2 de fevereiro de 2013

HONDA CIVIC GANHA MOTOR 2-LITROS

Fotos: Caio Mattos/Honda


Finalmente a Honda oferece o Civic com motor 2-litros, transplantando o motor do utilitário esporte CR-V (Compact Recreational Vehicle), mostrado aqui no AE há praticamente um ano, veículo este que é produzido no México, na cidade de El Salto, estado de Jalisco. A comunização do 2-litros, que é flex, pôde ser realizada sem dificuldade maior.

Fonte da Honda informou ao AE que a introducão do ano-modelo 2014 deveu-se a mudanças importantes na linha, que envolve até mudança de denominação, e ao câmbio manual que passou de cinco para seis marchas no LXS, que também pode vir com câmbio automático de cinco marchas das vesões superiores de 2 litros. 

Não houve alteração na carroceria senão a face interna da tampa do porta-malas e as dobradiças (tipo "pescoço de ganso") agora serem revestidas.

Cabe lembrar que o automático é o Hondamatic que, como se sabe, não é epicicloidal, mas constituído de pares de engrenagens como num manual, com a diferença de em vez de luvas sincrônicas para o engate, utiliza embreagens hidráulicas sob controle eletrônico, mas com a ligação motor-câmbio por conversor de torque.

O 2-litros é o único motor das versões LXR (era EXL) e EXR (EXS antes), com o "R" se referindo ao motor RE20, que movimenta também o Acura, além do CR-V.

É evidente que mais potência e torque fazem bem a qualquer automóvel, e o Civic com 15/11 cv mais (álcool/gasolina) a 200 rpm menos (de 6.500 para 6.300 rpm), e entregando mais torque, de 17,7 m·kgf a 5.000 rpm (álcool)/17,5 m·kgf a 4.600 rpm (gasolina) para 19,5 m·kgf a 4.800 e 19,3 m·kgf a 4.700 rpm, também álcool e gasolina, só poderia se beneficiar. É mesmo uma pena não vir opcionalmente com caixa manual, que permite explorar melhor suas virtudes, especialmente a elasticidade.

Curvas de potência e torque dos motores 1,8 (cinza) e 2 litros (vermelha)


Dirigi-o, anda muito bem, embora se escute o motor mais do que deveria num carro desse nível. Comportamento em curva irrepreensível, calibração da assistência de direção perfeita e um volante de 360 mm de diâmetro perfeito. Agrada-me bastante o quadro de instrumentos em dois níveis, olhando o conta-giros analógico por dentro do volante e velocímetro digital e medidores de temperatura e combustível no andar de cima.

Acho que é o primeiro caso na indústria de  câmbio automático de trocas seqüenciais em que podem ser feitas apenas pela borboletas do volante. Usando-as, com alavanca na posição S, a rotação vai ao limite de 6.800 rpm, com corte sujo. Mas com alavanca em D as borboletas têm prioridade e se troca manualmente, mas ao chegar a 6.500 rpm sobe marcha. Depois de cerca de 10 segundos, volta o modo totalmente automático.

O motor 2-litros RE20 de 155 cv com álcool

A v/1000 é 44,8 km/h, resultando em 120 km/h a 2.700 rpm, e as marchas alcançam 65 km/h em 1ª, 114 km/h em 2ª e 160 km/h em 3ª. A velocidade máxima é estimada em 210 km/h, graças ao baixo Cx, apenas 0,25, com motor a 6.400 rpm em 4ª.

A Honda informou que os carros de teste estavam abastecidos com álcool. Andando nas boas autoestradas nas imediações de Campinas (SP) e exigindo potência de vez em quando, o computador de bordo acusou 9 a 9,2 km/, o que pode ser considerado bom.

O que a Honda tem de qualidade de engenharia e de manufatura não é acompanhado de informação do produto: continua a lamentável falta de dados de desempenho e consumo, tampouco dados completos do motor. Felizmente desta vez foram divulgadas as relações da marchas, um detalhe de especificação importante.

A outra novidade associada à motorização 2-litros é o sistema Flex One, que levou à eliminação do sistema auxiliar de partida a frio a gasolina para o caso de o motor estar abastecido com álcool, e permitiu acabar com o pesado reservatório de gasolina feito de aço marítimo (chapas de 5 mm de espessura, por razão de segurança num impacto) no interior do pára-lama direito e a respectiva portinhola do bocal de abastecimento. 

O sistema é Keihin, marca da própria Honda, com software da Bosch, e aquece o álcool por meio de uma sonda térmica para cada válvula de injeção, melhorando sua vaporização. Ao pôr o motor em funcionamento, acende-se uma luz no painel que, ao apagar, libera a partida – exatamente como nos motores Diesel sob baixas temperaturas. Segundo a Honda, o tempo máximo de espera, em temperaturas bem baixas, como menos de 5 °C, é de apenas seis segundos.

Em vermelho, a sonda térmica do álcool em funcionamento,  favorecendo sua vaporização

A temperatura das sondas, necessária para que cumpriam seu papel, é regulada mediante a intensidade da corrente elétrica que chega até elas, determinada por um módulo eletrônico dedicado. Por conta do Flex One, é aplicado emblema alusivo na traseira lado direito, juntamente com o "2.0" da cilindrada em litros.

A eliminação do sistema auxiliar de partida a frio a gasolina foi precedida pelo Volkswagen Polo E-Flex em 2009, tecnologia hoje incorporada ao Polo BlueMotion. Depois, no ano passado, vieram o Peugeot 308 e pelo Citroën C3 para o motor 1,6-litro EC5, com a diferença de no sistema da Honda o aquecimento das sondas iniciar-se ao apertar o botão de destravamento da porta na chave, e o alemão e nos franceses, de solução integral Bosch,  ao se abrir a porta, o que abrevia ou mesmo elimina a espera para dar partida no Honda. Mas se o carro japonês for deixado com porta destrancada, o aquecimento das sondas também se inica ao abri-la.


Os emblemas que indicam a cilindrada e o sistema de partida a frio por aquecimento do álcool

Andei também no LXS com o novo câmbio manual, que mesmo sendo um 1,8-litro de 140/139 cv álcool/gasolina (não mudou) mostra um desempenho à altura, a par de um trambulador irrepreensível que ajuda a proporcionar agradável sensação de dirigir. Foi por isso que eu disse mais acima que é uma pena o 2-litros não poder vir com câmbio manual.

Esse efeito de sensação ao volante me lembrou o Nissan Sentra no lançamento, quando dirigi o de câmbio CVT e o manual logo em seguida (em 2007, o AE ainda não existia), e o segundo dava banho em agilidade no primeiro, ambos com o mesmo motor 2-litros.

