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22 de fevereiro de 2010

A BELEZA ESTÁ NOS OLHOS DO OBSERVADOR


Eu sempre tive orgulho de nunca ter gostado de um carro somente pela aparência. Sempre releguei isso ao segundo plano, e fatalmente, carros bons para dirigir acabavam por parecer lindos para mim. Quantas vezes, depois de um memorável rolê com meu Chevette preto, fiquei a observá-lo languidamente enquanto abria a porta da garagem de casa, ao suave som dos estalinhos que emitia enquanto esfriava lentamente. Um Chevette não é um carro bonito, mas para mim era maravilhoso; igual àquela menina que, surpreendentemente, cria uma ligação sensacional contigo durante o ato, a ponto de te deixar bobo observando-a em seu sereno sono por horas....

Não, carro tem que ser bom, sempre foi esse o meu lema. Se perguntar a alguém o que acha de um carro, e me responderem "é lindo!", já mudo o rumo do papo para algo diferente, pois sei que não vou gostar. Lógico, ainda fico pasmo com coisas realmente belas de uma forma pura, como por exemplo um cupê Jaguar XK-E de primeira série. Coisas desse tipo são impossíveis de ignorar, e, como todo mundo, abro exceção para elas.

Mas certa vez, tenho que confessar, eu comprei um carro pela aparência. E não era um Jaguar XK-E ou similar, e sim uma reles Parati com um monte de cromados pendurados.

Tudo aconteceu no final do ano de 2002, quando, na verdade, estava decidido a comprar um Ford Focus. Já tinha dirigido o Focus algumas vezes, e sabia que era um carro sensacional. Mas aí, a VW apareceu com a Parati Crossover, uma versão mais alta, e com detalhes cromados como a grade e alguns frisos extras, que estranhamente (odeio versões mais altas de qualquer coisa, e até o nome Crossover me provocava ojeriza) me chamou, e muito, a atenção. Uma coisa era clara: ficava maravilhosa em preto.


Naqueles dias, tinha também um Opala 74, preto, com detalhes cromados como a Parati. Existe algo em carros profundamente negros, decorados com cromados bem colocados e discretos, que toca em todos os centros de prazer de meu pequenino cérebro perturbado. Quando estava negociando o Focus, numa concessionária Ford na Avenida Ibirapuera, em São Paulo, resolvi dar um pulinho na VW, do outro lado da rua, para ver se eles tinham uma lá para eu ver.

Para sorte da VW, bem no meio da loja, lá estava ela: uma Crossover no mais escuro preto perolizado já saído da planta de São Bernardo do Campo, sua grade e discretos frisos cromados quase me cegando ao refletir o sol forte do domingo. Dei uma volta nela, olhando com cuidado, e quando cheguei na traseira, parei: além das lanternas traseiras " em pé", novas naquele ano, a combinação do spoiler traseiro e os novos emblemas e frisos cromados com o preto era sensacional. Um sorriso apareceu no meu rosto, e decidi mandar o feio Focus às favas: desejo emocional, visceral, ilógico, não deve ser negado.



Ajudava que a Parati podia ser comprada então com o melhor motor já projetado e construído no Brasil para Brasileiros: o 1.0 Turbo da VW. Até o emblema também era lindo e evocativo: 16VT, cromado, mas com o “T” vermelho, tal e qual os "I" vermelhos dos Golf GTI quando tinham 180 cv. O interior do carro também era maravilhoso. Os bancos tinham "bananas" pronunciadas, anunciando que me segurariam em curvas, e um tecido vermelho clarinho combinando com cinza, lindo de morrer. E ainda, gatilhos de porta e outros detalhes também cromados, criando uma aura de algo diferente e agradável, bem longe do Gol normal.

Até o aumento de altura da Crossover, e seus enormes pneus 195/55 R15, algo que normalmente abomino, foi totalmente irrelevante: ela era perfeita de se ver, e não consegui me imaginar me resignando com a mais simples, mas teoricamente melhor Parati Turbo "básica", com suas rodas de 14 polegadas. Hoje em dia não faria mais isso, mas apenas porque um dia, já fiz.


