6 de setembro de 2011

A 317 KM/H COM UM AUDI R8 GT




Não, caro leitor, não pense que ao estar se preparando para passar dos 300 km/h pela primeira vez você estaria como agora, tranqüilo, lendo este relato. O seu nível de alerta estaria alto, bem alto, quase no pico. Seu cérebro estaria trabalhando a mil e seus níveis de percepção e de reação estariam muito acima do que estão agora, portanto, esse sujeito que agora lê não seria o mesmo; seria outro: mais atento, mais sensível, mais absorvedor de informações, mais objetivo e eficiente. Toda informação útil estará sendo bem gravada em seu cérebro.

Portanto, muito provavelmente você seria capaz da empreitada, já que naquele momento você seria “outra pessoa”, seria aquele cara com o sangue quente que você conhece melhor do que ninguém. Além disso, as condições eram as mais próximas das ideais. O R8 GT, afora ter um tremendo motor V-10 de 560 cv, que gira a mais de 8.000 rpm, é um conjunto fora de série, fantástico, onde a Audi investiu todo seu potencial tecnológico, grande parte obtido de sua vitoriosa experiência nas pistas, principalmente nas provas de longa duração, tipo 24 Horas de Le Mans, prova que na última década ela venceu a maioria.

Se você estaria nervoso ou não é outra história. Nervoso estaria se não soubesse o que iria enfrentar, o que não era o meu caso. Eu já conhecia algumas características do carro, pois no ano anterior já guiara o suficiente um modelo muito similar da Audi, o R8 mais “fraquinho”, o de motor V-8 de 420 cv.

O “fraquinho” já se mostrara impressionante, e após tê-lo guiado por uns 80 quilômetros em boas estradas, com boas retas e curvas, minha conclusão foi que lhe faltava motor; pois o carro era tão estável, tão monolítico, tão bom conjunto, que pra ele era mole pro gato domar 420 cv nas entranhas; sobrava carro. E agora o R8 GT mostrava-se ainda melhor, ainda mais “de corrida”, 100 kg mais leve, aerodinâmica com mais downforce, suspensão mais durinha, etc, etc, e tinha um motor à sua altura.

E havia outra coisa: antes de mim, uma moça, também jornalista, atingira 318 km/h, e aí inevitavelmente entra o nosso atávico machismo onde dizemos para nós mesmos: “Se ela foi, também vou, e na boa!” Coisa de tonto, eu sei, já que tem muita moça que faz rindo o que não eu não faria nem debaixo de pauladas.

Primeiramente, a pista. A pista é da fábrica de aviões Embraer, que fica em Gavião Peixoto, próxima a Araraquara, interior de São Paulo, que tem 5 km. É a pista de pouso/decolagem mais longa do Brasil, isso porque é nela onde realizam os testes e desenvolvimento de aviões fabricados em São José dos Campos, então, por segurança, é longa e larga. É bem larga, coisa de uns 60 metros ou mais, e absolutamente plana; seu fim some se confundindo com o horizonte. Só de encará-la em sua cabeceira, mesmo estando de pé com as mãos nos bolsos, já nos vem uma sensação de desamparo, tipo vazio do infinito. Você não tem pontos para se balizar, para se localizar, e só isso já basta para começar a te deixar mais alerta.

Estando na lateral da pista, mesmo distante uns 200 metros dela, impressiona ver e ouvir o R8 GT passar a mais de 300 km/h. É um barulhão de avião a jato na decolagem. E ele passa rápido pacas... Dali a pouco seria eu a estar lá dentro, e comandando o monstro...

E ali parado, vendo aquela máquina moderna passar a mais de 300 km/h, me lembrei que em 1952 o Fangio passou na reta de Pescara a 312 km/h, num Alfetta F1. Caramba! No peito! De camiseta de manga curta! Vento na cara! Óculos de aviador e “capacete” de couro. Nada de downforce! Pneus fininhos! E aí duvidei que o mundo ainda tivesse as forjas que forjaram tais homens. Naquele momento, botei na minha cabeça que quando estivesse a essa velocidade eu olharia de rabo de olho para o lado, por um segundo que fosse, para ver se veria o Fangio.

