23 de dezembro de 2011

FIAT 147


Se houve carro que curti, foi o Fiat 147. Quando surgiu em 1976 suscitou enorme interesse, pois além de significar um novo carro num mercado então escasso de novidades, marcava a chegada de nova fábrica ao Brasil.

O interesse estava na sua concepção de motor transversal e na moderna motorização, um 1.049-cm³ que, como o Passat de dois anos antes, era um monocomando no cabeçote acionado por correia dentada com válvulas acionadas diretamente por tuchos tipo copo. Desenvolvia 50 cv a 5.700 rpm, o que lhe valia potência específica de 47,6 cv/l, mais do que os 44,2 cv/l do VW (1.471 cm³/65 cv). A promessa de desempenho estava também no fato de menor absorção de potência pela transmissão, visto não haver engrenagem angular como nas instalações longitudinais.

Era claramente a “receita Issigonis”, do Mini inglês, em que apenas 20% do carro era destinado ao grupo motopropulsor (abaixo), o restante ficando para ocupantes e bagagem. Junto com a versão GH do Passat do mesmo ano, o 147 era um hatchback, forma de carroceria preferida dos europeus pela praticidade e facilidade em acomodar bagagem, além de ser mais curto do que um sedã de categoria equivalente, útil na hora de entrar numa vaga apertada.

Notável aproveitamento de espaço com o conjunto motopropulsor transversal

Outro atrativo do 147 era a moderna suspensão independente nas quatro rodas, do tipo McPherson, com molas helicoidais na dianteira e feixe de molas transversal na traseira, sinalizando conforto de marcha aliado a boa estabilidade. Só os VW de motor arrefecido a ar tinham suspensão independente nas quatro rodas, mas era arcaica (apenas a Variant II, no ano seguinte, apresentaria uma suspensão estado-da-arte da época, com McPherson na frente e braço arrastado atrás).

Também diferente do resto era a localização do estepe no 147, no compartimento do motor, liberando espaço no compartimento de bagagem. Era mesmo um carro inteligente em tudo. 



Quatro 147 passaram pelas minhas mãos, dois eram da fábrica enquanto trabalhei lá de 1978 a 1982 e dois próprios. Gostei logo quando pus a mão no primeiro, um vermelho Corsa. Eu vinha de anos com Volkswagen “a água”, desde 1974, e me adaptei facilmente ao carro menor de jeito também europeu. Depois veio o amarelo Canarie, que me deu muito prazer, principalmente depois que pus nele quatro pneus Pirelli CN-36 165/70-13 Cinco Estrelas, que eram usados em corrida. Que aderência! 

O próximo, já meu, foi um marrom Siena 1980, bastante bonito, no qual coloquei um teto solar de lona, uma delícia. Naquele tempo os 147 começaram sair com tanque de 60 litros em vez do anterior de 45 l e logo tratei de arranjar um, uma dádiva em tempos de postos fechados no fim de semana. Finalmente.o 1981 frente Europa, a etanol, branco Alpi (igual ao da foto de abertura), o que mais gostei. Fiquei três anos com ele até entrar para a VW.

O curioso é que a fábrica para aquele ano introduziu uma modificação no comando de câmbio visando tornar os engates mais macios mas que na verdade foi um desastre, sem precisão e curso muito longo, especialmente o de seleção de canais. Eu sabia que houvera alteração no sincronizador de 1ª-2ª, que passara de tipo Porsche a BorgWarner, de carga de engate menor. Não tive dúvida, coloquei o velho varão do primeiro 147, ficando o câmbio preciso e com engate leve ao mesmo tempo.

Ficou evidente que quando a Fiat resolveu melhorar o engate de marchas do 147, as engenharias de transmissão e de chassi não conversaram entre si...Houve algo parecido na VW: quando surgiu o câmbio de cinco marchas, havia um bloqueio interno, no seletor, para impedir que se passasse de quinta para ré, que ficava embaixo, e puseram outro bloqueio na alavanca para a mesma finalidade. O erro só foi percebido 17 anos mais tarde, sendo a trava da alavanca eliminada.

Cheguei até a correr de 147, tendo vencido a primeira prova em que correram, no Rio, em março de 1978. As corridas de 147, mesmo com motor 1050 com prepação praticamente nenhuma, eram espetaculares pela disputa o tempo todo.


Corridas de Fiat 147 eram espetaculares, como nesta no Rio; sou eu no carro PST

Foram seis anos a bordo de 147 sem absolutamente nenhum problema, nem naquele que era da alvorada do etanol, que sempre pegou de primeira nas manhãs mais frias.

Foram quatro 147 que deixaram mesmo saudade.

BS

101 comentários:

  1. É engraçado como uma experiência ruim pode marcar a memória de um consumidor. Se eu não estiver enganado, no início dos anos 80 meu pai teve dois 147, carros comprados pela empresa onde trabalhava e que ficavam com ele (os carros eram para os fiscais de trecho). Aquela transmissão lhe deu tantos problemas que hoje ele não aceita Fiat nem de graça, por mais que ele próprio elogie a marca. Por melhores que tenham sido as experiências posteriores, ele acaba citando esse caso e não aceita nenhum modelo da marca em casa.
    E tudo isso por causa de uma decisão errada da engenharia da Fiat...

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  2. Murilo Figueiredo23/12/11 12:23

    Bob.. tenho um Uno 1.0 com aros 13originais e gostaria de uma dica.. que pneus você colocaria para uso dia-dia/track day ?

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  3. Tive alguns desde o primeiro ano. Sou fã da marca.
    O que deu mais trabalho foi o movido a etanol pra pegar pela manha... ai ai ai... fiquei especialista. Tirava a primeira vela, esquentava a bundinha dela no isqueiro bic e... tcham tcham.... pegava de primeira.
    Cabia tudo e mais um pouco e enfrentava estrada de chão com arquitetura lunar com galhardia. Uma época divertida de minha vida.

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  4. Do meu ponto de vista, um dos cinco carros mais relevantes para o mercado brasileiro em todos os tempos.

