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11 de maio de 2011

DIAGNÓSTICO, O MAIS DIFÍCIL

Foto: oficinavw.blogspot.com

Há uma velha piada que conta um diálogo entre um médico e um mecânico.
— O trabalho de vocês é fácil, é o mesmo modelo sai ano entra ano — diz o mecânico — temos que aprender novidades todos os anos para poder desmontar e montar alguma parte quando dá defeito.
— É, mas eu queria ver você desmontar o motor com ele funcionando — respondeu o médico.

Piada a parte, essas duas classes de profissionais têm diante de si o maior de todos os desafios, o diagnóstico. Uma vez diagnosticado o problema, vem a sua correção. Mas primeiro é preciso saber o que fazer, seja abrir o abdômen do paciente, seja desmontar o motor.

Na minha vida profissional, seja como subchefe de oficina de concessionária Vemag ou sócio-gerente de uma, em que era responsável pela assistência técnica, vi-me diante de problemas difíceis de resolver e errei muitas vezes.
Um caso que me deu baile foi um Brasília com pouco mais de 2.000 quilômetros, portanto em garantia, que entrou na concessionária (já Volkswagen, depois que esta comprou a Vemag) com problema de motor fumaceando.

Eu e o mecânico-chefe, o Orlando, um jovem dedicado e cuidadoso, examinamos o motor, que funcionava suavemente, verificamos se o nível de óleo não estava acima do máximo, tudo perfeito. Fui à rua para um teste e o Brasília tinha o desempenho que deveria, mas pelo espelho interno eu vi fumaça azul, de óleo.

Falei para o Orlando para desmontar cabeçotes e cilindros para examinar guias de válvulas, cilindros, pistões e anéis, as únicas peças suscetíveis de causar queima de óleo.

O Orlando sabia que sempre há chance de os anéis girarem nas canaletas e perderem a defasagem de 120 graus ente as pontas e removeu os cilindros com cuidado para ver se não era o caso. Não era.

Medimos tudo com máxima precisão, folga de pistão, dos anéis nas canaletas de pistão, folga entre pontas, tudo. Todas as medidas encontravam-se no limite inferior, afinal era um motor praticamente novo. E agora, o que fazemos? Falamos com a fábrica para autorizar troca de motor? Realmente era uma situação embaraçosa.

Foi quando me deu um estalo. “Monte o motor e reinstale-o no carro, e me chame quando funcionar." Dali a um par de horas o Orlando me chamou.

Ali, de pé, acelerando o motor pelo cabo, muito fumaça, era impressionante.

“Tire um pouco de gasolina do meu carro, Orlando”, disse-lhe. Na hora ele deve ter pensado o mesmo que eu. Lá veio ele com um vasilhame de cinco litros com a gasolina que eu pedira. Engatemos o pedaço de tubo plástico diretamente na bomba de combustível, ligamos o motor, esperamos consumir a gasolina das cubas dos carburadores e, fim da fumaça. Ficamos perplexos.

Repetimos, voltamos a alimentar o motor com a gasolina do tanque e, fumaça de novo. Não foi preciso mandar fazer análise, era diesel na gasolina. Mandei a recepção avisar o cliente que o carro estava pronto.

Mais para o fim da tarde ele apareceu para buscar o carro e, claro, perguntou o que era , qual era o defeito, fora rápido o conserto, no mesmo dia. Pareceu não acreditar na explicação que lhe dei, é normal.isso.

Levei-o então até o carro e demonstrei o funcionamento com os dois combustíveis, o do tanque e o do vasilhame. Outro que ficou perplexo, tanto quanto eu e o Orlando.

Disse que só lembrava de estar chegando de viagem do norte do estado e reabasteceu num posto de estrada um pouco antes de chegar a Niterói. Depois, já noite, e no Rio, foi avisado por taxista que estava saindo muita fumaça do motor.

Valeu a lição para mim. Tempo depois apareceu uma Variant com problema de fumaça pelo escapamento.

Desta vez não foi preciso desmontar nada...

