11 de agosto de 2013

RESPEITO AO ANTIGO NACIONAL


Fotos: Comissão de classificação nacional e arquivo pessoal
1975: Linha Ford, numa única fábrica diversos e diferentes modelos para todas as aplicações

Quando escrevo um texto procuro fugir daquele linguajar comum onde invariavelmente usamos as expressões “debaixo do capô”, “cara de mau” e “invocado”. Ainda mais quando estamos nos referindo a automóveis nacionais, acredito que é preciso contar tanto a história desses automóveis que povoaram nossas ruas e habitaram nossas garagens que acabo por humanizar os veículos, tudo bem sei que isso nos faz cair em um novo chavão, mas acho melhor humanizar tentando fugir das expressões já exploradas.
Perdoem-me, amigos leitores, pelo “nariz de cera” (nome dado ao parágrafo de abertura que foge do assunto), mas é que um dos motivos do interesse em contar as peculiaridades dos automóveis nacionais fora de um contexto social, político e de uso está intimamente relacionado à falta de cultura do povo em estudar nossa própria história, daí meu apoio total e incondicional à classificação dos veículos antigos brasileiros.
Comparar carros diferentes de épocas distintas tendo em comum apenas a nacionalidade é uma tarefa complicada, para não dizer impossível, mas essa é a atual realidade existente em eventos de veículos antigos. Enquanto, nos principais encontros do país os avaliadores de carros importados seguem – ou deveriam seguir – as definições mundiais estabelecidas pela FIVA (Fédération Internationale des Vehicules Anciens) – Federação Internacional de Veículos Antigos.
Logotipo da instituição internacional que defende os interesses de colecionadores do mundo inteiro.

DEFINIÇÃO EUROPÉIA

DEFINIÇÃO NORTE-AMERICANA
PERÍODO
NOME
PERÍODO
NOME
Até 1907
ANTIGOS
ATÉ 1905
ANTIGOS
1908 - 1918
EDUARDINO
1905 – 1918
ERA DO BRONZE
1919 – 1930
VINTAGE
1919 – 1930
VINTAGE
1931 – 1945
POS-VINTAGE
1931 – 1945
PRÉ – GUERRA
1945 – 1960
CONTEMPORÂNEOS
1946 – 1960
PÓS – GUERRA


Como dizer que o merecedor do troféu para veículos nacionais é o Romi-Isetta de 1956, o Landau Edição Especial de 1979 ou a Kombi Pick-Up de 1984? O primeiro foi pioneiro em nacionalizar veículos, o segundo caso é o mais novo de todos e teve somente trezentas unidades produzidas e o terceiro foi feito aos milhões, mas pouquíssimos se interessam em preservar como objeto de coleção.
A lógica comum diria que o Isetta merece por ser mais raro e mais antigo, mas víamos as Kombis caminhonete aos montes e foram se acabando, muitas foram descaracterizadas e a cor bordô dos Landau E.E. foi considerada tão fora dos padrões de um automóvel de luxo que poucos sobraram da maneira original.

Conseguiria arrumar parágrafos e mais parágrafos de dúvidas e questionamentos o que obviamente seria motivo de comentários e mais comentários sobre a postagem, mas é fato que comparar um motor dois-tempos com um V-8 e um arrefecido a ar é tão impossível quanto comparar o que representa melhor, um carro com câmbio ao lado esquerdo, com alavanca no assoalho ou na coluna de direção. São automóveis com carrocerias, propostas e épocas distintas, para funções e aplicações completamente diferentes, por isso, a dificuldade em saber qual representa mais ou merece ser premiado.
Romi-Isetta, 1956, legítimo representante da primeira remessa de veículos nacionais
Galaxie Landau, 1979, Edição Especial de 60 anos de Ford no Brasil, 300 unidades fabricadas

Volkswagen Kombi Pick-Up, muitas produzidas, quase todas usadas até não agüentarem mais, raríssimo encontrar uma em estado de 0-km
Por isso, um grupo formado por algumas pessoas que gostam e por conseqüência estudam os automóveis antigos nacionais foi reunido para buscar um consenso de como dividir os períodos de veículos fabricados no Brasil e assim, ao menos, tentar uma mudança na maneira de como classificar os carros que fizeram, por décadas, a nossa história.

Sem uma classificação, os automóveis nacionais ficam todos no mesmo balaio, portanto carros "mais novos" nunca teriam chance numa avaliação...
... mesmo sendo relativamente jovens – no universo antigomobilista – automóveis como os Alfa Romeo Ti4 e os Chevettes "frente pontiac" podem ser considerados automóveis raros devido ao período curto de produção

Liderados por Tiago Songa, que é bacharel em Direito e sempre exerceu o jornalismo automobilístico ligado aos antigos, o grupo formado por entusiastas e colecionadores se reuniu no mundo virtual dos e-mails para definir parâmetros a serem aplicados no plano real dos eventos de automóveis antigos. Nunca escondeu sua paixão pelo nacional Uirapuru, mas gosta de tudo um pouco e é o organizador do "Pé na Tábua", a corrida de calhambeques. Songa foi diretor da FBVA (Federação Brasileira de Veículos Antigos), outros membros do grupo também exerceram cargos na diretoria da instituição.
"Pé Na Tábua", mais conhecido como A Corrida de Calhambeques, evento idealizado e organizado por Tiago Songa
Fábio Pagotto foi diretor da FBVA pela capital paulista, fundador do Chrysler Clube do Brasil, dono de alguns veículos muito interessantes (Dart, Le Baron, Kombi, Twingo...) escreveu livros sobre automóveis nacionais (Dart, Kombi, Brasília, Gol) e é conhecido por ser um cara gente boa que se dá bem com tudo e todos.