Sabia também que seria veloz. O motor se revelou uma jóia, potente, suave e girador. Mas também, inesperadamente para um motor tão pequeno com turbocompressor, ótimo também em baixas rotações: a partir dos 2.000 rpm já se sentia a turbina empurrar, e a 3.000, já puxava feito um motor de duas vezes o seu tamanho. Um verdadeiro rato que ruge!


E como um bônus, era extremamente econômico. Lendo uma extensa matéria que our own Bob Sharp tinha publicado na revista da SAE sobre o motor, sabia que a partir dos 4.000 rpm, o motor começava a refrigerar a cabeça do pistão por sobrealimentação. Ou seja, jogava mais combustível dentro da câmara para refrigerar o pistão, mais do que o necessário para fazer o bicho andar. Sabendo disso, em viagens com a família, mantinha-me abaixo dessa rotação (que ainda assim permitia ótimos 140 km/h no velocímetro em quinta marcha) e, mesmo com ar condcionado ligado o tempo todo e a família toda no carro (naquele tempo, três pessoas e a nossa dachshund, a Salsicha) carregado, conseguia médias acima de 14 km/l de gasolina, e certa vez cheguei aos 15.

Pode não parecer muito em vista das médias que aparecem por aí na imprensa, mas eu simplesmente nunca, nem antes nem depois, gastei tão pouco. Hoje o Focus de 1,6 litro faz 12. Um amigo próximo da época, pé pesado, tinha uma Parati Turbo também, e só conseguia média de 8 por litro, antes de saber da dica mágica do Bob... Quase 200 km/h de final, e 14 km/l andando carregado a 140: quem honestamente pode pedir mais?


E me agradava o fato dele ser tão avançado. Para uma criança dos anos 70/80 como eu, era algo de sonho: todo em alumínio, duplo comando no cabeçote, variador de fase de comando, quatro válvulas por cilindro, turbocompressor com resfriador de ar... Uma verdadeira jóia mecânica.

O carro, apesar do aumento de altura, não devia nada em estabilidade. Na verdade, era excelente, o problema ficando mais no fato de que era dura como um carro esporte. Mas se percebia isso quando andava em outros carros apenas; a suspensão era mais para o lado do duro, mas não insuportavelmente. Imagino que o eixo de rolagem estava próximo em altura do ponto H do motorista, porque, da cadeira do motorista não rolava como um carro alto de forma alguma. Era realmente ótima, e excepcionalmente segura, às altas velocidades que tão facilmente alcançava. Era também um carro pequeno, mas com uma filha de três anos apenas na época, mais do que suficiente em espaço. Sendo uma perua, espaço para malas nunca faltava.

O câmbio ficaria melhor se a quinta fosse de efeito overdrive, mas na verdade, em vista da suavidade e baixo ruído do motor, não incomodava em viagens, e seu acionamento era ótimo, por meio daquela gostosa alavanca pequena da VW.

Comprei-a logo no lançamento, e portanto foi um grande sucesso de público na pequena cidade onde então morava, fazendo me sentir como um outdoor ambulante da revista Playboy: todo mundo olhava. Mas comprar ela tão cedo acabou sendo um problema: acertei um cachorro imenso na via Dutra certa vez, que me fez perder um para choque. Fiquei um mês esperando chegar o friso cromado na concessionária. E sim, o pobre animal veio a falecer, mas provavelmente passou um tempinho no purgatório canino pelos problemas que me causou...

Como vocês podem ver, o carro tinha tudo para ser algo memorável, se não fossem alguns problemas impossíveis de resolver. O primeiro deles era a guarnição de borracha da porta traseira esquerda: sem motivo aparente, rasgava-se em poucos meses. Troca-se guarnição, regula-se porta, rasga de novo. Passei por três guarnições novas, e vendi o carro com ela rasgada. O segundo foi o fato do tal tecido vermelho dos bancos, que perdeu a cor e ficou com cara de coisa velha em pouco tempo.

Ambos os problemas são extremamente irritantes, mas empalidecem em face do pior deles: a polia de comando com variador de fase, a famosa VVT. Um barulho enorme começou a aparecer dela, um cléc-cléc-cléc alto e sonoro. O carro funcionava ainda aparentemente bem, mas mesmo para o mais relaxado dos motoristas, era impossível de conviver com tal barulho. Era claramente o som de dinheiro sendo moído. O pior foi quando, saindo da casa de um amigo, ao ouvir o barulho, ele mete a cabeça dentro e pergunta, todo contente: "é Diesel?!?!"...Eu mereço!

