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12 de abril de 2011

MANHÃ DE SEVENS


Depois que Anthony Colin Bruce Chapman desenhou e construiu o Lotus Seven em  1957, estava inaugurada a era do brinquedo de gente grande. A receita é típica do astuto e competente inglês: pouca massa e configuração motor dianteiro-tração traseira.

Décadas se passaram e dezenas, ou centenas, de “Lotus Seven” se multiplicaram mundo afora, produzidos tanto por empresas de porte médio como a inglesa Caterham quanto pequenos construtores, amadores até, no mundo todo. É caso do paulistano Ricardo Poladian, 40 anos, formado em Desenho Industrial, que produziu não um, mas dois Sevens em sua garagem na Granja Viana, em Cotia, região da Grande São Paulo.

Poladian tornou-se conhecido do AUTOentusiastas como leitor do blog. Por meio de seus inúmeros comentários nasceu o relacionamento com o Arnaldo Keller e se soube que ele havia mergulhado de cabeça na empreitada de construir uma réplica do famoso carro esporte. 

Estivemos eu, o Arnaldo e o Paulo Keller na garagem do Poladian para conhecer e depois andar nos seus carros. A garagem, que fica num belo e grande terreno, é mesmo coisa de autoentusiasta, com pôsteres, volantes de direção, cristaleira com miniaturas as mais diversas e, claro, ferramentas para mexer com automóveis e, no caso, até construí-los.


Lá estavam os dois Sevens, que não são iguais. Um tem motor de Honda Civic VTI,  com tecnologia VTEC, 1.600 cm³ e 160 cv a 7.800 rpm acoplado a um câmbio cinco-marchas de Chevette. Bloco e cabeçote são de alumínio  Outro, motor Vauxhall/Opel 2-litros DOHC 16V, bloco de ferro fundido e cabeçote de alumínio, 150 cv a 6.000 rpm, que conhecemos aqui no cupê Calibra e no Vectra de primeira geração versão GSI. O câmbio é o Opel R-25 de Omega quatro-cilindros, também de cinco marchas. Bem servidos de motor, os Sevens de Poladian.


Os carros ficaram prontos recentemente e apenas o de motor Honda passou pela balança: 660 kg, com distribuição de massa 52-48 por cento dianteira-traseira. Só com motorista a bordo chega à mítica distribuição 50-50 por cento.
“Foram três anos de trabalho, só aos sábados”, diz, orgulhoso, Poladian, que contou  com a ajuda de seu sogro Geraldo Ladeira Rose, 64 anos. Os trabalhos tiveram a imprescindível participação do mecânico/funileiro e por se formar engenheiro Alex Romero Brazão, grande responsável pela execução do projeto, e do também futuro engenheiro Élson Barão, responsável pelas soldas.
Poladian conta que a ideia de “fazer” seus Sevens surgiu no Encontro Paulista de Carros Antigos de Águas de Lindoia de 2007. "Meu sogro foi quem primeiro viu o Seven do Inácio Pupo, de Botucatu, e me chamou para vê-lo", contou. Estava lançada a semente.
Começou a caça de informações na internet e saltou à vista de Poladian o famoso livro de Ron Champion “Sports Cars for as little as £ 250” (Carros esporte por apenas 250 libras esterlinas), no qual encontram-se todos os detalhes e dicas para qualquer um construir seu Seven. Mandou vir o livro.


O chassi tubular do primeiro Seven foi feito numa metalúrgica do cunhado do sogro Geraldo, enquanto o  chassi do segundo já foi produzido na garagem da Granja Viana. Mas as carrocerias de ambos foram feitas na garagem utilizando dobradeiras de chapa operadas pelo hábil funileiro Brazão. A oficina conta também com equipamento de solda MIG, operado por Barão. As rodas são brasileiras, baseadas em desenho da Minilite inglesa. Os pneus são Toyo 195/50R15 na dianteira e 205/50R15 na traseira.
Poladian foi cuidadoso na escolha dos componentes dos seus Sevens. Os instrumentos, por exemplo,  são Willtech nacionais no “Honda” e Autometer americanos, no “Calibra”. O primeiro conta com, da esquerda para a direita no painel, conta-giros 0-8.000 rpm, termômetro d’água, velocímetro 0-200 km/h, nível de combustível e voltímetro. No outro Seven, velocímetro 0-180 milhas por hora (288 km/h), conta-giros 0-8.000 rpm, termômetro d’água, pressão de óleo, nível de combustível e voltímetro. Os diversos interruptores são ingleses, de bom aspecto e funcionamento.


Poladian escolheu distância entre eixos maior que a média dos Sevens, 2.550 mm, quando é mais comum 2.300 mm. “Eu quis que o habitáculo ficasse mais espaçoso e confortável”, disse, e realmente a acomodação é muito boa, embora seja melhor retirar o volante Momo de cubo rápido para as pernas passarem mais facilmente para a parte de baixo do painel. As bitolas são 1.460 mm dianteira e 1.500 mm, traseira. Os bancos-concha forem feitos pela Bantec e os cintos tipo competição são G-Force de quatro pontos e três polegadas de largura, com fecho central rápido.
A caixa de direção de ambos os carros é de Chevette, enquanto o eixo traseiro completo é de Opala quatro-cilindros. Os freios a disco nas quatro rodas são dianteiros de Opala e traseiros, de Kadett GSi , com freio de estacionamento. Do Opala vieram também as mangas de eixo.
Poladian teve surpresa com o motor Honda: ele vira ao contrário, sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Foi facilmente resolvido invertendo o lado de montagem da coroa do diferencial.
A suspensão dianteira é por braços triangulares superpostos com conjuntos mola helicoidal-amortecedor GAZ, ingleses, com prato de mola  rosqueado para ajuste de altura de rodagem e ajuste de carga do amortecedor. Não há barra estabilizadora. Na traseira são usados os mesmos conjuntos GAZ, montados verticalmente no plano transversal e inclinados para frente longitudinalmente. Dois tensores de cada lado e uma barra transversal Panhard cuidam da localização do eixo. Também não há barra estabilizadora atrás. O tanque de combustível de 45 litros, de Chevette, fica na extremidade traseira e na posição vertical original do carro da GM.

