7 de setembro de 2011

MUDANÇA DE REGRAS COM O JOGO EM ANDAMENTO


Imagine a cena: jogo final de um campeonato qualquer de futebol, dois supertimes atrás do titulo, jogo empatado, então o locutor recebe um bilhete que diz: “A Fifa acabou com a regra do impedimento. Não tem  mais. Aplicação imediata, já está valendo.” Quase ao mesmo tempo, os técnicos dos dois times são informados da mudança e imediatamente impõem nova tática. O jogo muda de figura. Improvável de acontecer? Sem dúvida que é. Entretanto aconteceu, ou está acontecendo aqui, no mercado automobilístico, com as mudanças de regras que vêm aí.

Desde que o presidente Collor restabeleceu as importações de veículos em março de 1990, encerrando o jejum iniciado em 1976, a regra do jogo passou a ser importar veículos livremente mediante o pagamento do imposto de importação de 35%, limite máximo estabelecido para Organizaçào Mundial do Comércio como Tarifa Externa Comum. E assim todos viveram felizes - mas não seria para sempre. Surgiria um perigo vindo do Oriente, a China.

Os mais antigos - Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford (ordem de posição no mercado) -, se não de braços abertos, receberam razoavelmente bem os novos que aportaram aqui no final da década de 1990/início da de 2000, algo considerado inevitável. Foram bem recebidos mesmo aqueles que saíram do longínquo Japão e até os que apenas passaram vender localmente, caso dos sul-coreanos.

Todo mundo contente e festejando o crescimento do mercado que cresceu de maneira surpreendente em poucos anos, passando de 1,5 para 3,5 milhões de unidades e nos levando ao quarto lugar na classificação mundial, atrás apenas de Japão, Estados Unidos e China.

Coisa de três ou quatro anos atrás, porém começaram a pingar carros chineses aqui. Nada significativo em volume, muito menos em atratividade. Os que já estavam aqui não deram muita bola para o assunto, julgavam o mercado maduro o bastante para saber escolher, diferenciar o trigo do joio. Até que no ano passado soou o alerta vermelho, em sentido real e figurado: chineses chegando com força, e rápido!

Preocupante? Com razão. Duas marcas, Chery e JAC chegaram com força total e ambas já anunciaram fábrica aqui. A Chery já lançou, dois meses atrás, a pedra fundamental de sua fábrica em Jacareí, SP. À “invasão chinesa” se junta um quadro de exportações em declínio causada pela crise financeira mundial de 2008, combinada com o real valorizado (mas uma moeda forte era o sonho dourado dos brasileiros, não era?).

Por outro lado, chineses ou quem quer que fosse nada mais fizeram do que jogar dentro das regras vigentes. Acho que todos concordam com isso. Se a importação no Brasil é livre, nomeie-se um importador para que este importe. Não foi o que a Porsche e a Ferrari fizeram, para dar um exemplo prático? Valor do produto não entra no mérito da discussão. As próprias fábricas daqui fazem isso, importam, caso da Volkswagen com seus Jetta, Passat, Tiguan e Touareg; Ford, com o Fusion e novo Fiesta; a Fiat, com o Freemont e o Cinquecento; e a GM, com o Captiva, o Camaro, o Malibu e o Omega.

O que é preciso entender é que produzir e vender o mais possível é o principal objetivo de qualquer fabricante de veículos, no mercado onde produz ou para onde exporte. Heinz Nordhoff, ao assumir a direção da Volkswagen em 1948, não pensou noutra coisa senão exportar e já no ano seguinte era produzido um Fusca para isso, o Export.

Nesse tipo de jogo nunca pode ser esquecido que, para importar de maneira séria, empresas têm que investir muito para que a operação se viabilize de maneira convincente, sem nenhum traço de simples aventura. O caso da JAC Motors do Brasil é emblemático, um conhecido e poderoso empresário se lançar a uma importação em bases sérias. Em toda essa discussão sobre "invasão", chinesa no caso, esse ponto deve sempre ser lembrado.

De sua parte, defendendo legitimamente seus interesses, os fabricantes locais, sob o manto da sua associação, a Anfavea, se movimentaram no sentido de ser estabelecida uma política industrial, ou regime automotivo, com queiram, com o objetivo primário de lhes proporcionar maior competitividade. Esta competitividade pode ser entendida tanto como  facilitar colocar o produto brasileiro nos mercados externos, quanto poder enfrentar melhor a disputa no mercado interno, neste caso, obviamente, neutralizar a ameaça chinesa. O governo até que parecia disposto a seguir nessa direção, mas nesta terça-feira (6/9) surgiram na grande imprensa notícias preocupantes e intrigantes.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o governo já havia concordado em reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados para os carros até julho de 2016, dentro de uma nova política industrial, em troca do compromisso da indústria em inovar em produtos, agregar maior conteúdo local (mais peças nacionais) e aumentar a eficiência energética (reduzir o consumo de combustível dos veículos), mas teria havido ou estaria havendo relutância dos fabricantes em aceitar o compromisso. Em vista disso, o governo teria desistido da redução do IPI.

