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20 de abril de 2011

AUSTRALIANOS ESPECIAIS

Holden GTR-X

Os australianos sempre foram criativos em se tratando de carros. Imaginem que, antes de transporte por aviões a jato e internet existirem, eles estavam há alguns dias de distância dos principais centros civilizados do mundo.

Mesmo assim, conseguiram proezas como construir motores campeões na Fórmula 1, os Repco, usados por Jack Brabham, que formou sua própria equipe, e foi o único piloto até hoje a ser campeão com o próprio carro. Essa mesma mentalidade criativa e de relativa independência fez os entusiastas daquela grande ilha,trazer à vida alguns carros especiais interessantes.
 
Alguns dos melhores modelos desenvolvidos por lá estão nessa pequena lista, encontrada em uma perdida revista australiana que ganhei há muito tempo.

Holden GTR-X





A Holden é a General Motors australiana. Em um tempo recente, 1970, foi mostrado esse cupê com carroceria em plástio reforçado com fibra de vidro, motor seis-cilindros de 3,1 litros e 164 cv do Torana, velocidade máxima de 210 km/h e 0-100 km/h em 8,5 segundos.

Foi um sucesso, e a GM aprovou o carro para produção. Veio, porém, a ADR (Australian Design Rules), as normas para construção de veículos, que abrangem segurança, emissões e outros, o que faria o GTR-X inviável.

Foi cancelado, então, para tristeza de todos. Pior ainda é que para produção deveria ter um motor maior, de 3,3 litros e 196 cv. Havia espaço para um V-8, que deveria acontecer em algum tempo após o lançamento. Sobrou apenas um exemplar, que está no Birdwood National Motor Museum.

Bolwell Nagari





Campbell Bolwell desenhou alguns modelos, mas apenas com o Nagari alcançou o sucesso. De 1966 a 1972, construiu e vendeu mais de quatrocentos kits de seus carros, sendo que o oitavo deles, o Nagari, apareceu em 1969. Foram feitos 127 cupês e treze roadsters.

Um motor Ford V-8 cinco-litros animava o pequeno carro com eixo traseiro do Falcon, localizado por braços paralelos longitudinais e mais dois em ângulo, suspensão dianteira com braços triangulares sobrepostos, freios do Falcon também, discos e tambores. Claro que colocar peças de um carro pesado em um outro leve tras muitas vantagens, e o Nagari era um brinquedo para dirigir.

Impossível não notar a semelhança extrema com o Puma brasileiro.

HDT Monza




Brock foi o criador dessa alteração do Holden Monza, similar ao Opel de mesmo nome. Foi mostrado em 1983 e deveria ser vendido no final do ano. Essa empresa trabalhava sobre modelos da Holden, como a Souza Ramos fazia nos anos 1980, começo dos 1990 nos Ford, aqui no Brasil. Modificações extensas, mas sem alterar totalmente a origem do carros.

O Monza era importado da Opel, tinha seu 3-litros de seis cilindros removido, bem como a suspensão dianteira, freios e caixa de direção de esferas recirculantes. Entrava no lugar um V-8 modificado pela própria HDT, com 258 cv, câmbio Tremec de cinco marchas, e pinças de freio do Corvette, marca Girlock, fabricadas na própria Austrália. Para suspensão, entravam as peças do Commodore, bem como coluna e caixa de direção. Seria uma maravilha de veículo especial, a ser vendido pela própria Holden, mas por motivos que só a GM pode explicar, não entrou em produção.

Sobrou apenas o protótipo, que ainda chama atenção em encontros de antigos e exóticos. Um belo carro.

Buckle Coupe





Apenas 21 exemplares foram feitos desse carro com carroceria de plástico reforçado com fibra de vidro montada sobre chassis tubular, receita barata, suspensão dianteira de Peugeot, eixo traseiro do Zephyr, motor Zephyr também, de 92 cv em 2,55 litros. Freios a tambor nas quatro rodas, sem assistência. A massa de 865 kg fazia do Buckle um carro de grande agilidade.

Ficava melhor ainda com o aumento do motor para 2,75 litros, que resultavam em 178 cv, mas com o motor original já fazia de 0 a 100 km/h em pouco mais de 11 segundos. Tinha detalhes interessantes para a época, como fechaduras de portas acionadas por solenóide, e banco traseiro escamoteável, aumentando o espaço para bagagem.

Comzilla



Uma mistura de Holden VL Commodore de 1988 com o monstro Godzilla, o Nissan Skyline GT-R,  é o resultado dessa criação de Peter Hill.