Na segunda vez que troquei a polia, já no fim da garantia, adivinha o que fiz? Coloquei o carro a venda.

Uma pena, seria um carro realmente memorável, mas foi estragado por problemas do pior tipo: aqueles que não têm solução. Muita gente viu o problema da polia como um fato inevitável para um motor avançado tecnologicamente; obviamente isto é ridículo. O que é imperdoável é colocar carro em produção sem testes suficientes que previnam problemas recorrentes deste tipo.

Mais inacreditável é que, mesmo tendo deixado escapar um problema tão grave como este, a empresa simplesmente não tenha desenvolvido uma solução de campo para ele! Parece que preferiu apenas tirar o motor de linha. E o sujeito que comprou um carro da VW com seu suado dinheirinho? Ah, coitado...

Meu atual Focus (5 anos, 80 mil km e sem problemas) me provou que a escolha cerebral pode ser menos emocionante que as feitas em impulso, mas com certeza é a melhor na maioria das vezes. Hoje tento ignorar essas futilidades todas quando escolho um carro para mim. Mas não posso dizer que me arrependo da Crossover preta; nem muito menos que acho que as pessoas não devam comprar carros por impulso. É na verdade necessário fazê-lo pelo menos uma vez a cada dez anos, para manter a sanidade e nos fazer sentir vivos. E, olhado com as lentes róseas da memória, a minha Parati foi ainda assim um grande carro.

E fazia um par perfeito com meu Opala 74 na garagem...

MAO

PS: Este post só existe pela insistência do leitor Marlos Dantas, que ficou curioso quando falei que tive uma Parati. Nunca pensei em falar sobre ela, e portanto, para o bem ou para o mal, a culpa é dele! E as fotos são do MAO, o pior fotógrafo conhecido pela humanidade, e portanto não fazem jus à beleza do carro.

35 comentários:

  1. Bah, isso me lembra as aberrações que se faz muito com a linha Gol DIII que e colocar grade, capa doz espelhos e grade cromados. Extremamente brega fazer isso em carros de entrada.
    Essa Parati 2002 sem dúvida é linda. Merecia ter uma altura mais baixa.
    "Crossôvi" pra mim pe outra coisa, não uma mera versão "de salto alto".

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  2. Marcelo Augusto22/02/10 00:56

    MAO,

    Certa vez vc citou uma longa viagem de um dia num Celta 1-litro. Vc prometeu contar, só estou te lembrando, hehehe.

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  3. Mister Fórmula Finesse22/02/10 09:13

    Eu também tinha uma séria queda por essa versão glamourizada da VW Parati. Na versão cor tijolo então, era um carro para me fazer dobrar o pescoço todas as vezes que a via.

    Aquele tom classudo combinava perfeitamente com os cromados, o logotipo combinando o brilho e a agressividade do vermelho, algo que os entendidos sabiam que tinha pimenta da boa sob o capô do motor.

    Me encantava a tecnologia apurada aplicada na peruinha, para mim, a combinação de turbocompressor e cabeçote multiválvulas era algo que só estava acostumado a ver em modelos realmente furiosos. Imaginem isso em uma familiar que tinha um coração - que na base mui antecessora - era algo para militar nas escalas mais baixas do catálogo da empresa, algo para combater a ralé das outras fábricas.

    Fiquei ainda mais encantado quando tive um relativamente longo embate com o feliz proprietário de uma crossover vermelha. Era interessante ver como a "familiar" requisitava com autoridade o seu quinhão na faixa da esquerda.

    Mas depois, tendo a oportunidade de dirigir forte dois desses carros - um com leve aumento de pressão - apesar de serem realmente velozes e ágeis, sendo a levemente preparada, apta a ultrapassar filas de caminhões com a segurança e rapidez de uma moto esportiva, tive em ambas desagradáveis surpresas mecânicas.

    A confiança foi para o espaço e fico realmente chateado que a aura que gire em torno desse motor hoje em dia pouco tenha a ver com o excelente desempenho e economia apresentado por uma unidade volumétrica tão pequena, mas sim que reflete apenas a falta de testes e cuidados finais por parte da empresa.

