15 de fevereiro de 2013

COM O MITO DURANTE UMA SEMANA NA ITÁLIA

Fotos: autor



Piccola bomba! Na Itália, tal expressão aplicada a um automóvel não tem nada a ver com problemas ou má qualidade, mas sim designa um carro pequeno e de caráter raivoso. O Alfa Romeo Mito Quadrifoglio Verde (QV), com o qual tive a oportunidade de conviver por uma semana, rodando cerca de dois mil quilômetros por estradas de diferentes tipos na Itália, faz jus a tal expressão de modo impecável.

Pequeno e explosivo, compacto e potente, ágil e poderoso, pronto a “explodir” ao comando do acelerador. É um carro que parece implorar por curvas, exigindo ser pilotado e não simplesmente conduzido. Suas formas externas não são consensuais, havendo quem questione especialmente a parte frontal, os faróis ovalados “esbugalhados” e o ar rude. Já outros, onde me incluo, apreciam tais linhas, entrevendo nelas charme histórico, que remete a lendários modelos da casa de Arese, entre os quais o estupendo 8C Competizione do fim dos anos 30, reeditado em 2007.

Carroceria hatchback de duas portas apenas

Lançado em 2008, o Mito – a grafia de acordo com o fabricante seria MiTo, referência as cidades de Milano (onde foi desenhado) e Torino (produzido…) –  é vendido exclusivamente com carroceria hatchback duas-portas e tem motorizações variadas, que vão do moderno bicilíndrico TwinAir de 875 cm³ e 85 cv ao altamente tecnológico 1,4-litro MultiAir turboalimentado da versão avaliada, que representa o topo disponível para o modelo, capaz de desenvolver a potência máxima de 170 cv a 5.500 rpm e 25,5 m·kgf de torque a 2.500 rpm. Claro, no mercado europeu há três motorizações turbodiesel disponíveis, duas de 1,3 litro, 85 e 95 cv, e uma 1,6-litro de 120 cv.

Desenvolvido sobre a plataforma do Fiat Grande Punto, o Mito é um carro compacto, de 4.063 mm de comprimento, 2.511 mm de entreixos e, nesta versão avaliada, com peso de 1.135 kg em ordem de marcha. A opção pelo quatro-cilindros em linha 1,4-litro Turbo MultiAir para ocupar o cofre do motor atende a tendência atual, o chamado downsizing, que privilegia motores de cilindrada pequena condimentados com aparatos que promovem elevada potência específica, e mantendo as perdas por atrito interno e bombeamento reduzidas ao mínimo.
"Escritório" perfeito para quem curte dirigir

Antes de contar como anda o Mito Quadrifoglio Verde vale dar uma pincelada sobre a tecnologia MultiAir. Tal motor, em versão aspirada, já é conhecido em nosso mercado, pois equipa os Fiat 500 Sport Air e Lounge Air. Em síntese, os motores MultiAir exploram o mais óbvio dos postulados para a boa saúde de um motor de combustão interna, ou seja, fazê-los respirar bem. 

A engenharia da FPT, Fiat Powertrain Technolgies, desenvolveu um modo criativo de aplicar dois importantes recursos presentes nos cabeçotes dos melhores motores da atualidade, a variação de fase do comando de válvulas e a variação da abertura, ou levantamento, das mesmas. 

O motor 1,4-L turbo MultiAir
Para tal se valeu de uma “sacada”, uma espécie de ovo de Colombo técnico: um pequeno cilindro, espécie de atuador hidráulico que usa o óleo do motor para seu preenchimento e esvaziamento. Esta pecinha é colocada entre os ressaltos do comando e as válvulas de admissão e, obedecendo às ordens de um sofisticado comando eletrônico, determina maior ou menor levantamento das válvulas, assim como altera os tempos de sua abertura e fechamento, numa variabilidade impressionante, de ótimos resultados..

 Deste modo o fluxo da mistura ar-combustível que vai para o cilindro pode ter sua gestão meticulosamente regulada de acordo com a demanda do momento. Ainda, as válvulas de admissão fazem o  papel de borboleta de aceleração.  

O resultado prático foi, segundo os criadores do sistema, um incremento da potência e do torque (10% e 15% respectivamente) e drástica redução de consumo de combustível e emissões de CO2 (entre 10 e 25%). 

Não é só no cabeçote do motor que o Alfa Romeo Mito exibe uma tecnologia sofisticada. A existência do manettino DNA, como é chamado na península, traz ao carrinho um recurso elaborado para a mudar não apenas o caráter do motor, mas também das suspensões e sistema de direção. D, N e A são as posições possíveis no tal manettino – uma pequena alavanca situada no console central, ao lado da alavanca de câmbio. 

O "manettino"
Posicionada em "D" (Dynamic) proporciona um comportamento com o máximo em esportividade, agindo na resposta do acelerador, no nível de intervenção dos freios ABS e do VDC (Vehicle Dynamic Control, como a Alfa Romeo batiza seu sistema de controle de estabilidade e tração) e também no sistema de direção, com assistência elétrica, que agirá com menos assistência, deixando a direção mais firme. Em "N" (Normal) todos os parâmetros premiam uma tocada sem extremos, com o ajuste de freios, direção e suspensão em registro normal. Quanto ao motor, a potência permanece invariada, enquanto o torque passa dos 25,5 m·kgf disponíveis em “Dynamic” por conta do overboost de 1,3 bar a 23,4 m·kgf em "Normal" com a  pressão de superalimentação padrão de 0,9 bar. Finalmente, na posição "A" (All Weather) têm-se os ajustes ideais para pisos de baixa aderência. 

Dotado de uma moderna caixa de câmbio de seis marchas (batizada de C635, a mesma de nosso Fiat Braco T-Jet) acoplada ao quatro-em-linha disposto transversalmente na dianteira, o Mito Quadrifoglio Verde incorpora uma tecnologia mais simples do que modelos da mesma marca que o antecederam, como o 147, cujo controle de tração era associado a um sofisticado diferencial Torsen. No Mito, em situações de baixa aderência ou pilotagem esportiva, o módulo do sistema ABS recebe a mensagem dos sensores que detectam a excessiva rotação característica da perda de aderência, limitando-a através da ação do freio. Em uma curva a tendência da roda interna a patinar sob efeito de aceleração é, portanto, contida pela simples ação do freio de tal roda, o que induz à transferência de força para a roda externa. 