Em vista da desistência, prevelece agora a idéia de aumentar o IPI de carros que não se enquadrarem nas novas regras, o que vale dizer penalizar os importados, numa manobra escancarada de proteção - olha aí as regras do jogo mudando com o jogo em andamento!

Diz a notícia também que estaria ocorrendo uma cisão no setor, com as Quatro Grandes (Fiat, VW, GM, Ford) pleiteando um regime mais restritivo por empregarem acima de 90% de peças nacionais nos modelos mais vendidos, ao contrário dos que chegaram mais tarde (Renault-Nissan, Peugeot-Citroën, Toyota e Honda), que pedem um regime mais brando pelo fato de utilizarem mais peças importadas.

O governo também não teria gostado nada, com razão, de a indústria dizer que uma redução do IPI não implicaria redução de preço de venda público, como ocorrera por ocasião das medidas contra a crise em 2009, alegando que desta vez o imposto menor visaria melhorar a competitividade e não aumentar as vendas. Tal posicionamento é nebuloso e decepcionante, quando é público e notório que o carro brasileiro é caro demais. O que seria exatamente esta competitividade?

Sem citar fonte - um executivo do setor automobilístico - a matéria no Estado de S. Paulo diz que as fabricantes querem que o governo reduza o IPI para eles, em vez de elevar este imposto para quem quer ficar de fora do regime. O argumento é o aumento elevar a proteção, mas não a competitividade para fabricar no Brasil.

Prossegue a matéria dizendo que governo e fabricantes estão de acordo quanto ao principal alvo da medida: os carros chineses. E, mais, que de nada adiantará produzir carros chineses no Brasil, pois "dificilmente vão agregar peças locais suficientes para se enquadrarem no novo regime automotivo", os tais 90% de conteúdo local.

Já o setor de autopeças, também legitimamente, diz que o governo precisa arbitrar as diferenças e estabelecer uma exigência alta de conteúdo local. Para o setor, o pior cenário é a instalação de fábricas chinesas que disputem o mercado local e reduzam a utlilização de peças brasileiras na frota, diz a reportagem. Um medo totalmente infundado, pois todos os grandes fornecedores mundiais estão operando na China e, segundo consta, muito felizes.

Como se vê, a questão toda é extremamente complexa, há interesses conflitantes, é realmente dificil achar um a solução, é como "Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega".

O caminho que está sendo tomado para resolver essa questão está errado, na minha opinião. Isso de "quem entrou, entrou, quem não entrou não entra mais" não é solução. Dificuldades como forte concorrência fazem parte do jogo de qualquer negócio e têm que ser enfrentadas com criatividade e sobretudo resolução. Os EUA não barraram carros japoneses, os enfrentaram, reagiram, demoraram mas reagiram. Não há motivo para não fazer o mesmo aqui. Temos capacidade técnica, vasta experiência e uma indústria de autopeças pujante.

Competitividade é de dentro para fora e pode até ser ajudada pelo governo, mas por meio daquilo que lhe compete, como desoneração de custos internos em impostos e encargos sociais. Na esteira, nossos carros poderão ficar mais baratos. Se no passado não tínhamos mercado interno de tamanho que estimulasse produzir mais por menos, hoje temos, e ainda há um enorme campo inexplorado pela frente para crescermos.

Nada de correr do bicho. O negócio é ficarmos onde estamos e nos defendermos dele com as armas eficiência e redução de custos. Não dizem qiue é nas crises que nascem as grandes soluções? Pois a chegada dos chineses, tão gente como gente, pode ser considerada o catalisador das mudanças que precisamos.

BS

(Atualizado em 20/9 às 19h15)

49 comentários:

  1. Bob não fala em redução de custo perto da GM por favor. Não se fala em outra coisa além disso na fábrica de SCS, só esquecem que vendem carros com 15 anos de idadee motor Monzatech.

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  2. se reduzindo impostos , alem da nossa mão de obra barata, e incentivos fiscais,falam que não vão abrir mmão do "lucro Brasil" o que fazer??????????????????????

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  3. É comprar carro mêidi in tcháina mesmo... Aí o problema é que esses fabricantes também querem morder um bom lucro e não vendem carro tão barato quanto prometiam.

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  4. Aléssio Marinho07/09/11 17:42

    Bob,

    Lembra que entre 1996 e 1998, os carros baixaram de preço, por causa da deflação e da queda das vendas?
    A concorrência nos 2 anos anteriores com os importados chegando a preço menor que alguns nacionais (Tipo por ex) causaram este fenômeno.
    O que falta e o nosso mercado se estabilizar, pois a cada mês novos recordes de venda são batidos. Num cenário desses, pq as fabricas iriam abaixar os seus preços?
    O que falta no setor automotivo é uma política industrial de longo prazo que contemple toda a cadeia produtiva: siderurgia, petroquimica, eletrônica e o resto ligado ao automóvel.
    Ainda não consegui entender como o Brasil fabrica apenas carros pequenos e baratos, enquanto os mais sofisticados vem da argentina, com um mercado infinitamente menor que o nosso. E esse regime de compensações que os hermanos implantaram começa a dar resultado na economia deles.
    O monstro galopante da inflação acabau a 16 anos e ainda ninguém aprendeu a pensar a longo prazo.

