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26 de agosto de 2011

GET YOUR KICKS - PART I





"If you ever plan to motor west,
Travel my way, take the highway, that's the best.
Get your kicks on Route Sixty-Six."

"Se você um dia quiser ir para o oeste
Vá do meu jeito, pegue a estrada, é o melhor.
Divirta-se na Rota 66"

Quem gosta de música com certeza conhece este refrão: "Get your kicks on Route 66" (Divirta-se na Rota 66).

A Route 66 (Rota 66) é um ícone da cultura americana, muitas vezes cultuada aqui também por pessoas que sequer sabem o seu significado. É comum vermos em automóveis adesivos "Route 66", alguns até com grafia errada: "Routh 66". Estes adesivos podem ser facilmente encontrados nas bancas de jornais tupiniquins.

É necessário explicar a definição de "Rota" no sentido das "Routes" americanas: Uma rota é um caminho entre 2 pontos, geralmente muito distantes entre si. O sistema de rotas foi instituído em 1926, ano da criação de diversas rotas, incluindo a Route 66.



Quando foi criado, a idéia do sistema de rotas era traçar caminhos utilizando-se ao máximo as estradas pré-existentes, como uma forma de "guia" para os que viajam entre suas extremidades. As rotas podem ser compostas por todo tipo de vias, desde largas rodovias até ruas principais de cidades pequenas. Em vez de indicar os 3.825 km do caminho de Key West, Flórida, o ponto mais ao sul dos EUA, a Fort Kent, Maine, na fronteira com o Canadá, com uma enorme lista de estradas locais e estaduais, convencionou-se chamar o caminho inteiro de "Route 1". Assim, basta indicar "Route 1" nas placas de orientação ao longo da rota que o viajante saberá que está no caminho certo. A Route 1 existe oficialmente até hoje e corta toda a Costa Leste dos EUA de norte a sul, seu caminho passa por Miami, Washington, Nova York e Boston.

Início da Route 66, em Chicago, Illinois (sim, tava friiiio!)

E foi assim que a Route 66 nasceu em 1926: o caminho entre Chicago e Los Angeles, através de um conjunto de pequenas estradas estaduais que se interligavam, com muitos trechos ainda de terra. Apenas em 1938 a sixty-six (66, em inglês) conseguiu ser totalmente pavimentada. Ela começa em Chicago, na esquina da Av. Michigan com a Adams St. e termina na Olympic Boulevard, em Santa Mônica, atravessando 8 estados: Illinois, Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México, Arizona e Califórnia, numa extensão de 3.940 km.


Loja no fim da Route 66, em Santa Mônica, Califórnia

O estilo de viajar da primeira metade do século XX era totalmente diferente do atual. Como viajar de avião era muito caro e a disponibilidade de vôos era bem restrita, a solução era montar no carro e pegar a estrada. A Route 66 é um símbolo deste tempo, era o caminho que ia da fria e industrial Chicago à ensolarada e litorânea Los Angeles. Era a viagem de férias que todos queriam fazer, sair da sisuda Chicago em direção à descontraída Califórnia.

A era de ouro da Route 66 ocorreu durante as décadas de 40 a 60. Porém, em 1956, a rota recebeu o golpe que resultaria em sua morte, 29 anos depois: Foi neste ano que presidente Dwight Eisenhower assinou a lei que criava o sistema de rodovias interestaduais, as Interstates. Eisenhower havia estado na Alemanha e tinha ficado maravilhado com as Autobahnen (as impecáveis auto-estradas alemãs, famosas por não terem limite de velocidade), querendo implantar o mesmo modelo de estrada nos EUA, (poderiam ter copiado também a velocidade livre das estradas alemãs...). Ao longo das décadas seguintes, as Interstates foram sendo construídas, tomando o lugar de muitas das antigas rotas e infelizmente a Route 66 não foi exceção. Pouco a pouco, trechos dela foram continuadamente sendo substituídos pelas novas Interstates, que faziam um caminho bem mais reto e passavam ao largo de muitas cidades pequenas antes atravessadas pela Route 66.


Desenho "Carros", que se passa numa cidadezinha do meio da Route 66

A animação "Carros", de 2006, aborda este tema. A história se passa em Radiator Springs, uma cidadezinha fictícia outrora cortada pela Route 66, que entrou em forte decadência quando da construção da Interstate passando ao largo dela. Apesar de Radiator Springs ser uma cidade hipotética, este foi o destino real de muitas pequenas cidades ao longo das rotas: a economia delas vivia basicamente do movimento da estrada e encolhia enormemente da noite para o dia quando era inaugurado o trecho da Interstate próximo a ela.

