1 de agosto de 2011

NESTOR SALERNO, O MESTRE EM UNIR O BELO AO BOM

Fotos: autor


Não é de hoje que conheço o Sr. Nestor Salerno. Nos últimos cinco anos tive a oportunidade de viajar quatro vezes a Buenos Aires e em todas visitei sua oficina/ateliê. Digo "ateliê" porque os frutos do seu trabalho são verdadeiras obras de arte. Chamar o local de somente oficina ou pequena fábrica seria dar uma imagem errada, incompleta.

Com essas visitas acabamos nos tornando amigos e, por esse motivo e também por ele recriar os modelos de automóveis que mais gosto – os bipostos de corrida da década de 1950, os carros esporte – tenho lá minhas dúvidas se aqui serei um repórter isento, mas o leitor sendo um apaixonado por esportivos, como é o perfil dos nossos leitores, sei que vai entender o meu fraco.
Um ateliê realmente fabuloso, raro de se ver

Olhe só: um carro com um V-12 dianteiro, chassi tubular reforçado, e isso envolto por uma esguia carroceria de alumínio com linhas desenhadas por Pininfarina e outros dos melhores car designers dessa época feliz, quando ainda não havia o advento dos aerofólios que prejudicam a fluidez aerodinâmica para ganhar downforce. E aí vem mais alegria: os carros não pesam mais que 750 ou 800 kg e a potência gira em torno dos 300 cv. Uma máquina que ronca num tom que nos enlouquece, que acelera a ponto de escurecer a vista e que tem velocidade máxima ao redor de 280 km/h – uma máquina bruta, que submetida ao bom conhecimento e habilidade do seu condutor, e um certo carinho, se torna dócil e obediente. Nunca dirigi nada mais apaixonante, e olhe que já guiei de tudo.

O Sr. Nestor Salerno conhece essas máquinas como ninguém. Por quatro vezes foi campeão argentino com esses carros da categoria Esporte. Foi campeão em 1960, 62, 63 e 64 pilotando Lancia D24, Ferrari 625 TF e Maserati 200 SI (Sport Internazionale).

Reproduções fiéis até dos tanques de combustível
Curiosidades: O modelo Lancia D24 também é chamado de Panamericana, pois com esse modelo a marca obteve em 1953 os três primeiros lugares na Carrera Panamericana (Fangio em 1°), e outra, o carro do Nestor havia sido do ex-presidente Juan Domingo Perón, que era outro maluco por carros. O "TF" do Ferrari 625 vem de Targa Florio, uma prova com curvas travadas, daí o TF ter o entre-eixos curto para ser ágil. O 625 do Ferrari significa que cada um dos quatro cilindros desloca 625 cm³, daí que era um motor de 2.498 cm³.

Freios a tambor iguais aos da época impressionam
Mas não foi ganhar esses campeonatos todos que mais emocionaram o Sr. Nestor, hoje com 76 anos. Sua maior emoção foi ter largado junto com Fangio, Stirling Moss,  Eugenio Castellotti, Luigi Musso, Masten Gregory e Peter Collins na 1.000 Quilômetros de Buenos Aires de 1957. Desde criança seu maior sonho era largar ao lado do seu ídolo, Juan Manuel Fangio – um piloto que ganhou cinco dos sete campeonatos de F1 em que participou e venceu metade das provas em que largou, mesmo tendo começado na categoria com maduros 39 anos de idade.

E então, Nestor, quando criança, em suas férias de verão passadas em Mar del Plata, adorava assistir as corridas nas ruas do elegante balneário. O circuito ali formado se assemelhava ao de Mônaco, por ser numa cidade à beira-mar, só que era mais veloz, com retas mais longas. E o moleque Nestor se posicionava bem junto ao meio-fio para que os carros lhe passassem raspando as canelas e ele pudesse ver o rosto dos pilotos, ver o seu esforço ao conduzir aquelas tremendas máquinas, e sentir o adorável cheiro deixado do combustível usado então, que era uma mistura de álcool, gasolina, benzeno e óleo de rícino – segundo ele um perfume inesquecível, como os deixados pelas saias daquelas lindas mulheres, aquelas que não caminham, mas que esvoaçam.