Como andam
Com 660 kg e 160 cv o resultado não poderia ser outro: o carro com motor Honda anda mesmo, devido à relação peso-potência de 4,12 kg/cv. Não medimos desempenho, mas um 0 a 100 km/h abaixo de seis segundos pode ser esperado: diversão pura. No caso do motor Honda VTEC, devido ao escapamento algo ruidoso e localizado na direita, na hora em que o sistema troca o ressalto do comando pelo bravo, a 5.500 rpm, o som do escapamento muda completamente, dá um berro e literalmente estilinga até 8.000 rpm, a rotação de corte. É empolgante.
O rodar é áspero e distante de qualquer conforto. As primeiras impressões são de um carro de grande competência em curvas em asfalto razoavelmente liso. Na rodovia Raposo Tavares o tráfego na manhã de sábado era intenso, impedindo qualquer avaliação mais profunda. Vamos ver se o Poladian vai conosco até o trecho comentado no recente post do novo Corolla, a SP-036. Mas deu para sentir o acerto da receita de Colin Chapman e da construção do Ricardo Poladian. O  Seven freia bem, dobra bem, com boa resposta de direção.


O outro, de motor Calibra, com mais cilindrada, tem uma empurrada diferente, pega mais mais em giro baixo, o ronco é mais encorpado e seu maior peso se faz sentir – bloco de ferro fundido, lembre-se, e o câmbio pesa mais. Deve tocar os 700 kg com certeza. As características são as mesmas do outro, com a diferença que o escapamento fica do lado esquerdo e não dá  a "explosão" do VTEC.
Ricardo Poladian e seu sogro fizeram mesmo dois incríveis brinquedos. “Não os construímos para fins comerciais, ainda nem sei quanto nos custaram, mas várias pessoas se interessaram e é possível que façamos dez exemplares”.
Pelo que vi e senti, acho que não vai ficar só nisso...
BS

O Arnaldo Keller fala
O Ricardo Poladian e seu sogro realizaram o que muitos autoentusiastas ficam só no sonho e não peitam realizar. Os dois cismaram de construir eles mesmos seus esportivos e os fizeram, um pra cada um.
Já tentei montar um Porschinho 550 na fazenda e deu tudo errado, desisti. Vi que não presto pra isso, sou muito tosco.
Como não poderia deixar de ser, o Seven do sogrão é o mais clássico, na cor British Racing Green com faixa amarela, mostradores do painel com estilo da década de 50 e motor mais elástico e menos nervoso (GM Calibra de 2,0-litros).


Note que eu só disse menos nervoso, o que não significa que não seja nervoso, já que os Seven são todos nervosos por natureza e o sujeito que entra num Seven quer mais é se adrenalizar, tipo o sujeito que entra num carrinho de montanha russa.
O Seven andando não serve pra gente tomar sorvete de casquinha, seja guiando ou de carona, assim como carrinho de montanha russa não serve pra gente tomar sorvete de casquinha. Na primeira acelerada, que é instantânea, você mete o sorvete no olho ou na testa e na primeira curva o que restou da bolinha voa pela tangente. Tá explicado? Isso fora a ventania, que bufa de todos os quadrantes, todos. Garotas, não usem saia quando forem passear de Seven, ou, dependendo de suas intenções e pernas, usem...


Então, ao compararmos o Seven do Ricardo com o do Geraldo, é bom entender em que nível é feita essa comparação – um nível de agilidade geral que poucos carros atingem.
E acho bom fazermos esse comparativo, pois tenho certeza que teremos mais Sevens no Brasil e cada Seven sai diferente do outro, ao gosto do freguês, e esse freguês precisa saber o que melhor se encaixa no seu gosto.
Já o Seven do Ricardo tem um aspecto mais moderno. Mas essa modernidade praticamente se restringe ao painel, por ter mostradores mais modernos, já que a carroceria com o alumínio exposto sem pintura também era muito usada na década de 50.
Babei mais no verdinho.
As rodas de ambos, iguais, têm desenho inspirado nas rodas de gomos de laranja dos Lotus dos anos 50 e lhes caiu muito bem. Ambos os carros estão de muito bom gosto, muito chiques em todos os detalhes e muitíssimo bem-acabados, tanto que comentei na roda que se me dissessem que eles tinham sido importados de uma tradicional fabricante inglesa, tipo Caterham, eu teria acreditado, ao que todos concordaram. O Ricardo e o Geraldo estão de parabéns, mesmo – é de cair o queixo e um colírio para os olhos, admiráveis.


