28 de dezembro de 2012

O NOVO VIPER E O MAU VELHINHO




O Tio explica: você já pode ter visto esta matéria em outras publicações, como MotorShow, Full Power, Folha de S. Paulo, O Tempo de Belô.... Porém, esta é a versão completa, sem cortes e sem censura, a menos que o Bob esteja de mau humor. Depois que interrompemos a revista Oficina Mecânica, alguns coleguinhas alegam que eu virei uma prostiputa. Mentira. Apenas assumi uma velha vocação.

Na hora de encarar 640 cv numa pista de competição não tem jeito. Por mais “meretriz idosa” que seja o piloto, sempre aparece um frio na barriga e o coração dispara. O ronco do motor bem na sua orelha (são 10 cilindros em "V" com dois escapes bem nas portas, descarregando cinco cilindros de cada lado) provoca uma mistura estranha de receio e vontade de acelerar.

Para arrancar no autódromo de Atlanta (na Geórgia, EUA) é preciso “carregar” um pouco a embreagem, pois o câmbio manual de seis marchas é longo, com engates curtos, duros e precisos. Tudo “de pista”, assim como a posição para pilotar, apertada e com os comandos à mão. E o buraco é sempre mais em cima: o ícone da Chrysler, o novo SRT Viper 2013 só se mostra para valer depois dos 150 km/h. Afinal, vai aos 330 km/h (206 mph) e chega aos 100 km/h em cerca de 3,5 segundos. Um brinquedão de respeito, ainda mais numa pista como a de Atlanta. onde várias curvas começam logo depois de uma subida: não se vê a entrada da curva, sendo necessário saber para que lado virar antes de enxergar o traçado. 

Como sempre acontece num motor em "V" enorme como este, de 8,4 litros, não são os 640 cv (a 6.200 rpm) que mais impressionam neste esportivo de 1.500 kg de peso (pouco mais de 2 kg para cada cv). O brutal torque de 83 m·kgf (a 5.000 rpm), digno de uma locomotiva, é que proporciona o maior prazer e as besteiras ao pilotar. As acelerações estúpidas fazem a alegria de pilotos e intimidam motoristas.

A viagem da Chrysler começou em Auburn Hills, Michigan, perto de Detroit, onde fica a sede da empresa agora ítalo-americana desde que a Fiat assumiu seu controle. Infelizmente ainda sem neve, só um floquinhos tímidos.

Em Auburn Hills, no Centro de Design da Chrysler, mostraram todas novidades que estarão no Salão de Detroit (abre em 14 de janeiro) e até alguns projetos que virão no segundo semestre de 2013, já com uma clara integração de produtos entre Fiat e Chyrsler. Infelizmente (para vocês) estão sob embargo, aquela coisa de “vi, mas não posso contar”.

Interior bem-feito e "profissional"

Mas o foco da expedição tupiniquim (com apenas seis jornalistas brasileiros, este tio incluso) era a SRT, a divisão de performance da Chrysler. A Street and Racing Technology (ou Smoke Rubber Today, segundo alguns bem-humorados que gostam de queimar pneu no asfalto) agora também trabalha em conjunto com a Abarth da Fiat. E de lá fomos para Atlanta, na Geórgia, para rodar no autódromo local. E, claro, o astro era o Viper, revivido em versão 2013 e na sua quinta geração.

Com montagem quase artesanal e números de produção em torno de 2.000 unidades em 2013, o Viper era uma espécie em extinção. Lançado em 1995, sua produção parou no auge da crise da indústria americana, em 2010. Quando a Fiat assumiu a Chrysler, em 2009, o futuro do Viper era incerto. Em 2010, Sergio Marchionne, chefão da Fiat-Chrysler, pegou um Viper e entrou na pista por meia hora. Parou nos boxes e perguntou para o pessoal da Chrysler: "Vocês querem continuar produzindo? Então consertem tudo."

No time de aperfeiçoamento do novo Viper estava Marcos Diniz, engenheiro brasileiro, 43 anos, confesso apaixonado pelo superesportivo com nome de serpente. Marcos mudou-se para Detroit (MI) há 13 anos exatamente para um dia fazer parte do time do Viper e da SRT. Hoje Marcos é considerado o melhor piloto do Viper da Chrysler e inclusive esteve no recente Salão do Automóvel de São Paulo como padrinho deste esportivo.