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  5. Fica todo mundo disputando pra ver quem vai f@d3r o consumidor de forma mais sacana o possível.

    Governo tirando o prazer de dirigir, cobrando imposto até a alma (que aumenta quando o preço aumenta), "controlar", lombada, IPVA, buraco, pedágio, classes até 1000 cm³ e 1999 cm³, gasolina e álcool de merlin...

    Fabricantes com lucro brasil, juros, peças ~10 vezes mais caras, serviços a 200 reais/h, carros pelados com preço absurdo, atendimento de merlin, falta de peças...

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  6. Regras?

    Quem tem mais cartas na manga chora menos. ( essa frase não é minha)

    Carro bom pro povo vai ser o carro " Genérico" , produzido aqui mas que não paga royalts lá pra fora.

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  7. Bob;

    Os fabricantes ganham dinheiro a rodo do Brasil, verdade seja dita. Apenas (com todo respeito), na visão do Sr. Fernando Calmon ee que carro tem margem pequena (dai a indignação - e com razão - de um Auto-Entusiasta que o acusou de membro da ANFAVEA)

    Anos atrás, quando a Fiat estava a beira do abismo, uma declaração da familia Agnelli afirmou que a operação Brasileira da empresa era a única lucrativa no mundo.

    Quando da "quase" falência da GM, a mesma coisa foi dita. E fabricando carros com custos de Pesquisa e Desenvolvimento totalmente amortizados e, convenhamos, produzindo veículos com motores de 30 anos atrás, "envenenados de fábrica".

    É pésssimo ler afirmações feitas por membros da industria como essas - uma queda no IPI não representaria uma queda no valor final do veiculo.

    É surpeendente ver que, em 2006 uma Hilux custava R$100 mil Reais e em 2010, R$120 mil. E de 2010 para 2011, o MESMO carro subiu R$10 mil Reais!

    Mas, o Brasileiro é riquissimo!!!!

    Paga-se por saude, eduação, segurança, taxas de juros, gasolina (uma das mais caras do mundo, perdendo apenas para o Japão e Portugal), compra carro do ano, não importando se o carro anterior está em bom estado ou não...O importante é trocar, nem que seja um Fiat Uno 2009 por outro 2012, ainda que o carro não tenha melhoria nenhuma e o anterior esteja em perfeitas condições.

    É assim mesmo. Brasileiro é rico e pode mandar remessas de lucros para as matrizes dos fabricantes nacionais, situadas em paises "pobres" como Alemanha, Itália e Estados Unidos....

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  8. Sabem o que as fabricantes fizeram nos últimos anos para deixarem seus carros mais competitivos?!

    Elas criaram bancos e financeiras!

    Essa briga não se trata das perdas nas empresas, a briga é de quem vai tirar mais o couro de nós pobres e burros brasileiros.

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  9. Pedro Navalha07/09/11 18:39

    Meu protesto contra essa bosta de governo e essas merdas de "montadoras" (sim, elas merecem ser chamadas de montadoras mesmo) é apenas não comprar.

    Vou ficar com meu atual carro por tempo indefinido. Conserto, troco as peças, vou conservá-lo o quanto puder.

    Mas infelizmente a grande maioria nunca vai fazer isso. Afinal, o que é melhor que poder mostrar um monte de plástico novo para os vizinhos????

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  10. Sendo o governo o grande balcão de corrupção que conhecemos, as fábricas nacionais viram ali uma grande oportunidade de vencer por meios sujos a concorrência dos importados - criando regras especiais para prejudicá-los. Por que se dar ao trabalho de melhorar os produtos e reduzir preços, quando se pode comprar uma ajudinha do governo, não é mesmo?

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  11. Daniel Shimomoto de Araujo,
    A GM faliu. A que existe hoje é outra, ok?

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  12. Se não fosse pelo restabelecimento das importações pelo ex-presidente Collor, hoje pagaríamos R$ 40.000 por um Fusca.

