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28 de agosto de 2008

Bad traffic day

Os americanos têm a expressão bad hair day para identificar aqueles dias em que saímos da cama "com o pé esquerdo". Pra mim, ou na verdade, acho que pra todos como nós, que mal ligamos para nossos cabelos, e sim para nossos carros e caminhos, a expressão fica muito melhor como bad traffic day. O dia de ontem foi um dia desses.
Meu despertador (que não é Lucas, nem nenhuma outra marca inglesa) simplesmente falhou e se esqueceu de me acordar. Acordei meia-hora antes de uma reunião, a 18 km de casa. Como Murphy nos ensina, se algo pode dar errado, com certeza acontecerá assim. O trânsito me reteve, mas ainda assim cheguei ao destino com cerca de 2 ou 3 minutos de folga (atrasado de qualquer jeito, ainda precisava parar o carro e correr para a sala de reunião). Duas esquinas antes, ouço um "ploft" e só tenho tempo de olhar para o lado e ver um motoboy quase caindo ao chão.
Resumo dos danos? Portas, pára-lama traseiro e caixa de porta amassados. Atraso na reunião. Dia ruim, sem paciência para nada. E, não, o garoto na moto não se machucou. Ele nem parou a moto, reduziu, deve ter contado seus dedos, reduziu duas marchas e foi embora.

Solução: fugir para a garagem ao final do dia para mexer mais um pouco no Mini. Dizem que tudo passa na vida, mas a verdade é que algumas passam mais rápidas quando escondidas debaixo de graxa e óleo. Não fiz muito, é verdade, mas foi o suficiente para aliviar a cabeça das preocupações inerentes com o gasto desnecessário com o reles "carro de uso".
Ergui o carro sobre 4 cavaletes, preparando para o trabalho do final de semana, sangrar os freios. Removi as minilites (absurdamente leves!), para levá-las para pintura. Olhei com mais cuidado a construção do carro, com os dois subchassis suportando as belas e simples suspensões. (In)felizmente, o sistema Hydrolastic (pesquisem, Alex Moulton) foi removido, e substituído por 4 molas metálicas minúsculas. Chequei a posição dos sangradores dos freios e notei que os tambores dianteiros também já não são os originais, de dois cilindros de freio. Can´t win ´em all e o importante, nessas horas, é perceber o quão bem a estrutura e os outros detalhes do carro aguentaram anos de uso sul-americano.

Cabeça limpa, organizei tudo para o trabalho do final de semana e fui para casa descansar. Realmente, tudo passa na vida, ainda mais com um pouco de graxa e óleo.

Um comentário:

  1. Mão na graxa é realmente uma terapia.

    Aprendeu a ajustar o despertador?

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