    Cinco desses modelos passaram pela garagem de meu pai, sempre como segundo carro da família, de uso urbano. Aprendi a dirigir no quarto, um GLS marrom escuro, com interior monocromático. O quinto foi um Spazio, que já não tinha o estilo tão harmonioso dos primeiros.

    Ultimamente, com o trânsito pesado, escassez de vagas e preço dos combustíveis, estou pensando seriamente em voltar à marca, comprando um 500 para uso urbano, deixando o SUV para finais de semana.

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  5. Murilo Figueiredo
    Os pneus radiais atuais, de qualquer marca, estão num nível muito bom. Mas você pode usar o Pirelli Cinturato P4 165/70R13, vai bem.

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  6. regi nat rock
    Tinha um macete infalível caso não houvesse gasolina no sistema de partida a frio ou este não funcionasse por qualquer motivo. Dar na partida sem acelerar por uns 5 segundos. Depois acelerar (injetar) duas ou três vezes e então dar partida sem acelerar. O motor invariavelmente pegava, ficava em marcha-lenta, e após uns segundos acelerava-se, o motor reagia. A razão dessa estratégia é aquecer cilindros e câmaras de combustão por efeito de compressão, para o etanol queimar mais fácil. Esta mesma estratégia é usada pela GM nos Econo.Flex para garantir partidas a frio até 8 °C sem injeção de gasolina. Mas esse último meu o sistema de partida a frio sempre foi mantido 100% operacional, e sempre pegou de primeira, jamais dispensando o uso do afogador.

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    1. amigo tenho uma dica boa, ferva 1,5 de água e jogue no motor...ai pega rapidinho, até em tempo muito frio.

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  7. Marcos
    Essas coisas marcam para sempre mesmo e, como expliquei, era tão fácil resolver.

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  8. Tivemos duas Brasílias 0km aqui em casa, uma 76 e outra 80. Com 1 ano de uso, já estavam podres de ferrugem. A 80, já na primeira lavagem, com uma semana, encontrei ferrugem na porta dianteira esquerda. Na autorizada, sequer lixaram, passaram tinta por cima. Em 85, primeiro Fiat, um 147 C 1300 álcool branco e pelado, durante 4 anos de uso, apenas um defeito num tambor de freio ovalizado, trocado em garantia e nenhum ferrugem. Até hoje, minha irmã só tem Fiat e nenhum defeito grave, são carros muito confiáveis.

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  9. Salve o 147! Foi meu primeiro carro. Queria um Maverick, ganhei um 147 1981 1.3 a alcool, torcendo o nariz para o carro que todo mundo falava mal.
    Depois descobri que ele era espaçoso, confortavel, economico, andava bem e gostoso de dirigir. E o cambio que todos amaldiçoavam era muito bom, nunca me deu problema, nem dificuldade de engatar. O carrinho mudou minha opiniao e derrubou meu preconceito

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  10. Meu pai teve três desses 147 : Um 1979, um 1981, a álcool, e um Oggi, também álcool. Ótimos carrinhos, muito estáveis e econômicos, de pouca manutenção e mecânica relativamente confiável.

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  11. Bob
    Desculpe a minha ignorância, podia explicar melhor a diferença entre os câmbios, nomeadamente a diferença entre o sincronizador de tipo Porsche e BorgWarner.

    Ouvi dizer que esses carros tinham que substituir cardã frequentemente e que numa condução um bocado mais forte os pneus podiam durar tão pouco quanto 3000 km, procede?

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  12. Com respeito ao comentário de Romério, em 1976 o pátio da VW pegou fogo, atingindo uma boa porção de Brasílias. O que a VW fez ? Repintou as chapas das carrocerias queimadas. E conforme você relata, em cerca de 1 ano todos os proprietários reclamaram de ferrugem. Seu pai deve ter sido um dos infelizes "sorteados".

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  13. Lorenzo Frigerio23/12/11 13:59

    Diziam que o 147, quando foi lançado no Brasil, era para custar mais barato que o Fusca. Mas a VW ou a ANFAVEA não teriam deixado. O Bob pode confirmar ou refutar esse boato.
    Minha mãe teve um 147L 1977. O carro era muito ruim, entrava água, enferrujava, o câmbio era inacreditavelmente ruim, quanto mais quando comparado ao 4 marchas do Passat, a suspensão era um pau, a direção era deitada e o motor "FIASA" tinha um defeito grosseiro de projeto, em que o posicionamento do tensor da correia dentada causava desgaste prematuro da mesma - ela tinha que ser trocada a cada 20.00 km - e, se a mesma estragasse, as válvulas batiam na cabeça dos pistões, que eram planos (sem recessos), mesmo para um motor com apenas 7,5:1 de compressão.
    Um verdadeiro lixo automotivo, só comparável ao Gol com motor 1.3 refrigerado a ar que a VW lançou para competir com ele.

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  14. Bacana, Bob. As disputas nas categorias monomarcas da Fiat eram de fato sensacionais. Lembro-me que nos idos de 97, 98, o pau comia feio na Fórmula (ou Copa?)Palio. E anos antes, na Fórmula Uno, não era melhor.Se fosse na chuva então...



    Dúvidas: ok, a composição transversal é mais eficiente que a longitudinal. Num suposto carro longitudinal de 100 cv quanto chega aproximadamente nas rodas? E num transversal? E num tração traseira?

    Abraço

    Lucas CRF

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  15. FL

    Não existe eixo cardã no 147.A única coisa parecida são os semi-eixos com juntas homocinéticas e,pelo q. me lembro não eram especialmente problemáticos.
    Agora,com o desgaste anormal de pneus, existia mesmo a tendência da suspensão dianteira se desalinhar seriamente,devido em parte à barra estabilizadora ter tambem a função de tirante : bastava um pequeno desgaste nas buchas,e toda a geometria da suspensão 'ia pro saco' e os pneus pagavam o pato.Tinha q. ficar de olho! Isso só foi corrigido no Uno,acho q. em'87.
    Agora,de câmbio eu não entendo nada mesmo...

    Abraço

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  16. ao Mendonça...

    Esse episódio mostra o respeito das fabricantes para com o consumidor brasileiro.