O Audi R8 GT, segundo a fábrica, é capaz de atingir 320 km/h. Sua aerodinâmica é perfeita para a tarefa; não só tem boa penetração, mas, principalmente, tem perfeita distribuição do downforce gerado pelo conjunto do carro, ou seja, o spoiler, o aerofólio e as próprias formas do carro foram moldados para distribuir esse downforce de uma maneira que resultasse num equilíbrio perfeito do carro a essa velocidade.

Quando queremos maior downforce, temos que nos conformar que essa força descendente vai nos custar maior arrasto aerodinâmico, o que nos faz perder velocidade final. A eterna luta dos aerodinamicistas é conseguir a melhor relação entre maior ganho de downforce com o mínimo de perda de fluidez.

Por exemplo, um Ferrari 250 Testarossa de 1957 costumava ter ao redor de 300 cv e eles o levavam a uns 280 km/h de final. Ele é mais fluido que o R8 GT, porque, fazendo alguns cálculos a partir desses dados, conclui-se que para ele atingir os mesmos 320 km/h que o R8 GT atinge ele precisaria de 450 cv, ou seja, 110 cv a menos. Mas, como estaria o Testarossa a essa velocidade? No mínimo flutuando, com os pneus só resvalando o chão.

Já o R8 GT passa-nos estar cada vez mais achatado de encontro ao solo. Quanto mais veloz, mais grudado, como se uma tremenda mão dos céus fosse nos espremendo pela cabeça, isso mesmo, pelo centro do teto, com perfeita distribuição de forças entre os eixos. A tendência, portanto, do carro, é seguir reto feito um touro Miura investindo. Basta-nos imprimir mínimas correções de rumo. Uma cena que retrata bem o que digo é, na filmagem que segue, quando estou me dirigindo ao ponto de largada. Lá pelas tantas, tiro as duas mãos do volante para ajeitar a gola do macacão. Olhando no velocímetro digital dá pra ver que estávamos a 175 km/h...

A imensidão dessa pista mascara o que acontece. Mascara a velocidade, pois, como disse, quase que não há pontos de referência. A excelência do carro mascara sua potência. A tração é nas 4 rodas e não bastasse isso há controles eletrônicos que evitam patinadas, portanto, para o arranque, basta pisar fundo no talo. Não é necessário dosar nada. O carro se dosa à perfeição.

O câmbio é manual robotizado. No modo manual, as marchas são trocadas por toques na alavanca ou nas borboletas. Na alavanca, toque pra frente sobe marcha. Nas borboletas, a da direita sobe marcha. Nas reduzidas, a eletrônica se encarrega de elevar e equalizar o giro para que a marcha mais curta não signifique tranco ao se acoplar a embreagem, e isso gera um som delicioso, mas também gera um certo desgosto, pois eu mesmo é que gostaria de estar comandando essa orquestra, eu mesmo é que gostaria de estar tocando essa música, eu mesmo é que gostaria de estar trabalhando e me aprimorando para gerar esse som harmonioso. Infelizmente a Audi só fabrica o R8 GT com câmbio robotizado

Outra coisa que me chateou um pouco foi não ter que seguir o ritual de colocar sapatos estreitos, justos nos pés, tipo um mocassim fininho. Normalmente, quando a gente ia guiar um esportivo puro-sangue, o espaço entre os três pedais era justinho, daí a necessidade desse tipo de calçado, mas como o R8 GT não tem o pedal da embreagem, há espaço de sobra para o do freio e o do acelerador. Fui, então, de tênis, já que eu não recebera nem sapatilhas nem macacão como os outros participantes, pois entrei nessa parada caindo de pára-quedas, de última hora, e a organização – que esteve impecável – não teve tempo de me arrumar as sapatilhas. O macacão eles tinham lá sobrando e mo emprestaram. Fui para guiar pela revista Quatro Rodas. A filmagem iria para o site da revista, mas demorou demais para conseguirmos a filmagem, já que eram uns 50 jornalistas, então a revista abriu mão da filmagem (o link da filmagem segue abaixo do texto), gentilmente cedida pela Audi, mas espere um pouco para vê-la. Leia o restante, por favor, que fica melhor para entendê-la.