O pacato sedã da Holden era muito modificado, com tração nas quatro rodas proveniente da Nissan, bem como o motor, ainda com cilindrada aumentada, de 2,6 para 3,1 litros. Chegou a 685 cv.

Um GT-R numa carroceria de sedã, algo de assustar a titia, como ele mesmo dizia.

A suspensão dianteira era uma junção de braço inferior do GT-R com a torre McPherson do Commodore. A travessa dianteira sob o motor era, por incrível que pareça, intercambiável com a do Nissan Skyline, montando nos mesmos furos de parafusos. Essa era a única parte fácil da modificação. O restante atingia o número de 1.300 peças exclusivas, até o carro ficar pronto. Essa grande quantidade de alterações foi a principal causa de ser feito apenas um exemplar.

Orbital S2S




Esse nome vem dos motores Orbital, que já rodaram até mesmo em testes no Brasil.. Dois-tempos, foi uma promessa fortíssima, sendo até mesmo desenvolvido em conjunto com a Ford na Europa, que os montou em uma frota de Fiestas. Não chegaram à produção normal, porém.

O S2S tem carroceria monobloco de plástico reforçado com fibra de vidro, Kevlar e plástico reforçado com fibra de carbono, e um desenho feito por um estilista contratado, Bernie Walsh.

A maior parte das peças de chassis são do Rover Metro. Leve, com menos de 800 kg, tinha bancos do tipo concha e interior espartano, para uma agilidade exemplar com o pequeno motor de 1,2 litro.

Mirella TS230



O carro parece dos anos 1990, mas foi apresentado no início dos 80s. Idealizado por um médico de Melbourne, Mike Clancy, o Mirella tem motor de seis cilindros com turbocompressor, 2,3 litros, proveniente da marca inglesa Austin. É montado transversalmente, atrás dos bancos.

Chassis tubular, vestido por uma carroceria desenhada pelo cunhado Clive Potter, da Ford australiana, é extremamente bem proporcionado, e tem as portas abrindo como os Lamborghini. Usado por vários anos, teve o motor substituído duas vezes, a primeira por um Mazda rotativo, e depois por um Lancia dois-litros turbo.


Ford Falcon XF AWD




Os Falcons são os sedãs concorrentes dos Commodore da Holden. Mesmas características básicas, visando o mesmo mercado. Isso é assim há várias décadas na Austrália.

Em 1987, a empresa Advanced Automotive Technologies adicionou tração nas quatro rodas a um Falcon com potência aumentada para 367 cv a 5.000 rpm, no motor 4,1-litros, proporcionado pois dois turbocompressores.

Mas o incrível era o torque de 50 mkgf a 3.000 rpm. Chegava aos 100 km/h em 6,5 segundos e cobria o quarto de milha em catorze.  A engenharia foi extensa, mas o projeto acabou quando a Ford trocou a geração de XF para EA, que era muito diferente até no assoalho, inviabilizando uma adaptação.


Ilinga AF2





O carro é de 1973, e propunha ser um GT de quatro lugares com motor Rover V-8, automático, eixo traseiro rígido, duplos braços triangulares na frente, freio a disco nas quatro rodas.

O chassis era espacial, como um monobloco, feito de peças estampadas, e recoberto pelos painéis externos em plástico. Depois de todo o ferramental pronto, a qualidade era sofrível, e trocou-se o plástico por chapas de alumínio.

Só por esse prejuízo já era de se esperar que a empresa não fosse em frente, e foi o que aconteceu, apesar do carro ter um interior bastante atraente, com bancos Recaro, um guarda-chuvas exclusivo em um suporte idem, e, para 1973, um sofisticado sistema que travava portas, fechava vidros e apagava luzes, com temporizador programável. Apenas dois foram construídos.

Giocatollo






Um Alfa Romeo Sprint cupê, modificado extensamente, a fim de possibilitar a montagem de um V-6 de mesma origem de 2,5 litros entre-eixos. Esse é o conceito de arquitetura do Giocatollo.

O criador, Paul Halstead, corria de Lamborghini em provas australianas e pretendeu fazer seu carro de rali, no regulamento do Grupo B.

Freios Brembo, câmbio de corrida acoplado ao eixo traseiro (transeixo) da ZF, monobloco reforçado e muitas alterações de estilo, formaram um carro de desempenho ótimo.

Mas a Alfa Romeo não concordou em fornecer motores, e tudo foi refeito com um V-8 Holden, de 301 cv. Mais rápido que um Countach até 100 km/h, e só um pouquinho mais lento que um Porsche 911 Turbo no quarto de milha, chegava até 240 km/h. De 1986 a 89 foram feitos dezesseis carros.