Andando com Mito

O trevo nos pára-lamas dianteiros
Retirei o branquíssimo Mito Quadrifoglio Verde na sucursal Fiat em Milão. Na entrega, o jovem funcionário responsável por me levar até o carro no lotado pátio se exalta, dizendo que se tivesse que escolher entre todos os carros ali, seria exatamente aquele seu eleito. E esclarece o motivo: por ser branco e figo, que na gíria local equivale ao americano cool ou ao nosso "da hora"... Apesar dos meus mais de 50 anos de idade em contraposição aos menos de vinte do rapaz, concordei integralmente com sua a escolha. Preferiria o Mito a qualquer outro, Lancia, Fiat ou Alfa que fosse ali do entorno. 

O rapaz me instruiu sobre as peculiaridades do carro, assinalando os equipamentos opcionais, tais como as suspensões ativas desenvolvidas pela Magneti Marelli com rodas aro 18 (normalmente são de 17 pol.), as pinças de freio pintadas de vermelho e a grande tela de 6,5 polegadas no painel, onde o sistema Radio Nav integra áudio, navegação por GPS e Bluetooth. O preço desse Mito chega perto dos 25.000 euros, dos quais pouco mais de 4 mil em opcionais, correspondente a pouco mais de R$ 66 mil. Ele vem com sete bolsas infláveis, como nos 500 Sport Air e Lounge Air vendidos no Brasil.

Ao volante, prestes a encarar um primeiro trecho de rodovia que de Milão me levaria à região da Toscana, 300 quilômetros ao sul, observar o característico logotipo no centro do volante, com a cruz e a víbora (il biscione...) me faz refletir: quantas marcas teriam resistido a tantas mudanças de gestão, de rumo empresarial e maus tratos variados mantendo praticamente incólume seu carisma? Sim, Alfa Romeo é um nome que ainda causa intenso frisson em qualquer autoentusiasta, no que pese os incompreensíveis desvios ocorridos em sua história, principalmente os que resultaram em modelos popularescos, incongruentes com o "Cuore Sportivo" que está no DNA dos Alfa Romeo desde os primórdios, há 103 anos. 

Ao dar partida, o ronco surdo do pequeno quatro em linha no cofre logo à minha frente me fez lembrar o que havia lido por ocasião do lançamento do modelo, tratar-se do motor Alfa Romeo de maior potência específica de todos os tempos, nada menos do que 124 cv/litro. Da Succursale Fiat de via Grosio, 9 ao grande anel que circunda Milão e que alimenta a fornida rede de rodovias que envolve a mais industrial das cidades italianas foi um pulo, cinco ou seis quilômetros, justo o tempo para achar a melhor posição para guiar o pequeno Alfa. 

Desde os primeiros metros o Mito Quadrifoglio Verde mostrou sua índole esportiva, respondendo de forma rápida ao comando do acelerador e da ágil direção, assim como copiando as irregularidades do solo de modo nítido, algo esperado tendo em vista os pneus, os Pirelli PZero Nero medida 215/40R18W. Outra evidência neste início é o bom estudo da ergonomia, notadamente da distância volante-câmbio-pedais. Aliás – viva! – uma pedaleira perfeita para as (más) intenções que se esperam de um carro esportivo, onde os pedais de acelerador e freio, alinhados, parecem implorar pela mais lendária das manobras do beabá da tocada esportiva, o punta-tacco.

Punta-tacco fácil!

Todavia, na tarde milanesa, apesar do trânsito livre, a tentação da redução de marcha com respectiva ajuda do acelerador e concomitante uso do freio foi considerada imprópria, claro. Mais confortável do que o esperado para um esportivo, o banco do motorista revestido em elegante couro caramelo esbanja regulagens (manuais), inclusive a de ajuste lombar. E a amplitude de movimento da regulagem do volante, tanto em altura quanto em distância, eliminou a chance de não "vestir" adequadamente o Mito. 

De canto de olho vislumbro a tal alavanquinha no console, posicionada em "N", Normal, e imagino que o momento ideal para experimentar "D", Dynamic, posição para a qual os técnicos da marca reservaram o auge da esportividade, está a minutos de distância. Será o momento no qual entrarei na rodovia, e na cabine do pedágio retirarei o cartão que, ao chegar no destino, qualquer que seja ele, deve ser inserido na cabine do pedágio local, e que me cobrará pela quilometragem percorrida. Dito e feito. A cabine do pedágio chega, manettino em "D", informação confirmada pelo mostrador entre os dois instrumentos circulares no painel, velocímetro a esquerda, conta-giros à direita.

A roda opcional de 18 pol mostra bem a pinça de freio vermelha do QV

Afundo o pé no acelerador e a "voz" é outra, encorpada. Os Pirelli PZero agarram o liso asfalto da praça de pedágio e o Mito salta à frente. O câmbio de seis marchas tem engates curtos, e a rotação pouco cai nas trocas, sinal claro de ser ravvicinato, de marchas próximas numericamente, o que ingleses e americanos chamam de close-ratio. A queda de rotação naturalmente é maior de 1ª para 2ª, 2.400 rpm e vai diminuindo sucessivamente: 1.700, 1.500, 1.000 e 800 rpm, o motor sempre bem acima da rotação de torque máximo, portanto provendo aceleração firme a cada troca. 

Levando o motor a 5.500 rpm, o alcance das marchas é 40 km/h em 1ª, 71 km/h em 2ª, 104 km/h em 3ª, 144 km/h em 4ª, 175 km/h em 5ª e 219 km/h em 6ª, esta a velocidade máxima declarada, motor a 5.800 rpm, evidenciando o caráter esportivo deste Mito. Mesmo assim, cruzando a 120 km/h o motor segue a serenas 3.200 rpm. Mas pode-se levar o motor ao limite de 6.500 rpm, quando se dá o corte de alimentação, esticando mais as marchas. 

