria dizer que ela não conseguiu chegar a tempo ao trabalho e nem dezenas de outros motoristas

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    4. Mas no Brasil sempre se deu maior valor ara saber estacionar e não deixar o carro morrer. Acho que pensam que todos querem ser manobristas e não motoristas.

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    5. Corsário Viajante23/12/12 15:18

      Verdade. Mas para isso o governo teria que estar interessado em formar condutores, não em formar pagadores de imposto.
      Para se ter uma idéia, minha esposa tirou carta faz pouco tempo, veio toda preocupada me avisar que meu carro estava com defeito, pois quando virava a direção "apenas" as rodas da frente giravam, as de trás ficavam paradas. Oh my god!

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    6. Simulador seria interessante para outras situações, por exemplo o que de inicio me preocupava logo quando tirei minha CNH e comecei a pegar a estrada ficava na minha cabeça ali trafegando a 100, 110... E se fura um pneu qual a reação do carro, qual a minha reação? até que aconteceu e foi sem stress, ou a primeira frenagem de emergencia em um carro sem os aparatos eletrônicos? numa estrada de pouca aderência.

      Mas disso da pressa não é só no transito...Hoje cheguei calmamente em um grande supermecado da cidade, 10mim antes de abrir porque tinha que deixar minha mãe noutro local e já ia aproveitar para as compras, peguei o carrinho e fiquei proximo a porta mas guardando distancia...esperando abrir, mas cada minuto que se aproxima das 08:00 chegava mais e mais gente e na hora que o guarda abriu era aquele atropelo...enfim foi um dos primeiros a chegar ali, mas para não ser atropelado entrei bem dps...

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    7. Fabio, que bom que não sou o único que repara e se incomoda com isso! O que vejo é exatamente isso, pro zé povinho, "dirigir bem" e "dirigir mal" significa ser bom ou ruim em baliza, e não deixar o carro morrer! O resto não conta.

      E não é uma impressão subjetiva, pois na rua e em reuniões com colegas, amigos, parentes, já cansei de ouvir esse tipo de coisa. Dependendo da minha "performance" ao colocar ou tirar um carro de uma vaga, já ouvi gente falar tanto que eu "dirijo bem", como me criticarem por "dirigir mal" (a última bem mais que a primeira, admito).

      Hoje estou melhor, mas nos meus primeiros anos como motorista sofri bastante com esse "preconceito", pois eu era péssimo em baliza, tinha dificuldade mesmo pra colocar e tirar carro de vaga, assim como não deixar o carro morrer. Mas modéstia a parte, pra todo o resto eu sempre fui um bom motorista, mesmo quando ainda estava na provisória - provados pelo fato de em 12 anos nunca ter me envolvido em nenhum acidente de qualquer proporção, e só ter recebido 3 multas.

      Gostei da comparação. A próxima vez que me envolver em alguma conversa sobre o assunto, vou perguntar se estão falando de motoristas ou manobristas.

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    8. Texto corretissimo. Estou agora em Orlando, tem limite aqui de 60 mph na Interestadual e a turma toda vai a 80 mph tranquilamente sem ninguêm encher o saco, sem polícia, sem radar, nada. E quando a via está livre, passa cada um que vou te contar....Bom senso. Na mesma via, transito pesado, o pessoal diminui e pronto. Dentro da cidade te um festival de placas com todo tipo de velocidade; 23, 30, 35, 45 mph, etc. ZERO de radar e ZERO de polícia te enchendo. Funciona bem e não vi batida. Não tem buraco, asfalto liso, nem uma folhinha n chão da rua. 1000 anos na nossa frente....

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  2. Há tambem a classe de transeuntes motorizados apressados chamados motoboys,agora a nova" moda "entre eles ,é trafegar na contra mão em avenidas de mão dupla quando o transito está totalmente saturado,onde está a CET nesse momento para multar,basta uma pequena distração e aparece um motoboy na sua frente,pronto para se tornar mais um numero na estatistica.

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    1. No codigo de transito de sp motoqueiro deve andar na contramao, na calcada, com botijao de gas, parar sobre a faixa de pedestre, isso quando nao passam no vermelho. sem contar que o escape deve ser do mais barulhento possivel, junto da corrente anti furto sobre a placa. DOcumentacao e artigo raro,a maioria compra financiada em suaves parcelas, pagam duas ou tres e nunca mais.

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    2. Lorenzo Frigerio23/12/12 20:20

      Um deles morreu recentemente depois de fazer isso.

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  3. Moro numa rua de uma quadra só, e existe um deposito e revendedor de papel para gráficas, editoras e tals. Estão a uns bons 10/12 anos por aqui e a quantidade de carretas que descarregam ,todo santo dia é de assustar, mas dava pra conviver com isso. Piorou muito pois as carretas são cada vez maiores, detonando o asfalto não dimensionado para tanto peso, isso quando não arrebentam as calçadas pois sobem também no meio fio, sem contar os caminhões médios e pequenos que também vem entregar/buscar material.O diabo é que bem em frente a esse depósito, abriram um escritório da Prefeitura, para administrar os garis que vão para sua labuta diária de varrição e limpeza. Até aí, também sem problemas. É uma multidão de uniformizados desde as 5:30 da matina. Falam alto, riem mas cumprimentam os "vizinhos" com educação, e tem comportamento bem civilizado, sinal de que estão aparentemente bem treinados.. O problema, são os equipamentos que usam. Basculantes (vários), retroescavadeiras, kombis, pickup's e por aí vai, numa rua com 100 metros . As vezes, até para sair, tem-se que procurar o motorista e pedir prele fazer o grande favor de tirar o bruto da frente de sua casa. Certamente viver aqui, está mais fácil que em Moema, mas...

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  4. Isso está caindo como ironia para mim... Ontem fui prensado no canteiro central por uma Van que mudou de faixa sem olhar e sem sinalizar. Caí, sofri hematomas e destruiu a moto.

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    1. Luiz AG
      Sou capaz de apostar que o motorista da van tentou olhar pelo retrovisor esquerdo mas o "saco de lixo" no vidro impediu.

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    2. Bob Sharp,

      Não podemos descartar essa hipótese, mas o fato foi que entrou de uma vez, talvez um ponto cego, talvez o saco de lixo... A desculpa foi a pressa, isso não pode acontecer. Nunca bati em uma moto em 20 anos de carta.

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  5. O que percebo mais no dia a dia com colegas de trabalho, que na realidade o brasileiro não respeita o brasileiro
    E no transito isto fica gritante

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  6. Aliás, conforme relatado por mim no acidente acima, o delegado enquadrou no Art. 303 por lesão corporal culposa. Não quero dinheiro, apenas que meu bem seja ressarcido dos prejuízos, e levarei o processo até o fim, pois não é aceitável que as pessoas se tornem sociopatas colocando a vida de outrém em risco com desculpa de pressa.

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  7. Muitissimo bem colocado, Alexandre. Excesso de pressa. Pressa irracional. Para que isso?
    Como viajo frequentemente por um trexo entre o oeste e o sudoeste do PR, teria umas boas histórias de sustos causados por excesso de pressa de outros motoristas, especialmente na BR-163. Meu trajeto é de cerca de 180 km e tenho para mim que meu tempo para fazer esse caminho é de 2:30 hrs, com cautela e sem pressa.

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    1. Cascavel a Barracão?

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  8. Esse é uma questão que não tem solução:

    Não adianta discutir transito, questionando atitudes de "autoridades" de transito, nem da educação enquanto o transito não for tratado como trânsito.