JJ

23 comentários:

  1. Olá,

    Gostei do seu Blog e gostaria de fazer parceria com meu blog TOL Carros:

    http://www.tol3.net/t

    Já adicionei seu Link e gostaria de pedir que também adicionasse nosso banner ou nosso link em seu blog.

    Grande Abraço;
    Sucesso!

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  2. Esses australianos sabiam mesmo fazer bons carros, achei incrivel a semelhança dos Bolwell Nagari com os nossos Puminhas, salvo exceção dos motores utilizados, hoje eles estão mais voltados a fazer barcas com motor v8 como o Ford Falcon e o Holden Comodore...

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  3. Post muito bom, parabéns.

    Agora, mesmo sendo (alguns) obras interessantes de engenharia, quantos carros feios!

    O Giocatollo acabou com a linha da Sprint.

    O Orbital S2S me lembra as linhas do Lobini H1.

    Talvez as linhas mais harmoniosas sejam as do HDT Monza, com boas proporções.

    E, na minha opinião, o pior é o Buckle Coupe, que parece uma mistura de SL300, com Corvette e Cobra.

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  4. Juvenal, desculpa fugir do assunto, mas a capa da resvista do CREA-RS, Conselho em revista, merece uma olhada, sobre radares.
    Acho que o Bob vai gostar.

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  5. Roberto Dallabarba20/04/11 21:34

    Os australianos entendem mais é de motos.
    Mas não dá pra dizer que alguns carros são bastante originais: o GTR-X é um belo exemplo; o S2S e o MIRELLA também são diferentes e bonitos. Mas nos demais fica claro que os australianos são igleses que queriam ser americanos. Uma pena, porque me parece ser um país único.

    Mas muita interessante os carros de um modo geral. Belo post, valeu JJ.
    Abs.

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  6. merece um post desse mesmo naipe a africa do sul e seus exoticos carros pequenos com motorizações absurdas

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  7. Juvenal,
    Em 1992 dirigi na Inglaterra um desses Fiestas com motor dois-tempos Orbital. Três cilindros, 1,2 litro, 80 cv. Precisava ver a marcha-lenta, estável como a de um quatro-tempos. Foi matéria na Quatro Rodas, no tempo em que era editor técniao lá.

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  8. Sempre achei bastante interessante a cultura automobilística [i]aussie[/i], sempre há carros preparados fortes, até porque haja motor pra rasgar o deserto.
    Esse Giocatollo parece que teve uma frente de Lancia Beta Montecarlo enxertada, tenebroso.

    Bob, lembro dessa matéria, a Ford comprou a Orbital e engavetou o projeto depois...

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  9. Bob,
    pois é, o Orbital continua vivo, mas não vemos aplicação em automóveis. Me pergunto se é tão difícil assim, ou apenas conspiração.

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  10. Sobre os motores Orbital 2 tempos: já li algo a respeito e acredito que tenham sido engavetados apenas por restrições de emissões, já que deve ser um pouco difícil obter níveis aceitáveis de fuligem e monóxido de carbono queimando óleo junto da gasolina.

    A simplicidade mecânica e a alta potência específica os tornam aidna mais interessantes sob o atual contexto de redução de custos que todas as fábricas de automóveis embarcaram.

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  11. Transeunte
    O único problema dos dois-tempos que os grandes da indústria pesquisaram foi a emissão de óxidos de nitrogênio (NOx). Foi insolúvel, daí os dois-tempos não terem seguido adiante.

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  12. Apesar da nossa escassez de recursos na mesma época, faziamos coisas bem melhores aqui no Brasil, ao menos em termos de estética. E diferentemente da maioria desses australianos, que não passaram da fase de protótipo, vários dos modelos desenhados aqui chegaram a ser comercializados por um bom tempo.

    Para mim, a verdadeira vantagem dos "aussies" estava na variedade dos componentes mecânicos disponíveis, e também na falta de receio (ou de pudor) em misturá-los de tudo quanto é jeito.

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  13. Gurgel ganhou até prêmio pelos seus 2 tempos não? Tudo bem, eles pecavam em design, mas eram bastante originais e anteciparam tendências.
    Afinal por que raios, cargas d'água que a Gurgel foi a falência, alguém pode me dizer por favor? Sei que não foi por falta de méritos dos carros.
    Abs.

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  14. Roberto Dallabarba,

    Desculpe discordar, mas guiei um BR-800 na época de seu lançamento e achei ruim demais. (Aliás, o motor dele era de quatro tempos, inspirado no do Citroën 2CV.) Se a Gurgel não tivesse embarcado na fantasia quixotesca de fazer um carro popular, poderia estar no mercado até hoje como fabricante de veículos off-road.