Considero "Carros" um filme que deveria constar obrigatoriamente no "currículo" de qualquer AUTOentusiasta. Nele há uma música que James Taylor compôs só para o filme, retratando o efeito devastador que a Interstate teve sobre a vida nas cidades ao longo da Route 66 e a tristeza de suas populações com isto. Mesmo o AE não sendo um blog sobre música, a letra desta é tão significativa que não posso deixar de colocar sua tradução aqui. A música se chama "Our Town", nossa cidade:

Há muito tempo, porém não tanto tempo assim
O mundo era diferente, ah, era sim.
Você se estabelecia, construía uma cidade e a fazia viver
E a observava crescer
Era a sua cidade

O tempo passa, traz mudanças, você muda também
Não acontece nada que você não consiga resolver, então você continua em frente
Sem que você perceba, um buraco abre-se sob seus pés
Sob sua cidade. Não há nada que você possa fazer.

A rua principal não é mais principal
As luzes não brilham mais com o brilho de antes
Pra falar a verdade, elas nem brilham mais
Na sua cidade

O sol nasce todas as manhãs, como sempre nasceu
Levante-se, vá trabalhar, comece o dia
Abra seu negócio para clientes que nunca surgirão
Enquanto o mundo continua girando a um milhão de milhas dali

A rua principal não é mais principal
Parece que ninguém mais precisa de nós como antes
É difícil achar uma razão para continuarmos aqui
Mas é a nossa cidade, a amamos de qualquer jeito
Aconteça o que acontecer, é a nossa cidade.


O abandono tomou conta de muitos lugares da antiga Route 66

A última cidade a ser excluída do caminho foi Williams, no Arizona. Os moradores de Williams, vendo o que havia acontecido com outras cidades que foram excluídas do caminho, lutaram bravamente na justiça contra a construção da I-40 ao seu redor. O caso só foi resolvido com acordos que previam a construção de 3 saídas da Interstate 40 para Williams. Em 1984, o trecho de Williams da I-40 foi finalmente entregue, completando-se assim todo o caminho do início ao fim da 66 apenas por Interstates. A substituição da Route 66 havia se completado ali em Williams. No ano seguinte, em 27 de junho de 1985, a Route 66 foi finalmente descomissionada pelo governo dos EUA, isto é, deixou de existir oficialmente como rota. Como já se podia ir de Chicago e Los Angeles só por Interstates, utilizando-se trechos da I-55, I-44, I-40, I-15 e I-10, a Route 66 tornou-se desnecessária, sendo esta a fria razão dada para seu descomissionamento.


Cena de "Carros", mostrando como Radiator Springs foi excluída do caminho da Interstate 40

Desnecessária? Bem, com a morte da Route 66, uma forma de viajar havia morrido com ela. Como as rotas cortam cidades e serpenteiam junto com o relevo, a paisagem muda constantemente e, ao se viajar por uma rota, conhece-se sempre novos lugares e novas cidades, havendo uma integração maior do viajante com a beleza do lugar por onde ele passa. Nas Interstates, como em qualquer auto-estrada, a paisagem é sempre a mesma: Pista de asfalto retilíneo cercada por muretas de concreto. Um trocadilho do desenho "Carros" ilustra muito bem esta diferença: "Cars didn't drive on it to make great time. They drove on it to have a great time" (Os carros não viajavam para chegar rápido. Eles viajavam para curtir a viagem). Aqui no Brasil, quem conhece as experiências de se ir de São Paulo ao Rio de Janeiro pela Dutra ou pela Rio-Santos sabe exatamente a que me refiro.

Placa indicando a saída da Interstate para a antiga Route 66 e para a ainda existente Route 95

Hoje em dia é impossível percorrer o que restou a Route 66 de cabo a rabo, pois alguns trechos foram fechados ou abandonados. Mas ainda é possível trafegar por uma grande parte dela. Alguns estados ainda conservam trechos da antiga estrada, agora rebatizada de "Historic Route 66". Há um movimento de várias associações para preservar o que resta das cidades ao longo da antiga 66 e assim manter a velha forma de viajar, com propósitos turísticos.

Por que eu escrevi tudo isso? Bem, desde há muitos anos eu gosto da história da Route 66. Ano passado eu estive nos EUA e dirigi os últimos 500 km da Route 66, de Kingman, Arizona até Los Angeles. Algumas das fotos deste post são desta viagem.

E mês que vem eu voltarei aos EUA para mais um trecho de 800 km. Aguardem!

CMF

PS: Para os que quiserem ler mais sobre o que restou da Route 66 atualmente, recomento um site, em inglês, onde há fotos e um roteiro completo com todas as indicações para os que quiserem percorrer todos os trechos ainda existentes da velha Route 66.

http://www.historic66.com


Música Our Town, de James Taylor, com a letra original:






21 comentários:

  1. Muito legal o post.

    Estou me planejando para percorrer toda a rota no próximo ano, mas aboletado numa Harley Davidson Electra Glide X-tudo. Inclusive provavelmente partiremos de Chicago rumo ao Oeste.