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  13. Johnconnor(old rocker)07/09/11 19:31

    Essa de baixar o imposto pro produto baixar pro consumidor é tão velha quanto o Brasil.Já baixaram ou aboliram o imposto da farinha,do feijão,do pãozinho,do arroz,etc,ec,etc...E alguma vez algum de vcs viu o preço desses produtos baixar na prateleira ou no balcão???É claro q não,o fabricante\camerciante sempre aproveita pra aumentar sua margem de lucro.Será q alguém achou q com os automóveis seria diferente???Quanto aos fabricantes chineses pretendendo fabricar aqui ao invés de importar sou totalmente favorável.Pois aí eles ficaram sujeitos ás leis de defesa do consumidor e de fornecimento de peças daqui.Isso ajudaria bastante pra que não ocorra outra farra do boi de importadoras vendendo carros por aqui e depois indo embora e deixando os proprietários na mão como a q ocorreu por aqui nos anos 90.Acho que fabricar aqui demonstra comprometimento com o Brasil e o governo deveria facilitar a vida de quem se compromete com o país.

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  14. Não estou preocupado com as fábricas e sim com seus fornecedores. As fábricas sempre faturam alto. Já os fornecedores tem a concorrência de peças importadas, pagam impostos altos e ainda sofrem pressão das fabricantes pra baixar o preço.

    Está claro que o mercado nacional ficou sucateado. Nossos carros são os mais simples, baratos e fajutos. Veja o mercado de ABS e Air-Bags. Existem poucos fabricantes desses equipamentos, os que existem estão no limite. Quando a lei entrar em 2014 quem dará conta disso?

    Essa reviravolta do governo mostra que o poder das 4 grandes é significativo. Mesmo importando vários carros, eles choram porque hoje há mais opção e eles estão gradativamente perdendo mercado.

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  15. Marcelo Junji07/09/11 20:46

    Para o cidadão comum existe fiscalização para tudo, que funciona muitíssimo bem. E para os fabricantes que abusam nos preços dos carros e que evitam consertar carros defeituosos em garantia, existe fiscalização? E para as concessionárias que cobram preços absurdos nas peças existe alguma fiscalização?
    Tive esperança que os chineses pudessem mudar essa situação, mas eles já entraram no clima brasileiro. O j6 está com o preço bem "normal" para o Brasil.

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  16. Problema de guerra de moedas.

    Toda esta confusão é para resolver os problemas decorrentes de uma forte valorização do real.Problemas transitórios que podem não durar muito. E se permanecerem mais tempo que o previsto que sejam combatidos com medidas específicas.Como sempre, em vez de atacar as causas o Governo(PT), prefere adotar medidas que atacam as consequências.So que elas são maléficas e não são duráveis e criam mais distorções do que acertos. Entretanto é preciso ficar alerta por que os países asiáticos estão adotando uma estratégia de conquistar mercados via moeda desvalorizada. Isto é um perigo, pois anula as vantagens de tecnologia ou produtividade. Até os USA estão combatendo na mesma moeda.Trata-se de uma nova guerra comercial onde o poder financeiro vem prevalecendo , permitindo o dumping.Se esta questão não for resolvida, dentro de poucos anos os asiáticos vão dominar o mundo.É a guerra cambial tomando o lugar da guerra convencional.

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  17. Anônimo 7/9 20:50
    Certíssimo. Por ai se vê a complexidade do problema. Um bom exemplo é o do VW Export que citei. Quando comaçou a exportação, o dólar estava a 4,2 marcos. Quando este valorizou e atingiu 2,5 marcos pot dólar, o Fusca ficou caro nos EUA. Como disse o Fernando Calmon no artigo dele e que foi tão criticado, se o dólar estivesse a R$ 2,50 haveria uma barreira natural para os importados.

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  18. Muito bom o artigo Bob, mas acho que faltou uma crítica tão dura aos fabricantes quanto você fez anteontem aos usineiros, isso tudo é movido por gana das empresas "locais", o tal acordo pra aumentar os investimentos em teconologia foi imediatamente negado, eles querem mesmo é lucrar alto com carros ruins e o governo que abra as pernas logo ou atrapalharemos as eleições ano que vem ou em 2014.

    Concordo que existe um sério problema com o câmbio desvalorizado artificialmente da China e outros países, mas ficar sentado reclamando e só querer os benefícios não é algo aceitável, do meu ponto de vista.

    Isso ainda porque a JAC e a Cherry não abocanharam 10% do mercado, quero ver se chegarema isso..

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  19. Victor Gomes07/09/11 22:27

    Convenhamos, o carro chinês (JAC Chery e cia) não são tão baratos assim. Já aprenderam a saborear o lucro Brasil. Mas se o aumento do IPI visa os chineses como alvo, sabe o que eles (os chineses) farão? Manterão o mesmo preço, diminuindo um pouco sua margem de lucro (que creio ser altíssima). Quem se dá mal na história? Todo os outros que importam carros.
    Quer saber? Melhor continuar com meu usado completo de 11 anos.

