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14 de junho de 2011

O TERCEIRO PECADO CAPITAL

Foto: autor

Pequei mais uma vez, veio-me a inveja dos alemães durante a viagem à terra de Goethe semana passada. A rua da foto é a Lothar-Daiker, onde fica o Best Western Premier Parkhotel, em Bad Mergentheim, uma pequena cidade de 17.000 habitantes entre Frankfurt e Stuttgart. Foi tirada da entrada do hotel para mostrar o contraste com a nossa querida terra brasilis, onde, com 100% de certeza, nas proximidades haveria uma lombada. Foi nesse momento que cometi o Terceiro Pecado Capital.

Que o leitor me perdõe, mas não tenho como evitar voltar ao tema trânsito brasileiro. Não que eu seja apenas revoltado de graça, por estilo, mas por ver como  o trânsito aqui deteriorou em vez de melhorar, o que seria normal esperar. Minha idade, a caminho dos 69 anos, me permite traçar comparações, já que me tornei motorista oficialmente em 1960.

Na pequena Bad Mergentheim há diversas ruas com a placa "30 km/h zone" e o tráfego nelas anda a 30 km/h e pronto.  Em outras, 50 km/h, como na chegada à cidade. Vêm-se pela pequena e estreita estrada municipal a 80 km/h e diminui-se, simples. Nada de lombada. 

Em verdade, quem é mais ligado a automóvel e trânsito chega a estranhar a falta delas, como já relatei aqui a respeito de uma pequena cidade próximo a Mogi das Cruzes, até com um pequeno vídeo, na qual a estrada, também estreita, corta a cidade ao meio e nela não há o nosso conhecido dejeto rodoviário.

Fico imaginando o que deve um alemão pensar quando dirige no Brasil. Deve achar que somos uns loucos, não só pelas lombadas, mas por tudo o que vê e sente ao volante. Deve ver os carros com o motorista invisível e se perguntar o que está acontecendo. Será que no Brasil se dirige por instrumentos, como nos aviões?

Escurecer vidros é um direito, mas motorista enxergar é uma obrigação

Claro, se o esquema de peliculas nos vidros que ele vê na sua terra e por toda a Europa é o da foto acima, como nesta Dodge Caravan estacionada no centro de Bad Mergentheim, o alemão deve realmente ficar intrigado com os nossos esconderijos sobre rodas.

Mas o trânsito na Alemanha não se resume à inexistência de lombadas, zonas de 30 km/h e veículos em que o motorista tem total visão à sua frente e em toda a sua volta. Tudo segue exatamente um mesmo padrão onde quer que se vá. Os semáforos são todos rigorosamente iguais (com amarelo antes do verde, claro), sinalização vertical e horizontal perfeita independente de onde se dirija, todos os cruzamentos e entroncamentos de ruas e estradas têm precisamente o mesmo visual, nunca se fica em dúvida do que fazer.

Estradas, não importa o tipo ou importância, sempre são sinalizadas, sempre possuem faixas de rolamento e de limite externo, sempre há refletores na margens. É nítida a impressão de que há pessoas competentes cuidando delas.

Guias com pintura tracejada na Av. Paulista: para quê? (baixaqui.com.br)

Aqui em São Paulo inventou-se a pintura tracejada das guias das calçadas (meio-fio para os cariocas). Alguém saberia o motivo? Segurança não é, fora que acho de péssimo gosto, feio e ainda por cima dá despesa à prefeitura com manutenção dessa "arte" paulistana.

O trânsito na Alemanha roda seguro e, incrível, sem produzir ruído que incomoda. Por isso até acho graça quando os defensores dos carros elétricos falam em ausência de ruído. Aqui no meu bairro passam certos ônibus literalmente gritando, não som de escapamento, mas do ventilador do radiador. Fico imaginando como pode um engenheiro aprovar um absurdo desses.

É isso aí. Na próxima vez que eu for a uma igreja, vou me confessar. Será que o padre vai entender o por quê da inveja? Tenho minhas dúvidas.

BS

45 comentários:

  1. Não dá para não ter inveja do trânsito deles, já passei por cidades com radar fotográfico bem visível e uma lâmpada amarela, toda vez que um carro se aproximava do radar acima de 50km/h, a lâmpada, enorme, começava a piscar, qual o entender? que está avisando o motorista para reduzir, bem antes de fotografá-lo e puni-lo com uma multa, esta sim viria, se ele não reduzisse a velocidade. Enfim, tampouco me conformo, por que não é só cultura diferente, é disposição em fazer o correto.
    Quanto aos ônibus, outra tristeza, temos legislação de ruído e ela não chega aos encarroçadores, portanto não a respeitam, simples assim. Se é possível ter motor encapsulado na Alemanha, também o é no Brasil, um mercado muitas vezes maior e capaz de fazer com custo acessível.
    Ainda temos um mundo à frente, usemos deste e outros espaços para cobrar melhoras.