Não há nem sombra do "turbolag", ou o vazio que caracterizava os antigos motores turbo. No pequeno 1,4 -litro do Mito Quadrifoglio Verde a turbina "sopra" e a distribuição mágica proporcionada pelo sistema MultiAir, aliada a um câmbio de seis marchas muito bem escalonado, faz o restante do serviço em prol das boas marcas de aceleração. A clássica marcação de 0-100 km/h declarada pela fábrica em 7,5 s, foi confirmada mesmo que sem instrumentação adequada, na base do cronometro de pulso mesmo. 

A chatice da autoestrada A1, plana e reta, três faixas em paisagem sem graça e com bastante movimento, acabou cerca de uma hora e meia após deixarmos Milão, quando entramos na bem mais divertida A15, ou Autostrada della Cisa. Mais livre do que a A1, ela cruza a cadeia dos Apeninos, o que garante uma subida até cerca de 800 metros acima do nível do mar e decorrente descida. Curvas não faltam, mas quase todas de alta, um cenário perfeito para o Mito Quadrifoglio Verde começar a mostrar o que sabe. 

Logo na longa reta que precede o efetivo começo da subida, e das curvas, notamos a característica talvez mais incômoda deste Alfa: a dificuldade de manter a linha reta em alta velocidade. De fato, quando o velocímetro passa dos 180 km/h o Mito exige mãos firmes no volante. Não é uma sensação de instabilidade, mas simples dificuldade de manutenção da trajetória retilínea. Todavia, bastava surgir uma leve curva que, em situação de apoio, a incerteza direcional sumisse, dando lugar a uma solidez impressionante, com o Mito cumprindo a trajetória de modo rigoroso. 

Imaginando se essa era uma característica ou defeito, as curvas rápidas foram dando lugar a trechos mais e mais sinuosos, onde o problema maior não era domar o foguetinho Mito, mas sim o oposto, cuidar para não ser domado por ele e deixar a empolgação ao volante virar transgressão exagerada. Tomar aquelas curvas a mais de 170 km/h não seria problema para o Mito, mas aos 130 km/h regulamentares, além de evitar a multa, evitaria acabar a avaliação antes da hora. Grandes e pesados caminhões, sempre comportadamente a direita eram raros mas... nunca se sabe.

Pura arte do desenho italiano

Neste trecho em subida, ao passar o seletor de "D" para "N", a mudança do caráter do motor e resposta foi acompanhada de uma nítida mudança no timbre do motor. Aliás, uma das mais agradáveis características deste Mito QV para um apaixonado por automóveis é sua "voz", atípica para um 4-em-linha. Ela é encorpada, grossa, especialmente quando a alavanquinha está na posição Dynamic. Nesta opção, a incerteza em reta em altas velocidades ainda subsiste, mas atenuada, fruto da ação da eletrônica sobre as suspensões que, endurecidas, compensam o que considero ser característica devida ao entreeixos relativamente curto. 

Ao cabo de cerca 100 quilômetros de morro acima – morro abaixo, a planície costeira do mar Tirreno e outra estrada malvadamente reta, desta vez a A12, leva ao meu destino, Lucca, onde dias de uso urbano e uma múltipla rede de estradinhas de montanha me traria o veredicto mais completo do Alfa Romeo Mito Quadrifoglio Verde. 

Por enquanto, conforto acima do esperado para um esportivo e adequação do conjunto motor e câmbio à alta expectativa gerada por aquele trevo de quatro folhas verde na lateral, marca registrada dos Alfa mais "ardidos", me ofereceu 300 quilômetros iniciais de puro prazer. E, importante, com economia: 14,1 km/l para o trecho onde o pé não ficou exatamente comportado é marca excelente. 

No vai e vem da cidade, aspectos práticos como a boa manobrabilidade do câmbio e uma razoável visibilidade se juntaram a uma excelente característica determinada pela morfologia deste Alfa Romeo, curto, pequeno, capaz de se enfiar em vagas difíceis de modo fácil, coisa que, acreditem, é algo extremamente importante em cidades medievais e suas ruas estreitas criadas para carroças e não carros. 

Olhares? Muitos. Os italianos amam carros, e mesmo sendo o Mito já um componente conhecido da paisagem com seus quatro anos e meio de mercado, o trevo de quatro folhas verde na lateral, as grandes rodas cor de titânio e outros adereços que entregavam ser aquele Mito o mais mais entre todos. E isso garantiu mais de uma abordagem inquisitória. Va forte?(anda?), Consuma troppo? (gasta muito?) foram as perguntas mais ouvidas, sempre acompanhadas por suspiros de desejo pela bella macchina ou histórias que rememoram algum Alfa Romeo inesquecível na família.

Acesso ao banco traseiro sempre é um pouco difícil nos carros de duas portas

Com o Mito Quadrifoglio Verde foi fácil fazer amizades. Nosso gran finale no convívio com este empolgante carro foi percorrer 120 quilômetros de puro rock'n’roll, subindo pelas montanhas Apeninos e Apuanas, cadeias que dividem a Itália ao meio longitudinalmente, saindo de Lucca, no nível do mar, para acima dos 1.300 metros através de paisagens espetaculares e curvas mais ainda, com destino a uma estação de esqui, Abetone, percorrendo trechos usados em provas especiais dos tradicionais ralis do campeonato europeu. 

Porém, antes disso, o veredicto da bomba de gasolina depois de intenso uso urbano confirmou a propensão de certa forma inesperada de um esportivo como o Mito QV à economia: 12,4 km/l, marca mais do que adequada ao uso urbano em mais de 200 km rodados. Apontando o nariz do pequeno Mito rumo as altas montanhas da região, a primeira parte da viagem teve como cenário o piso seco de um belo dia ensolarado apesar da relativa baixa temperatura do início de novembro, cerca de 8 ºC. 

Apesar da razoável pavimentação, muitos trechos da subida de serra apresentaram rachaduras e desníveis no asfalto, já que a região é sísmica e, além disso, o contraste da temperatura elevada no verão com a radicalmente baixa no inverno causa exatamente tais fissuras no asfalto. 