    As únicas marcas que mostram um pouco de respeito são Fiat (pelo pós-vendas muito bom) e Renault (a melhor em custo x benefício). O resto é LIXO.

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  17. Anônimos dos infernos. Faça uma escolha, seja Fieteiro ou Renozeiro, pois ficar em cima do muro não está com nada meu irmão...

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  18. Como disse o Marcos no início dos comentários, experiências ruins marcam mesmo.
    Quando o 147 surgiu no mercado nacional, um grande amigo foi o primeiro a adquirir um na cidade onde morávamos. Foi um verdadeiro show. Bonito, branquinho, mas com inúmeros problemas.
    Para encerrar, ele nunca mais quis saber de Fiat. Nem eu.

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  19. Só para constar...

    Nunca tive problemas com partidas a frio em meus carros movidos a álcool, que na época eram Ford e VW. Talvez porque sempre os mantive bem regulados.

    Certa vez, na cidade de Cascavel (PR), após passar a noite em um hotel sem garagem, inúmeros carros mais novos que o meu e cobertos de geada não pegavam.

    Entrei em meu Voyage 85, puxei o afogador até o fim, dei um leve toque no acelerador e bati o arranque três vezes, com um minuto de intervalo em cada batida e na terceira o carro não só pegou, como pude sair rodando em marcha lenta para espanto dos outros motoristas.

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  20. luizborgmann23/12/11 15:20

    Tive um 147 77, depois um 78, depois um 80, já Europa. Invariavelmente as carrocerias trincavam na linha de cintura, próx.à maçaneta das portas, com a fratura visível sempre. O monobloco torcia nas irregularidades das ruas, em especial na chegada à garagem, ao subir na calçada em ângulo de 45°. A correia dentada partiu, se foi o cabeçote com as válvulas tortas. Certa vez levantei o carrinho e vi, junto ao centro do feixe traseiro, uma alavanca e uma válvula. Descobri, aleatóriamente, que os 147 dispunham de uma válvula divisora de frenagem, ou seja, quando você colocava mais peso no carro, o esforço de frenagem, por medida de segurança, era direcionado com mais intensidade às rodas traseiras. Tem mais um detalhe: os primeiros 147 não dispunham de relógio de temperatura d'água, somente uma lâmpada de aviso no painel (top top). Exceto o problema com o cabeçote, rodei 100.000km com o primeiro deles. Vazamento de óleo pelo retentor do comando de válvulas já aos 10.000 km ? normal.
    Vale lembrar ainda que os primeiros vinham de série com os pneus super-linguiça, 145-13, e que a turma colocava, mencionando o comentário do BOB, 175-70-13 Pirelli CN 36...arrre...
    luiz borgmann

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  21. Em relação a câmbio, de fato a Fiat penou muito para conseguir fazer algo que funcionasse direito. Pode ser mesmo esse lance de engenharias de transmissão e chassi não conversarem direito. Em todo caso, se alguém estiver restaurando um 147, poderá usar a combinação que o Bob citou e ter um pouco mais de sossego na hora de engatar as marchas.
    Sobre a tal correia problemática, também foi outra coisa que a Fiat penou muito para que o Fiasa ficasse aceitável. Se servir para alguma comparação, um primo meu teve um Mille i.e 1995 cuja primeira correia foi trocada com 60 mil km rodados e, pelo que dizia o mecânico, até teria dado para rodar mais um pouco, mas a prudência sempre fala mais alto.

    Sobre questão de ferrugem, temos de lembrar que é algo mais ou menos comum de acontecer em carros dos anos 1970 e 1980, devido ao tratamento sofrível que as chapas recebiam em uma época em que houve febre de aquisição de carros e os fabricantes sabiam que qualquer coisa que eles vendessem saía. Some-se a isso também projetos deficientes quando o assunto é escoar água de chuva e a tragédia está anunciada. Em geral, os carros sempre se corroíam em pés de porta, caixas de estepe e outras partes do assoalho e em junções de chapa. Uma das provas do tratamento deficiente de chapa de carros desses tempos estava em pequenas batidas, dessas que não expõem a lata. Se você tomasse uma batida leve em um carro desses tempos, podia contar que em pouco tempo a ferrugem iria aparecer. Já em carros da segunda metade dos anos 1990 até hoje, você pode até ter um daqueles acidentes em que a chapa rasga que ainda assim dá para rodar um certo tempo em tal situação sem maiores problemas.

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  22. Lembro de um episódio hilário nas páginas da Oficina Mecânica. Um leitor colocava em dúvida a qualidade dos pneus do mercado de reposição, comparada à dos originais de fábrica da sua 147 Panorama,pois o seu primeiro jogo durou algo como 60 000 Km e o jogo subseqüente mal passou dos 30 000.Então,vai o consultor técnico da revista e dá um bela aula sobre a importância de manter a correta geometria da suspensão,pressão dos pneus,hábitos de direção, etc,etc, para o caro leitor , Sr Jorge Lettry...

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  23. O bom é o festival de cores descritas no post e nos comentários, quanta variedade e beleza. Hoje em dia é só preto e prata, eu já não aguento mais.

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  24. Arnaldo Keller23/12/11 16:52

    Meu tio conhecia o dono de uma agência Fiat, então, assim que o 147 foi lançado pegamos 2, um pra cada um, o meu vermelho.
    Eu saía na rua e o 147 chamava mais atenção que um Rolls Royce. Ficava até chato.
    Logo nesses dias, passando em frente ao cursinho Universitário, onde eu fazia o pré-vestibular, todo mundo na rua na hora de entrar, vi que um Passat tentava estacionar numa vaga e vi que não caberia nela. Dei um tempo, o cara desistiu, e meti meu 147 de bico na vaga, deixando a traseira pra fora. Saí, tranquei o carro, deixei os cadernos, etc, na capota e tranquilamente peguei a traseira, ergui e a joguei na vaga -- todo mundo olhando... E aí foi aquele auê: Tarzan! baita gozação...
    Bom, no intervalo saí pra rua e lá estava meu 147 sendo jogado de traseira pra lá e pra cá, aquela fila de caras pra tentar.
    Era fácil.
    Logo o mandei pro Silvano Pozzi e ele aumentou a taxa e meteu um Weber 36 duplo. Passou a andar pra valer.
    Era bom na lama também.

