27 de maio de 2011

O WANKEL DE LE MANS VIVE DE NOVO


Em 1991, Le Mans foi o palco de uma das edições mais estranhas e "indefinidas" das 24 Horas. O regulamento era confuso, carros eram liberados e depois barrados por conta de especificações diferentes, o grid foi uma verdadeira salada.

O novo regulamento que estava sendo aplicado naquele ano visava limitar os motores em termos de deslocamento volumétrico, para a então chamada regra dos 3,5-litros para a categoria principal dos protótipos. O problema é que poucos carros foram feitos para atender o novo formato do regulamento e não houve grid suficiente para a corrida. A FIA então liberou os carros da geração anterior para participar da prova, em caráter especial.

Sendo assim, juntamente com os carros equipados com os novos motores, outros de grande deslocamento também iriam participar, como os Jaguar V-12 de 7,4 litros, os Mercedes V-8 de 5 litros e lá no meio da lista de inscritos, um certo carro japonês equipado com um pequeno motor de 2,6 litros.

Os dois Mazdas 787B, o vencedor a frente e o carro de Maurizio Sala atrás em 1991

A Mazda conseguiu superar seus problemas de confiabilidade da geração anterior do motor rotativo de ciclo Wankel, composto de quatro rotores triangulares e sem sobrealimentação e elevados 9.000 rpm para chegar a 720 cv em configuração de corrida e até 900 cv em configuração de qualificação.

Carros da equipe Mazda nos boxes de Le Mans, 1991

Não muito dificil de se imaginar, após a vitória do 787B, nome do bólido verde e laranja pilotado por Johnny Herbert, Bertrand Gachot e Volker Weidler, os motores Wankel foram proibídos para o ano seguinte, e 1991 ficou marcado como o ano da primeira e única vitória de um motor Wankel e também de uma equipe com carro japonês.


O motor R26B durante a restauração

Vinte anos depois deste feito, o carro foi restaurado para aparecer nos eventos comemorativos que antecedem as 24 Horas de Le Mans. Todos os itens foram revisados, o motor refeito e ajustado para mais algumas voltas rápidas nos eventos.

O R26B, nome da versão do motor, possui quatro rotores em formato triangular com montagem excêntrica por engrenamento ao eixo central. A grande dificuldade deste tipo de motor é a vedação do cilindro e a lubrificação do conjunto, pois o "pistão" não possui anéis de vedação como em um cilindro convencional. Os coletores de admissão possuem geometria variável por meio de câmaras de expansão para equalizar as necessidades de rendimento do motor nas faixas de rotação de trabalho.

Duas vistas do motor do Mazda, mostrando seus quatro rotores


A montagem do carro durante a restauração

Curiosadades da corrida de 1991, este foi o ano em que um brasileiro passou perto de vencer a corrida. Raul Boesell ficou em segundo na geral com seu Jaguar, e teve outro Mazda 787B pilotado por um brasileiro, Maurizio Sala, que ficou em sexto lugar. Outra curiosidade, a melhor volta do evento foi de Michael Schumacher andando de Sauber-Mercedes, com uma velocidade máxima de 365 km/h no final da reta Mulsanne.

Abaixo quatro vídeos sobre o carro, um deles com mais detalhes sobre o carro, um teste de época, uma filmagem interna em Le Mans onde podemos ouvir a melodia dos quatro rotores a plenos pulmões e outro mostrando o final das 24 Horas de 1991.










A primeira e a última foto deste post são do carro já restaurado. Está foi uma bela forma de comemorar e homenagear um dos mais importantes carros a vencer Le Mans, um carro que quebrou barreiras e superou suas limitações, provando que é possível obter o sucesso na corrida mais importante do mundo do endurance com tecnologias alternativas, assim como anos depois a Audi mostrou o poder do seu motor diesel.


MB

33 comentários:

  1. Belo post, mister. Como é legal tomar um cafe e ler algo tao interessante e bem ilustrado. Realmente esse motor, quase bizarro, foi tao bem desenvolvido pela Mazda. Nunca ninguem se aventurou nessa tecnologia como os japas. Bello gol, Milton Belli.

    abs

    RR

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  2. Como é bom começar a sexta-feira assim!!
    Valeu pelo ótimo post, Milton!
    Não conhecia a história desse carro fantástico! E bem legal os vídeos, principalmente o 3º!!

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  3. Legal para caramba MB !
    Tremenda máquina, bem desenvolvida, coisa de assustar os concorrentes mesmo.
    Gostei do assunto e de seu texto.
    Obrigado.