Marcos Diniz, brasileiro, 43 anos, buscou o sonho e conseguiu

O trabalho de equipe foi total, da nova carroceria em compósito de fibra de carbono até estampados em alumínio aeronáutico (como as portas) para reduzir peso. Eixo dianteiro mais largo (com rodas de 18 polegadas, contra 19 pol na traseiro), uma grande barra anti-torção de carroceria em "X" sobre o motor (em "V" a 90 graus), freios Brembo italianos (com pinças forjadas e pistões múltiplos) foram alguns dos muitos refinamentos para melhorar estabilidade e dirigibilidade. O Viper precisava deixar de ser dragster, ótimo de aceleração e ruim de curva.

Veio também a eletrônica obrigatória (nos Estados Unidos) com o controle de estabilidade e tração. Uma eletrônica light, atuando levemente em situações extremas e que pode ser desligada. Ou seja, a besta está mais educada. Pero no mucho. Sem o controle de tração, seu comportamento na pista de Atlanta beira a insanidade. A sensação é de pilotar um enorme motor e não um carro. E aí que mora a emoção que transforma o Viper num ícone americano. Um touro bravo, lembrando o velho slogan da Chrysler: “Agarre a vida pelos chifres”.

Entrei na pista de Atlanta com a bênção do João Veloso, agora assessor de imprensa da Chrysler no Brasil, que garantiu ao chefe do teste que eu tinha “racing experience”. Nada como ter amigos no lugar certo e na hora certa.



Potência e torque do Viper são regulados eletronicamente (não sei se isto acontece normalmente ou só naqueles dois Viper na pista de Atlanta) e o tiozão piloto que foi ao meu lado liberou todo o torque, os 640 cv e desligou o controle de tração. Andar ao lado de um piloto desconhecido na pista, a meu ver, é comparável a ser garupa de motoboy ou limpador de bunda de lutador de sumô. Ou seja, está entre as piores profissões do mundo.

Mas o tiozão era tranqüilo e indicava o traçado da pista, principalmente nas curvas após as subidas. Mesmo sem decorar o traçado, comecei a acelerar a fera, que não tem a menor educação: é pisar que lá vem resposta pronta. Com tração traseira (“onde Deus mandou”, segundo os pilotos mais velhos) o Viper é pura diversão. Basta pisar um pouquinho e a traseira já escorrega, acertando a frente para uma saída mais veloz da curva. 

Só dava para usar três das seis marchas. A quarta só servia para “descansar” o motor. Fui me empolgando, enquanto o tio co-piloto esquecia de dar as instruções em inglês, com seu anasalado sotaque redneck (desculpem os leitores que não gostam deste jeito caipira do interior norte-americano, mas eu me divirto, acho uma pós-graduação em inglês). 

Pois é, me empolguei, dei uma cutucada a mais no acelerador e botei o Viper de lado, já antes da curva. (ninguém é Silveira impunemente e qualquer sobrenome português obriga a cometer pelo menos duas burradas diárias). Vim no drift e... errei a curva. No meio havia um "Y" e peguei a reta que levava aos boxes em lugar de continuar no traçado. Tive de parar e levei uma Comida com K maiúsculo do Chefe da Pista. 

Sou portuga, mas não sou burro: o melhor é ficar quieto que a bronca é mais rápida. “Sei que você toca, mas não conhece o carro e nem a pista... Se alguém for te imitar pode se matar...Se comporte ou te tiro da pista”. Concordei com tudo, mesmo com o que não entendi.

Voltei pra pista e, como castigo, cortaram a potência do V-10. Fui só na “pilotagem comercial” e convencendo o tio co-piloto para liberar motor e tirar o controle de tração. Ele ria e aos poucos foi soltando potência. Esqueci minhas origens lusas e, brilhantemente, só fazia molecagens no outro extremo da pista, bem longe dos boxes.

Quando finalmente deixei o Viper, o Chefe da Pista, bem mais calmo, veio se justificar: “Fiquei nervoso, demorei pra perceber que o carro ‘tava na mão’, estou tentando que todo mundo volte vivo pra casa”... Era boa gente.

Os coleguinhas de imprensa não deixaram barato e o melhor comentário foi do Roberto Dutra, do jornal O Globo: “É quase Natal e olha o que a gente ganha: um Mau Velhinho. Cada um tem o velhinho que merece”.