A subida "animada" começou com o tal manettino em "D", imaginando ser esta a melhor opção para a tocada vigorosa. Todavia, por conta exatamente das irregularidades do asfalto, percebi que o que se perdia em termos de pegada do motor passando a "N" era compensado pela melhor absorção das irregularidades oferecida pelas suspensões menos duras. Também, a resposta menos arisca da direção contribuiu para que o Mito se comportasse de modo menos nervoso nas estreitas curvas entremeadas por curtas retas, e muitas vezes com trechos de piso úmido com folhas, o que colocou a prova tanto a boa capacidade dos Pirelli PZero Nero em avisar quando o limite de aderência se aproximava, quanto me mostrar a eficiência dos controles de tração e estabilidade. 

Todavia, ao cabo de uma dezena de quilômetros, uma opção dos técnicos da Alfa Romeo me plantou um ponto de interrogação levemente indignado na mente: por que razão não oferecer um botão para desligar o sistema de controle de tração e estabilidade? Pois é, infelizmente o Mito Quadrifoglio Verde a meu ver peca neste sentido, pois não permite o livre arbítrio de seu usuário que, como eu, gostaria de enfrentar o trecho mais travado da estradinha de montanha pegando "o touro pelo chifre", deixando que fosse a minha habilidade (ou a ausência dela...) a determinar os destinos. Muitas foram as vezes que eu quis tomar uma curva mais apertada fazendo a traseira escorregar antecipadamente, técnica usual no rali onde o freio de mão é usado para tal fim.

Não dá vontade de sair do Alfa Romeo Mito QV

Só que a eletrônica do Mito QV não deixa ele sair "dos trilhos", e não há o botãozinho "VDC off". Uma pena. Porém, de jeito nenhum se pode considerar este Alfa Romeo como um carro "anestesiado" pela excessiva intervenção da eletrônica. Ele oferece reações empolgantes, responde de maneira exata aos comandos e oferece uma saúde fenomenal tanto no que diz respeito à potência e torque propriamente ditos, quanto também à efetividade de seus freios, suspensões e sistema de direção. Mas, desligar os tais controles certamente dariam chance aos mais hábeis de levar o Mito a limites onde ele, assim como está, não alcança. 

Na volta do intenso passeio, montanha abaixo, a chuva completou o que faltava à minha avaliação, ou seja, rodar com a pequena alavanca em “A”, justamente para perceber o exato oposto do que falei poucas linhas atrás: a total ação da eletrônica em prol da segurança, contendo o Mito QV de modo a impedir qualquer deslize no sentido literal da palavra. 

A chegada desta tarde feliz foi completada na bomba de gasolina, com a esperada pior marca dos dois mil quilômetros de convívio: ainda ótimos 10,2 km/l. Realmente econômico, o Alfa! E gasolina premium, a mais usada na região, de 95 octanas RON. Não é preciso usar a Super Plus de 98 octanas RON.

A caminho de Milão, pensando nos concorrentes mais diretos deste Alfa Romeo "de briga", o Audi A1, MINI Cooper S e Citroën DS3, concluo o óbvio: todos são grandes concorrentes. A luta pela supremacia neste peculiar nicho no qual alta tecnologia se concentra em pequenas e belas embalagens nos ofereceu carros entusiasmantes, eficientes e capazes de nos surpreender sob diversos pontos de vista. Todos são, de um modo geral, econômicos, divertidos, potentes, sofisticados. Porém, talvez nenhum deles tenha o que este Mito Quadrifoglio Verde tem: o verdadeiro "Cuore Sportivo" dos Alfa Romeo...


RA



FICHA TÉCNICA ALFA ROMEO MITO TURBO 1.4 MULTIAIR

MOTOR
Tipo
4 cilindros em linha, duplo comando, correia dentada, 4 válvulas por cilindro, variador de fase  e levantamento na admissão eletroidráulico, dianteiro, transversal; gasolina
Diâmetro x curso (mm)
72 x 84
Cilindrada (cm³)
1.368
Material do bloco e do cabeçote
Alumínio
Taxa de compressão
9,8:1
Octanagem requerida
95 RON
Potência máxima (ISO 1585)
170 cv a 5.500 rpm
Torque máximo (ISO 1585)
25,5 m·kgf a 2.500 rpm com overboost (23,4 m·kgf a 2.250 rpm sem overboost)
Formação de mistura
Injeção no duto
TRANSMISSÃO
Tipo
Transeixo manual de 6 marchas à frente e uma à ré, tração dianteira
Relações das marchas
1ª 3,818:1; 2ª 2,158:1; 3ª 1,475:1; 4ª 1,067:1; 5ª 0,875:1; 6ª 0,744:1; ré 3,545:1
Relação do diferencial
4,118:1
SUSPENSÃO
Dianteira
Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira
Eixo de torção, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Caixa de direção
Pinhão e cremalheira com assistência elétrica variável
Relação de direção
n.d
N° de voltas entre batentes
n.d
Diâmetro mínimo de curva (m)
11,2
FREIOS
Dianteiros
A disco ventilado de 305 mm Ø
Traseiros
A disco de 251 mm Ø
Controle
ABS c/ distribuição eletrônica das forças de frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas
Alumínio, 7,5J x 18
Pneus
215/40R18W
CONSTRUÇÃO
Arquitetura
Monobloco em aço, subchassi dianteiro, hatchback de duas portas, cinco lugares
Coeficiente de arrasto (Cx)
0,29
Área frontal (estimada, m²)
1,99
DIMENSÕES (mm)
Comprimento
4.063
Largura sem
1.721
Altura
1.446
Entreeixos
2.511
Bitola dianteira/traseira
1.475/1.469
CAPACIDADES E PESOS
Porta-malas (L)
270 (950 com banco traseiro rebatido)
Tanque de combustível (L)
45
Peso em ordem de marcha (kg)
1.131
DESEMPENHO E CONSUMO
Velocidade máxima (km/h)
219
Aceleração 0-100 km/h (s)
7,5
Consumo urbano (km/L)
12,3
Consumo rodoviário (km/L)
20,8

(Atualizado 15/02/13 às 16h00, correção de informação relativa ao câmbio de seis marchas)
 

70 comentários:

  1. É disso que precisamos para embelezar nossas ruas!