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  4. Usar de nossos sentidos para melhor aproveitar os prazeres de uma corrida, o som desse motor é coisa de outro mundo, fôssmos fazer uma lista dos mais belos sons de motor, este estaria nos top 3.

    MAS

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  5. jackie chan27/05/11 10:20

    O "rotary engine" é bem conhecido no Japão, mesmo entre os leigos. Muitos lá acreditam que foi inventado pela Mazda, já que foi a única a obter sucesso comercial, e nas competições quando o regulamento permitiu, com o motor Wankel. Pena que este tipo motor está fadado ao desaparecimento, devido ao conhecido consumo elevado (ineficiência).

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  6. Muito bom saber que o 787B foi restaurado, sou fã desse carro e adoro o som dele.

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  7. Fenomenal, Milton.

    O som desse Mazda ainda hoje deve ecoar na cabeça dos concorrentes de 91. No onboard mostra que ele passava sem pedir licença, como um carro épico tem que ser.

    Valew, sempre fui fã desse carro.

    Ivo Junior.

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  8. O som desse motor é de outro mundo!
    É algo além de fantástico!!

    Parabéns pela postagem.

    Abraços

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  9. Confesso que levei um susto e fiquei muito feliz quando vi o tema deste post matinal!!! Algo que me fez sonhar por alguns momentos e também atrapalhar o meu trabalho pela manhã, estava muito ansioso para escrever e ler o post com atenção, além de salvar as fotos, claro.
    Como todos aqui gosto das peculiaridades mecânicas e este motor Mazda é encantador por este motivo. Como muitos já disseram este motor rotativo e problemático tem um SOM INCRÍVEL, quem liga para problemas de consumo ou de vedação com um "barulho" assim? Boatos dizem que a Mazda aplicou materiais de uso no trem bala japonês para melhorar a vedação. Não sei se procede. Vale dar uma olhada nos vídeos do FURAI da Mazda que som inesquecível. O motor rotativo foi pesquisado pela Mercedes-Benz no C-111, mas os "loucos" nipônicos foram além. E o que dizer dos até 900 cv sem sobrealimentação de um motor de 2,6 litos? FANTÁSTICO. Parece que a Mazda em parceria com a Toyota fará o RX-9, este sim, sucessor do lendário RX-7. Tentarão resolver o problema do alto consumo e baixo torque em baixa rotação com a aplicação de um motor elétrico (espero que não estraguem a coisa!). Vale a dica de postar uma homenagem ao RX-7 que traz soluções interessantes para o seu tempo, 2 rotores que somam 1,3 litos, tração traseira, e 2 turbos que diferente dos 911 turbo dos últimos lançamentos que possuem turbo de geometria variável, não trabalham juntos, mas sim, com uma turbina menor entrando em ação em baixo giro e outra acima das 4.000 RPM de tamanho maior para evitar o turbo lag. Motor elástico com corte de giro alto para a época em um turbinado. Vale lembrar outro assunto que também poderia ser abordado e aprofundado em outro post e que o RX-7 tinha são as rodas traseiras direcionais ou quase isto, o veículo tinha ótimo coeficiente de aceleração lateral e tudo isto na primeira metade dos anos 90, coisa que agora a BMW equipou na nova série 5. Por falar em japa parece que o Mit. 3.000 gt Vr-4 também contava com este recurso, não tenho certeza, nobres me ajudem! PARABÉNS AO BELO POST DESTE ÍCONE JAPA QUE DEU UM BANHO EM LE MANS!!!!

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  10. http://www.youtube.com/watch?v=Go3Fgd1wgic

    E vc se eskeceu de postar o MELHOR video sobre esse carro...rss.

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  11. a primeira foto parece que foi retirada do Gran Turismo 5, isso sim

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  12. E o 787B é mais uma daquelas provas de que a FIA mais tem atrapalhado do que ajudado o progresso do esporte a motor.
    Já que haveria uma vantagem evidente do rotativo por conseguir mais potência em menos cilindrada, que se aplicasse a clássica fórmula de equivalência de cilindrada com um motor a pistão, em que se multiplica por 2. Portanto, se havia confusão quanto aos 2,6 l de um Wankel, que se lembrassem apenas de dividir 3,5 l por 2 e pemitir Wankels de no máximo 1,75 l para os anos seguintes.

    Fico aqui me perguntando o quanto que a atitude da FIA de proibir o Wankel em suas competições pode ter ajudado a atrasar decisivamente o desenvolvimento de tal propulsão. Deixassem o Wankel competindo com os motores convencionais, talvez tivéssemos hoje unidades de rua muito melhores que o melhor Wankel dos dias de hoje.
    Também é de se perguntar o quanto que ajuda no atraso de desenvolvimento a proibição de variação de válvulas que vemos nas competições da referida entidade após os anos em que o VTEC mandou na F1.

