26 de janeiro de 2010

COUNTRYMAN, MAIS UM MINI-MAXI

Foto: Divulgação


Não sei se todos leitores sabem, mas o AE surgiu da idéia de tornar públicas algumas discussões que os colunistas do blog tinham em um grupo fechado. Ao longo de anos trocamos muitas experiências e conhecimento entre nós. Certo dia nos caiu a ficha de que o que falávamos nesse grupo poderia ser de interesse geral. Criamos o AE.

Na semana passada uma de nossas discussões foi a respeito do novo Mini, o "aventureiro" Countryman. A marca estaria sendo desvirtuada, ou sendo expandida demais, perdendo sua identidade? Dessa discussão saíram três abordagens bem diferentes que resolvemos juntar aqui.

Como nasceram os SUVs e os crossovers
Paulo Keller

Na essência esse Countryman está errado. Mas o Mini, incluindo o Clubman vende apenas umas 230.000 unidades por ano no mundo todo. É pouco, muito pouco para manter uma marca e pagar pelo desenvolvimento de novas gerações ou pelas evoluções tecnológicas. A Saab fabricava 100.000 carros por ano e morreu (ou está morrendo).

Que outro modelo, nos dias de hoje, adicionaria o maior volume possível à marca que não fosse um crossover? Veja que eu falei sobre volume adicional. Gostemos ou não, o mundo mudou. Tenho dúvidas em entender se nossas necessidades mudaram os produtos ou os produtos mudaram as nossas necessidades. Tendo a acreditar que a segunda opção é a mais real – embora se origine na primeira. Explico minha teoria.

Quando todos os carros tinham a mesma altura ninguém sentia necessidade de um carro mais alto (e que incline mais, que seja menos seguro etc). O commanding view of the road não era uma necessidade.

Aí um espertão inventou que os consumidores ($$$) precisam de um carro alto para superar obstáculos off-road nas duas vezes na vida em que saem para o campo em estradas ruins. Então, um bonitão que queria parecer aventureiro (aí está a necessidade não explícita) resolveu comprar um SUV para que seu vizinho ou vizinha o achassem além de bonitão, também gostosão.

A tiazinha que ficava atrás ou na frente dele no trânsito todos os dias de manhã para levar os filhos à escola, ou não enxergava nada, ou ficava intimidada com o trambolho quase encostando na sua traseira. Seu sabido maridão, para protegê-la, resolveu o problema comprando um SUV para ela também.

Isso foi se multiplicando até que todo mundo achava que realmente precisava de um SUV. Afinal, quem não quer ser espertalhão, bonitão e gostosão, tudo junto? Chegaram ao extremo de vender Hummer H1 para uma pessoa comum!

Os SUVs são tudo de mais ilógico nesse mundo, com uma série de inconvenientes. Então começaram a achar o gostosão um idiotão. Foi aí que um espertalhão pensou em fazer um CROSSSSSOVER para a nova necessidade, a dos consumidores de não parecerem idiotas. Continua altinho, mas menos inconveniente. Agora todos podem ter o seu sem ser chamado de idiota.

Todo fabricante que queira continuar a crescer tem que vender crossovers. Só a BMW tem quatro: X1, X3, X5 e X6! Vê se pode isso! E agora chagam ao quinto com esse Mini-Maxi Countryman! Aposto que vai vender mais que o Mini!

Em terras menos desenvolvidas, onde crossovers ainda custam muito, inventaram os "tall hatches", ou aventureiros. Perfeito!

Agora, falando sério, eu acho os novos crossovers, ou SUVs pequenos como às vezes são classificados, uma proposta interessante, desde que haja realmente a necessidade de alguma versatilidade, e não apenas pra se sentir superior, em altura ou no status, como a maioria dos compradores do "melhor do mundo" (sabem de que estou falando).

PK

Bastardização de um ícone ou mais um produto sensacional?
Carlos Zilveti

Os puristas e autoentusiastas, grupo no qual me incluo, sofrem cada vez que uma marca tradicional decide trazer ao mercado um produto que não tem nada a ver em termos de proposta, entrega, mecânica etc. com a marca original de quem pegou "emprestado". Exemplos? Inúmeros: New Beetle, Fiat 500, Porsche Cayenne (este um SUV feito em parceria com a VW, que emprega o nome Porsche, bem como diversos sistemas e componentes mecânicos específicos deste fabricante) e agora a mais nova variante do Mini, a Countryman. Excluo-me do subgrupo de autoentusiastas que torce o nariz.

Os motivos são vários, todos simples.

Produto
Falemos do Mini, o carro hoje, nada tem a ver com a genial criação de Sir Alec Issigonis, nem em conceito, muito menos em produto. Alguém tem dúvidas que hoje, um automóvel com rodas aro 10-polegadas teria sucesso? Suspensão com molas de borracha? E quanto a um entreeixos de 2,03 m para as famílias atuais?