"Sentado atrás de mim": sobra espaço para pernas (foto: F. Calmon)

A v/1000 em sexta é 36,4 km/h, 120 km/h a 3.300 rpm, com alcance, no corte também a 6.800 rpm, de 54 km/h em 1ª, 91 km/h em 2ª, 138  km/h em 3ª, 180 km/h em 4ª e velocidade máxima (estimada) de 205 km/h a 6.600 em 5ª, portanto um bom exemplo de 5+E.

As vendas do Civic 2013 começaram neste dia 1° de fevereiro e os preços são: LXS manual R$ 66.690,00; LXS automático R$ 69.900,00; LXR R$ 74.290,00; e EXR R$ 83.890,00. Pintura metálica e perolizada estão incluídas nesses preços e a garantia é de 3 anos.


BS



FICHA TÉCNICA HONDA CIVIC LXS e LXR/EXR



LXS
LXR/EXR
MOTOR
Quatro cilindros em linha, bloco e cabeçote de alumínio, transversal, 16V, comando no cabeçote acionado por corrente, acionamento de válvulas indireto por alavancas, controle i-VTEC, gasolina e/ou álcool
Cilindrada
1.798 cm³
1.997 cm³
Diâmetro e curso
81 x 87,3 mm
81 x 96,9 mm
Taxa de compressão
11,7:1
11:1
Potência máxima
140 cv (A)/139 cv (G), a 6.500 rpm
155 cv (A)/150 cv (G), a 6.300 rpm
Torque máximo
17,7 m·kgf a 5.000 rpm (A)/17,5 a 4.600 rpm (G)
19,5 m·kgf a 4.800 rpm (A)/19,3 a 4.700 rpm (G)
Formação de mistura
Injeção eletrônica seqüencial no duto
TRANSMISSÃO
Câmbio
Transeixo dianteiro manual de 6 marchas ou automático de 5, mais ré
Transeixo dianteiro automático de 5 marchas mais ré
Relações das marchas
1ª 3,142:1; 2ª 1,869:1; 3ª 1,235:1; 4ª 0,948:1; 5ª 0,809:1; 6ª 0,688:1. Automático: 1ª 2,666:1; 2ª 1,534:1; 3ª 1,021:1; 4ª 0,720:1; 5ª 0,524:1
1ª 2,651:1; 2ª 1,516:1. 3ª 1,081:1; 4ª 0,772:1, 5ª 0,566:1
Relação de diferencial
Manual 4,625:1; automático 4,437:1
4,562:1
SUSPENSÃO
Dianteira
Independente, McPherson, braço inferior triangular, mola helcoidal, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora
Traseira
Independente, multibraço, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo
Pinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Diâmetro do aro do volante
360 mm
FREIOS
Dianteiros
A disco ventilado de 282 mm Ø
Traseiros
A disco de 260 mm Ø
Controle
ABS, EBD
RODAS E PNEUS
Rodas
Alumínio, 6,5 x16
Pneus
205/55R16V
Estepe temporário
T125/70D15M
T125/70D15M / T135/80D15M
CARROCERIA
Monobloco em aço, sedã 3-volumes subchassi dianteiro, quatro portas, cinco lugares
CAPACIDADES
Porta-malas
449 litros
Tanque de combustível
57 litros
PESOS
Em ordem de marcha
Manual 1.238 kg / Autom. 1.272 kg
LXR 1.294 kg / EXR 1.306 kg
Capacidade de carga
Manual 452 kg / Autom. 419 kg
LXR 396 kg / EXR 414 kg
DIMENSÕES
Comprimento\
4.525 mm
Largura sem espelhos
1.755 mm
Altura
1.450 mm
Distância entre eixos
2.668 mm
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h
Man. 9,5 / Autom. 10,5 s (est. AE)
9,5 s (est. AE)
Velocidade máxima
Man. 205 km/h / Autom. 200 km/h (est. AE)
210 km/h (estimado AE))





EQUIPAMENTOS HONDA CIVIC 2014

LXS
LXR
EXR
Antena de teto traseira
S
S
S
Câmera de ré com indicação de distância
no i-MID
no i-MID
no navegador
Farol com iluminação halógena e lente semi-helíptica (tipo canhão)
S
S
S
Grade dianteira cromada
S
c/ detalhe em black piano
Lanternas traseiras com extensores na tampa do porta-malas
S
S
S
Maçanetas externas
na cor do veículo
na cor do veículo
cromadas
Retrovisores elétricos na cor do veículo
S
c/repetidoras de direção
Teto solar com função um- toque e anti-esmagamento
ND
ND
S
Vidros verdes e pára-brisa com faixa degradê com filtro UV
S
S
S
Acabamento no interior das portas na cor prata
ND
ND
S
Sensor crepuscular
ND
S
S
Alavanca interna de abertura do bocal de abastecimento e do porta-malas com fechadura
S
S
S
Ar-condicionado automático e digital
S
S
S
Assoalho traseiro plano
S
S
S
Aviso sonoro de faróis acesos, chave no contato e cinto de segurança para motorista
S
S
S
Banco do motorista com regulagem de altura
S
S
S
Bluetooth e reprodução de músicas Bluetooth áudio com ajuste no volante
S
S
S
Central de informações i-MID (mostrador multiinformação) LCD de 5" com ajuste no volante
S
S
S
Chave tipo canivete com controle de abertura/fechamento das quatro portas e janelas
S
S
abre/fecha teto solar
Volante de direção ajustável em altura e distância
S
S
S
Controle de áudio no volante com teclas iluminadas
S
S
S
Controle de velocidade de cruzeiro no volante com teclas iluminadas
S
S
S
Descansa-braço deslizante no console central com porta-objetos
S
S
S
Descansa-braço traseiro central com porta-copos (2)
S
S
S
Descansa-pé para o motorista
S
S
S
Desembaçador do vidro traseiro
S
S
S
Encosto do banco traseiro bipartido (60/40) e rebatível pelo porta-malas
S
S
S
Função ECON com "Eco Assist" (indicador iluminaso de controle de consumo de combustível)
S
S
S
Hodômetro digital (total/duplo parcial) com marcador de temperatura externa no i-MID
S
S
S
Iluminação interna central
S
S
S
Limpador de pára-brisa com 2 velocidades, intermitente e acionamento uma-varrida
S
S
intermitente variável
Iluminação no porta malas
S
S
S
Luz de leitural para motorista e passageiro dianteiro
S
S
S
Maçanetas internas pintadas na cor prata
ND
ND
S
Painel "Multiplex" com ajuste de luminosidade
S
S
S
Pára-sois com espelho de vaidade para o motorista e passageiro
S
c/ ilumin.
c/ ilumin.
Porta-copos no console central (2)
S
S
S
Porta-luvas com iluminação
S
S
S
Porta-malas com forração interna na tampa
S
+ haste
+ haste
Porta-objetos nas portas
S
S
S
Porta-revistas atrás do banco dianteiro do passageiro
S
+ motorista
+ motorista
Revestimento dos bancos e forração das portas
Veludo
Couro
Couro
Sistema de áudio AM/FM com CD Player CDA/MP3/WMA com 4 alto-falantes
S
S
+ 2 tweeters
Sistema Navegador (GPS) integrado ao painel
ND
ND
S
Tomada 12 V no console central
S
S
S
Tomada auxiliar P2 e conexão USB para MP3-Players, PenDrive e iPod/iPhone/iPad
S
S
S
Vidros elétricos com função um- toque para abertura/fechamento automático e sistema anti-esmagamento
S
S
S
Volante de 3 raios com revestimento em couro
S
S
S
Airbag frontal para motorista e passageiro dianteiro
S
S
S
Bolsa inflável lateral para motorista e passageiro dianteiro com sistema de detecção de ocupante
ND
ND
S
Alarme sonoro antifurto com acionamento e desacionamento incorporado na chave
S
S
S
Apoio de cabeça para todos ocupantes
S
S
S
Chave codificada com imobilizador de motor
S
S
S
Chave com controle remoto para abertura e fechamento total das portas e vidros e abertura do porta-malas
S
S
S
Cintos de segurança dianteiros de três pontos com pré-tensionadores e limitadores de força com regulagem de altura
S
S
S
Cintos de segurança traseiros de três pontos retráteis
S
S
S
Controle de tração e estabilidade, desligável
ND
ND
S
Faróis de neblina no pára-choque dianteiro
ND
S
S
Freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD
S
S
S
Terceira luz de freio
S
S
S
Sistema de assistência a estabilidade da direção elétrica
ND
ND
S
Sistema de assistência de frenagem de urgência
ND
ND
S
Sistema de fixação de cadeirinha de bebê na base do assento traseiro com ancoragem na parte superior para os dois lados
S
S
S
Travamento automático das portas a partir de 15 km/h
S
S
S
Travas para crianças nas portas traseiras
S
S
S