Começou a correr de moto, uma austríaca Puch de 125 cm³, e andou se esborrachando, até que seu pai o convenceu a vender a moto com um bom argumento: ele lhe daria um Ferrari 212, um barchetta (dois lugares, sem capota e um pequeno para-brisa de acrílico). E foi com esse Ferrrari 212, carroceria Motto, que ele formou o grid com o Maserati 450 S de Fangio, um tremendo V-8 de 4,5 litros e 450 cv, um barchetta que passava dos 300 km/h.

Nessa época, os pilotos da Fórmula 1 eram obrigados pela fábrica a pilotar em algumas provas do Mundial de Marcas, então corriam a 24 Horas de Le Mans, a 1000 Quilômetros de Nürburgring, a 12 Horas de Sebring, a 1000 Quilômetros de Buenos Aires etc. Isso porque esses bipostos Sport tinham muita semelhança mecânica com os esportivos de rua que a marca produzia, portanto, era essa a categoria que mais influenciava o comprador. Por exemplo, o esportivo Maserati 3500 GT, um grã-turismo, era baseado no barchetta de corrida 300 S (S de Sport). O motor do 3500 GT, um 6-cilindros em linha com dois comandos, era basicamente o mesmo do 300 S, só que com taxa, comandos e carburação amansados, e cilindrada meio litro maior. O mesmo ocorre com os Jaguar XK e E-type, cuja mecânica é muito semelhante aos C e D-type que corriam no Mundial. O sujeito, então, saía orgulhosamente às ruas com um esportivo de linhagem comprovadamente campeã.

E não foi mole largar na 1000 Quilômetros de Buenos Aires de 1957 ao lado de Fangio e aquela turma da pesada. O circuito usado foi o Costanera, de 10,2 km, que era formado nas avenidas da cidade, como a Av. General Paz, onde somente alguns fardos de feno separavam carros que corriam em direção contrária. Isso dava uma velocidade relativa entre os carros de mais de 500 km/h, pois eles se cruzavam estando cada um a mais de 250 km/h. Não havia guard-rail de aço, mas sim de público, que ficava rente à pista – chapéus voavam e saias levantavam com a passagem dos carros. As árvores da avenida eram os únicos obstáculos para que carros desgovernados não fossem parar no Rio da Prata – e note que não basta o nome barchetta para garantir sua flutuação...Pensando bem, mensurando essa loucura toda, até que os desastres foram poucos, e o fato do Sr. Nestor estar aqui, bem vivo e inteiro, e fazendo tranquilamente os seus carros, é prova que existem anjos da guarda que trabalham duro.

Na segunda metade dos anos 1960 o Nestor dedicou-se a corridas de Fórmula 3 na Europa, onde correu pela equipe BWA de Brabham BT14, até que em Monza teve um grave acidente na Curva Ascari e com isso resolveu voltar pra casa e correr de F2 Mecânica Nacional. Mais duas corridas, o casamento, e mais um acidente deram um basta nas pistas. Logo em seguida comprou a fábrica de Lotus Seven de Eduardo Boschi, que fabricava o modelo com a autorização de Colin Chapman. Seguiu construindo o Seven por anos, vendeu muitos carros, daí a Argentina ter muitas competições envolvendo o modelo. Assim foi, até que começou a construir réplicas dos modelos esporte em plástico reforçado com fibra de vidro e mecânica moderna. Curiosamente, o primeiro dessa série é um Alfa Romeo barchetta, amarelinho, motor de GTV, que está no Rio de Janeiro, um carro que dirigi e é deliciosamente bom de guiar.

