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15 de outubro de 2010

O PRIMEIRO SANTANA BRANCO


Em meados de 2002 alguns amigos descobriram que havia três VW Santana em minha garagem, todos fabricados em 1996: dois para uso dos meus pais e a famosa "Panzer", uma VW Quantum que ocupa o espaço da minha garagem desde 1999.

O Santana foi o meu primeiro carro, então não preciso falar muito a respeito do que ele representa para mim. Recém-habilitado, meu pai confiou a mim a guarda e posse do carro mais velho que havia em casa: um Santana Executivo 1990 todo original, preto Ônix com rodas BBS (prateadas) e bancos Recaro revestidos em couro cinza, igualzinho a esse que abre o post.


Este Santana morreu em 1998, vítima de um "porrão" que poderia muito bem ter sido evitado se este que vos escreve fosse um pouco mais cuidadoso. Meu pai ficou enfurecido ao saber que eu havia destruído (opa, eu não: foi o cara que avançou o sinal vermelho e colheu meu Santana) um carro que ele levou mais de 5 anos para encontrar em perfeito estado, mas resignou-se ao saber (pelo telefone) que eu estava bem, sem um arranhão sequer.

Quatro anos depois, os tais amigos que descobriram essa predileção pelo modelo acabaram me convencendo a fundar um clube, já que não havia nenhuma agremiação constituída para reunir os proprietários do primeiro carro de luxo da VW no Brasil: surgia ali o Santana Clube do Brasil.

Um dos fundadores do clube, Lucas Alcino, descobriu também que em 2001 eu havia colaborado com o Bob Sharp na redação deste artigo do Fabrício Samahá sobre o VW Santana. E não me deu sossego enquanto eu não perturbasse o Bob para que ele relatasse a experiência que ele teve com o carro.

Pedi então ao Bob que fizesse um breve relato. O Bob pediu um tempo para me entregar o texto, mas quando ele pediu um tempo eu pensei que ele fosse me entregar dali a uma ou duas semanas. Mas em menos de uma hora o texto estava em minha caixa de e-mail, pronto para ser publicado.

E que agora pode ser apreciado aqui no AE.

FB
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"A Volkswagen nasceu de um pequeno carro e um dia teria de crescer. O Santana é o carro que marca esse início (por Bob Sharp)

A Volkswagen mundial encontrava-se num dilema no final dos anos 1970. Apesar de ter encontrado a solução do seu problema de falta de engenharia tirando a Auto Union GmbH das mãos da Daimler-Benz em 1965, de onde saíram produtos como Polo/Audi 50, Golf e Passat/Audi 80, ainda não entrava nos segmentos superiores do mercado. O mundo ainda vivia a segunda crise do petróleo, mas todos sabiam que ela não seria eterna. Dias de combustível à vontade e mais barato certamente viriam e era preciso um carro médio-superior para atender a uma demanda por carro maiores que se encontrava reprimida. Foi para isso que o VW Santana, derivado do Audi 80 de segunda geração, foi planejado e lançado em novembro de 1981, em versões com motor 1,3, 1,6, 1,8 e 2,2 litros, este de cinco cilindros e um pouco mais tarde.

No Brasil, começou a ser produzido em abril de 1984, com motor 1,8-litro. Eu havia sido admitido na VW em janeiro para cuidar das atividades de competições e por isso tive a oportunidade de assistir a todo o corre-corre de lançamento do Santana. Por exemplo, 700 carros já estavam prontos, no pátio, quando se decidiu pela redução da altura da suspensão traseira, mais ao gosto dos brasileiros. Para isso foram substituídos os amortecedores traseiros por outros com prato de mola mais baixo, por sinal de mesmas dimensões que os da Quantum.

Os primeiros Santanas tinham um motor de 86 cv a gasolina e 94 cv a álcool (potência líquida). Seu desempenho era sofrível e era atribuído ao câmbio tipo 4+E, de marchas bem espaçadas numericamente, sendo a quinta bem longa, 0,68:1, com velocidade máxima atingida em quarta. Na verdade o problema não estava no câmbio, mas no motor. Com o curso dos pistões de 86,4 mm, e tendo sido mantida a biela do motor 1,6 827/MD270, de 136 mm de comprimento, a relação entre comprimento de biela e curso era totalmente desfavorável. O motor era lento e áspero em seu funcionamento. E o carro não andava.


Seis meses depois apareceu o novo 1,8, que compartilhava o bloco com o 1,6, quando a denominação passou a ser AP 800 e AP 600, respectivamente (só passariam a AP 1600 e AP 1800 quando se formou a Autolatina). O diâmetro dos cilindros era igual nos dois motores (81 mm), sendo as diferentes cilindradas determinadas pelo curso dos pistões, os mesmos 86,4 mm no 1,8 e 77,4 mm no 1,6. Mas o comprimento da biela passava para 144 mm nos dois motores: estava resolvido o problema da aspereza de funcionamento e perda de potência no 1,8, que teve também aumentadas as válvulas de escapamento de 31 para 33 mm. Apesar de ter ganho apenas 4 cv (gasolina) e 2 cv (álcool), era outro motor.

Mas a fábrica, “mui sabiamente”, aproveitou a reformulação do motor e trocou as relações das marchas, passando ao conjunto (caixa PV) em que a quinta 0,80:1 era praticamente a quarta 0,83:1 do câmbio anterior, o PS. “Maravilha”, todos acharam, inclusive a imprensa especializada. “O problema era aquele câmbio maluco, de autobahn”, era a opinião unânime.

Não era. O Santana não andava porque o motor estava muito aquém do que um carro daquele porte precisava.

Um Santana encomendado e outras historietas

No final de 1985 fui autorizado a requisitar um Santana para meu uso, como supervisor de competições, carro que inclusive eu teria de usar continuamente em viagens e nos ralis, que eu comandava (havia uma equipe de fábrica com três carros). Como estavam previstas diversas viagens aos países vizinhos para as provas, tive de pedir um Santana a gasolina, que naquela época era raro. Como gosto de carro branco e essa cor é, junto com a amarela, segura por permitir que o carro seja melhor em condições de pouca visibilidade, e teria de viajar muito, escolhi-a. Solicitei o carro ao Transporte, para que este o encomendasse à Produção.


Peguei o formulário de pedido de carro para a frota e preenchi-o com todos os detalhes pertinentes, como versão CD, motor a gasolina, caixa manual, interior marrom, ar-condicionado, vidros esverdeados e....cor branco Paina código 021. Remeti o formulário para o Transporte já com todas as assinaturas e esperei. Algumas horas depois me telefonou o encarregado dizendo que branco não tinha, para eu escolher outra cor. “Não faz mal”, respondi-lhe, “Posso esperar uns dias”. Foi quando ele disse, “o Sr. não entendeu, não existe Santana branco, peça outra cor, por favor”.