O R8 GT é perfeito, acima das expectativas, mas só tem uma característica que, creio, poderia melhorar. Na arrancada com câmbios roboizados, o procedimento padrão é pé esquerdo no freio e direito acelerando fundo. Daí é só tirar o do freio que o bicho dispara. No Porsche Turbo, com câmbio automatizado PDK, ao acelerarmos com ele freado, ele levanta o giro a ao redor de 4 mil rpm. Daí que ao tirarmos o pé do freio o motor está em sua pegada nervosa e ele já sai feito um tiro.

Já no R8 GT, fazendo o mesmo, o giro quase não sobe, fica ao redor de 1.500 rpm, então, ao tirarmos o pé do freio, apesar do motor já ser um gigante de torque (55 mkgf) – note que a tração nas quatro e os controles não o deixam patinar –, parece que o motor sente o baque por meio segundo ou pouco mais, e só então dispara. Mesmo assim faz o 0 a 100 km/h em 3,6 segundos.

Apesar do André, piloto da Audi que me acompanhou, ter dito para que eu tirasse o pé do freio e só então acelerasse, não o obedeci. O André estava meio aflito esse dia, meio impaciente. Freei e acelerei, mas o giro não subiu quase nada.

Creio que o sistema não poderia ser diferente, pois a embreagem não agüentaria ficar segurando o embate entre o imenso torque do motor e o imenso grip dos 4 pneus, caso ela fosse solicitada com o motor em giro mais alto, na pegada dele, como acontece com o Porsche Turbo. A embreagem fritaria.

O R8 GT pede a embreagem dupla, e ele tem a simples. O Porsche tem dupla. Ele pula mais rápido; nossas costelas do peito vergam e se raspam nas das costas...

Creio que com embreagem dupla, e a conseqüente permissão de giro mais alto na largada, ele ganharia meio segundo no zero a cem, fácil.

No canto direito da filmagem há números que se supõe ser a velocidade subindo, como um velocímetro, mas por favor, despreze-o, ele está errado, é só um efeito de filmagem. O que vale é o pequeno velocímetro digital que está no centro do painel. Com ele, dá para ver que a 1a marcha foi a uns 70 km/h, a 2a a uns 125, a 3a a uns 170, a 4a a uns 210 – nessa hora pegamos uma manga de chuva, nem procuro o limpador de pára-brisa –, a 5a a uns 265 – e daí pra frente dá pra sentir que começa a ficar cada vez mais difícil ganhar velocidade, como se a barreira do ar fosse ficando cada vez mais densa –, e daí demora, até que a 6a, no velocímetro, bata 318 km/h.

Daí o André me avisa que é pra tirar o pé, e depois avisa que é para frear mais do que eu estava freando... Tinha pista de sobra à frente.

A máxima do dia foi de 325 km/h. O Bob chegou a 322 km/h, e com isso ele entrou para o clube dos que passaram de 200 milhas/hora.

Minha máxima foi de 317,103 km/h. Não tirei o pé do talo em nenhum momento e creio que os únicos erros que cometi, que poderiam ter comprometido um pouco minha final, foi ter passado de giro em 1a e 2a marchas, o que gerou pequenos cortes de aceleração, mas creio que o que estava ditando mesmo a final era a direção do vento no momento.

Depois a Audi me disse que entre o pessoal da manhã e o da tarde trocaram o filtro de ar do motor, que notaram ter ficado um pouco entupido (imagine o que esse motor chupa de ar!), e isso permitiu que o pessoal da tarde atingisse velocidade mais alta, tanto que acabaram dividindo a classificação geral em duas. Eu estava na turma da manhã.

Estão aí as minhas justificativas do por que que eu não ganhei essa parada! Taí a explicação de por que é que eu escrevi tudo isso daqui!

Muito obrigado, valeu! Agora pode ver o filminho.

Ah, parabéns, Audi! Vocês tiveram muita coragem em promover esse evento. Será inesquecível para todos nós que passamos dos 300. Muito obrigado.