    Hoje o que vemos é a formação de condutores visando sustentar certos "cartorios", a politica nacional de segurança no transito nas mãos de estados e municipios mas visando unicamente o cunho arrecadatório e não de educação, enfim, toda uma situação dubia onde a função do estado de proteger, mistura-se com a função fiscal de arrecadação. De maneira analoga ao cigarro. O mesmo estado que combate o fumo é o mesmo estado que arrecada Bilhões de Reais com impostos sobre o cigarro.

    Enquanto isso não mudar, o estado não tomar a decisão de educar, podem fazer a campanha que for. Nãda mudará. O transito continuará matando, continuará sendo violento, multando, motoristas continuarão sendo mal formados, etc. etc. etc.

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    1. Em resumo: o estado precisa trabalhar para o povo e não para quem financia as eleições.

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  9. Joca Mello23/12/12 13:40

    Ótimo texto!
    Também sou adepto de sair um pouco antes, e apesar de ser um hábito simples de ser aplicado, sempre encontramos motivos tolos para estarmos atrasados. Mais do que prezar pela pontualidade, percebo que estar apressado faz mal a mim, ao meu carro (ao meu bolso!) e aos outros.

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  10. A lei nunca puniu corretamente os motoristas irresponsáveis.Antes desse rigor todo pra um chopinho deveriam fazer as leis direito e por elas pra funcionarem.ex:O cara bêbado que invadiu o passeio e matou seis pessoas que estavam no ponto de ónibus,deveria ser julgado, perder a licença pra sempre e ficar no mínimo uns dez anos preso.

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  11. Gosto de andar veloz (120/140) na estrada que ofereça condições. Mas realmente ando sem pressa. Ando com o máximo de cautela, boa distância a frente etc. Mas é engraçado como tem sujeito que anda devagar mas tem pressa. Na menor retenção, o sujeito comete todo tipo de barbaridade, para não perder tempo por pressa ou falta de paciência.

    Realmente são os verdadeiros causadores de acidente, que por muitas vezes escapam ilesos e vão embora. Creio que o que falta a esses motoristas é um desenvolvimento educacional.

    AC, gostei do post. Ao Bob, nesse novo 'formato', ficou mais estimulante ler os comentários e comentar também. Um abraço a vocês.

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  12. Treine e conscientize bem o futuro motorista.

    E os gastos com exércitos de fiscais de trânsito será algo meramente dispensável, podendo tais recursos ser empregados em outros setores da sociedade.

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  13. Vejam a situacão: rodando pela Ayrton Senna ontem, eu estava na faixa da esquerda querendo andar r,rápido na medida do possível e aquela fila interminável a frente... eu ia acompanhando o fluxo, daí a pouco vem um Fox colando na traseira, dando seta e piscando farol... sera que o cidadão não enxerga que o trânsito está carregado e eu também queria andar mais rápido? E muita estupidez

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    1. Por outro lado, se vc não estava com a seta ligada (e portanto não estava aguardando para ultrapassar, nem ultrapassando), o que fazia na esquerda?

      O cara dando seta e piscando farol podia estar protestando contra os tranca faixa...

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    2. Concordo que é muita estupidez.
      O elemento (no caso, o do tal Fox) provavelmente se acha especial, pois em sua mente obtusa os demais veículos, que poderiam ir mais rápido se não fosse a fila à frente, lhe deveriam o respeito de saírem da sua frente, tendo que se enfiar na fila da direita, para que o bonitão passe e comece a importunar o próximo veículo da fila da esquerda.
      Nesse caso, vale a regra não escrita de quase ignorar o espertinho, mantendo a posição, e de preferência dando seta para a esquerda, sinalizando portanto que também quer ultrapassar (ou passar).
      Sem stress.

      tunderbird.

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    3. Anônimo 1, eu felizmente enxergo mais que um palmo à frente e podia observar que a seta esquerda seria inútil naquela situação, tal qual seria inútil ficar cozinhando o motorista que estava à minha frente.

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    4. Exatamente, é o caso em que não se resolve só dando passagem, pois todos ali gostariam de estar mais rápido. O cara lá na frente pode ser o "errado" por trancar todos, mas precisa de bom-senso de quem está atrás também, pois também há muitos que como o texto bem explicou, não querem andar rápido, e sim, estão com pressa(e devem ser assim da hora que acordam até a que vão dormir).

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  14. Ou aquelas pessoas que botam insufilme ultra escuro e que o motorista do carro de trás não consegue ver o que está à frente do carro que está com o insulfilme. E se o trânsito parar de vez por algum motivo lá na frente? Ou aqueles que andam a 100 km/h fugindo do congestionamento através do acostamento se achando os "espertos". Têm muito mais...

    H

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  15. E outro dia, vi em uma reportagem na TV sobre a Rodovia Dutra. Um engenheiro especialista em transportes foi categórico, a Dutra é importante pro Brasil mas é velha e com um traçado obsoleto, que provêm da década de 40. Já passou da hora do Brasil ter uma nova rodovia paralela à Dutra que permita que os automóveis rodem a pelo menos 160 a 170 km/h e os caminhões a 140 km/h. Seria interessante, ainda mais ligando duas grandes cidades do Brasil.

    H

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    1. Haja desapropriações, amigo! O traçado da Dutra é até moderno, pelo menos no trecho de SP há muitas retas. Mas certamente uma das coisas que atrapalham, não só na Dutra como em todas as estradas é o excesso de caminhões. Nada contra eles, mas não dá pra negar a falta de uma malha ferroviária condizente com o tamanho do país.

      João Paulo

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    2. Hahaha, caminhões a 140 Km/h...percebe-se que nunc dirigiu um...um aminhão carregado a esta velocidade tem uma cqapacidade de frenagem de um trem...

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    3. Ah mas eu não duvido que alguns sejam capazes de atingir essa velocidade no plano, mesmo carregados.

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  16. Corsário Viajante23/12/12 15:17

    O curioso é que nosso trânsito virou uma febre de extremos.
    Por um lado, pessoas dirigindo de forma irracional e agressiva, costurando, fechando e cometendo infrações de forma leviana e completamente desnecessária.
    Por outro, uma psicose por "segurança", por limites ridiculamente baixos de velocidade, por semáforos e lombadas, por montanhas de equipamentos salva-vidas, de radicalismo extremo, como na chamada "lei seca"
    Me parece que cada vez mais as pessoas querem ser tratadas como gado, e se o governo não tratar como gado elas viram vacas bravas...

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    1. É verdade. E uma coisa consequência da outra. A questão é q penso que tentam "resolver" os problemas de maneira totalmente errada.

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    2. Corsário Viajante23/12/12 21:53

      Sim ,todos tentam "resolver" jogando o problema para outro. Assim, a culpa é da "velocidade", da "neblina" da "bebida", mas nunca de quem abusa da velocidade, de quem anda rápido demais ou para na pista com neblina, ou de quem bebe a ponto de não conseguir andar e resolve bancar o Senna.
      Resultado> um bando de bebês adultos incapazes, que adoram o jogo de gato-e-rato com o governo, onde um dia reclamam da corrupção dos "pulítchicos" mas no dia seguinte subornam o guarda ou abusam da velocidade usando GPS para não tomar multa.

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  17. Ótimo texto, concordo em número, gênero e grau. Moro no Km 74 da Raposo Tavares e todo dia me desloco até o Km 90 (mais ou menos), onde entro na cidade, para trabalhar e estudar.

    Pego por dia 4 ônibus lotados até a tampa (2 na ida e 2 na volta), aqueles 'circulares' suburbanos, como sou estagiário, não tenho carro e nem condições de adquirir um (nesse trecho há um pedágio que dobraria as custas de me deslocar até o trabalho), porém, quando há necessidade, tenho um carro 'velhinho' de meu pai à disposição, vulgo sucatão (pickup corsa 2001).