    MAS

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  2. Brasil dá um passo à frente e dois para trás.

    Sempre foi assim e sempre será.

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  3. Caro Bob Sharp,

    Você afirmou a intenção de se confessar na próxima vez que for a uma igreja. Até nisso a Alemanha dá exemplo: lá surgiu o protestantismo há quase 500 anos, onde os fiéis não se confessam com os padres, e os pastores podem casar!

    Abraços luteranos,
    JT

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  4. Acho que vou pro inferno de tanta inveja.O transito no Brasil está banalizado. Todos os dias vemos cada barbaridade no transito que não dá nem pra explicar.Não acredito mais no transito brasileiro.O motorista infrator tem certeza da impunidade. Neste último carnaval fui de carro de Belo Horizonte para Arraial d'Ajuda na Bahia e vi cada barbaridade que até desanima de pegar estrada novamente o que é um absurdo pois uma das coisas mais prazerosas pra mim é pegar uma estrada.

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  5. Antônio Martins14/06/11 10:08

    Vi uma entrevista do Tite no BandSports, onde ele fala que o probrema não é educação para o trânsito em si, mas falta de educação como um todo. Só isso explica o que vemos, tanto por parte dos gestores do tráfego como dos motoristas.

    Todo dia vemos isso, idiotas que ocupam duas faixas; rodam menos rápido do que poderiam; deixam 2m de cada ponta no estacionamento de rua; usam vaga de estacionar que não lhe pertencem; não cedem passagem; ocupam duas vagas de estacionamento privado; rodam de luzes apagadas, etc

    Ninguém ta nem aí. Veja só esta tragédia com essa minha colega: http://eptv.globo.com/noticias/NOT,3,7,352679,Mulher+morre+apos+ter+carro+atingido+por+veiculo+na+contra-mao+em+Araraquara.aspx

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  6. Uma vez eu li uma coluna escrita pelo jornalista Washinton Novaes ( ambientalista )no Estadão, contando uma Historinha que não sei se é verídica.
    Ele seguia com um Índio pelas ruas de uma capital ( acho que era Brasília, sei lá ), e o cidadão ficou encucado com o asfalto acentado nas vias. Ele perguntou por que nós( o homem branco )cobríamos a terra com aquilo, e o jornalista disse que era para os carros circularem mais rápido.
    Bom, pouco depois, na mesma avenida, eles cruzaram com uma lombada. O sábio indígena ficou curioso, e mais uma vez encucado, e perguntou o por quê nós havíamos construído "aquela estrutura comprida e desajeitada" na via.
    O Nobre jornalista respondeu prontamente que era para evitar que os carros andassem muito depressa.( Bom, foi mais ou menos assim, não com estas palavras, óbvio...)
    O Índio, é claro, do alto de sua sabedoria simples e muito mais evoluída, franziu a testa e, em seguida, sorriu com uma ironia ímpar.
    Não sei se é verdade, mas eu teria passado vergonha...ah ah ah

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  7. Antônio Martins
    Que tristeza, que perda irreparável. Com o idiota que provocou isso já se sabe o que vai acontecer: nada. O Tite está coberto de razão, o problema não é falta de educação acadêmica, é falta de educação de berço.

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  8. JT
    Citei o confessar por ser a minha religião, mas tenho o maior respeito por todas. Não sabia desse detalhe da igreja luterana, obrigado informar.

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  9. Strassen
    Essa do ruído dos ônibus é típica do "Acredite se quiser" mesmo!

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  10. Bob Sharp,

    Também respeito todas as religiões. Sou casado com uma católica!

    Um dia, quem sabe, eu possa visitar a magistrais catedrais góticas na Alemanha.

    Abraços,
    Jean Tosetto

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  11. Rafael Bruno14/06/11 11:01

    Bob, se for assim vou direto ao inferno. Lembro quando fui aos EUA e também todo mundo respeita e é respeitado no trânsito. Já aqui...