Dodge Le Baron, 1980, tirado 0-km pelo pai de Fábio Pagotto, na família até hoje
Diogo Boos, do Rio Grande do Sul é o tipo de cara sempre disposto a ajudar os amigos, foi diretor da Federação para seu estado e criou a Topclassic, que é a Associação Brasileira de Colecionadores de Veículos Antigos. Além de ser organizador do maravilhoso evento que é o Fuscashow.
Divulgação do Fusca Show 2013, evento apoiado e incentivado por Diogo Boos
José Eduardo Paravani Faillage é diretor da FBVA pelo interior de São Paulo e tem uma das garagens mais democráticas que conheço, uma perua Plymouth Fury e um Rambler 1957 dividem espaço com uma Kombi, um Fiat 600 e um Escort XR3 conversível, todos recebem carinho incondicional da família.

Rambler, 1957, comprado por 2 mil reais, era uma carcaça que levou 8 anos para se transformar nesta jóia rara

Palavras semelhantes podem ser ditas ao Murilo Pandolphi Brólio, que tem um raro De Soto 1929, um Itamaraty e alguns Opalas, não é diretor de nenhuma instituição gigantesca e nem precisa disso para ser atuante no universo do que tem ferrugem no sangue e bebem água de radiador, sua garra em preservar os veículos é tocante, um jovem que já saber o caminho a seguir, sempre com um carro antigo pronto para rodar.

Murilo e seu De Soto 1929, com acabamento luxo, um veículo raro até nos EUA
Eu, que sou um mero espectador, usuário de automóveis antigos, tive a sorte de ser convidado para participar da discussão. Mais importante é entender que esta comissão que não é ligada a nenhum clube, federação ou organização de evento, mas é totalmente voltada ao respeito que o automóvel antigo nacional merece. Assim, foi possível organizar e criar as classificações, então segue como ficou definido:
DEFINIÇÃO BRASILEIRA
PERÍODO
NOME
Até 1960
PERÍODO JK
1961 - 1966
MOVIMENTO TROPICALISMO
1967 – 1973
PERÍODO MILAGRE BRASILEIRO
1974 – 1982
GERAÇÃO DISCO
1983 – 1992
PERÍODO NOVA REPÚBLICA

A principal vantagem de avaliar veículos por sua classificação é saber que raridades de épocas diferentes não serão concorrentes diretos, além de permitir que o interesse por veículos nacionais ainda recentes e que são parte da história dos antigomobilistas das próximas gerações.
PT

68 comentários:

  1. A primeira foto é de matar!

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    1. E "matou": "morri" de saudades, he, he!

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    2. Também gosto muito da primeira foto, mostra como uma única linha de um único fabricante possuía veículos para diversos segmentos, numa fase - que eu considero - próspera da indústria automobilística brasileira.

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    3. Um de cada, por favor. Do branquinho com listras pretas no meio da turma podem ser dois, por favor.

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    4. Boa pedida Marcos Alvarenga, rsss..

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    5. Diversidade de modelos e, mais importante, diversidade de cores!

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  2. A ideia é ótima, mas ainda é algo bastante complicado conseguir ver alguns carros em certos eventos, como os primeiros Gol. Não sei porquê, mas tem muitos "colecionadores" que detestam alguns modelos, sendo o Gol o melhor exemplo disso. Picuinha? Rixa? Dor-de-cotovelo? Não sei, mas ocorre e é até bem comum.
    Ainda sobre os antigos, também já passou da hora de ser admitido algo nos moldes do projeto da placa amarela, infelizmente engavetado. Nem todos querem um antigo todo original, sendo que aqueles que não possuem a placa preta acabam ficando em um estranho limbo burocrático, pois possuem um antigo que acaba sendo obrigado a cumprir as legislações de um novo. Por mais que muitos antigomobilistas não gostem, um grande número de donos de antigos gostam de modificar seus carros, sendo a esmagadora maioria voltada apenas para preparações. Porém, se um Corcel Bino é enxergado como uma incrível raridade, um Opala com um Weber 40 é quase uma heresia.
    Não digo para que tais carros passem a ser admitidos em eventos de antigos, apenas que não se crie um lobby contrário como visto da última vez.

    E fugindo um pouco do tema mas ainda se tratando de respeito ao antigo nacional, seria bom vocês olharem o que fazem com um Charger na nova propaganda do Fiesta.

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    1. Marcos,
      No que diz respeito às regras de placa preta tudo está sendo reformulado. Eu encaminhei um projeto apoiado pelo Galaxie Clube do Brasil, onde sugiro alterações comuns à época e história do veículo como aceitáveis para a avaliação, em vez de excludente, como acontece em muitos casos.
      Acredito que um Corcel Bino, um Landau Limousine, um Del Rey Executivo SR e Pick Ups cabine dupla tem sim valor histórico próprio e devam ser consideradas originais se estiverem com itens condizentes à sua época - opinião particular.
      Sobre o assunto da postagem, acredito que essa iniciativa seja somente um estopim benéfico para que os "novos antigos", ou seja veículos que não estão com trinta anos comecem a ganhar respeito e futuramente também tenham sua classificação.

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    2. Portuga,
      Obrigado pela resposta, uma proposta assim já é um caminho. São vários os casos onde uma modificação comum da época, como rodas esportivas do período, carburadores maiores ou até faróis de lente amarela são considerados como alteração de característica quando na verdade era algo extremamente comum - rodas Cruz-de-Malta em Fusca que o digam.
      Sobre o respeito, creio que isso possa realmente aumentar em relação aos "novos antigos", mas também me traz uma grande preocupação relacionada a especulação, algo que o mercado viu explodir nos últimos dez ou quinze anos. Se os especuladores de antigos resolverem aproveitar o momento e começar a comprar carros dos anos 80 e 90, daqui a pouco o sonho de muita gente estará inalcançável, assim como ocorreu com Dodges e Mavericks há certo tempo.

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    3. Marcos,
      Não se preocupe com os especuladores do mercado "antigomobilista", porque eles sempre existirão, mas tenho para mim que seus dias estão contados, já que a onda/modismo está com sua maré baixando, quem estava nessa "só para aparecer" aos poucos está pulando fora e ficam os verdadeiros apaixonados, vide que os preços estão caindo(mesmo no inflacionário Mercado Livre).