(Atualizado em 02/02/13 às 15h20, correção no início do texto)
(Atualizado em 06/02/13 às 16h53, correção no texto, operação do Flex One)
(Atualizado em 08/02/13 às 14h40, inclusão do Polo E-Flex como pioneiro do sistema de aquecimento elétrico do álcool)




 

125 comentários:

  1. De fato, uma pena essa mania brasileira de oferecer determinada motorização apenas com câmbio automático. Ao menos, o sistema de trocas manuais da Honda permite retenção de marcha, ocorrendo inclusive a limitação de giro do motor, também positivamente do tipo "sujo".

    Mas agora tenho mais um motivo para gostar ainda mais do Civic manual: uma bela caixa de 6 marchas, do tipo 5+E. Nada mais perfeito: reduz-se o espaçamento entre as marchas e conta-se com a possibilidade de baixo giro nas estradas devido à última marcha do tipo overdrive.

    Porém, independente de terem havido mudanças significativas nos Civic, lançar modelo 2014 em 01/02/2013 é digno de total reprovação...

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    1. Road Runner
      Também acho. Poderia ser um 2013 segunda-série, por exemplo.

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    2. Só não entendi esta sexta marcha tão curta. Tenho um Focus Hatch Rocam e a 120km/h ele marca cerca de 3200/3300rpm (não lembro o valor exato), mas à rotação de 3000rpm são marcados exatos 110km/h. Neste caso sim, chamaria esta caixa de overdrive por ser um 1,6l num carro médio de 1200kg, mas num Civic com um "baita" 2,0 não acho não, viu!

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    3. Maurício
      Lembre-se que o motor do seu Focus é 1,6-L e o do Civic LXS, 1,8, não é tanta diferença, além de o Focus pesar um pouco menos e o motor ser bem menos girador.

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    4. Correto, Bob. Pensei estar vendo os números do motor 2,0l. Mas que o 1,8 tem perna pra alongar, isso tem! Ainda mais em se tratando de uma 6a marcha com a alcunha (subentendida) de 5+E.

      Confesso que posso estar com uma falsa impressão, um erro de escala na minha percepção, uma vez que meu carro possa ter uma 5a um tanto longa demais e, estando eu habituado a isto, veja as outras como curtas.

      Abrs!

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    5. O 1.8 tem o flexone?

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    6. Anônimo 02/02/13 16:54
      Não, só 2-litros.

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  2. Bob, acho que a suspensão traseira não é multibraço. A Honda diz que é double wish-bone, ou seja, dois braços sobrepostos em cada roda traseira.

    Olhando os números de desempenho, parece que pouco mudou em relação ao 1.8. O Corolla sofre do mesmo mal. Mas seria mais divertido diigir o 2.0?

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    1. Mineirim
      A Honda diz que é. Quando eu pegar um carro para avaliação longa, que será em breve, vou tirar essa dúvida.

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    2. Victor Gomes02/02/13 13:59

      A suspensão traseira é praticamente a mesma do Civic da oitava geração. Um braço triangular por baixo, uma haste no topo da manga de eixo e barra estabilizadora.

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  3. Bob, essa mudança de motor era realmente necessária? Pergunto isso porque o Civic 1.8 não era manco, e o motor maior tende a ter um maior consumo, sem um ganho de desempenho considerável. Falo isso porque senti a mesma coisa no caso do Corolla, em que o 1.8 era elogiado pelo desempenho adequado e ótimo consumo, e o 2.0 continua somente "adequado" (o aumento de força foi pequeno, e os números de desempenho comprovam), mas o consumo piorou.

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  4. Thales
    Isso de ser ou necessário é bem subjetivo. É claro que o 1,8 anda muito bem, mas contar com um pouco mais de cilindrada sempre é bom. Foi igual com o Santana, vivenciei bem essa questão. Eu tinha um GLS 1,8 para meu uso na Volkswagen, quando a engenharia colocou um 2-L, ainda pré-série, nesse meu carro. Ficou indiscutivemente melhor, embora o 1,8 me satisfizesse plenamente. No caso da Honda, se o arquirrival tinha 2 litros, nada mais natural que o acompanhasse nessa questão.

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  5. É estranho um carro desse nível não oferecer airbags laterais nem mesmo como opcionais para as versões menos caras.

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  6. Não entendi... O Civic também é produzido no México, mas esse da reportagem é nacional, certo?

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    1. Victor
      Era para não entender mesmo! O Civic é feito aqui, em Sumaré. Já está corrigido.

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  7. Lorenzo Frigerio02/02/13 14:25

    Bob, não entendi você dizer que o câmbio manual é 5+E, quando em 6a. a 120 km/h já está a 3300 rpm. Seria 5+E se estivesse a 2500 ou 2600 rpm, como no câmbio automático.
    O diâmetro dos discos de freio (260 mm) também me parece pequeno para um carro dessa potência, atualmente; até o Vectra CD já tinha 288 mm, muitos anos atrás.