    Nas poucas vezes que preciso ir de carro, como a raposo nesse trecho é pista simples, cheia de policiais traiçoeiros, escondidos no meio do mato com seus radares, esperando o primeiro que não se contém aos 70, 80 Km/h da via, porém, o que mais vejo são indivíduos colados literalmente na traseira, dando seta, farol, tentando forçar a passagem, sempre em lugares sem a faixa adicional.. Inclusive caminhões vazios que abusam muito da velocidade e fazem o mesmo.. Um suicídio..

    Outro problema é, na faixa adicional, na subida, quando você tenta passar o campeão da frente, onde ele, montado em seu palio fire ou em seu celta 1.0, insiste em não dar passagem e muito menos andar.. Como o amigo disse no texto, nada contra andar rápido, porém respeitar quem vem atrás e quem vai na frente é fundamental.

    Se há faixa adicional, eu a utilizo, se estou querendo andar um pouco mais, ultrapasso com segurança e já retorno à pista adicional para que um 'peixe maior' faça a ultrapassagem sobre mim, porém respeito.

    Outro lugar complicado que eventualmente pego é a rodovia Celso Charuri (que faz a ligação entre a raposo tavares e a senador josé ermírio de moraes (castelinho), essa é a pior das piores, duplicada, asfalto muito bom, porém dá muito medo. Sempre utilizo a faixa da direita, e nessa rodovia sempre algum caminhão encosta em minha traseira e começa a dar sinal de luz e seta, se eu freiar por qualquer motivo, eles passas por cima, e sempre estou no limite da rodovia, 110Km/h.

    Nesses dias, na mesma rodovia, estava voltando de campinas com o celta da minha namorada, celtinha judiado, mal cuidado, fraco demais por falta de cuidado.. Quando olho no retrovisor, algo que parecia ser um VW 8-150, ficou uns 5 minutos me dando seta e farol, bem colado em minha traseira, detalhe, eu estava à 120, 125 Km/H, na faixa da direita. Quando ele decidiu me passar, certamente estava à mais do que isso.

    Agora deixo a questão, e se Deus nos livre atravessa um cachorro ou cavalo em minha frente e preciso frear ou mais, ele precisa frear por algum carro? Acidente gravíssimo na certa.. É muita irresponsabilidade.

    Voltando ao assunto ônibus, como passeiro, o que mais vejo é o motorista dos coletivos que pego fazendo a mesma coisa com carros de passeio, eles cruzam, fecham, abusam da velocidade (e quando chega na subida, ficam atrapalhando), enfim, todos de pé no ônibus, sempre cerca de 60 a 70 pessoas se equilibrando e o caboclo colocando a vida de todos em risco.

    Sinto-me impotente pois sempre que há blitz, a PM me para, sou premiado, a cada 10 Blitz, em 9 sou parado, mesmo sem ter insulfilm ou o carro ser rebaixado, preparado, sonzão, a pickup corsa de meu pai é totalmente original, e não ligo para isso, porém sinto-me profundamente chateado pois, alguém que segue as leis sempre é fiscalizado e pessoas que não cumprem como esses que citei NUNCA são autuados, parados ou sequer fiscalizados.

    Realmente, não consigo gostar do Brasil, terra onde nasci, mas que não me orgulho.

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    1. É o problema de estar muito certo num lugar muito errado, percebem que você é presa fácil e param você porque sabem que não vão levar um tiro, carteirada e ainda podem inventar alguma coisa sem mais problemas. Os que estão errados podem fazer alguma coisa, dão trabalho de parar e ainda por estar com tudo errado não vão ganhar nada parando

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    2. Diogo, realmente não dá pra saber o que se passa na cabeça desses policiais de blitz, qual o critério deles, se é que há algum. Mas sua Corsa Pickup, por algum motivo deve influenciar, talvez seja um carro muito roubado na sua região, ou a maioria rode com ipva atrasado, ou algo assim.

      Falo isso porque quando eu dirigia um Uno Mille 1993, branco, era a mesma coisa, 9 em cada 10 blitz eu era parado, mesmo com o carro totalmente em ordem, excelente estado e todo original (nem vidros verdes tinha... era aquário). Depois tive um Fiat Marea com visual muito "bandido", preto fosco, lacrado no G5, rebaixado, escape aberto, e nesse carro eu muito raramente era parado, coisa de 1 a cada 10 blitz ou até menos.

      Eu pessoalmente sou contra blitz, acho que só serve no máximo pra aumentar a sensação de segurança mas é puro autoritarismo. Polícia só deveria ter permissão pra parar quem realmente tiver uma atitude ou descrição suspeitas. No mínimo, acho que quando o cidadão fosse parado numa blitz a polícia deveria ter obrigação de explicar um motivo pra ele ter sido "premiado".

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    3. Adriano
      Esse é o sistema americano, só parar um veículo em caso de flagrante delito, infração de trânsito ou problema no veículo, como uma lanterna apagada. Tanto que alguns anos atrás numa cidade americana foi realizado um plebiscito para autorizar a polícia a parar veículos entre 23h00 e 6h00 devido ao aumento da criminalidade. A rigor, acho que aqui não pode também, e isso o leitor Charles (comentário no post sobre a lei seca) poderia ajudar a esclarecer. Acho que blitz com ordem judicial.

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    4. A polícia pode parar o carro que quiser e a hora que quiser. Inclusive pode revistar o carro quando há fundada suspeita, que pode ser uma simple negativa de abrir o porta-malas. Em se tratando de Brasil isto seria de uma estupidez medonha. A polícia rodoviária federal apreende 1/3 de toda maconha e 1/5 de toda a cocaína apreendia no país. Como vcs acham que esta droga e apreendida? o carro vem com uma faixa escrita na frente "sou bandido"? não, carros são abordados e de acordo com o histórico do indivíduo (história contada e vida pregressa) o carro é checado. A maioria dos embriagados é a mesma história.
      Fico impressionado como brasileiro só pensa nos seus direitos e acha que é culturalmente equivalente à países de primeiro mundo pra adotar as mesmas coisas (claro, só direitos, por que deveres, ah esses não!) que são lá adotadas. Assim ficaria muito fácil, é só o traficante, contrabandista, procurado andar num carro certinho que tá legal. O importante é respeitar o meu direito de não ser importunado pelo Estado...lamentável.

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    5. PFR Matheus Damião
      Que bom tê-lo de volta, estava sumido! Espero que tudo esteja bem com você.
      Essa questão de poder ou não parar um veículo, lembro-me de ter sido bastante ventilada por advogados por ocasião da promulgação da "lei seca". Não quero duvidar da sua abalada opinião, mas vamos esperar pelo que o leitor Charles, a quem pedi parecer sobre outro assunto de ordem legal, tem a dizer Como a arte imita a vida, é comum ver-se nos filmes americanos um policial em sua viatura seguindo um suspeito, só o detendo quando este comete alguma infração de trânsito.

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    6. Seu Damião,

      Uma caminhonete Chevrolet Veraneio rodou mais de quinze anos em minha cidade sem a devida documentação e o motorista nunca foi parado.

      Mas quando se tem amigos, não é preciso, Certo? Mesmo nas blitzes, a bichona e seu motorista passavam incólumes.

      Com apenas dois meses de uso do meu atual carro, fui parado em uma dessas blitz nazistas para a verificação da documentação, isso após essa caminhonete passar em minha frente e não ser molestado. Apenas um abano de mão para o guarda e tudo ficou resolvido. Certo também não?

      E mais uma: Se o motorista da caminhoneta era conhecido dos policiais, eu também era. Minha cidade tem apenas 12.800 habitantes, ok?

      Para finalizar faço-lhe uma pergunta: “Porque policial reformado pode beber livremente TODOS OS DIAS nas calçadas dos botecos da cidade e depois guiar seu carro tranquilamente como se nada tivesse acontecido?”.