BS

48 comentários:

  1. luizborgmann11/05/11 16:25

    Muito boa a matéria, mas nem sempre as oficinas são idôneas...infelizmente quebrou a parafuseta da corrente de comando do seu motor...e tem? E eles acreditam, 500 mangos tá barato, o motor é zerado. Certta ocasião solicitei a um piloto de carros de competição para procurar e trazer de SP um comando de válvulas especial para DKW. Ele anotou meu pedido. Quando voltou não falou mais comigo.
    luiz borgmann

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  2. Também conhecido como experiência.

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  3. Quem dera se uma décima parte dos mecânicos que existem por aí tivessem um "tiquinho" da sua paixão, conhecimento e bom senso para lidar com máquinas, caro Bob.
    Infelizmente a realidade é outra.

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  4. O problema é que hoje em dia parecem preferir trocar todos os sensores, limpar todos os bicos, trocar velas, cabos (quando existem) e filtros, ao invés de verificar qual o real problema. E quando fazem isso e não resolve?

    Fiquei perplexo quando visitei uma oficina outro dia que nem scanner tinha. Como poderiam trabalhar? Como estavam mexendo nos carros lá parados? Coitados dos donos dos carros.

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  5. POis é, faço coro, queria eu conhecer uma oficina VW que fosse dedicada assim para frequentar.
    HOje em dias as concessionárias apenas trocam o óleo e empurram serviços fantasma, como limpeza de bicos.
    Qualquer outro problema que vc levar, será ignorado e diagnosticado como "normal do carro".
    O meu Polo mesmo baixa muito o óleo e às vezes não pega de primeira, já fiz três revisões e sempre vem com o mesmo lenga-lenga: é normal.
    Espero que seja...

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  6. Se o carro fosse um Vemag, tudo bem com a fumaça azul...

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  7. Daniel San11/05/11 17:05

    Se todos os mecânicos tivessem esse interesse... Infelizmente é difícil encontrar uma profissão com tantos inescrupulosos. Cansei de pegar "mexânicos" ou curiosos que quase acabaram com minha Brasília. O que se vê geralmente é eles fazerem aquele arroz com feijão:mexem no carburador,velas,cabos e quando veem que não é isso,se enrolam. Aí a gente vê que é hora de partir pra outra... Junte a isso o velho hábito de querer se dar bem uma vez só,ao invés de caprichar no serviço pra garantir o cliente.

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  8. Muito legal a matéria.

    Está cada vez mais difícil de se ver mecânicos (seja por profissão ou por hobby) que tenham esse "feeling", essa "intuição" baseada em experiência e conhecimento aprofundado de como funciona o automóvel.

    Passar o scanner para ler o relatório de erros da ECU é uma maravilha, concordo. Mas será que não estamos todos ficando muito dependentes disso, e esquecendo do básico? Mesmo porque existem diversos problemas que não acusam no scanner.

    Um "causo" interessante é aquele do cara que não conseguia dar partida no carro depois que ele comprava sorvete de creme...mas se ele comprasse sorvete de chocolate o carro não apresentava o problema.

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  9. Caramba, gasolina batizada já nos anos 1970? Essa para mim é novidade, mas sempre bom saber dessas coisas.

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  10. Marcos Alvarenga11/05/11 17:15

    Belo post, Bob!

    Como médico e autoentusiasta, sempre achei parecido o trabalho de um bom mecânico e o nosso, em termos de diagnóstico. É uma pena que no nosso caso o espaço para erros é muito menor. E todos estamos sujeitos a erros, porque alguns casos são doenças raríssimas, e às vezes com sintomas traiçoeiros que te induzem a pensar em outro diagnóstico. E para piorar, às vezes o remédio para uma doença é exatamente o que piora outra com sintomas parecidos. E o motor não pode parar nunca... abraço,

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  11. BS, por um instante pensei se tratar de um motorista "esperto", que decidira melhorar a lubrificação do motor usando óleo 2 tempos misturado na gasolina.

    Muita gente pensava nessa besteira nessa época, pra depois descobrir que tinha que abrir prematuramente o motor pra descarbonizar.

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  12. Hoje o pessoal está se esquecendo como se regula um motor carburado ou como se equaliza um vw a ar com dupla carburação , só tem fuçadores e trocadores de peças.