O que fazer da nítida evolução em construção de automóveis, sistemas de suspensão, freios, carroceria, além das demandas dos clientes por segurança passiva e ativa?

O Mini BMW é bastante elogiado justamente por sua esportividade, dotes dinâmicos, beleza – sim, ele ousou em resgatar traços do carro que lhe emprestou o nome, quer dizer, empréstimo forçado, já que a BMW adquiriu a marca e os direitos sobre ela alguns anos mais tarde. Há uma legião de críticos, que se queixam desse "empréstimo", alegando que é uma deturpação da idéia original, que não deveria ser assim etc. Para mim, todas essas críticas são completamente infundadas, parece que fecham os olhos para o produto, distante anos-luz do original em todos os aspectos, este sim o "fim", e se prendem a apedrejar os"meios". Neste caso e para mim, novamente, o fim mais do que justifica os meios.

Proposta

Entender a proposta do fabricante é, para mim, um dos princípios fundamentais para tecer qualquer análise ou comentário sobre um veículo. Muitas vezes essa proposta está clara, nem precisa leitura de material para entendê-la. Outras vezes está mais subjetiva, vale a experiência e sensibilidade de cada um, objetivo, perspectiva, enfim.

Não é difícil de entender que a proposta do novo Mini é esportividade. Aproveitou o (bom) uso de uma marca icônica, semelhança visual, mas podemos interpretar isso como uma "releitura" de um clássico. Porém não perderam o foco em oferecer aos clientes um DNA BMW de esportividade e dotes dinâmicos, além de muito charme em inúmeros detalhes que remetem a outra época.

E a Countryman? Qual será a proposta? Pode-se pressupor que terá um “Q” de aventura, como já dissemos, muito cedo ainda para concluir se está dentro ou fora da proposta, se entrega o que se espera etc.

Estratégias de marketing – a incessante busca pelo crescimento
Costumo consultar a "bíblia" de marketing do Philip Kotler e Gary Armstrong toda vez que me deparo com um case de marketing e suas consequentes controvérsias e me permitirei a tomar "emprestado" algumas das suas aulas.

Diz ele, logo no início, que "as empresas precisam crescer se quiserem competir de maneira mais eficiente, satisfazer seus acionistas e atrair grandes talentos". Agora migremos para produtos de consumo de massa, como detergentes em pó, cremes dentais e absorventes, por exemplo.

Quem tem mais de 30 anos é capaz de atentar para uma prateleira de supermercado de cada um desses produtos e viajar no tempo para trás 20 anos e tecer uma comparação. Há uma infinidade de variantes para cada um dos exemplos que citei, sabões em pó com tira-manchas, para roupas coloridas, que fixam melhor as cores, para roupas brancas, com amaciante, Progress, Total, roupas delicadas, cremes dentais Total White, para dentes enfraquecidos, para gengivas sensíveis, com branqueadores poderosos, mais poderosos, muito mais poderosos, sabor tutty-fruty, com a cara do Mickey, do Shrek (nada a ver com o AG...), absorventes que absorvem (jura?), que absorvem mais, muito mais, fluxos intensos, noturnos, para teens (e elas tem o mesmo corpo da mãe, mas a embalagem é roxa, da moda e idade delas). Bom, o que estas diversificações buscam?

É lógico pensar que estão tentando fazer com que cada lar, em vez de ter um sabão em pó, um creme dental por banheiro e um pacote de absorventes, multipliquem a presença de todos eles, ou seja, uma mesma família passa a consumir muito mais do que o necessário, ajudando o (s) fabricante (s) a crescer, além do crescimento orgânico. Isso sem pensar nas diferentes estratégias de preço para os produtos mais sofisticados, que prometem mais, com margens bem maiores também.

Entendam orgânico como na razão direta da população em países que a população se mantém estável, estas empresas sequer crescimento orgânico teriam.

Voltando ao livro do Kotler, ele apresenta uma matriz de crescimento mercado/produto para rápida "identificação de oportunidades de mercado"


Não precisamos olhar só o New Mini BMW. O original da BMC também teve, ao longo de seus quase 41 anos de existência, as suas variantes e sete gerações. A começar, a marca Mini veio depois, o automóvel nasceu fazendo referências ao Austin Seven e ao Morris, modelo Mini Minor, sendo um produto completamente distinto. As gerações mantiveram muito do original, mas houve natural evolução de motores, freios (versões com discos dianteiros), nova suspensão, que os puristas forçaram a abandonar e voltar ao conceito original, o cooling original era pra lá de problemático.