    E não duvido que essa postura da FIA inclusive ajude a frear o desenvolvimento de novas tecnologias e o uso das pistas como laboratório, pois sempre ficará aquela sensação de "ops, não vou pôr isso para correr, pois é tão bom que a FIA vai proibir".

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  13. Roberto Dallabarba27/05/11 22:53

    Belíssimo post MB. Sou fã dos carros japas, e esse é um dos mais emblemáticos.
    Esse motor é a síntese da determinação nipônica, embora isso temha sido uma das causas da queda da Mazda, e consequente absorção pela Ford.
    Aquele motor milenia de 5 ciclos também valeria um post não?
    Concordo com o Renato sobre a foto. confirmo para o Rafael que li sobre materiais de trem bala no motor, mas o RX8 é um sucessor legítimo com seu melhorado Renesis. E como todos considero o som desse motor incrível.

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  14. Le Mans é chato até no simulador, chato no bom sentido, no começo é uma delícia, primeiros minutos, até a 1hora decorrida, depois cansa, tem q tomar umas pra completar

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  15. Marcelo Junji28/05/11 01:35

    Pena que este tipo de motor tenha durabilidade tão baixa. Meu irmão comprou um rx 7 usado, que não durou muito tempo nas mãos dele. Mas tenho orgulho em falar que andei em um rx 7, chegava muito rápido nos 180 km/h.

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  16. Grande post, Milton! Aproveita e atualiza os vídeos lá:
    http://www.youtube.com/watch?v=rLA2A-zrErQ

    Coisa linda esse Wankel ligado...

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  17. Segundo consta, durabilidade não é problema para os Wankel da Mazda desde a década de 70 (consumo de combustível sim). Se propriamente mantido, pode durar mais que os motores convencionais igualmente bem mantidos. O problema é que a manutenção desse tipo de motor é diferente da dos convencionais, e muito falham em seguir recomendações, compromentendo a durabilidade.

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  18. Não só de combustível, como de óleo... Mas sem dúvida muito interessante!

    Sds

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  19. Alto consumo? Será que tem haver com o alto desempenho, afina a cada volta do rotor todas as 3 faces tem cobustão. Por isso a história de 3:1.

    http://www.youtube.com/watch?v=OuId4nuxXaM

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  20. Marcelo Junji, um dos principais problemas dos motores Wankel são os selos, aquelas pecinhas que vão em cada uma das três pontas do rotor. Se aquelas peças vazam, aí é que começa a dar problema.
    Sobre confiabilidade, vale lembrar inclusive que há pessoas usando motores rotativos em aviões de pequeno porte, justamente por causa das poucas peças móveis (e aqui alguns lembrarão daquela frase do Gurgel de que "peça que não entra no carro não quebra"). No caso do Mazda 787B, vale lembrar inclusive que o fabricante examinou o carro após a vitória em Le Mans e o interior do motor ainda estava como novo, isso se pensarmos que é uma unidade que desenvolve 900 cv em especificação de treino (estrangulados para 720 cv em especificação de corrida), que rodou ininterruptamente por 24 horas e passou pelas mãos de três pilotos diferentes.

    Talvez o grande problema mesmo dos Wankel seja o famoso lance de não haver muitos mecânicos preparados para lidar com suas particularidadesm uma vez que sequer parâmetros conhecidos de outros motores eles têm como adotar. Diríamos que sua manutenção não é algo tão intuitivo quanto a de um motor a pistão.

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  21. No final da década de 60 a Mazda fez testes de longa duração com o motor Wankel a equipar o Cosmo. Depois de 100.000km o motor foi aberto e inspecionado. Não havia nenhuma peça com desgaste acentuado, tudo normal. Lembrando que para a década de 60, 100.000km era uma boa marca para os motores convencionais, e muitos nem chegavam a durar isso.

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  22. Um show esse post,Milton!

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  23. Como disse o Grechejr:
    Não era um motor 2,6l mas sim 7,8l. Os motores Wankel tem uma cilindrada (verdadeira) 3 vezes maior que o número informado (por isso o consumo alto).
    O equívoco se deve a uma "maracutaia" feita pelos engenheiros da NSU, por ocasião do lançamento do motor, feita para escapar da tributação na Alemanha, que era sobre a cilindrada. O mesmo caminho foi seguido pela Mazda.
    A cilindrada é, na verdade 3x a informada.
    O Mazda RX7, por exemplo, tinha 3.438cc, e não os 1.146cc divulgados pela fábrica.