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  20. Ótimo texto Bob, ponderado, informativo e reflexivo.
    Reproduzo abaixo carta que enviei, a respeito deste assunto, à alguns jornais:
    "As montadoras com fábricas no Brasil querem isenção de impostos e todo tipo de facilidade, mas não aceitam oferecer nenhuma contrapartida em qualidade, desenvolvimento ou preço.
    Ao mesmo tempo, reclamam da "invasão dos importados", mas parecem esquecer que a esmagadora maioria das importações são carros delas mesmas, em especial da Argentina e México, de onde inclusive vem sem recolher imposto de importação, ao contrário dos chineses e coreanos. E que o Brasil não exporta mais carros justamente por elas terem focado a produção aqui apenas em produtos de baixa qualidade e baixo valor agregado.
    Presidente Dilma, por favor, estamos vendo o mercado de automóveis do Brasil se modernizar e ter preços mais justos devido à concorrência. Por favor, não nos leve de volta aos anos 80 e seus produtos caros e obsoletos que servem apenas para enriquecer poucas empresas estrangeiras!"

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  21. Bob,
    Sou completamente a favor dessa mudança de regras de jogo, protege a indústria local, os empregos, temos de olhar um panorama mais amplo, quem controla o câmbio chinês? a mão-de-obra deles? o dumping que praticam, para poder entrar? quem segura o poder de fogo deles?
    Ninguém é a resposta mais adequada, ante essas circunstâncias, as regras atuais valem alguma coisa?
    No meu entender, valiam, até começarem a afetar o emprego local, aí, vale mudar.
    Se olharmos por que os EUA nunca atenderam as regras que eles mesmos estabeleceram para algodão, outras commodities agrícolas, enfrentaram a OMC, faziam por que? para proteger os fazendeiros locais, os agricultores locais, a mão-de-obra, enfim...
    MAS

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  22. Haaa, mas precisou de algum tempo para todos verem que os chines e coreanos serem um problema ?

    Bom, o que importa é que o Brasileiro esta começando a "lembrar" de lutar pelos seus direitos e cumprir seu dever de cidadão. Pela passeata contra a corrupção aqui em no DF, em que participei, foi muito boa e vi algo muito positivo por vir.

    Sempre venho aqui para alertar e reclamar sobre essas marcas chinesas, que além de serem de marca duvidosas, pois já prejudicou milhares de pessoas por aqui mais de uma vez e de não terem produtos a altura de suas próprias propaganda absurdamente mentirosas diziam, entraram com vontade no lucro Brasil. Estão tendo a maior fatia de lucro que existe nestas bandas, vendendo relativamente bem pro aqui, pois se, mesmo o mercado ficasse acerado e aumentasse a tal concorrência, ele sempre terão carros mais baratos e "completos", a gordura que eles tem para queimar é gigante, a industria vai ser engolida fácil por eles, e o consumidor brasileiro toma mais uma dessa na cabeça, que em vez de forçar as boas marcas que nos já temos a nos respeitar e nos trazer, montar ou fabricar carros realmente modernos, seguros, completos e com o preço condizente com o resto do mundo, mas não, não fizemos, e morremos mais uma vez na praia, e as marcas "daqui" estão morrendo pela "boca".

    Não estou protegendo as marcas "nacionais", porem era fácil de ver que eles iriam vir com força, ganhar sua fatia no mercado e a tal "concorrência sadia", "aumento de qualidade" e "baixa de preços" nunca iria acontecer...

    Somos todos culpados !

    Lembre-se sempre e reajam para corrigir isso, AGORA !!!!

    Brasileiro e sempre trouxa ! Sempre vai acreditar em quem chega gritando mais alto e prometendo mais por menos. Vejam nossa politica com é !

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  23. Carro nacional? Onde? Piada né?

    Mas é justo, cada povo tem os carros pelo preço que merecem...

    Não somos capazes de fabricar os nossos próprios carros então, não podemos reclamar de mais nada...

    Como já foi dito se não fosse o Collor estaríamos comprando carroças motorizadas ainda mais caras...

    E se não fosse o Guerreiro Gurgel que ousou desafiar as grandes montadoras gringas com o seu BR-800 não teríamos os carros 1000... E a carroça mais barata por aqui custaria mais de 50 mil.

    É verdade, o sonho do carro brazuca morreu com a falência da Gurgel; mas mesmo não tendo sido bem sucedida gerou uma reviravolta no mercado brasileiro!

    Até os brasileiros se conscientizarem que não é preciso ter poderes divinos para fabricar um bom carro competitivo no mercado interno e porque não externo já que todos os outros países do planeta o fazem; incluindo vários com muito menos recursos que nós; vamos ficar nessas discussões infrutíferas...

    No final das contas vai ganhar essa peleja política quem gerar mais votos para vossas excelências os nossos governantes...

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  24. Ah, esqueci; torço muito pelos chineses... Podem estar um pouco atrás em alguns quesitos mas logo estarão mandando muito bem por um preço menos extorsivo que os praticados pelas montadoras gringas estabelecidas.

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  25. Lawrence Jorge R S, eu vejo que a industria chinesa foi até mais sacana que qualquer outra já foi conosco, pois a chance que eles tinha de trazer carro de "qualidade" com um bom preço ele não fizeram, e sim entraram na panela dos super lucros Brasil e vendem seus produtos só um pouco a baixo que a concorrência, em vez de vender pelo preço que deveriam que é menos que a metade dos atuais valores. Então eles estão fazendo o mesmo que o resto das outras, só que tendo mais lucros que qualquer uma, pois os carros deles lá fora são em torno de 30% mais baratos que os seus concorrentes, só para fim de conversa.