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  25. a diferença entre os "anéis sincronizados" era que nos primeiros as peças eram de ferro fundido depois trocaram por um metal amarelo semelhante ao que se fabricam torneiras,dizem que as primeiras unidades do carro eram problematicas devido a Fiat não ter um controle de qualidade rigoroso com os fornecedores.

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  26. Bob, se houve um post que curti, foi este, he, he! Gostaria de ver mais posts falando sobre experiências pessoais sobre carros do passado, as novidades de engenharia mecânica que vieram para o Brasil em primeira mão com determinado modelo, comentários sobre a engenhosidade de cada projeto...E não precisam ser carros sofisticados. O 147, por exemplo, é um carrinho simples que eu adoraria ter um exemplar em estado absoluto de conservação e originalidade. Desfilaria orgulhoso com ele, tanto quanto colecionadores de carros antigos muito mais queridos pelos colecionadores em geral, desfilam com os seus.

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  27. Minha adolescência foi nos anos 90 mas além dos carros da década citada, alguns modelos 70 e 80 ainda povoavam sonhos, em especial gostava muito dos primeiros Gol refrigerados a água, que lembro como primeiro sonho automotivo (modesto, claro, mas totalmente plausível) por volta dos 12, 13 anos. Então andei em 2 exemplares de 147 por um bom tempo que eram de familiares e me apaixonei pelo carro, desde então foi adicionado a lista de sonhos possíveis e aos 23 anos mais ou menos consegui comprar um exemplar 1983 original com motor 1300 e câmbio 4 marchas, que usei por 2 anos e acabei precisando vender, já com vontade de comprar outro. Devo ter feito uns 30 mil km com este sem problemas. Eu achava que gostava de 147 antes de ter um. Agora tenho certeza absoluta.

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  28. Finalmente um post que fala bem de um carro nacional, quando todo mundo, inclusive o autor, parece estar preocupado em só observar os aspectos negativos, dizendo que são ultrapassados, "carroças" e por aí vai. Apesar de tudo isso ser uma verdade, são nossos carros e com eles construímos as nossas vidas. Somos um país de 3º mundo e não temos $$ pra ter um melhor. Até peço desculpas por tocar neste ponto.
    Quanto ao carro em si, sempre escutei muita coisa ruim, apesar de sempre ter escutado, também, sobre sua economia.
    É um carro injustiçado, tal como o Gol a ar, cujo ponto negativo é um motor que, se não faz o carro correr, tem um bom torque. Quem conhece, sabe que é um carro gostoso de guiar.

    João Paulo

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  29. Meu pai teve um 147. Não me lembro dele, mas sempre ouço as histórias. Algo que me intriga nelas é que bastava dar um raio próximo ao carro (tipo, daqueles que você ouve o trovão), e o carro isolava, tinha que recolher com um guincho, esperar chuva passar e só então o carro pegava, também sem intervenção mecânica. Como era para ser táxi, meu pai acabou cansando e trocando a novidade europeia por um velho, porem muito mais confiável Opala.

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  30. De longe o pior carro já fabricado no Brasil, além do que o brasileiro não estava acostumado com esse estilo de carro europeu. Alguns problemas: cambio sofrivel, geometria da suspensão impossivel de se ajustar causando desgaste irregular nos pneus dianteiros e traseiros, ferrugem por todos os lados, motor fragil e pouco durável, quebrou correia dentada, bye cabeçote, freio traseiro vibrava demais, chega né. Pontos positivos: economia de combustivel, carro de pequenas dimensões, acho que é só. Reflexo disso e que Passats a gente ainda vê bastante andando pela rua, agora 147 graças a Deus quase nenhum.

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    1. Muito pelo contrário,tem até muito 147s rodando pelas ruas do Brasil,Passat ,muito dificil só de colecionador mesmo.

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  31. Putz Marcelus, não precisa dar tanto na cara que você é um APzeiro dos infernos. Seja mais discreto na sua intolerância.

    Na sua cabeça só sobrou Passt né???

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  32. Marcelus,

    Não sou nenhum defensor da Fiat, como você pode observar no meu primeiro comentário. Mas em minha pequena cidade, com apenas 10.000 habitantes, tenho o prazer de ver muitos 147 em boas condições, inclusive uma picapinha de frente quadrada e caçamba minúscula.
    Já Passat, dois ou três caindo aos pedaços.

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  33. Tive um '77 a ácool.
    Só que eu moro em Curitiba, capital de temperatura média mais fria do Brasil, e aquele macete que o BS mandou pro Regi Nat Rock, aqui não funcionava. Nenhum funcionava. Ou tinha gasolina no tanquinho auxiliar, ou deixava o carrinho em casa, porque pegar? nem tchum! Não dava nem sinal...

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  34. Marcellus,
    De Fiat 147 falo de cátedra. A questão do alinhamento era devido a ser necessário lastrear com carro com 320 kg, o que ninguém fazia, nem mesmo as concessionárias. Aplicando os mesmos valores num carro descarregado, ficava tudo errado. Já a correia dentada tinha um detalhe de montagem que raramente era observado, ser necessário girar o virabrequim 3 voltas em sentido anti-horário para que a correia ficasse com a tensão pré-estabelecida. Como giravam no sentido horário, a correia na ficava com a tensão certa, em pouco tempo havendo salto de dentes e acabando com a sincronização virabrequim-comando.

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  35. João Paulo
    Como assim "inclusive o autor, parece só estar preocupado em só observar os aspectos negativos"? O autor sou eu!

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  36. 147?
    Em casa tivemos um.
    Nunca mais...

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  37. APzeiro Arrependido23/12/11 20:23

    Vendeu para sua sogra anônimo????

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  38. Marcelo Junji23/12/11 20:37

    Sr.Bob. Foram os carros mais simples que lhe deram mais prazer?