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    1. Lorenzo
      5+E de máxima em quinta, é esse o conceito. Para recalcular para esse valor que você diz teria abrir mais o leque, com mais queda de rotação nas trocas. Lembre-se, 3.300 rpm é metade da rotação de potência máxima, o motor é girador. Quanto ao diâmetro dos discos, o carro tem excelente potência nos freios.

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    2. Acho que o mais estranho são os diâmetros dos discos terem a mesma medida, em ambos os eixos. Está correto mesmo?
      Marcos_RJ

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    3. Lorenzo e anônimo 03/02/13 17:26
      Recebi a informação da Honda: diâmetro dos discos dianteiros 282 mm. Já está na ficha técnica.

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  8. Ainda me preocupa o quão beberrão está esse motor. A Honda ainda não conseguiu se acertar minimamente bem com o flex. Tudo bem que o sistema por concepção não está otimizado para nenhum dos dois combustíveis, mas há marcas que conseguiram compromissos melhores que os conseguidos pelos discípulos do mestre Soichiro.

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  9. todos os 2 1.8 e 2.0 são excelentes carros. mas deveriamos ter o direito de escolher a caixão de marcha mesmo por encomenda não muda nada pra fabrica isto. Mas tem um defeito crônica caros demais

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  10. Na minha modesta opinião o Brasil vai na contra-mão da história, enquanto na Europa , Japão, Coreia, China, India etc... cada vez vai-se para motores de menor capacidade cúbica, diminuindo o consumo. A de lembrar-se que a Petrobras, acaba de reajustar a gasolina e o diesel e ainda é insuficiente para o buraco que ela entrou, ou seja o futuro nos reserva preços cada vez mais absurdo para os combustiveis e nós aumentando o consumo.
    Isto é natural onde 90% compra o carro financiado, a perder de vista, depois não consegue sequer pagar as prestações.
    Em média um carro cuja a prestação é de 1.000 reais, custa na realidade 2.000 por mes(IPVA,Seguro,Combustível,etc...etc...).
    Sou a favor de motores abaixo de 1.000 C.C., e como a família brasileira vem diminuindo, com no máximo 4 lugares.
    Agora alta velocidade só em pista de competição, pois ano a ano a velocidade média nas cidades com mais de 300 mil habitantes vem caindo, chegando a média em São Paulo a 16 Km./hora. que é velocidade de bicicleta comum.
    Abraço
    Coronel Anônimo

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    1. Coronel
      Acho que não tem nada de contramão em aumentar cilindrada. O AE é contra todo e qualquer tipo de patrulhamento. Quem achar que o motor é de cilindrada alta demais, que não compre, certo? O buraco em que a Petrobrás entrou é outra história, é resultado de quererem administrar politicamente uma empresa de alta tecnologia.

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    2. Coronel Anônimo: Brasil? O que você chama de Brasil? A Honda é uma empresa japonesa. E o que ela faz aqui é o mesmo que em outras partes do mundo. Aqui no Brasil temos uma vasta oferta de carros pequenos como motores menores ainda e econômicos. O que nos difere da Europa , Japão, Coreia, China, India etc... é justamente não termos uma grande variedade de carros grandes com motores potentes! A realidade é justamente o inverso do que você relata.

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    3. O brasil tem 3 problemas, o BRASILEIRO, o sistema FLEX. e o LIXO de COMBUSTÍVEL

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  11. Sobre o câmbio manual "5+E".. achei as relações muito curtas... em uma última marcha, sendo ela sexta, a 120 km/h com rotação de 3 300 rpm...... acho isso um desperdício de potência para mim..... não sou engenheiro mecânico, mas acho que poderiam "alongar" um pouco as últimas relações.....meu gol 1.6 fica em quinta marcha nessa velocidade e rotação...

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    1. Renato Soccol
      Acho que 3.300 está bem escolhido para 120 km/h reais (cerca de 125 km/h indicados), considerando também que é um motor de pico de potência a 6.500 rpm. Se a quinta fosse alongada o carro não aceleraria tão bem nessa marcha. Eu não faria diferente.

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    2. Lorenzo Frigerio02/02/13 16:25

      Se um 2.0 moderno (com vti) "precisa" rodar em 6a. a 3300 rpm a 120 km/h numa estrada pública, então a cilindrada não é suficiente.
      É claro que não é o caso! Se com câmbio automático, que tem consumo extra de potência, ele faz isso a 2700 rpm, então as razões para manter no 2.0 o câmbio manual do 1.8 tem razões que não dizem respeito à engenharia, mas aos "bean counters".
      Eu não colocaria um câmbio desses nem atrás de um motor 1.4.
      O Bob sempre criticou o "mal do câmbio curto" no Brasil, e estava falando de câmbios de 5 marchas. Aqui, são SEIS marchas, é marcha de sobra; a 6a. deveria ser estradeira em qualquer caso.

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    3. Lorenzo
      3.300 rpm nesse carro, com esse motor, definitivamente não é curto.

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    4. Tomando como base meu Focus 1,8 litro, que a 120 km/h está a cerca de 3200 rpm em 5a. marcha, o câmbio do Civic não é curto, ainda mais quando o limite de giro do Zetec ocorre a cerca de 6400 rpm, abaixo da rotação de potência máxima do Civic.

      A Honda decidiu fazer um motor girador, sendo portanto natural que uma mesma potência ocorra a rotação mais alta que um similar menos girador. E justamente por ser um carro que gosta de giro alto é que o novo câmbio de 6 marchas deve ter ficado uma delícia para andar forte, com menor "buraco" entre uma marcha e outra.

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    5. Cruze anda a 120km por hora com 2500 rpm. VIDEO clicando no meu nome...

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    6. O meu pequeno March 1.6 16v vai a quase 4.000 rpm a 120Km/h. Vocês não sabem o que é câmbio curto...

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    7. meu new civic 06 gasolina manual na 5a. a 120 kmh esta a exatos 3.000 rpm

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  12. Caro Bob, nos anos 30 os carros tinham 13, 15 até 21.000 C.C., isso não fez deles baterem um Formula 1, que tem apenas 3.000 C.C., não sou contra quem compra(e pode pagar) um carro de 2.000 ou mais C.C., mas acho um desperdício para a Nação o consumo exagerado de combustível, e eu penso como o Exército a Nação deve ser preservada dos inimigos internos, conforme a Constituição. O Uno Mille EP 1995, com apenas 994,4.C.C. e 58 C.V.(que como você sabe muito melhor que eu não é H.P.)chega a velocidade final de 190 Km./hora conforme vídeo divulgado pelo Autoentusiastas
    Abraço
    Coronel Anônimo

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    1. Coronel
      Que paga para encher o tanque do meu carro sou eu, não a nação! Esta produz o combustivel de alguma maneira, o vende e lucra. O Mille EP 1995, se estiver original, só chega a essa velocidade nas descidas.