    Um abraço.

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  26. CCN1410;

    Eu SEI que a GM faliu, OK????

    Mas a "quase falencia" me refiro porque empresas que efetivamente faliram foram ENROM, Pan American, TWA, etc.

    A falencia da GM é igual a falencia da Varig: Todo mundo sabe que ela aconteceu, o governo colocou o dedo o quanto pode para ajudar, as marcas estão ai a pleno vapor, e tem gente demais pagando a conta do passivo que essas empresas deixaram e jamais pagará.

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  27. Embora muitos não acreditem, o que o Fernando Calmon disse sobre custo Brasil é fato. Com o modelo de impostos e custo de energia elétrica praticados hoje no Brasil, é impossível concorrer com produtos industrializados vindos de fora. Não vou nem citar os custos com salários, pois aí dá vontade de fazer as malas e sumir desta terrinha...

    Digo isso com conhecimento de causa, pois na empresa onde trabalho, 90% da matéria-prima é importada, simplesmente por não existirem fábricas desses produtos no Brasil. O país acha melhor exportar a matéria-prima bruta e então trazer tais produtos com altíssimo valor agregado depois... Outro exemplo é a energia elétrica: pagamos cerca de 4x mais do que as fábricas na Europa. Comparando com os EUA, a diferença é ainda maior, vai para próximo de 6x mais.

    Some-se o custo Brasil à fome de lucro alto das empresas em geral e temos a meleca que está se formando agora.

    Sempre tive reservas com produtos chineses, justamente porque é comum praticarem dumping descaradamente a fim de entrarem no mercado. Ilegal, mas fazem com freqüência assustadora. Por isso fiquei doido quando o antigo presidente reconheceu a China como economia de mercado. Recebeu severas críticas internacionais, com razão.

    De fato, o problema é complicado de se resolver, justamente porque o governo foi deixando a coisa rolar e chegar onde estamos. E como boa parte do povão ainda não tem consciência real da situação, o problema fica ainda mais nebuloso. Mas, como alguém comentou aí em cima, o quadro está mudando, o pessoal está começando a "acordar", até que enfim! Vai tempo ainda, mas pelo menos há algo no ar...

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  28. Aqui no Brasil o jogo é sujo, então é bom que os chineses venham para acabar de vez com essa brincadeira de mau gosto.

    Os chineses são um remédio amargo e que pode até matar, mas são um mal necessário.

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  29. Mais dia menos dia começarão a aparecer os problemas gerados pela manutenção de uma politica cambial equivocada, a destruição das pequenas e micro empresas já se concretizou no país....NESTE MERCADO DE AUTOMÓVEIS NÃO TEM GENTE BOAZINHA EM QUALQUER PONTO DA CADEIA,NEM NOS CARROS USADOS E MUITO MENOS NOS FABRICANTES, SÃO PESSOAS COM SORRISO BONITO, SÃO LEÕES COMENDO O POVO, O CARRO, OU OUTRO QUALQUER BEM CUSTA UM ABSURDO AQUI NO BRASIL...VIDE O MONTE DE GENTE VIAJANDO E TRAZENDO "CONTRABANDO" AOS MONTES.... LOGO SE COMPLETARÁ UM ANO DE MAIS UM PRESIDENTE E O PAÍS CONTINUARÁ NA MESMA M...A, ESTA É A GRANDE VERDADE....A CORRUPÇÃO CONTINUARÁ, VC CARO LEITOR ACHA QUE O GOVERNO DEPOIS DE "BAIXAR AS CALÇAS" PARA OS USINEIROS NÃO BAIXARÁ PARA OS TAIS FABRICANTES NACIONAIS ???????????

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  30. Longe de defender os fabricantes "nacionais" (Leia-se Ford, GM, VW e Fiat), mas na mesma edição do Estadão saiu uma matéria sobre o GM VOLT e a China.

    Pois bem.

    Os americanos subsidiam parte do custo do carro por ser híbrido e o fazem independentemente de ser produzido nos EUA ou qualquer outro país.

    Os "china" querem simplesmente que a GM forneça toda a tecnologia para que o veículo seja vendido com subsidio naquele país. Fácil, né?

    Na boa, passar a mão na cabeça de empresas como Ford, GM e etc, que na hora de investirem, exigem - e conseguem - terreno, isenção de IPTU, ICMS sobre energia elétrica, etc, por décadas, é completamente errado.

    Mas defender os chineses, longe de mim. Eles também "não jogam limpo"...