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  39. O Gaboola me lembrou de duas coisas importantes: a primeira é que eram exatamente as homocinéticas que mais davam problemas ao meu pai, por incrível que pareça. Não sei se o uso severo a que os carros eram submetidos (Rondônia do fim dos anos 70 e início dos 80) poderia resultar nisso, mas ele sempre fala das constantes trocas de homocinéticas e do trabalho que era desmontar e montar o conjunto.

    A outra coisa é sobre o leitor da Oficina Mecânica: comprei essa revista em um sebo e nunca achei que uma seção de cartas poderia ser tão instrutiva como essa em questão.

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  40. Leonardo Russo23/12/11 21:04

    o Marcelus deve ter tido vário para falar com tanta prorpiedade... Provavelmente não. A grande maioria que fala mal deste carrinho, é sempre a história de um amigo ou parente, em todas tendem a ser preconceituosas.

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  41. Lorenzo Frigerio23/12/11 21:08

    Ao contrário dos VW, se a ventoinha de arrefecimento estivesse ligada quando você desligava o motor, ela desligava junto. O carro da minha mãe várias vezes se recusou a desligar a ventoinha. Isso parecia ser um problema comum ao modelo. A solução era retirar o fusível e esperar um tempo para a cebolinha "desencantar".
    Um fato positivo que aparentemente ninguém mencionou sobre o 147 era a sua incrível estabilidade em curvas, mesmo com os pneus 145SR13, devido à sua distância entre-eixos curta. Desde que estivesse bem alinhado, obviamente. O carro parecia rodar em trilhos. Comparado com os outros carros da época, não tinha pra ninguém.

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  42. Uma história interessante:

    Lá pelos idos de 1970, a Fiat cedeu (ou vendeu) as plantas e a tecnologia do 147 para a Zastava, fábrica da Iugoslávia, produzir uma versão local do carro.

    Então a Zastava aplicou algum facelift no carro, o batizou de Koral, e começou a vendê-lo em seu país. Um empresário americano, Malcolm Bricklin, decidiu rebatizá-lo Yugo e vender nos EUA

    O Yugo, com a mesma mecânica e qualidade do 147, tornou-se o carro importado mais vendido nos EUA (vendeu centenas de milhares de unidades lá na década de 1980). O preço baixíssimo atraía compradores.

    Os problemas apresentados pelo Yugo eram muitos, porém a maioria comum entre carros baratos nos EUA, ou seja, causados pelo descuido com a manutenção do veículo. Veículos muito baratos nos EUA (Chevette e Rambler também sofreram) eram vistos como descartáveis e, como a manutenção demandava tempo e dinheiro, muitos achavam mais fácil substitui-los por um carro novo.

    Em 1991, com as guerras na Iugoslávia e sanções econômicas, o Yugo desapareceu dos EUA. A manutenção ficou dificílima, encontrar peças originais agora era impossível.

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  43. "A questão do alinhamento era devido a ser necessário lastrear com carro com 320 kg, o que ninguém fazia, nem mesmo as concessionárias."

    O que ??? Bob, pode contar mais sobre isso ?? Nunca havia ouvido falar em algo assim ...

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  44. Bob,
    Meu pai teve um 147 1979, que eu capotei com PT aos dezoito anos de idade. Depois em 1987 comprei um modelo 1982 Top, que delícia! Viajava com ele de janelas dianteiras fechadas e as basculantes de trás abertas, criando um interessante efeito de renovação de ar da cabine, sem aquela ventania incômoda. Vidros verdes amenizavam um pouco o calor.
    Certa vez fiz Itápolis - SP em três horas, bons tempos que o pedágio da volta era livre e minha juventude irresponsável o suficiente para aliviar o pé o mínimo possível.
    Foi o carro que mais quilometragem acumulou rebocando carretas de planadores.
    Com 130.000 km deu lugar a um Uno, mas ficou na família um bom tempo. Saudades.

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  45. Lorenzo Frigerio
    No começo do 147 e do Passat havia esse problema de o ventilador continuar ligado indevidamente. A estabilidade era mesmo incrível.

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  46. Marcos
    Obrigado [:-)... Leia o Correio Técnica de uma revista Carro atual.

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  47. Helcio
    Todo fabricante dita as condições de alinhamento. Atualmente, por exemplo, o Peugeot 207 tem que ser abaixado até uma altura de rodagem especificada para medição e alinhamento. O carro é puxado em direção ao solo por fusos compressores (macacos ao contrário).
    No 147 (e no Uno), o tanque devia estar entre 1/2 e cheio, com massas de 40 kg em cada assoalho de ocupante e outra de 40 kg no compartimento de bagagem. Só então os ângulos das rodas podem ser medidos e ajustados, se necessário. Quando eu estava trabalhando na assistência técnica da Fiat, cheguei a pedir à engenharia que determinasse os ângulos para carro vazio, justamente porque ninguém prestava atenção a esse detalhe de carro carregado. Meu irmão foi gerente de serviço da concessionária Fiat Eurobarra, no Rio e fez cumprir essa exigência usando pesos de halteres. No 147 e no Uno, por terem suspensão independente atrás, esse cuidado era ainda mais importante.

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  48. Mendonça! a Brasília 80 enferrujou até mais que a 76......meu cunhado teve um fusca 77 que, perto do mar, em dois anos praticamente "sumiu" de ferrugem. Tenho um fusca 74 que tem uma chapa muito boa e aqui em Recife existem vários desse ano em boas condições.

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  49. Bob,

    O 147 relampejava faról usando o facho baixo não é?

    E pelo que li num manual que tenho aqui, a alavanca não tinha função de relampejar na posição II (faról baixo aceso) mas somente na I (desligado) e III (alto).

    Quando a alavanca entava em facho baixo o relampejo era como?

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  50. http://retroauto.com.br/fiat_147_33.html

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  51. Anônimo 24/12 00:58
    Só relampejava no baixo mesmo. Quando este estava em uso, relampejava-se comutando para alto. Sempre achei boa solução, pois desencoraja incomodar os outros relampejando a esmo. Mas muitos donos alteravam o esquema para relampejar alto.