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  24. Belíssimo post !!!

    Desta vez pude comparar o som do carro real com o que aparece no jogo Gran Turismo 2, do console PlayStation II. Taí algo que muitos nem imaginariam ver acontecendo.

    Abraços
    Kiko Molinari

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  25. Este comentário foi removido pelo autor.

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  26. O Mazdas 787B é um mito nas pistas e estava a frente do seu tempo em praticamente tudo. O problema dele foi justamente o seu motor que era totalmente fora de todos os padrões possíveis e imagináveis. Era desconhecido pela maioria das pessoas, e dizem que até que alguns dirigentes da prova na época não conheciam o motor wankel, o que justamente por isso não se enquadrava em quase nada. Mas a Mazda foi lá de primeira e deixou até os gigantes Porsche com um zunido nas orelhas.

    Ha sim ! Que me costa, em muitas conversas com descendentes de Japoneses amigos meus que viveram no japão, desdo meados década de 70 na mão da Mazda que os motores wankel não dão problemas de vazamento e vedação, isso é mito que até hoje persiste desda da época da sua criação e desenvolvimento que ainda tinham estes problemas, que todos ainda insiste em afirmar até hoje. Meu próprio "super" mentor professor do Senai em 1997 no curso de mecânica automotiva afirmava isso. Os únicos problemas do wankel é o pouco freio motor, o que exige freios bem grandes na frente mesmo para um carro razoavelmente leve e bem projetado como o RX7 e RX8; o nível de poluição que é alto para os padrões de europeus, mas que estas dentro ainda dos limites com o RX8; algumas desvantagens que motor aquece muito mais que o motor a pistões comum e por isso a longo prazo, os níveis de temperatura ideal próprio criam problemas em manter vedação entre os cantos do rotor e as paredes da câmara de combustão devido à dilatação térmica e devido às altas rotações, comuns no motor, que chagam fácil aos 9000rpm, mas a durabilidade esta na casa dos 400mil km em média. Sobre o tema da cilindra real dos wankel, geralmente cada motor mazda moderno tem 650cc de deslocamento volumétrico REAL, mas chegaram a um acorde técnico internacional, que os wankel tinham a cilindrada RELATIVA ao dobro anunciado, o que só serve para parâmetro de comparação. Com o desenvolvimento nas pistas e novas tecnologias, com a junção do RX7 turbo e com o RX8 aspirados, tudo indica que o futuro RX9 será turbo novamente, mas econômico e menos ainda poluente.

    Aqui em Brasília tem um RX7 e um RX8 que em algum lugar por aqui eles devem fazer manutenção, então acredito que não deva ser nenhuma bicho de 7 cabeças.

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  27. O link para a explicação sobre a verdadeira cilindrada dos Wankel:

    http://www.hemmings.com/hsx/stories/2008/04/01/hmn_feature11.html

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  28. Este comentário foi removido pelo autor.

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  29. Esta triplamente errado a afirmação em dizer que só por que tem 3 ciclos no wankel, que a cilindrada real seja em somar todas as câmaras que sçao idênticas ? É o mesmo em dizer que o ciclo otto de 4 tempos temos que somar todos os ciclos e dar o resultado final em cilindrada...Não tem cabimento isso.

    No caso dos motores de combustão interna, a cilindrada é o volume varrido por um pistão ou rotor dentro de um cilindro ou câmara rotora entre o ponto máximo superior (PMS) e o ponto máximo inferior (PMI), por conseguinte para uma ida e volta no caso do motor de 2 e 4 tempos. Exemplo: Um motor de automóvel com uma cilindrada de 2 litros (realmente 2 l/rotação) aspira e expira dois litros de gás por cada volta do virabrequim. Quando o virabrequim faz uma volta, todos os pistões fizeram uma ida e volta. Em duas voltas do virabrequim são aspirados dois litros de gás combustível e expirados outros dois litros de gases de escape, quatro litros no total, porem o que se conta nos 2 tipos de motores é a capacidade máximo de cada cilindro ou 1 camará do rotor e multiplicado pela quantidades de cilindros ou rotores.