    O consumo só mostra o quanto estamos atrasados com nossos motores. Não precisamos da "tecnologia" flex, precisamos de motores modernos e combustível de qualidade.

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    1. Eu faço parte do C.O.T.F. "Clube dos Odiadores da Tecnologia Flex". He, he!

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    2. Mr. Car
      Sou sócio desse clube!

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    3. O motor flex é perfeito para países onde se vende combustível de péssima qualidade...

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    4. Mr. Car

      Infelizmente se tem dada vez menos carros disponíveis sem essa tecnologia, até mesmo os chineses já estão aderindo a essa palhaçada.
      Os únicos carros nacionais apenas a gasolina são Bravo T-Jet e Punto-Jet, carros que eu admiro bastante.

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    5. O Flex foi a resposta dos fabricantes à fala de política energética do governo, uma solução aos consumidores e uma ilusão que durou alguns anos, digo durou, por que muitas vezes encontramos vantagens escolhendo um ououtro, quando a gasolina ou álcool aumentavam.
      Infelizmente isso tornou-se só ilusão, perceberam que a gasolina au,entou e o álcool subiu junto? Desta vez não vimos nenhuma chiadeira, nem o governo se manifestou, órgãos fiscalizadores fazem o que mesmo?

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    6. Aléssio Marinho16/02/13 12:54

      Mande a minha carteirinha, por favor...rsrsrs

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    7. Mais um para o clube dos odiadores de tecnologia flex.

      Aliás, foi por esse motivo que peguei um Focus usado de um ano anterior ao pretendido: não tinha ainda modelo Flex...

      Leo-RJ

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    8. Pergunta para o Bob:
      O turbo não seria a peça que falta para o bom funcionamento do Flex? Quero dizer, controlando a pressão, nao seria possivel mudar dinamicamente a taxa de compressão, de forma a aproveitar melhor os dois combustiveis? Ou existem mais variaveis que saem do controle?

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    9. Aeroman
      Certamente é possível alterar a pressão de superalimentação em função do combustível no tanque, mas isso exigiria um processador de alta capacidade e portanto caro. Lembre-se que num flex a mistura de gasolina e álcool é em qualquer proporção, e teria que haver um mapa para cada situação de pressão. A propria Honda Titan Flex só tem mapa para quatro misturas gasolina-álcool básicas, para simpificar na questão de capacidade de procecessamento. Para piorar, até o momento não se conseguiu motor flex com injeção direta funcionar com E100, só com E85. Não dá tempo de atomizar as partículas de álcool. E justamente turbo e injeção direta, que casam tão bem. Mais uma mancada do Brasil, adotar o E100 vez do universal E85. Mas gostam de dizer que
      que o Brasil "é um país diferente", não gostam? Tá aí mais um resultado.

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  2. Carros do Portuga
    Gasolina de boa qualidade e especialmente com, no máximo, até 10% de álcool – de preferência nada!

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    1. Nesse motores turbo, sendo a calibração mais fácil, caso algum dos vendidos aqui torne-se flexível, poderia ter um ganho de potência/torque bem maior que a média.

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    2. Bob,
      Não seria o álcool necessário como antidetonante? Pelo que sei, uma opção seria o chumbo tetraetila, mas este é mais nocivo à saúde e ao meio ambiente, não? Seria possível rodar com gasolina pura nos motores atuais?

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    3. Claudio
      O álcool não é imprescindível para uma boa octanagem. Com tecnologia de refino e aditivos se chega a isso. A gasolina premium brasileira, com álcool, é de 98 RON; em álcool, 95 RON. A Petrobrás queria oferecer essa gasolina aqui em 1997, para os carros importados, mas o governo não deixou. A gasolina Podium, de 102 octanas, é a Super Plus européia de 98 RON com álcool. O chumbo tetraetila não é mais usado aqui, desde 1982. No mundo, um pouco antes. Os motores atuais não rodam bem com gasolina pura, a mistura ar-combustível fica excessivamente rica, há diluição do óleo do cárter, depósito de fuligem nas velas e, dependendo do excesso, pode elevar muito a temperatura do catalisador. Há nesses dias um grande quebra-pau nos EUA, o governo Obama quer porque quer que a gasolina seja E15 (gasolina com 15% de álcool), contra o limite atual de 10% (E10), com o quê vários fabricantes grandes já disseram que a garantia será anulada se houver problemas nos motores e sistema de alimentação se o carro estiver com a E15 no tanque. A voz corrente lá é que os produtores de álcool de milho do Meio-Oeste estão fazendo lobby nesse sentido, por razões óbvias.

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    4. Vi essa discussão, e fiquei imaginando o que os fabricantes diriam de nossa E25?
      Se eles querem tirar a garantia com E15 imagine o que seria feito com a nossa?
      Seria uma pista de porque nosso mercado automotivo é tão pobre d eopções?


      MArk

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    5. Essa de reduzir garantia é pura pressão psicológica, não tem fundamento técnico. Na empresa que trabalho, só se usa álcool no posto conveniado, os carros vão da concessionária ao segundo dono sem abrir motor e perfeito, coisa de mais de 300 mil km. E o pessoal só anda forte, rodovia de 120 a menor velocidade é 130 no GPS na hora de passar no radar. E a troca de óleo não é o pradrão dos brasileiros o tal "5 mil"- que trocam mais de óleo do que de cueca - mas o do manual de veículo.

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    6. Bob, os lobistas acabam com o nosso país, o volta dos 25% de etanol por exemplo, foi decretada pelo governo devido a pressão dos usineiros.
      O nosso governo trabalha para os grandes empresários e não para o povo e os pequenos empresários.

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    7. Bela resposta Bob. Eu já desconfiava que o álcool não melhorava tanto assim a octanagem da gasolina, embora tenha participação nisso. Já tinha lido que o projeto dessa gasolina premium da Petrobras teve que ser retrabalhada e aí tivemos a Podium.

      Seria uma boa poder rodar com gasolina com menor teor de álcool. Bob, será que se fazendo a retirada de álcool em excesso na mistura de gasolina (de 25% para 10%) de forma mais caseira poderia resultar numa boa gasolina?