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  52. Bob, interessante esse dado de ter que por peso no carro para dar alinhamento correto. Aqui em casa uma vez pegamos como pagamento de uma dívida uma picapinha fiat city derivada do 147, o vizinho que estava construindo um predio aqui do lado de casa e se tornou muito amigo nosso, muito tempo depois me disse que toda vez que toda vez que a minha mãe ia sair com o carro a eles entre eles diziam que já ia sair o aviãozinho de tanto barulho que o carro fazia....rssss
    Aminha mãe sempre detestou os cambios da fiat o que eu fui entender uma vez que fui fazer um socorro de uma fiorino 147 e achando que o carro estava em primeira estava em terceira e a primeira não entrava nem a pau por que corriam quase que no mesmo trilho de engate a manha era se a alavanca parava antes estava a primeira e se ela fosse até lá na frente tinha entrado a terceira, bom mas até aprender isso acabei com a embreagem daquele carro que estourou uma semana depois de tanto eu tentar arrancar em terceira...rssssss
    Ham, outra coisa minha mãe ainda se lembra e ainda conta que quando ela ia sair com a picapinha o cambone dela tinha que ir junto pra empurrar quando parasse senão não pegava.....rsssss
    Hoje adoro a marca mas acho que ela se queimou muito nessa epoca por causa dos engates ruins de cambio esses detalhes da correia que poucos mecânicos sabiam e alinhamento da suspensão.

    Já que o negócio é história um primo meu sempre ria quando contava quando seu saudoso pai tinha um 147 e ia levar ele em algum lugar e ele sempre pedia para para longe de onde eles pra ninguém vele ele chegando no 147.

    Outra vez ele dormiu no volante por cachaçada e ele acordou com o carro pulando igual boi brabo nos barrancos da lateral da pista, e depois pra explicar pro pai dele o que eram aqueles amassos na lateral do carro.

    Bob me tira uma dúvida será que assim como os peugeots 207 os citroen C3 com quem este divide muitas coisas tem que fazer a mesma coisa de puxar o carro pra alinhar?

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  53. Bob Sharp,

    o 147 é por mim muito admirado... tive um (ano 1981) durante 5 anos... e deixou saudades...

    parabéns pelos artigos postados... são excelentes...

    Um grande abraço e um Feliz Natal...

    André Candreva - Blog Por Dentro dos Boxes

    http://pordentrodosboxes.blogspot.com

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  54. Engraçado como a gente cria relações de afeto até com porcarias como essa.

    Lendo os comentários, meu Deus! Como o pessoal gostava de viver pra fazer o carro funcionar... masoquismo quase.

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  55. As Alfa GTV dos anos 60/70 também precisavam ser alinhadas com lastro.

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  56. Gosto muito das postagens e da maioria dos comentários. Em especial esta e outra intitulada "cantando na chuva" me chamaram a atenção.
    Meu pai comprou um 147 em 1977. É semelhante ao que o Bob usou em corridas, tinha o retrovisor redondo, aros com aberturas retangulares e as luzes de posição traseiras são no centro das lanternas. Entre 2000 e 2005, rodei com o carro pouco mais de 100.000 Km com o motor original. Naquela época o etanol custava cerca de R$ 0,80, e então substitui o motor original por um 1300 movido a etanol e também o distribuidor e adaptei uma ignição eletrônica de um outro veículo. Poucas semanas depois o preço do alcool disparou para R$1,25. Então instalei um cilindro de 16m3 de GNV na mala. Rodei mais uns 150.000Km até o início de 2010. Infelizmente devido as más condições do asfalto e ao clima, aqui do Rio, o carro é desconfortável. Já a sua mecânica me surpreendeu positivamente. Sempre em uso urbano, nunca precisei chamar o reboque e nos seus motores jamais as correias dentadas se danificaram. Me assusta as rachaduras na parte inferior do monobloco.
    Gostaria de perguntar, ao Bob, o motivo do consumo de GNV ser semelhante entre carros de cilindradas diferentes. E também o motivo de determinados cabeçotes apresentarem mais problemas do que outros com o uso contínuo do GNV.
    Abraços e parabéns a todos os colegas do blog.

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  57. Johnconnor(old italian rocker)24/12/11 17:24

    O 147 tem um detalhe que ,acredito eu,99% dos proprietários nunca souberam.O modelo Europa vinha com regulagem de altura dos faróis.Eu só descobri isso lendo o manual do meu 147.Hoje as montadoras apregoam tal detalhe como modernidade e até requinte.Imaginem que o fietim já tinha em 1981 e passou desapercebido pra maioria dos proprietários.

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    1. nuncaaaaa vi nem ouvi falar disso

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  58. Meu irmão ganhou de meu pai um 147 GL ano 78 amarelinho e eu tinha uma brasilia 79...cansei de tomar pau dele tanto em arrancadas como em curvas, mas era de deixar longe mesmo!

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  59. Tem alguns rodando por onde moro.
    Um deles é um 147 Rallye Vermelho e sem películas, muito bonito e aparenta estar com boa saúde mecânica.

    Mas assim como os outros carros antigos, está ficando difícil de encontrá-los. Até os Fuscas estão desaparecendo.

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  60. Ótimo post, a história de alguns carros nacionais é bem interessante. Bob, a questão do câmbio não passava pelos tapetes de borracha que diminuíam o curso do pedal de embreagem fazendo o câmbio arranhar? Quase tive um 147 como meu primeiro carro por ter preços acessíveis lá por 1994, mas meu velho se condoeu e completou o valor, podendo eu comprar um Monza S/R 1986. Mas o 147 tem mesmo muito da escola Issigonis. É verdade que o que veio para o Brasil foi todo o ferramental do 127 italiano, rebatizado aqui como 147 ou é outro projeto? Mas também penso que o carrinho foi feito para o Brasil: barato, compacto e robusto, fora os pequenos defeitos. Impressionante como a cultura do brasileiro despreza a manutenção preventiva e as especificações originais. Você que trabalhou em várias fábricas, nunca topou com aqueles funcionários tipo faz-tudo, com iniciativa para além do salário,que apresentavam soluções para estes pequenos problemas de fabricação ou faziam aquela revisão informal, acrescentando algum toque ou ajuste que fazia a diferença na qualidade final? Muitas empresas tem funcionários assim, com algo a mais e criatividade, como a história de colocar o estepe no cofre do motor nos Gol a ar.