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  3. É uma boa idéia que tantos carros, e de épocas tão diferentes, não tenham que "lutar entre si" na hora de uma premiação. Segmentar me parece a solução para tornar a coisa mais justa. Outra coisa: gosto demais de uma safra de carros mais recentes, que tecnicamente nem são considerados como antigos, mas que já os sinto assim, quando sua conservação (de vez em quando em conjunto com sua raridade, mas nem sempre, como no caso de um Tempra) os diferencia daquilo que comumente se classifica como sendo apenas um "carro velho". Falo de VW Pointer, VW Logus, o já citado Fiat Tempra, Fiat Brava, o último Ford Escort, tantos outros. Pelos meus critérios particulares de catalogar, dependendo de certas características, um carro com 10 anos pode ser classificado como antigo. Acho os 30 anos oficiais tempo demais.
    Abraço.

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    1. Em tempo, Portuga: gostei da idéia de segmentar, mas não da nomenclatura adotada (exceto "Período JK" e "Período Nova República"), nem da divisão cronológica tal como feita.
      Abraço.

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    2. Mr Car,

      Se você observar a classificação, estamos colocando veículos até os anos 90. Portanto legalmente não são antigos, pois pelo CBNT somente são antigos aqueles veículos com mais de trinta anos de fabricação e que conservem às características originais de fábrica.

      Também acredito que outros nacionais e mesmo importados fabricados após essa época devam ter seus critérios, mas não dá para sair abrindo classificação sem saber ao menos qual o momento sócio histórico cultural essa classificação atinge, mas é fato que essa classificação é o inicio da moralização e reconhecimento dos automóveis nacionais como patrimônio histórico e cultural de nosso povo.

      Quanto à nomenclatura, acredito que sempre haverão os que não gostam e os que concordam. Assim como alguns do velho continente odeiam o termo "Eduardiano" e do novo continente não concordam com o termo "Pré-Guerra" sugerindo inclusive o "entre-guerras"...

      O fato é que uma classificação não pode ter um nome discordante com o período sócio cultural político da região onde seu contexto está inserido.

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  4. Excelente iniciativa esta a de periodizar as gerações
    dos nacionais, parabéns aos autores da ideia e do
    desenvolvimento, mas eis aí uma grande polêmica, ainda
    mais como foi dividido.

    Minha humilde sugestão:

    Até 1962: Nacionais Pioneiros
    1963 - 1969: Segunda Geração
    1970 - 1977: Terceira Geração
    1978 - 1983: Quarta Geração

    Respeitosamente, os carros com menos de 30 anos
    ainda não percebo como "antigos", mas como de
    "interesse especial", que merecem extremo carinho
    e atenção para serem devidamente preservados para
    o futuro, independente de como serão chamados amanhã.
    Eu tratava meu Corcel II LDO 80 como quem tratava um
    Packard 30, e na época ele tinha vinte e poucos anos.

    Juscelino merece todas as homenagens, mas se há um
    divisor de águas, com certeza é o golpe de 64, tanto para
    a política quanto para a indústria nacional, mas o ano de 63
    divide ainda mais águas na nossa indústria, daí meu critério.

    Por que Tropicalismo para o período de 61- 66, se o estilo
    musical assim chamado ainda não existia? "Tropicalismo"
    seria alusão à nacionalização, daí o "tropical"? Até a primeira
    metade dos anos 60 vigorava a Bossa-Nova, dentre outros
    estilos já antigos. Caetano e cia. entendidos como "tropicalistas"
    é coisa de 65 em diante.

    Usar o termo "milagre brasileiro", cunhado pela Ditadura,
    seria mesmo apropriado? Não vimos nenhum milagre à
    época, ou a Transamazônica ficou pronta?

    Nenhuma classificação que adotássemos contemplaria
    perfeitamente as divisões por geração em cada fábrica.
    Sempre haveria brechas para polêmicas. Seria mais o caso
    de critérios pessoais que técnicos, uma vez que os critérios
    meramente técnicos terminariam em um balaio de gato, dada
    a heterogeneidade da produção naqueles dias. Basta pensar
    num Ford Corcel, por ex., projeto Renault, desenvolvido pela
    WOB e fabricado pela Ford após a compra dessa.

    Penso que, em último caso, para todos os efeitos, a
    divisão por décadas ainda poderia salvar a Pátria. Mas sem
    milagres.

    Parabéns aos autores pela iniciativa de ajudar a levarmos
    cada vez mais a sério o automóvel antigo nacional.

    Chico

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    1. Prof Chico,

      Respeito todas as suas colocações, porém não concordo com quase nenhuma. Acredito que num estado democrático e livre tenhamos mesmo o direito de discorrer sobre os nossos pensamentos, pois da discussão nasce a luz - como diz o ditado do período humano "clássico" - frase muito anterior à existência do automóvel (risos).

      Note que os projetos nacionais - ou tropicalizados - começam a partir de 61, até 1960 nossos veículos eram - na maioria - carros somente feitos aqui, mas com projetos idênticos aos dos países de origem.

      Entre 1967 e 1973 vivemos o milagre brasileiro no que diz respeito aos automóveis. Época da chegada de projetos novos, em vez e veículos defasados dos anos 50 que eram fabricados por aqui.

      Estamos também no nosso auge da pujança automobilística e sem preocupações com o petróleo que só apresentou suas complicações e sua primeira crise em 1973, isso fez fábricas como a Ford, por exemplo, desacreditar da ideia de lançar seu novíssimo Galaxie com desenho exclusivo e leve face lift que chegaria com o motor 302 (o mesmo do Maverick) e continuar com o bom e velho 292.

      Para cada classificação existem motivos que envolvem o sócio cultural, mas "casa" com a realidade dos projetos automobilísticos nacionais, discorrer sobre isso seria uma nova postagem, não descarto a ideia.

