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19 de novembro de 2008

NISSAN ACHOU O CAMINHO


Depois de uns dias com o Nissan X-Trail, a certeza de que a Nissan sabe fazer automóvel. Todos aqui sabem que não sou apreciador de utilitários esporte -- prefiro sedãs notch/hatchback e station wagons -- mas o X-Trail me surpreendeu.

A suspensão independente na frente e atrás é perfeita, confortável mas precisa, o mesmo com a direção de assistência elétrica e variável, de calibração exemplar. O grande esterço das rodas torna o manobrar com pouco espaço além da imaginação. O entreeixos de 2.630 mm e o comprimento de 4.630 mm falam muito bem entre si. Até parece a "Fórmula Omega", 2.730/4.730 mm...

Pode ser atirado na curvas sem receio, apesar dos 1.770 mm de altura. Rolagem pequena, como a dos bons automóveis. Eixo traseiro independente multibraço, com barra estabilizadora, num veículo desse faz toda a diferença. Para desacelerações convincentes, quatro discos com ABS e EBD, sem ser daqueles ABS impertinentes, que querem agir toda hora.

Nada de rodonas malucas e pesadas no X-Trail, mas aros 16 (de alumínio) com pneus 215/65-16. Não se percebe peso exagerado do conjunto roda-pneu no "maravilhoso" asfalto paulistano, ao contrário de outros utilitários esporte, denotando acerto mais uma vez, e num ponto crítico.

Os bancos são feitos por quem entende de automóvel. Abraçam motorista e acompanhante sem serem conchas, com dureza de espuma ideal, nem francesa, nem alemã. Os traseiros têm ajuste de inclinação e as pessoas sentam-se muito bem atrás, com grande espaço para pernas -- que não ficam para cima como no Blazer e, segundo disseram, no Ford Edge.

Sentado no banco do motorista, a visão para frente lembra muito os Porsches, com as extremidades do capô mais altas do que o centro, muito agradável.

O motor de 2 litros 4-válvulas de 138 cv a 5.200 rpm está na medida certa para os 1.513 kg em ordem de marcha, proporacionando 0-100 km/h em 11,9 s, segundo a fábrica, e que está por aí mesmo, não parecendo um número otimizado. A velocidade máxima é de 172 km/h. Encanta dar a partida neste quatro-cilindros (a exemplo do Tiida): o motor de arranque é quase inaudível.

O câmbio é CTV, XTronic, com conversor de torque, como no Sentra. Novamente, não é o tipo de câmbio de que gosto, mas este funciona tão bem que fica até agradável. Inclusive, a combinação correia-conversor de torque permite variações de relação algo rápidas, desaparecendo aquela sensação chata conhecida no Fit CVT (que saiu de linha, como todos já devem saber). Há o modo Sport, o que deixa o motor sempre mais alerta e pronto para acelerar ou retomar com mais vigor.

A tração é nas quatro rodas sob demanda, permanente dianteira. Um botão giratório no console permite escolher entre Auto (quando a demanda atua) e Lock, dividindo o torque igualmente entre dianteira e traseira. Mas não há reduzida.

Detalhe curioso: além dos faróis auxiliares de neblina, há também de longo alcance, só que localizado no alto, no interior das barras de teto da versão LE. Só acendem em conjunto com os faróis altos.

Detalhe agradável: um enorme de um teto solar de vidro que chega ao espaço traseiro, de acionamento elétrico, mas na versão-topo LE apenas, só que de série.

Há computador de bordo, ar-condicionado automático e controle de velocidade, este acionado no exato volante de três raios de 37 cm de diâmetro (estimado, não medi). Para quem teme encher uma parede, bolsas infláveis frontais no SE e mais de tórax e cortina no LE para quem peita cruzamento sem olhar para os lados. Em ambos os casos, os cintos dianteiros vêm com pré-tensionador.

Preços básicos: SE, R$ 90.990 e LE, R$ 103.990.

Defeito? Cores. Só três: cinza, prata e preto. Que mania! Será que essa turma nunca viu um arco-íris?

BS

4 comentários:

  1. Antônio Carlos Martins19/11/08 19:43

    Ótimo ler o senhor por aqui também, com mais liberdade ainda. Parabéns.

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  2. Bob,

    Em dez anos, troco a minha Nissan velhinha nessa, kkkkkkk

    MAO

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  3. Bob,

    sei que o senhor gosta de carros brancos. pois a geração anterior do X-Trail vinha também em um branco perolizado, lindíssimo. vi apenas uma vez, numa concessionária em Brasília, mas foi o suficiente para não me esquecer mais.

    e por falar em branco, vi hoje no trânsito um exemplar do novo Mercedes-Benz Classe C nessa cor. e é maravilhoso...

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  4. Eduardo,

    Uma coisa que acho incrível em Brasília é se ver carros de todas as cores. Não faz muito tempo vi um Honda new Civic branco, que não conhecia. Como ficou bonito!

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