    Faço toda a manutenção dos meus carros em casa mas uma vez por preguiça mandei uma oficina revisar um simples DFV 228 de meu corcelzinho, adivinhem.FIZERAM MERDA !! Tive que refazer o serviço.

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  13. Gosto muito do mecânico onde levo meu possante. O cara tem muito feeling, muita experiência. E é daqueles que mexem em torno, não apenas troca peças. O nome dele é Claudio, daqui de SJC. Trabalhou na GM, fez curso. Mexe só com carro mais antigo, o que numa cidade grade não chega a ser um problema. Sem saber ele faz uma segmentação de mercado. Até me admiro o fato dele ser negro e ter tido uma educação exemplar. Putz, juro que não é racismo, nem nada. Mas a gente sabe das dificuldades que o negro passa, de como eles são empurrados para caminhos errados.Ele venceu na vida, pode-se dizer. Tem uma profissão, coisa que sinto falta. Sou formado em Administração mas minha área é difícil. Sinto falta de um ofício, tipo mecânico, marceneiro, coisas do tipo. Ele já falhou algumas vezes mas é um profissional e tanto. Está prestes a parar. Vou ficar meio desesperado em achar outro tão bom quanto.

    João Paulo

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  14. Essa do comando para DKW é ótima! E o cara era piloto! Imagino a cara dele ao pedir esta peça no balcão... Meu Astra ultimamente tem acendido a luz da injeção. No scanner acusou erro de leitura do sensor de oxigênio. Troquei o sensor em casa mesmo, e levei no mecânico para zerar o código de erro. Tempos depois voltou a acender, principalmente com motor quente e carga, quando acelerava em subidas. Apesar da luz o carro manteve o funcionamento normal, sem falhas e engasgos. Agora o clima esfriou um pouco (moro em Porto Alegre) e o problema sumiu por umas semanas, aparecendo ontem. Alguém teria alguma dica? Bateria com pouca carga, cabos de vela ruins, corpo de borboleta sujo?

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  15. Humm, e a diesel a brasília se comportava como a gasolina?

    Bem interessante esse caso!

    MFFinesse

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  16. Aléssio Marinho11/05/11 19:11

    Anônimo, 17:24

    Tá complicado arrumar um profissional que saiba mexer em carburação. Meu Uno 1300 a alcool fica "pipocando", uma falha de leve em marcha lenta, e ao guiá-lo, a rotação cai muito, a ponto de da um tranco.
    Não consigo alguem que resolva isso.
    Colocar o distribuidor no ponto com lampada, é um sonho de uma noite de verão...

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  17. O caso da Brasilia pode ter sido erro do frentista ao abastecer.

    Assim que lançaram o Del Rey meu tio vendeu um completo para uma mulher, ele tinha aquele reloginho azul que marcou época, no alto perto do espelho retrovisor, a mulher voltou no outro dia reclamando que o reloginho perdeu a configuração, meu tio ou um funcionário fez a programação e no outro dia a mulher de novo reclamando. Depois de olhar a parte elétrica etc etc no outro dia a mulher de volta. Até que meu tio sentou com ela e perguntou detalhadamente como era o dia dela com o carro. Ela contou e disse: ... e no final do dia coloco o carro na garagem e meu marido desliga o cabo da bateria para evitar o roubo do carro. hahahaahahahahah

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  18. Um dos fatores de ter tanta "gambiarration" hoje em dia é justamente a falta de amor pelo que se faz. E isso acontece em todos os ramos do trabalho...

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  19. Bob, veio-me a mesma pergunta do MFF, não falhava nem nada?

    Estou com um Fox, até já comentei em outro post, vibra aos 3k rpm. Ele está com mais de 70k km e seis anos de uso, mandei trocar as correias e esticadores (originais), pensando que talvez fosse algum esticador zuado, parece que reduziu, mas ainda vibra. Alguma idéia? Ahhh, recentemente foram trocados os coxins do motor.

    Anônimo (11/05/11 19:40),
    Acho que a mulher estava afim do seu tio... hehehehe

    Kantynho, falou tudo!

    Sds

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  20. Belo post Bob!

    Scanner é lenda... na oficina que eu trabalhava não tinha isso não e olha que eu botei a mão em cada carro...