O Mau Velhinho – ao lado de um motor, não de um carro...

Assim foi o passeio com o novo Viper, que tem duas versões e deve chegar oficialmente ao Brasil lá por 2014: o SRT Viper  e SRT Viper GTS. Nos Estados Unidos são caros, entre US$ 100 e 120 mil. A engenharia da Fiat de Betim trabalha na sua tropicalização, acertando suspensão e motor para a gasolina e condições brasileiras. Segundo fontes oficiosas, a tarefa estaria nas mãos do time do Robson Cotta que, além de competente como engenheiro, gosta e entende de carros. Inclusive antigos.

O Viper mais simples deve custar em torno dos R$ 400 mil, ao câmbio de hoje. É o preço de um hobby exclusivo. Segundo a Chrysler, seus donos gastam mais tempo polindo o carro do que pilotando. A diversão ao volante está reservada para um track day, dia de acelerar num autódromo, como fizemos em Atlanta.

Afinal, um Viper fica acanhado mesmo numa ótima rodovia brasileira, onde terá de rodar a um terço de sua velocidade máxima, o que ele consegue até em segunda marcha...

JS

70 comentários:

  1. Excelente texto, com um fino humor na dose certa!

    :)

    _____
    42

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  2. Comecei a rir sózinho, pensando na cara que o americano fez. :-)

    HS

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  3. Texto muito legal, gostei!
    SNME a 1ª marcha passa dos 100km/h, é um carro bruto feito para um piloto Hooligan.

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  4. Legal demais, Josias. Já estou até rindo dos futuros comentários reclamando que o Viper não é automático! Quer apostar?

    Abraço

    Lucas CRF

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    1. Pena que não é automático.

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    2. Hahaha! Já já preparam um com quatro portas, controle de estabilidade bem intromissivo e que não pode ser desligado, e "park assist". Aí fica do jeitinho que brasileiro gosta, com tudo de bom para exibir pro vizinho!

      Abraço

      Lucas CRF

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    3. Mas esse Viper aceita ir de Porto Alegre a Natal em 6ª marcha, aí o povo não reclama. =)

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    4. oliveira_jc28/12/12 22:49

      Seria melhor com apenas dois pedais, desde que tenha modo manual puro (deixa cortar, não reduz). O câmbio é apenas um meio para se curtir o motor, que de fato é o que interessa.

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  5. Mestre Josias, Parabéns pelo Excelente Texto !

    Vale lembrar que a Fiat só é ainda a Fiat, poderosa que pôde até comprar o controle da Chrysler, porque existe Brasil. Este país estranho que é onde ela pôde estabelecer uma filial que é a mais rentável do grupo, que é a responsável pela existência dela até os dias de hoje. Sem Betim a vida não seria tão boa e tão fácil.

    Que Venham Vipers, Rams, Cherokees, Challengers, Chargers, 300 letter series ...

    Com participação da Fiat ou não, falida ou não, morta ou viva, Mopar Rules, Man!

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    1. Além disso o Brasil é uma das únicas filiais que está dando lucro, no resto do mundo a Fiat está no vermelho há anos

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  6. Victor Gomes28/12/12 12:38

    Ótimo texto! Adoraria que todas as reportagens automotivas fossem "sem cortes e sem censura".

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  7. Podem ter melhorado o Viper em um monte de aspectos, mas ainda prefiro os de primeira geração. Só de olhar esse interior todo forrado em couro caramelo já passa a impressão que algo está errado, mesmo sabendo que o mercado que dita isso.
    Ainda lembro da primeira vez que vi as fotos de um Viper, era um RT/10 amarelo na extinta revista Platina, isso lá por 1994 ou 1995.

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    1. Lembro-me da Platina :

      Pilotos de teste Ingo e Piquet é Mole?

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    2. Olha aí a tal edição que falei:

      http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-456094544-revista-platina-ano-2-n-8-fevereiro-1995-viper-rt10-_JM

      Vou acabar comprando algumas dessas, durou pouco mas era muito boa.

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  8. Rafael Ribeiro28/12/12 12:48

    Querido Mau Velhinho,

    Me comportei muito bem em 2012, e prometo fazer o mesmo em 2013. Espero merecer um Viper (não precisa ser o GTS) no próximo Natal.

    PS: Se for muito difícil, pode ser um usado...