      E depois tem pessoas que vem aqui dizer que as leis brasileiras servem para todos.

      E mais uma, deixar que policiais julguem o motorista se ele está ou não bêbado é uma das maiores idiotices do nosso país. Leitor médico já comentou que mesmo eles tem dificuldades em distinguir a embriaguez de outra doença.

      Assina: Um brasileiro triste.

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    7. Um amigo meu, que recentemente ingressou na PRF, me disse outro dia que eles não multam outros policiais..... é uma "ética" entre as policias.

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    8. Bob, realmente, já tinha conhecimento que esse é o sistema americano, de só parar com motivo aparente. Acho muito mais justo e correto, mais de acordo com um país que se diz livre e não é uma ditadura totalitária, onde todos são suspeitos e eventuais criminosos. Não que o Brasil seja um país livre, na minha opinião desde Getúlio Vargas o Brasil sempre foi um país totalitário, livre só "pra inglês ver". Sem confundir com democracia, que como vc mesmo corretamente diz, se resume a nada mais que o poder da maioria do povo de determinar o rumo do país pelo voto (só nas ocasiões que convém aos governantes, obviamente).

      Matheus, sei muito bem que no Brasil a polícia pode parar quem quiser, a hora que quiser. Estou justamente dizendo que não concordo com isso - mesmo sabendo que tem suas vantagens, acho que não compensam o seu lado prejudicial. E se eu puder tomar providências para diminuir esse poder da polícia, com o voto em um plebiscito ou me comunicando com deputados e senadores, com certeza o farei.

      Em uma verdadeira democracia, os bons jamais devem pagar por uma minoria de maus, e é isso que acontece, não se trata de um simples desejo de "não ser importunado" - até porque simplesmente mostrar os documentos ao guarda e ser liberado pra seguir viagem, por si só não é nada demais. Mas sempre que isso acontece, eu me sinto ofendido e humilhado por ter sido tratado como suspeito sem motivo aparente. E sei que não sou o único.

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    9. Adriano
      Outra coisa, além de o carro só poder ser parado pela polícia americana em caso de flagrante delito, infração de trânsito ou problema no veículo, pode também em caso de condução errática, típica de quem não está bem. E, não custa repetir, só é considerado alcoolizado, e portanto inapto para dirigir, quem está com mais de 8 decigramas de álcool por litro de sangue, não os nossos atuais e ridículos 0,2 g/L. Será que somos fisicamente incapacitados em relação aos americanos? Para terminar, noticiado há pouco no "Jornal Hoje", da TV Globo, que a fiscalização se intensificou após a modificação da "lei seca". É ou não uma gente burra?

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    10. Bob, sempre me entristece passar por um posto da PRF e ver o policial cochilando dentro da cabine ou parado no acostamento tirando caca do nariz, quando deveria estar na estrada patrulhando... e tome carros cambaleando em zigue-zague chegando a invadir a faixa da contramão, sem serem importunados.

      Infelizmente o povo também é burro e aplaude essas medidas... em conversas entre parentes, amigos e colegas de trabalho, sempre bato nesse argumento de que o que fez diferença na "lei seca" foi só o aumento do rigor na fiscalização e não precisavam ter mudado as leis pra isso. Mas meus argumentos simplesmente não entram na cabeça das pessoas, então ou eu sou um péssimo orador, ou elas são muito burras.

      Acrescento ao meu primeiro comentário que, fora a diferença de tratamento nas blitzes com o Uno Mille "certinho" e o Marea "bandidão" que relatei, tem outra experiência que lembrei de adicionar. Na época da minha vida que tive o visual mais "nerd" e "mauricinho", várias vezes quando caminhava a pé pela rua fui parado e revistado pela polícia - inclusive em plena luz do dia em dia de semana, até porque nunca fui boêmio. Depois adotei um visual mais "bad boy", comecei a fazer academia e fiquei mais forte, troquei os óculos por lentes de contato, cabeça raspada, roupas menos formais, enfim um visual que passava uma impressão menos "confiável". Bem, enquanto adotava esse visual "bad boy", nunca fui parado pela polícia, isso transitando pelos mesmos locais nos mesmos horários que antes.

      Diante de todas essas experiências, me ficou a impressão que no Brasil, a polícia segue a lógica de que se vc parece correto e certinho demais é atitude suspeita, deve ter algo a esconder. Em contrapartida, a não ser que esteja em flagrante delito, se você está todo errado e/ou com aparência mais suspeita é porque está relaxado por não ter nada a temer - ou eles tem medo de parar alguém assim. Todas as polícias do Brasil me parecem seguir essa lógica, que na minha opinião é uma total inversão de valores.

      Com a palavra, os policiais frequentadores do blog.

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    11. "Fico impressionado como brasileiro só pensa nos seus direitos e acha que é culturalmente equivalente à países de primeiro mundo pra adotar as mesmas coisas..."

      Uau... UAU! A densidade de ignorância nesta frase acima quase a faz um buraco negro de ignorância, extinguindo toda luz a seu redor.

      Achar que a cultura de países do 1o mundo é essencialmente melhor é de uma infantilidade tremenda. Na verdade, é preciso se perguntar que países de 1o mundo se refere? Parece que há certa admiração pela lei e ordem, que no entanto só são idolatradas em países anglo-saxônicos e germânicos, pois nos países latinos de 1o mundo pouca importância se dá a elas.

      A bem da verdade, a idolatria pela lei e ordem vem de um tradição de governos tirânicos nestes países, que fizeram do medo de desobedecer a ordem estabelecida seu estilo de vida. Se acha difícil de acreditar, basta ir a qualquer aeroporto nos EUA e ver sua população ser violada em público antes do embarque.

      Já onde a lei e ordem são vistas como instrumentos, não como fins em si mesmas, as pessoas tem a liberdade de usar seu bom-senso. De fato, às vezes o bom-senso não se acha e coisas desagradáveis acontecem. No entanto, ganha-se em experiência e se vive uma vida sem medo do estado, visto não como suserano paternalista do povo, mas como seu servo.

      O termo técnico de ambas culturas são cultura de baixo contexto e cultura de alto contexto. Nos países anglo-saxônicos e germânicos, a cultura é literalista e rígida, enquanto que nos países latinos ela é contextual e flexível.

      Muitos brasileiros, talvez pela inculturação americana, acham que uma cultura de baixo contexto é melhor, em que as coisas funcionam e se tem paz de vida. Como vivem numa cultura de alto contexto, acham a solução está em idolatrar a lei e ordem (como se "Ordem" fosse necessária e suficiente para haver "Progresso"). No entanto, isto é um engano. Sacrificar nossa cultura é sacrificar nosso estilo de vida; uma vida que nos proporciona rirmos de nós mesmos e de dar três beijos numa moça "para casar". Tente fazer isto nos EUA ou na Alemanha...

      Vivendo há mais de década nos EUA, que no começo também achava que a razão de tanta riqueza fossem leis rígidas, vejo um povo pequeno, de miolo mole, sem iniciativa, sem capacidade para inovar, cheio de medo, sem personalidade, violento, hipócrita. Se este é o preço, me dê a bagunça brasileira. Pois com ela se dá jeito, já a alternativa está ossificada.

      Não, o problema é que levar uma vida virtuosa, não segundo as leis do momento, mas segundo as leis escritas no coração do homem desde sempre, não é exatamente encorajada e elogiada, pelo contrário. A tradição brasileira da malandragem é que corrompe a alma brasileira. Tradição que vem de lidar com um estado que desde os tempos do Brasil colônia tenta imitar os estados tirânicos acima mencionados. Traço infelizmente recorrente cada vez que há clamor para o estado fazer alguma coisa, o mesmo estado da ditadura, do Sarney, do mensalão, etc.