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  21. O dia que scanner for lenda jogo meu diploma fora.

    Scanner está para injeção eletrônica assim como micrômetro, paquímetro, etc. está para medição de peças.

    Ele não faz sozinho o diagnóstico mas sem ele é impossível atestar o perfeito funcionamento de um veículo moderno. É impossível mesmo, já foi o tempo onde se regulava motores pelo ouvido. Põe no scanner, deixa funcionar, verifica os parâmetros de funcionamento, ativa-se atuadores, testa-se sensores, limpa-se erros que só por ele podem ser limpos. E aí? Como fazer sem ele? Como apagar um erro no sistema de airbag recém arrumado sem scanner?

    Uma oficina que não tem scanner decente não é oficina ou só mexe com carros antigos.

    Outra coisa né? Uma oficina pensar em economizar 3, 4 mil reais pra comprar um scanner, que tipo de empresa é essa? Deve ser a mesma que acha que torquímetro é besteira.

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  22. Na hora pensei em anel virado ou carro parado em garagem inclinada. Mas não pensaria no diesel...
    Muito legal, experiência conta muito na área mecânica. Hj em dia sofro pra arrumar mecânicos que mexam em carros antigos e isso é uma pena, pois carros maravilhosos sofrem com manutenção incorreta ou pior, vivendo de "tapinhas".
    ultimamente os mecânicos que procurei apanharam pra diagnosticar.
    Ainda bem que por ter tido alguns carros mais velhos, frequentei muito oficinas e consigo já chegar com um relato detalhado do problema, sugerindo alguns pontos que podem ser avaliados, mas mesmo assim, escuto cada pérola de ditos "mecânicos". Uma pena...

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  23. Marcelo Junji11/05/11 23:08

    Acho que não estou dando sorte.
    Quando vou ao médico, faço o tratamento como o prescrito e não sinto melhora. Quando vou à concessionária reclamando de alguma coisa, o carro volta pior (voltou com a embreagem esquisita porque reclamei de falta de força)e na primeira revisão, reclamei novamente da falta de força e de vazamento de gases pela tampa de combustível, e não fizeram nada. A revisão que era para levar um dia, demorou 3 dias, porque disseram que iriam fazer todos os testes inclusive de rodagem.Quando vou ver o hodômetro, acreditem, ele estava com a mesma quilometragem que quando deu entrada. Além de eles me fazerem de idiota ainda me deram um castigo segurando o carro.
    A coisa tá difícil.
    Melhor o nosso carro não ficar doente e nem nós também.

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  24. Marcelo Junji11/05/11 23:17

    Sr. Bob, nesse dia o sr. estava resfriado?
    O óleo lubrificante tem cheiro diferente do diesel, tanto antes da queima como depois da queima.
    Olfato também ajuda nos diagnósticos tanto para médicos como para mecânicos.

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  25. Que maravilha ver um tópico desses!

    Bob, não sei se o senhor sabe, mas minha especialidade é diagnóstico de motores e eletrônica embarcada, aqui em BH sou aquele que pega aqueles carros que rodaram em várias oficinas para depois chegar até mim.

    Sobre o problema que aconteceu com você, já peguei uma Ranger assim, o frentista pensou que o carro era Diesel mas na verdade era a gasolina, ai você já sabe né?

    Eu estava com 27 anos, não tinha a experiência que tenho hoje, tomei um coro de 1 semana até que eu resolvi tirar todo o combustível para efetuar a sua substituição, pois desconfiava da qualidade do mesmo. Foi ai que tive a surpresa,rs

    Em nosso dia a dia nas oficinas mecânicas, pegamos de tudo, defeitos literalmente colocados no veículo depois de uma revisão, isso mesmo, vc leva o carro para uma revisão e o carro sai pior do que entrou!

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  26. Sr. ADG, é isso mesmo, tá parecendo que é melhor nem reclamar de defeitos para as autorizadas. Se reclamar a chance é grande do carro voltar pior.

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  27. Mauro.