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  9. Ótimo texto. Humor refinadíssimp! Parabéns!

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  10. 400 000 reais aqui no Brasil por um carro desses é bastante interessante.

    H

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    1. Verdade! Principalmente para quem vende!!!!!!

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  11. Pablo Nascimento28/12/12 13:14

    Bugatti Veyron? Carro de rico metido a besta.
    Nissan GT-R? Carro de Playstation.
    Porsche 911 Turbo? Carro de "crise da meia idade".
    Corvette ZR-1? Esse "até é" bonzinho...Rsrsrs


    Viper? Esse é o carro, essa é a lenda!

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  12. Alexei Silveira28/12/12 13:19

    Ótimo Texto, " brimo " Josias.

    Mas que diachos é essa de fazer drift ANTES da curva? Tá achando que é kart?

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    1. Caro "brimo". Isto é coisa de tio velho que gosta de tração traseira. Se vc está competindo, perde tempo, mas se é para se divertir, é ótimo controlar um bicho grande pelo acelerador e não pelo volante. Na verdade, voce aponta um pouco para a curva, exagera a aceleração de propósito para descolar a traseira, aponta a frente para a curva e aí é só alegria. As vezes, vale um esporro tbém. Abs

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    2. Alexei Silveira28/12/12 18:38

      Caro " Brimo " ,

      Sei como é, geralmente eles principalmente quando donos do carro - ficam brancos no banco do carona- e aí não xingam...

      Mandou muito bem !

      Abçs

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  13. Joaias
    Ótimo texto
    Mas sorry eu nunca gostei desse carro
    Típico de americano, muito motor , pouco controle e horror em enfrentar curvas!
    Vergonhoso o sr Marchoome ter que andar no carro e ordenar para q de constatassem td que estava errado!
    Q tipo de compromisso a Chysler tinha com seus clientes? Gozado nao?
    Um Porache com apenas 400 cvs deixaria
    facilmente esse carrão comendo poeira!
    Por 100 mil Obamas eu ficaria com um Corvette Z06

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    1. acho que essa é a intenção do viper. ser completamente insano e desprovido de "educação". o cara compra o carro sabendo disso

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    2. Lorenzo Frigerio28/12/12 20:23

      Você está enganado em relação ao Porsche. Lembre-se que o recorde de Nurbürgring Nordschleife é de um Viper, na casa do Porsche.
      O único Porsche que poderia andar na frente de um Viper seria o Carrera GT. Só que custa o quádruplo do preço.

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    3. Esse Viper do record é o ACT com câmbio sequencial e pneu tipo slick, não tem nada a ver com a versão de rua e Nurburgring também não é muito de se confiar, tá cheio de carro que lá faz tempo e depois não faz em outros lugares (GTR por exemplo)

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  14. A 1a geração do Viper foi aquela em que um bruto totalmente isento de sofisticações tinha seus pecados perdoados. Afinal, toda sua grosseria era honesta, pois isenta de pretensões em ser mais do que era.

    A partir da 2a geração, o Viper passou a mirar no rarefeito universo de GTs, tentando tratar seus ocupantes com cortesia. No entanto, manteve toda sua brutalidade. Mas então não dava mais para relevar seus pecados em vista de sua nova pretensão.

    De fato, o Viper não é um carro, mas um suporte para um motor nada impressionante, cujo projeto original era para equipar picapes, como ainda o faz. Na 1a geração tal curiosidade apenas coloria sua personalidade, mas nas gerações seguintes, com a nova proposta do carro, salientou a pobre combinação de um motor pouco ágil a um chassis desbalanceado.

    Por certo, tanta força é garantia de divertimento, mas há tantas outras opções em sua faixa de preço, mesmo com menos força, que oferecem mais divertimento com menos pecados graves.

    PS: o slogan "pegar a vida pelos chifres" não é da Chrysler, mas da Dodge, cujo símbolo é um carneiro, marca sob a qual o Viper é vendido nos EUA.

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    1. Na verdade o lema era grab live by the horns (agarre a vida pelos chifres)e não citava carneiro ou touro. Apesar de ser mais óbvio o carneiro, já que a Chrysler usava o slogan em sua divisão Dodge. Achei o touro mais próximo do comportamento do Viper. By the way, agora o Viper não é mais Dodge, mas simplesmente SRT, como citei no texto. Abs

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    2. Lorenzo Frigerio28/12/12 20:25

      Grab life by the horns" está obviamente ligado à Ram, que significa "carneiro".