O do Ricardo, como disse o Bob, tem motor de cilindrada mais baixa e potência mais alta. Esse motorzinho de 1,6 litro da Honda fez história, já que tem uma potência específica altíssima, 100 cv por litro. O endiabrado vai a 8.000 rpm. Quando atinge ao redor de 5.500 rpm ele alucina e dali às 8.000 é um tapa, tipo motor quatro-cilindros em linha de motocicleta forte.
O Bob gostou mais do Seven do Ricardo – gostou dessa estilingada do motor Honda. Já eu gostei mais do Seven do Geraldo, com motor do Calibra, pelo maior torque que ele já fornece em baixa. Gosto de carro leve com motor torcudo, pois dá a sensação de que o carro é mais leve ainda, de que o motor nem se dá conta de que está carregando peso.
Os números dizem que o Honda tem 10 cv a mais que o GM, dizem que esse motor é mais leve e tudo, como disse o Bob, mas não sei não. Estando emparelhados na estrada e em terceira marcha, me pareceu que o Bob nos provocou dando uma acelerada forte, escutei o Hondinha dele gritando esgoelado, e eu, claro, não deixei barato e toquei o pé na tábua. Despachei o cara.


Depois o Bob veio com um papo de que o meu estava com o motor cheio e o dele ainda não, e tal, mas aí não sei se é que ele não quer dar o braço a torcer ou se é porque o meu andou mais mesmo. Pelo que o conheço, a verdade nunca saberemos, porque na queda de braço, o braço do Bob quebra mas não verga. Portanto, não discuti. Mas que ele tomou pau, tomou.
Pode ser que em outras condições, ele levantando o giro lá pras estratosferas pra depois a gente rachar, tudo bem, até pode ser, mas dessa vez ele tomou e por enquanto estamos assim, ele tomou.
Achei que esse entre-eixos mais longo caiu bem no Seven. Em linha reta estavam bem estáveis e com comportamento perfeito nas curvas, só precisando de algum acerto na resposta da direção, que não me pareceu linear em todo o seu curso.


Essas reuniões de amigos pensando sobre um carro específico são ótimas, pois além do prazer de nos juntarmos para curtir o autoentusiasmo em comum, todos aprendemos alguma coisa, todos adicionamos algo ao nosso conhecimento.
De cara, ao sair guiando e tendo o Ricardo de carona em seu carro, achei que os pneus estavam muito cheios, muito duros. Perguntei ao Ricardo e ele disse que ambos os carros estavam com 26 libras na frente e atrás. Chutei que seria bom experimentar com 20 ou 22, já que o carro é bem leve. Ao parar no posto perguntei sobre isso ao Bob e ele disse que sentira o mesmo, e mandou colocar 22 na frente e 20 atrás. Fizemos isso nos dois carros e melhorou. Eles ficaram mais assentadinhos, mais no chão. Falou para experimentar diminuir a ação dos amortecedores na compressão, já que esses Seven têm amortecedores de ação regulável, e o Ricardo disse que posteriormente experimentaria.


Nessas eu já havia telefonado ao Eduardo Polati, nosso amigo de longa data, engenheiro, que construiu um Seven que testei em Interlagos para a revista Car and Driver Brasil algum tempo atrás. O Seven dele, batizado de Motiva, é totalmente moderno do ponto de vista de engenharia, tem suspensão independente nas quatro e os próximos já terão a caixa de câmbio no eixo traseiro para melhor distribuição de peso. O Motiva está começando a ser fabricado em série, pequena por enquanto, são quatro efetivamente encomendados.
E o Polati foi encontrar conosco no tal posto de gasolina. Ele já conhecia o Ricardo, mas não havia visto os carros dele já prontos. E o Polati, juntamente com o Bob, deram boas dicas para melhorar ainda mais o comportamento dos Seven, principalmente quanto à suspensão dianteira; alguns detalhes, tipo Ackermann, posição exata da barra de direção, câmber, cáster etc, que só especialistas como esses dois sabem e creio que foram de muita valia ao Ricardo.


Eu também, claro, colei nos caras pra aprender, enquanto que meu primo Paulo ficava tirando fotos e mais fotos, empurrando Seven pra lá e pra cá, virando rodas pra lá e pra cá, achando ângulos que só ele sabe achar, vendo coisas que na hora só ele vê.
Adorei essa manhã de sábado, pois ela juntou um grupo de amigos, legítimos e saudáveis autoentusiastas, fazendo o que adoram fazer.
Que dias desses se repitam.
Parabéns, Ricardo e Geraldo, e muito obrigado.
AK

72 comentários:

  1. Foi uma revigorante manhã de sábado!
    Mas dá para ver que os dois se divertiram muito e eu trabalhei... ;)
    Mas nesse caso o trabalho foi muito divertido também.
    Agradeço ao Ricardo pela oportunidade de fazer uns cliques legais.
    PK

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  2. Pessoal!
    Que inveja! Inveja boa, claro...

    Parabéns pelo post!

    E realmente, dêem um jeito de levar esses carros para aquela estradinha que o Bob falou e pelo amor de Deus, gravem pelo menos o ronco desses carros dando uma estilingada, deve ser pornografia auditiva...

    Abraços!

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  3. Bela dupla!!... Aproveito o espaço para parabenizar os idealizadores e construtores deste projeto que nada deixa a desejar ás réplicas existentes lá fora! E é claro, a equipe do AUTOentusiastas pelas avaliações sempre muito precisas, quase nos transportando para dentro dos carros!.. Muito obrigado.

    Uma perguntinha básica. Quando são realizado os testes, qual a calibragem usada nos pneus?. Levam-se em conta o fator distribuição de massas entre os eixos , posição do motor (tração dianteira e traseira), tipo dos compostos utilizados, e também a forma de pilotagem?.

    Saudações a todos!

    Henrique.

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  4. Tenho uma tara por estes carrinhos ai... verdadeiras cadeiras elétricas para uso urbano. São baratos, rápidos, precisos e... entusiasmantes.

    Parabéns ao Ricardo e ao Geraldo por terem perseverado e realizado seus sonhos.

