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25 de janeiro de 2009

Antiengenharia de tráfego

Fico perplexo com a ineficácia da engenharia de tráfego no Brasil.

Anteontem fui a Atibaia conhecer o 207 Escapade. Para poder pegar a Fernão Dias, só seguindo pela pista mais à direita na marginal do Tietê. Me distraí e continuei pela pista central, pegando a ponte para dar na Via Dutra.

Assim que acabou a ponte, percebi a mancada. Logo adiante havia uma saída para a pista lateral em ângulo pequeno, perfeita, mas estava... fechada, e em caráter permanente. Assim, após o que seria o entroncamento com a Fernão Dias foi preciso andar 8 quilômetros até a saída para o Aeroporto de Viracopos para retornar -- e voltar outros tantos para pegar a estrada que eu queria.

Dentro da lógica adotada nas estradas mundo afora, chegaria um ponto em que haveria uma saída para a Fernão Dias, mas isso não existe por aqui. Há pegadinhas. Parece até gozação dos imbecis que cuidam do trânsito "deste país", como diz o presidente que se recusa a falar a expressão "do Brasil".

Querem outra? Já notaram o rolo que é a Via Anchieta no trecho do planalto? Há parte em que só há uma pista central, depois tem desvio, aí tem duas pistas rumo ao litoral e uma de retorno, uma confusão só. Se a rodovia nasceu com duas pistas, por que não construir pistas laterais onde era necessário? Só seria preciso desviar para acessá-las ou sair delas de volta para a central. Nunca entendi o porquê de tanta confusão.

Depois esses idiotas alegam que é "excesso de veículos"...
BS

7 comentários:

  1. É verdade Bob, é uma zona mesmo o transito no Brasil por causa dessas e por causa da falta de educação.
    Um pequeno ajuste, o aeroporto é de Cumbica, não Viracopos.

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  2. Marlos Dantas25/01/09 23:19

    Bob,
    Há uns 2 meses atrás eu, apesar de tentar ser otimista, tive a certeza que a administração de trânsito brasileira realmente não é séria.
    Transitando por umas ruas daqui, "morrinhos" não tão inclinados, resolvi descer um para fugir do engarrafamento. Esta rua, ao contrário das outras era bem inclinada e, somente quando estava no meio da descida, percebi que não tinha saída, havendo no "pé do morro" somente residências. E a sinalização? Simplesmente não havia... Imediatamente dobrei numa calçada para retornar e minha mãe, hipertensa, que estava comigo começou a ficar nervosa. Então um carteiro que passava avisou que QUASE TODO DIA "caía" um carro desavisado ali e tinha que ser rebocado com cabo de aço, pois não conseguiam subir. Realmente, o asfalto estava todo marcado por pneus e o muro de um das casas que fechavam a rua tinha marcas de impacto.
    Pra piorar meu carro estava "escapando" umas marchas, inclusive ré e 1ª. Com muita dificuldade, manobrei o carro no meio do estreito morro, pois embaixo não havia como. Pus o carro atravessado e subi de frente, com dificuldade (e "fritando" pneus), pois era realmente muito inclinado. Já em cima, ainda tive que acalmar minha mãe que estava nervosa por achar que o carro tombaria de lado.
    Semanas depois, ao conversar com um mecânico que faria a caixa e embreagem, o mesmo citou que caiu na mesma "armadilha", porém, só tirou o carro rebocado.
    Onde está a secretaria municipal de trânsito? E os moradores que não reclamam com a prefeitura?
    Revoltante...

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  3. Fábio Pinho26/01/09 00:35

    Errar caminho aqui no Brasil é um verdadeiro absurdo, pois sabe-se de antemão que será um "parto" voltar ao trajeto original. Isso porque falta muita sinalização decente nas estradas brasileiras.

    No entroncamento das vias Anhanguera e Bandeirantes, próximo ao acesso da via D. Pedro I em Campinas, foi feita uma mudança radical nas saídas, para melhor, não fosse a falta de sinalização adequada. Para quem não está acostumado com a região e vier trafegando no sentido interior pela Anhanguera ou Bandeirantes, dá para ficar perdidinho, sem saber qual saída pegar para chegar à via D. Pedro I, tudo porque falta uma única placa de indicação. Só tem-se certeza de que se está no caminho certo ao chegar na saída correta, um absurdo.

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  4. Pois é, como engenheiro, fico constrangido com o departamento denominado Companhia de "Engenharia" de Tráfego... Tem cada sinalização desprovida de fundamento, outros locais sem, contra-mão dem opção, curvas com inclinação invertida.
    Parece mais cabide mesmo.

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  5. Esse trecho da Via-Dutra é uma zona de tão caótico. A coisa só melhora depois que terminam essas marginais, suas saídas e acessos.
    Bob: Eu acho que você quis dizer Cumbica e não Viracopos. E já que o assunto é trânsito, quem foi o gênio que inventou o estreitamento das faixas de rolagem quando da aproximação de semáforos? Isso é realmente de lascar. Outra coisa que gosto de bater na tecla: Quando é que teremos semáforos sincronizados, dando assim, fluidez ao tráfego?

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  6. Por conta dessas obras de arte é que vez ou outra um 'sem noção' resolve dar marcha a ré no pior lugar possível, ou sai fechando todo mundo para não perder uma agulha de acesso. Acaba dando em acidente, e aí é que o trânsito encebola de vez.

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  7. É Bob o trecho da Anchieta é uma confusão só. A pego todo dia se semana para ir e voltar da FEI, sempre me confundo com os acessos e saidas de SBC a Anchieta.
    Abraço

    Leonardo

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