A Audi honrou sua tradição. Tudo me fez lembrar dos Auto Union Flechas de Prata streamliners dos anos 30, que passavam dos 400 km/h na Autobahn que vai de Frankfurt a Darmstadt..

Mais uma vez, parabéns!

Uma coisa estranha: ao estar a 312 km/h, me lembrei de olhar de rabo de olho para o lado, e me pareceu ver o vulto do Fangio, sim, e me senti muito frufrú por estar cercado de tanta segurança e submetido a tantos controles, e eu quis estar que nem ele. Essa aqui não valeu. Desse jeito foi muito fácil.

AK


40 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Relato maravilhoso, me senti dentro do AUDI sentado atrás do volante, sentindo cada reação do carro.
    2 semanas atrás tive a oportunidade de dirigir um corvette 2008 de 436 cvs e 58,5 kgfm de torque, apenas na cidade e já deu pra sentir o coice de tanto torque, ficou imaginando a sensação que vc sentiu nesse R8.

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  3. Só complementando, tenho um stilo dualogic que após ter tido a central do cambio trocada e atualizada mudou seu comportamento de largada.
    Antes da atualização com o S acionado vc afundava o pé e o carro saia sem levar giro, arrancava em mil giros, agora pós atualização se o S estiver acionado e eu pisar rápido até o fim no acelerador, antes de largar o carro levanta o giro até uns 4 mil rpms e sai queimando pneu.
    Posso fazer um vídeo demonstrando se vc quiser.
    tenho um programa no celular que usa o GPS para fazer medições de tempo, e largando com giro alto o tempo baixou 0,6 segundos.

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  4. Creio que o co-piloto deu uma bela podada no desenvolvimento da velocidade, pois mais alguns segundos e as 200 milhas seriam quebradas.

    Penso também que o dia seria completo se houvesse a oportunidade de guiar o R8 GT num circuito misto, talvez adaptado na própria pista com 60 m de largura.

    Logicamente é fantástico poder guiar um Audi neste velocidade, em linha reta, mas pessoalmente aprecio outro tipo de "esportividade": manter um carro com 37 anos de idade numa média de 60 km por hora numa serra bem truncada também pode ser divertido. Sem capacete,sem capota, de camiseta e óculos escuros.

    Foi o que tentei relatar neste link que divido com vocês:

    http://www.mplafer.net/2011/09/longo.html

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  5. Reiter,

    legal que gostou!
    No caso do Stilo, tudo bem levantar o giro, pois por ter tração dianteira as rodas patinam e não força muito a embreagem. Já carro com tração nas 4 é duro. Maltrata embreagem se o motor for forte.

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  6. Jean Tosseto,

    no dia teve uma provinha de slalon com um R8 V8. Foi legal, mas só 1a e 2a marchas foram usadas.

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  7. Mister Fórmula Finesse06/09/11 10:06

    Muito legal AK!

    Deixando no modo automático total, sem passar as marchas na mão, ele não conseguriria talvez os kms horários a mais - talvez - perdidos no corte do motor?

    Alguns carros enchem tão rápido que podem mesmo nos surpreender nas marchas mais curtas, por isso fico imaginando se todos usaram o modo manual para avançar as marchas.

    Ah, concordo com a ressalva técnia, acho que largar com 1500 giros tira parte da brutalidade que deveria ser inerente a carros desse tipo, mesmo que a aceleração seguinte seja de grudar no banco.

    Mas deve ser bem estranho andar acima dos 300 sem muitas referências visuais ou obstáculos fixos para aquilatar a tremenda velocidade. Imagino essa crifas no antigo campeão de velocidade, o Opala de Sotto Mayor, que há mais de vinte anos encostou nos 315 reais (com direito a capô abrindo).

    Parabêns AK, uma oportunidade dessas vale ouro...justo reconhecimento ao seu talento!

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  8. Arnaldo! Eu me senti abordo do AUDI, acompanhando o seu relato bem detalhado! Meus parabéns!. Agora eu senti falta do Carlão no banco do carona hein? ( o fiél companheiro de testes e comentários técnicos )...rsrs

    OBS: É verdade que A Audi tem um curso de pilotagem aqui no Brasil? Gostaria de saber mais a respeito se possível!.