    Fim de semana passado estava no posto de gasolina quando parou o CET e falou para o frentista: poxa amigo, carro na calçada ? Calçada é para pedestre!
    Até aí tudo bem, porém falei com o CET que 200 metros a frente (na frente da minha casa) tinha um semáforo que NINGUÉM respeita o vermelho. Ele disse: você já solicitou uma unidade aqui?

    Eu disse: já, mas não adianta nada vocês ficarem logo abaixo do farol vermelho...assim todo mundo para né?!

    Ele: é complicado...boa noite!

    Não tem jeito mesmo.

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  12. Bob, morei na Alemanha por 14 meses e tive a oportunidade de dirigir com certa frequência, incluindo também Bélgica, Holanda e Dinamarca. Posso resumir em uma coisa: o que muda é a educação. Tanto dos que dirigem quanto dos que projetam/executam/mantém as ruas e estradas. Garanto que se nossas estradas ou comportamento nelas fosse igual ao encontrado na Alemanha, nós não seríamos o Brasil. Está tudo enraizado.

    Por isso tenho medo de voltar pra Alemanha: ficar deprimido quando pisar em solo brasileiro de novo!

    JS

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  13. Humberto Monesi14/06/11 11:11

    Bob, o barulho de ventilador, além da falta de homologação dos veículos pelos encarroçadores como mencionado acima, também é notado porque muitas vezes não se faz a manutenção do componente que acopla ou desacopla o ventilador, este pode ser uma embreagem viscosa (ou Viscous Fan Clutch), eletromagnético, ou ainda hidráulico (mais presente nos rodoviários somente). Como neste país se vive de gambiarra, para baratear os custos de manutenção removem o componente e ligam a polia direta. E vai tentar explicar que o consumo de combustível piora por dois motivos: 1o ventilador consumindo potência (e acredite dependendo do modelo e rotação, esta potência chega aproximadamente a 50HP) , 2o motor operando em temperatura incorreta com termostática ciclando. Não se interessam, o importante é mostrar resultado imediatista e "baixar" o custo de manutenção.
    Como é bom dirigir na Alemanha! Altas velocidades médias, sem sustos, sem multas, sem obstáculos!

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  14. Bob, e olha que você nem abordou sobre os procedimentos de manutenção das vias (recapeamento, tratamento do solo, etc) e os materiais usados, inclusive na pintura de faixas sinalizadoras, na Alemanha. Em Abril me acidentei de bicicleta em Niterói - RJ simplesmente por uma faixa de pedestre ter virado um sabão após uma chuva rápida. Um abraço.

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  15. Marcus Maia14/06/11 11:29

    Também não entendo esse cuidado exagerado com a pintura das guias de São Paulo. O pior é que as faixas horizontais que são muito mais importantes sempre estão apagadas.

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  16. Marcus Maia14/06/11 11:32

    Deveriam apresentar uma régua de pedreiro para esses caras que fazem remendos nas ruas de SP. Eles sempre fazem aquele remendo-lombada e as ruas ficam parecendo a superfície lunar.

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  17. Bob, dia desses eu passei por mais um constrangimento por causa da película. Minha esposa comprou um carro há pouco tempo, ele veio com película nos vidros laterais e não pude ainda pará-lo para retirá-la. Semana passada fui abordado numa das frequentes blitzes da PM aqui na USP e o polícial de arma em punho gritou a três metros do carro para acender as luzes internas, de cortesia, o que fiz de imediato. Além de tomar uma bronca por não ter me antecipado em ligar as luzes, também fui advertido ostensivamente a fazer isso de uma próxima vez. Com o meu carro, que não tem película, nunca passei por qualquer constrangimento dessa natureza.

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  18. Este comentário foi removido pelo autor.

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  19. Olá Bob, fiz uma viagem de 15 dias com meu Monza 1989 ao sul do Brasil, cidade Rio Grande, sou de São Vicente, SP. e fiquei com inveja tambem pelo fato de notar que eles não usam lombadas mas um chamado Redutor de Velocidade que são tachões colocados nas laterais da pista e outros no centro de forma que o motorista é obrigado a diminuir bem a velocidade e "encaixar" as rodas pelo estreito caminho traçado pelos tachões,coisa aproximadamente de uns 3 metros. Achei uma solução eficiente e que não agride a suspensão do carro. Andei bastante pelo centro da cidade e não escutei buzinas. Tambem deu uma invejazinha e já estou com saudades de lá, espero voltar no proximo verão!!!
    Abraço

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  20. Marco Antonio14/06/11 12:37

    Na carona dos temas EDUCAÇÃO e PECADO, ontem tomei mais um cocktail daqueles que dá vontade de partir para o pecado: você está numa esquina de Av., aguardando a vez de entrar e chega um malandro pela esquerda, pior ainda,de película e coloca o carro a frente do seu, se posicionando para pegar a vez. Ahhhh,não vai... mas perturba, não é mesmo? Incita ao crime. E o pior é que a educação no trânsito e a do berço, estão cada vez mais distantes e esquecidas, temo pelo futuro. Haja paciência e compreensão, assim como saudades dos tempos e lugares onde os motoristas são educados e gentis.