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    12. Voce acertou quando falou que é medo de parar gente assim, ademais um sujeito assim pode não ter nada pra oferecer, pode não ter medo e assim não ser ameaçado e pode conhecer gente que ameaçaria os policiais. O "nerd" "mauricinho" pra policial assim é o que ele procura, fácil de colocar medo e extorquir, sem ameaças e com alguma coisa pra dar. Não é a toa que as madrugadas estão lotadas de usuários de drogas que não são incomodados na mesma rua em que gente fazendo tudo direito é parada e multada

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    13. Nos 7 anos que estou na PRF não vi um único policial priorizar o veículo que aparenta certinho. A maioria dos abordados são as motocicletas e veículos peliculados. A questão de te parar pode ser falta de sorte apenas. Só não fizemos mais por absoluta falta de gente e de meios modernos para fiscalizar.
      Quanto a questão de amigos, policial bêbado, etc, cada lugar tem uma cultura diferente. É claro que se tem um tratamento diferenciado com policiais, pois não hora do aperto são eles que vão te ajudar. Agora, eu já prendi PM bêbado. Cada cabeça uma sentença. E bom Natal pra vcs, que eu to entrando de férias e preciso desligar da polícia.

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    14. Augustine,

      desculpe ofender sua sapiência e tentar apagar sua luz com um buraco negro de ignorância...
      quando me referi à cultura não quis dizer culto ao totalitarismo. Apenas a capacidade que países(do seu povo), não só anglo saxões e germânicos, mas tb de alguns países asiáticos e nórdicos, pelo respeito as normas necessárias ao convívio civilizado, pela cultura judicial (funcionamento do sistema), pela noção de coletividade, etc. Se vc gosta da bagunça brasileira, opção sua. E não confunda cultura brasileira com cultura de alguns estados. O que critico é que muitos defendem adotar "os direitos" dos anglosaxões e germânicos esquecendo como o sistema funciona lá. Por exemplo, muitos elogiam as autobanh alemãs e o direito "de não ser abordado" nos EUA, mas esquecem que lá o sistema judicial, o aparato fiscalizatório do Estado e penitenciário funciona, que se vc fizer um "cagada" vai ter que pagar pelo que fez. Aqui, com a cultura do "não da nada", há coisas que dificilmente conseguiria ser implantada com sucesso. O resto é discussão filosófica.

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    15. Matheus,

      Talvez ignore que os tais direitos a que se refere não nos são adicionados se nos comportarmos, mas são direitos fundamentais do homem. Tais direitos não nos são dados pelo estado, mas são inerentes ao ser humano. A diferença é que alguns estados os usurpam os subtraindo de nossa convivência em maior ou menor grau.

      PS: esta discussão é filosófica, tanto de minha como de sua parte, pois estamos discutindo princípios; é um discussão importante.

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  18. Infelizmente o que falta em nosso país é educação. E isso, acredito eu, não veremos no período em que estivermos vivos, pois é algo que demanda mudanças no presente para reflexos num longo futuro. Veja a qualidade do ensino público, o governo quer que todos se formem no ensino médio, sem nenhuma qualidade, sem investir nos professores. Os alunos ganham o diploma mesmo sendo na grande maioria analfabetos funcionais... Em nossos canais devia ter algo assim pra fazer o povo refletir https://www.youtube.com/watch?v=ZyouJq1TdBc .

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    1. Anônimo 23/12/12 15:32,

      Mais vídeos como esse deveriam ser feitos e mostrados em nossa tvs.


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    2. Anônimo 15:32,

      Infelizmente o que você escreveu é a mais pura verdade. Concordo com a sua opinião. E também minha esposa é professora nomeada da rede pública estadual de ensino (RS) e posso afirmar que é isso mesmo, e até pior.
      É cada história, de desvalorização do ensino e do professor, de arrepiar...

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  19. Texto perfeito. Deveria ser lido por todos os motoristas e "otoridades".

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  20. oliveira_jc23/12/12 16:46

    O négócio está complicado. Hoje li nos comentários do NA (só podia...) um cidadão que deixou de comprar um Fluence GT por não ter "air bag" lateral e controle de estabilidade. Ou seja, dirigir melhor ninguém quer, prefere bater. E o pior, acham que serão salvos de qualquer pancada na sua cápsula de sobrevivência. É desanimanor a nova geração pensar assim.

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    1. oliveira_jc, discordo em partes. Também sou adepto da filosofia TVR ("just don't crash it"), mas não quer dizer que air bag e controle de estabilidade não sejam desejáveis. Ou até indispensáveis, em um carro da categoria e faixa de preço do Fluence GT.

      Lembrando que não se envolver em acidentes não depende só de nós, mas também dos outros motoristas. Se vc estiver parado no final de uma fila de sinal ou engarrafamento e um veículo desgovernado chegar a toda por trás ou pelo lado, não há basicamente nada a fazer exceto BRACE FOR IMPACT - e nesse caso, quanto mais air-bags melhor :)

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    2. oliveira_jc
      Detalhe dessa historieta: o Fluence GT tem controle de estabilidade e tração, e desligável. Agora, alguém que deixar de comprar um carro por não ter bolsas infláveis de tórax fará melhor para si mesmo se não sair de casa e tomar cuidado no banheiro para não escorregar, cair a bater com a cabeça...

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    3. oliveira_jc e Adriano
      Um momento: o Fluence GT tem bolsas infláveis de tórax e de cortina, sim! Consta da lista de equipamentos no post sobre o carro, transcrição da informação oficial.

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    4. Ao comprar um carro nessa faixa de preço quero isso e algo mais ainda... uma coisa é comprar um mille, outra um carro dos 80-90k... tem mais é que exigir mesmo.

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    5. Caro oliveira_jc: por esse tipo de pensamento que o Civic é vendido no México com 6 air-bags e controle de tração e estabilidade DE SÉRIE em todas as versões. Já nós brasileiros, sabemos de todas as manhas pra evitar acidentes... Ora, teve uma senhora aqui que passou mal no carro e morreu ao bater num poste a baixa velocidade...adivinha se tinha air-bag? Não acredito que a maioria das pessoas seja tão tola a ponto de achar que essa sopa de letrinhas vai garantir suas vidas, mas quem não conhece alguém que se salvou por causa de ABS?

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    6. oliveira_jc24/12/12 00:08

      É, eu não sei onde a mentalidade dessas pessoas vai parar, acham que por estar num carro seguro não existe acidente que os mate.

      Acho que só pode ser essa a explicação, o cara bate mais que carrinho de bate-bate de parque infantil, por isso quer uma cápsula à prova de sua incompetência.

      E sempre o pessoal vem com essa de acidentes inevitáveis, sendo que muitos deles vc se salva DIRIGINDO, que na acepção dessa turma apenas significa virar o volante e apertar pedais.

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    7. Acho que o carro era o Megane GT, não o fluence GT, que tem os itens citados.

      E querer um carro com mais segurança não implica dizer que o motorista não vai atuar para evitar acidentes. Au contraire, pode significar justamente que o motorista faz o máximo possível para evita-los, e evitar suas consequencias caso seja abalroado por um idiota como tantos por aí.

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    8. oliveira_jc24/12/12 19:58

      Felix, quem fala que se salvou pelo ABS deveria rever sua conduta ao dirigir, certamente pra essa pessoa dirigir é virar volante e apertar pedais.

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    9. Oliveira,

      95% da população são de motoristas medianos pra baixo. Pra a maioria, carro é só um modo de locomoção e não uma paixão por pilotagem. Desta forma, os equipamentos tentam fazer o que um experiente piloto faz normalmente. Portanto, vêm em benefício da maioria. Se ABS não é útil, então o resto do mundo civilizado tá errado e vc certo. Deveriam tirar dos aviões tb, já que todos (ou quase todos) possuem o sistema.