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    2. Coronel,
      Nem sempre maior deslocamento quer dizer maior consumo, de acordo com aquela tabelinha pouco útil do Inmetro por exemplo, o Siena EL 1,4 litro é mais econômico na cidade do que o EL 1 litro, a mesma coisa se repete com Uno Vivace 1 litro e economy 1,4 litro e quem paga o combustível é o dono do carro e não a nação. Desperdício para a nação é conceder isenção fiscal à igrejas, e o Mille EP não chega a esta velocidade.

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    3. Pois é, Coronel: como disse o Bob, quem paga para encher nossos tanques somos nós, e pagamos mais caro, pois, entre outras coisas, de algum lugar tem que sair o dinheiro para bancar os gordos salários de um bando de cumpanheiros parasitas inúteis que aparelham a empresa até o pescoço, bem como a milionária publicidade da mesma, com que somos bombardeados diariamente em todas as mídias.

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    4. Nação? É esta que nos escalpela, extorque e pune com seus impostos e leis abusivas diariamente. Nação tem que cuidar da sua vida e deixar eu cuidar da minha. E compro o carro que eu quiser, e a nação ou país ou pátria ou qualquer baboseira dessas não tem que se meter!

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    5. Coronel... Tirei o meu mês passado e deixei 28.000,00 reais de imposto só na nota. Acho que damos sim uma grande contribuição a nação...

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  13. Bob estes dias vendo algumas revistas antigas da sae , vi um artigo do dr fritz indra que falava que a injeção direta e o comando continuamente variavel sem borboleta de aceleração chegava aos mesmos efeitos e que usar os 2 ao mesmo tempo era um custo grande demais para usa-los ao mesmo tempo. pediria a vcs do AE que fizessem um post sobre isto. seria bem legal

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  14. Talvez o unico problema do civic manual seja o pedal de embreagem "pesado". Dirigi um new civic manual e tive essa ligeira impressão, pois eu achei que tinha de apertar com mais força o pedal do que em outros carros (vectra, astra, corolla).
    Como foi o unico new civic manual que eu dirigi, não tive parametros para dizer se era problema da unidade dirigida.
    Quanto ao novo motor, sempre existirá mercado para quem deseja um algo a mais debaixo do capô. Para as minhas necessidade o motor 1.8 estava de bom tamanho. E posso até dizer que o civic 1.8 é mais gostoso de dirigir do que um corolla 2.0 (carro de tiozão).
    Para concluir o volante do Civic é referencia no mercado, ótimo volante.

    DPSF

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    1. Civics costumam ter pedais de embreagem pesados, mesmo em gerações anteriores. Imagino eu que seja da resistência que o sistema de acionamento hidráulico impõe ao pedal. Ao menos sabe-se que esse pedal sempre estará pesado, mesmo que a embreagem esteja em fim de vida útil.

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    2. Tem um lado bom no pedal de embreagem pesado: permite trocar mais rápidas!

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  15. Bob, o câmbio automático do motor 2 litros é mesmo mais curto que o do 1,8 litro ou passaram as especificações erradas?

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  16. Douglas
    É a informação oficial que resulta em 1ª 0,3% mais longa, 2ª 3,06% mais longa, 3ª 5,6% mais curta, 4ª 7,2% mais curta, 5ª 8% mais curta e diferencial 2,81% mais curto.

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  17. Bob, você chegou a testar ou ainda tem recordações do primeiro Civic nacionalizado por aqui (1998)?
    Me lembro daquele câmbio manual, era excepcionalmente gostoso de cambiar (e aquele motor elástico e girador ajudava muito no processo).
    Do seu ponto de vista, como fica este câmbio MT do Civic moderno em comparação aos primeiros Civics nacionais? Melhorou muito? Manteve? Piorou em algo?
    Grato!

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  18. Charles
    Naquele ano eu estava na GM e praticamente não tinha contato com carros de outras marcas. Mas o que posso dizer desse que eu dirigi anteontem é que é perfeito em todos os sentidos, nada em que melhorar.

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  19. Guilherme Mattos02/02/13 18:51

    "As vendas do Civic 2013 começaram neste dia 1° de fevereiro". Não é Civic 2014?
    E o LXS AT tem borboletas no volante?

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  20. É ser um bom carro, mas 84k em um carro 2.0 sem nada demais é uma coisa hoje em dia que a Honda não pode fazer mais, pois o posto de melhor sedan medio nacional já se foi a muito tempo. Hoje com mizeros 2k a mais se leva um ótimo Jetta TSFi só como exemplo de mercado.

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  21. Bob, lamentável é pouco para definir o empobrecimento que as fábricas estão fazendo com as versões manuais. Acho que aqui a "obrigatoriedade" do automático está maior do que nos EUA. Já comentei aqui que há pouco tempo uma revista americana testou uma 535 mecânica, coisa impensável por estas bandas.

    Bom, a revista Carro desse mês testou um Civic desse, manual. Veredicto: muito prazeroso e muito andador. 0 a 100 em 9,4! Muito rápido. Considerando que nessa mesma prova entre o 1.8 automático e o 2.0 (obrigatoriamente automático) houve uma melhora de 1 segundo, o 2.0 manual ficaria fantástico. Ficaria com um desempenho próximo ao falecido SI, mas por um preço razoável.

    Mas é isso aí, a Honda e as outras tem mesmo que arrancar o couro do freguês, jamais oferecendo um produto melhor pelo mesmo preço. Se estamos fazendo fila para comprar, é por que tá bom e barato!

    Abraço

    Lucas CRF

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  22. Desconsiderando valores, carro por carro, qual a sua escolha, Bob: 1.8 manual ou 2.0 automático? O desempenho dos dois é mesmo parecido?

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  23. Boa tarde Bob,
    Sempre acompanhei suas publicações desde a época da "4R", sempre lhe achei muito sério e muito técnico, por isso lhe parabenizo, pois está cada vez mais difícil encontrar uma leitura séria na internet.
    Tenho uma dúvida com relação à velocidade máxima nos carros Honda. Ouço muitos dizerem que a fábrica limita a velocidade de seus carros em 180 km/h por motivos de segurança e acredito que seja verdade pois estou no 2º Honda City e em ambos o máximo que cheguei foi à pouco mais de 180 km/h, onde o 1º era MT e o atual é AT.
    No caso do MT não foi tão sensível o corte da injeção, mas no AT o carro chegou a "focinhar" quando encostou nos 180 km/h em 4ª marcha em torno dos 5500 rpm, muito longe dos 6500 rpm que é a rotação de corte de injeção.
    Pergunto: esta limitação na velocidade máxima segue para os Civic 2.0 AT???
    Um grande abraço,
    Marcello Matheus

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    1. No Civic não há limitador. (Havia no SI, contudo)

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    2. Pois é Anônimo 02/02/13 20:42.
      O que tenho escutado é exatamente o contrário, que todos os Honda têm limitador e o único que não possuía era justamente o SI.
      Por isso pergunto ao mestre Bob Sharp à respeito, pois tem acesso à informações as quais poucos tem.
      Abraços,
      Marcello Matheus

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    3. Marcello Matheus
      Não há limitador. Inclusive, não faria sentido aplicar pneus de classificação de velocidade V (240 km/h), quando os H (210 km/h) seriam mais que suficientes.