    Um mico hoje em dia, mesmo que muitos gols e paratis estejam em condições operacionais e em perfeita forma.

    Uma pena...

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  4. Cromados em Parati?Passo.

    Volante torto?Passo.

    Motor que só funciona a fundo e para chegar a 80 se poe quase quarta?Passo.

    Seguro de mais de 4000,00?Passo.(hoje chega a 10.000,00 no ABC)

    Pelo preço dela,o melhor hatch,fora o Focus.

    Comprei um Polo.E tenho outro hoje,com teto e mecanico,pois o I-Motion não gostei não.

    A unica Parati que me fez suspirar foi aquela GLS 1.8 S 1994....com Ar e DH....sensacional.

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  5. Carlos Galto22/02/10 10:13

    Sempre gostei muito da Parati, desde a quadrada até a "GIII".
    Tive um Gol GTI 94 porque não achei a Parati GLS comentada pelo colega acima.
    Mais bonita do que a Crossover Turbo do MAO, sá achava a Track & Field bege metálica com rodas grafitadas, de preferência a 1.6. Aliás, acho a Parati muito mais bonita que o Spacefox.
    Mas, como o mesmo colega falou, ela possui alguns incovenientes muito chatos! Volante torto, interior apertado, seguro muuuito alto, acabamentos descuidados como as guarnições de porta e o lamentável descuido no excepcional motor 1.0 turbo.

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  6. MAO, parabéns por mais um belissimo texto, essa frase foi simplesmente genial, um poema:
    "Existe algo em carros profundamente negros, decorados com cromados bem colocados e discretos, que toca em todos os centros de prazer de meu pequenino cérebro perturbado."

    Agora foi realmente uma pena o que a VW fez deixando um carro com um problema cronico ir para o mercado. O pior é que, como vc falou, a culpa era toda do VVT, mas para o povo ficou aquela fama de que carro com turbo não dura, e talvez por isso estejamos atrasados no downsizing que ocorre na europa, o unico exemplar são os t-jet da fiat que viraram carros de nicho. Eu realmente gostaria de dirigir os motores 1.2 e 1.4 turbo que VW coloca no polo europeu, mas vai ser dificil convencer brasileiro que são motores bons e resistentes.

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  7. Tenho um Gol do ano da sua parati, mas numa versão menos apimentada, e quase sem graça.

    Trata-se de um Gol 1.0 16v, carro com um motor vulgo "1000" tinha tudo pra ser sem graça, e eu como jovem, deveria querer qualquer carro com que contasse deslocamento maior.

    Mas sinceramente, não quero. Porque? não sei, parece totalmente ilógico, mas cada um dos seus 76 cavalos vapor me fazem crer que os mesmos são suficientes, o e-throotle é irritante e de resposta lenta, mas quando o carro atinge 4000rpm o motor se transforma, não que ele ande muito, mas a brincadeira fica muito legal, e nessa hora me esqueço de que se trata de um carro com apenas 1L e que não chega a ter 100cv, o motor gira com vontade e livre, a caixa curta ajuda muito, e ele acaba fazendo lembrar da descrição dos motores da lotus.
    Não sei porque, mas ele é excepcional.

    Todos sabem que o gol tem tendencia a sair de frente, mas quem disse que isso importa? seu acerto de suspensão é gostoso, o carro é comunicativo, fica provocando "pisa, pisa", algo totalmente diferente de um palio ou celta por exemplo.

    Talvez seja algo totalmente ilógico, mas é coisa de entusiasta, e como acabei de escrever em outro lugar, adoro meu carro e não trocaria ele por nenhum francês 1.6 16v, corsa, fiesta ou palio com maior deslocamento.

    Não sei explicar porque, o gol é um carro que consegue me arrancar sorrisos, e graças a deus, sou muito feliz com ele.

    Talvez o gol seja pra mim, o que foi para você o seu chevette.

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  8. Eduardo Martins22/02/10 13:17

    Prezado Mao,

    Tenho um Gol 1.0 16v turbo original 01/01..ele está com 130.000 km atualmente (comprei do meu tio com 40.000 km).

    Não tenho reclamações na parte mecânica (só troquei a bomba de água depois de uma viagem de 1300 direto com pé em baixo) e só.