Não acreditei no que tinha ouvido. Tinha pôr a questão a pratos limpos. Fui até o Marketing, no prédio em frente ao meu na mesma Ala Zero e perguntei se era verdade que o Santana não era pintado em branco. “Não, Bob, é verdade, achamos que esse carro, pelo porte e pelo segmento de mercado a que se destina não ficaria bem branco. Inclusive”, continuou o meu colega Thomas Buckup, “nos testes de validação, quando os carros, todos eles brancos, andaram pelas estradas sem disfarce, ninguém notou que se tratava de um carro novo. Não fica bem essa cor para o Santana”.

Em 1987, parados para assistir a ponte elevadiça do rio Guaíba em operação; os filhos de Bob,  Ana Patrícia (4) e Roberto (2), observam

Acreditei menos ainda. E, dentro do meu jeito rebelde, tinha de fazer alguma coisa. E fiz. Telefonei para o alemão Sr. Rieper, gerente da Pintura, um senhor que era bem amigo e sempre recebia credenciais para as corridas do Campeonato de Marcas em São Paulo. Pedi-lhe que pintasse um quatro-portas branco Paina 021 (a mesma de outros modelos, como o Fusca). “Mas, Sr. Sharp, não posso fazer isso, a cor não está liberada para o Santana”, alertou-me, com seu sotaque alemão. “Pode deixar que não haverá problema, eu garanto”, respondi-lhe.

Passados dois dias, o Sr. Rieper telefonou-me dizendo que a carroceria estava pintada e perguntou-me o que fazer a seguir. Disse-lhe para enviá-la para montagem, com tudo aquilo que havia informado ao Transporte: CD, gasolina etc.

Mais alguns dias e um inspetor de final de linha me avisa que o carro estava pronto, para eu ir vê-lo. Quando cheguei à ala de montagem havia dezenas de pessoas olhando (e admirando), empregados da produção e engravatados mensalistas. O Santana branco havia ficado simplesmente lindo em versão CD, com vidros verdes e interior castanho.

Foi liberado para produção e a cor incluída na paleta de cores do modelo.


Pouco depois estava eu em Brasília para uma corrida. Do quarto do hotel, que dava vista para o estacionamento ao ar livre, vi inúmeros taxistas examinando o carro. Muitos olhando-o por baixo. Ao sair com o carro a curiosidade continuava, e perguntei-lhes por quê. “Estamos discutindo se essa cor é original”, respondeu um deles. “É que nós temos pedido Santanas brancos aqui nas concessionárias e nos dizem que a cor não é disponível”. Logo em Brasília, onde a cor dos táxis já era branco naquela época.

Cerca de um mês depois eu estava em Goiânia e um dos vendedores da concessionária VW Saga admirou-se de ver um Santana branco de fábrica, pois ele tinha incontáveis pedidos para essa cor e a VW negava, dizia que não era possível. Um cliente, inclusive, havia mandado pintar o carro zero-quilômetro que comprara.

Justamente os mercados ensolarados como os do Centro-Oeste, Nordeste e Norte não podiam ter o carro na cor que mais apreciavam, por ser a que proporciona menos calor interno sob sol. Moral da história: há quem ache que a isca deve agradar ao pescador, não ao peixe.

Câmbio curto

Logo nos primeiros quilômetros com o Santana 1985 notei que o câmbio ficara muito curto. Todo dia pegava a Rodovia dos Imigrantes para ir de casa, em Moema, até à saída Batistini no quilômetro 16, para então pegar a estrada municipal que levava à Av. Maria Servidei Demarchi, onde eu entrava pelo Portão 4.

Mandei o carro para a oficina na Ala Zero e pedi que trocassem árvore primária, engrenagem movida de segunda e os pares de terceira, quarta e quinta pelas do câmbio PS. Lembro-me que alguns dos meus funcionários me olharam incrédulos. “o Bob, colocar aquele câmbio que não deu certo?”, certamente deviam estar pensando. A troca foi feita em poucas horas de serviço.

Quando fui para casa naquela noite, que coisa agradável. Tudo ficou casado. No trecho da sinuoso da estradinha municipal, segunda e terceira no ponto certo. Depois, na Imigrantes, uma grande capacidade de aceleração em quarta e depois o céu, a quinta. 120 km/h com motor sussurrando a 3.150 rpm. Perfeito. As retomadas, ótimas, até mesmo em quinta. O responsável por tudo isso se chamava motor.

Uma vez, voltando de Córdoba, Argentina, após um rali, eu queria chegar o mais rápido em São Paulo por qualquer motivo, que não lembro. Estávamos no carro eu e o Luizinho, da Engenharia, que me acompanhava sempre nas competições. Viemos de Córdoba a S. Paulo em quarta. Isso é que é o verdadeiro câmbio 4+E: o motorista tem opção entre desempenho e conforto (com mais economia de combustível).

A partir daí os carros do departamento de competições passaram todos a ter câmbio longo. O Luizinho tinha um Passat Pointer 1,8 de frota e câmbio curto PV, e passou logo para o longo PS. Ficou simplesmente fantástico. Depois ele pegou um Santana GL, e novamente o carro recebeu uma caixa PS. Depois que saí da VW comprei esse carro, que tinha 70.000 km, minha mulher usou-o (nunca reclamou do câmbio e adorava não ter que usar a quinta na cidade) até 100.000 km, quando vendi-o para um senhor amigo que era vendedor e tinha de pegar estrada todo dia. Rodou até 450.000 km sem nunca ter tirado nem o cabeçote. O óleo não baixava entre trocas (a cada 10.000 km). Esse era o câmbio longo que não prestava.

Com motor 2-litros

Já com meu segundo Santana, um 1987 — branco com interior marrom, é lógico — agora GLS e ainda 1,8, a engenharia me ofereceu um dos primeiros motores de 2-litros para testar, bem antes do lançamento. Foi instalado no carro e ao ir para casa à noite, epa! — o câmbio ficou curto. Mesmo com o PS de quinta 0,68.

A solução mais rápida seria alongar tudo pelo diferencial, passando-o de 4.11:1 para 3,89:1, que havia normalmente para venda a pilotos. Só que desconfiei que a primeira ficaria um pouco longa para algumas situações de arrancar em rampas fortes.


Tive, então uma idéia. Pedi aos amigos da produção de câmbios para usinar na árvore primária em bruto uma segunda 1,70:1, que era a do câmbio de quatro marchas 3+E de Voyage, Parati e Passat que não era mais fornecido (mas era o do Fox de exportação) em vez da segunda 1,79:1 do câmbio PS. Como terceira e quarta usaria a 1,07 e 0,77 do 3+E, em substituição à 1,13 e 0,83, respectivamente. E a quinta? As engrenagens em bruto permitiam fresá-las com números de dentes que resultassem em 0,64:1, em vez de 0,68:1. Pronto, problema resolvido. Tudo voltou a ser como antes, casamento perfeito, só que agora com motor 2-litros. Máxima em quarta, 120 km/h em quinta a 3.000 rpm. E arrancando como deve ser nas subidas mais íngremes, pois a primeira havia ficado igual e com um motor mais forte.