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    3. Lorenzo Frigerio28/12/12 23:27

      Existe por aí um vídeo desse Viper comparado à Corvette ZR1. Praticamente empate, o Viper levou por uma fração. Mas a Corvette é um carro muito mais polido, e uma nova geração vem aí.

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    4. Josias,

      A bem dizer, mesmo quando era vendido com a marca Dodge, o emblema no Viper era de uma... víbora, não o carneiro da Dodge. Portanto, seria o slogan do Viper "agarre a vida pelas... presas"? :-)

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    5. Augustine: nem adianta. Agora o chefe aí em baixo entrou na briga dos chifres....Vc perdeu, se é que me entende....

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  15. Augustine
    Pegar carneiro pelo chifres? Carneiro, um animal dócil? Só pode ser touro. E Chyrsler ou Dodge é mero detalhe.

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    1. Dócil? Imagine indo na sua direção um Carneiro Montanhês Selvagem, daqueles que aparecem em documentários do Animal Planet trocando várias cabeçadas. Dóceis são as fêmeas, já os machos...

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    2. Ram também é aríete, que consiste em um carro de madeira transportando uma tora no meio para derrubar portões na idade média européia (as vezes eles tinham uma cabeça de carneiro feita em metal para enfeite, daí o nome). Eu sei que não tem nada a ver com o papo, mas um momento history channel pra descontrair não faz mal.

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    3. Srs, perfeito! Se fosse dócil não era simbolo da Dodge nos seus produtos!

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  16. Delícia de texto, Josias.
    E, para quem é fã das ilustrações do David Kimble (como eu), segue aqui o link para o raio-x do Viper em tamanho grande.

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  17. oskrmarinho28/12/12 16:01

    Dinheiro houvesse, com certeza compraria, não importando a falta de refinamento e de frescuras, pois nunca fui afeito a "play-station".

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  18. [OFF-TOPIC]
    Bob, viu que a adoção da porcaria do acordo ortográfico foi adiada para 1 de Janeiro de 2016? Muito bom, pois até lá vou poder escrever do jeito "normal" sem que as professoras de português e redação possam diminuir minha nota nas provas.
    Acho que nunca vou me acostumar a escrever "idéia" sem assento, considero esse acordo ortográfico uma aberração.

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    1. Douglas
      Não havia visto, obrigado por avisar. Se não adiassem eu continuaria com antiga aqui no AE, pois essa reforma é mesmo uma aberração. Como pronunciar pingüim sem o trema? Enlouqueceram. Bem, pelos menos, com o adiamento, fico dentro da lei.

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    2. Como eu já não estou na escola há muito tempo, vou ignorar solenemente esta palhaçada. Não se ensina truque novo para cachorro velho. E se algum chato disser que estou escrevendo errado, digo que não é errado: é apenas à moda antiga.

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    3. Ótima notícia essa. Do jeito que a coisa vai, não duvido nada se essa pseudo-reforma ortográfica der em nada. Tanta coisa mais importante para se fazer e o pessoal inventa uma reforma inócua?

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    4. Isso aí foi puxa saquismo do governo na política externa pra fazer boa figura com os países africanos, assim como todas essas medidas não passou de boca pra fora e vai ser jogado fora assim que os militantes do governo esquecerem disso também. Mas não dá pra falar muita coisa, o governo com suas burradas e nós cá com as nossas tipo censura

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    5. Esse acordo ortográfico é mesmo uma palhaçada. Até que enfim uma medida correta deste governo.

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    6. Eu consigo ler textos em espanhol do século XVI, textos em francês e em inglês do século XIX sem nem piscar. Já ler Camões no original é impossível e até a leitura de Machado de Assis no original é canhoto. Porquê há tantas reformas ortográficas em português quando outras línguas simplesmente a deixam como está. Afinal de contas, nada se ganha em se ficar mudando as normas ortográficas; adote uma e a ensine pelos séculos dos séculos, cazzo!

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    7. Augustine
      Fotografia em inglês não é photography? Qual o problema? Nenhum!

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    8. Bob,

      Deve ser tarde, pois boiei...