    De resto somente manutenção preventiva.

    A questão das quebras do comando de válvula desse motor (VVT) foram causadas por falha na recomendação de previsão programada pela VW para troca do oleo/filtro (troco os dois a cada 5000 km) e nunca tive problema (eu eo meu tio).

    A VW não aprende (vide o recall Gol / Voyage).

    abs

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  9. 911 Turbo e Carlos, tive uma Parati dessa. GLS 1.8s, 94/95. Linda! Azul com detalhes em cinza e com tudo funcionando. Por ignorância, várias pessoas achavam que era tudo adaptado. Uma vez, fui comprar uma correia Poli-V (que liga a polia do ar, da direção e do motor) e o cara da loja comentou: "Esses carros adaptados são complicados pra achar peça". Agradeci e fui embora. Outros perguntavam onde consegui os bancos Recaro...
    Hoje ela está com meu irmão que já fez o favor de colocar um cilindro de gás. Já não é mais a mesma. Mas sempre que a vejo, sinto umas palpitações...
    Abraço a todos!

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  10. Não se preocupe, caro MAO, todo mundo tem suas fraquezas e você fez uma boa compra.

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  11. Esqueci do motor. Esqueçam o "boa compra" do comentário acima e coloquem "compra irracional".

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  12. MAO, como o Eduardo falou... Este carro exigia mais manutenção do que o manual do carro solicitava... mas, sem dúvida, o carro era um Tesão!
    No meu caso, o carro era da minha namorada, mas era MEU! eu que cuidava e tudo mais... rs*
    Eu tirei pra ela direto da VW, onde eu fazia estágio na época, com desconto de quase R$6000!!! Esta Parati era Sportline, que eu achava mais interessante que a Cross, mais baixa, no caso era 2001 ou 2002, ainda não tinha as lanternas traseiras retangulares mais altas, o interior era cinza e titânio, não tinha detalhes cromados, as rodas eram aro 14".
    Eu lembro bem, que eu brinquei bastante com aquele carro! Dava até dó dos donos de Astra 2.0, que praticamente tinham certeza que me "deixariam falando no semáforo" e quando eles percebiam a Parati já tinha ido!!!
    Rio-Santos então, são tantas memórias que me vêm à cabeça... era 5ª o tempo todo, raramente era necessária uma 4ª, isso se estivesse realmente em baixa velocidade... Espancava geral! o carro era muito arisco, com aquela turbininha e a aceleração lateral da Parati foi referência no mercado por muito tempo.
    Os Fordistas de plantão gostam de falar do volante torto... coisa que pra quem tinha o carro, passava desapercebido, a maioria dos proprietários nem percebiam isto! É a mais pura verdade!
    Infelizmente, por muito tempo o carro mais visado pelos ladrões, acabou sendo roubado em frente à academia, que o meu CUnhadinho fazia, tinha que pegar o carro da irmã né!
    Detalhe, apesar de já apresentar o clec-clec do VVT somente no momento em que o carro era ligado pela manhã (motor frio), o carro nunca tinha dado problema... carro original.
    Aliás, o que não faltava eram receitas para extrair 160~170cvs deste motor e seus inúmeros recursos tecnológicos, só vistos nos Audi da época.
    Paratoza mandava e não me venha falar da suspensão multilink do Focus de novo! ok? poooOOOOWW!
    Deni, minha irmã teve um gol destes... 1.0 16v, andei na frente de Passat alemão na Osvaldo Cruz! o difícil era fazer este carro quebrar a inércia, mas acima de 4~4500, na estrada o carrinho andava bem mesmo... não que eu comparasse a um Lotus e eu acho que você deveria dirigir um 1.6 16v francês, acho que você vai curtir, são motores que adoram girar.
    911 e Marcus, esta Parati 94 era de fu*** mesmo! Como andava! comando G49, me corrija se eu estiver falando bobagem, mesma configuração de motor do GTS, andava virada no Jiraya!!! kkkk... primeira vez q uso esta expressão péssima! lembro um amigo que cansou de atropelar XR3 e GSI na época com uma Parati dessa.
    Tempo bom que não volta mais! ehehehe...
    911, também tenho um Polinho, tesãozinho de carro né! o carro curva bem pra cassete.