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  61. Não, Apzeiro arrependido.
    Joguei no lixo.
    Não valia nada mesmo.

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  62. Não, Apzeiro arrependido.
    Joguei no lixo.
    Não valia nada mesmo.

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  63. Tenho uma 147, que foi capa do encarte do extra.A 147 é dura,confiavel, simpatica,foi o meu 1o carro,ou seja um carro para sua epoca no Brasil, revolucionario.

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  64. Johnconnor (old rocker)24/12/11 22:19

    Posso dizer d boca cheia q já deixei muito carro 1.0 pra trás com meu 147 1.300 álcool só com uma weber dupla de diferente.Apesar q meu mecanico disse outro dia q deixar carro 1.0 pra trás não é mérito nenhum, shuashuashua.Só não dá pra brigar com caros de cilindrada maior (e mais pesados)pela absoluta impossibilidade de se fazer uma troca de marchas rápida no fietim.

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  65. + de 60 comentários e a maioria falando bem ou defendendo o pequeno Fiat, impressionante.
    Eu pensava que a maioria iria execrar o carrinho.

    Falando um pouco mais do 147, na Argentina existiu uma edição especial chamada de Sorpasso, com motor 1.3 carburado de declarados 90cv.

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  66. Hahahah.... Em casa tivemos um "derivado" do 147 que foi o OGGI 1985 (era feio pra diabo)! O bichinho era valente (vermelho ferrari), motor 1300 à alcool!! Fez parte da minha infância. Deixou boas e más lembranças.

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  67. Aléssio Marinho26/12/11 02:30

    Obrigado Bob por falar sobre uma das minhas paixões!
    Meu pai teve um Europa 81 verde, por 3 meses e do alto dos meus 7 anos de idade ficava intrigado como nossa família cabía com conforto dentro daquele carrinho, que era mestre em ficar afogado na rua com a minha mãe... Foi trocado por um Comodoro Branco 78, sem teto de vinil.
    Em 92 minha mãe comprou um Panorama C 84. Prata e com protetores laterais como os que a linha adventure usa hoje. Adolescente curioso, começei a fuçar no fiasa 1300. Passava horas estudando aquele motor a álcool e ficava admirado com o funcionamento liso e elástico. Guiei muito ele e digo que foi uma grande escola. A paixão pelos Fiat nasceu com o Panorama.
    Hoje entendo um pouquinho de Uno, principalmente dos fiasa e muitas peças do 147 foram doadas ao irmão mais novo, como a suspensão traseira e várias peças de trem de força.
    Uma dica para melhorar o comando do câmbio do 147/Uno comando em baixo é manter a embreagem com curso de 13 cm e sempre verificar o estado das buchas da alavanca e dos tirantes do trambulador, que se tiverem com com folga ou quebrados, não engatam nada. Coisa simples de ser resolvida com 2 chaves de 13 mm, 38 dilmas e 15 minutos...
    Uma curiosidade: quando substituir o feixe de molas da traseira, deve-se colocar 500 kg de peso para correta instalação.
    O Uno ganhou tirantes separados da barra estabilizadora em 1987 com o 1.5R e depois essa solução chegou aos demais em 1991.

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  68. Podem ver lá no meu facebook que eu e meu sobrinho estamos fuçando uma perereca dessa 82,o carrinho é da hora,vc compra as tranqueiras para ele baratinho (em relação à 108 que eu estou retaurando é de graça,hehe) ,anda bem e faz curva igual kart,divertimento barato!

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  69. Tive uma experiência curta com o 147. Um cunhado me deu carona numa viagem e, em determinado momento, me convidou a dirigir. À noite, na BR-040 perto de Pirapora, fui ligar a seta e apaguei os faróis: não sabia que aquela outra alavanquinha servia para ativar e desativar os faróis hehehe.
    Alguém falou sobre o Yugo, versão norte-americana do 147. Em pesquisa na Internet, descobri que ele está na lista dos "50 piores carros de todos os tempos" da revista Time. A revista diz que o desembaçador traseiro servia para aquecer as mãos enquanto empurrava-se o carrinho. rsrs

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  70. Fiat comanda o universo.

    E ponto final.

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    1. Bom, pelo menos ela já comanda mentes menos favorecidas...

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  71. ao Minerim...

    O 147 é muito exigente quando se trata de manutenção. E era muito barato. Resultado: descaso total na manutenção, e o carro virava um lixo sobre rodas. Nos EUA ainda é possível ver Yugos de apaixonados em perfeitas condições, mas a maioria foi para o compactador antes da hora.

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  72. nelson fiat26/12/11 21:53

    pode me chamar nelson fiat trabalho com a marca deste 82 quando sugil os primeiros europas apesar de quando me formei no senai nao gostava deste carinho italiano eu amavava a GM principalmente o opala mas acabei caindo na estinta FIRENZE e meus primeiros mestres foram um japones e um italiano atraves deles aprendir amar este carro e tambem a marca tive nada mas deste meus 46 anos de vida 10 147 incluindo um fiat oggi gl zera com 10.000 km uma pick-up e 5 uno 2 premio entre palio e tipo o unico que nao tive foi tempra nunca me deram problemas apesar de manter em ordem a manutençao meu primeiro foi um 147 branco ano 76 modelo 77 compradona em feira de santana todo estrabolado fiquei 6 meses arumando ele mas valeu a pena rodei com ele mas de 60.000 km sem da problema e o curioso era cambio 04 marcha antigo tenho mas curiosidade para pasar sobre este carro que foi e sera um dos melhores carro que o brasil ja teve bob nao sei se vc sabe a dona VW quando lansou o 147 ela comprou varias unidades cortou a mangueira superior e colocou em varios rodovias para fazer uma pesima imagem do carro para mostra para o consumidor que o carro era problematico abs ate mais

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  73. Fiat disputa com a Hyundai pra ver quem é o melhor do mundo.

    Fiats são os melhores do mundo e ponto final. Ninguém faz carro melhor que os italianos...