Foram mesmo bons tempos, aqueles.

16 válvulas

Um dia um colega da engenharia me chamou para darmos uma volta num Santana com motor 1,8 de 16 válvulas, o mesmo do Golf. O motor cantava a 7.000 rpm, mas abaixo de 4.000 rpm era completamente morto. Decepção total. Sua potência, 139 cv.


Não foi à toa que a VW alemã pouco depois introduziu o motor de 2 litros e...136 cv. Mais cilindrada e menos potência, o caminho da elasticidade. Não cheguei a dirigir Santana com essa configuração, mas tenho certeza de que o resultado seria outro.

Freios a disco não-ventilados

Lançado o Santana 2000, em 1988, não demorou a se notar que os discos de freio teriam de ser obrigatoriamente ventilados. Atingiam-se velocidades maiores mais rapidamente e os freios superaqueciam com facilidade, perdendo eficiência por temperatura excessiva, o chamado fading.


No lançamento para a imprensa, realizado no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, ainda naquele maravilhoso traçado antigo, os carros chegavam aos boxes com os freios fumaceando. Logo naquele circuito, brando para os freios (hoje os freios de qualquer carro são bem mais solicitados).

Um colega nosso, o Arno Heinermann, pegou sua Quantum 2-litros automática e foi com a família para o Sul. Começou a descer a serra na Régis Bittencourt, aqui perto ainda, e precisou dar uma diminuída por causa de um caminhão à sua frente. Ultrapassou-o, acelerou um pouco na reta que se seguia e, outro caminhão. Procurou o pedal da esquerda, a perua deu uma ligeira afocinhada e, adeus freio. Sorte foi ter o caminhão que vinha em sentido contrário ter percebido algo de anormal e saído para o acostamento.

Parte da culpa cabia às rodas do modelo, um tipo que proporcionava pouca extração de ar da região dos freios.
Falei com a engenharia que seria preciso usar discos ventilados, mas recusavam-se, alegavam que era desnecessário. Fiz-lhes, então, um desafio: vamos fazer um teste juntos. E assim, um dia aparece na minha sala o engenheiro Falcão com um 2-portas para darmos uma volta.

Viemos até aqui perto de casa, numa avenida no Planalto Paulista, levemente em descida e com cruzamentos sucessivos. Pedi ao Falcão que prestasse atenção que eu ia fazer: percorrer a avenida em segunda marcha, acelerar até 60 km/h, diminuir nos cruzamentos como a prudência manda. No terceiro cruzamento de um total de sete avisei a ele: começou o fading. Ele não queria acreditar. “Espere”, eu lhe disse. Continuamos e ao final dos cruzamentos, já quase na Av. Moreira Guimarães, parei o carro e saltamos. A fumaça que saía de cada freio dianteiro deixou-o impressionado. Matando velocidade a partir de 60 km/h praticamente no plano, câmbio em segunda, num Santana duas-portas só motorista e passageiro.

Logo os Santanas 2,0-litros passaram a sair da linha de montagem com discos ventilados."

FB

61 comentários:

  1. O Santana não é dos meus carros queridinhos, mas dois me enchem os olhos: o CD, e o GLSi. Este último, se tiver o interior monocromático bege então, nem se fala.

    Mr. Car.

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  2. Falando em Santana caixote branco, vi ontem um no trânsito, modelo CD duas portas com lavadores de faróis, em perfeitíssimo estado, como se tivesse saído ontem da fábrica.
    De fato, a engenharia da VWB naqueles tempos estava bem efervescente e disposta a fazer uma série de coisas que não vemos hoje acontecer com tanta intensidade. Tenho cá minha impressão que parte da quebra dessa efervescência se deva à formação da Autolatina, quando começaram a agir na base do "brasileiro aceita qualquer coisa, desde que em uma embalagem bonitinha". E nessa, o tão bem construído Santana caixote (prova de que é possível fazer acabamento excelente e requintado com plásticos duros e alguns parafusos expostos) cedeu lugar ao "tubarão" que, apesar de aproveitar o essencial de uma plataforma extensamente retrabalhada para ser quase uma passagem de geração, não era tão bem construído nem conseguiu segurar a peteca como seguraria um Passat III.

    Destaque também tem de ser dado aos testes práticos, essa coisa que vem sendo tão renegada nos últimos anos. Tudo bem que computadores são excelentes e poupam muito tempo de um projeto, mas certos detalhes só são mesmo percebidos quando se acerta o veículo de maneira prática.
    Caso os fabricantes fizessem mais testes práticos, detalhes seriam corrigidos com mais facilidade e não veríamos a profusão de erros como:

    1) Marchas excessivamente curtas ou excessivamente longas;

    2) Motores que berram em altas rotações ou vibram em excesso por detalhes irrisórios como bielas mal dimensionadas;

    3) Suspensões excessivamente duras ou moles ou mesmo aquelas que em situações extremas chegam a tornar um carro perigoso.

    E por aí vai. Aliás, por falar em marchas com relações excessivamente curtas, seria bom falar do exemplo do Kadett GS, cujos primeiros modelos usavam transmissão extremamente curta e pneus 60. Bebiam mais que o Zeca Pagodinho e não retornavam tanto desempenho quanto deveriam pela proposta. Alguns donos já faziam por si próprios a troca da transmissão pela do Monza e relataram melhoria em todos os dados de desempenho. Quando do lançamento do GS a gasolina, bastou acrescentar a isso pneus 65 e o conjunto melhorou muito.

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  3. Bob,

    Voltei ao tempo. Tempo de garoto quando você levou esse carro com cheirinho de novo em casa para mostrar ao meu pai e eu fiquei admirando o carro, entrei nele. Os CDs tinham um perfume especial do estofamento naquela época.

    Ainda, de lambuja, você me levou para dar uma volta. Foi legal. Ler isso me lembrou bem a época.

    Grande abraço.

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  4. Se para nós, reles mortais, já é um sonho especificar um carro novo de acordo com nossas preferências de cor ("só tem prata e preto no estoque, se quiser outra cor tem que esperar dois meses") e acabamento, imaginem poder escolher as relações de cada marcha...

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  5. Que delícia de texto, uma viagem mesmo.