    Apesar do scanner acusar a sonda, talvez o problema não seja ela em sí, mas uma conseqüência do real problema, que não foi solucionado.
    Você apenas remediou, mas não solucionou a causa do problema.
    Verifique como está a mistura ar/combustível.
    Acredito que ela esteja rica, e com o tempo acaba carbonizando a sonda, impossibilitando sua leitura.

    Seu Astra é modelo mais antigo ? Catalizador antes da sonda ou montando no coletor ?
    Verifique-o também.

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  28. Por isso eu fiz um curso de mecânica de automóveis, além de ajudar no curriculo. Já tinha alguma noção antes do curso, mas saber trocar peças e não somente saber para que servem, ajuda muito. Acho que todo entusiasta deveria conhecer um pouco de sua máquinha, seja ela qual for. É como desvendar o corpo de uma mulher. Um carro gosta de ser íntimo do seu dono.
    O ruim de ter feito o curso é ver quanta besteira o professor e os alunos falavam. O professor meu, para se ter uma idéia, confundiu e misturou taxa de compressão, octanagem e poder calorífico, como se tudo fosse uma coisa só! E ainda falou que os anéis trabalhavam girando o tempo todo dentro do pistão! Tentei argumentar, mas sabe como é um cara de 22 anos tentar ensinar um cara de 50 anos e que passou 30 deles ouvindo o contrário do que eu dizia.
    Hoje em dia, se meu Fusca quebra ( quebrar mesmo, nunca quebrou, mas dá seus probleminhas de vez em quando), eu mesmo conserto e até hoje não errei no diagnóstico! Espero continuar assim!!

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  29. Marcelo Junji
    Naquele épocoa o odor dos carros predominante era o de hidrocarbonetos não queimados. Além disso o cheiro que se podia sentir era de óleo, jamais diesel. Tenho olfato apurado, a ponto de perceber diesel derramado no asfalto pelo odor.

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  30. ADG HIGH TORQUE
    Que surra,hein? É de lascar mesmo.

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  31. Doc Martin12/05/11 04:22

    Engraçado que quando somos crianças ou adolescentes pensamos que ter cursado uma qualificação muda a vida da pessoa. Depois vemos que é tudo farinha do mesmo saco. De milhares formados só prestam alguns.

    O bom é o carro não enguiçar ou não ficar doente, caso contrário estamos fudidos.

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  32. No carro da minha patroa uma Grand Caravan , começou a aparecer uma vibração do lado direito que dignostiquei com sendo da caixa de direção hidraulica .Na "oficina" tiveram a coragem de me pedir
    R$ 2500,00 para tirar a caixa a revisar .Claro fiquei puto.

    Resolvi tirar a caixa fora e descobri que o problema era somente uma bucha de PU que faz a guia da cremalheira que estava desgastada.

    No fim gastei 80 paus nas vedações novas e mais 150 para fazer a bucha num torneiro ...

    Claro que depos de pronto levei na mesma oficina para alinhar e tirar o sarro do dono explorador.


    Todo mundo acha que a gente é otário !!

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  33. Uma vez estávamos com um DelRey que falhava muito em alta. Já tinhamos olhado tudo...elétrica, alimentação...nada, tudo em ordem. Resolvemos então retirar a tubulação que vai do tamque ao carburador e passar ar comprimido. Qual não foi a surpresa ao ve que existia um inseto na tubulação (ele não tinha filtro no pescador). Problema resolvido.

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  34. Ok, durmam com um barulho desses então:

    Uno Flex. Apaga do nada do meio do transito e não pega nem com reza brava. AS vezes ele simplesmente não pega na primeira partida.
    Dai vc escuta um relê armando e desarmando, mas nao pega.
    Abra o capô, chacoalhe o sensor se rotação e BUM. O carro pega.
    Depois de ligado, pode chacoalhar o sensor o tanto que quiser que o carro nao morre.

    "Diagnóstico" dos mecânicos: Trocar o sensor, mesmo ele estando com a resistência dentro do esperado.

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  35. Eurico Jr.12/05/11 09:49

    Bob,

    Presenciei cena semelhante numa concessionária Peugeot.

    Estava aguardando para retirar o meu 206 da revisão, quando chegou uma moça num 206 SW topo-de-linha, do ano. O motor falhava e o escapamento emanava um vapor branco, com fortíssimo odor de cloro.