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    8. KzR
      Sem dúvida, mas parta da gasolina premium pelo menos, que é de 95 octanas RON sem o álcool. Mas nessa operação de "desalcoolizar" a gasolina, todo cuidado, hein! Manipular combustível sempre é perigoso.

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    9. Um conhecido meu diz que mistura água na gasolina+álcool. O álcool migra para a água e a mistura, que é mais leve que a gasolina pura, fica por cima no reservatório. Uma torneira no fundo do reservatório retira a gasolina pura, sem álcool. O único inconveniente é que o preço por litro sobe, mas o seu DKW agradece...

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  3. Nossos irmãos argentinos já tem esse divertido carrinho por lá a alguns anos.

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    1. Caro Hugo,

      Na Argentina (e também no Uruguai, em menor proporção) a varidade de carros por lá é muito melhor. Os fabricantes não precisam ficar adaptando os motores para rodar com nosso 'caldo combustível' e nem alterações nos pneus/amortecedores e altura do carro para rodar por lá, uma vez que as estradas são infinitamente melhores que as nossas.

      Por isso a Alfa Romeo vende bem seus carros por lá. Aliás, não só a Alfa, como muitos outros fabricantes Europeus (SEAT, por exemplo) e até Americanos (a GM vende por lá pick ups americanas que nem sonham em rodar aqui).

      Abç.

      Leo-RJ

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    2. Cara, segundo uma revista automotiva de lá essa versão Turbo Benzina lá só está disponível para o Giullieta. Para o MiTo, a versão mais potente tem 150cv, ou seja, é praticamente o mesmo motor de nosso Punto. Não lembro o número de marchas, mas deve ser 6.

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  4. Rafael Pinto15/02/13 12:44

    Já flagraram algumas unidades rodando no Brasil!

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    1. É que por aqui preferimos o Veloster...

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    2. Rafael Pinto15/02/13 16:15

      Não entendi..mas flagraram sim. E uma giulietta também.

      http://autossegredos.com.br/2013/02/06/flagras-dos-leitores-alfa-romeo-mito-e-giulietta-tata-xenon-e-chevrolet-prisma/

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    3. Tomara que venha com essa motorização, Turbo Benzina 1.4 de 170cv. Tanto para o MiTo quanto para o Giulietta. Sim, eu sei que esse deveria ser o MiTo QV, mas o que custa sonhar? O Giulietta QV vendido na argentina só gera 235cv... =)

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  5. Excelente texto !

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  6. Que carro interessante, diferente! Gostei deste pequeno, com ar "invocado". Obrigado pela matéria abrangente, que permite conhecer o carro em profundidade!

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  7. Agresti, sou daqueles que não foram muito com a frente do carro. Em compensação, adorei o interior, coisa que considero até mais importante, pois é lá que o motorista e passageiros vão ficar, e devem se sentir bem em estar. E adoraria ainda mais se tivessem feito a cabine toda monocromática neste tom de bege dos bancos. Ia ficar espetacular. Existe essa opção?
    Abraço.

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    1. Mr. Car, não acredito naquele negócio de "a primeira impressão é a que fica". Já odiei carros que, com o tempo, mudaram minha opinião. Quem sabe você ainda se encanta com essa frente. Ela é muito charmosa e ousada.
      Abraço

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    2. Pode ser, já aconteceu comigo também, mas por enquanto, estou com a "primeira impressão", he, he!
      Abraço.

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    3. Mr. Car
      Essa combinação de interior e típica Alfa
      Eu acho lindo
      Dei uma olhada no site da marca e a monocromática só no preto
      De ima olhada no site o acabamento dos Alfas e de babar!

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    4. Aléssio Marinho16/02/13 12:59

      Mr. Car,

      Ao vivo tenho certeza que mudas de opinião. O MiTo que conheci era com interior preto, mas mesmo assim, lindo. O banco abraça verdadeiramente, mas pena que os paineis de porta roubam um pouco de espaço das pernas.
      Mas andar "socado" nos bancos de uma Alfa compensa qualquer desconforto...rsrsrs

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    5. Não tem jeito, pessoal: eu venero interiores claros. Tive Alfa-Romeo 2300 1977 (interior preto), mas queria mesmo que fosse com o interior bege disponível para as 1974, he, he!

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    6. Mr. Car,

      Ahhh... os Alfa Romeu Ti 2300... que grandes carros. Especialmente para a época. Também tive usadinhos, mas excelentes!

      Sou eterno fã da Alfa.

      Abç.

      Leo-RJ

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    7. O meu não era da safra "Ti", não tinha ar nem direção hidráulica, he, he! Na rua tudo bem, mas com pneus 195, manobrar aquele bicho em uma garagem apertada no verão carioca... eu saia do carro parecendo que tinha dado um mergulho em uma piscina, he, he! Mesmo assim, era um carrão!

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    8. Mr. Car,

      Os dois que tive eram "Ti", com direção hidráulica progressiva e ar condicionado. Era uma 'molezinha' neste caso... rs. Uma beleza! Especialmente o último, que era 86 (salvo engano), último ano dos nossos Alfas. Como disse, comprei-os já nos anos 90, quando ninguém os queria e eram baratos.

      Aqui no Rio era complicado mantê-los. Tinha um bom mecânico ali pelos cantos do Sambódromo e antigo presídio, mas ele resolveu se aposentar. Peças também não era tão fácil.

      Mas por algum motivo que não sei explicar eu adorova aqueles carros!

      Abç!

      Leo-RJ

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  8. Pessoal, uma ajuda a um turista de primeira viagem: onde alugo um carro bom, economico, divertido e barato em roma para dirigir até veneza? Estive pensando no bom e velho panda ou 500 na hertz por falta de opção, mas recorro aos experientes colegas daqui, como o Roberto Agresti e esse maravilhoso MiTo!

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    1. Fiz essa viagem com o Lancia Ypsulon 1.2 e foi excelente. Na época era dos modelos mais baratos da Hertz. Rodei 2200km em uma semana, assim como o Roberto. Recomendo.

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    2. Também gostaria de saber dicas sobre aluguel de carros no exterior. No fim do ano vou a Portugal e Espanha a trabalho e queria alugar um modelo bom e barato para rodar de Lisboa a Paris e Depois Paris-Roma.