    Agora quero reclamar uma coisa:
    Bob, até hoje as montadoras em geral nos privam de opções de cor; tentei uma alternativa ao círculo vicioso de prata-cinza-preto que impera no mundo, quando fui escolher a Meriva e Zafira e, decepção total, as poucas opções de cores são em acabamento "morto", sem vida nenhuma.
    A única iniciativa louvável que vejo é da Fiat, com o Amarelo e Vermelho, em P.U., para o Punto e Stilo.
    Em relação ao freios, é revoltante com ainda se economiza onde não se deve (a lembrar-se o caso recente das rodas traseiras do Stilo que saiam com o carro em movimento, nos modelos com freio traseiro a tambor). E todas as outras ainda com neglicências inadimissíveis, haja vista a quantidade alarmante de Recalls que temos visto.

    Grande abraço
    Sérgio Barros

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  6. Show de postagem, Bitu !!!
    Também sou "sócio de carteirinha" do Santana Fahrer Club e já havia lido esses deliciosos textos do BS por lá, e é sempre delicioso relê-los a qualquer tempo !!!
    Falando em Santanas brancos 021 ano 1986, tem um aí em SP que é muito novo, de um velho amigo, e tem baixíssima quilometragem, e estará à venda em breve pois seu pai o deixou como herança e ele não tem interesse de manter...Não fico agora com ele por estar construindo e já ter o famoso Dart Sumatra 79 na garagem, senão...
    Se achar alguém interessado em adotá-lo me avise que eu repasso o contato, ok ??
    Abraços a ti e ao Bob também !!

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  7. Sou fã desses posts técnicos, muito bom!

    Aproveitando, perdoem o off-topic, mas recomendo o link abaixo da Universidade de Cornell com dezenas de modelos de máquinas, tanto interativos quanto em vídeos:


    http://kmoddl.library.cornell.edu/index.php

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  8. Bob. Um amigo aqui de Ribeirão Preto (José Paulo) acabou de me ligar para ler seu texto sobre o Santana (eu conhecia partes dessa história), o curioso é que ele se emocionou a lê-lo chegando a pensar o quanto foi importante para a boa reputação de nossa indústria automobilística. Desde já ele me pediu para agradecer-te e parabanizar-te.
    Obs. Vejo você nas coletivas do Salão ?

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  9. Mister Fórmula Finesse15/10/10 14:17

    Mas que belo post FB, o Santana também é um dos meus favoritos. Um dos meus pequenos fetiches automobilísticos atende pelo nome de Santana Executivo vermelho-monarca, com as "discretas" BBS douradas e couro cinza no interior, seria o carro perfeito para fazer par a uma Caravan Diplomata SE 1992, na minha garagem imaginária...

    O mais perto que estive do Executivo, nessa geração de Santanas, foi o Evidence negro, o executivo dos pobres, que dividia com o irmão mais abonado a alavanca de câmbio - mesma do Gti - a iluminação vermelha do painel e as lanternas fumês. O bicho até que tinha cara de mau, negro e com o filete prateado cortando a linha de cintura, as rodas da linha esportiva do gol....na versão alcóolotra, era o antagonista perfeito dos Diplomatas da mesma safra.

    Por minha culpa, por minha máxima culpa, destruí sua suspensão dianteira ao completar dezoito anos...grandes carros sofrem nas mãos de pequenos motoristas!

    O texto do Bob é um primor, já o conhecia pois eu também frequentava as páginas do clube, inestimável colaboração para a própria evolução do carro.

    Parabêns!

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  10. Sou fã de santanas. Passei minha infância e adolescência quase inteira dentro de um deles. Meu pai teve uns 7 ou 8 ao longo de vários anos, que sempre eram utilizados em longas viagens ao nordeste brasileiro. Meu pai adorava o comportamento dinâmico do carro e o câmbio longo do exclusiv 96 (último dos santanas que pisaram em nossa garagem) que permitia uma boa velocidade de cruzeiro e consumo baixo, mesmo com 5 pessoas e tralha pra passar 30 dias na praia.

    Fora que, em todo esse tempo, não tivemos sequer 1 pneu furado nestes carros, ou seja, o carro inspirava confiança de levar a família inteira pra passear sem medo de passar perrengue na estrada ou colocar a família em situação de risco.

    Belíssimo post, B2 e Bob Sharp.

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  11. Sérgio, recentemente vi Focus do modelo novo em azul metálico. O acabamento da pintura parecia bom. Pode ser que os argentinos não gostem de preto e prata e nessa, o fabricante seja obrigado a usar acabamento adequado para essas tonalidades. Ainda sobre Argentina, o C4 também tem acabamento bom de pintura quando não vem em cores "bunda".

    Mario César, será que eu vi ontem no trânsito da Berrini à noite o Santana branco de seu amigo? É um branco, modelo CD com duas portas e lavadores de faróis? Pena que não tenho grana para a belezinha. Em todo caso, sugere-se para seu amigo que procure lojas especializadas em carros de coleção, pois lá ele terá uma destinação adequada à sua nobreza e ficará livre de receber rodas aro 17 ou 18, neon embaixo e outras.

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  12. Ótimo post Bitu, com um texto impecável do Bob e que nos remete a tempos onde carros como Santana eram o máximo em tecnologia que tinhámos em nosso país.

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  13. Sem comentários, um excelente texto.

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  14. Excelente texto Bitu.

    Fui "Santaneiro" por alguns anos pelas ruas de BH, sim, antes de ter oficina, já fui taxista e esse era o melhor carro durante anos aqui na praça.
    Carro robusto, relativamente potente e muito bonito para sua época.

    Esse foi um dos VW que mais gostei em minha vida.

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  15. Tenho um 96 grafite e adoro. Na minha casa sempre tivemos carros VW, mas meu pai sempre gostou de carros pequenos e preferia o gol.
    Quando pude comprei o meu e me apaixonei pelo carro. Adoro a suspensão robusta, a altura do solo e o carro em geral. O espaço é ótimo e em viagens o carro não cansa o motorista.
    Hoje em dia fiz uma troca com meu pai por questão de economia e rodo com um voyage e meu pai com o santana. Ontem perguntei a ele se ele pretendia se desfazer do santana e ele que sempre preferiu carros pequenos disse que não, vez que o carro é muito macio e gostoso de dirigir. Pelo jeito eu vou ficar mais um tempo sem o santana ou vou ter com comprar outro pra mim.
    Excelente texto. Infelizemnte não ter outro carro nacional com a mesma proposta do santana.

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  16. Post fantástico! Tivemos Santana por 15 anos, e pude presenciar alguns aspectos citados no texto. O nosso era dos primeiros, de abril de 85, com o fraco motor ´bielinha´. Era lindo, verde-cristalino, as pessoas paravam para ve-lo. Curiosamente, tínhamos um pouco depois, um voyage super, também 1.8, mas já ´bielão´. Era impressionante a diferença de desempenho dois, e mesmo o voyage com 4 pessoas, o que dava o mesmo peso do Santana, era inda mais esperto. E o cambio PS levava toda culpa...