    VALEU amigos!

    Henrique.

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  9. Mister FF,

    como era uma "competição", o uso do automático estava proibido. Eu teria deixado por conta dele. Já que é pra ser automático, que seja duma vez.

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  10. Henrique, sem dúvida! com o Carlão seria muito melhor. Esse não me manda frear antes da hora.
    Não sei sobre esse curso da Audi. Procurarei saber.

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  11. Reiter... vc poderia dizer qual o nome do programa que vc usa para tal medição no celular ??

    Excelente relato Arnaldo! Também ficaria em êxtase com a experiência! Abraço.

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  12. Jansen, eu uso o Tempes GTX, segue o site: http://www.tempes.com/
    Tem para baixar a versão para Nokia no site da mesma.
    Qualquer dúvida estou a disposição.

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  13. Belo relato Arnaldo!
    Simplesmente por vídeo não conseguimos ter a sensação da aceleração e velocidade, mas que devem impressionar, ah, isso deve!

    obs.: seu co-piloto/instrutor estava de mau humor mesmo ou é prática comum do pessoal da Audi esse comportamento?

    Abraço!

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  14. Aléssio Marinho06/09/11 11:46

    AK,

    Poucas pessoas tem essa capacidade de nos transmitir as suas emoções num texto.
    Mais uma vez comprovo o seu dom da escrita com este post.
    Me senti como se estivesse no evento.
    Parabens!

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  15. Jundy,

    o pessoal da Audi foi muito cortez e organizado. Não havia como ser melhor atendido. Como escrevi no texto, sou muito grato a eles. Tiveram peito e fizeram. Parabéns a eles. Fizeram um autêntico evento autoentusiasta.
    Quero ver outra marca fazer um melhor, um que bata o R8GT, e aí vou ver se bato o meu recorde.

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  16. AK,
    Vc tem o dom de nos transportar para dentro do carro .. me senti um co-piloto. Esse teste deve ter sido uma experiaencia e tanto!
    Bem lembrado .. Alfeta 159 e seus intrepidos pilotos ... Incrivel o que esses carrinhos faziam ha 60 anos atras.. Seu pequeno 8 cilindros de 1,5 litros(compressor) tirava 450cv , girando a 9.000rpm e que facilmente "puxavam" seus magros 750kg.. Com certeza passar dos 300km/h num desses somente com muita coragem e total falta de juizo...
    Bem eu acho que so vou passar dos 300 em terra qdo nossa presidente entregar nosso "distante" trem-bala...
    Ate la.!

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  17. Este comentário foi removido pelo autor.

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  18. Ola AK,

    parabens pelo Post. Eu dirijo todo dia na A3 e entendo o que vc sentiu. O q eu nao imagino eh ter a sensacao de velocidade numa pista de aviao. O que afeta muito minha concentracao eh ao passar dirigindo a 280Km/h perto (mesmo com separacao de mais de 1 pista) de alguem que esta a digamos 120Km/h ou ateh menos.... isso sim exige muita concentracao e experiencia. Eu imagino que dirigindo numa linha reta seja uma tarefa relativamente simples pois carros desse porte sao estaveis a tais velocidades. Vc sentiu o contrario em algum momento? Abracos e obrigado pelo relato

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  19. Parabéns, AK. Chamado como um agente especial para uma missão iminente e dando conta do recado com louvor. Excelente relato...
    E, malandro como só você, não se contentou apenas com o R8 e segurou os "brotos" para foto, rs...

    Grande abraço!

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  20. Depois de ler alguns comentários de entusiastas sobre o comportamento um tanto quanto rispido por parte do piloto André Nicastro (Poxa! imagina o quanto deve ser difícil conter a ânsia de vários jornalistas ''loucos'' para levar o AUDI ao limite? A paciência as vezes dá lugar ao nervosismo, a ansiedade e o medo!)..mas eu acho que o ANDRÉ! ( Meu nome é André!! rsrs..) não é acostumado a acessar o AUTOentusiastas!, será que ele não sabe quem é o Arnaldo Keller, e o Bob Sharp? ( hummmm será que foi assim com o Bob também? rs ) Lembrei de uma experiência relatada pelo Arnaldo, quando o mesmo foi convidado a testar o Nissan 350Z em interlagos, quando o piloto-instrutor ( Irineu se não me engano ) Estava já irritado com a quantidade de jornalistas que o colocaram em situações de risco na pista!. Mas ao poucos foi confiando na tocada do Arnaldo, deixando o mesmo levar o 350Z a sua maneira!. Claro, são situações diferentes eu sei, mas não custa ser gentil e afável com as pessoas, até porque alí andando a mais de 300 km/h é preciso transmitir confiança, tranquilidade e segurança!