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  5. Rafael Ribeiro11/08/13 13:13

    Iniciativa louvável, tomara que se torne um padrão definitivo no antigomobilismo nacional. Mas pessoalmente eu chamaria o primeiro período simplesmente de "Pioneiros". Seria um reconhecimento simples e direto ao que eles de fato são.

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    1. Rafael,

      Sou capaz de dizer que haveria quem dissesse que "os verdadeiros pioneiros" seriam automóveis feitos por iniciativas próprias, em garagens, por método totalmente artesanal, tais como o AutoDrew, Monarcha e Santos-Dumont...

      A nomenclatura sempre abrirá brechas às opiniões (risos).

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  6. A divisão ficou interessante (só acho que esses nomes não pegariam), mas dentro de cada categoria pelos anos, deve-se ainda, dividir os automóveis por categorias (entrada, médio, luxo, utilitário e caminhões, etc...), ou preço de aquisição quando 0 km; Pois ainda não consigo entender como seria um embate para uma premiação entre uma Pick Up Kombi a Diesel "marrom geladeira" cabine dupla 1982 (imagina um modelo raro desses em excelente estado de conservação!) versus uma Alfa Romeo 2300 Ti4 1982 no "estado da arte". Por melhor que a Kombi estivesse, é um utilitário pouco amado contra um dos mais caros e mais luxuosos veículos nacionais produzidos no seu tempo (além da pouca quantidade de produção versus várias VW). Mesmo assim, vale a iniciativa, além da valorização do antigo nacional num cenário que "adora" os poucos e raros importados que rodam em terras tupiniquins. Valeu pelo texto Portuga, um verdadeiro antigo-entusiasta no AE!! sds

    Daniel Libardi

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    1. Daniel,

      o que acontece hoje já é uma divisão natural entre veículos de passeio, utilitários leves, utilitários pesados e militares. Havendo as categorias cada uma dessas divisões teriam seus parâmetros de distribuições.

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  7. Realmente uma iniciativa elogiável, mas, enquanto não acontece, só nos resta aguardar.
    Mas o que eu queria dizer, é que admiro a preservação de versões dotadas de alguma característica que as tornem raras a ponto de se destacar em meio a produção de massa de determinado modelo produzido aos milhões ou às centenas de milhares. Quanto tempo faz que não vejo um Monza Barcelona com todos os frisos coloridos no lugar? Ou um Opala Silverstar com as rodas originais pintadas de verde metálico? Um Chevette 83 4 portas? Um Maverick V8 4 portas com câmbio automático na coluna?

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    1. Anonimo,
      Concordo contigo, são veículos difíceis de ser vistos hoje, até por isso acredito que quanto mais admiradores de nacionais se unirem mais reconhecimento esses automóveis ganharão.

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    2. Este é um item que valorizo demais: a diferença que torna um carro mais raro dentro do universo de um modelo específico. Assim sendo, por exemplo, acho mais interessante uma Brasília, Chevette, ou Escort Mk3 quatro portas, que os modelos de duas. O mesmo acontece com o Maverick: ao contrário da imensa maioria dos admiradores deste Ford, que babam por um GT V-8, eu babo é pelo quatro portas com câmbio na coluna e banco dianteiro inteiriço, he, he!

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    3. Mr. Car
      No quesito Maverick, minha preferência também é pelo modelo Sedan, com motor V-8. Se for o automático é bom pelo conforto, se for o mecânico é ótimo pela velocidade final, aliás, basta ver os testes de época para descobrir que o Maverick Sedan V-8 mecânico é o modelo mais veloz lançado pela Ford, superando o irmão "esportivo" GT.

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  8. Creio que agora já está começando a se levar a sério os carros dos anos 1980 e sua importância. O que parecia ser somente uma nuvem negra no céu do antigomobilismo, ainda vai mostrar tudo o que houve de belo neste período, e creio que neste parâmetro o grupo/clube que levantou esta bandeira e já está representando bem os anos 80 em eventos(e quem não conhece, vale à pena uma visita), é o Flashback Automotivo: www.flashbackautomotivo.com.br

    Em questão de pouco tempo, já também estarão enquadrados em eventos de antigos até mesmo os carros dos anos 1990(com 23 anos, logo logo já veremos um destes com placa preta!), o que para mim já é uma ótima forma de os classificar, pois conviveram com as primeiras importações oficiais após o período de embargo.

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    1. Fcm,
      Concordo com suas palavras, no que diz respeito aos automóveis do inicio dos anos 90, quanto antes forem reconhecidos, melhor.

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  9. Acho muito estranhos esses termos "tropicalismo, "era disco"e milagre brasileiro" pra definir eras de carros antigos. Chega a ser fora de contexto, até.

    João Paulo

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    1. João Paulo,
      Respeito sua opinião, mas não concordo com você, lendo as respostas anteriores você notará alguns dos motivos dos nomes.
      Grato,

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    2. Bem, se eu tivesse um Passat ou Corcel, não me sentiria representado pelo fato do meu carro ser classificado como "era disco". Nunca curti muito esse estilo de música.

      João Paulo

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    3. Era disco foi de doer...
      1983-2001 Era Axé
      2002-2008 Era Funk
      2009-Hoje Era Sertaneja.

      Não tem cabimento né?

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    4. Anonimo,

      Essas "classificações" acima foi você quem escreveu, se está tentando ironizar tudo bem, mas acima de criticas vazias, seria mais produtivo força de trabalho, respeito ao automóvel antigo nacional é ir e fazer, em vez de postar ironias vazias, isso sim não tem cabimento, né?

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    5. E "era disco" não é ironia? E "Portuga", também não é?

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    6. Desculpe Anônimo 14/08/13 09:11,

      Realmente não entendi sua última colocação, acredito que não te ofendi, se sua ideia com a frase "E "Portuga", também não né?" foi ofender, saiba que já li comentários tão preconceituosos e discriminatórios quanto este, porém com maior inteligência.