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  13. MAO,

    Realmente você tem gosto bem variado para carros. Eu não gosto justamente desses cromados que o pessoal teima em colocar nos carros modernos. Sei lá, para mim não combina com o desenho da carroceria. Cromados, só em carros antigos.

    Ainda não consegui atingir o desapego total do comportamento do carro em relação ao desenho da carroceria. Se a "casca" não me agrada, fico incomodado com o carro, mesmo que o comportamento dinâmico seja dos melhores.

    Mas isso mudou, pois comprei um Focus hatch 2002 mesmo não achando a traseira lá essas coisas... No começo, logo que vi o Focus hatch no lançamento, simplesmente havia detestado a traseira. Mas, com o tempo, acabei me acostumando, nem é tão estranha assim...

    Aliás, parte da "culpa" pela minha compra do Focus é sua! rsss... Estava precisando trocar de carro e, depois de ler seu post sobre o Focus "antigo" com motor Duratec, resolvi olhar com mais carinho o carro. O meu ainda usa o motor Zetec 1,8-litro (o$ Duratec e$tavam um pouco acima da$ minha$ po$$ibilidade$...), mas gostei tanto do carro, que a troca futura será por outro, esse sim com o Duratec 2-litros.

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  14. Fabio...meu Polo coloquei ainda umas rodas aro 17 com pneus 0km de categoria....ficou sensacional...

    Penso agora em molas Eibach....

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  15. Quanto a Parati GLS era sim 049G com carbura 2E....

    Escape sem catalisador,uma polia regulável para adiantar um pouquinho o comando e mais comidinha no 2E com segundo estágio mecanico....virava 7000 rpm em todas as marchas,menos de quinta,por causa da aerodinamica de tijolo.

    E mais,as GL tinham cambio 4+E e a GLS vinha com 5 "de verdade".

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  16. Muito bom, MAO. Acredito que hoje já exista uma solução viável para as problemáticas VVT.

    Abraço


    Lucas

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  17. Engraçado. Eu acho o Focus lindo e sempre achei, desde o lançamento na Europa. Só a versão lançada no Salão de Detroit, em janeiro, é que preciso ver ao vivo pra formar opinião, mas, olhando as fotos, não gostei muito da versão hatch.

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  18. éé 911... tua Paratoza devia estar bem gostosa de tocar!
    O único AP q eu alterei... foi um Gol CL 1.6 MI (kit turbo simples), o carro ficou redondinho, tinha HIS+BicoExtra com injeção remapeada, mas eu sentia falta de uma solução mais "giradora"... imagino tua Parati com uma turbina duplo fluxo... esta configuração teria um bom fluxo pra girar uma .50 (daquelas no farol, ficava bonito o cofre com a bichona)
    No caso do meu carro era uma GT25, medidas menores que funcionavam bem pro motor 1.6 original.

    Lucas,
    A problemática da VVT era bem amenizada fazendo as trocas a cada 5000km, motor 1.0 turbo, arisco como este... na minha opinião, não dava pra rodar 10000km, ainda mais com aquela espec de lubrificante (VW501).

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  19. MAO,

    O motor 1.0 16v Turbo nosso recebeu modificações aos 20.000 km que lhe deram 150 Cv na gasolina e fazia os mesmos 13 km/l de antes de modificar,justamente por ser conduzido nessa velocidade de Cruzeiro, no Gol era um pouco abaixo, cerca de 120/130.

    Aos 55.000 km, o motor e a Turbina entregaram os pontos e até uns 75.000 o carro foi bebedor implacável de óleo.

    A VVT foi trocada duas vezes, uma logo no início , na outra o carro pegou uma capivara e revelou a fragilidade desse motor em pancadas frontais : Cabeçote novo completo( até o comando da VVT quebrou), intercooler e mais uma boa grana em peças miúdas.

    Depois disso, até os 75.000 km, a VVT aguentou, óleo Shell azul e trocas a 5.000 km. A Garretzinha que abria o bico e era caro o miolo da GT 12.

    O carro fazia 0 a 100 em sete e meio segundos,mediante os Overboosts programados no chip.