    Marco

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  31. Com a palavra o Senador Collor de Mello, o Pai de abertura,,e que graças a ele nao estamos mais dirigindo aquelas "carroças",
    Tambem gostaria de saber o que pensa o ex ministro Miguel Jorge sobre este texto muito bem escrito pelo amigo Bob .. abs. "Aguia" from Floripa

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  32. Assim como o Marco Aurélio Strassen , eu acho que a regra do jogo pode ser mudada, sim. Afinal, não podemos assistir a uma invasão de carros chineses e cruzar os braços, enquantoa balança comercial se deteriora, os empregos se vão, etc. Mesmo porque produto chinês é quase sinônimo de dumping.

    Agora, Bob, é incorreta a sua afirmação de que “Os EUA não barraram carros japoneses, os enfrentaram, reagiram, demoraram mas reagiram.” Isso não é verdade. O que houve no início dos anos 80 nos EUA foi o seguinte: as vendas dos fabricantes locais despencaram, ao mesmo tempo em que a importação de carros japoneses crescia. O que o liberal Reagan fez? Um acordo com o governo japonês, estabelecendo quotas de importação (“voluntary export restraints). Ou seja, os carros japoneses continuaram a chegar aos EUA, mas em quantidade limitada. Sobre o assunto, vide os links:

    http://eightiesclub.tripod.com/id291.htm

    http://www.perc.org/articles/article416.php

    Esse acordo, datado de maio de 1981, extendeu-se até 1994. Por incrível que pareça, esse regime de quotas de exportação reforçou o caixa dos fabricantes japoneses. Da seguinte forma: como a oferta de carros japoneses era limitada e a procura intensa, puderam os japoneses jogar os preços para a altura e ainda assim vender esses carros, maximizando o lucro por unidade vendida de Hondas, Toyotas e afins.

    Do mesmo modo, houve época em que os japoneses ainda não tinham condições de investir em novas famílias de motores com 6 ou mais cilindros. A solução foi “envenenar” unidades de 4 cilindros e pequeno deslocamento volumétrico , em especial com uso de injeção e cabeçotes multiválvulas. Como esses 4 em linha tinham potência similar a unidades maiores oferecidas pelas “três grandes”, os japoneses aproveitaram para “vender o peixe” de que seus produtos eram superiores e mais atualizados tecnologicamente. Meia verdade; naquele momento, os orientais não queriam gastar dinheiro no projeto e fabricação de motores maiores!

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  33. A Dilma poderia dizer: - "Novamente" os nossos carros são verdadeiras carroças

    A diferença de tecnologia do carro nacional para o de fora é absurdo.

    Alguns exemplos: Controle de tração, estabilidade, injeção direta, suspensões ativas, sistemas emergencial de frenagem, motores hibridos e elétricos.

    Enquanto isso o nosso equivalente "Euro V" só vive de pedaladas.

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  34. Zé da Silva08/09/11 12:27

    Para quem ainda duvida:
    As futuras decisões governamentais dependerão tão sòmente das doações para as próximas eleições, e o povo mais uma vez ,vai dançar conforme a música.

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  35. Zé da Silva08/09/11 12:27

    Para quem ainda duvida:
    As futuras decisões governamentais dependerão tão sòmente das doações para as próximas eleições, e o povo mais uma vez ,vai dançar conforme a música.

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  36. Este negocio de mexer nos impostos só funciona para as montadoras aumentarem mais ainda o "Lucro Brasil". Uma outra reportagem indica que as montadoras vendem os carros para locadoras com desconto de 35%. Ou seja, com certeza eles nao estao tendo prejuizo portanto o lucro das montadoras sobre o comprador "comum" é muito alta e tem muita gordura pra se queimar. Ai sim podem competir com os chineses, coreanos e quem mais for em pé de igualdade.

    Jorge

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  37. Ronaldo Nazário08/09/11 15:48

    DAÍ TEMOS OUTRA INTERPRETAÇÃO PARA O TERMO: "ABRE O OLHO CHINA!"

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  38. "À “invasão chinesa” se junta um quadro de exportações em declínio causada pela crise financeira mundial de 2008, combinada com o real valorizado (mas uma moeda forte era o sonho dourado dos brasileiros, não era?)."

    Bob,

    Acho que você se esqueceu de mais um fator: Com plataformas e motores reaproveitados até a exaustão (sem falar que muitos nem ABS e air-bag tem), qual é o carro, fabricado aqui, que tem condições de competir em pé de igualdade com o que é vendido lá fora?

    Na minha opinião, o câmbio "desfavorável" e a crise econômica, não são motivos para a queda nas exportações. Nós é que não temos praticamente nada que sirva para ser vendido lá fora. Essa é a verdade...

    PS: Comparem um Kia Picanto a um Uno Mille e entenderão o que eu quis dizer acima.

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  39. marcelo (jmvieira)08/09/11 18:07

    é... pelo andar da carruagem parece que mais uma vez o governo vai proteger o fabrico nacional de charretes. e nós idio... quer dizer, brasileiros, continuaremos a comprar lixo caro, é mais uma maldição deste pais onde tudo presta, menos o seu povo....