      Caso tenha tido a intenção de ofender não funcionou, porém, fique com a false sensação de vitória porque não mais responderei a comentários de sua origem para não estender aos leitores "falatórios" de quem não assina as próprias palavras e, por isso, não temos como avaliar o que e quanto tem feito - a não ser escrever despropósitos.

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  10. Muito bom. Concordo com a classificação. Não dá para comparar um modelo T com um Mustang da década de 60, segundo os padrões americanos, nem o Isseta com um Puma GTB, segundo nossos padrões.

    KzR

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    1. KzR,

      Valeu a participação. A classificação está longe de ser perfeita, mas nunca agradará a todos, mas é fato que começamos, o passo mais importante de uma caminhada é o primeiro, ele foi dado, isso importa.

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  11. Olá Portuga! Assim como colocamos no Portal Maxicar, gostaríamos de deixar aqui nossa humilde opinião. Acreditamos que uma classificação nacional vai de encontro ao caráter cultural e histórico do antigomobilismo e agrupará os modelos nacionais dentro de seus respectivos períodos históricos.
    Apesar do antigomobilismo ter um olhar para o passado, temos que vislumbrar, também, o futuro. Nossa sugestão é que a "Era Disco" vá até 1979 ou 1980, devido a segunda crise do petróleo que impactou bastante os projetos automobilísticos. Além disso, os anos 80 ( a chamada década perdida) possuem características marcantes, um bom exemplo é o lançamento dos grande projetos mundiais (Monza,Uno, Escort etc.) no início da década. Essa era poderia ser chamada de "Período de Transição" e iria até 1988, já que em 1989, com o lançamento do Gol GTI (88), temos o início da "Era Tecnológica".

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    1. Concordo com esses termos, principalmente o da "Era tecnológica", pois junto do Gol GTi, os sedans Monza e Santana também receberam a injeção eletrônica também, e também estava chegando mais um novo projeto(Kadett, começou a ser produzido em 1988 já) e logo nos anos seguintes a tecnologia veio a valer por efeito das importações.

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    2. Miura Clube e Fcm,

      Sugestões anotadas, porém vale uma reflexão: Seria mais importante a "era tecnológica" ou seria mais importante o fato de em 1992 marcar os derradeiros ultimatos da indústria de João do Amaral Gurgel?

      Refletir sobre o assunto e conversar é a melhor solução para um arranjo ou possível rearranjo.

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    3. Portuga,

      Com certeza essas opiniões todas são interessantes e os itens considerados são válidos, pois neste caso há várias vertentes, sem que os fatos expostos estejam "errados".

      Este caso como você disse é mesmo de imensa importância, tanto que a(e o) Gurgel merecem muito serem lembrados, principalmente levando em conta o tema de antigos nacionais; - é uma pena que ainda se veja pouco movimento com eles em termos de recuperação

      No caso deste período, creio que há vários fatos por esta época: começo-fim da Autolatina, chegada do Tempra e Omega(neste salvo engano, no mesmo ano do encerramento do Opala), PROCONVE(e logo a adoção de catalisador e/ou injeção eletrônica em massa).

      No entanto é difícil precisar uma data, e talvez ficasse até mais fácil o período ser representado pelas décadas destes fatos; Penso assim pois ficaria algo meio irrestrito a um ano, mas sim à situação daquela época, e alguns fatores levando alguns anos para que as conseqüências afetassem o mercado em geral.

      São somente algumas idéias, que não sei o quão utilizáveis são, mas de qualquer forma gosto de ver o caminho e repercussão deste tema!

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  12. Olá Portuga boa tarde olha achei legal a iniciativa todos os colaboradores tem gabarito pra atestar sobre carros antigos e suas classificações fico feliz em saber que meu famigerado passat ls 81 com sua garbo e elegancia esta na era disco gostei. Mas como foi citado no comentário acima nem todos os proprietários querem seus carros 100% original ate por que e muito difícil e custoso e nem todos tem condições de garimpar peças, frisos,detalhes precisos e nem por isso deixam de cuidar e amar seus carros pois você bem sabe que todo antigo carrega com ele uma história . Que essa avaliação valha sim em encontros e salões pois o carro precisa retratar e mostrar aos visitantes como o veiculo foi concebido mas daí ha torcer o nariz a carros antigos que são usados no dia a dia so por que o cara ou colocou um alternador,ou uma ignição, etc não seria legal. Parabens pelo trabalho pelos carros que conserva e pelo gosto aos antigos,eu gosto muito também sempre acompanhando publicações,encontros quando possível e cada vez que vejo um antigo na rua ou em uma rodovia dou aquela torcida no pescoço o que não acontece com 0kms,veículos que eram feitos pra durar afinal sera que algum modelo plastimovel 2013 durará 30 anos para contar história veremos ! Abraços

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    1. Fabiano Araujo,
      Sou mil vezes a favor de um carro rodando com algumas melhorias do que um perfeito original de fábrica indo aos lugares de plataforma, a classificação não é exatamente ligada à originalidade, mas sim a representatividade de contexto.
      Parabéns pelo Passat LS 81, ainda quero ter um LSe ("iraque").