    Pode adiantar aqui quais os 800 km que você fará na próxima viagem?

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  2. Aléssio Marinho26/08/11 17:14

    Taí uma viagem que ainda vou fazer.
    Semana passada estava fazendo algumas rotas no google maps pelos EUA, "planejando" essa viagem.

    Mas a viagem de carro que sempre quis fazer é pra Santiago. Os caracoles me fascinam desde os 15 anos!
    Essa vai ser feita em 2014.

    Viajar de carro é a melhor coisa da vida!

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    Respostas
    1. VIAJAR DE CARRO? NELE VOCE VE O CÉU, OUVE O VENTO, MOLHA O ROSTO,SENTE O SOL,SUA ALMA E SUA AMADA ESTÃO ABRAÇADOS COM VOCE?
      NÃO? MEU AMIGO VOCE AINDA NAO ANDOU DE MOTO!! NAO SABE O QUE É A MELHOR COISA DA VIDA! VA DE AVIÃO!

      CEBOLA!

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  3. O governo por lá poderia restaurar a estrada e divulgar o turismo pela mesmo, aposto que seria interessante, quem sabe até uma parceria com o Google Maps para fotografá-la e colocá-la na net?
    Seria um tremendo marketing.

    No Brasil acho que uma das estradas mais belas é a Rio-Santos, o trecho em Ubatuba é magnifico.

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  4. Não me perguntem a razão pois nem eu sei, mas sempre fui doido para parar num destes postos bem furrecas e empoeirados de estradas americanas que aparecem nos filmes, e tomar uma cerva enquanto abasteço o carro. Mas para eu ficar totalmente realizado, tem que ter daquelas coisas cor de palha que parecem um grande novelo de lã rolando com o vento, he, he, he, he!

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  5. Não há nenhum doente como a gente que não queira fazer a 66 inteira. De preferência dentro de um Impala...

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  6. Bacana "Route"! Aliás, deve ser de lá que vem teu nick, suponho eu.

    Eu tenho o filme em DVD. Não me recordo agora quem é, mas um dos chefões da Pixar Animation Studios (acho que é o Lasseter...) diz os motivos da criação do filme, no "making off". É bem isto o que você retratou no post.

    Também concordo que o filme seja "obrigatório" na coleção de todo autoentusiasta. Os extras também devem ser assistidos para que o filme não seja interpretado somente como uma "história para criança", creio eu.

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  7. Não conhecia o conceito das Routes... Achei muito interessante!

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  8. Meu filho adora o filme Carros. E eu, como autoentusiasta, já assisti umas 15 vezes com ele. Nos extras do dvd há um documentário sobre essas cidades que entraram em decadência após a inauguração das interestaduais. Vale a pena ver.

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  9. Caramba, que texto! Impossível não se emocionar ao ouvir a música "Our Town" depois de ler o texto inteiro.

    É uma grande pena, mas infelizmente há cada vez menos espaço para o romantismo, para aquilo que não é prático. Triste isso, pois perde-se coisas simples, corriqueiras, mas que dão um profundo prazer para os que são contra a pasteurização das atividades em geral.

    Tenho o DVD de "Carros". Comprei-o depois de ler uma coluna do Bob a respeito do filme. História belíssima, que somente os mais "experientes" são capazes de captar a essência do filme.

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  10. As grandes Highways foram construídas com interesses militares, para escoar com facilidade soldados e víveres. Durante a II Guerra, os EUA sofreram com as limitações de suas estradas.

    Para comprovar o fim militar das Highways, podemos ver como países ricos mais pacíficos, como Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Portugal não possuem sistemas complexos de highways que vemos nos EUA, Alemanha, Coreia do Sul e Arábia Saudita (e recentemente em construção no Irã).

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  11. @ Carlos Eduardo

    O próximo trecho será de Albuquerque, NM a Kingman, AZ. Mas ainda pretendo tirar 2 semanas para fazê-la de uma vez só de Chicago a Los Angeles, sem pressa.


    @ Aléssio Marinho

    Esta viagem de cruzar os Andes de carro também está na minha "to do list".


    @ Fernando Alniezi

    Alguns governos locais apoiam estas associações de preservação da 66. Acredito que a tendência é o reconhecimento do valor histórico e cultural da rota. Tanto é que mesmo depois de 26 anos do descomissionamento ela ainda continua sendo um ícone...


    @ Eduardo Chiavaloni

    Com certeza, eheheheh... Aos que não me conhecem, uso o nick "Route 66" em vários fóruns da internet há mais de 10 anos. Por incrível que pareça, não assisti este extra do DVD. Dei a sorte de estar nos EUA em jun/2006 e assistir a "Carros" no dia do lançamento por lá. Me apaixonei pelo desenho desde aquele dia.