Suas réplicas eram tão perfeitas que o Museu Fangio – que fica em Balcarce, cidade natal do pentacampeão, a 60 km de Mar Del Plata – lhe encomendou um Maserati 300 S em alumínio. Eles lhe forneceriam a mecânica e o projeto originais. A mecânica, inclusive, é a do 300 S com o qual Fangio venceu uma corrida aqui em Interlagos e no circuito da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. E ele fez o carro e ele está lá, que eu vi, e muita gente entendida pensa que é o original. Depois o museu lhe deu a importante tarefa de restaurar e replicar o Ferrari F166, um dos dois Ferrari que foram comprados com dinheiro dado pelo governo Perón para que Fangio e outros argentinos fossem disputar os Grand Prix europeus – isso antes da criação do Mundial de Pilotos, o campeonato de Fórmula 1 atual, iniciado em 1950. Hoje o original está no Automóvel Club Argentino, e a réplica, perfeita, em alumínio, só faltando motor e caixa de câmbio, está no Museu Fangio.

Anos atrás vi o original sendo restaurado em seu ateliê e confesso que balancei ao tocar e acariciar esse guerreiro do passado. Sou tão místico quanto um bulldogue com fome, mas que tinha muita energia ali, tinha. Mais uma encomenda do museu: uma recriação do Lancia D24, o tal Panamericana, com mecânica original, e esse também está lá, no museu, inclusive andando muito bem com seus 240 cv, assim como a tal recriação do Maserati 300 S.

Maserati 300 S recriado por Nestor
Essa experiência toda lhe permite que hoje construa perfeitas recriações desses que considero os mais belos e emocionantes automóveis. Europeus lhe mandam a mecânica – motor, caixa de câmbio e diferencial – de esportivos da época ou pouco posteriores, e ele a coloca no seu modelo Sport. Ou seja, ele faz o sentido inverso. Traz de volta a mecânica dos esportivos para os de corrida. Esse é o caso do Testarossa preto com baton vermelho do vídeo, cuja mecânica veio de um Ferrari 250 GT de 1964 que tinha a carroceria irrecuperável. Esse Testarossa tem a pintura idêntica à do que recentemente bateu o recorde de preços num leilão, 9,02 milhões de euros. Dirigi-o e – apesar dele ainda estar com pneus provisórios, diagonais, Campeão Supremo, iguais aos do Fusca antigo – me encantei com a tremenda rapidez de aceleração, o ronco, as excelentes maneiras em curvas e sua incrível estabilidade direcional em alta velocidade. É de arrepiar a espinha, e até agora não sei como não fugi com ele pro Brasil, pois bem avaliei que ninguém conseguiria me pegar.

Em primiero plano, a armação para moldar o alumínio; atrás, o Testarossa de pintura igual ao vendido em leilão por 9,02 milhões de euros

Anos atrás ali dirigi um 450 S com mecânica do Maserati Ghibli – o V-8 do Ghibli e do Bora veio do 450 S – e também há pouco, em São Paulo, dirigi um Ghibli original, que já anda muito com seus 340 cv. Mas agora pense bem, o 450 S pesa a metade do Ghibli, daí que basta dizer que estando em 2a marcha e com o motor em giro bom de torque, uma acelerada mais forte já punha sua traseira de lado em plena reta, e daí era contra-esterçar para manter a linha e continuar acelerando e metendo marcha atrás de marcha. Em 3a marcha, aquele dócil monstro continuava pondo a traseira de lado...

A equipe do Nestor faz tudo em seu ateliê. Para isso há tornos e um ferramental do qual pouco entendo. Somente a pintura, que é primorosa e creio que melhor que a original, ele passou a fazer na oficina de um ex-funcionário. Conforme o gosto do freguês, a recriação pode ser feita de duas maneiras: com tudo, mas tudinho, igual ao original, com grandes freios a tambor, de alumínio, feixes de molas semi-elípticas, eixo traseiro rígido, amortecedores de braço, rodas raiadas com porcas-borboleta de cubo rápido etc, ou o freguês pode optar por suspensão moderna, duplo "A" nas quatro, freios a disco, amortecedores telescópicos, molas helicoidais, pneus radiais etc. Ambas as opções, por fora, de olhar, são idênticas aos originais, inclusive o tamanho das cabeças dos diferentes rebites, porém, os de suspensão moderna, como era de se esperar, são ainda mais rápidos e melhores de guiar que os originais.