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    4. MEU CIVIC EX 1.6 VTEC TEM LIMITADOR A 200. MUITOS OUTROS TB TEM

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  24. Anônimo 02/02/13 19:18
    A eliminatória é o câmbio: escolheria o 1,8. Andam próximos, e por isso eu disse que gostaria de ver o motor 2-L com caixa manual. A diferença se acentuaria sem nenhuma dúvida.

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    1. Marcelo Augusto02/02/13 20:35

      Se a Honda tivesse carro de 2 pedais com caixa robotizada dupla embreagem acabava o problema. Curioso é que ela tem a solução para motos. Como a Honda gosta de não dar o braço a torcer, acredito ser por isso que ela ainda não entrou nessa onda, assim como não entrou na era do turbo/injeção direta/motor pequeno.

      Na época da criação da caixa valiam as patentes, por isso criaram a sua própria. O lado ruim é que nela dificulta um pouco cair na onda dos automáticos de mil marchas, que já se fala em 9 nos ZF - nessa caso melhor voltar o CVT.

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  25. Apesar do foco no termo desempenho o Civic 2.0 ficou atrás do Corolla com seu criticado câmbio de 4 marchas (dados de desempenho de revistas especializadas que apesar de não poder ser levados como lei, sáo uma boa base quando se nota que o carro foi pior que o concorrente em todas)), o Civic com motor mais potente e uma marcha a mais consegue apenas melhorar seus números de desempenho, que pena, como um entusiasta de Honda isso me decepciona e muito... a cada geração os carros vão piorando, já tivemos 5 Hondas em casa, mas é Fit que não passa na inspeção veicular (3 tentativas, o carro ficou praticamente novo com troca de de quase tudo, isso num veículo com 30k km e revisões periódicas), ferrugem nas portas, porém o carro era muito bom, mas depois do perrengue da vistoria, desistimos de ficar com os Fit. (1.4 e 1.5). Ligamos na Honda e a única resposta que tínhamos era que o veículo não tinha problema, infelizmente a boa imagem foi feita pelos dois outros Civic que tivemos (um 95 e um 97) foi água abaixo.
    Infelizmente a Honda já não é aquela marca dos anos 90 que era inovadora em todos os sentidos, design, motorização, suspensão... enfim, no fim ela virou uma marca normal...

    Hoje em dia os carros deixaram de ser carros e se tornaram meros meio de transporte uma vez que o trânsito está cada vez pior, um aparelho de som com bluetooth, leitor de USB (ex: Chevrolet Onix), sensor de ré (vários VW) se tornam mais importantes (pelo menos para alguns jornalistas) que uma suspensão bem calibrada (Ford Focus), um motor que responda aos comandos do acelerador (Toyota Corolla) (não entenda desempenho, mas tempo de resposta ao comando), uma alavanca de marchas de acionamento suave (Honda Fit), enfim as marcas fabricam aqui o que nós consumidores pedimos, mas os jornalistas que são formadores de opinião, deveriam de tomar mais cuidado com o que escrevem...

    Por exemplo, suspensão multilink é boa? Ela é ótima, mas só se for bem calibrada, câmbio com várias marchas? Perfeito, mas e o escalonamento? Um manual de 6 marchas de engates ruins é pior que um de 4 marchas com engates bom. Um automático de 6 marchas que troca as marchas aos trancos, é infinitamente pior que um de 4 marchas de trocas suaves... e se eles falham no quesito melhor desempenho e menor consumo, de que adianta aplicá-los nos veículos?

    É bizarro ler uma matéria e ver que tal carro por ter 6 marchas é melhor que um que tem 5 que é melhor que um de 4 marchas... e ao se ler as fichas de desempenho, incrivelmente o de 4 marchas e o de 5 conseguem ser melhores que o de 6 marchas... enfim se é limitação de projeto por isso foi adicionado mais marchas infelizmente o resultado é pior...

    Devemos lembrar também que a qualidade aplicada nas peças dos veículos é um valor colocado no valor do veículo, portanto o cobertor curto, custo x qualidade acaba sofrendo com isso tudo.

    Peço carinho ao mestre Bob Sharp considerar este comentário, uma vez que neste mesmo site, eu sou surpreendido positivas com análises positivas de vários carros que são criticados duramente pelos internautas que seque encostaram nos veículos... e me tiram um sorriso ao ler devida dedicação nas análises dos carros, enfim, é um dos poucos que se mantém fiel a ANÁLISE DO VEÍCULO e não ao que a moda fala...

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    1. Anônimo 02/02/13 19:56
      É claro que eu consideraria esse seu comentário, pertinente e bem-escrito. Escreva sempre.

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    2. Já tinha lido sobre a saga Fit vs Controlar. Lamentável.

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    3. Esse problema dos Fits é só limpar a borboleta de aceleração que os padrões de emissão voltam ao normal.

      Concessionária não faz esse serviço de modo simples (spray), mas desmontando o corpo (norma da fábrica). Praticamente nem olham pra essa hipótese e ficam as reprovações sem fim.

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  26. quase 80 mil dilmas, 40 mil verdinhas pra ter uma coisa boa.
    todo mundo já sabe e o assunto é batido, mas é bom lembrar.

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  27. Caro Bob Sharp, acredito que a taxa de compressão do motor 1.8 que está na tabela (10,6:1) esteja errada.
    Abraço.
    Heron

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    1. Heron
      Esse foi um dos dados não divulgados pela Honda do Brasil. Obtive-o numa publicação estrangeira (catálogo da Automobile Revue, suíça). Vou checar e, se for o caso, corrigir na ficha técnica. Você conhece outro número?

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    2. Bob, salvo engano os pistões que são usados aqui no Brasil (fabricados pela Metal Leve) são pensados para uma taxa maior que a adotada no motor monocombustível. Lembro-me de em passado recente ter lido algo a esse respeito e inclusive que a fabricação nacional de pistões foi uma das coisas que facilitou a conversão do motor R18 para bicombustível. Porém, não saberei qual a taxa que usam.

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    3. O Bestcars divulgou 11:7 a taxa de compressão do motor 1.8, conforme dados do fabricante.

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    4. Mineirim
      Vou verificar com a Honda amanhã, tanto a taxa do 1,8 quando a do 2 litros. Mas obrigado pela informação.

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    5. Corrigindo: taxa de compressão 11,7:1

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    6. Mineirim
      Essa mesmo, e a do 2-L, 11:1.