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    9. Augustine
      É apenas complemento ao que você disse sobre reformas ortográficas, por exemplo, manter o "ph" como "f" no inglês. Para que mudar?

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    10. Bob,

      OK, agora caiu a ficha.

      De fato, quando era criança, havia uma farmácia na esquina e conseguia ler, ainda que desbotado e sob a a nova grafia, a palavra "pharmácia", provavelmente relíquia de outra reforma ortográfica anterior a minha existência.

      Pode parecer esquisito escrever farmácia assim, mas só o é porque ficam mudando toda hora. Aliás, é a esquisitice que faz ler livros antigos mais difícil do que precisaria (como se maneirismos de outra época não fossem o suficiente).

      Não sei quem ganha com essas reformas fúteis, já que a maioria da população, inclusive eu, continua cometendo erros ortográficos. Talvez seja o lobby da Academia Brasileira de Letras, que parecia já ter um dicionário prontinho para vender mesmo antes da aprovação; ou talvez o lobby das gráficas, que vão imprimir os mesmos livros de novo com a nova grafia. De qualquer maneira, não é o povo a ganhar com tais reformas.

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  19. Josias, tinha que ter filmado...

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  20. Corsário Viajante28/12/12 18:44

    Legal, gostei da resenha. Nunca fui muito conhecedor de super-carros americanos, não sabia que o Viper estava tão caro.
    E o interior, eu realmente não gostei. Talvez pq eu ainda associe o Viper a um carro bruto, rústico e objetivo, que não teria, supostamente, muito espaço para firula, mas acho que esse papel hoje pertence à outros carros.

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    1. Já eu adorei, e faria ainda melhor: carpetes beges e um couro caramelo um pouco mais claro, ou ainda (mas isso dependeria da cor da carroceria) um interior monocromático azul claro como aquele que a própria Chrysler usou no Brasil em seu Charger R/T "Triple-Blue", e até no Polara. Se vou pagar R$400.000,00 em um carro, espero sim requinte interior, a menos que fosse de fato (este é só de "direito") um carro de competição, que precisa ser livre de cada grama de peso, e sem material para alimentar chamas. De bruto e rústico, e ficava com um Toyota Bandeirantes. E mesmo assim, dava umas melhoradas, he, he, he!
      Abraço.

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  21. Ainda bem que "amansaram" o Viper pero no mucho, ainda continua bruto e carro de macho. Positivo também o relativamente baixo peso de 1500 kg, em se tratando de dias atuais. Fala sério, num autódromo e, mesmo assim, não havia necessidade de usar nem a 4a. marcha?! Babei... Tem coisas que só um mastodôntico motor faz por você. Texto divertidíssimo, humor na dose certa!

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    1. Fala camarada ! E o Regularidade estava muito bom não é? Tudo certo por aí? Um ótimo ano-novo e muitos outros regularidades da vida para todos nós !
      Abraço !

      Rodrigo SBC - irmão do Mateus do Voyagim Vermelho !

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  22. Este post eu não li, eu o degustei, deliciando-me com cada linha dele. Parabéns, JS, texto maravilhoso, obrigado por compartilhar a sensação contida nestas linhas conosco.

    CMF

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  23. O desenho dos anteriores era melhor, esse aí ta com um ar de Ferrari.

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    1. Ah, entre os dois, o Viper é muito mais desejável! Ferrari é legal para mostrar que é rico, já o Viper sempre teve uma pilotagem mais desafiadora, câmbio manual, desprezo pelo que fosse supérfulo (tipo, conforto ou segurança...). Coisas que a Ferrari há muito perdeu.

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    2. A Ferrari é só de exibição mesmo, por isso que cada novo carro dela é melhor que todos os antigos e melhor que toda a concorrência em desempenho sem apelar pra motores turbo ou motores gigantes, cada vez mais leves e baixos como um esportivo tem que ser. A concorrência que é o que há, com carros cada vez mais pesados e maiores (Lamborghini e 911), cada vez mais apelativos (911 com 4x4 pra se manter controlável com preço de Ferrari e Mclaren com turbo) e cada vez mais atrasados com maior preço (Viper com painel de couro e o Corvette novo). Esses sim são carros que desprezam conforto e o supérfluo, que são o melhor em desempenho e em dirigir, curva é supérfluo. Ferrari boa era as 355 no máximo que custavam o mesmo que custam hoje mas tomavam pau de Mitsubishi de 20 mil dólares, a Ferrari há muito perdeu esse desapego do supérfluo de fazer um carro mediocre com preço caro pior que um carro comum