Desta vez vi sendo feitos, além do Testarossa que está pronto, um barchetta Ferrari 250, um Ferrari 250 GTO, um Stanguellini, além de um Maserati 450 S que estava ainda no chassi. Anos atrás vi um Ferrari 375 Mille Miglia, o Maserati 450 S que dirigi, um barchetta Alfa Romeo e alguns Lotus Seven, todos os carros, claro, de alumínio. Custo: mandando a mecânica ao Sr. Nestor (motor, caixa de câmbio e diferencial) o carro pronto é entregue por U$ 100.000,00 a U$ 150.000,00, dependendo do modelo escolhido e detalhes.

Rache a cabeça aí, meu amigo, assim como eu, pensando em qual seria o seu.

Ufa! Ainda bem que comecei dizendo que eu não seria isento, mas você há de entender que todos temos nossas fraquezas, e é com essa aí que amoleço. 

AK

(Atualizado em 1/8/11 às 21h50 com adição de duas fotos)

37 comentários:

  1. AK
    Te respondo de bate-pronto, sem rachar muito a cuca.
    Lamborghini Miura.

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  2. Pinguelão01/08/11 16:28

    Você nasceu com o traseiro virado pra Lua, AK?

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  3. 250 GTO e logo duas, pra ter uma de reserva..

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  4. Ahhhhhhh...épico!

    Que história incrível, o sujeito é O autoentusiasta mor!

    Eu gostaria de uma réplica do Lancia D50 (se não me engano) do Fangio ou da primeira Ferrari vencedora que foi do "Touro dos Pampas"...vi ela desfilando antes do Gp da Inglaterra com o Alonso ao volante, quase botando a barata de lado, e fiquei vidrado naquele carro pequeno, de nariz comprido, e de uma elegância ímpar!

    P.s: uma flecha de prata também seria a glória...de Moss é claro!

    Mister Fórmula Finesse

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  5. Caio Cavalcante01/08/11 16:47

    Arnaldo,
    Deixe a imparcialidade para quando for escrever sobre J3, Sandero, etc. Queremos mais é receber essas linhas carregadas de emoções.

    Queria saber como é a família de um grande mestre como o Sr. Salerno: filhos, netos, mesmo funcionários e aprendizes, se interessam pelas obras desse artesão, têm interesse de continuar o negócio? Tanta sabedoria e conhecimento têm que ser passados à frente.

    Faltou divulgar o endereço do ateliê para os interessados!

    Abraços

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  6. Aquí tiene la pagina web de otro fabricante argentino de autos antiguos: http://www.pursangweb.com/

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  7. Ferrari 250 GTO.

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  8. Bela história! Muito interessante saber que temos uns hermanos tão queridos aqui do nosso lado!

    giovannif

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  9. "Hermanos queridos"quando se trata de fabricar sonhos sobre rodas,agora no futebol...

    Vou começar a juntar os $ 100 mil.

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  10. Pinguelão,

    cheguei à conclusão que nasci com o traseiro virado pra um assento desses carros aí, isso sim.

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  11. Caio,

    fica em Don Torcuato, subúrbio de Buenos Aires. Sei chegar lá, mas não sei o endereço. Mas é moleza. É só pedir ao taxista para ir ao aeroporto de Don Torcuato que ali perto todo mundo sabe.
    O email dele é: lotusasa@yahoo.com.ar

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  12. Impossível contar um história dessas sendo imparcial! Chamar de oficina o ateliê do mestre Nestor é praticamente um sacrilégio...

    Sobre o carro, Ferrari 250 GTO, sem dúvida alguma. Mas um Maserati 450S também "quebraria o galho"... kkkk!

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  13. O Sr. Nestor faz um trabalho primoroso, que só pode deixar um Autoentusiasta babando sobre as opções que ele dispõe.
    Conheço tambem aquela Alfa Romeo amarela que está no RJ e é um espetaculo.
    Tambem tenho a mesma preocupação do Cavalcante, que postou logo acima.
    Será que tem algum filho, parente ou funcionario para dar continuidade a esse magnifico trabalho?
    Quanto a dificil escolha de um modelo, fico com a Ferrari 250 GTO, claro, mas continuaria rachando a cabeça, pelas outras opções.
    Romeu.