    Queria saber se para o Ricardo foi difícil legalizar os veículos e como fica a questão das emissões de poluentes, visto que as "autoridades" estão fechando o cerco cada vez mais.

    Acredito que andar no piso ruim com o Seven deva moer a coluna do sujeito em pouco tempo... Por isso, também gostaria de saber como é o ajuste da suspensão destas baratinhas para suportar a buraqueira das nossar ruas e estradas.

    Parabéns ao Paulo pelas fotos, e ao Arnaldo e Bob pela experiência e conhecimento compartilhados.

    Um ótimo post, sem dúvida.

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  5. Dêem uma olhada nesse fabricado em Curitiba: http://www.trikemax.com/audax1.htm
    O que vocês acham?

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  6. Parabens ao Ricardo Poladian e o Geraldo Rose. Manter vivo o entusiasmo pelo automóvel hoje, nestes tempos pasteurizados.
    Parabens também ao Alex Brazão e ao Élson Barão, por "botar a mão na massa" com tanto cuidado e dedicação.
    Gostei muito do acabamento interno dos "Seven BR", mais uma vez demonstra o capricho de norteou a execução do projeto.
    Vi só um pequeno deslize: faltou o 7 na grade dianteira! Não vai ter?

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  7. Pelo amor de Deus...se vocês realmente conseguirem andar com estas máquinas na SP-036, e chegarem em Joanópolis, buzinem, gritem aos sete ventos, façam o estardalhaço que for e chamem a atenção. Eu preciso ver estas pequenas maravilhas andando no quintal da minha casa....
    Um dos melhores posts do ano, sem dúvida!

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  8. "Essas reuniões de amigos pensando sobre um carro específico são ótimas, pois além do prazer de nos juntarmos para curtir o autoentusiasmo em comum, todos aprendemos alguma coisa, todos adicionamos algo ao nosso conhecimento."

    Parabéns pelo magnífico post.

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  10. Adorei o com motor Honda, aliais, nenhum motor supera o B16A...show de mais!!!

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  11. Junior Antonini12/04/11 12:49

    Eu quero um com motor Duratec e peças Cosworth :) Setup que vai pro meu Focus :)

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  12. Excelente Post ! água na boca é pouco ao terminar de ler . Parabéns !

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  13. Uma pergunta: Como eles fizerma para emplacar os carros nessa terra tão burrocrática?

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  14. Então, eu também olhei e vi que estão emplacados e me veio a curiosidade a respeito do procedimento.

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  15. x2 .

    Fantásticos.

    Destrinchem o caminho das pedras do emplacamento please.

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  16. Ricardo Poladian12/04/11 14:21

    Gostaria de agradecer os elogios e comentarios e principalmente o trio Arnaldo, Bob e Paulo, gente do bem e que tem prazer no que fazem, esta aí o resultado.
    A respeito do emplacamento, é necessário a inspeção no Inmetro, classificação como prototipo, um bom despachante e muita paciencia.
    Ricardo Poladian

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  17. Mas é feio demais essa geringonça!!

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  18. Como sempre mais um ótimo post!!

    Já me "aproveitando" do assunto sobre RÉPLICAS , gostaria de avisar aos ENTUSIASTAS e CORAJOSOS de plantão que estou me desfazendo de todo meu ferramental(Matriz) para a fabricação da réplica da Picape Ford F-1 ( ano 50).

    Só fabriquei duas carrocerias com esse molde ....

    Taí o contato....

    http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-177977126-picape-ford-19501948-moldes-para-replicas-em-fiberglass-_JM

    JONES

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  19. Po esse C20XE me da agua na boca pra por no Chevette...

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  20. Para ficarem perfeitos, só se o verde tivesse motor honda e fosse meu!!! ueaheuaheueaheauehauaehaeuhaeuaehuaehaeuhaeuhaeuhaeu

    Curti demais as rodas réplica das minilite. Impressionante como elas ficam bonitas no Seven! Fiquei imaginando elas em um chevette dos 1os que vieram pra cá. devem ficar matadoras!

    Lindos os carros, execução primorosa!!! Como não tenho habilidade manual suficiente pra fazer algo parecido, um dia hei de comprar um pra mim!! Mas o meu com o K20Z3 do Civic SI. Gosto de motor girador!!

    Ricardo Poladian, uma dúvida: pretendem preparar os motores ou vão deixar desta forma?

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  21. Essa traseira quadrada destoa pacas do carro. É o banco da sogra???????

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  22. Anônimo das 15:34

    É melhor vc falar isso pro Colin Chapman. Ele desnhou o carro.

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  23. Nossa!!! Parabéns para os construtores dessas máquinas. Uma pena nos não termos muito mercado para carros artesanais como se tem na Inglaterra e EUA. Senão carros assim, feitos por entusiastas para entusiastas, seriam bem mais baratos. Se eu fosse rico, seria um rico bem excêntrico, pois iria rodar com um desses no meu dia a dia. Não preciso mais que dois bancos, e minhas compras geralmente vão no pé da minha esposa mesmo... Fora que eles devem ser bem econômicos por causa do peso.

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  24. Muito legal!
    Eu, como todo mundo aqui, deve estar pensando: "por quanto $$$ ele me faria um?" rs

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  25. parabéns, parabéns. tanto aos Auto Entusiastas, pela ótima matéria, quanto para o Ricardo Poladian e os demais envolvidos na construção desses Seven.

    ver que tem gente por aí construindo carros divertidos e com personalidade, independente da idade do projeto, enquanto a grande indústria automotiva brasileira mata seus carros com mais caráter e não lança substitutos à altura, me dá uma injeção de ânimo sem igual.