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    10. Matheus
      Pista de pouso/decolagem não tem asfalto enrugado/ondulado e nem pedrinhas soltas. Nos carros de corrida GT que tem ABS existe interruptor para desligá-lo em caso de asfalto ruim, pois se não desligar o carro não freia com o piloto espera. Lembre-se, nos manuais dos carros há aviso de que em determinadas condições a distância de parada aumenta por ter ABS.

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    11. Bob, mas digamos que isso é uma eventualidade (determinadas condições), não? não lembro de ter sentido meu carro frear pior que ele freia normalmente. Mas compreendo, embora ache essencial para motorista comum.

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    12. Ué, o cara tem direito de comprar o carro que quiser. Se pra ele air bag é importante e o carro não tem, fez certo, não comprou o carro que não se servia para comprar um carro que lhe serve. Se a maioria fizesse isso, certamente teríamos opções muito melhores no mercado do que temos hoje.
      Quanto ao argumento de que se o cara quer air bags no carro é porque dirige mal e nem deveria digir, é a mesma ladaínha da época do apareceimento dos cintos de segurança. Por favor né pessoal, vamos sair da década de 60.
      Como eu disse, qualquer um tem o ditreito de comprar o carro da maneira que quiser e ninguém tem o direito de critica-lo, mesmo que discorde da opção.

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  21. Excelente texto AC, também percebo todos os dias esta pressa irracional quando vou trabalhar, a via é de 80km/h mas o trânsito simplesmente não permite andar a mais que 60km/h, então a dona no SUV gigante ou o mano no gol 1000 com escape de carreta resolve que tem que passar por todo mundo de qualquer jeito, invade a pista exclusiva de ônibus e quase viram estatística tentando ganhar velocidade pra não serem esmagados pelo ônibus que vinha a 100km/h.
    Ou então resolvem falar no celular, não utilizando o bluetooth mas usando uma mão ou equilibrando com o ombro enquanto tenta cruzar 2 faixas pra entrar no viaduto Israel Pinheiro, com aquela visibilidade maravilhosa e claríssima que só as películas podem oferecer.

    Tudo isso é a tal pressa irracional, ninguém pode esperar 2 min até poder parar o carro e fazer a ligação, ninguém pode andar a 60km/h em uma via de 80, ninguém pode demorar 3 minutos a mais para chegar ao trabalho/escola/salão...
    Ninguém sabe porque está tão apressado, ninguém sabe porque acontecem acidentes com pessoas apressadas, ninguém sabe de nada.

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    1. gostei da sua finalização, Anônimo 23/12/12 16:58. Esse mundo atual realmente está fora da casinha.....

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  22. Essa é boa mesmo! De fato, o problema é perder a cabeça e dirigir for do normal. Qualquer um consegue dirigir a 200km/h numa autobahn, com tráfego fluindo bem, basta um QI normal. O problema é quando o trânsito é ruim ou alguns veículos amarram a fluidez, gerando frustração e perda de bom-senso.

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  23. E esse nervosismo todo não fica só nas ruas não, AC, é por tudo, em fila de banco, em fila de supermercado, dentro de ônibus urbano (sim, eu ando de ônibus, e daí?), em fila de restaurante, é um empurra-empurra violento, é em saída de estacionamento de shopping... Não foi uma única vez que presenciei discussão por causa de fila em caixa eletrônico. Ainda mais nessa época, parece que todo mundo fica louco, é uma neurose só.
    Olha, se o fim do mundo não aconteceu no último dia 21, não foi por falta de motivos. Bom Natal para vocês.

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    1. CSS, e no metrô, que você quer desembarcar e o povo do lado de fora não espera ? O mais ridículo é quando o trem freia antes da hora e para no meio da estação, vai todo mundo em direção às portas, que evidentemente não abrem. Igualzinho boiada.

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  24. CSS
    Nervosismo até no elevador. Muitos não esperam alguém que escutam caminhando em direção ao ascensor, entram e sobem. Quando faço isso, esperar, a pessoa a quem esperei fica maravilhada...

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    1. Caro Bob, tenho uma opinião um pouco diferente de muitas pessoas que aquí comentam que quero compartilhar.
      Criticamos muitos os políticos (Legislativo) e as autarquias que deveriam cuidar do trânsito por exemplo e com razão pois fazem muita besteira quando não são corruptos.
      Mas eu acredito que de longe a pior coisa no Brasil é a Justiça, porque as coisas não seriam assim se a justiça com J minúsculo como a nossa funcionasse minimamente bem. Vamos e convenhamos, temos uma justiça que é um verdadeiro lixo, quem precisou sabe do que estou falando e é só prestar atenção nas notícias para perceber isso.
      Se a nossa justiça funcionasse, teríamos alguem para nos defender das pessoas de saco de lixo no parabrisas, dos motoristas irresponsáveis, dos órgãos públicos com suas medidas idiotas e poraí vai.
      Agora a nossa realidade: trabalhamos duro e pagamos impostos para sustentar esta estrutura incapaz e muitas vezes corrupta do judiciário que além de inútil é ideológica e se acha acima do cidadão e não servidores públicos que é o que eles são.
      Tente encontrar um promotor para te defender e aplicar a justiça ou defender uma boa causa no Brasil, praticamente impossível.
      Promotor pra defender os direitos de noiado se drogar tem, como para defender qualquer outra causa "progressista".
      Não podemos nos esquecer que os políticos e sempre fizeram o que fazem quase sempre com a completa anuência da nossa justiça.
      Triste país este nosso.

      Abraços e feliz natal para todos, tomem conta de vcs porque se precisarem do estado estão perdidos.

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    2. Carlos, parabéns pela sensatez, compartilho da mesma opinião. Além disso deve ser o judiciário mais caro do mundo.

      obs: Será que é só eu que não consigo entender a maioria destes códigos para a postagem?

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  25. Hoje à tarde quase bateram em mim, duas vezes. Engraçado, pareciam realmente bêbados, mas não sei se estavam. Um deles, cruzando à toda uma preferencial minha, tive que desviar abruptamente (imaginei que não conseguiria, mas deu).

    Eu realmente gostaria de ter visto os belos fiscais de trânsito e da lei seca, ops, melhor não, talvez me multassem por ter cantado o pneu enquanto desviava da besta que quase acabou com o meu domingo e com o domingo dos meus familiares que passariam o natal em um velório.

    Pois é.

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    1. O pior é que esse tipo de coisa acontece em acidente, pra não fazer a perícia ficam te botando medo e falando que vc estava errado mesmo nas situações mais esdruxulas, tipo baterem em vc numa baita contra-mao e falarem que vc que deveria estar mais pra direita

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  26. Alexandre - BH -24/12/12 06:17

    Pressa é a desculpa usada por motoboys, motoristas de ônibus, caminhoneiros, taxistas, enfim, por todos que dirigem profissionalmente. E pelos pedestres também, diga-se.
    Interessante é que todos se preocupam em cumprir horários, em fazer as entregas em tempo recorde, mas a MANEIRA como esses objetivos são alcançados, pouco importa. A QUALIDADE do trabalho é colocada em segundo plano.
    Fila dupla, retorno proibido, contramão, avanço de sinal, parada e estacionamento proibidos, excesso de velocidade em ruas de bairro, trânsito sobre calçadas (motoboys), travessia fora da faixa... No afã de cumprir as obrigações, atropelamos os manuais de boa educação, de leis e regras, de bom senso e de respeito.
    E o mais inacreditável, como já foi dito, é que pais de família em viagem de férias e madames a caminho do shopping também estão com pressa. Sempre.