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  14. Passei alguns dias no final de julho em Buenos Aires e arredores. Cruzei com uma Lancia Stratus amarela, e magnífica, nos arredores de Escobar. Em San Isidro, vi uma Alfa Romeo de Grand Prix dos anos 30, numa vitrine de loja de barcos. Coisas que a gente não vê sequer nas alamedas dos Jardins em São Paulo.

    Essa birra de brasileiro com argentino não tem cabimento. Na próxima vez que transpor o Rio da Prata, pretendo descer até Balcarce e conhecer o museu do Fangio, que fica distante uns 400 km da capital, o que pede uns dois dias em qualquer roteiro enxuto.

    Deixo aqui o link de um vídeo que fiz sobre os sons de Buenos Aires, lugar onde se aprecia um bom vinho e se coleciona bons momentos ao lado da Dona Patroa:

    http://youtu.be/gp-Ic8r_0ys

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  15. Warley Camurça01/08/11 21:50

    Caraca! Quase chorei ao ler a matéria, eu tenho opiniões iguais a estas. Minha réplica? Que tal um 911 turbo S 1986, com Fuchs e tudo originalzinho?

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  16. AH, se for pra escolher um só pra sonhar, escolho um Maserati 450S.

    Pra delirar de vez:
    Lamborghini Miura Jota
    Maserati 450S
    Jaguar D-Type

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  17. Toyota 2000GT, sem nem pestanejar.

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  18. AK:
    Você conhece a Pursang, especialista em Bugattis? Alguém postou o endereço aí pra cima. Vale um post, sem dúvida.
    AAM

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  19. Pursang, Parana, Argentina:

    Alfa 8C2900, BMW 507 y Bugatti T35B:

    http://www.youtube.com/watch?v=-infFJgYPqE

    http://www.youtube.com/watch?v=3sFDrhRabjE

    http://www.youtube.com/watch?v=tGBxMQKhmFo

    http://www.youtube.com/watch?v=Y4yIQbFx0nM



    Construyeron también un avión AVRO 504K de la primera guerra mundial: http://www.youtube.com/watch?v=x2bgyHmpO8c

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  20. p/Helio Herbert, junte os 100 mil doletas, mais 200 mil doletas de impostos extorsivos, mais as doletas da mecânica.....melhor só sonhar.

    Ferrari 166 MM.

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  21. Antonio,

    Sei do trabalho da Pursang, mas ainda não fui lá, coisa que adoraria.
    Vi e ouvi o Bugatti tipo 35 funcinando, mas em Buenos Aires na Autoclasica. Só pelo que ronca já deixa pirado. 8-cil em linha, 2.300 cm3, compressor. Uns 140 cv e atinge uns 180 a 190 km/h. Deve ser o bicho pra guiar.

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  22. Acabo de falar por fone com o Sr. Nestor. Lamentavelmente a Ferrari o proibiu de recriar seus carros. Ele está sem saber direito o que fazer. A Maserati também está nessa, já que é do mesmo grupo.
    Essa foi feia por parte da Ferrari. Não faço e não deixo fazer. A Porsche permite.
    Que coisa!

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  23. Não tenho dúvida. Encomendaria uma 250 GTO! Ahh, se eu tivess dinheiro sobrando...

    Renan Veronezzi

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  24. Dinho Amaral02/08/11 14:43

    Arnaldo vou te mandar uma foto ...

    abraços

    Dinho

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  25. Eu encomendaria uma Ferrari Boano berlineta.

    McQueen

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  26. Será que estes modelos entram no Brasil como fabricação "Mercosul" ou somente as montadoras instaladas teme este privilégio?
    caso seja possível obter a isonomia fiscal vale a pena encomendar um!

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  27. Roberto Costa,

    Não sei como faria para trazer, mas um jeito tem que ter.

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  28. Aléssio Marinho03/08/11 10:07

    Eu sonho baixinho.
    Um Karmann Guia TC.

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  29. O meu seria Ferrari 250 SWB...