    Henrique

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  21. Nico,

    isso mesmo, o Alfetta 159, os dados técnicos conferem. Vi um desses, não sei se era o próprio dos 312 km/h, no Museo Fangio, em Balcarce, e imaginar tocar a mais de 300 naquilo ali me arrepiou o cangote.

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  22. Anônimo das 14:10,

    Como disse no texto, senti o carro absolutamente estável, mas, veja, eu movia o volante só o suficiente para corrigir mínimos desvios de trajetória. Não sei como se comportaria tendo que fazer curvas, etc, mudando de faixa. De qualquer modo, eu não tocaria a 300 passando carros a 120. Seria muita imprudência e eu estaria colocando outros em risco. Por mais acostumados que eles estejam, não dá para ver pelo retrovisor, não dá tempo.

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  23. Marlos,

    lobo velho perde o pelo mas não perde o faro...
    Mas na verdade usaram as moças como chamariz. Foi só com elas me chamando é que conseguiram me tirar de dentro do R8.

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  24. Henrique,

    só espero que o André tenha sido bem pago, pois me pareceu que ele não estava gostando muito do serviço dele, coitado.

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  25. O tal André estava muito estressado, coitado, troco com ele rapidinho de serviço!!!!!!!!!!!!

    E aceito ganhar pouco!!!

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  26. Bom, eu tb acho que teria me estressado na situacao do "co"-piloto. Soh confio em poucas pessoas guiando, ainda mais nessas velocidades...

    Na verdade acharia melhor se os jornalistas pudessem dirigir o carro sozinho pra sentir a vantagem de se ter 100Kg a menos. Um radio de comunicacao ja resolveria o problema nesse caso.

    De qq forma acho q o arnaldo fez o melhor da situacao e nos comunicou tudo com grande paixao e detalhe... mais uma vez obrigado e continue assim

    PS:. Os R8 sao bonitos mas jamais trocaria eles pelas meninas

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  27. heheheeh digo as meninas por eles....

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  28. Daniel San06/09/11 19:46

    Olá,Keller!
    Antes de mais nada,parabéns pelo post,por me levar a algumas considerações:
    A coragem da Audi em promover um evento desta ordem,aliás,sem cobertura da grande imprensa especializada;
    Estar com uma máquina dessas no meio daquela vazio deve dar uma idéia de como um astronauta deve ter se sentido lá na lua;
    É inevitável mesmo lembrar do Fangio numa hora dessas,bem como de Nuvolari,Carraciolla,provavelmente rindo da nossa dependência tecnológica,como você bem lembrou,sumiram com a forja que produziu aqueles gênios,que o diga o Pintacuda,que no circuito da Gávea,ao ver que a gasolina acabara,botou a Alfa em ponto-morto e desceu a Marquês de São Vicente a 150Km/h e venceu a corrida. É de arrepiar os cabelos...

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  29. Texto fantástico assim como o Evento da Audi.

    Arnaldo, pena que você não andou com o outro co-piloto, o Sérgio Jimenez. Ia se divertir MUITO mais.

    A filmagem ficou meio comprometida com a rispidez inexplicável do co-piloto. Hora que ele tocou na mão do Arnaldo e jogou na ré matou a filmagem. Estavam quase parados, era só explicar. A Audi com certeza vai ver isso com calma.

    Ah, para quem perguntou, os jovens pilotos sabem quem é Bob Sharp. É idolatrado por eles. Mesmo porque Bob em um momento ou outro já ajudou muitos deles.

    Também achei que o carro ainda ganharia mais velocidade.