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  40. Cristiano Mendonça08/09/11 19:45

    Por tudo o que eu percebi no artigo o governo propos medidas, reduzir o IPI para quem se enquadrasse num regime de maior conteúdo nacional maior eficiencia energética e preço proporcionalmente menor.Os Fabricantes não aceitaram. Ao que me parece estas medidas, propostas pelo governo, estão na direção adequada ao que um governo deve fazer; proteger a economia nacional,e facilitar aos brasileiros a aquisisão de um bem, que aqui é caro. A Industria não aceitou e a culpa é do PT por que o dolar não está a dois e cinquenta! Ou seja a guerra cambial que é uma arma covarde de quem produziu esta crise, porque inundar o mundo de dólares que eles não ganharam pelas regras vingentes mas estão emitindo para cobrir o rombo de suas falências, isto pode; a industria querer manter sua lucratividade sem aumentar a escala de produção como ocorre em todo mundo, isto pode; agora o governo tentar defender os interesses do brasileiro... ah isso é coisa do PT, sabe como é eles não sabem governar, são um bando de ignorantes corruptos, não sabem jogar o jogo, coisa de comunista.

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  41. Sempre houve acordos, cotas e afins, no comércio entre EUA e Japão, é ilusória essa idéia que muitos difundem que os produtos japoneses tinham entrada totalmente livre no mercado americano. Se eles conquistaram aquele mercado, foi por competência deles.

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  42. Câmbio é uma barreira natural pra ineficiência do Brasil. Quando não favorece, é essa enxurrada de importados.

    Não dá pra dizer que é bom ou ruim importados. Só precisa haver um equilíbrio. Sem carro importado, as fábricas ficam acomodadas e sem inovação. Com muitos importados, todos querem importar, inclusive as 4 grandes.

    Precisamos melhorar a qualidade e eficiência de fazermos nossos carros. Competir com o mercado externo e não simplesmente ficar apenas nos extremos entre só carroça nacional ou só importado espetacular.

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  43. A "culpa" é do país, ou seja, do povo (que tem baixo standard de qualidade e aceita pagar muito caro) e/ou da administração (que não institui políticas acertadas). Pois dos fabricantes é que não é a culpa. Se os fabricantes fossem o "mal", não teríamos tantos exemplos de países que desenvolveram muito bem seu mercado automobilístico, tendo esses mesmos fabricantes como coadjuvantes. Temos até exemplos de países, como a Austrália, que o fizeram com sucesso mesmo sem ter propriamente uma marca nacional.

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  44. A Austrália tem um mercado pequeno, razoavelmente fechado e com apenas dois fabricantes, e esses dois conseguem fazer carros de grande qualidade a preço justo. Ou seja, não é o mercado fechado e o "reduzido" número de fabricantes que fazem o Brasil ser tão atrasado nessa questão.

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  45. Muitos aqui defenderam a abertura de mercado do Collor. Porém uma abertura dessa teria como consequência a falência da indústria brasileira, trazendo consigo o desemprego e pessoas trabalhando por restos de comida.

    Lembrem-se, é melhor ter US$ 30.000,00 para pagar por um Uno do que NÃO ter US$ 1.000,00 para pagar por um Tata Nano.

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  46. O que deveria acontecer é o governo aprender a cobrar algo em troca da redução de impostos. Tipo assim: não paga IPI quem oferecer ao público um carro de R$ 10.000,00, carro este cumpridor das exigências de segurança e poluição. Esse carro deveria obrigatoriamente por lei ser exposto à população nas concessionárias, para que o povo veja que ele existe.

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  47. Antonio Filho, me permita um aparte no seu comentário já que me citou...

    Não adianta dizer q fulano, ciclano, país A, B ou C te sacaneou... Isso não existe meu caro.

    Temos q assumir a responsabilidade pelo o q fazemos, pelas escolhas feitas... Em todos os níveis: desde o pessoal até o nacional.

    Se a indústria chinesa, americana, francesa, japonesa, ou qualquer outra fez e aconteceu no nosso mercado interno; é pq NÓS permitimos isso... Apenas isso.

    Enquanto não pararmos de culpar os estrangeiros, os políticos ou o vizinho pelos nossos problemas, não os resolveremos...

    Por isso comecei o meu comentário com a máxima que todo povo tem os carros pelos preços que merecem.

    Querem carros melhores e mais baratos? Se nós não os fizermos, quem vai faze-los?

    O Brasil está mudando para melhor e tenho certeza q chegaremos lá, mas é um processo gradual e lento.

    Pessoalmente gostaria q fosse mais rápido mas temos q confiar que o ritmo natural das coisas é o melhor q pode acontecer...

    Abraços.

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  48. Seria coisa linda o brasileiro prassar um ano sem comprar carro zero.

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  49. Deph.

    Um ano...?

    A mardita classe "mérdia" não consegue fazê-lo nem por 2 malditos meses...

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