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  30. Galera...
    Se for pra sonhar, vou sair um pouco do "padrão" de carros que a galera costuma escolher...

    Imaginem um Duesenberg SJ, parando do seu lado no sinal!?

    Ou um Rolls Phantom 1 Jonckheere Coupe 1925...
    http://www.jalopnik.com.br/wp-content/uploads/2011/06/2011-06-17_rolls_00-520x377.jpg

    Mas... Para corres com vcs em um "track day sonhador" eu vou de Auto Union Type C

    Agora vou dormi! hahhha

    Guilherme Costa

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  31. A Ferrari sempre teve estas atitudes grosseiras, até mesmo na época do comendador.
    Agora me vem uma coisa na cabeça, o cara é argentino mora na Argentina e não pode fazer uma réplica de um carro italiano dos anos 50, 60 ou 70 porque a Ferrari quer ferrá-lo? A marca italiana quer garantir o que? Status?

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  32. Eu queria algo Austro-Italo-Germânico: Um Abarth 356 Carrera GTL

    Os ateliês de Salerno e de Anadón fazem jóias maravilhosas. Como foi discutido no post sobre Oreste Berta a Argentina ainda é o lugar grandes pequenos fabricantes verdadeiramente autoentusiastas. É pena que exista naquele país uma lei que proíba carros artesanais de serem licenciados parao uso cotidiano.
    Ela surgiu para impedir que encarroçadores de ônibus, de má fé, vendessem como novos, produtos feitos com mecânica antiga e por vezes em mal estado. Esta medida acertou em cheio os fabricantes de pequenas series como Salerno e Anadón que podem apenas exportar seus produtos. Para contornar esta medida e conseguir vender seus produtos em seu país Salerno tem que facricar carros com peças de época, assim, por exemplo, pega-se num velho Ford dos anos 30 e transforma-no em um spider, ms sempre recorrendo peças antigas, e mantem-se a documentação do velho Ford, mesmo tratando-se de um carro "novo". A fonte destas informações são algums posts antigos do autoblog.com.ar onde foi noticiado há algum tempo que Salerno esta envolvido em um projeto da fazer renascer a velha Cisitália(cisitalia.com).

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  33. Sério... Eu tenho adquirido uma certa raiva da ferrari. É jornalista pressionado e ameaçado pela fabrica, é prepotencia de sobra.. E agora isso. Literalmente impedindo um artista de fazer arte.

    PQP nesse povo...

    Guilherme Costa

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  34. FernandoZero,

    Vc está certo. Lá acontece isso mesmo.

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  35. Milton Rubinho09/08/11 18:39

    Lambo Miura(e eu tenho certeza que ia ter gente em farol confundindo com alguma Puma...) ou Bizzarrini Breadvan(essa a Ferrari teria que engolir e a seco!).

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  36. PIMENTA EX Funcionario da Fabrica do MP Lafer e da GURGEL e Fabricante de BUGGY COOPER e Buggy MiNi Kadron20/01/13 08:40

    Ola Amigos :

    Alguem SABE Onde ENCONTRAR o E-Mail ou SITE do Fabricante de MASERATI e LOTUS SEVEN e TRICICLO o ( THREE WHEELER CAR ) Feito Ai na Argentina POR GENTILESA Me Passe

    Eu PIMENTA Estou Neste E-Mail
    ..... PECAS.MPLAFER.OROGINAIS@GMAIL.COM ... Tenho TODAS as PEÇAS do Seu MP Lafer Original e NOVAS ... Ou
    ... CLUBE.NICK.PAG.DACON.BR@GMAIL.COM ... Onde SOU o PRESIDENTE do Nosso CLUBE NICK PAG DACON do BRASIL e MiNi DACON 828 ... Ou
    ... CIABUGGYTRIPIMENTA@GMAIL.COM ... Fabricante do Buggy`s MiNi Kadron Com 2.53 de Comprimento Para 2 Pessoas Adultas Com CHASSIS Proprio TUBULAR

    ABRAÇOS do " PIMENTA " de Sao Paulo Capital .... 11-9 9902-1570 Cel da VIVO

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