Crescimento da BMW e do novo Mini: é natural que a BMW busque lançar variantes, objetive colocar mais de um Mini em cada garagem de seus fãs, fazer um proprietário experimentar e trocar o seu por uma nova variante, enfim, faz parte buscar o crescimento além do orgânico e o caminho é o de novos produtos e novos mercados. Se considerarmos que os mercados já estão suficientemente abastecidos de carros, alguns com potenciais de crescimento vigorosos, outros estáveis e outros em retração, resta então concentrar-se nos novos produtos através das variantes, para que provoquem o desejo, a intenção da troca, da antecipação desta etc.

Exageros? Claro que há! Mas não condenemos todos por esses poucos. Para mim, o Cayenne V-6 é um típico exagero, afinal, não tem desempenho digno da marca, por outro lado sua produção bate em 45% do total de Cayennes... como matá-lo, então?

O Mini original já teve uma versão Countryman (foto mais abaixo), com entreeixos 9 cm maior, que a BMW aproveita inteligentemente a marca, para lançar seu produto. Até agora, dispõe-se de poucas informações do mesmo, sequer testamos, o AE já andou no novo Mini e gostou, mas aonde vou é que é lógico, natural e válido, que a BMW inspire seus engenheiros a lançarem suas variantes do Mini, criando desejo nos compradores potenciais com seus atributos estéticos, físicos, subjetivos, enfim, o que vai valer para mim será se o produto entregar ao que se propõe, ou até superá-lo. O novo Mini superou sua proposta. Que o Countryman também o faça.

Fotos: Wikipedia

CZ


Purismo
Marco Antônio Oliveira

O que é um purista? Minha definição é simples: é o resmungão que não serve para nada, a não ser lembrar o que foi deixado pelo caminho durante a evolução. Não posso então falar sobre o Mini atual e seus derivados como um purista: não existe evolução alguma neste caso, apenas involução. 

Já disse muitas vezes: o que me incomoda realmente no Mini atual é que ele é um carro sensacional, mas travestido de uma coisa que não chega nem perto de ser, seja por objetivo, tamanho, desempenho, ou layout básico.

O que era o Mini original? Aqui no Brasil existiram tão poucos dele que é perfeitamente compreensível que ninguém saiba nada sobre ele. Vou tentar jogar alguma luz no assunto aqui.

Com certeza não era um carro esportivo. O BMW Mini, o atual, foi criado para ser um carro esporte de quatro lugares e tração dianteira relativamente barato (barato para um BMW), com comportamento em curvas e o prazer de dirigir em primeiro lugar, como todo bom BMW. Para chegar a isso, o carro é baixo, e até o espaço para os passageiros traseiros sofreu. O Mini inglês de Sir Alec Issigonis nasceu para revolucionar a maneira de se utilizar o espaço interno de um automóvel, um que fosse sensacional para seu minúsculo tamanho. Minúsculo mesmo: este carro era mais baixo e estreito que um Smart, e quase do mesmo comprimento. E levava quatro pessoas e bagagem. O BMW é praticamente um mastodonte perto dele.

E o Mini original sempre foi muito lento. Extremamente lento. O Cooper, teoricamente a versão esportiva, só era menos lento. É lógico que respondia muito bem à preparação, e existem alguns bem bravos por aí por causa disso, mas originalmente eram lentos. A grande cartada dele foi que, devido ao empacotamento ambicioso, cada roda foi parar numa extremidade do veículo. Sendo pequeno, seus pneus também eram pequenos (aro de dez polegadas), e portanto o carro era baixo também. O resultado é que freio era desnecessário para se fazer curvas. Como um pequeno kart de rodas pequenas em cada canto, CG baixo e curso reduzido da suspensão, o mini era ótimo para as pistas, e daí veio a sua fama, aproveitada pela BMW. A suspensão com molas de borracha em cone foi criada para ser barata e eficiente; acabou criando um kart crescido. Prova disso é que o uso do Mini como um carro de competição sempre espantou o criador, Sir Alec Issigonis.

O Mini original era como um Uno Mille; um excelente espaço interno, e uma excelente estabilidade, em um carro simples como um mineirinho mascando mato, um negócio de pobre mesmo. O que isto tem a ver com aquele nervoso carro esporte da BMW? O que liga um e outro a não ser o desenho caricatural, o travestimento, a tentativa de lembrar um passado imaginado que nunca aconteceu?

Um novo Mini deveria ser um avanço na ocupação do espaço interno de um automóvel, algo com um minúsculo motor escondido, sei lá, no porta luvas, debaixo do banco, no pára-sol....devia ser um real avanço em empacotamento, como foi o motorzinho transversal dianteiro no carro de 1959. Algo que avançasse o automóvel na sua mais básica de suas funções, a de uma máquina de transportar pessoas. Foi exatamente o que fez Sir Alec em 1959, e o que fez o Mini um ícone: ele promoveu o avanço da máquina automóvel. Criou algo novo e melhor, que foi largamente imitado e melhorado. Progresso, gente, progresso!