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  21. Bob, agora sou eu quem está com inveja...Bad Mergentheim é a cidade-natal da minha sogra, e temos toda a família dela vivendo ou lá, ou nos arredores...
    Nunca estive nesse local ( e nem na Europa), mas pretendo visitar em muito breve...
    Muito interessante as suas observações, vou transmiti-las aos meus sogros que certamente irão apreciar, E MUITO !!

    Auf wiedesen !!!

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  22. Tbm nunca entendi pq se pinta o "gelo de baiano" dessa maneira em SP.

    Acredito q seja uma medida de "economia" na pintura...rss.

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  23. ^^^
    Não entendi nada...

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  24. Eu fiquei besta quando esse ano eu fiz uma viagem de 1 mes de carro pela Europa. Eu rodei cerca de 8.000 km por tudo quanto é tipo de estrada, inclusive as sem limite de velocidade e vi apenas 1 (UM!) acidente durante o mês inteiro.

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  25. Christian Monteiro14/06/11 13:42

    Olá, Bob!

    É verdade, alugamos uma MB Série E nova e tive a oportunidade de dirigir de stuttgart a Munique agora em Abril passado, de férias.
    O nível de estradas não só é diferente pelo tratamento asfáltico dado à região como pela educação que é cultuada e respeitada a cada quilometro.

    As faixas que dividem as vias são ao mesmo tempo sinalizadores sonoros - simples e modernas ao mesmo tempo.

    Sabe o que impressiona? Como os brasileiros praticam esse respeito ao chegar por lá! A imposição da cultura diferente ou o risco da punição? Acho que ambos provocam esse sentimento ideal em terras de Porsches, Mercedes e BMWs...

    Agora é acreditar na capacidade de trazer isso na bagagem, aprimorando aos poucos nossa cultura e capaciade evolutiva.

    Trânsito, estradas e brasileiros por aqui merecem o mesmo desejo de fazer certo, harmonia permanente e prazer ao dirigir.


    CM

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  26. " Será que no Brasil se dirige por instrumentos, como nos aviões?"

    #eu ri#

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  27. Há quantos anos a Alemanha tem cultura automotiva popular? Mais de oitenta. E o Brasil? Menos de quarenta, sendo que o carro só está se popularizando de verdade nos últimos vinte anos.
    Portanto temos uma "leva" de motoristas recém e muito mal formados que não tem a menor noção do que fazem.
    Daí tem que por lombada pq o motorista é literalmente um analfabeto volante. Não sabe sinalização nem interpreta condições de tráfego.
    Eu, que odeio lombadas, valetas e outros absurdos desses, ocasionalmente me vejo obrigado a defender medidas tão absurdas porque alguns idiotas conseguem agir de forma ainda mais absurdos.
    Claro que é um problema mais complexo, e que a lombada e valeta são soluções paliativas que apenas empurram o problema real com a barriga, mas tem gente que cria justificativas para isso.
    Azar de quem faz tudo certo, não?...
    Agora, é engraçado como este pecado é facilmente cometido: minha tia foi para a Disney e, mais que os brinquedos, o que gostou foi do trânsito bem organizado e racional.

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  28. Gustavo Cristofolini14/06/11 14:28

    Eu vejo o problema não é falta de educação. Educado, todo motorista brasileiro é (afinal, precisa fazer cursinho e mais prova para fazer a CNH). O problema é cultural. Somos o pais do levar vantagem. Moro em um cidadezinha pequena. Adivinhem o que tem na Avenida principal?? Lombadas. Mas não são simples lombadas. São pequenas saliencias aonde é possivel passar a mais de 60 por hora (já tentei 80 e é possível). Em condições normais, passo do jeito que venho pela avenida, a 40km/h. Esse é o tipo de lombada "correto". Quem aqui do AE conhece a estrada que liga Chapecó a BR-282?? Alguem pode descrever como é a lombada proximo ao trevo/posto de gasolina? (eu voei nela a 50 ou 60 km/h de noite por não ter nenhuma sinalizacao).