    A Final era a mesma,195-200, mas quando trocou de dono aos 75.000, além de pistões novos recebeu um chip cuja programação dava menos boost, mas mantinha a pressão em rpm alta e segurava exatos 208 em quinta. Pra mão de quem foi, deu manutenção pra dedéu.

    Sua Parati era realmente bela, ( no início pensei que fossem fotos de divulgação VW) ,e o adesivo na tampa trazeira é mesmo muito pra certos grupos de neurônios.

    Abraço,

    Alexei

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  20. MAO,
    Sabia que, se tratando de um texto seu, minha insistência renderia bons frutos!
    Belíssimo post, principalmente quando se é um entusiasta de peruas e cachorros dachshund como eu. Excelente o desfecho do primeiro parágrafo...
    Nunca mais me esqueci desse carro, desde a vez que guiei um, preto, infelizmente por um trajeto curto, lá pelos idos de 2008. Em momento nenhum lembrei de que se tratava de um motor 1 litro. Como você disse, um motor suave, constante, apaixonante...
    Até hoje fico pensativo sobre uma Crossover vermelha (como esta da penúltima foto do post), ano 2003, que deixei de comprar no ano passado. Linda, vinte e poucos mil quilômetros, único dono e com o tecido dos bancos ainda com a coloração original, sem desgastes. Confesso que deixei de comprá-la porque meu desejo foi minado pelas opiniões negativas de muitos mecânicos (independentes e autorizados), vendedores de peças (inclusive de autorizadas) e alguns proprietários do modelo. Confesso que o fantasma do “mico” me assustou, tal como ocorreu quando eu quis uma Marea Weekend Turbo. Às vezes me pego pensando em como seria se eu tivesse comprado aquela Parati, se estaria muito feliz com a aquisição ou apenas com vontade de atear fogo nela. Por ironia do destino a desistência da compra possibilitou, dentre outras coisas, a aquisição do meu sonho de consumo de infância, o XR3 Conversível, um carro apaixonante e puramente emocional. Ironia, pois este é um dos carros mais execrados pela maioria dos mecânicos, funileiros, capoteiros, pessoas em bom estado de raciocínio, dentre outros; mas fico feliz por ter adquirido o Escort por mero impulso, um tão duradouro impulso que me remoia desde 1991, quando eu tinha apenas 5 anos de idade.
    Talvez hoje, já mais experiente com carros e menos “volúvel” a comentários negativos, boatos, lendas, maldições, fantasmas e afins, compraria a Crossover e seria feliz até quando o VVT permitisse.
    Agradeço-lhe por ter atendido o meu pedido e peço desculpas se em algum momento fui desagradável em minha insistência...
    Grande abraço!
    MOD

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  21. Belo post MAO!
    Desenvolvi um senso crítico por carros, ainda estudante de engenharia, que me impediam ver com olhos diferentes certos carros, Fusca com couro, toca-fitas e amplificador, bancos Recaro, vidros verdes, rodas Tunes, motor 1700 com Weber 44, nunca passou de Fusca. O mesmo da Parati/Gol, nenhum equipamento, motor, rodas, pneus ou bancos, jamais lhes tirou o lado de VW 'popular' que carregavam.
    Portanto, não passei desejo por ela, nem meus olhos os viram diferentes... O VVT ganhou logo o nome "Você Vai Trocar".
    Mas tive fraquezas por outros carros, nada melhores, e sei como elas agem conosco.

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  22. Alexei, um motor entregar os pontos aos 55 é muito cedo! O que será que houve para uma vida útil tão curta? Lembro de ver Parati turbo rodando com taxi aqui em BSB, sinal de que o motor deveria ser durável.

    Abraço

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  23. mais racional seria a compra de uma vermelha com o velho AP2000 lá na frente... digno dos tempos do 'Você conhece, você confia'.

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  24. Mais racional seria a compra de uma vermelha com o velho AP2000 lá na frente... digno dos tempos do 'Você conhece, você confia'.

    Uma pena que os EA-111 conseguem destruir a reputação da VW, digo isso por experiência própria que tive com meu Gol City 2004. São motores bastante econômicos e com torque em baixa, mas não tão robustos como aparentam.