    No começo dos 90, turbinei o santana. Alcool- alcool, 0,6 de pressão, e turbina bem pequena, da IHI. Os que são de BH devem se lembrar dos kits da Turbomax. Que delícia que ficou o carro! Chegamos a medi-lo com o G-TECH. 0 a 100 em 8.6 e 0 a 400 em 15.5. Para época, bons tempos. Irresponsabilidades à parte, nas saídas á noite, era só procurar as vítimas, principalmente os importados, que estavam chegando. Se fosse as 325 então... pau nelas!
    Mas isso tornou evidente o quanto os freios eram pouco para aquele carro. Passei uns bons apuros para pará-lo.

    Rodei mais de 100000 km com esse turbo,sem qualquer problema. O carro então com 250 mil km, foi vendido. Não serrava e nem fumava.

    Mas hoje, quando ando nos santanas do meu serviço, 2004, vejo o quanto esses carros ficaram ultrapassados. Não acho prazeroso guiá-los. Mas nem por isso deixam de merecer minha admiração.

    Abraço

    Lucas crf

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  17. Logo que entrei na faculdade comprei um Chevette 83 horroroso apesar de lembrar dele com carinho pois foi meu primeiro carro e com ele me sentia livre indo pra aula todo dia. Mas no fim daquele mesmo ano de 1994 meu pai decidiu me ajudar e comprou o Santana CS 84/85 do pai de um amigo meu que estava inteiro. Nossa, que diferença! Pra mim era o carro mais potente e gostoso de dirigir que ja havia experimentado. Só que na primeira viagem a Santos com ele, na Anchieta, tomei um susto. Fiquei completamente sem freio ao chegar na Piaçaguera. Na volta, foi preciso trocar os discos e pastilhas e mandei colocar ventilados. Nunca mais tive problema. Vendi ele 4 anos depois com mais de 250 mil kms sem nunca ter dado nenhum problema mecanico. Em 2002, quando trabalhava na VWB, tirei um completo zero km. Porem foi uma decepção. Os ultimos Santanas tinham uma suspensão molenga e conforto bem aquem dos primeiros. Com esse não aguentei ficar nem um ano!

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  18. Preciso saber mais histórias dessa épocas dos rallies!!! Gostaria de saber a preparação dos carros, as vitórias derrotas, tudo!!! Já organizei rallies de velocidade e sou um total fanático pela modalidade. Bob, por favor divida essas histórias fantásticas conosco!!! Abraço!!

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  19. No final da década de 80, meu pai teve um Santana CG 1.8 85 e uma Quantum GLS 2.0 88. Era completa. Só não tinha teto solar. Aliás... Existiram Quantum 2.0 GLS 88 com o teto solar?

    Este último é mais um "carrinho" que se eu encontrasse em bom estado, compraria para ter como relíquea.

    Ou uma "Sport" branca. "Sonho de consumo" na época... :)

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  20. Fala Felipe. Grande post. O texto do Bob é fantástico. Meu pai teve um Santana 86/87 GLS 1.8 a alcool branco! Vendemos com mais de 400 mil kms. Cansei de "dar" fading nos freios dele. Depois ele teve um 96 GLS, prata e um 2003 tambem prata. Na minha opiniao, o 96 era o melhor, mais bem acabado e mais bem equipado, mas era manco. O 2003 andava muito bem, bebia pouco, mas eu achava muito espartano. Acabamento muito ruim.

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  21. Mr. Car (Anônimo),

    Acho que que foi exatamente esse o Santana que vc. viu outro dia na Berrini, ontem depois da postagem eu liguei para o meu amigo só pra saber do Santana e ele me disse que havia vendido o carro na semana passada por conta de pressão da família (eles compraram outro carro novo e o Santana foi "despejado" de sua vaga habitual...), e o pior, foi embora sem ele ter me avisado (muuuy amigo !!!), por reles seis chinelos !!!
    Sorte de quem comprou, tem um belíssimo carro nas mãos e espero que o mantenha assim...
    Outra coisa: eu acabei me confundindo com os "clubes de Santana" na minha postagem, o Santana Clube do Brasil nada tem a ver com aquele que eu citei acima, peço desculpas pelo meu equívoco, ok ??
    Abraços ao pessoal e em especial ao B2 e ao Bob !!

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  22. Pedro Navalha16/10/10 10:19

    Tirando o Felipe Bitu, que realmente gosta e ainda os tem em sua garagem, acho que todos que postaram aqui ou já venderam seus Santana ou apenas dizem que um dia vão comprar um...

    Quem gosta realmente de um carro não o vende por uma merreca de 6 mil reais ou apenas fala da boca prá fora que vai comprar um (e sabemos que nunca vai comprar).

    De falsos entusiastas o mundo está bem cheio mesmo...

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  23. Post sensacional,demonstrando principalmente que nada substitui os testes práticos.
    E que privilegio em Bob,era só pedir pros amigos que tinha uma nova relação de cambio novo motor,nova cor,bons tempos

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  24. Songa,
    Tudo bem? Sim, nos veremos no Salão.
    Abraço! E mande um abraço ao seu amigo, agradeça-lhe a leitura por mim.

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  25. Pedro Navalha,
    Eu vendo qualquer raridade entusiasta em minha garagem caso precise de dinheiro caso tenha um problema de saúde da minha família, por exemplo. Você não?

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  26. Lembro-me até hoje de uma das primeiras revistas Autoesporte que li: comparativo entre Santana Executive e Monza EFI. Eram belos carros.

    O Santana em questão era um azul marinho e o Monza um saia/blusa em tons de marrom.

    Mas ainda fico com o Mr. Car no primeiro comentário: GLSi com interior bege!

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  27. Rodrigo Rangel16/10/10 19:34

    Bob, texto memorável. Me senti transportado de volta pros anos 80!
    Embora não tenha pego aquela época [só fui chegar ao mundo em 1990 rsrsrs], sinto uma emoção ao falar dessa época, talvez pelas coisas serem totalmente diferentes [infelizmente pra PIOR] hoje...
    muito obrigado!
    E obrigado a vc também, Bitu, por permitir que pudéssemos ler esse texto do Bob! :)

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  28. Daniel Shimomoto16/10/10 21:05

    Bob, Felipe Bitu;

    Simplesmente delicioso os relatos sobre o Santana!!!! Trouxe a tona os bons tempos em que realmente curiamos os lançamentos. Hoje tudo muda tanto, é tudo tão efêmero que nem damos mais valor.

    Nunca tive um Santana ou pretendo ter um mas....Foi um dos carros mais gostosos que já dirigi! A sensação de potencia, a firmeza são ímpares. Infelizmente a VW não aperfeiçou o velho guerreiro e esse sucumbiu ao tempo.

    Um abração e mais uma vez parabéns!

