31 de dezembro de 2009

CAOS! CAUSA, BURRICE


SP-160, Rodovia dos Imigrantes, trecho do planalto paulista, penúltimo dia de 2009. Fora a retenção causada pelo pedágio, passando por ele, tudo parado. Viagem de 1 hora feita em 4. Por que será?
Porque uma mente doentia qualquer imaginou que de 120 km/h a velocidade cair para 80 km/h, caso da descida da serra (projetada para 110 km/h), nada de anormal iria acontecer, que a fluidez seria assegurada de qualquer jeito.
Mas o caos não é para todos. Pelo menos é o que mostram as reportagens televisivas, motoristas e passageiros presos nos carros, mas felizes da vida com a ida ao litoral. Isso é que é mais triste, a passividade exacerbada do brasileiro.
BS

27 comentários:

  1. Bob

    Coisa que digo há anos: a cidade de São Paulo é um inferno cuja temperatura aumenta de forma gradual, de tal forma que o desconforto acaba sendo imperceptível à maioria dos paulistanos.

    Essa questão do litoral é só mais um detalhe "gersoniano": ninguém admite descer para o litoral com um dia de atraso ou mesmo subir um dia mais cedo, mesmo que isso garanta uma viagem rápida e confortável.

    FB

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  2. Não há problema algum nesses congestionamentos, eles fazem parte da viagem e são normais em todos os países em épocas de férias. Não é uma questão de passividade do povo, é do game esse tipo de coisa e acontece em todo lugar.
    Os piores são os que acontecem nos caminhos que levam ao sul da França na época das férias.
    Os organismos multilaterais de financiamento não consideram como critério de viabilidade de um projeto a existência de congestionamentos em épocas de férias e não financiam estradas para solucionar os mesmos, atitude correta, esse tipo de coisa não tem solução viável.

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  3. Zulino,
    Há os congestionamentos inevitáveis, os evitáveis e os atenuáveis. Esse, específico, depois do pedágio do planalto, na Imigrantes, é evitável.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Príncipe Tito disse...
    Tempos passados, sem mensalão, dinheiro na cueca e meias,um político,com visão, chamado de NEFASTO já havia projetado uma estrada entre Parelheiros e Itanhaém. Dividiria o movimento entre Guarujá, Santos,Praia Grande, Mongaguá,Itanhaém, peruibe, Etc...
    Viva a roubalheira !!!

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  6. Não vejo como se evitar, mas aqui temos uma diferença filosófica. Não considero o transporte individual em posição elevada, ainda mais para férias. A rationale de projeto de uma estrada é carga, isso em qualquer lugar do mundo.
    Além disso, em condições normais é correto se ter um trecho de 120 km desembocando em outro com menor limite e maiores restrições civis, nada demais, em 80% das situações vai-se mais rápido onde pode e menos onde não é possível, o tempo de viagem diminui.
    Aumentar o número de pistas seria projetar e dimensionar pelo pico, apenas desperdício de dinheiro, pois isso seria muito pouco usado, só nos dias de "loucura" praiana.
    Vai quem quer e quem vai sabe o que o espera.
    O que não invalida o fato de que o sistema tem que ser bem operado e policiado mesmo nesses momentos. Pelo que vi estão até usando motos para prevenir arrastões.

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  7. Perfeito Bob.
    Imigrantes é o maior exemplo de estrada ridícula. Pago para não andar nela.

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  8. Zullino

    aumentar o número de pistas só aconteceria o que vai acontecer na Marginal Tietê: o congestionamento fica menor pois tem mais pistas. A questão é fluidez, é atacar nos gargalos de onde para o trânsito.
    Não adianta o sistema Anchieta-Imigrante ter 8 ou 10 pistas pra descer se tudo entra num funil de 2 na Manoel da Nóbrega, 2 na Kennedy da Praia Grande.

    E na descida da serra, se a placa indica 80km/h e tem um radar o brasileiro "apaixonado por carro" anda a 70km/h no painel por medo da multa e "por segurança".