    A moça começou a fazer escândalo no saguão, berrava que queria um carro novo. Prontamente, o consultor recolheu o carro para análise.

    Dias depois, retornei à concessionária para comprar uma peça. Topei com o consultor e perguntei qual tinha sido o resultado daquela confusão.

    Tratava-se de combustível adulterado. Bastou colocarem gasolina de boa qualidade para o motor funcionar perfeitamente.

    Diante de tais resultados, perguntaram à moça onde ela abastecia. A resposta: "num posto lá da vila, onde a gasolina é baratinha". Em tempo: o discurso dela mudou, ficou visivelmente envergonhada.

    E o consultor me disse que isso é extremamente comum: compram um carro novo, caro, mas insistem em economizar alguns centavos na hora de abastecer. E quando dá problema, a culpa é do fabricante. Naturalmente.

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  36. Eurico,

    Porééém, numa CC da Peugeot, deram-me essa desculpa do combustível ruim, quando o real problema era o mesmo do seu carro, ajuste da temperatura do sistema de partida a frio. Mas não tivemos tanta paciência com este pessoal e o carro é abastecido até hoje com no mínimo uns 30 reais de gasolina por tanque.

    Sds

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  37. Bob, grande história.
    Só se aprende errando mesmo, essa é uma das grandes verdades do mundo.

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  38. Excelente história. Fiquei satisfeito em saber que o problema foi resolvido, mas ficou a dúvida: abasteceram o carro com um pouco de diesel sem o dono saber ou a gasolina se contaminou e como?

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  39. Marcelo Bosnich12/05/11 12:40

    Bob, eu admiro muito seus comentarios postados por aqui.
    Mas este post em especial mostra um pouco do seu carater ( que é irretocavel).
    Admitir erros, na minha opinião é algo que eu não vejo entre os reparadores de veículos.
    Estou na caminhada à 19 anos e já errei pra caramba, e assim como você não tenho o menor problema de assumir minhas falhas e principalmente aprender com elas.
    Atualmente eu estou errando um pouco na marca Land Rover, mas felizmente são mais acertos que erros.
    Um abraço

    ResponderExcluir
  40. Mudei para uma cidade do interior de SP e vejo que a mão de obra aqui é PÉSSIMA já levei meu carro em duas ou três oficinas e sempre tenho que revisar tudo o que fizeram.

    Foram alinhar a direção e deixaram os terminais soltos - Reapertei

    Foram trocar os rolamentos traseiros e apertaram como se fosse um trator caterpillar = moeu tudo.

    Estava andando com o carro e percebi um barulho = quebraram um prisioneiro da roda.

    E por aí vai...

    Se aqui no Brasil pegasse a moda igual nos EUA de por tudo mundo no PAU a coisa melhorava!!!!

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  41. Realmente não consigo me lembrar se foi o Alexandre Gromow que contou que uma senhora levou o seu fusca para a oficina da concessionária, reclamando de alto consumo de combustível. Desmontaram e verificaram absolutamente tudo que era possível; carburador, velas, cabos, bobina, regulagem geral de tudo.
    Entregue o carro, a senhora continuava reclamando até que o chefe da oficina, desconfiado, pediu a ela dar uma volta com ele no carro.
    A senhora puxava o afogador pra poder pendurar sua bolsa e andava o dia todo assim.
    Aguenta essa?
    Hahahaha.

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  42. Bob e André Dantas,
    Ainda tem gente que trata motores 4 tempos como os de 2... Há cerca de um mês, enquanto fazia o balanceamento das rodas do meu Ka, um senhor revelou que adicionava 500 ml de óleo lubrificante (para motores 4-tempos(!), Selènia 15W40) à um tanque de gasolina de seu Mille Fire e jurou de pés juntos que era uma prática saudável ao motor, por isso fazia com todos os seus carros. Não vi o carro em funcionamento, mas notei a ponta do escapamento úmida de óleo.
    Nem preciso dizer que não o convenci a abandonar esta prática...

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  43. E o desempenho do motor não deveria piorar muito numa situação como esta? Tem ideia de qual era a proporção de diesel na gasolina?