      Super carro é Ferrari e Corvette, o resto é resto e esportivo que ganhou nome se fazendo de super carro e ficando caro com o tempo e supérfluo é essa TELA DE DVD no painel do Viper que a Ferrari não tem nem nas 599 que são "de luxo"

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    3. Exatamente. O Viper surgiu e cavou um espaço para si bem merecido. Quando a versão sob a égide da Mercedes saiu, estavam tentando demais o alinhar com ofertas da Ferrari, Porsche e mesmo Mercedes. Aí não deu, porque perto deles o Viper parece um intruso que, convenhamos, não está à altura. Tanto quanto se a Ferrari ou a Lamborghini tentassem fazer um modelo seguindo a fórmula do Viper, ficaria ridículo.

      A fórmula do Viper surgiu sob a batuta de um "car guy" como o Bob Lutz, para ser amansada pelo Dieter Zetsche e agora capada pelo Sergio Marchionne.

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  24. Lorenzo Frigerio28/12/12 20:28

    Uma boa comparação do Viper seria com o F-104 Starfighter ("Widowmaker"), chamado de "um míssil com um assento em cima".
    É o tipo de carro que só gente do naipe do Derek Bell tem a capacidade de exigir ao máximo.

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  25. Esse carro habita meus sonhos mais agradaveis.
    Mas como sou pobre, o maximo que da pra fazer é colar o nariz no vidro da vitrine e deixar uma poça de baba no chão

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  26. Antes do lançamento, rumores diziam que o motor deste Viper viria com MultiAir, isso se confirmou ???

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    1. Oi Daniel. Pelo que ví, são rumores não confirmados quanto ao Viper. Dificilmente se trocaria esse V10 "estúpido" que é exatamente o charme da criança. Já outros produtos, inclusive SUV, realmente vão usar o MultiAir, mas são novidades para o final do ano que vem. ABS

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    2. Acho difícil, pois tem o comando no bloco. O que é mais provável é que venha com o comando variável que a Chrysler desenvolveu para este tipo de comando, assim como desativação de bancos de cilindros se controlando os tuchos hidráulicos, supondo que é uma combinação num V10 que não resulte em vibrações destrutivas. Mas é pura especulação minha.

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  27. Como fã dos Dodges e da Chrysler, tendo até trabalhado em concessionária da marca, adorei a leitura. Inveja 'branca' do Josias Silveira....

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  28. Nada como começar um sábado modorrento, caindo na gargalhada com um texto delicioso para degustar (só faltou menção ao ketchup e pasta de amendoim pra ficar bem redneck, blargh!!) comentários indo na mesma linha, num assunto pra lá de entusiasmante. Não sou chegado em Mopars mas reconheço que a bruta béstia aí, dá comichão danado de agarra-lo pelos chifres.

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  29. Anônimo que teve um curto comentário recusado e escreveu perguntando por que, por favor mande-nos um e-mail para autoentusiastas@gmail.com para receber a explicação.

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  30. Josias,

    Eu conheci das revistas Oficina Mecânica... Quanta saudades... Fui colecionador habitual delas, mas tive que deixar o país e deixei de apreciá-las mesmo no retorno ao Brasil.

    Como morava em Niterói, me lembro até hoje de uma resposta dada (não sei se por você...) do porquê da saída da Ponte Rio-Niterói ser pelo lado "direito" do lado do RIO.

    Bom, reminiscências à parte, ótima reportagem sobre Viper. Só o valor que me assusta, mesmo considerando o famoso "custo-Brasil".

    Morei algum tempo no Japão e ficava indignado com certos carros nipônicos com apelo esportivo com câmbio automático (claramente perceptível pelo ronco do motor, onde não se escutava esticada do mesmo). Enfim, para quem "não sabe" usar câmbio manual (como eles) é ótimo, mas para puritanos é sacrilégio (das brabas)...

    Abraços e Boas Entradas a você e todos AutoEntusiastas!
    Fábio

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  31. Texto bem bacana. Só não precisa explicar as piadas.

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  32. Ai meu pai santíssimo, interior com frescurinhas e corzinha de moda.
    O mundo acabou mesmo, ninguém viu.

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Um abraço!
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