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  26. Olavo Fontoura12/04/11 17:58

    Colin Chapman, além de ter mandado muito pilotos para o andar de cima, realmente era um gênio em mecânica, tanto que seus projetos continuam atuais até hoje.

    Mas num ponto eu sou obrigado a concordar com o box666. O Seven é mais feio que bater na mãe, pelo amor de Deus...

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  27. O Eduardo Palandi disse tudo. Parabéns!

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  28. Acompanho a dúvida do Carlos Eduardo, como tenho um corsa B 1.8 turbo e já é um brinquedo de gente grande (940kg/220cv). Sei que ambos os motores preparados tornariam esses carros verdadeiramente esportivos (lembra Arnaldo da tua voltinha no lótus exige com motorzinho 1.8 toyota e blower?).

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  29. Deu gosto de ler esse post!!

    Parabens ao Ricardo Poladian pela iniciativa épica!

    Sério que vendo o post pensei no motorzim do meu carro (palio 16v motor Torque AnteStep) e deu uma p#$@ vontade de fazer um esquema desse. Pensei tambem em um seven com um motor fivetech do marea... oque será que iria acontecer??

    As possibilidades são infinitas!

    Ao pessoal do AE, parabéns pelo post e pelas fotos. Todas belíssimas!

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  30. Vamos chover mais um pouco no molhado: excelente construção! Duvido que fique somente nas dez unidades (e faço votos que não pare por aí...)

    Já teve um post tempos atrás sobre o Caterham Seven que deu água na boca, só de ver os preços relativamente camaradas a que são vendidos na Inglaterra. Sabendo agora que essas máquinas estão sendo feitas por aqui, com tamanha qualidade, não vai prestar! Vou ter que aumentar a medicação...

    Para ver como são as coisas, não acho o Lotus/Caterham 7 feio, é perfeito para o que se propõe, dar prazer absoluto ao volante. Só fico imaginando como deve ser andar com uma "pulga atômica" dessas em Interlagos, bem à moda...

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  31. Parabens aos reis magos, quando voces estavam apenas taxiando as máquinas, no patio do posto, devem ter a sensação que mais perto chegamos dum seven, passear de MP lafer, com aquele narigão comendo a esquina. Não foi por isso que pedi a palavra, minha dúvida é o seguinte: A coroa do diferencial invertida. Sabemos que a kombi levanta a traseira em arrancada, quando o fusca afunda a mesma por causa dessa inversão da coroa. Entre o chevette e o opala temos a mesma situação devido à posição que o pinhão encontra a coroa, se tirarmos os amortecedores traseiros de ambos numa arrancada o chevette levanta a traseira enquanto o opala tenta empinar, torcendo o bico contra a rotação do cardâ. Muitos pensam que é por conta do cardâ bi-partido do chevette. Sinto que o levantamento da traseira causa mais burnout dos pneus tanto na kombi quanto no chevette, que tem menos peso/potencia que seus pares citados. Os senhores tiveram essa impressão de que o seven de motor honda patinaria mais, ou não.(pergunto num teclado dum acer que perdeu a interrogação, hehehe)

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  32. Arnaldo e Bob, muito obrigado!!! Que delícia de post! Entre o modelo com motor Honda e o com motor Opel, acho que ficaria com o Opel pela facilidade de obter boa aceleração sem ter de aguardar o comando VTEC "bravo" entrar em ação, mas uma suspensão traseira independente não cairia mal... Enfim, deu para dar uma boa "viajada" lendo o texto. Novamente, muito obrigado!
    Ah, Paulo, excelentes fotos, principalmente a 243a e a 104a. Parabéns!

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  33. Acho que eu queria dizer MAIS relação peso/potencia, pois o chevette e a kombi eram bem fraquinhos de motor e patinavam pacas.

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  34. Ricardo e Geraldo,

    Acompanhei uma parte (a melhor, o final) da construção dos dois carros..
    PARABÉNS!

    Foi um esforço que valeu a pena!

    Quando começam os outros dois???

    Abraço

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  35. Parabéns, belíssimos carros e post, só faltaram vídeos...

    Realizaram o sonho de muitos, meu inclusive.

    Uma dúvida preocupante para os entusiastas que pretendem executar tal empreitada mais a longo prazo, como ficará a legalização de um 'homemade' desses a partir de 2014, vai precisar de airbag e abs também?

    West

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  36. otimo texto! finalmente um projeto brasileiro decente em muito tempo. só gostaria de saber, e a documentação dos carros como está? huahuahuahua

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  37. Bob,Arnaldo,Paulo
    que sabadão!Estamos todos de parabens pelo evento. Vcs, pelo privilégio de conviver e desfrutar essas maquininhas maravilhosas;os construtores,pelo reconhecimento unânime da excelência do seu trabalho e da sua dedicação. E nós entusiaastas, pelo post "carnudo" q. resultou dessa verdadeira festa!
    Na minha humilde opinião, o Seven,tal como o Sr. Chapman botou para rodar,não era perfeito, mas era, de longe, a melhor coisa q. podia acontecer para quem queria pilotar, e naõ tinha a grana. Tanto não era perfeito que, depois de mais de cinquenta anos,centenas ou milhares de entusiastas se empenham em criar, sempre respeitando o conceito original,alguma coisa nova para manter o carrinho na busca da perfeição."Nunca vamos chegar lá,claro,mas é tão divertido tentar!"
    Acredito q. está aí o gênio desse homenzinho desconcertante e sempre surpreendente-um virus de entusiasmo q.infectou tantos amantes do automobilismo
    Umas dúvidas:pelo q. entendi, o Poladian e o Rose optaram por construir chassis mais longos-será q. fizeram mais largos tambem, como no caso do Elfin T5 australiano?Se for o caso, podíamos tentar convencê-los a construir tambem suspensões de braços superpostos nos quatro cantos...O carro do Polati deve ter o esquema do Donkervoort-vi um,argentino,com motor AP 1.8 turbo,caixa e diferencial traseiros e suspensões McPherson nos dois eixos;na traseira,ainda dá para esconder, mas na frente fica horroroso de se olhar. Mas, a pergunta é seguinte: mesmo que fique muito bão,não seria uma heresia?
    Outra coisa: nunca soube(tem uma pá de coisas q.eu não sei)que uma caixa de cambio pudesse funcionar "ao contrário",como no caso motor Honda+caixa Chevette. Isso vale sempre?
    Quanto à traseira quadrada,se a sogra é gorda,só cabe esquartejada; em compensação,cerveja, cabe um montão...