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    1. BH e Curitiba, péssimos trânsitos, péssimos motoristas

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  27. Concordo em partes. Mas o que vejo no dia a dia, além da pressa, são os acidentes onde há excesso de confiança. O cidadão, como alguns aqui, acham que são "braço", que tem o "corpo fechado" (abs e air bags são para os fracos!), e de repente, não mais que de repente, perdem o controle do veículo, e se arrebentam. Na maior parte dos acidentes registrados no local em que trabalho, está relacionado ao excesso de velocidade. Houve um em que o motorista gabava-se em andar a 200 Km/h com seu Focus. Aí, o maluco perdeu o controle numa reta, na verdade um grande declive, talvez o deslocamento de ar qe um caminhão tem feito o carro se desestabilizar pois é bem provável que estivesse a velocidade que dizia andar, e o veículo foi arremessado a um paredão de pedras. Do condutor não restou mais que um bolo de carne moída, aliás não usava cinto e já tinha sido multado pelo menos 30 vezes nos ultimos anos.
    Uma coisa eu concordo, a velocidade máxima permitida é ridícula na maior parte das rodovias. 80 Km/h pra um automóvel é um absurdo, pra um caminhão até vai. Penso que o limite para rodovias com pista simples deveria ser 110/90/80 para automóveis/ônibus/caminhões. Nas rodovias com duas ou mais pistas 130/100/90. Aqui no RS há uma rodovia com separador central e duplicado onde o limite é 80 Km/h. ATé eu já fui multado pelos meus colegas a 97 km/h.

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    1. Concordo plenamente. Acho que os limites tem que ser alguma coisa mais razoável para que possamos querer e poder "respeitar as leis".
      Aqui no RS está em estudo há um muito tempo, e com ridícula polêmica, o aumento da velocidade máxima da freeway de 110 para 120 Km/h. Diga-se de passagem que a rodovia já foi projetada, nos anos 70, para uma velocidade máxima de 120 km/h em termos de engenharia, raios de curvatura, elevação, e largura de faixas. Foi reduzido depois para 80 em função de economia de petróleo, e agora, 40 anos depois, ainda estão "pensando" se aumentam ou não de 110 para 120. (que na prática já é a velocidade média de fluxo). Já tivemos um ganho pois até pouco tempo o limite era de 100 km/h.

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    2. matheus damião, concordo contigo. Porém, acho que isso deveria ser ajustado caso-a-caso. Aqui no PR, por exemplo, além de estradas que em geral são pouco mais do que trilhas melhoradas, mesmo em pista dupla, cortam cidades (ou até abraçam cidades) que se dividem entre os dois lados da pista... aí tem de tudo nessa situação absurda, pedestre, ciclista, tráfego cruzando a rodovia como se cruzasse uma preferencial no centro da cidade... e quando isto não acontece, 99% dos acessos são feitos por carros que entram na estrada a 20/30km ou freiam, em vez de ajustar a velocidade para acessar a pista, mesmo com a mesma livre.

      Um mês atrás tomei um grande susto. Estava num acesso à uma br aqui em curitiba. Tinha um carro à 50 metros à minha frente também no acesso. Quando estava tangenciando a pista principal (separada por canteiro, neste caso), olhei para o retrovisor para ver se podia entrar por uma fração de segundos e voltei a olhar para frente. O idiota que estava à minha frente (50m) havia parado totalmente o carro no ponto de entrada do acesso. Não havia carro algum vindo pela br. E o idiota simplesmente freiou totalmente e botou a cabeça para fora para ver se vinha carro pela BR! O idiota tinha mais 100m de pista auxiliar para decidir entrar na pista EM VELOCIDADE e ele freiou, e num ponto onde vc. fica cercado por canteiro alto à esquerda e mureta à direita. Freei com tudo, os dois carros que vinham atrás de mim também (quase, por pouco não houve um engavetamento). Tudo por causa de um idiota que freiou exatamente no local onde se acelera para ajustar sua velocidade à da estrada. E isso é muito comum aqui. Na cidade, o cara fura a sua preferencial e freia mais à frente quando está na preferencial. Não existe a lógica básica que permite o fluxo normal dos veículos. O comportamento é aleatório, o que deixa dirigir absolutamente estressante, em qualquer situação.
      Bom, Curitiba tem o pior trânsito (o mais assassino) em números absolutos (mais acidentes e mortes em números absolutos que São Paulo!). Dá para notar. Educação zero no trânsito. E olha que temos muito menos (em proporção) motoboys aqui que em Sampa. Vocês que vivem em SP-Capital sabem o que é congestionamento, mas nosso motoristas são muito piores aqui. Os números mostram isso, e minha experiência permite notar... então, aqui limite de 20km/h na cidade e 60 na estrada é o que devia imperar mesmo, limitados de fábrica!

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    3. Claro, estas velocidades ajustadas nos pontos críticos. Até mesmo a autobanh tem limites em pelo menos metade do trajeto. Quanto a Curitiba, tive algumas vezes aí e achei o trânsito até bem organizado, não sabia que matava tanto. Anda em Porto Alegre pra ver, aquilo é uma zona, rsrsrs.

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  28. Alexandre Cruvinel, você pode se considerar um cara privilegiado: seu texto não menciona Classic VERMELHO algum, ou qualquer outro "tomóvi vermêio", banquinho deitado e mano de bonézinho com aba pra trás, ouvindo pagodão ou funkão no toco. Putz, você está no paraíso!!!!

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  29. Quem respeita as leis do trânsito fica revoltado ao ver os que desrespeitam o fazerem na frente de um policial, e nada acontecer.

    Anestesiado por tanta impunidade, como se sente o brasileiro?

    Lembre-se: “Ofende os bons, quem poupa os maus”.

    Assina: Um brasileiro triste.

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  30. É, está bem complicado mesmo, e tende a piorar com mais pessoas mal habilitadas, e mal educadas. Pais e mães precisam fazer sua parte nisso, mostrando aos seus filhos uma direção responsável. Quem sabe melhora? E claro cobrar dos governos que usem os recursos adequadamente. Não temos mais BR's decentes e seguras.

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  31. Na minha opinião, o atestado maior de imcompetência (ou seria de vagabundice?) está na quantidade incrivel de veiculos que circulam sem as menores condições de segurança. Ou será que essas pessoas, que ocupam funções relacionadas a fiscalização do trânsito, não são capazes de diferenciar um carro em ordem de outro com pneus carecas, lampadas queimadas, lataria podre e etc??

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  32. Alexandre Cruviel, nunca que eu pensei que um tema tão besta pudesse render um ótimo texto, realmente és um gênio quando se trata de escrever, parabéns pelo texto, ficou muito bom.

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  33. Próxima encadernação?

    Conserta esse final aí Bob!

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    1. Daniel
      Eu vi antes de postar, considerei liberdade poética do Cruvinel, no sentido de um próximo formato do mundo...

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  34. Concordo plenamente, andar hj com qquer carro moderno a 140,150km/h em dia bom com pouco movimento numa estrada boa é perfeitamente seguro, o que mais mata são as ultrapassagem perigosas e bebida de alcool na direção. e não digo beber 1 copo, os que matam estão em sua maioria bebados.
    mes passado um amigo perdeu o seu irmão numa ultrapassagem dessas, mal elaborada numa subida, bateu de frente uma s10 contra um caminhão, ele estava a 100km/h, foi ultrapassar um 608 que estava a 60km/h, não houve alta velocidade ,mas a morte ali estava. eu ando sempre a 120/130km/h e nunca passei susto, por outro lado só ultrapasso com segurança.