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  44. Rômulo Rostand13/05/11 18:25

    O Blogspot teve problemas. A postagem de comentários ficou bloqueada. Recebi notificações de postagens antigas. Perdeu-se vários comentários...
    E foi geral, percebi também no Blog do Maurício Morais e em outro que mantenho.

    Bob Sharp,

    Excelente post. Lembrou-me um Chevete DL que meu sogro comprou novo. O motor simplesmente parava de funcionar sem aviso. Depois de alguns minutos voltava a vida sem nenhuma falha e isento de qualquer intervenção. Foram penosas idas à concessionária com várias peças e módulos trocados, mas continuava a chateação e insegurança.
    Mais de um ano depois, minha cunhada, já morando em Brasília, levou o carro numa concessionária onde o problema foi resolvido em definitivo. Causa das panes: corpo estranho no tanque de combustível; uma peça de nylon retangular de dimensões aproximadas 5cm x 10cm x 1cm que ocasionalmente interrompia a saída de gasolina.

    Já comprei dois carros que apresentaram defeitos intermitentes ou reincidentes. Nunca perdi a calma, sempre preferi dialogar com o responsável e sugerir que fizessem testes de rua à vontade. Os problemas foram resolvidos e as indas e vindas à concessionária se reverteram em amizade com o pessoal da manutenção. Nem sempre as coisas deixam de ser resolvidas por falta de boa vontade, é preciso reconhecer isso. Erros e acertos fazem parte da nossa vida e aprendizado desde que nascemos. O difícil e reconhecer que somos falíveis. Interessante é notar que quem adimite que erra é quem tem menos encontro com eles e quem mais tem a ensinar. O post reforça essa minha crença ou certeza. Parabéns!

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  45. Alexandre - BH14/05/11 17:55

    Linda foto! Brasília 1976, Azul Firenze. Tivemos um idêntico na família. Bons tempos! Bob, enquanto lia o texto imaginei outro fim para a história. Como a concessionária mudou de bandeira, de Vemag para VW, logo pensei: “Algum mecânico desatento, por força do hábito, colocou óleo dois tempos no tanque do Brasília...”. Culpei o cara errado. Desatento mesmo - ou sacana - foi o cara do posto.

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  46. Alexandre - BH -14/05/11 17:58

    Bob, trabalhar em concessionária é matar um leão por dia, mas tem a parte boa, que é o desafio de descobrir defeitos ‘cabeludos’. Certa vez colhi os louros da glória por achar a fonte de um barulho infernal num Corsa Classic. O carro tinha acabado de sair da funilaria e foi para os testes de rua. Alguma coisa chacoalhava em piso irregular. Ninguém descobria o problema. Desmontaram meio carro e nada. Pedi para fazer um teste. O barulho vinha de baixo, na lateral esquerda. Parei o carro e dei uns tapas na soleira da porta. Lá estava o maldito incômodo. A causa: O funileiro deu uma de médico que esquece o bisturi na barriga do paciente. Ele trocou a lateral traseira, que vem com a soleira, mas soldou a peça com um alicate de pressão lá dentro!

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  47. [OFF TOPIC]

    Bob,

    Não sei a quem recorrer, hoje deixei o carro para revisão, no intuito de manter a garantia de motor e câmbio da VW, algo essencial atualmente para o consumidor que comprou um veículo deste fabricante.
    Solicitei a revisão mais básica, somente troca de óleo e filtro de óleo e combustível, para "receber o carimbo" no manual. Ainda assim, eles tiveram a cara de me apresentar um orçamento de R$430!!! Liguei no 0800 e eles dizem que não podem interferir, que eu poderia verificar no site o valor e exigir que este fosse cumprido. Ao acessar o site o valor bateu, mas para a revisão completa, com filtro de ar e cabine. Algo que ao meu ver fica caracterizado má fé.
    A atendente ainda falou que o meu carro não era um modelo popular, que o preço da revisão era mais alto mesmo, no mínimo tirando com a minha cara...
    Detalhe, no site em letras pequenas:
    * O preço fixo para o 1º serviço (revisão de fábrica) é válido para toda a linha Volkswagen de veículos nacionais, exceto Amarok.

    A coisa está feia!

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