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  30. Grande Arnaldo!

    Em uma palavra: FANTÁSTICO! Provavelmente seu melhor texto do ano, que ainda não acabou. Como outros leitores disserem, foi como se estivéssemos no banco do passageiro. 10.
    E mesmo não sendo exatamente um fã da marca Audi, tenho de admitir que o R8 é um dos melhores da atualidade.
    Abraço!

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  31. Arnaldo Keller no clube dos 300! E belas garotas. Parabéns. Fodástico!

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  32. Arnaldo compare o modo de largada do R8 com o do Godzilla da Nissan. O Top Grear descreveu como algo fantástico e que não havia nada mais rápido sobre a terra no 0 a 100

    http://topgearbr.wordpress.com/2011/07/22/james-may-experimentando-o-controle-de-largada-do-nissan-gt-r/

    Neste a humilhação no Jaguar XKR-S

    http://megavideo.com/?v=GW8W2MWZ

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  33. Belo texto AK, agora me desculpe, mas este cara que está do seu lado é chato pra caramba, hehehe.

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  34. Esse evento da Audi foi mesmo muito bacana. Além de poder entrar para o clube dos 300, ainda havia umas beldades para completar! kkkkk...

    Arnaldo, seus textos são divertidíssimos! Me fazem lembrar das crônicas do saudoso Sérgio Porto, por meio de seu pseudônimo Stanislaw Ponte Preta.

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  35. Júnior Valias07/09/11 18:09

    Na boa: Sonho dirigir um carro desses, mas se soubesse que meu "co-piloto" seria esse André, declinaria do convite. Se ele acha tenso acompanhar os jornalistas, mude de profissão, oras...
    Me lembro de um texto do AK quando ele subia a serra de Campos do Jordão com um SUBARU Turbo, ao lado de um cidadão que sabia quem era AK e o papo era outro

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  36. AK para Presidente, falar mais o q???

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  37. AK,

    Parabéns pela experiencia e por relata-la desta forma magistral.

    Como é o conforto do R8 GT? Reconheço que a proposta dele, comparado ao R8 V8, é outra, mas foi necessário deixa-lo muito desconfortável para alcançar estes números?

    Abraço.

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  38. Ô Arnaldo!

    nem com essa platéia (bela foto!) V. consegue a maior velocidade!? Tsc,tsc...

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  39. Arnaldo,

    Já tem uns dias que não consigo parar uns minutinhos para esta leitura prazerosíssima que é o AE.
    Mas lembro que um dos meu últimos comentários foi perguntar a respeito deste evento e se alguém por aqui teria participado e talz... Hoje que parei pra dar uma checada, tenho esta surpresa maravilhosa!

    Que legal mesmo AK, vocês terem participado disso!

    E pra não seguir a turma e esquentar as orelhas deste co-piloto mala.
    Fica a minha crítica ao anônimo, que se realmente é verdade, ultrapassar outros carros com diferença de 160km/h em via pública e ainda contar isso com orgulho de sua habilidade? Este sim merece o troféu babaca da vez! Ainda mais com uma porcaria de um A3, muito provavelmente aquele turbo (original 150~180) com alguma preparação caseira... Afff... Pilotão vc heim, parabéns!

    AK, tive a oportunidade de dirigir a versão V10 de 525cv na marginal e ao passar os 150km/h e ao receber o aviso do meu concunhado, segurei pouco mais de um segundo o pé no acelerador, mas pessoal eu estava dirigindo um R8! O controle proporcionado por este carro é algo surreal! E pera lá né... Uma diferença de 70~80km/h num carro desse é tirada praticamente de forma instantânea ao acionar as "âncoras"... Bom, deixa pra lá!

    AK, se quiser passo o seu video quase que diretamente pro Kakinoff. O tal André vai aprender "com a vida"...

    Cara! Como eu falo! E estou um tanto negativo... Vou dar uma banda... Tomar uma gelada pra ver se a coisa melhora pro meu lado!

    Abraços, valeu AK, booooa! Deve estar até agora ecstasiado, não?

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  40. eu acho que tu nao sabes mesmo é conduzir...

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Um abraço!
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