E sobre design...O BMW é quase só design; seu desenho é objetivo e missão; é imprescindível para que ele seja o que é: uma caricatura de um passado inexistente. Já o carro original, nas palavras do próprio Issigonis, não foi desenhado. Diz Sir Alec que o Mini era “apenas a menor casca que pude fazer para o carro que criei”.



Parece-me incrível que o melhor que os designers atuais possam fazer seja isso, ou um Fiat 500, ou um New Beetle. Todos os três carros originais foram criados por engenheiros para ser puramente funcionais, e hoje em dia ninguém pode fazer melhor, então todos desistiram e copiam. É uma vergonha, uma admissão de fracasso. É como dizer que o automóvel não tem futuro, que então devemos nos contentar com brinquedos que imitam carros sérios e funcionais; com acessórios de moda ao invés de carros melhores.

Uma marca como a BMW não devia recorrer a uma decoração infantil e caricaturesca para fazer seu hatch barato. Muito menos usar uma marca que deveria permanecer morta (na verdade, Mini não era marca e sim modelo, e hoje virou marca, mas fazer o quê...). Devia continuar a fazer carros sérios como sempre fez.

Sei que hoje todo mundo adora isso de ser aparecido, de “ser diferente”, que a BMW se deu muitíssimo bem com esta estratégia, mas eu lamento que não haja um Mini para adultos, e que o povo seja tão ridiculamente fútil. O carro é muito bom, e não merecia ter sido empetecado feito uma japonesa de 15 anos em uma convenção de mangá. Tetos quadriculados, rodas gigantescas, aqueles instrumentos ridículos lá dentro? Grow up, please!

Um purista espera que o passado volte. Eu só quero que o futuro chegue. Mil novecentos e cinquenta e nove que descanse em paz.

Veja o post sobre a avaliação do Mini Cooper S.

MAO

32 comentários:

  1. Uma questão me intriga desde que o new Beetle fez 10 anos (lembro que o projeto é de 1996, ou até antes):

    Como reestilizar (ou "atualizar as linhas" como dizem as revistas)um carro retrô? Quero dizer, até quando dura um modelo como o 500, como o trio de muscles renovados, como o MINI (em maiúsculas)?

    Esse Countryman parece ser uma das respostas. O Mustang atual também. Mas uma hora essas linhas clássicas parecerão enfadonhas em determinado contexto, da mesma forma que pareceram anos atrás, antes de se tornarem clássicas.

    Será que o Mustang 2020 vai ser uma releitura do feioso Mustang GT 1980?

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  2. André Andrews26/01/10 04:32

    O ponto de vista do MAO faz todo sentido.

    O que era um carro racional a sua época, e cujos compradores não buscavam (e nem podiam) uma imagem "cult" ou "descolada", agora com a releitura da BMW tem muita gente achando que era isso que acontencia.

    Se tudo correr por este caminho, daqui 50 anos vão fazer uma releitura do Logan, com sua funcionalidade jogada no lixo, preços nas alturas, e cheio de gente querendo essa imagem "descolada" que o carro nunca pretendeu.

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  3. SUV (utilitário esporte), crossover (cruzamento), commanding view (vista de comando), off-road (fora de estrada), tall-hatch (hatch alto), status (é latim, mas acho melhor "posição social"), marketing (mercadologia), case (estudo), tutty-frutty (Elvis ficaria corado de vergonha), cooling (refrigeração), layout (esquema), grow up please (cresça por favor). Blog brasileiro, dedicado a brasileiros, ONDE ESTÁ O PATRIOTISMO E UFANISMO NACIONAL?

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  4. Paulo Keller,
    Brilhante, a gênese dos utilitários esporte e crossovers!

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  5. É por isso que admiro o Mille (ou o uno) que permanece fiel a sua proposta de simplicidade e funcionalidade. Por mais "inseguro e ultrapassado" que seja, cumpre o que se propõe com honestidade. Tiveram suas versões apimentadas como o turbo o 1.5R e 1.6R e como não poderia ser diferente, caiu também na tentação dos pseudo aventureiros com o kit Way, mas o original já se desenvolve tão bem com o seu assoalho quase plano sua boa altura em relação ao solo e a suspensão independente nas 4 rodas que pouco se nota a diferença na prática.

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  6. Marcelo R.26/01/10 09:27

    "Os SUVs são tudo de mais ilógico nesse mundo, com uma série de inconvenientes. Então começaram a achar o gostosão um idiotão. Foi aí que um espertalhão pensou em fazer um CROSSSSSOVER para a nova necessidade, a dos consumidores de não parecerem idiotas. Continua altinho, mas menos inconveniente. Agora todos podem ter o seu sem ser chamado de idiota."

    Na minha opinião, os dois continuam sendo beberrões, ruins de curva e ocupam mais espaço do que deveriam. Não consigo ver sentido em ter um trambolho destes para enfrentar os congestionamentos nossos de cada dia (aqui em São Paulo), idas ao mercado, etc, etc...