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  29. Bob, sou feliz proprietário de uma Quantum 89 GLS, na qual já recebeu freio a disco nas 4 rodas, cambio PG com embreagem Heavy Duty e injeção AVB com chip acertado para 2.0 Álcool ate hoje não existente no Brasil nem como flex .
    Uma coisa que não consigo acertar é suspensão estraga com certa facilidade mesmo usando peças originais.
    Se tiver uma dica será muito bem vinda
    Iria ser vendida mais depois desse belíssimo texto me empolgou a morrer com a velhinha e fazer mais alguns upgrades.

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  30. Helio_16v

    Kit completo de buchas e batentes Axios + amortecedores Nakata pressurizados (os antigos HG).

    É um conjunto que dura pelo menos 5 anos. Vale a pena.

    FB

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  31. Helio_16v
    Que legal que o post tenha feito você mudar de ideia! O Bitu já deu a dica de que você precisa.

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  32. Um dos desgostos que tive com meu santana, e que sem dúvida pesou na hora de vende-lo, foi a suspensão. Decidi arrumá-la por completo, trocando inclusive as molas. Qual foi a minha supresa que ao comprar as molas da Fabrini, marca que julgava como séria, vinha da embalagem o seguinte:´Aplicação - santana-todos , quantum-todos, versailles-todos, royale-todos`. Estranhei a mesma mola para estes veículos, tão diferentes entre si. Acredito que a diferença entre um santana cs 2 portas e royale ghia 4 portas e automática deva ser uns 200 kg.

    Muito bem. Ainda assim comprei as molas. Que lixo... Não tinha como ser diferente. O carro ficou altíssimo, duro, uma droga. Segui o belo conselho do mecanico e ainda cortei as molas. Nem precisa dizer o resultado: voltei as molas usadas.

    Mas ficou notória a falta de respeito da Fabrini com o consumidor. E eles fazem isso com outros carros tal como a linha chevette e gol.

    Tudo isso e mais um série de fatos me fizeramir desgostando aos poucos do carro.

    Abraço

    Lucas crf

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  33. Pedro Navalah,

    Assim como o mundo está cheio de "falsos entusiastas", também tem a turma dos sujeitos que sempre quiseram ter algum tipo específico de carro e nunca tiveram "guts" para tanto...
    Quanto ao fato desse meu amigo ter vendido o Santana que seu pai comprou novo por seis mil reais, te digo que o problema foi realmente dele, que não deu o devido valor a um carro que está se tornando raro a cada dia que passa.
    Eu mesmo só tenho a lamentar a atitude dele, mas acho bem melhor vender do que deixar a viatura apodrecendo e estragando na garagem por absoluta falta de uso...
    Se vc. quis se referir à minha pessoa com seu comentário, eu sinto muito...Na minha garagem tenho um carro que considero bem superior à esse Santana, e também a vários outros carros que estiveram ou estão rodando por aí...Mas essa é a minha opinião pessoal.
    Feliz de quem teve esses carros desde zero e puderam curtí-los devidamente em sua época...
    Ainda hoje inspiram saudades !

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  34. Nunca antes na história desse país teve um Santana Branco, companheiro.

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  35. Quantum GL 2.0 álcool 93 do meu pai - espaçosa, confortável e deixava para trás muito "carrinho" bem mais novo que esta bela senhora ! Ficou pouco tempo na família mas deixou saudades, principalmente pelas quatro portas e pelo grande porta-malas.

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  36. Eurico Jr.18/10/10 09:29

    Para variar, mais um texto memorável do Bob. Esse blog é o há de melhor no Brasil, de longe.

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  37. O carro era bom, mas perdia para o Monza em construção. Hoje em dia, andando em um Santana (aqui no RJ infelizmente há muitos taxis deste modelo)vejo o quanto as suspensões são duras e barulhentas, além do banco ser extremamente baixo. Andando em um Monza, esta sensação de carro obsoleto não é tão grande. Ah ! Os Santanas, com o passar do tempo "ganham" uma rachadura na parede de fogo.

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  38. É ótimo saber que o Bob Sharp está comentando por aqui, para mim ele é uma das pessoas mais sensatas do mundo do automóvel. Parabéns pelo texto. Uma pena eu não poder ir ao salão para conhecê-lo pessoalmente.

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  39. Bob,

    Muito legal este texto.

    Troquei o motor do meu Fiesta Endura de 1.0 para 1.3. O câmbio ficou muito curto, um pouquinho a menos na relação e daria para sair em segunda marcha sem queimar embreagem. Atrapalhou tudo, ficou estranho.

    O outro, um Vectra 95 é sofrível na cidade, saída e movimento em ladeiras mais íngrimes somente em primeira ou uma segunda bem embalada. Em compensação em estradas retas, 4.000 RPM @ 150 km/h reais sem perder o fôlego.

    Tinha um ditado: cambio bom não ajuda, câmbio ruim atrapalha,

    Não é isso?

    Um abraço,

    Rafael Aun

    ResponderExcluir
  40. Lucas
    É mesmo lamentável que você tenha passado por esse dissabor por conta do descaso de um fabricante de molas. Olhe que nos anos a 80 a Fabrini era referência no segmento, inclusive era a mola que usávamos nos carros do campeonato de marcas e pilotos e de rali.

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  41. Sérgio Barros
    Concordo, mas a coisa já está mudando, começam a aparecer cores fora do preto-prata. Percebe-se isso bem nos estacionamentos. A questão da roda traseira do Stilo é mesmo intrigante, mas falamos sobre isso aqui no AE em março, http://autoentusiastas.blogspot.com/2010/03/o-recall-do-stilo.html. O argumento da fabricante não pode ser desprezado. Já os recall são fenômeno mundial, não apenas aqui. Vide o caso Toyota e agora a Ford.

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  42. Esse post é uma viagem!! E sem precisar usar alucinógenos!!!
    Lembro que era apaixonado pela Quantum CG azul-clara metálica, que era propagandeada na 4R com um tipo cartão-postal, na época de seu lançamento. Ficava na cabeceira da minha cama.
    Lembro da primeira vez em que ví um CG branco, duas portas e interior marrom, cara como eu babava!!! Com muito menos detalhes, já lí esse texto primoroso do Bob, não sei se divulgado pelo Felipe na época em que discutíamos no fórum do Carsale. O Bob tinha a profissão de sonhos de qualquer entusiasta!!!
    Mr. Fórmula, tive um Evidence também, mas acho que vc se equivoca com a cor da iluminação painel, era verde. Falo isso pois na época, 1996, tinha também um Gol GTi 94 em casa, painel vermelho e, pra desespero do meu irmão, NÃO ANDAVA MAIS QUE O MEU VELHO SANTANA CARBURADO!!!
    Uma vez, brincando com meu irmão, estávamos na Av. Sernambetiba, praia da Barra da Tijuca, RJ, de madrugada, emparelhamos os carros em 60km/h e combinamos em acelerar em 4ª marcha. O caixotão ia embora, mesmo com o câmbio muito curto do GTi!!!
    Tudo bem que o Santana era uma banheira, mas era uma fábrica de torque e conforto absoluto!