      Bob, voce podia fazer um post com dicas e truques sobre aluguel de carros. O que achas?

      Pedro Novaes

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    3. Rafael Ribeiro15/02/13 23:51

      Na Europcar um Fiat 500 custa a partir de 420 euros para período de 10 dias. Um Alfa Giulietta por 900 euros, ambos no mês de março.

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  9. Que belíssimo review. Deu vontade de dirigir esse carro!

    O consumo é bem impressionante, ainda mais num tempo onde os carros da Fiat Brasil não andam lá tão econômicos. E antes que culpem o Flex, o 500 com motor 16V a Gasolina não é o que podemos chamar de econômico, ainda mais levando em conta seu tamanho, motor etc.

    Mais uma vez parabéns pelo Review. Este e o do Cruze (que não sei porque os comentários não estavam indo!) foram fantásticos. Fiquei babando para dirigir os carros. Gosto assim, muita paixão e pouca ficha técnica.

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    1. Mas o T-Jet chega a números bem próximos aos mostrados aqui na matéria. Principalmente no Punto. Ainda não procurei saber a fundo do consumo do 500 Air.

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    2. Que bela matéria e relato, teste e viagem! Que TESTE e VAGEM, hein?

      Achei esse MiTo QV maravilhoso! Anda muito bem (Três níveis de regulagem!) e é bastante econômico. É compacto e além de tudo é belíssimo. Uma bela carroceria hatch coupé. Para mim seria uma macchina quase perfeita para uso diário, viagens e passeios, tanto autoentusiasta como os agradáveis. Só não é perfeita porque a eletrônica é tão ou mais severa que a do Bravo T-jet: não deixa desligar TCS e ESP. Mas eu deixo isso passar rsrs =).

      Ainda assim, espero com ansiedade a volta da Alfa para o Brasil e torço muito que além dos Mito e Giulietta normais, venham os mais apimentados. Se o Mito QV vier será perfeito. Mais um carro para competir no badalado nicho dos compactos esportivos de imagem.

      O nosso Punto T-jet não deixa de ser um bom carro, mas compará-lo como Mito que tem mais conforto e dirigibilidade mais afiada é uma covardia. Além do mais, a presença do MultiAir no 1.4 Turbo gera uma diferença considerável em potência, torque, e economia. Câmbio de 6 marchas, Cuore Sportivo... hum hum hum - que sonho!

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    3. Daniel, não tenho grandes referências do T-Jet em consumo, uma pena. Nos anos 2000 os Fires 8 e 16V eram campeões em economia. Desde que a Fiat passou a espremer os Fires para potência eles tornaram-se medianos, o Turbo e os e-Torq também são medíocres, sendo que este último ainda apresenta desempenho ruim em baixas rotações.

      A Fiat brasileira está claramente focada em atender a mercado com visuais aventureiros e esportivos e a engenharia de motor e câmbio parece ficar apenas com o "troco do pão" para trabalhar.

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  10. Parece que foi desenhado pelo estudio que fez o Lifan 320

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    1. Os fabricantes chineses contratam esses estúdios para desenhar seus carros, e também copiaram o jeito italiano de se fazer carros (motores excelentes em carros pequenos e não muito luxuosos) talvez por uma questão de custo.

      Na verdade não são os italianos que estão "chinesados", são os chineses que têm "jeito de italiano".

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    2. faço minhas palavras a de cap. Nascimento: "Nunca serão, jamais serão"

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  11. Agresti, me permita só uma correção.

    O fiat Punto nacional nunca usou câmbio de 6 marchas, seja o T-Jet, seja outra versão.

    Apenas o Bravo T-Jet sai com essa caixa.

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    1. Acho que colocar essa caixa no Punto não deva ser complicado já que lá fora o Punto Abarth usa a mesma caixa no motor T-jet. Se eu adquirir um Punto, com certeza testarei essa hipótese.

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  12. "Dotado de uma moderna caixa de câmbio de seis marchas (batizada de C635, a mesma de nosso Fiat Punto T-Jet)"

    Desculpe se entendi errado, mas os 2 Punto's T-Jet (2010 e 2012) vendidos no Brasil possuem 5 marchas, não ?! Ou "a mesma" caixa pode ter variantes de 5 e 6 marchas ?!

    Parabéns e obrigado pelo relato!!

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  13. Carlos Eduardo e Anônimo 15/02/13 15:22
    Correto, seis marchas só Bravo T-Jet, no Punto T-Jet, não. O Agresti escreveu, mas deixei passar na hora de editar. Já foi corrigido e obrigado pelo toque dos dois. Tinham o mesmo seis-marchas C635 os 500 poloneses Sport e Lounge.

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  14. Enquanto lia esse (ótimo) texto, fiquei imaginando num 500 Abarth brasileiro com esse motor. Meus braços estão formigando de vontade.

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  15. Carro tentador. Motor de respeito. A narrativa do Agresti é sensacional.

    Só a Alfa para fazer um carro diferenciado como esse a partir do Grande Punto. Notem que o MiTo não tem aquela janelinha vigia na coluna A. Deixei de comprar um Punto anos atrás porque no test-drive percebi que cabia um boi naquele ponto cego.

    Tenho uma teoria: na Europa eles inovam sempre, porque o mercado tem menos necessidade de trocar de carro toda hora. Já aqui, falta muita gente para ter o primeiro carro e as fábricas se concentram mais no marketing, para alavancar as vendas, do que em trazer novidades. Sei lá...

    Por que eles ensaiam tanto para trazer carros como o MiTo, o Giulietta, o New Focus e tantos outros?

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  16. Agresti
    Parabéns pelo texto. Há tempos que vc nao escrevia , mas voltou em grande estilo. Que bom mais um editor do blog que e Alfista!
    Essa viagem deve ter sido incrível pelo local, paisagem e pela pequena Alfa
    Uma pena nao ter nenhum modelo da Alfa há tantos anos no Brasil
    Aqueles que gostam tem que se contentar com os modelos que entraram por aqui há uns anos e ter disposição para achar pecas e driblar a dificuldade de assistência técnica . Mas digo que, apesar de tudo, vale a pena ter um modelo da marca!
    E que bela dica de viagem vc nos deixou!