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  9. Há mais de 20 anos sou freqüente usuário do sistema Anchieta-Imigrantes e constato: sucessivos governos estaduais de tudo fazem para atrapalhar os usuários das ligações rodoviárias entre capital e Planalto. Do começo: tiveram a incompetência de fazer a pista de descida da Imigrantes com inclinação maior que a desejável (a razão: por economia, cortaram 5,5 quilômetros do projeto original de descida). Conseqüentemente, arrumaram uma desculpa para expulsar ônibus e caminhões desse trecho, obrigados estes a descer pela Anchieta. Desculpa esfarrapada: para vencer a mesma quota de 750 metros, a Anchieta se vale de 13,5 km e a Imigrantes de 17 km – ou seja, a declividade maior é a da Anchieta! Isso sem falar nas curvas de raio fechado da Anchieta. Mas, segundo o secretário estadual de Transportes Mauro Arce, liberar a descida de caminhões e ônibus pela nova Imigrantes é quase impossível, pois a declividade da pista exige frota nova e com sistema de freios mais eficientes.

    Em setembro, o secretário veio com a estúpida idéia de proibir a circulação de automóveis na Via Anchieta. Por exemplo, para quem segue de Cubatão para Riacho Grande, a opção pela Imigrantes aumenta o trajeto em 15 km (de 25 km para 40 km). Isso sem falar no pedágio, o custo por quilômetro mais caro do Brasil! Muita desconsideração com os santistas e com os demais usuários dessas estradas.

    No mais, Bob, compare a qualidade de projeto e de construção das duas pistas da Imigrantes: a pista ascendente, velha de mais de 30 anos, é muito melhor executada que a nova, feita pela Ecovias durante o governo Covas. O trecho descendente da serra é de concreto, e não asfalto; quase 20 km com o carro dando pulinhos em emendas malfeitas. Depois do último túnel da descida, a estrada subitamente aumenta a declividade e mergulha; ali, você está em um ponto no mesmo nível de altura da pista ascendente, mas logo se vê junto às pilastras da outra pista, no nivel do chão - tudo isso para não suspender a pista e fazer economia em relação ao projeto original!

    Com frequência, subo a serra no fim de semana e encontro a interligação fechada para quem sobre pela Anchieta e deseja pegar a Imigrantes. Enfim, um descalabro total, tudo isso por um pedágio de quase R$20 (U$10) em estradas que - caso da Anchieta - tem meros 50 km.

    Ricardo Montero

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  10. vamodoido,
    acho que não me fiz entender, primeiro sou contra privilégios do transporte individual, acho que a grana tem que ir para transporte público, principalmente obras que apenas mudam os congestionamentos de lugar como a da marginal, uma bobagem enorme com dinheiro público e com impactos ambientais enormes também.
    ocorre que uma estrada é algo mais longo com diferentes densidades de tráfego pelo trajeto. Usa-se mais pistas onde o tráfego é maior localmente e diminui-se quando a demanda cai. Não se pode projetar pelo pico.
    No caso do complexo Anchieta-Imigrantes o mesmo funciona bem durante quase todo o tempo, não podemos nos esquecer que se trata de equipamento complexo, pois tem que vencer mais de 700 metros de desnível em poucos Km, ou seja, é um desafio à engenharia de projeto.
    Eventuais pecadilhos causados pela burrice dos operadores ou interesses dos mesmos não deve contaminar a análise.
    O complexo não consegue atender a demanda nos feriados. So what? Não é para atender mesmo. Como já falei antes, isso não tem a menor importância, o pessoal que faça festa na estrada ou fique em casa.

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  11. Roberto Zulino,
    Que papo de comunista, o seu. Abaixo o transporte coletivo, viva o individual. Foi a base do crescimento dos Estados Unidos, está sendo o da China -- que de comunista não tem praticamente mais nada.

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  12. Ai se fosse na Argentina...