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  29. Anônimo 14/06/11 13:25

    Gelo de Baiano = Meio Fio , Guia

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  30. Corsário,

    Lombada mais deseduca do que educa.

    Ser humano pensa, logo é educado. Cachorro não pensa, logo é condicionado. Lombadas condicionam mas não educam.

    O que falta é seriedade e respeito, inclusive no que tange à formação, aplicação de regras, qualidade de construção e rigor na punição.

    E não só em trânsito. É em tudo. Experimente pegar uma fila de supermercado na Alemanha...

    - Osmar Fipi

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  31. Sobre Lei de Gérson e outras mazelas do trânsito brasileiro saiu há pouco tempo o ótimo livro do Roberto da Matta.

    Uma prévia no site da Quatro Rodas (mais resenhas via Google):

    http://quatrorodas.abril.com.br/blogs/blog-do-pcg/2010/10/11/fe-em-deus-e-pe-na-tabua/

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  32. Osmar Fipi, este é meu ponto.
    Enquanto derem carta para gente que age como animal, e muitas vezes com orgulho disso, teremos que ter lombadas.
    A cultura brasileira é complicada, a começar pelo CFC falho e indo até a Lei de Gérson - vide o uso dos acostamentos que agora generalizou, sem nenhuma implicação. Pode escrever: daqui a pouco teremos lombadas no acostamento das estradas...

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  33. Daniel San14/06/11 17:36

    Aqui no RJ muitos chamam de quebra-molas,nome que,por si só,já é acintoso,ou seja,um troço feito deliberadamente pra quebrar seu carro. Sem falar nos tachões,nos quais,por mais devagar que se passe por eles,tem-se a impressão de o carro levou um soco,além de desalinhar a direção. Esses e outros dejetos me fazem cometer outro pecado capital:a da ira...

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  34. O Brasil tem saída, meio ruim mas tem.
    Galeão.
    McQueen

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  35. Engraçado, em SP chamamos de "tartaruga", parece que o termo mais correto é tachão.

    Um amigo carioca chamou a "tartaruga" de "gelo de baiano", agora o Pisca disse que o "gelo de baiano" é o "meio-fio" ou a "guia"... rsrsrs... Embananou-se tudo... Quer saber? Vou jogar GT5!

    Abs

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  36. Sou da mesma opinião do Corsário. E o povo quer lombada de volta! Aqui na minha cidade acabaram de atropelar uma menininha de 5 anos. Está em coma. Já fecharam a rua com madeira, pneus e atearam fogo. Aqui mesmo, na rua de casa, há uma escola. Muita gente passa correndo. Seria bom uma lombada, nesse caso. Se educação vier na base do condicionamento, que venha assim mesmo! Não temos educação, cultura ou chamem isso como quiserem como na Alemanha. Aqui precisava de uma ditadura de uns 200 anos pra ver se o povo aprende.

    João Paulo

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  37. O grande problema da lombada é que a maioria das cidades não segue as normas para a construção desse, literalmente, dejeto rodoviário. As poucas lombadas que vi que eram bem feitas não geravam problemas para serem vencidas.

    Passei seis dias com um Mercedes SL500 de um amigo que viajou e eu o levei ao aeroporto, que de tão baixo, ficou em minha garagem 95% do tempo. Apesar das ruas do meu bairro não terem as protuberâncias esdrúxulas, elas tem cavidades monstruosas, que judiam demais do carro.

    A educação no Brasil, sim, de fato, falta. E é a de berço mesmo. Vejo alguns pouquíssimos amigos que dirigem bem, com educação, senso, prudência e de forma rápida. Os outros conhecidos acham lindo fritar pneu, puxar cavalo de pau e "furar fila", pensando que são espertos e super pilotos. Até mesmo na pista de kart indoor vemos algumas mulas que acham que pilotar é jogar o outro pra fora, fazê-lo rodar.

    Brasil império tinha mais razão de existir do que o Brasil república. Inclusão social é ótimo, desde que bem feita. Aqui é complicadíssimo, não pensaram nas cidades, nem em como absorver a população que veio do campo. Surgiram os cortiços e por aí vamos.

    Certa vez, Vinícius de Moraes disse que o Senhor das Esferas, depois de ter criado os céus e os mares, os animais e as flores, para não ficar com as vastas mãos abanando, no sétimo dia criou o homem, sua imagem e semelhança. E completa com Gênesis v.27: "Macho e fêmea os criou", aí deu-se toda essa zorra.