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  13. Portuga, com todo respeito ao trabalho, mas ter um antigo se preocupando com premiação parece-me tão sem sentido quanto aqueles caras que se preocupam tanto com pedigree, regulamento, tosa, peso e altura de cães que até esquecem do quanto é legal ter um cachorro.
    E também achei a classificação um tanto pretenciosa e desnecessária. Tenho visto alguns encontros organizados simplesmente pela década de fabricação. Seria possível dividir de diversos modos, como "contemporâneos á fabricação da Kombi" e "pré-guerra", ou "Pré-isetta, Aero-era, Anos do Incrível Corcel, e período pós Opalítico". A divisão depende, basicamente, do modo como você quer mostrar os carros. E quase todas que não são feitas com números esbarram também no problema da linguagem. Eu dividí os carros nas "eras" acima considerando representantes bem conhecidos de cada período. Pessoas que adoram outros modelos e detestam esses seriam capazes de não aparecer num evento assim dividido por picuinha. Aí entra o problema com os nomes dos períodos adotados "oficialmente". De 1983 a 1992 apenas UM presidente foi eleito. E ficou no cargo apenas dois anos. Não é o que se pode considerar uma república com "R" maiúsculo...
    Chamar o período militar de "milagre" também é meio irônico: O único milagre dessa época é que um monte de gente que falava demais sumiu sem deixar vestígios...
    Não que não tenha sido um período interessante da nossa indústria: Sem a interferência externa, os fabricantes puderam criar uma identidade de produto, preenchendo nichos de mercado de modo a sobreviver mesmo com poucas vendas, os produtos, sem a pressão pela troca de gerações em sincronia com mercados externos, puderam ser aprimorados e adaptados às condições nacionais, etc. Foi um período interessante, com poucas liberdades incividuais, de extremo intervencionismo estatal e planificação econômica (havia uma elite e os que tinham de trabalhar muito para não morrer de fome, nenhum plano realmente saía como se queria, mas, via de regra, a classe média e os degraus entre a miséria e a riquesa extrema eram menos numerosos que hoje...) para evitar o "socialismo", que é intrinsecamente ruim, por ter poucas liberdades individuais, extremo intervencionismo estatal e planificação econômica (embora os planos nunca saiam como se pretende e ainda exista uma elite e os que tinham de trabalhar muito para não morrer de fome).
    Chamar o primeiro período de "Período JK" também é controverso. Haviam carros no Brasil antes de JK e ele, como quase todo político que se preze, legislou sem saber o que estava fazendo. Tanto que seu projeto para desenvolver uma indústria automotiva local teve como consequência mais imediata o fechamento a canetadas da Romi, que fabricou a romi-isetta, primeiro automóvel nacional, mas que não se enquadrava na lei...

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    1. Brauliosfora,

      Sinceramente não sei quantos e nem quais eventos você organiza. Porém é fato que a classificação faz-se necessária e deve ser aplicada em grandes eventos onde realmente as premiações fazem sentido, como qualquer antigomobilista presente em eventos sabemos de cor e saltiado que somente os eventos grandes tem premiações.

      A organização dos veículos, nestes eventos onde há as premiações, não são da maneira como você descreve (Encontro Paulista de Automóveis Antigos, por exemplo).

      Eu, particularmente, não tenho carro para ser premiado e sim para satisfazer meu gosto pessoal por andar com automóveis antigos que eu gosto. Porém é fato - inegável - que as premiações agregam valor e tornam o automóvel nacional reconhecido entre os grandes do mundo.

      É preciso sim, classificar os nacionais, para que seja racionalizado o método de premiação e, por conseqüencia,o veículo brasileiro antigo seja reconhecido internacionalmente - coisa que atualmente não é.

      Se queremos que o automóvel brasileiro seja reconhecido, devemos classifica-lo e tornar seu método de premiação equilibrado, senão nosso acervo nacional sempre será desconsiderado como patrimônio automobilístico mundial.

      Quanto a classificação dos nomes, nas respostas anteriores há explicações, dadas antes da sua postagem o que torna redundante ter de responder novamente que o milegre brasileiro refere-se a quantidade de grandes projetos com desenvoltura unica no Brasil, em vez de referir-se aos milicos no poder - visto que ditadura militar também é por mim algo tão repudiante quanto o atual governo (mas isso é uma outra questão rsss).

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  14. Também considero, como alguns acima, que a definição dos períodos não é tão rígida cronologicamente, mas tem que ser baseada em períodos de mudanças significantes no contexto dos automóveis no Brasil.

    Alguns "marcos" que considero importantes na linha do tempo:

    1) Primeiros automóveis fabricados no Brasil.

    2) Final dos anos 60, quando Simca e Willys foram compradas, e surgiram modelos novos como o Opala e Corcel.

    3) Meados dos anos 70: quando surgiram carros atualizados com o resto do mundo, como Passat e Chevette, e a Fiat começou a fabricar automóveis no Brasil.

    4) Início dos anos 80: quando a crise do petróleo matou o Galaxie e os Dodge, mas surgiram Del Rey, Monza, Gol, Voyage, etc

    5) Início dos anos 90: quando vários modelos foram extintos, e vários modelos surgiram, para concorrer com os importados, por exemplo, fim do Opala e Chevette, surgimento do Omega e Corsa. Essa época também marcou a ascensão dos carros 1.0.

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    1. Lorenzo Frigerio11/08/13 21:27

      A sua divisão tem bem mais a ver que essa dos "luminares" do "antigomobilismo"... cá entre nós, esses caras não representam ninguém. Tem muita gente com carro antigo que não freqüenta esses clubes e mal sabe quem são esses caras.

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    2. Lorenzo,

      Respeito sua opinião, ninguém é melhor que ninguém, a ideia não é ser melhor que ninguém apenas começar uma caminhada, convenhamos que ninguém tinha começado até o momento, não é mesmo?

      Sugiro que em vez de atirar pedras venha andar junto, pode ser mais produtivo, o que acha?

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    3. "Tem muita gente com carro antigo que não freqüenta esses clubes e mal sabe quem são esses caras" - Lorenzo, procure o nome "desses caras" no Google e puxe uma cadeira, depois digite seu nome só para ter uma ideia de quem é desconhecido, rsrsrsrs. José A. Nasser

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    4. A solução pra ajudar na conservação dos nossos carros antigos pra mim se faz na prática, com uma facilidade maior na aquisição e disponibilidade de peças e mecânicas especializadas, além de um empenho maior das fábricas. Simplesmente dar nomes aos bois é iniciativa muito mais estética do que prática.
      E tem mais: já tentei participar de fóruns de antigos (muitos nem tão antigos assim) e muitas vezez, o que há são aquelas velhas richas, tipo Opala X Gol. isso sem falar na richa entre opaleiros donos de 4cil. e 6cil. Tem grupos onde você não pode nem postar um "off topic" falando respeitosamente de um outro carro que o "presidente" já vem te limando.