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    1. Acabei de assistir uma reportagem no Jornal Nacional, mostrava exatamente a impaciência nas ultrapassagens. É compreensível que, para quem vem mantenddo 110 km/h, ficar a 70 km/h dá a sensação de estar se arrastando. A questão é que mesmo considerando 30 minutos andando a essa velocidade contra ultrapassagem imediata e retorno aos 110 km/h, a diferença no final da viagem não chega a 10 minutos. E dificilmente a gente fica meia hora esperando para ultrapassar, na verdade na maioria das vezes não passa de 5 minutos, minutos que parecem uma eternidade sem fim para os tarja-preta.

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  35. Alexandre,

    Muito bom o texto. Parabéns!
    Concordo plenamente e acho que a palavra pressa está bem adequada.
    Parece realmente que todo mundo está sempre com muita pressa e a impaciência predomina no trânsito.
    Mas dois grandes problemas, além é claro da falta de infraestrutura para tantos veículos circulando, é o exesso de caminhões nas ruas e estradas e de motoristas que insistem em andar direto nas faixas da esquerda.

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    1. Obrigado Sergio e todos !

      Motoristas na esquerda se arrastando sempre existirão, infelizmente. O negócio é ter calma que uma hora dá para passar com segurança.

      Uma manobra que acontece com frequência é o camarada vir bem rápido, aí o caminhão lá na frente dá seta e o apressado pisca farol desesperadamente, o que é solenemente ignorado pelo motorista do bruto.

      Questão de bom senso, se a distância ainda é razoável, melhor tirar o pé e deixar o caminhão entrar. Um carro cai para 70 km/h e volta para 110 km/h em um instante. Um caminhão pesado que vem a 80 km/h e encontra um mais lento a 50 km/h, se reduzir a velocidade vai levar um tempão e umas 10 trocas de marcha para voltar aos 80.

      Claro que tem alguns mau-caráter que saem para a esquerda mesmo você já estando em cima, muitas vezes causando acidentes, mas a verdade é que na maioria das vezes bastaria a compreensão do motorista do carro mais leve, que prefere achar que o farol do carro dele é um laser potentíssimo e que será suficiente para segurar o caminhão na direita. Tirar o pé e aliviar, nem pensar.

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    2. Alexandre,

      Novamente concordo 100% com você. Está perfeita a sua observação.
      Inclusive eu sou filho de caminhoneiro, comecei a viajar com meu pai aos cinco anos de idade, e também trabalhei algum tempo sosinho na estrada. Mas o fato é que há realmente um grande exesso de caminhões nas estradas, praticamente 70% do transporte de cargas por meio rodoviário é um verdadeiro absurdo, e isso acaba complicando ainda mais o nosso conturbado trânsito. Para "ajudar" ainda tem os motoristas de carro que andam em velocidade abaixo do fluxo obrigando os caminhões a ultrapassá-los.
      Em cima de tudo isso o negócio é mesmo tem muita paciência e praticar direção defensiva.

      GRANDE ABRAÇO E BOAS FESTAS.

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  36. Não lí todos os comentários, mas continuo achando que as leis e regulamentos para disciplinar o comportamento humano têm que considerar a imensa diversidade da mentalidade humana. As rodovias são povoadas por motoristas experientes, inexperientes, responsáveis, irresponsáveis, habituais, casuais, novatos, antigos etc, etc, etc, condições estas naturais, excluindo-se os drogados, que são ilegais. Assim sendo, não resta outra alternativa aos motoristas peritos, conscientes e disciplinados que não seja se conformar com tais limitações legais de tráfego.

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  37. Certa vez eu quase morri quando um senhor conduzindo um táxi cruzou uma via arterial sem parar nem olhar. Ainda por cima falava ao telefone. Eu estava de moto e bem alerta e não fui atingido em cheio. Felizmente apenas um manete de freio danificado. Não dá para entender o que se passa na cabeça destas pessoas.

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  38. Dr. Traffic Calming25/12/12 18:23

    Sempre reclamamos do trafego e dos outros motoristas, mas realmente pouco observamos dos que supostamente seram responsáveis pela organização e gerenciamento do tráfego.

    O estimulo para o motorista a dirigir em alta velocidade em locais inapropriados e a tomar decisões conforme sua conveniência imediata começa na própria cidade. Exemplo simples: limite de 70Km na Paulista em todas as faixas por quase dez anos. Excesso de placas sem definições exatas de preferenciais etc. A Capital Mundial das Placas de Trânsito e candidata à Capital Mundial de Semáforos Duplicados, entre as várias barbaridades de que SP é vítima são provas cabais da prevalência dos interesses da Máfia Nacional do Trânsito, seus braços operacionais e comissionados e não dos interesses do cidade, do cidadão e na urbanização sustentável da mesma.
    Por que não há 2 ou tres limites nas rodovias e vias como 23 de Maio, (que com acessos e saídas diretas, pontos de onibus) tornam-se extremamente difíceis e perigosas?

    O mesmo nas estradas, onde temos caminhões com velocidade limitada em 80/90Km e 120 de limite em todas (3/4) pistas. E querer que o motorista ultrapasse somente pela esquerda, fica difícil. Velocidades progressivas à esquerda, inclusive forçam a ultrapassagem pela mão correta.
    Deveríamos priorizar a realidade do trânsito e não outros interesses, particularmente os comerciais da Máfia Nacional do Trânsito.

    Empresas falaciosamente travestidas de orgãos publicos e que supostamente gerenciam o trânsito são como "mal médicos, que não curam o paciente, para não perdê-lo".

    Esse circo de placas, semáforos duplicados e agora faixas oportunistas penduradas nos postes sobre qualquer informação no trânsito, além de esvaziarem os cofres publicos transformam a cidade no paraiso das Máfias, um circo de ilusões cheio de palhaçadas.

    Onde estão os urbanistas, arquitetos, estudiosos, ongs etc e talvez até algum político honesto, defendendo o cidadão, a cidade, o Estado e o País?

    Quando vamos assumir que nossa parte não é só reclamar e colocar a culpa no outro? Que estamos reféns de máfias que nos manipulam diáriamente desde ações em Brasília até no novo adesivinho colocado nos postes de sinalização para pedestres?

    E que contam com o apoio da mídia amestrada que somente repassa os press releases das empresas que supostamente gerenciam o trânsito?

    Não se trata da raíz dos problamas, mas dos interesses das Máfias que manipulam o trânsito. Sistemas de controle que ainda assim deixam o pedestre na mesma condição letal frente aos veículos.

    Campanhas falaciosas, não estimulam a conscientização, mas o desentendimento entre os grupos potencialmente conflitantes que compõem o trânsito. Não é uma "Campanha de Proteção ao Pedestre" que funciona, é uma campanha de organização e conscientização do trânsito que vai funcionar.

    Por que não há um plano de trânsito bienal, com revisão anual p. ex.? Isso exige profissionalismo, detalhamentos, exposição publica e responsabilidades e foge dos interesses da Máfia, que na verdade, comanda o trânsito.

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  39. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Eu também acredito que medidas sem critérios técnicos, falaciosas, visivelmente arecadatórias, e etc., ao contráriode de criar uma cultura de respeito às leis e normas, acabam por estimular atitudes individualistas, de rebeldia e até revolta.

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  40. aqui na minha cidade, mesmo sendo uma cidade pequena, (45 mil abtantes) está um inferno para dirigir, todo mundo com pressa todo mundo precisando tirar o pai da forca. Todo santo dia temos acidente na cidade, principalmente motoqueiros, eu acho isso o cumulo numa cidade pequena assim.
    Em 5 minutos dirigindo aqui na minha cidade eu vejo mais coisas erradas do que andando na cidade vizinha (500 mil abitantes) por duas horas.

    Tudo culpa da bendita pressa.

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  41. Alexandre, esse seu texto é didático !!
    Deveria fazer parte do currículos dos CFC's... pena que eles não estão preocupados com isso, e ao que parece, nem o CONTRAN...

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