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    7. Desculpe, Bob.
      Fiquei um tempo sem acessar e não tinha visto que você tinha me feito uma pergunta.
      Acredito que a taxa seja essa que o Mineirim respondeu (11,7:1).
      Só como curiosidade, a taxa do motor 1.8 da geração anterior é 11,5:1 e a taxa do 2.0 da Toyota (usado no Corolla) é 12:1.
      Ou seja, talvez a Honda tenha sido um pouco conservadora nessa mudança de motores (especialmente no motor de maior deslocamento).
      Abs.

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    8. Heron
      Sem problema. Nesse ínterim a Honda me deu algumas informações, entre elas as taxas de compressão dos motores, que já as passei para a ficha técnica.

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  28. Fraco perante os 160 cv do 1.8 do Elantra e os 174 cv do 2.0 do Elantra, rs

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    1. 160cv que andam como 140cv? não obrigado! Já basta o governo me enganando todo dia... rs

      160cv / 1190 kg / Câmbio AT 6 Marchas 0-100km/h-> 11,9s 0-400m -> 18,6s

      140cv / 1273kg / Câmbio AT 5 Marchas 0-100km/h -> 11,4s 0-400m -> / 18,1s

      153cv / 1290 kg / Câmbio AT 4 Marchas 0-100km/h -> 10,6s 0-400m -> 28,4s

      Malditos Corolla 2.0 e Civic 1.8 são mais fracos mais pesados têm menos marchas e andam mais que o Elantra, isso porque nem foi colocado o Fluence (líder em desempenho), será que seus parcos 143cv estão a fim de atropelar os 160cv do Elantra?

      De nada adianta ter supostos 160cv se em perdas de transmissão, escalonamento de marchas, etc, etc, vc tem um desempenho pior, é isso também que o consumidor tem de prestar atenção...

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    2. A potência que a Hyundai-Kia divulga é PMPO.

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    3. Perfeito! PMPO foi perfeito. Tenho (ainda) um Extreme 2.0 2010 com 140CV RMS (rss), e os ELLLLAAAAnnnttraaas ficam MUITO no retrovisor. Até saem na frente, um meio carro, mas depois dos 170 parecem o Nissan 1.6 do colega acima. Acho que deveriam colocar um adendo ao nome: ELANTRA LIMITED. Andando uns 3 km dá pra parar, descer, dar um tchauzinho e voltar antes dele passar.
      Um pena para um carro com design inovador e tanta propaganda.

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  29. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. André, já pensou no Bravo T-JET? Tem inclusive a avaliação dele aqui no AE.

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    2. André F. Nunes de Nunes
      Permita-me explicar que não cabe a nenhum órgão de imprensa recomendar produto, isso se caracteriza como consultoria, que não é o nosso papel. O podemos fazer, e fazemos, é falar do produto e suas características.

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  30. É uma pena esse negócio de forçar o câmbio automático nas versões top dos carros.

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    1. É que essas montadoras só querem satisfazer a maioria, muito triste.

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  31. O CR-V é um "Civic com o pé direito mais alto", ou algo próximo a isto; portanto, deve ter sido relativamente simples a colocação do 2.0. Em tempos de "downsizing", fica meio sem motivo racional.

    Sou do time dos que retirariam aqueles adesivos todos na tampa do porta-malas.

    Falando nisso, acredito que por respeito, ou mesmo decisão mercatológica simples, os retoques adotados no modelo para os EUA (http://goo.gl/jIidu) ficaram para o próximo ano-modelo... 2015? Enquanto isso, creio ser o branco, a melhor opção com essa traseira...

    Bob, a suspensão foi mantida ou está mais macia? Nesse nível de preço, poderia-se escolher por uma calibragem "Sport" e "não-Sport"....

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    1. Luiz Felipe
      Não houve mudança de calibração da suspensão, mas não a considero dura, não. Está no ponto certo.

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  32. Boa noite Bob, foi uma boa avaliação contudo tive a oportunidade de ficar uns 2 dias com uma versão 1.8 ano 2012 e pra mim ela já anda pra caramba, nem acredito que em sites de opiniões sobre carros ainda tem donos desses civics falando que o 1.8 é "xoxo", posso estar ficando louco mesmo mais o motor não tem nada de "xoxo" e sim anda muito, acredito que por meu carro ser 1.3 8v e 67cv eu tenha achado bom ao dirigir o civic 1.8, acredito que as vezes as pessoas reclamam aonde não tem o que reclamar, agora imagina só o 2.0...

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  33. Eu tenho muito respeito pelo trabalho desenvolvido neste site. O conteúdo disponibilizado aqui é fantástico. Verdadeira utilidade pública!

    Frequento este site desde meados de 2010, religiosamente toda semana. Quanta alegria vcs me proporcionaram nesse período!

    Bob Sharp, parabéns pela dedicação e empolgação! Dever cumprido, meu caro!

    Viva AUTOentusiastas!

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  34. Nícolas
    Agradeço suas palavras. Vindo de quem vêm, mais valor ainda.
    Abraço!

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  35. Qual comprimento d biela? Manteve igual do 1.8?

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    1. Fabio Alexandre
      Não havia ninguém com essa informação lá, no dia; vou pedir também.

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    2. Fabio Alexandre
      Veio a resposta. No 2-litros diminuiu. É 157,5 mm no 1,8 e 152,7 mm no 2-L.

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    3. Em outras palavras: ferraram com a relação R/L do motor, 0,277 no 1.8 e 0,317 no 2.0.

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    4. O que interessa da r/l é se na prática influi em algo, o resto é matemática inútil

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    5. anonimo 6/2, 3:37
      Então vc quer dizer que entre 0,277 e 0,317 não faz diferença, dá no mesmo? Boa essa, hein!

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    6. "matemática inútil"... vá dizer isso lá pros engenheiros da BMW.

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    7. Ta bom o 2 litros está insuportável em alta rpm... Vcs são sensíveis demais.

      Em um artigo enorme aqui no site sobre r/l, ela sozinha não significa nada, em termos de suavidade. Quem leva ela ao pé da letra é o BCWS, quando pegam um motor de r/l ruim e é suave, inventam outra desculpa...

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  36. Baita carrão. Mas permita-me divergir quanto ao painel - muito futurista pro meu gosto.

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    1. Tuhu
      Sim, futurista, mas tem lógica. O velocímetro está na linha exata de visão e conta-giros pode ser lido pela visão periférica.

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    2. Alguns proprietários de New Civic reclamam que não conseguem enxergar o velocímetro porque este fica escondido por detrás do volante.

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  37. olá Bob.
    por algum motivo o perdi de vista nos últimos anos (pós 4R e BCWS), e acabo de encontrá-lo novamente aqui no AE.
    parabéns pelo site e pelo seu trabalho.
    minha dúvida: quais carros à venda no mercado brasileiro possuem transmissáo por engrenagens epicicloidais (planetárias)?

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    1. Anônimo 03/02/13
      Todos os automáticos exceto Renault Fluence Dynamique, Nissan Sentra 2.0S/SL e Audi A4, cujos câmbios são automáticos CVT.