    OBRIGADO,PARABENS
    Abs

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  38. Quanto a achar o carro feio ou bonito é questão de gosto, eu acho o design dele lindo, mas se fosse construir um (caso pudesse), poderia alterar o design para melhorar a aerodinâmica.

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  39. Tem gente querendo colocar ainda mais potência que os 150/160 cv nesses Sevens de menos de 700 kg.
    Realmente, não vejo necessidade.
    O grande prazer dos Seven é sentar sobre o eixo traseiro, ver a frente lá longe virar e entrar na curva bem antes que vc, e o bichinho agarrar feito carrapato no chão.
    Se tivessem ao redor de 100 cv já seriam estonteantes.
    Mas, uai, quem quiser mais que o faça.
    O motor 5 cil do Marea cairia muito bem, sim, pelo torque e pelo ronco.
    Não senti o Seven-Honda enrguendo a traseira na arrancada. Não fiquei atento a isso ao guiá-lo e creio que se ele o fizer não é muito marcante.
    A suspensão traseira independente é sempre muito bem vinda, mas todo o conjunto não favorece lagar a lenha em asfalto ruim, curso curto de suspensão, etc. O negócio dele é asfalto civilizado mesmo e tudo bem. Então, não está mau esse eixo traseiro do Opala 4-cil. Vai bem, sem problemas.
    O Seven original vinha com 2 tipos, eixo rígido e De Dion (mais cara, na época).
    Na traseira quadrada não vai nem sogra esquartejada nem cerveja. Vai o tanque de gasolina.

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  40. Ótima matéria!
    Esse é um brinquedo que gostaria de ter, diversão pura! nada de extra! Se tivesse mais conhecimento de solda e coisas do tipo, encararia o serviço tranquilamente.
    Aliás, se alguém souber de empresas que vendam kits para fabricação desses modelos, acho que seria legal postar aqui, tenho interesse em comprar.

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  41. Ivo Junior13/04/11 10:19

    Belíssimo post, parabéns aos idealizadores das máquinas e aos avaliadores.

    Ainda farei o meu, na linha do comentário do AK: "O motor 5 cil do Marea cairia muito bem, sim, pelo torque e pelo ronco."

    Maldades à vista, hehehe. Taí um irmão à altura dos meus dois Marea Turbo. :)

    Abraço.

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  42. Paulo

    Então, Vc quer fazer um Caterham 21,,,
    Vai lá,faz um 21! Na hora de tirar uma casquinha,primeirão aqui!!

    abs

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  43. Ivo Montanha,

    Já respondi seu email e sempre volta. Tem coisa errada aí.
    Me escreva de novo, talvez com outra caixa.

    abs

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  44. Já faz tempo que eu tenho o livro do Ron Champion, mas infelizmente minhas condições não me permitem me enfiar de cabçea neste projeto. Minha maior preocupação no entanto é com relação a legalização do carro. Há legislação específica para legalização de carro artesanal, mas é bem burocrática: exige a emissão de uma ART do projeto por um engenheiro (eu, que tenho já uma experiência até razoável em projeto mecânico, não posso assinar uma ART por ser formado como tecnólogo mecânico) e inspeção de uma grande lista de itens do veículo por uma empresa especializada.

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  45. Fernando,

    Você citou um problema sério para os autoentusiastas construtores. A legislação é defeituosa e acabou por me fazer desistir de licenciar meu carro . Foi inspirado nos conceitos do Seven, em 1957: kitcar, leve, rápido, espartano e baseado em mecânica de linha facilmente disponível.

    Em tempo: Parabéns a todos articulistas e construtores envolvidos neste blog. Isto é autoentusiamo!

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  46. Fantastica reportagem, os caros sao mesmo brinquedos de gente grande!!!!!! Parabems Ricardo e Geraldo pela garra e competencia!

    Huberto Guidi(Madu)

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  47. Esses carros são muito entusiasmantes, lembram latas de sardinhas... rsrs
    Não quero imaginar um desses batendo...
    Afinal de contas, carro foi feito pra desviar dos obstaculos, não bater...

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  48. Bruno,

    então não imagine motos batendo ou caindo.
    Esses Sevens são muito mais seguros que motos, desviam mais rápido e freiam melhor.
    E moto não tem cinto de segurança e tudo bem.
    É ou não é?
    Pra se matar basta uma bicicleta e um maluco.

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  49. Pois eh Fernando e Eduardo..... Eh uma faca de dois gumes: Se p um lado a legislacao eh bem restritiva qto a carros artesanais, por outro tb imagine se fosse menos restritiva? Teriamos varias pessoas de ma indole (picaretas), fabricando porcarias perigosas.... Lembram-se do "Emme-O lotus brasileiro"?