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  15. Olá.
    Pra quem não sabe vivemos sob a égide do regime capitalista. Assim sendo, não há lugar para produtos ou empresas que não dão lucro.
    A Gurgel fechou por que não dava lucro. Simples assim. E naõ dava lucro por que seus produtos não vendiam. E naõ vendiam por que ninguém queria, pois eram ruins, toscos, caros e problemáticos.
    Talvez, como lembrou o Paulo Levi, houvesse lugar para ela no segmento off-road caso focasse em produtos parecidos com o Troller.
    Minha opinião é de que não merece essa reverência toda que se vê por aí. RIP.

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  16. Paulo Levi
    Querer fazer carro off-road na base do Kübelwagen, de traçào em duas rodas apenas, é sonhar demais. O Gurgel chegou ao ponto de mandar aplicar um adesivo na traseira para parecer tração nas quatro rodas, 4WIS, sigla de suspensão independente nas quatro rodas. Enganação extrema.

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  17. Belíssimo post JJ!!!! Provavelmente esse material nunca foi divulgado por aqui. Belo furo de reportagem!

    Eu "desconfio" que alguns modelos foram vetados pelas montadoras pelas razões de sempre:

    1 - segurança: aumento excessivo de potência frente ao pacote técnico desenvolvido para motores menos potentes e consequentemente velocidades mais baixas.

    2 - distribuição de peças e treinamento. Uma vez que uma montadora lança um modelo; tem a responsabilidade de prover peças e pessoal habilitado para fazer manutenção e reparos.

    Sei q não é nem um pouco romântico, mas não é tão simples uma montadora lançar um carro alterado especialmente em um País continental como a Austrália.

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  18. Paulo Levi
    Acho que bebemos de fontes diferentes.Até onde eu sei, o motorzinho do Gurgel era baseado no VW 16OO, do qual utilizava muitos componentes(camisas,pistões,bielas, balancins,etc.),imediatamente disponiveis, e componentes especificos que foram redesenhados e modificados a partir de peças do boxer 4 cilindros,como p.ex., o girabrequim
    O ferramental para o motor do 2CV foi oferecido a custo quase zero ao Eng.Gurgel, mas o "sourcing" dos componentes (todos!)era impossivel no mercado de autopeças local. E bancar a verticalização da produção de motores em pequena escala estava,claro,fora de cogitação
    A simples compra da "transfer" para usinagem das carcaças dos motores(fundidas fora) deixou a empresa quase a pão e laranja durante uma pá de tempo.Dessa forma, o carrinho foi construido com base em peças em sua maior parte provindas de outras marcas e modelos. Ficou uma maravilha? Ainda não.Baratinho? Ainda não.Mas a fila sempre anda...Do BR800 para o Supermini foi um bom primeiro passo.
    Não consigo olhar a trajetoria do Eng.Gurgel sem admiração. Nem depreciar o q. ele conseguiu produzir,tirando leite da pedra .Afinal,quem fez mais ou melhor do q. ele na tentativa de fazer automovel no país? N.Fernandes?
    Não q.fosse facil conviver com ele; dificil conseguir q. considerasse opiniões diferentes das suas proprias,às vezes chutava umas canelas-até algumas q.não devia-em suma, um hominho marrento De repente,talvez nem tivesse o estofo de "capitão de industria",tão focado q. era no chão da fabrica. Mas,a teimosia q.pode ter sido a sua perdição, foi tambem o cimento das coisas q.realizou, sim senhor.
    Alguem mais se habilita?

    abraços

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  19. Lawrence Jorge,
    obrigado pelos elogios, mas não é furo de reportagem não. Apenas uma curiosidade em procurar coisas diferentes para colocar aqui no AUTOentusiastas.

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  20. Este comentário foi removido pelo autor.

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  21. JJ,
    Excelente postagem!
    Tenho uma comparação a fazer...

    As ilhas isolam os "espécimes", tornando-os cada vez mais adaptados, criando "organismos" cada vez mais complexos e impressionantes, que não podem ser encontrados em nenhum outro habitat. Além disso, existe o chamado nanismo insular, que torna alguns "organismos" menores, para que cumpram melhor suas atividades naquele ambiente...

    E sobre o Nagari, ele também lembra muito o Ferrari 250 GTO...

    Um grande abraço.

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  22. Alexandre Freitas07/05/11 13:23

    Bem ao estilo "Mad Max"!

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  23. Excelente!
    Merece uma segunda parte, com outros especiais da terra dos cangurus, como Chimera, Pritchard, Arcadipane, Perentti e o Gvang, um supercarro a vapor.

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