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  43. Também tive problemas de suspensão. Mas acho que o problema era mais causado pelo tapete de buracos do RJ e pela zebra que ia ao volante, todo ano tinha de trocar kit de buchas, batentes, pivôs e perifêricos... Bem que o blog poderia existir em 94, 95, me pouparia uma grana!!
    O meu "Santana dos sonhos" era o GLS 2000i 94/95 branco perolizado (cor infernal pra manutenção!!) com interior cinza claro e teto solar de chapa.

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  44. Nós temos em casa um 88/89 GLS 2000 e não temos do que reclamar! Ele até foi parar num blog:
    http://box15.com.br/blog/santana-gls-1988-89-carro-de-familia-com-um-toque-personalizado
    Um acabamento e acessórios que muitos plastimóveis de hoje, que custam 35 mil, não tem!

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  45. Este comentário foi removido pelo autor.

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  46. Bob,

    Que viagem este post, obrigado!

    Galto,

    Meu pai teve um Santana GLSi 94, só que era vinho perolizado, imagina aquele vinho, o contraste com os bancos aveludados cinza claro! O carro era lindo demais! Tinha vizinho que sofria de gastrite só de ver o carro... hahahaha

    Ficamos 4 anos com o carro, até roubarem aquela jóia! puuutz...
    Ahhh... ele foi embora com a suspensão totalmente original... Bom, o meu pai conduzia com uma maciez também... Gente enchendo a paciência pra comprar carro dele não faltava.

    Abs

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  47. Ja li essa narrativa do Bob sobre o Santana branco um sem número de vezes,e nunca disfarço um sorriso ao terminar a leitura...isso pq sou proprietário ja a 8 anos de um GLS branco com interior marrom ano 87...hehehe!Prazer extensivo ao fato de hoje eu fazer parte do Santana Clube do Brasil como atual vice presidente...sinto orgulho disso!

    Sobre o fading dos freios,ja tive o desprazer de passar por isso no final de uma serra,não chegaram a faltar os freios,mas a fumaça fazia inveja a uma chaminé de cubatão!

    grande abraço a todos e boas festas!

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  48. Fantástico!!! Realmente voltei no tempo!!! Só que o tempo que voltei é o meu tempo presente:

    Eu morava em Saquarema no Rio de Janeiro. Lá, em 1994, meu pai comprou um Santana GLS 1989 vermelho fênix 2.0 completo, 2 portas. Carro impecável, lindo, potente. Um charme.

    Todavia, eu morava quase em frente à praia. E ferro não combina com maresia. Entretanto, a excelente construção do carro o fez resistir por muitos anos.

    No ano 2002 meu pai se foi. :-(

    Antes de ir, ele deixou o documento de transferência fechado em meu nome.

    Em 2003, conheci uma menina, a qual me casei e hoje tenho 2 filhos. Ela era de São Paulo capital e estava passando férias em Saquarema. Ela estava hospedada em um sítio no interior da cidade. Da cidade até o sítio, eram cerca de 6km de estrada de barro.

    Só que não era um barro comum. Era um barro impregnado de salitre, eu eu não sabia disso. O carro foi sendo comido aos poucos pela ferrugem, nos lugares que o barro batia, a caixa de ar e as partes trazeiras.

    Antes da situação ficar grave, em 2004, fiz uma viagem com ela, de Saquarema a Aracajú com este carro. Foi tudo de bom. A viagem foi cansativa, pois fiz 1855Km em uma tacada só pela BR101. Deu para ver que se tratava de um carro realmente bom, estável e potente.

    Muito melhor do que a maioria dos carros da época (2004), considerando todos os populares e muitos dos superiores aos populares.

    Hoje, moro em Brasília e estou com ele aqui. Só que hoje, ele já está diferente!

    Pelas ferrugens que ele tinha, eu seria forçado a trocar as caixas de ar e lantarnar muuuita coisa. Pensei, pensei...

    Resolvi transformar o carro em 4 portas com a trazeira completa de um carro bom, que tinha apenas tido perda total da frente. Hoje o meu Santanta 2 portas é 4 portas.

    O interior dele era todo marrom. Os bancos eram muitos confortáveis... Mas eu estava decidido a transformá-lo em um carro mais esportivo.

    Substituí todos os bancos por bancos vermelhos esportivos. Os acabamentos das portas, que antes eram de papelão revestido, agora são de plástico injetado.

    O volante, agora é esportivo (shuntt, acho que se escreve assim).

    O painel???????

    Do Santana 2006, com console e tudo mais.

    Os vidros todos elétricos, possuem controle de subida e descida de um só toque e acionamento pelo alarme.

    Mudei os faróis. Mesmo no modelo antigo, a única coisa que eu realmente não gostava nesse carro eram os faróis. Eu achava um acabamento muito fraco a diferença de quase um dedo entre o farol e a milha anexa, além de horrível o vidro não ser transparente...

    Coloquei o farol do UNO, versão anterior a esta horrível que foi lançada.

    O farol coube certinho, com uma pequena remodelagem nas laterais. E assim, não mais foi necessária a existência das setas nos pára-choques.

    Hoje falta terminar o acabamento da frente, remodelando o parachoque e a grade para os novos faróis e uma outra coisinha que estou em vista de fazer:

    Comprei a dois dias, duas portas do Santana modelo 2006, sem os quebra-ventos. Vou colocá-la e colocar os retrovisores elétricos novos.

    Ele, vermelho phenix, será pintado no futuro para preto ônix.

    As próximas etapas serão:

    Luz de seta no pára-lamas (como no Xsara Picasso);
    Injeção eletrônica;
    Freio à disco trazeiro;
    Freio ventilado dianteiro;
    E se der, uma pequena excentricidade: ABS.

    E... Quem sabe uma tração integral como na do Tech II!

    De maquiagem, rodas 17, aerofólio e pintura aerografada, como fogo saindo das rodas.

    Espero conseguir fazer isto. Não é fácil, pois consome tempo e recursos escaços, mas o amor ao carro, me motiva a cada instante a buscar esta realização.

    Um abraço para todos e um maravilhoso e feliz 2011.

    Se um dia vieres à Brasília, estás convidado a ver meu Santana. Mesmo que ainda não esteja pronto, vale a pena.

    Robson Magalhães Alves

    robson.saquarema@bol.com.br

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  49. Robson Magalhães Alves
    Bela história. Indo a Brasília, gostaria de ver o carro, obrigado pelo oferecimento.

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    Respostas
    1. Robson Magalhães Alves18/08/12 00:46

      Bob,

      Avancei um pouco mais no meu Santanão.