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  7. Concordo que é puro marketing os pseudos off-roads, mas fiz uma viagem de SP-BA, passado por MG e por várias vezes pensei que estaria muito mais servido em um carro alto e com pneus misto, tamanha buraqueira que enfrentei no caminho...

    Quanto o Mini, o novo é somente um brinquedão para a playboyzada desfilar, mas o original sempre me cativou.

    Eu adoro esses carrinhos tipo "chaveirinho", bem praticos.

    Abs,

    Roberto.

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  8. Poliglota,

    Vamos ficar mais atentos!

    PK

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  9. MArcelo R,

    Em linhas gerais os SUV são piores que os crossovers, ou melhor, que os cruzamentos.

    Mas os novos crossovers estão muito eficientes e oferecem uma boa versatilidade.

    Outro dia eu concluí isso observando o VW Tiguan que é muito eficiente e bem resolvido.

    PK

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  10. Bob, ao ler os textos do MAO e CZ eu quase desisti de postar minha brincadeira. Ainda bem que gostou!

    PK

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  11. Olá.
    É preciso entender que qualquer empresário visa ganhar dinheiro vendendo o que fabrica. Para isso, é preciso que o produto seja desejado pelo mercado. Assim sendo, tudo o que se encontra nas lojas incluindo carros só está lá por que há quem queira comprar. As inovações aparecem para preencher lacunas de demandas latentes identificadas pelos fabricantes. Inovações no desenho, inclusive. São as tais tendências, termo muito comum na indústria da moda. Então, se aparecem produtos que aparentemente não fazem sentido, como picapes de luxo ou os tais SUVs, a razão está em existir demanda. Quem não obedecer esta lei naufraga. Então, apesar de ser engenheiro e amante dos veícuos, reconheço que o mercado é o soberano e deve ser atendido.
    Felizmente, um dos desejos mais intensos é por produtos de baixo custo e aqui há muito espaço para a engenharia. Muito mais interessante do que produtos de luxo de altíssimo desempenho são criações como o Tata Nano, esse sim, um verdadeiro herdeiro da filosfia que orientou Issigonis e outros engenheiros, cujo objetivo primordial era motorizar as populações menos abastadas.

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  12. Marcelo R.26/01/10 11:31

    "Em linhas gerais os SUV são piores que os crossovers, ou melhor, que os cruzamentos.

    Mas os novos crossovers estão muito eficientes e oferecem uma boa versatilidade.

    Outro dia eu concluí isso observando o VW Tiguan que é muito eficiente e bem resolvido.

    PK"

    Paulo Keller,

    Por mais eficientes que sejam, em relação aos SUV's, continuam sendo muito maiores que o necessário e o consumo continua mais alto do que deveria. Meu carro atual é um hatch médio, e eu consigo estacioná-lo em locais onde não é possível colocar uma "encrenca" dessas, fora o consumo de combustível bem menor, devido as diferenças de peso e tamanho, entre outras coisas.

    Acho que há compras mais racionais que eles, por aí...

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  13. Mister Fórmula Finesse26/01/10 11:46

    Excelente o ponto de vista dos três, cada um em sua característica bem peculiar de escrever.

    Eu adoro carros e realmente fica complicado racionalizar - nunca poderia ser um redator - sobre se SUV ou assemelhados são coisas que na verdade não deveriam exisitir.

    Sou purista na questão de me divertir em qualquer coisa que tenha rodas, seja carro ou moto, da superesportiva que te atira como um míssil nas retomadas mais fortes ou na singela agilidade e descomplicação de uma pequena honda dream...

    Dos modelos esportivos, turbinados, camionetes de alta estirpe ou na condução de um mal aproveitado e - hoje - subestimado Palio com folga de caixa ou embreagem no fim...tudo é passível de transmitir mensagens maravilhosas ao cérebro diferindo apenas na qualidade da informação, e isso sem precisar andar como um irresponsável.

    A maior bobagem que ouço (repetindo) é que o carro espelha a personalidade do dono, baita balela, o espelho maior é o bolso e a conveniência para quem não é miliardário...por isso, respeito todas as análises mas vou de cara no que me agrada, que é o caso desse mini, deve ser um bom bálsamo para acalentar a verve de quem adora e vive pelos carros.

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  14. Já vi ao vivo tanto o Mini original quanto o novo. Realmente o novo é a antítese do original. Onde antes eram quatro rodas de aro no máximo 12, agora são quatro unidades de aro 16 necessitando de caixas de roda maiores, que ocupam mais espaço (e obrigam a fazer o carro ficar 60 cm maior que o original) e o espaço interno é bem ruinzinho.
    Discordo quanto à história de que se quis fazê-lo um esportivo. Lá fora, temos a versão One e seu motor de 1,4 l bem mais sossegado.