    @ Road Runner

    Devo confessar que, ao escrever a tradução, meus olhos também ficaram marejados...

    E eu sempre digo que o mundo está ficando mais fácil, mais seguro e mais chato.


    @ Anônimo das 19:27

    Além da facilidade de transportes militares, um outro objetivo do sistema de Interstates era facilitar a evacuação de cidades inteiras através das largas estradas no caso de uma guerra nuclear entre EUA e URSS. Porém esta ideia não daria certo, é só lembrarmos dos congestionamentos nas estradas que saíam de New Orleans das pessoas fugindo do Katrina. Se um furacão fez aquilo, imagine uma bomba nuclear...

    Pensei em colocar isto, não coloquei porque o foco do post era falar da Route 66, não das Interstates.

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. Puts, como lembro de Kingman. Passei por lá o ano passado, comi no Golden Corral (recomendo) que fica na Stockton Hill e tenho uma vontade imensa de fazer tudo denovo, só que a bordo de um V8 ao invés do ônibus.
    Infelizmente tenho poucas esperanças de conserguir refazer esta viagem, a bordo do carro que quero, antes que a histeria carbônica acabe com todas essas maravilhas.

    Mas cara, ler teu post me emocionou. Essa viagem é realmente perfeita.

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  14. Belo post AE!
    Eu nunca tinha parado pra saber sobre a história da famosa Rota 66, apesar de já ter ouvido falar dela...inclusive sobre os Cadillac fincados na terra...

    Desde criança, sempre tive vontade de andar por essas estradas americanas, por causa dos vários filmes e seriados americanos da época que passavam... (pegar o carro e cair na estrada sem rumo)
    Imagino que deva ser uma experiência ÚNICA andar por ela!

    Seja um modelo de carro...uma estrada...qualquer coisa que tenha realmente uma história por trás, tem um valor inestimável!

    Sobre a música, perfeita. James Taylor tem músicas muito lindas!
    O filme é fantástico, a Pixar como sempre, impressiona pela qualidade 3D e mais ainda pelo enredo por trás de tudo isso.

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  15. Puxa, não sabia q a famosa Rota 66 simplesmente deixou de existir...
    Esse post me lembrou uma matéria q li recentemente em uma velha revista, sobre o trecho da BR-101 que nunca ficou pronto, entre S. Paulo e Paraná.

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  16. Luiz Dranger27/08/11 02:12

    Ótimo o post. Sou um AE de 61 anos e aprecio essa histórias. Fiz a Route 66 de moto dentro do possível. Nunca poderia perder essa. Uma Honda 1000F
    Abração

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  17. A Historic Route 66 é um lugar super bacana para quem gosta de fotografia.

    Já existem tours especialmente feitos para que estes fotógrafos possam aproveitar os cenários com toda a calma que eles precisam.

    Um lugar que eu quero fazer de carro um dia são os parques do Arizona (Grand Canyon, Lake Powell, Slot Canyon, Horseshoe Bend, Arches National Park, Route 12, Bryce Canyon e Monument Valley)

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  18. No Paraná há algo semelhante a Route 66: a estrada da Graciosa.

    Hoje a estrada da Graciosa está quase obsoleta (embora ainda seja útil a algumas cidades pequenas como Morretes), já que a moderna BR-277 é uma ligação muito melhor de Curitiba ao Litoral.

    A estrada da Graciosa foi construída a uns dois séculos, para ligar o Litoral à Rota dos Tropeiros. Porém, durante o período militar, foi substituída por uma estrada que na maioria dos seus trechos tem três faixas de rolamento para cada lado.

    Porém, muita gente (ciclistas principalmente) ainda viaja pela Graciosa e pela Litorina (trem que vai de Curitiba a Paranaguá por trilhos antigos. Hoje há outra estrada de ferro mais moderna, que leva as cargas).

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Estrada_da_Graciosa.JPG

    http://3.bp.blogspot.com/-dWKIP-S3NMk/TbhK1PD83cI/AAAAAAAAADc/QpJnb2eDY2o/s1600/estradadagraciosa15jw.jpg

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  19. Meu moleque tem DVD, Blue-Ray, cama, mochila, TODAS as miniaturas do Carros 1 (toda, mesmo) e mais um monte de coisa do filme. O pai aqui, claro, também virou fã e sabe decór as cenas. Mas até este momento desconhecia que James Taylor tinha composto Our Town exclusivamente para o filme. Muito legal o post.

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  20. ótimo post, espero um dia percorê-la também! avrassss Giant V8

    www.V8nFUN.blogspot.com

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