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  17. Fernando Rodrigues16/02/13 01:12

    Eu já conhecia este Alfa Mito.É muito bonito.Aliás,toda a linha atual da Alfa Romeo está muito bonita.Porém,o grande problema desta marca atende pelo nome de Fiat.A Fiat está matando a Alfa Romeo "bem devagarinho" desde 1986.

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  18. Seria demais pedir pra fazerem uma semana dessas com o giulietta, que também deve vir para o Brasil????

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  19. Bonito e interessante o carro, excelente avaliação. Mas eu só o compraria com o câmbio Dualogic.

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  20. Bonito e interessante o carro, excelente avaliação! Mas eu só o compraria com o câmbio Dualogic.

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  21. Espero que carros bacanas como esse desembarquem aqui no Brasil. A Citroen está fazendo o dever de casa trazando a linha DS3. Só o motor que poderia ter mais cavalos nos DS4 e DS5. Acabei de comprar um Peugeot 308 THP que é bem mais barato que o DS4. Não gosto de câmbio manual e tenho família, por isso o DS3 não serveria pra mim.

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  22. Há um episódio do Top Gear UK onde os três apresentadores arranjam um Alfa pra cada um por menos de £1000 cada. Arranjaram um Alfa Romeo 75 V6, um GTV 2.0 e um Spider. Pude ver que confiabilidade não é o forte dos Alfa antigos, mas isso não é suficiente para apagar a paixão que essa fabricante desperta.

    Sobre o GTV, Jeremy Clarkson o descreveu de uma forma que eu reinterpreto aqui, que resume um Alfisti modo di vivere: Ter um é como ter uma namorada que tem lapsos de bebedeira e mau humor. Muitos de seus conhecidaos lhe dizem que sem ela sua vida vai ser mais simples, mas você insiste no relacionamento, porque ela é bela como uma Alessandra Ambrósio, e quando está de bom humor sabe como te fazer feliz...

    Quanto ao MiTo, ele seria uma boa opção da Fiat para concorrer nesse mercado de Hatches Superpremium, contra Mini, DS3, Audi A1...
    Eu aprecio essa identidade visual da Alfa, mas fico invocado com essa placa dianteira "de lado" no pára-choque, parece que a placa briga com o visual do carro quando deveria parecer natural, "In plain sight", escondida à vista de todos.
    Das duas uma: ou a Alfa dá um jeito de colocar a placa no centro, bem baixinho pra não ter que fazer um Cuore pequeno, ou começa um lobby pra abolir placas dianteiras (#Alfistidituttoilmondounitevi).

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  23. Marco Brito16/02/13 15:06

    Sou um Alfista e também já tive o prazer de possuir 2 delas. O que mais me incomoda nas Alfas de hoje, é a tração que deixou de ser trazeira. Acabou com boa parte da diversão e prazer de dirigir que uma Alfa trazia.

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  24. Caro Roberto Agresti,

    Parabéns pelo excelente texto e fotos. Como é bom ver uma matéria sobre um Alfa Romeo. Especialmente escrita com tanto entusiasmo.

    Abç!

    Leo-RJ

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  25. Quando esse carro estará disponível para venda no Brasil??? Ou, vocês têm ideia de quanto custaria uma importação independente dele? Quero-o na minha garagem! Obrigado por compartilhar essa experiênca conosco!

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    1. Eu também gostaria de obter essas informações.

      Adiantando, a Alfa voltará ao Brasil neste ou ano que vem. Mito e Giulietta virão, mas não sei as versões.

      Importação independente é possível. O porém é o ajuste do motor à nossa gasolina, mesmo a Podium pode não trabalhar perfeitamente devido ao maior teor de álcool. Jettas e Passats TSI já tiveram problemas de injeção segundo já li.

      Parabenizo o Roberto Agresti e o AE pela matéria.

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  26. Colegas, eu prefiro rodar com etanol sempre, tenho pago R$ 1,75 no litro, além do que o carro é muita mais "cheiroso" (a gasolina é fedida e muito tóxica), anda bem melhor, e no caso do meu carro faço 13 km/l na estrada (sem ar ligado). Não vejo a hora de termos carros com injeção direta e turbo rodando come etanol, lembrendo que isso já existe no mundo, exemplo os Volvos que rodam com E85 no frio intenso da Suécia. Há muita bobagem falada contra o etanol, e também sobre a nossa gasolina ter etanol. As poucas vezes que rodeu com gasolina no meu carro, fiz 18 km/l rodando em velocidades normais de estrada, e até 20 km/l rodando a 100 km/h constantes. Então, depende do carro que você tem em mãos, o sujeito compra um carro tradicionalmente bebedor, com motor defasado, ou de montadora preguiçosa na evolução tecnológica, e logo vai pondo a culpa no combustível. Carro bom bebe pouco, polui pouco e anda bem, isso vale para o Brasil ou ara qualquer lugar do mundo. Graças a Deus o meu carro está entre esses bons carros.

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    1. Aléssio Marinho17/02/13 18:28

      Anônimo,

      Dá o endereço desse posto, e pedem pra montarem uma filial aqui, pois na selva, com alcool custando 2,50 e gasolina a 2,79, nunca vou usar cana no tanque no meu carrinho flex, pois simplesmente não compensa, financeiramente.
      Tive vários carros a álcool e todos eram melhores que os flex, tanto em consumo, quanto desempenho.

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  27. O MiTo e a Giulietta já estão em testes. Acho que chegam no segundo semestre, a julgar pelos flagras dos sites automotivos.

    Quanto à importação, existe um simulador na Receita Federal. Um ano atrás dava aumento de 120% sobre o preço na origem. Hoje tem a sobretaxa do IPI. Muitos entram com ação judicial pedindo a devolução do IPI total, alegando ser uma importação para Pessoa Física, que estaria em tese isenta do IPI.

    O problema que eu vejo é que não há garantia de fábrica e o motor não está adaptado para funcionar com nossa alcoolina. Então, deve-se levar a uma oficina competente para fazer os ajustes e, mesmo assim, nada garante que o motor e as linhas de combustível suportem bem nosso álcool.

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Um abraço!
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