    Triste eh saber q na inglaterra ha mais fabriquetas(o q eh tradicional!), q um dito "Pais continental", como o nosso...

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  50. Voces falam de segurança em carros artesanais, tem coisa mais tosca e perigosa do que os triciclos que estão na rua? Se eles são licenciados, porque não um carro tão bem feito como estes não pode ser?

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  51. Quanto será que sai uma belezinha dessas ? Meu sonho de consumo total...

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  52. Eduardo Leal:
    Achei muito legal seu projeto, já está em fase avançada né? Você vai se divertir bastante com ele mesmo sem placa, mas se fosse eu depois de tanto trabalho, tentaria pelo menos ver avançar um pouco no caminho da legalização, que este carro nas ruas seria muito interessante!
    Anônimo - 14/04-10:34
    A nossa legislação permite a fabrição de 3 carros artesanais por pessoa por ano, não acho que facilitar um pouco iria piorar tanto assim. Eu lembro do Emme, mas porque ele seria perigoso?
    E seria interessante dar uma olhada por aí na internet em crash-tests de carros chineses, os mesmos que estão começando a ser vendidos aqui, para ver que "não-artesanal" não é sinônimo de seguro. E isso pra não falar da Kombi...

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  53. Queria parabenizar ao Ricardo e ao Geraldo pela execução do projeto. Com certeza é um sonho de consumo de muitos AUTOesntusiastas. Meu, inclusive.

    Tenho uma dúvida quanto à suspensão dianteira. No livro do Ron Champion(se não me engano), tem uma sujestão de suspensão dianteira(da geometria dos braços e tudo mais). Ricardo, você seguiu essa sujestão ou projetou uma do zero?

    Lendo essa matéria minha vontade de ter um Lotus Seven só aumentou...

    Acho que um mais clássico(com os para-lamas dos '50 e poucos, inclusive) com um motor CHT mexido, ficaria muito legal. Se não me engano o motor dos primeiros seven eram geralmente da Ford, muito semelhantes ao CHT, e com kits Cosworth.

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  54. Ricardo Poladian15/04/11 15:05

    Caro Rafael, o livro do Ron Champion ajudou bastante mas nosso chassis tem dimensões um pouco maiores do que o original, para ser mais confortavel e com entre eixos maior. Assim a geometria da suspensão dianteira praticamente foi feita do zero. A Lotus usou motores Ford por muito tempo, aconselho a colocar um Duratec 2.0. Abraço.

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  55. Ricardo,

    Olhando no site http://www.sevenesque.com/ , onde tem o projeto do chassis desses carros, ví a opção "442" (4" mais largo,4" mais longo e 2" mais alto) que o chassis padrão, justamente para aumentar o conforto dentro do carro. O projeto recomenda chassis com tubos de secção quadrada de 1"x1" e parede "chapa 16"(que dá algo próximo de 1.83mm de espessura). Qual espessura dos tubos o livro do Ron Champion indica? Infelizmente não tenho esse livro, ainda... :(

    A idéia do Duratec, ou mesmo do Zetec é o que tenho em mente. Mas penso em fazer primeiro com um motor mais barato e menos potente. A idéia do CHT mexido cairia bem em um com estilo mais clássico.

    Quanto a suspensão dianteira, o uso da manga de eixo do Opala limitou muito algum fator da geometria geral? Tiveram algum problema em usar o K.P.I.(King Pin Inclination) da manga de eixo do opala? Ou não tiveram problemas com isso?

    Mais uma dúvida, qual o fabricante dessas rodas? Achei muito bonitas.

    Muitíssimo obrigado pelos esclarecimentos e mais uma vez, parabéns pelos carros e pela coragem de fazê-los!

    abraço.

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  56. Ah....Esqueci de perguntar: vocês importaram o "bico" do carro, ou conseguiram fazer? Caso fizeram, como obtiveram o molde? Pergunto isso pois já ví vários sevens e em muitos deles o bico era bem estranho, diferentemente do seu e de seu sogro.

    Abraço!

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  57. Bera Silva17/04/11 10:55

    Rafael, no livro de Chris Gibbs, ele usa tubos 25x25, 19x19 e 51x25 de espessura 16SWG = 1,63mm (veja :http://www.qsl.net/lx2sm/conversion1.htm), o comprimento da base do chassi é 2360 e a largura é 1118.

    Luis CJ, acredito que a montagem da coroa, por si só, não interfira no levantamento da traseira. Com certeza, o que faz a traseira levantar ou afundar durante a arrancada é a geometria da suspenção e sua relação com o CG do veículo. Quando a traseira desce e/ou a frente sobe, chama-se "squat" ou arfagem, isto ocorre devido a transferência de peso para a traseira do veículo, aliviando a dianteira. Para minimizar esse fenômeno trabalha-se com a geometria anti-squat, que leva em conta, além da geometria da suspenção, a posição do CG do carro.

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  58. Fantásticos o trabalho e a reportagem! Em um país que está tentando assassinar o autoentusiasmo, enche o coração de esperança ver gente sair do lugar-comum e fabricar seus próprios brinquedos.

    Parabéns e obrigado a todos!
    Fernando Silva

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  59. Ricardo Poladian18/04/11 12:13

    Ola Rafael, nosso projeto esta bem proximo do 442, usamos tubos quadrados de 1"x1". Quanto a manga do Opala não tivemos problemas quanto ao KPI, mas sim com a localização do braço da caixa de direção, assim invertemos os lados e aumentamos o caster. As rodas foram feitas com exclusividades para nos por um fabricante do sul do país. Referente ao bico, conseguimos um na Argentina que nos serviu de base, mas foi quase todo refeito para fazer o moldelo, principalmente pelo fato do carro ser maior.
    Só para esclarecer, o diferencial do Opala foi montado invertido, nele não é possivel inverter a montagem da coroa como no Fusca.
    Obrigado novamente.