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  30. Fugindo um pouco do assunto principal do post devo dizer que o mundo realmente piorou bastante, nos anos 90 o Mazda "rotativo" RX-7 rivalizou e se destacou em alguns aspectos com carros impressionantes, uma safra de ouro e que até hoje não voltou. Espero que assim como acontece atualmente com os muscle americanos, os japas voltem com tudo. Naquele tempo me lembro do Honda NSX, Toyota Supra, Mitsubishi 3.000 gt, Nissam 300 zx e Skyline. Realmente o que dizer? Até hoje nós esperamos por um novo NSX. A Nissan deu continuidade e faz sucesso com seu GT-R e 350/370 Z. A Toyota/Scion junto com a Subaru quer entrar na briga com o FT-86. Mesmo assim estamos longe de termos carros que podemos sonhar. Mesmo os japas de uma categoria abaixo eram mais interessantes do que os de hoje, Subaru SVX, Honda Prelude, Honda Integra, Honda S2000 MARAVILHOSO que por sinal já foi sepultado, Nissan Silvia, Nissan 240 SX, Mazda MX-6, mesmo que apenas visualmente o apelo era bem mais esportivo do que temos hoje. Hoje temos o veículo para as massas, eles são sim competentes e sem defeitos, mas onde está o sal e a açucar? Analisem o impressionante Toyota MR-2 (motor central traseiro)e o Toyota Celica, de toda esta safra quase nada restou, talvez apenas o Mazda MX-5. Até os carros da Mazda estão sem graça, o Mazda 3 é um Ford Focus que é um Volvo C30, ou será que inverti a ordem? Estou parecendo um velho saudosista, mas no futuro será que lembraremos de algum carro dos tempos atuais? Certamente sim, mas serão em volume bem menor do que antigamente. O premiado motor 2.0 TFSI da Audi/VW está presente em quantos carros? A3, A4, está na Q5? Golf, Jetta, Passat, Scirocco, em algum carro da Seat deve estar também, e logo estará na FÓRMULA 1, ou seria fórmula uno? Os carros perderam a personalidade e a alma. Roberto Dallabarba lembrou bem o ciclo Miller da Mazda acredito que presente no Mazda 929, infelizmente hoje os fabricantes que tentam inovar e sair do comum "quebram", a própria Mazda já teve seus Wankel, Miller, Otto em linha, Otto em V, teve também o menor V6 com apenas 1,8 cc no MX-3.
    Roberto Dallabarba acredito sim que o Mazda RX-8 é um belo carro mas acredito que não tem o tempero e a esportividade do RX-7. O RX-8 de certa forma já tenta agradar um público maior com a adoção de portas traseiras ainda que "suicidas" e escondidas ele na verdade está mais para um sedã, tem espaço traseiro banco traseiro dividido ao meio por um túnel se parecendo um 2+2 e o seu motor mesmo uma evolução do RX-7 possui menos potência(ok sem turbo, 232 hp o manual isto a 8.500 rpm! (e os "caras" ficam surpresos com o V8 "girador" da BMW/M3 Audi/R8) e 212 hp a 7.500 rpm para o câmbio automático, curiosa esta diferença). O RX-7 (255 ps) era mais esportivo nas linhas da carroceria, coupé duas portas (hoje temos coupé 4 portas!!!), banco traseiro com espaço suficiente para duas crianças apenas, tanto que em algumas versões mais esportivas o RX-7 não contava com banco traseiro. Enfim sou admirador do RX-7, da esportividade, do tempero e do SAL E AÇUCAR.

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  31. Roberto Dallabarba30/05/11 21:49

    Só mais alguns adendos nesse assunto. Porquê falam tão pouco ou quase nada dos esportivos japoneses. Na minha modesta opinião eles são o melhor de 2 mundos: mecânica confiável como a alemã, levesa, despojamento e estilo inglês.
    Tive a oportunidade de guiar um 240sx, que carro, mesmo automático. E um eclipse foi um divisor de águas na minha opinião do que é um esportivo, levei um susto na primeira acelerada, e que design.
    Pergunta: porque será que 3000gt no japão é GTO? A montadora americana esqueceu de patentear o nome lá? Não seria de estranhar, já que Ford esqueceu de patentear GT40 e por isso hoje é só GT. 3000gt no japão (que carro, tão imponente quanto um mustang) é uma versão especial do Supra (dizem e concordo que o melhor japones de todos), até porque o 2000gt foi da Toyota.
    Rafael, realmente, a coisa toda vem decaindo, o jeito é sonhar com os antigos.

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  32. Roberto,

    Desconhecia esta do 3000 ser uma versão especial do Supra.

    Única relação conhecida do 3000 é com o Dogde Stealth, que são praticamente o mesmo carro.

    Sds

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  33. Roberto,

    Isto pode ajudar na questão do "GTO"
    http://www2.uol.com.br/bestcars/cpassado2/colt-4.htm

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