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  38. Pois é quem paga somos nós, mas aí vem um problema, pagamos caro, e ainda será mais caro, quanto aos subsidios a Igrejas, Ongs e outros inúteis, começou com o "magnífico" José (Ribamar)Sarney e a cada dia mais se beneficiam, tem também os que recebem,como o lula, o bolsa tortura e outras mazelas deste grande PAÍS, mas tudo tem um fim e o deles está mais próximo do que eles imaginam.
    Coronel Anônimo

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    1. Pois é coronel,
      Tudo realmente tem um fim, a exemplo de uma das maiores mazelas Da história deste país que foi a malfadada ditadura militar que acabou e graças à Deus para SEMPRE!

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    2. Paz Alegria
      A democracia está uma maravilha mesmo: segurança, saúde, infraestrutura, Produto Interno Bruto, austeridade, nunca estiveram tão bons.

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  39. Guilherme Mattos03/02/13 21:56

    Bob

    O LXS AT não tem mesmo borboletas no volante?

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  40. Guilherme Mattos
    Não tem realmente.

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    1. Guilherme Mattos04/02/13 06:29

      É, a Honda pensa estranho. Para se ter simples borboletas é obrigatório pegar o 2.0 que custa muito mais. Parece que querem vender, mas não muito. Não entendo.

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    2. Roberto Mazza04/02/13 10:22

      Pior é o preço pra ter ESP (VSA). E por muito tempo o LXS não tinha nem o controle de áudio no volante, enquanto o Fit já tinha.

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    3. Guilherme Mattos
      Inclusive, o quadrante das marchas é completamente diferente: P-R-N-D-D3-2-1, como era comum nos automáticos sem trocas seqüenciais. No câmbio do dois litros é P-R-N-D-S, em que usando S as trocas manuais pelas borboletas não voltam ao modo automático após cerca de 10 segundos inativas.

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    4. Guilherme Mattos06/02/13 17:44

      Bob
      Nada complicado para a Honda. Falta é a vontade de conquistar todos os consumidores, os que querem 1.8 AT com borboletas, os que querem 2.0 mecânico, enfim todos que, em última instância, deveriam ser a razão de existir da fábrica.

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  41. Preço do EXR completamente fora da casinha, igual o Corolla Altis. E gostaria de saber quem foi que soprou no ouvido dessa turma que brasileiro só quer saber de câmbio automático. E já que no lisarb a moda é aumentar a cilindrada aconselho a GM a enfiar um Ecotec 2.4 no Cruze só pra ver no que dá.

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  42. Pela entrevista do funcionário da Honda a uma revista, o sistema da Honda aquece o álcool já no destravamento da porta. Portanto, mais rápido que no sistema da PSA, conforme está no seu texto. Se o carro já estiver destravado (como ao deixar na garagem de casa), aí vale o aquecimento pelo momento da abertura.

    http://www.youtube.com/watch?v=ZBuA-rmtXAg

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    1. Anônimo 06/02/13 03:34
      Correto, texto foi corrigido, obrigado.

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  43. Bob, a informação de que os aquecedores de etanol são fabricados pela Keihin foi fornecida pela Honda?

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    1. André
      Sim, informação dada no dia da apresentação. Você tem informação diferente?

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    2. Bob,

      Vou checar e lhe informarei com precisão. Suspeito que toda a galeria aquecida seja BOSCH.

      Até breve!

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  44. Altair Jose Stedile12/03/13 18:07

    Caro Bob, existe alguma explicação lógica para que a Hyundai consiga no Elantra 2.0 Flex entregar 174 cv e 21,1 kgfm de torque e a Honda "apenas" 155 cv e 19,5 Kgfm no Civic 2.0 ?

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    1. Esses 174 cavalos PMPO do Elantra na verdade são póneis! O que mais tem no mercado é carro com mais de 140, 150, 160 cv que não anda junto ou na frente de um "réles" Escort Zetec 1.8 16V de apenas 115 CV RMS! Aproveito o comentário para dizer que se tivesse 84 mil Dilmas para dar em um Civic preferiria levar para casa um Jetta Turbo ou um New Fusion, falem sério e gastem menos no marketing Honda e coreanos! kkkkkkkkkkkkkk

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    2. SIMPLESMENTE ABANDONEI O JETTA TURBO E O FUSION ECOBOOST COM MEU HONDA VTI 95, COM 174CV. OLHA NO YOUTUBE O Q UM HONDA VTI FAZ!

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  45. Altair
    Ou se acredita, ou se duvida. Nesse caso, para eliminá-la, só medindo o motor. O número do Elantra também me parece otimista demais.

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  46. Caro Bob Sharp,

    Por favor, gostaria de saber mais detalhes do funcionamento do I-vtec 1.8l.
    Existe alguma animação detalhando os diferentes levantamentos das válvulas ?
    Como o retardo do fechamento da borboleta de entrada de ar melhora o consumo ?
    Empiricamente sinto uma menor ação do freio motor, seria por causa desse retardo ?

    Obrigado

    Obrigado

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  47. Amigo Bob,

    Uma consulta para quem entende muito de carros. Estou pensando em trocar minha BMW 320i 09/10 (60 mil km) por um Civic EXR 13/14. Vocë considera uma boa troca? Posso fazer contato por e-mail caso entenda que não cabe essa resposta aqui de forma pública.

    Obrigado. Mário

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  48. Mário,
    Por ética, não devo recomendar esse ou aquele carro quando se trata de dois zero-km. Nesse caso é diferente. Eu sempre digo que a melhor marca de carro é zero-km, mas nesse caso a sua dúvida é entre continuar com o BMW ou comprar o Civic. Pela idade e quilometragem do seu carro atual eu ficaria com ele. Entre outros fatores, é um sedã premium.

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  49. Bob, obrigado pela dica. Você pensa em algum limite a ser considerado entre idade e quilometragem nesse caso? Abs, Mário

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  50. Mario
    Idade, só coisa de 10 anos para mais. Quilometragem, pode ir a 150.000 km sem problema algum. Note bem: um carro que tenha sido bem dirigido e mantido.

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  51. Bob, boa tarde!

    troqeui meu New Civic LXS Flex mecânico por um novo 13/14 Lxs automático. Não sei se é impressão minha, mas parece que o novo em termo de ruídos, bate mais por dentro do que o anterior. O q vc acha?

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    Respostas
    1. Malcher
      Francamente, não sei dizer, tanto pelo intervalo de tempo entre dirigir um e outro, quanto pelo fato de ter dirigido o novo na pista da Fazenda Capuava, onde é impossível avaliar ruído interno e rumorosidade de suspensão. Lamento não poder ajudá-lo nessa dúvida. Todavia, dada a crescente e desmedida preocupação com custo de fabricação, não duvido que tenha havido alguma economia em material fonoabsorvente. Mas é apenas suposição minha.

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