      João Paulo

      João paulo

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    5. João Paulo,
      Já passei por experiência semelhante e, no meu caso, ficou claro para mim que poucos nesses chamados (pseudo)clubes de entusiastas por determinado modelo de fato gostavam de carro, principalmente um antigo. Era mais um negócio legal, bacaninha, uma desculpa para reunir a turma e pronto. Resumindo, uma panelinha que apareceu e resolveu abrir um fórum ou coisa parecida para exibir aos demais que havia 499567865 membros cadastrados e boa. Na hora do "vamos ver", de fazer algo concreto, todo mundo pulava fora... Ou então quem entendia bastante do modelo ao qual o fórum se destinava, era logo taxado de exibido ou então hostilizado com piadinhas ridículas. Tô fora desses pseudo clubes/fórum, procuro informação onde existam antigomobilistas de verdade.

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    6. Lorenzo Frigerio12/08/13 21:44

      Sr. Nasser... na boa: se eu buscasse a "notoriedade no Google" de que gozam essas pessoas, talvez eu participasse. Talvez isso seja muito importante para elas; para mim, não tem a menor importância. Conheço algumas dessas pessoas que às vezes são citadas nestas páginas, umas mais, outras vagamente, conheço o perfil do "antigomobilista". Grande parte tem um ego tamanho de um bonde, outras são só antipáticas ou convencidas. Se encontram "notoriedade no Google", bom para elas. Para ser breve, prefiro freqüentar eventos como espectador, como se não tivesse ou jamais tivesse tido carro antigo. É mais fácil encontrar pessoas simpáticas assim, pois ninguém vai se ver na necessidade de "competir" com você.

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    7. Nasser e João Paulo, só tenho a agradecer o carinho e o apoio de sempre.
      Quanto ao Lorenzo, reafirmo o convite, venha participar.

      Graças a Deus sobre "o meio antigomobilista" não posso concordar com o generalismo de colocar todos numa vala comum ligada ao desrespeito, ignorância e intolerância. O "antigomobilismo" que vivo me faz ter o automóvel como um excelente meio para cada vez mais fazer amigos, diria bons amigos. Venha participar com a gente, permita-se conhecer uma outra face desse movimento de preservação do automóvel antigo.

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  15. Caro Portuga Tavares, obrigado por nos presentear com este belíssimo artigo, ao observar a primeira foto da linha Ford fiquei imaginando o que aconteceu com as montadoras ou com os consumidores em matéria de cores dos automóveis, será que ninguém mais gosta de carros que não sejam preto, prata ou branco ??????

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    1. Anonimo,

      Dureza acreditar que estamos num país tropical onde os carros não carregam em sua carrocerias cores tropicais... heis a ditadura quase que monocromática do transito caótico e chato.

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  16. Caro Portuga e comissão. Obrigado pela iniciativa de jogar uma luz sobre este assunto. Talvez haja alguma divergência de opiniões sobre as classificações, mas acredito haver um consenso que é necessário estabelecer uma. Nossa história automobilística é jovem e naturalmente a sua organização precisa ser alinhada a momentos relevantes do país. Ajustes certamente serão feitos, eu confesso que acho "Disco" um nome inadequado pois remete a um fenômeno musical norte-americano, talvez buscar apoio de estudiosos da história nacional poderia ajudar.
    Eu tenho 34 e dois Escort XR3 dos anos 80 na garagem, cujo o primeiro deles tenho ha quase 8 anos. São modelos que curti na minha adolescência, eram sonhos quase inatingíveis na sua época, portando tem minha preferencia no estudo e preservação. E nestes últimos dois ou três anos venho percebendo uma rápida mudança na postura dos colecionadores mais antigos (respeito e consideração) acompanhado de um grande aumento no interesse das pessoas nestes modelos dos anos 80 e 90 (mais restaurações em andamento e organizações sendo criadas). É uma mudança natural, são vários os fatores que contribuem, os quais julgo mais importantes a ascensão financeira da geração Y, o fato destes modelos estarem se aproximando dos 30 anos e por fim, dos automóveis dos anos 80 e 90 ainda serem encontrados com certa facilidade. Para este publico, gostaria de citar o FlashBack Automotivo (www.flashbackautomotivo.com.br), cujo foco está nos modelos entre 80 e 90 e reune muita informação valiosa para quem quer se aventurar nos "novos" antigos.

    Um grande abraço e sucesso na empreitada.

    Daniel Bronzatti

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    1. Daniel,

      Acho a iniciativa de preservação dos modelos dos anos 80 e 90 fantástico. Só para ter uma ideia do quanto acho importante, atualmente estou mirando em Del Rey Ouro, Escort Ghia, Passat LSe, Pampa 4x4, BR800 e outros automóveis que acho importantíssimos para o panorama automobilístico nacional e a história do automóvel no Brasil.

      Parabéns e no que precisar, conte comigo!

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  17. Amigos,
    Agradeço a todos as criticas, elogios e sugestões. Essa divisão é importante para organizarmos os veículos nacionais, e entre outros motivos para a inclusão dos nacionais dos anos 80 e inicio dos anos 90 no antigomobilismo. É fato que até então havia apenas dois tipos de divisões (europeia e norte americana). Como a nossa industria já tem sua própria historia, nada mais justo que criarmos uma divisão própria. Nossa industria nossa historia. Um "carrão importado", com um poder aquisitivo você compra e importa. Já uma Perua Universal da vemag 56 ? vai trazer da onde ? e um Escort formula ? ou ainda a tal kombi citada ? cade a nossa historia?

    Abraços
    Murilo Pandolphi Brolio

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  18. Quando li título do artigo, pensei que fazia referência ao novo comercial do new fiesta, em que um charger nacional é destruído... Lamentável

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    1. Também pensei que haveria alguma referência.
      Ao menos não foi esquecido aqui nos comentários.