    Aliás, já que se falou das rodas aro 16 de um Mini 60 cm mais comprido que o original, até quando irá essa moda de veículos grandes demais para a categoria a que pertencem, bem como rodas gigantes e pneus de perfil ultrabaixo?

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  15. PK,

    concordo com sua análise, mas faço uma ressalva: a Subaru vende em torno de 150, 160 mil cópias de seus veículos por ano, em todo o mundo. durante um bom tempo vendeu algo entre 100 e 120 mil, e nem por isso esteve ameaçada de fechamento como a Saab, e olha que a japonesa não tem, no hemisfério Norte, margens de lucro de fabricantes luxuosos, que a permitiriam sobreviver fabricando em baixa escala.

    sobre a Countryman, em que pese eu entender o que a BMW quis e não torcer o nariz para a iniciativa, torço para a execução: o carro parece um daqueles bezerros recém-nascidos, que mal conseguem se equilibrar em pé. se o Mini BMW é um carro bonito e simpático, acho que seu utilitário não tem graça, não tem proporção... enfim, é mais feio que lobisomem.

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  16. O problema é que tem gente que insiste em ver o 500, o Mini, e o New Beetle, como se tivessem sido feitos para cumprir todas as propostas que os "originais", digamos assim, se destinaram a cumprir, quando de seus lançamentos. Não é nada disto: são apenas carros com tecnologia atual, cujas carrocerias apenas remetem a tempos passados, dando ao produto, um toque de nostalgia. E são muito legais, os três.

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  17. "O carro é muito bom, e não merecia ter sido empetecado feito uma japonesa de 15 anos em uma convenção de mangá." Hahaha. Essa foi a melhor, MAO.

    Abraço

    Lucas

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  18. Muito interessante os 3 pontos de vista.
    SUV é como ter um relógio que pode ir à 50 quilômetros de profundidade. Vc nunca vai mergulhar tão fundo, mas é bom saber caso vc derrube ele na pia. E nas enchentes de SP um Defender vai bem...

    Aliás será q a Ford vai usar as enchentes diárias de SP e colocar um Snorkel no EcoSport e fazer uma edição limitada. Só para satirizar a nossa infra-estrutura? hehe

    Se for para dar uma de purista o Mini tinha q desaparecer. Ele já está totalmente errado. Mas pode-se comparar aos remakes de filmes do passado. Eles são adaptados às necessidades de cada época.

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  19. Cada um compra o que quer ou o que pode. Hoje tem muita opção no mercado, e quem não é rico como eu, na hora de comprar o carro, precisa ser bem fiel ao que realmente espera do carro e fugir das seduções do modismo e do marketing. Se conseguir poderá ter um bom carro por um bom tempo e estando na vala comum ou dirigindo um OVINI, ficará satisfeito com o que tem e não ficará olhando o que os outros tem. A roupa que o vizinho usa ou deixa de usar não me diz respeito.

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  20. Caro Eduardo,

    Para mim, Defender não é SUV... é só UV mesmo.

    Abraços,
    Marz

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  21. eu achei esse mini crossover interessante...porem nao sei como o mercado vai reagir...

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  22. PK, uma pequena correção apesar de não querer ter a audácia de ensinar bispo a rezer missa: o Countriman na verdade é baseado no Moke, o jipinho feito com base no Mini original. Tanto que na apresentação do Beachcomber Concept havia um Moke. E vc mesmo disse que o crossover foi inventado para o idiota parecer menos idiota. A BMW só queimou a evolução natural da coisa...
    A peruinha que vc mostrou, inclusive com a bela carroceria woody (O Morris Oxford com essa carroceria fica show, tem um clipe do Pink Floyd que uma delas participa...) é na verdade a Traveler, que a BMW transmutou em Mini Clubman.
    Vou ser sincero, adoro carros modernos com visual retrô, tipo o 500, o Mini, o PT Cruiser. É mais prático e menos dispendioso que manter brilhando aquele fusca 67 com motor 1200 que nem peça tem mais...
    Quanto a transformar o Logan em versão moderna acho muito difícil. O Mini, o 2CV, o Fusca, o 500 dentre outros foram o símbolo da recuperação econômica e a capacidade da engenharia da época, ao dar mobilidade a uma massa que nem podia sonhar em ter um daqueles caros, gastões e espalhafatosos carros na garagem. Até a Mercedes fez o seu "popular" a série Ponton que era carro, projetando nas proporções brasileiras, de funcionário público abastado. Talvez os Indianos façam uma homenagem ao Tata Nano e ao Industam Ambassador daqui a 50 anos, mas ao Logan, os romenos da Dácia irão preferir esquecer...