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  25. Com certeza o AP2000 + 1 kg de pressao com qq kit mono é a opção mais durável e barata de andar num carro com quase 300 cvs!!!
    Mas falando em carros originais... estou bastante feliz com os carros equipados com EA-111 que tenho e que já tive... em especial o Polo VHT comprado recentemente.

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  26. MAO, excelente post...

    No lançamento da crossover eu também fiquei caidinho por essa combinação do preto com os cromados, e o motor extremamente avançado.

    Infelizmente na época a grana era curtissima, pois eu ainda estava na faculdade. Acabei comprando um mille 97 branco, básicão. Antitese perfeita de sua Parati...rs !!

    Abs,

    Roberto.

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  27. Francisco V.G.23/02/10 07:26

    Minha experiência com Parati foi bem menos apimentada, porém, satisfatória e, porque não, emocionante. O ano era 1990 e o modelo era uma GL 1,8 na cor vermelho monarca. As únicas modificações que fiz foram a troca do comando de válvulas pelo 049G e um pequeno trabalho no carburador TLDZ, incluindo o aumento no diâmetro dos venturis dos originais 22/25 para 24/27. E na estrada o melhor era rodar a 120 km/h em 5ª marcha com o motor a pouco mais de 3000 rpm proporcionado pelo câmbio PS. Deixou saudades.

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  28. De gostar de parati tudo bem, o brasileiro tem uma estranha queda por gols e seus derivados, e essa parati até que é bonita, detalhada e bem acabada diferente do seu "primo pobre", ótima escolha MAO... mas me desculpe, falar que o 1.0 16v T da volks é o melhor motor tupiniquim é maldade eim, qualquer motor de um frígido corolla hoje é melhor do que ele, sem apelar do turbocompressor e ainda usando o VVT de forma correta sem dar as panes que vc relatou, isso pq o corolla não é carro de entusiasta, é carro de gente que acha que o carro é apenas um transporte, igual a bicicleta Ceci.
    Mas reforço, belo carro, parabéns.

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  29. Francisco Neto23/02/10 11:19

    Belo post MAO. A presença da Parati sempre estará presente na vida das pessoas.

    Que nem o Fusca. É difícil conhecer alguem que nunca tenha andado em um.

    Abraços!

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  30. Tenho um Gol dessa geração aí, com o velho ap 1600. Comentaram aí em cima sobre a saída de frente, mas o que mais me incomoda nesses carros é o maldito "abano" da frente em cada acelerada. Dinamicamente, é o grande defeito desses Gol/Parati G2/G3/G4.

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  31. Anonimo...
    VVT é só um dos recursos que foi utilizado neste, aliás, corrijam-me se eu estiver equivocado, 1º motor VVT brasileiro, não? O pioneirismo pode sair caro, ou melhor, quase sempre sai caro!
    Levanta a "capivara" do motorzinho e você irá entender a quantidade de recursos embarcado neste projeto, como eu disse anteriormente, neste 1.0 foram aplicados todos os recursos do motor 5v da Audi na época... entre eles... radiador de óleo, injetores auxiliares de óleo, pistões com tratamento especial, mancal do cabeçote roletado (novidade na época), intercooler... etc. e etc.
    Que o motor tinha uma fragilidade, todos sabemos, mas com certeza foi um projeto audacioso da VW do Brasil. Eu "tive" (era da minha namorada) o carro e posso dizer... guardei boas lembranças.

    Daniel... se 1.6 já quer levantar vôo... magina a bunduda turbinada... era um carro q valia a pena abrir mão do conforto para ter a frente com mais chão.

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  32. Sempre quis uma, mas achava muito alta. O motor é espetacular observando do ponto de vista tecnológico, mesmo com os problemas crônicos dela. Agora me desculpe quem falou que até motor de corolla é melhor.. é porque nunca andou em um 1.0 16V T. O motorzinho elastico e bom.. Corolla é o carro mais monocromático que existe num aspecto geral, carro xuxu, sem graça, sem emoção, carro frio.

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  33. Focus é uma jóia. Belo e bom.

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  34. gosto muito de seus posts, aprendo muito com eles sempre, mesmo não querendo, mas sempre me interesso muito quando cita seu opala 74, sou grande fã opaleiro, não tenho muito tempo para procurar mas gostaria muito de ver alguma coisa sobre ele, me daria a honra de poder ao menos vê-lo em uma foto?

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