    O homem é diferente por natureza. O europeu é mesmo mais educado que o Brasileiro. Não vamos dizer mais civilizados, apenas mais educados. A civilização estragou muito o homem, que respeitava a natureza e a ordem primária das coisas. Hoje nem, ao menos, se respeita.

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  38. Além de se surpreenderem com os vidros filmados, o "modesto" assovio dos ônibus e muitas outras brasilidades, será que os estrangeiros estranham também o "chope" pro oficial, ou o amigo que conhece o capitão/comandante/bonzão da polícia pra dar um jeitinho e livrar o infrator?
    Coisas de Brasil... que, pelo que vi hoje, parece que agora quer oficialmente acabar com a miséria... mas preservar a ignorância.

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  39. Aléssio Marinho15/06/11 00:15

    Pisca;

    Acho que pintam o meio-fio tracejado em SP para economizar.
    Cal é muito mais barata que tinta rodoviária. O certo era pintar a lateral da via.

    Por curiosidade, quase todo quebra-molas em rodovias é precedido pelo famigerado sonorizador. Lembro-me que essa obrigatoriedade foi instuída por lei de iniciativa da nobre e querida deputada federal goiana Lúcia Vânia.
    Informação que ouvi na Voz do Brasil a muitos anos atras e que nunca esqueci.

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  40. Bob, desnecessário e redundante o cumprimento pelas análises. Creio que no quesito velocidade, deveríamos aprender que a placa pendurada no poste significa antes de tudo, velocidade de segurança para o veículo e não "limite máximo" permitido. Nós, brasileiros, que vivenciamos a Lei de Gérson temos sempre que levar vantagem, nem que seja pondo em risco nossas vidas.

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  41. João Paulo:
    Ditadura???

    Eduardo Zanetti:
    Brasil Império???

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  42. Pois é, já dirijo a um bom tempo, e bem antes de tirar carteira, gosto de um bom carro, mais pela minha educação, respeito muito as leis em geral, as placas e sinalizações no transito, e não consigo entender porque o brasileiro é tão desordeiro e sem vergonha. Até hoje só tive duas multas de transito: uma por estacionar em lugar proibido e não vi a placa e outra por estar com uma porcaria de uma lampada queimada na lanterna traseira do carro.

    O que custa respeitar as leis ? 10s de vida a menos ? Atrapalhar a vida dos outros e "melhorar" a sua ? Manter o carro em ordem e sempre ? Saber comprar o carro que realmente é útil ? Saber estacionar ?

    Faço minha parte sempre ! Mais como tem gente que não deveria ter a carteira de motorista NUNCA !

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  43. Olha! MAS antes os policiais autuassem todos com lâmpadas irregulares ou queimadas, do que continuar nessa situação ridícula...
    Um anda apagado, outro anda com xenon 500.000K (achando que está "abafando geral"), outro "caolho", outro totalmente desregulado...
    A IRA COM CERTEZA É O MEU PECADO CAPITAL!!!

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  44. Aléssio Marinho

    Aki em Gyn se pinta integralmente o meio fio, s/ economias porcas.

    Lúcia Vânia hj é Senadora....uma senhoura deveras retrógrada, reacionária e td + de antiquado q vc possa imaginar.

    Ela ainda vive na década de 50 e assim "exerce" a sua "profissão".

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  45. Para dirigir no Brasil, você prova a um avaliador mal humorado de que é capaz de fazer uma baliza, dar uma volta no quarteirão a 30 km/h em segunda marcha, parar e arrancar numa rampa de 10°. Num popular de 1,0 litro. Depois disso, você já tem direito a sair na estrada a 160 km/h sem noção nenhuma de cidadania, respeito ao próximo e de como se portar ao volante.

    Como alertado por alguém aí de cima, o mais comum é ver carros com faróis desregulados, apagados, fora da lei, só na sinaleira com os faróis de neblinas acesos ou nem isso. Só as sinaleiras sob chuva forte e com pouca visibilidade, todo apagado. E nenhuma fiscalização. Nenhuma orientação pro cara saber que essa prática cria riscos para ele mesmo.

    O problema no Brasil, Bob, é muito maior que guias tracejadas ou lombadas irregulares. Está na gente mesmo, que ganhamos nossas CNH provando que sabemos botar um popular em movimento e nada além disso. Enquanto for assim, nada vai mudar.

    Grande abraço

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