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  13. Bob,
    A base do crescimento americano foi sempre a construção civil, habitacional e de infra-estrutura, assim como da alemanha, japão e outros, automóvel é apenas consequência, o crédito habitacional alemão é 95% do PIB, a alemanha é uma enorme fábrica de casas e não de BMWs, Mercedes ou Porsches. Pode-se escolher em privilegiar o automóvel ou o transporte público independente da ideologia ser comunista ou não.
    Só para te mostrar que uma coisa não tem não ver com a outra vou comparar duas cidades no mesmo país, os EUA, que conheço bem de viver e estudar lá.
    Nova York sempre pautou seus investimentos em transporte público de massa, não existe cidade do mundo onde o automóvel seja menos benvindo, nem a ilha de Paquetá faz frente.
    Do outro lado, temos Los Angeles onde a prioridade foi dada ao transporte individual, a ponto do sistema de ônibus ter sido uma vergonha até há pouco tempo atrás, nos anos 80 a maioria dos ônibus era GM Coach de 1952. O metrô de LA sempre foi piada.
    Tirando diferenças de clima, LA é muito melhor em termos de clima, mas para se ir de um lugar a outro NY é muito melhor, praticamente incomparável, LA é uma das maiores merdas já feitas pelo homem. Conheço a cidade muito bem de andar por baixo e por isso fico sempre em Santa Monica que nâo sou besta de ficar em LA.
    É tudo uma questão de escolha, não de ideologia, ou será que NY foi governada por comunas e LA por liberais?
    A escolha de privilegiar o transporte individual é inviável e NY percebeu. Simples assim.
    Não quero meu dinheiro indo para obras para resolver congestionamentos de férias, o povo que faça festa na estrada ou fique em casa. Faz parte do jogo ficar na estrada.

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  14. Roberto,
    Nova York escolheu ser um paliteiro e paliteiro e carros não combinam, não como acomodar e nem guardar os carros, apenas isso. É comum não se ter carro em NY e se alugar um quando se quer sair. Quanto a fazer parte do jogo ficar na estrada, o Jornal Hoje, da Globo, mostrou bem o povo curtindo. Você tem razão, o povão gosta de sofrer, faz parte do jogo...

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  15. Mais ou menos, acredito que paliteiro seja Manhatan, os outros bairros não tem prédios e tampouco Long Island, Connecticut e New Jersey. Os moradores dos bairros usam metrô e os de Long Island, Connecticut e New Jersey usam trens que os deixam no meio da cidade. Os automóveis nesses lugares são apenas usados para trânsito local. A escolha foi apenas diferente de LA, mas os resultados muito diferentes. Querer andar em LA pelas freeways em horário de pico é pior que sampa, fora que cada erro de saída ou entrada custa 45 milhas, um inferno. Gosto de andar em LA pelas ruas de baixo, tem um monte de sinais, mas anda. Tem freeways com 12 pistas que viram estacionamento, igual esse da foto, mas bem menos divertido, afinal, não dá para fazer farofa todo dia, não?

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  16. Outra coisa que me irrita é ter que pagar mensalidade pelo Sem Parar! Deveriam ser distribuídos de graça para todo mundo!

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  17. Nego-me a aceitar o Sem Parar do jeito que apresentam.
    Além de cobrarem mensalidade não dão desconto a quem o utiliza.
    Poderíamos sim, em alguns anos, voltar aos trens, inclusive com vagões de transporte dos automóveis...

    Feliz 2010!

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  18. Roberto Zullino,
    Com o navegador por GPS acabou-se o errar saída.

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  19. Rabugento e Paulo Keller,
    São os 10 reais por mês que mais valem a pena, embora fosse preferível não haver a cobrança da mensalidade, é claro. É inadmissível pagar-se pedágio na cabine.

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  20. Bob,
    Verdade, o GPS deve ajudar bastante lá, afinal lá é exato. Pelo menos espera-se, pois sair em algum lugar errado em LA pode não fazer bem para a saúde também.

    Aqui não é muito exato, já chequei no Rodoanel vindo da Bandeirantes para a Raposo e ele me manda sair em Caracas, não a do Chavez, Carapicuíba mesmo. De noite tem tudo para dar errado.

    Paulo Keller,
    Sou contra o SemParar por motivo de segurança, vou para Jundiaí 3 vezes por semana, o que vejo nas baias do SemParar é de dar mêdo. A cancela não abre e é uma sucessão de brecadas e muitas vezes batidas. Um dos carros aqui de casa tem, mas eu não uso, pago na cabine mesmo.

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  21. Caro BOB,

    A BURRICE é a pior "doença" que assola os brasileiros, e isso se repete em todas as esferas de poder e decisão.

    Aliado a isso, a passividade do povo que se entrega à burra maioria, apesar da reclamação geral, nada fazem... e quando aparecem os divergentes, estes são "apedrejados", como vc sempre é.

    Trânsito, carros e motos são objeto de medidas burras e irracionais e isso vai acabar inviabilizando seus usos.