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  23. Como disseram, cada um compra o que quiser e puder. Não tem essa de ser ilógico ou coisa do tipo. Ou então, qual a lógica de um carro esportivo com motor poderoso e altura e suspensão pra curvas em alta velocidade? A maioria é piloto e eu não tô sabendo? No entanto, se o cara quiser, tem mais que comprar um e ser feliz mesmo, assim como o camarada que compra um suv ou jipe pra andar na cidade... e pra falar a verdade, até vejo mais lógica nisso, em vista do estado lastimável do asfalto das nossas ruas e estradas.

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  24. Considerando que a maioria não conhece a história do Mini e sequer o objetivo de seu criador, o cidadão comum ao ver o pequeno carro, irá evocar imagens, experiencias, sons, pensamentos, sentimentos, entre outros. Resultado? Tem gente que vai amar, tem gente que vai odiar.

    O marketing ajuda/incentiva/excita/confunde muito, mas o subconsciente decide. Cada objeto irá despertar emoções que nem o próprio interessado consegue entender. Uma pessoa que não entende de carro, vai tomar uma decisão puramente emotiva ao coprar um. Tal decisão é composta de cada estímulo audiovisual que a pessoa sofreu no decorrer de sua existencia, do modo de vida que levou, de sua criação, de seus relacionamentos interpessoais, do local onde cresceu... Não dá pra definir precisamente.

    Eu não teria um Volkswagen, nenhum Volks. Mas por que? Qualquer ataque à marca seria infudado, visto que a mesma produz veículos muito bons.
    Mas eu não gosto. Talvez porque cresci dentro de Chevrolet´s e Fiat´s, talvez porque quem eu conhecia quando era pequeno falava mal de Volks, talvez porque os Volks daquela época eram feios e barulhentos para uma criança. Enfim, não evoco coisas boas a respeito da marca, admiro sim o AP 1.8 do meu amigo ter rodado 300 mil km sem retífica, mas não me sinto bem dentro de um Volks, e isso não é minha culpa. Sou humano, o ambiente exerceu sua influência.

    Também não dá pra culpar o cara que compra a SUV para a esposa, ele pensa que aquilo é o correto, e sua preocupação não é se o carro irá inclinar muito em uma curva, sua preocupação é com a segurança de sua esposa. O carro pode até não ser seguro, mas para ele parece ser, então ele teve sua satisfação.

    O fato é que ninguém conhece-se tão bem. Hoje voce detesta esse Mini em particular, mas amanhã ele será raro e despertará bons sentimentos em amantes de carros antigos.

    Se nós não fossemos tão complexos e emotivos, todo mundo andaria de Mille economy/Logan, que são os melhores representantes da racionalidade aqui no Brasil.

    Se nós não fossemos tão emotivos, não existiria tanta variedade, não existiria tanto volume de produção e carros com preços acessíveis. Os domingueiros com seus monstrinhos de 4 rodas estão invadindo todos os lugares. Fiquem bravos, mas lembrem-se que é graças a eles que muitos entusiastas podem ter seus veículos.

    Os tempos são outros mesmo, e se isso é bom ou ruim, vai da maneira com que cada um vê e interpreta as coisas.

    Viva ao Mini da BMW!
    E viva a diversidade!

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  25. Muito boa essa análise por três pontos de vista diferentes do Mini Countryman. O texto do AK está incrivelmente irreverente! O CZ abordou o tema mais focado em mercado e sobrevivência da marca. Já o MAO, mostrou que o Mini atual chega a ser uma ofensa ao modelo original...

    Eu procuro não ser purista ao extremo, mas também não aceito qualquer coisa vinda dos fabricantes, mesmo que tradicionais. Mas, desde que os carros lançados para manter a marca viva não substituam os modelos que gosto, tá valendo. Porém, noto que há um certo exagero em criar novas tendências ou nichos de mercado.

    Essa onda de crossovers e SUVs é de lascar... Visualmente, não gostei desse Countryman. Ô mania de comprar carros para impressionar o vizinho e o cunhado!

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  26. Sem querer comparar mas comparando, o texto do PK foi o melhor!
    Foi simples, objetivo, sem querer justificar as escolhas bizarras e imbecis do mercado, enfim, falou simplesmente a pura verdade.
    O mercado é um ser burro, totalmente ignorante, sem educação nem conhecimento. Daí os marketeiros usam e abusam dele, e com isso os Engenheiros sofrem.
    Se houvesse um verdadeiro programa de educação automotiva, muita porcaria que já foi produzida e está em produção nunca teria saído do papel.
    Porém, sabemos que, infelizmente, isto nunca vai acontecer

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  27. Marz, o Defender é um general purpose mesmo, mas eu o citei para ressaltar as condições as quais o paulistano está passando durante todos os anos no verão.