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  60. Ricardo e Geraldo

    Parabéns

    Me lembro um dia que vi o chassi montado em sua garagem,era o começo do projeto.
    Tinha certeza que o resultado seria esse, ficaram simplismente maravilhosos.
    E agora? Qual a proxima ?
    Um abraço
    Agnaldo Silmara e JP

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  61. Mauro Letizia19/04/11 11:27

    Me lembro deste projeto desde o início e queria contar que esse sucesso foi fruto de muita dedicação, seriedade e capricho extremos!!! Quando andei no carro (ainda inacabado) soltei o famoso PQP!!! Realmente eles ficaram DEMAIS! Parabéns Ricardo e Geraldo!

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  62. Bera,

    Obrigado pela correção. Tinha feito confusão com outros valores que tinha em mente, acontece.

    Ricardo,

    Acredito que para mim, o ideal seria um chassis "442", pois tenho 1,87m. Com a sua experiência, o que acha?

    Não sabia que vendiam esse tipo de peças na Argentina. Comprou de alguma loja ou de alguem que fabrica por conta própria? Ainda tem os moldes dos bicos que vocês fizeram?

    Esses dias atrás estava pensando na possibilidade de usar manga dianteiras do Fusca, que são bem mais leves que as de Opala. Só não tenho certeza se são simétricas(principalmente no prolongamento onde vai o terminal da barra de direção). Mas também tem as mangas dos chevettes e dos Corcéis.É questãod e vasculhar ferro-velhos e ficar esperto com as peças.

    Abraço e mais uma vez, parabéns! :D

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  63. Ricardo,

    Esqueci de perguntar. Na legislação atual, não é ossível legalizar carros sem para-choques. No caso dos Sevens o para-choques ficou sendo o bico mesmo?

    Abraço.

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  64. Ivo Junior,
    dois Marea ????? você merece a canonização !!!!!
    Como você aguenta essas coisas que parecem um Corcel quando entra nas curvas ?

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  65. Este comentário foi removido pelo autor.

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  66. Calma Arnaldo, já sofri acidentes tanto de carro como de moto, felizmente não por impericia minha, posso dizer que moto é muito mais perigoso por apenas um motivo... O parachoque é vc!! Falei da segurança do carro que por ele ser de chassis tubular no caso de uma colisão frontal o motor seria deslocado para trás esmagando quem estivesse nele... Bom deixando o lado trágico de lado, eu fiquei muito interessado nesse tipo de projeto, um motor ap com diferencial de chevette... Um belo carro de fim de semana com certeza!! Acho que o que mais complique seja a legalização de carro com este.

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  67. Ivo Junior24/04/11 22:32

    Oi AK, já me disseram que meu e-mail tem alguns problemas, mas não é sempre... Enviarei por outro endereço eletrônico. Obrigado por avisar.

    Ao anônimo das 21/04/11 00:05h. Meus dois Marea Turbo (um sedã e uma perua) fazem muitos importados "bons de curva" passar vergonha, principalmente em curvas. Ambos são relativamente neutros, com rolagem moderada e levemente subesterçantes.

    O sedã tem suspensão original com menos de 10 mil km e pneus 195/60/15 Toyo (medida original), mesmo assim não é tão ruim como você diz. O pessoal do Clube do Marea (www.clubedomarea.com.br) troca a barra estabilizadora original (bieletas presas no amortecedor) pela barra inferior dianteira do Fiat Coupé (mais grossa e as bieletas são presas nas bandejas), fica um KART... Experimente pegar um carro desses, já "modificado" e vai entender porque tenho dois MT.

    Esse carro tem uma das melhores relações preço/diversão entre os esportivos. Além disso, aceita uma diversidade interessante de preparações, com "receitas" já testadas para mais de 700whp (na roda mesmo).

    Agora imagino um Seven com motor 2.4 aspro e escape lateral. Deve ficar uma delícia!

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  68. Eu pedindo post do bão e tava deixando passar este aqui... My bad, AK! Baita post, valeu!

    Lógico, parabéns ao Ricardo e ao Geraldo, que empreitada! Os bólidos ficaram algo pra deixar qualquer autoentusiasta babando, ao menos pra dar uma voltinha... hehehe

    Outras considerações que eu faria já foram feitas pelos amigos AEs.

    Sds

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  69. Nunca imaginei que fosse ver algo assim. Tenho essa idéia recorrente de fazer o meu seven, não consigo demovê-la da minha cabeça. Conheci o carro há alguns anos e, embora nunca tenha tocado um ou visto pessoalmente posso imaginar do que são capazes. Eu tenho um crx 93 vti e quando vi o motor dele nesse carro...Fantastico. Estou tão perturbado que quase me matriculei no curso de design de produto, pois tem duração curta (2 anos) e imaginei que me capacitaria a construir meu proprio carro. É tão difícil assim ou tô ino na direcao certa? Ah e parabés é pouco pelos 2 carros. Vocês são meus novos heróis.

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  70. ola queria saber como uniu o motor honda no cambio do omega, necessita alguma flange ou adaptação. desde já agradeço.

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  71. Amigo como consigo uma copia do livro Poladian o famoso livro de Ron Champion “Sports Cars for as little as £ 250”... desde ja agradeço..

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  72. na verdade eu estou com a mesma duvida do Rodrigo West que comentou anteriormente, e a questão dos air-bags e abs da nova legislação vigente que passa a ser obrigatório tais itens a partir de 2014?

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