    Abraços.

    Márcio Pecego Heide

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  22. BS,
    Contra a passividade do brasileiro, o que voce sugere?
    Que a passividade é uma das raizes de todos os males eu também concordo. Mas o que o brasileiro deveria fazer?
    Deveria descer do carro e depredar todos os pedágios?
    Deveria invadir as prefeituras e assembléias legislativas e quebrar tudo como forma de protesto pelo desgoverno que vem sendo feito nos últimos 20 anos?
    Deveria fazer um movimento separatista?
    Deveria fazer uma guerra civil?
    Eu simplesmente não sei o que fazer. Só sei que, como Engenheiro, o Roberto Zullino está absolutamente errado: deveríamos sim dimensionar pistas pelo pico de tráfego. E também sei que voce tem roda razão na questão de tráfego, afunilamento e velocidades. A própria Engenharia de Tráfego prevê que qualquer redução de velocidades ao longo de uma via gera congestionamento. É óbvio demais para querer explicar.
    Dimensionar pistas para transporte de carga? Errado de novo, isso deveria ser feito por ferrovias.
    Para completar, o RZ compara as cidades de NY e LA. Nos USA, todo mundo quer ter carro. Em NY muitos não tem não porque optaram por não ter, e sim porque não tiveram escolha, já que NY é uma cidade que foi inteiramente construída não se pensando em carro. O transporte público deles é um lixo! Basta visitar o metrô de NY e ver a porcaria que é (ok, a malha viária do metrô deles é boa, mas os trens são medíocres, até os trens do metrô de SP conseguem ser melhores).
    EM LA se tem, por margem astronômica, uma qualidade de vida melhor. Eu não trocaria LA por NY nunca jamais em tempo algum. Em LA se tem congestionamentos, mas eles não duram sequer 2 horas. Em NY eles duram o dia todo, a semana toda, o mes todo. É inviável ter carro em NY, não há opção. Em LA voce TEM que ter carro, não há opção.
    Então, como todo bom entusiasta, eu opto naturalmente e facilmente por LA. É MUITO mais cidade. NY é pra quem gosta de viver em paliteiro, tudo empilhado, ou gosta de andar de metrô e ônibus decrépitos. Eu não gosto.
    E de fato o discurso do RZ é bem comunista. Graças a Deus até a China está abandonando essa má opção.

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  23. Meu caro Bussoranga,
    Definir comunismo com essas variáveis é apenas um tour de force, simplesmente não fica de pé, há que se ter mais coisas de substância para se definir ideologia.
    Em todo caso, o comunismo não morreu, o que morreu foi o sovietismo, coisa muito diferente. Qualquer um que queira entender o capitalismo tem que ler Marx, Engels e Rosa de Luxemburgo, coisa que os professores fora do circuito da escola de Chicago começaram a fazer com grande sucesso. Não só estão fazendo isso como estudando as obras do economista russo Vassily Leontieff e sua matriz de Leontieff inversa conhecida com Insumo-Produto. Os programas de simulação de transporte americanos se baseiam na Leontieff inversa.
    Considero a pecha de comunista como um elogio, certamente imerecido, muito melhor do que ser classificado como reacionário.
    Acho que deixei bem claro que NY não é Manhatan, tem mais seis bairros se não me engano, Queen, Bronx, Brooklin e mais uns outros que não lembro, além de New Jersey, Long Island e Connecticut. Em todos esses lugares não há paliteiros e todos usam o transporte público, inclusive os ricos.
    O que demonstrei é que mesmo em um país com ideologia capitalista e vamos dizer liberal, pode-se ter escolhas absolutamente diferentes. NY escolheu o transporte público, se presta ou não é outra coisa. Não sei há quanto tempo você não vai a NY, o Giuliani e sua tolerância zero deu uma acertada e tanto no metrô.
    LA escolheu o transporte individual com resultados desastrosos até em termos de poluição, a poluição em LA é dos anos 70.
    Portanto, segundo o raciocíno de vocês, acho que o prefeito Giuliani e o Bloomberg também são comunas, o prefeito de LA não. Precisamos avisar esses caras.