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    2. Aquilo foi um desrespeito para com a história. Não precisavam daquilo. Eles podiam ter feito como a própria Dodge fez nos EUA:

      http://www.youtube.com/watch?v=bZ9R3kFjt7w

      Tem também uma da Mercedes que eu quase choro ao assistir:

      http://www.youtube.com/watch?v=bF0skl8h7Wk

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  19. Interessante esta iniciativa de classificação. Acho que a discriminação de veículos meio-antigos, digo anos 80, está diminuindo. Há poucos anos atrás, em 2006, era barrado de entrar em eventos com meu Passat Flash 87, obrigando-me a buscar em casa meu Packard 34 e ser recebido como celebridade. Hoje, com o milagre da internet e do google, e seu poder de pesquisa, quando vou com meu simples Passatinho Flash a algum lugar, muitas pessoas já conhecem o modelo, e finalmente o tratam com o devido respeito. Acredito na valorização e no interesse por veículos nacionais, seja ele o ano que for. Mas ainda é muito complicado realizar uma premiação por raridade do modelo, como exemplo, saveiro bx, chevette jeans, Fiat 147 rallye, Escort Fórmula, Monza Sr, Elba Top, Corcel hobby, entre outros nacionais.
    Uma coisa que não entendo é, como proprietário de antigos Importados, sou sempre convidado a Encontros e passeios de antigos. Por que ninguém faz questão da presença de meus veículos nacionais?
    Será que ainda persiste a cultura de que o que é bom é o que vem de fora?

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  20. Filipe_GTS12/08/13 13:25

    A linha Ford de 75 é de encher os olhos, queria um de cada.

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  21. Na minha opinião estás nomenclaturas ficaram bem estranhas mas valeu e muito a proatividade agora seria legal o grupo focar uma campanha não em relação a criação de placa preta, placa amarela, placa verde a cor que for que infelizmente o que começou como uma ótima ideia se tornou um comercio e um comercio que hoje com um pouquinho de conhecimento se coloca a placa preta em qualquer carro, basta sair no encontros espalhados pelo país para presenciar carros que não chegam nem a 10% dos 70% para avaliação. O ideal é briga pelo direito do carro antigo não passar pelo constrangimento ou ter que ficar vendo pessoas destreinadas sem o mínimo de conhecimento fazer uma avaliação de controlar. Ter pessoas que lutem pelo antigomobilismo no pais como uma forma de preservar a cultura não de difundir um grupo de livre comercio que muitos clubes e exposições se tornaram

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  22. Independente da controvérsia que a classificação gerou (e ainda irá gerar...), é um início para determinar algo mais concreto por estas bandas. Será simplesmente impossível chegar a um consenso, uma divisão que agrade a todos. Porém, é necessário dar o primeiro passo, nada impede que a idéia venha amadurecendo e sendo aprimorada com o tempo.

    Particularmente, não sou xiita ao extremo de não permitir determinadas alterações em antigos, mas dou preferência aos modelos o mais próximo possíveis do original ou então que tenham preparação de época. Por exemplo: como gosto muito da linha Opala, se for para ter um Opala preparado, prefiro muito mais um que tenha uma tripla carburação Weber do que um com sistema de injeção eletrônica; por outro lado, não gosto que tal preparação seja feita em modelos raros, como um Opala Silverstar ou nos SS (as transformações de SS-4 em SS-6 me causam desespero!!!)

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    1. Concordo contigo. Acabei de comentar sobre um raríssimo Accord EX 1993 manual prata com interior em veludo vinho. O cara da loja quer R$ 13 mil nele e está dando um CD player de brinde. Um CRIME.

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  23. Parabéns pela iniciativa. que o grupo consiga seu objetivo.
    Para que a cultura automotiva seja preservada e difundida, é necessário muita organização. Ou nós nos unimos e criamos uma rede de amizades, ou a cultura automobilística estará condenada. Esse já foi um passo na direção certa, mais uma vez, parabéns pela iniciativa.

    Nota: A Cultura Automotiva é muito vasta e o nosso país pode comportar todas as variantes dessa cultura. Brigas e divisões entre "clube do frisinho", hot-rodders, "xuneiros", fiatistas, porschistas, etc. só enfraquecem a nossa cultura, trazendo perdas a todos os grupos. Ter um carro no Brasil não é para muitos. Conservar um carro antigo também não. Reformar é ter dor de cabeça na certa, restaurar pior ainda. Modificar alguma coisa é pior que reformar. Cada manifestação da cultura automotiva tem o seu grau de dificuldade e é preciso respeitar aquele que cuida (ou pelo menos tenta cuidar) do seu veículo.

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  24. Eu apoio a classificação! Não sou totalmente favorável as classificações realizadas, porém não tenho uma opinião formada sobre possíveis sugestões. Então prefiro apenas parabenizar e tentar apoiar dentro do possível, esta mudança.

    Att - Heitor - www.flashbackautomotivo.com.br

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  25. Apesar de não ser ligado em carros nacionais antigos, acabei caindo neste artigo após ver o anúncio de um raríssimo Honda Accord EX 1993 manual prata com interior em veludo vinho, todo original de fábrica, a venda por R$ 13 mil em um auto-shopping na zona leste de SP. Por ser um carro difícil, está encalhado, e agora o vendedor está oferecendo atrativos para quem quiser levar a barca: está dando um CD Player de brinde. Tenho alguns importados antigos e sei o quanto é difícil achar um toca-fita original (levei meses procurando por um rádio Toyota). Ver uma coisa dessa me dá vontade de chorar. Se alguém gostar de carros japoneses old-school, e tiver disposto a adotar um respeitando a sua originalidade, por favor, o compre - antes que ele vire uma velha embotocada, como um 3000 GT 1992 aqui do meu bairro cujo dono usou todo "talento" para transformá-lo numa 458 Italia. Um clássico que, da noite pro dia, virou uma verdadeira aberração.

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