      Envelopei ele de vermelho fosco (o original é o vermelo phenix).
      Coloquei dois faróis completos novos originais/semelhantes.
      Troquei as duas portas dianteiras pelas portas do modelo 2006. Assim, coloquei dois vidros novos para estas portas e consegui me livrar dos quebra-ventos.

      Comprei 4 elevadores para os vidros novos, bem como 4 motores mabuchi novos. Os vidros estão subindo e descendo muito rápido!

      Como substituí as portas da frente, substituí também os dois retrovisores pelo modelo do Santana 2006. Ficou muito bonito, mas foi muito difícil de achá-los novos.

      Troquei também os paralamas dianteiros por novos, a alma de aço e o para-choque dianteiro também por novos.

      Coloquei novas lanternas de seta na cor ambar.

      Depois, coloquei o alarme Pósitron com sensor de presença, sensor de estacionamento na ré e pasmem:

      Troquei os bancos que já eram esportivos de couro, por bancos elétricos do Hyundai Sonata!!!!

      Os bancos ficaram perfeitos! Exageradamente confortáveis e bonitos, pois é em tom vermelho. O do motorista possui regulagem frente/trás, altura, apoio das pernas, encosto e lobar, tudo elétrico.

      O do passageiro possui regulagem frente/trás e o enconsto elétricos.

      Esses bancos também possuem aquecimento, mas não consegui o esquema do banco para ligar.

      O banco de trás também foi substituído pelo mesmo do Hyundai Sonata. Coube perfeitamente. Ficou excelente!!!

      Ah, troquei as maçanetas externas por novas maçanetas pretas, semelhantes às do modelo novo.

      Refiz o motor de arranque e o alternador. Falta ainda refazer o ar condicionado.

      Troquei TODA a suapensão (buchas, amortecedores e molas (cofap)).

      O carro está sensacional.

      Falta ainda melhorar muito para chegar no lugar que quero, mas de vagar e sempre eu consigo.

      Próximos sonhos: Substituir cabos de vela, bobina e outros elétricos e colocar versões esportivas; cromar o que for possível; rebaixar cabeçote para ganhar uns cavalinhos, bem como colocar um turbo.

      Eh... Estou indo! O dia que aparecer aqui em Brasília me avise heim!!! Quero lhe mostar o carro, ainda mais agora que está para sair o Novo Santana 2013 (Santana NF).

      Abraços.

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  50. ak em casa teve um cd preto 2 portas , no ano de 1989, puts era´o melhor carro da rua , toca fitas bosch rio de janeiro , original claro , completo , em frente de casa tinha um pai do meu amigo , q quando se mudaram para ca´,em 1986 , junto com as mudanças um santana cd 1985 q aviam comprado zero da cor dourado 2 portas , alias antes deles tinha uma recem lançada quantum vermelho feniox cg , depois do cd dourado , eles compraram um gls vinho ,

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  51. Bob, foi só virabrequim, biela e as válvulas do escapamento que a VW alterou mesmo na época?

    Estou passando meu Passat Pointer 84 de 1.8 bielinha pra bielão.
    Comprei virabrequim novo original do AP 1.8 na concessionária e biela 144mm. O Pistão troquei também pois estou retificando o bloco.

    Pergunto isso porque o virabrequim original era forjado (0.49AA) e portanto mais leve, entretanto já iria pra 1mm de retífica, aí optei por comprar um novo. Só que esse novo, eu peguei na mão, como ele é fundido, parece ser bem mais pesado que o original (deve ser pouca diferença, mas...) Agora estou preocupado com o balanceamento do motor...será que o volante vai sofrer com o novo virabrequim?

    Abraços

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  52. tive santana cl branco ano 1991 aos meus 18 anos ,e foi o carro que mais me deu alegrias , ele equipado com motor 1,8 e um super cambio que 1 marcha chegava a 80km era facil de ralar outros veiculos na cidade que eu morava ,ate carros turbos eram vitimas do meu grande santana ,mas infelismente o delegado da cidade convocou todos os meninos rebeldes da epoca e pagou algumas tarefas , no meu caso ele me coagiu pedindo para que eu sumice com aquele carro da cidade ,senao ele iria colocar tantas multas que eu não conseguiria tirar ele do patio nunca alem de ficar sem habilitaçao por muito tempo sendo assim vendi o veiculo para bem longe desta cidade que eu morava ...passado 11 anos hoje casado muito mais calmo e depois de diversas tentativas encontrei o santana parecido com o primeiro ,achei um santana gls 1,8 ano 1989 azul detalhe com injeçao mi carro muito novo ,mas o cambio nao me agrada o carro nao rende nem a metade que o anterior ,tenho planos para mecher no cambio para melhorar e deixar pelo menos mais proximo do branco que eu tive no passado ,so para constar meu caro amigo eu tambem tenho uma grande historia de santana branco ,esse e ate hoje falado na cidade ,meus amigos chamam este santana branco (dragao branco ) pois esse só faltava cuspir fogo ,saudades eterna..

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  53. Bob:
    Saberia me dizer por que razão os primeiros Santanas vinham OU com lavador de faróis, OU com ar-condicionado e não com os dois opcionais? Pelo menos é o que informa um catálogo de 1985 que tenho comigo. Seria alguma razão técnica ou de mercado? Abraços.

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  54. Jesus! Voltamos à máxima... "Tem louco pra tudo!"

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  55. muito bom !!

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  56. Excelente carro e belissimo texto!
    Meu pai teve um CD 1986 automático, dourado e com interior marron. Lembro-me de ser um carro confortável e com excelente desempenho.

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  57. Aprendi a dirigir num Santana CS 85 que meu pai exaltava ser um "bielão". Carro prestou ótimos serviços à família por 5 anos sem incomodar. Realmente outros tempos da engenharia da VW no Brasil.

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  58. Pessoal preciso de uma ajuda de vcs , tenho santana cd 86 totalmente original e muito conservado, porem falta uma coisa .
    O reservatorio de lavador de parabrisa e farol , se alguem suber onde tem ou si alguem tiver me avisem por favor.obr
    email -ale_alexandre_007@hotmail.com

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  59. Emocionante ver a história do santana branco do Bob, e os relatos de todos aqui com seus santanas
    meu pai tinha uma quantum 88 GLS 2.0 gasolina automática bege e interior idem foi o primeiro carro automático do meu pai e ele só elogiava o conforto,antes ele tinha um passat 77,no qual eu aprendi a dar as primeiras aceleradas,depois da morte do meu pai em 2004 o carro ficou parado durante anos na garagem,meus irmãos e minha mãe não tem habilitação,eu com boas recordações(sou o mais velho)do carro e do meu pai, fiquei com o carro reformei e estou até hoje,atualmente esta com 155 mil km rodados e não penso em vender ou trocar, muitos falam para comprar outro carro mas não vejo motivos é um bom carro nunca me deu dor de cabeça e tem um valor sentimental tbm !!

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