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  24. Quanto a não se projetar pelo pico é apenas uma questão matemática, toda infra-estrutura, mesmo as chamadas não onerosas ao usuário, tem que ter um estudo de viabilidade, não se pode gastar dinheiro público com voluntarismo, fazer por querer.
    Ao se projetar pelo pico nenhuma infra-estrutura se viabiliza e não pode ser implantada a não ser se a estratégia seja jogar dinheiro do contribuinte pela janela. Nesse caso, os caras preferem roubar o dinheiro, certamente um ato odioso, mas mais inteligente.

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  25. RZ,
    A obra de Marx tem um conjunto de erros tal que, hoje, já não vale mais a pena ser lida. Os demais são excelentes, principalmente o Leontieff. Porém, não se tratam de forma alguma de obras sobre comunismo ou socialismo, e sim obras sobre Microeconomia e Macroeconomia. Qualquer obra sobre Economia, principalmente sobre Macroeconomia, vale a pena ser lida.
    E sim, voce já havia mencionado que há algo em NY além de Manhattan, eu é que esqueci de mencionar algo sobre tais locais. O problema é que em tais locais voce também só sobrevive com transporte público, e como eu havia dito, é uma lástima. Não se pode deixar essa questão de lado como voce disse. O fato do transporte público funcionar bem ou não afeta fortemente a decisão sobre qual o tipo de transporte que será favorecido. Esse foi um dos critérios utilizados no desenvolvimento do sul da California.
    Quanto a poluição californiana, voce está redondamente enganado! Recomendo que voce faça uma visita a LA e região. Como eu vivi um bom tempo por lá, posso lhe garantir que a poluição diminuiu drasticamente. Acredite se puder, mas o ar da região de LA hoje é bem menor poluído do que o da região de SP!!!
    Giulianni deu uma acertada no metrô de NY em termos de segurança pública, mas não em termos de capacidade de transporte nem em qualidade dos trens e trilhos (isso para não mencionar questões sanitárias mesmo).
    Me surpreendi com a sua recitação sobre NJ (New Jersey). É uma porcaria de lugar! Estive lá poucas vezes, e não fui bem tratado nem bem recebido, ou seja, foi exatamente o contrário de LA.
    Não posso concordar que as escolhas californianas foram desastrosas. Em downtown LA voce não consegue andar de carro das 16:00 às 17:00 e das 6:30 as 7:30. Mas basta voce se afastar um pouco (para os condados vizinhos) que voce tem um tráfego excelente. Experimente visitar o OC (Orange County) ou mesmo o Inland Empire (os 2 condados vizinhos a leste). Mas se voce quiser mesmo o supra-sumo da California, vá direto ao Santa Clara county, que fica ao norte, pertinho de SF (San Francisco), no centro do Silicon Valley. Lá tudo é 10! E sabe porque? Porque há uma concentração de freeways ainda maior do que em LA e, portanto, não há tráfego ruim. Voce pode sair de carro a qualquer hora e ir para qualquer lugar. Pena que, com a grave crise fiscal californiana os "uncle charlie" estão pegando pesado com as infrações de trânsito.

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  26. RZ,
    Como Engenheiro, sei bem como voce o significado do dimensionamento por pico, por média, e outros critérios que podemos conversar em pvt. Porém, cabe citar um exemplo tradicional de como um dimensionamento pelo pico (ou até acima do pico) realmente acontece e é muito benéfico: rodoviária do Tietê.
    Voce deve se lembrar de que, quando tal rodoviária foi inaugurada, o respectivo governador foi MUITO criticado por se tratar de uma obra faraônica superdimensionada. Mas não levou nem sequer 10 anos para que ela se tornasse completamente saturada.
    Sabe o que isso significa? Que ela não era superdimensionada, e sim dimensionada às necessidades futuras. De nada adianta fazer uma obra hoje sendo que amanhã ela já estará saturada. Deve-se levar em conta as demandas futuras, e isso aquele governador soube fazer muito bem.
    Portanto, não se trata de fazer gastança desenfreada de recursos públicos nem de se apropriar indevidamente do $$$ público, e sim de prover infra-estrutura minimamente útil e durável. Diante disso, dimensionar pelo pico ou até acima deste é algo perfeitamente racional e razoável.

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  27. Deveriam criar uma lei que obriguasse o Estado a isentar os veículos dos pedágios quando a cobrança for a causadora da lentidão nas estradas.

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