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  28. Carlos Galto27/01/10 11:22

    O antigo Mini, ou Morris, ou Austin, ou Minor, era um carro para alguém com uma nova família, fazendo a sua tradicional escalada social. Um cara comum.
    O atual, e quase todas as "releituras" são carros de nicho. Símbolos de status de alguém que preza o visual cult de algo que marcou uma época. Ou de seus filhos que não sabem tchongas da história de seus nomes mas usam porque tá na moda... Nada a ver com seus inspiradores. Se esses carros-cult começam a vender bem, caso do PT Cruiser e do Mini-BMW por exemplo, ótimo para os seus fabricantes, que corretamente lançam evoluções e complementos da linha. Se existe mercado, por que deixar nãs mãos de outros novos lançamentos de releituras??

    É um caso diferente do Cayenne, usado como comparação pelo PK, que foi feito justamente para criar volume, apesar do altíssimo preço se justifica pois representa um Porsche "prático", e pode ser caro.

    O Countryman é apenas isso, um complemento da linha de um carro de nicho-cult que vende bem, e pode vir a dar uma boa grana se atingir volumes de venda parecidos.
    Quem pode($$$) ter um Morris Mini Cooper original e um Mini Cooper BMW, atualmente faz o mesmo uso dos dois, DESFILA POR AÍ. Não foi o fabricante BMW que desvirtuou o significado que teve o Morris Mini, foram os consumidores de épocas diferentes.
    Nos Estados Unidos ainda é pior (ou melhor, depende do ponto de vista) pois lá se comprava (olha a crise!!) de tudo, desde um monstruoso e absolutamente inútil Hummer H1 até um Plymouth Proweler, Chevy HHR ou aquela picape-conversível (isso é um crosssssover??) Chevy SSR...

    Agora, é complicado entusiastas tentarem "justificar" um carro... Até porque adoramos um Caterham por exemplo, que é absolutamente prazeroso mas passa longe de ser UM CARRO. Ou devemos comparar a serventia basica de um Uno Mille com um Bugatti Veyron??? Ambos são carros, ambos dão prazer a um entusiasta e de forma completamente diferente!
    Eu acho uma blasfémia a simples existência de um mastodonte anabolizado como o Cayenne ou uma super limosine como o Aston Rapide ou o futuro Lambo Estoque... Mas alguém duvida que eles dão/darão lucro???
    Se algum de nós, entusiastas, fôssemos executivos dessas companhias, podíamos ser tudo menos puristas...

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  29. Alguém nos comentários anteriores disse algo parecido com isso: se para a BMW continuar a fazer M3 tiver que fazer X6, que faça. É nisso que um executivo entusiasta pensaria.

    O que dificulta é que uma X6 deve dar muito mais lucro que um M3. Aí o executivo de finanças, não entusiasta, fica com a faca e o queijo na mão!

    PK

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  30. A todos que inseriram seus comentários, posso dizer obrigado, que achei riquíssimo esse debate, o que me dá prazer e inspira a seguirmos trazendo temas apaixonantes para nós.

    CZ

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  31. MAO, achei interessante seu ponto de vista. Aproveitando de seus conhecimentos, gostaria de lhe propor um "desafio": como você comentaria um hipotético comparativo entre o Mini original, o Uno e o Picanto (para ficarmos nos carros disponíveis no Brasil)?

    Grande abraço!

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  32. Post muito bom, tecido por vertentes e opiniões diferentes!

    PK,
    Já eu acho os SUVs “menos piores” que os crossovers, estes últimos sempre têm um quê de uma carroceria enxertada numa suspensão elevada, além de serem esteticamente estranhos.
    Apesar de não gostar dos “grandões”, senti falta de um utilitário (no sentido estrito da palavra) como o Defender nesta última semana quando fiquei quase 5 horas parado esperando a águas da chuva escoarem...

    CZ,
    “Bastardização”, muito bom!
    Seu ponto de vista é interessante... Acho que o grande “problema” (se é que pode ser considerado assim) destes “retrôs” que, de modo geral, são bons carros, é o fato de serem encarados como uma evolução, releitura ou algo do tipo em relação ao modelo original. O pior é que não é só o público que os considera assim, os fabricantes também, ou apenas querem forçar a entrada dessa idéia em nossas cabeças. Se eles fosses encarados como modelos que possuem uma mera inspiração no desenho do carro original seria tudo muito mais fácil e menos polêmico. Por exemplo, ninguém diz (ou associa) que o Nissan S-Cargo é uma espécie de releitura japonesa do Citroën 2CV van, apesar do furgãozinho caracol ser claramente inspirado no desenho do modelo francês...
    http://en.wikipedia.org/wiki/File:Nissan_S-Cargo_001.JPG
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:1978.citroen.2cv.750pix.jpg

    MAO,
    Desses retrôs o que me pareceu menos caricaturesco, apesar do layout mecânico ser completamente diferente, foi o Fiat 500. Confesso que fiquei balançado ao ver um numa revenda Fiat, pintado num bonito branco perolizado...
    Fica aí a sugestão para a avaliação pelo AE.

    Abraço.

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