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    1. Aí disputa é dura: Fiat, Hyundai, Lada, ou Effa Motors??
      Fico com os Lada, que são os mais valentes!

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  74. Hoje todo mundo que teve um 147 diz que gosta e não teve grandes problemas naquela época, porem só por que aqui no Brasil a Fiat tem fama, por que antigamente ter um Fiat era passar vergonha.

    Se bem que, não é a toa que a Fiat aqui faz muito sucesso, povo só gosta de porcaria e cara, pagando preço de carro sério e bom lá fora.

    Só o Brasileiro mesmo pra defender e sustentar a Fiat.

    Continua uma vergonha ha 35 anos...

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  75. Acho que o Fiat 147 sofreu do mesmo mal que o Doginho Polara: bom projeto que, na versão brasileira, não obedeceu às especificações, além da tropicalização não ter sido 100%. Curioso é que o Alfa Romeo 147 foi vendido aqui -- pela mesma Fiat -- como Alfa 145...

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  76. Ari Tolete27/12/11 16:18

    1- Se o 147 fosse relançado em 2014, teria 4 pedais: embreagem, freio, acelerador e o 4º pra encher o air-bag
    2- Como fazer pra dobrar o valor de revenda de um 147? R: Encha o tanque
    3- Como instalar um anti-furto no 147? R: Coloque um logotipo grande
    4- Rodízio de pneus foi uma necessidade criada pelo 147. Os dianteiros duravam três vezes mais que os traseiros, porque o carro vive no guincho.
    5- o 147 foi o primeiro carro brasileiro com buzina dupla. A tradicional e uma inovadora na caixa de câmbio, quando se tenta reduzir pra 2ª.
    6- o 147 foi também pioneiro com 2 estepes. O tradicional que vem na frente e o volante, mas com a desvantagem de ser mais largo que os demais.
    7- como fazer um 147 passar de 100km/h? R: jogando de um penhasco.
    8- o projeto original italiano se denominava fiat 127. No BR saiu 147 porque encontraram 20 defeitos a mais.
    9- por que o 147 relampeja no facho baixo? R: porque a traseira vive arriada.
    10- Pra que o 147 tem o volante inclinado? Pro motorista ajudar nas ladeiras empurrando com a barriga

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  77. Demorou para alguém postar piadas de 147.

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  78. Muito legal, boas lembranças. Lá pelos anos de 1981, um amigo meu pegou um 1050, 77 ou 78, para fazer cobrança para um amigo de infancia dle. Pegamos o carro e rebaixamos no maçarico, instalamos um volante de fiat rally, rebaixamos a coluna de direção, instalamos um toca fitas tkr e muito black sabbatt, led zeppelin e muito gas. Ñ sei c eramos loucos ou o carro andava bem pra caramba. O fato é que demos muito pau em carro novo e ninguêm nos tirava, além de q fizemos muitas festas e caidas para praia. Ficou ótimas lembranças do carro e da galera. Anos após, tive um mille elx, bom carro, mas já ñ fazia as mesmas provas.
    Valeu pela lembrança.

    Tazio Nuvolari

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  79. Johnconnor29/12/11 22:10

    Ari Tolete disse...
    Apesar de ter um 147 adorei as piadas.
    Pergunta: O que é um 147 despencando de um penhasco de 100 metros de altura com um argentino dentro????

    Resposta: Desperdicio, afinal cabem cinco.

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  80. Nos idos de 1980, piada reacionária que o falecido tio Edu cometia, depois de algumas doses:

    E o que é um preto com camisa do flamengo, dentro de um Fiat 147 lendo 'O Globo' e ouvindo rock?

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  81. Eu tive esse carrinho. Foi excelente enquanto durou. Aguentou estradas, não longuíssimos percursos, mas suportou. Bravo companheiro. Comprei-o de segunda mão de uma amiga que estava de partida para Boston.

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  82. 147 tive 78, 79 e 80,Uno contando com o novo, 13.
    Para fazer nosso fusca 85 álcool pegar nas manhãs frias...vasilhame aerosol de desodorante barato com gasolina, uma injetada em cada boca do filtro de ar e só beliscar...Mas gosto mesmo dos FIAT

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  83. Gostaria de ter algumas dicas de preparação do motor 1050 do fiat 147
    tenho um 1980 e gostaria de preparar custando pouco
    alguem poderia me ajudar

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  84. gostaria de primeiramente alogiar muito ao bob que como todo dono de um fiat 147 resiste bravamente em defende-lo pois vou contar a minha historia com esse simpatico,bonito,agil,valente,e forte carrinho em 97,sem muito dinheiro queria um carro de qualquer jeito na minha cidade havia 3 fiat 147 2 deles estava a venda morava na roça e todo mundo falava nao fusca e fusca tem que ser um brasilao 1500,ta eu com isso na cabeça começei a olha uns fusca em cidade pequena esses carros mais barato em torno na epoca 700 a 1600 reais na rua onde eu morava tinha um azul claro feio muito feio olhava pro carro falava e muito feio vi um branco muito bonitinho gostei dele mais passava perto do velho e mi desanimava nao tendo dinheiro pra compra os fusca e brasilia entao optei por 147 mesmo claro fui no branquiho tava com a pintura boa e tal eu queria fazer troca nao tinha dimdim o dono dele quis trocar viu que eu tava gorando o carroresolveu aceitar olha que coisa louca olha como fui compra meu 147 ia dar 6 calça um relogio oriento um nitendo mais c$250,00 ta o cara aceito eu fui de manha pra busca o carro mais o carro nao funcionou de jeito nehum cara o dia enteiro tentando levar ele pra casa ate que 18:50 da noite desisti muito puto fui pra casa foi na sexta no sabado passei perto do velhinho parece que ele me chamou e disse eu vou pra sua casa muito contrariado a tarde voltando pra casa olhei ele ja achei bonito a noite mesmo fui conversar com dono gostava de tomar uma cachaça fui no bar e ofereci pra ele ele rui nao so dinheiro mais foi la mostra o carro o filhinho e a esposa saiu pra fora e ele pra mi gozar falou com a esposa do que eu tava oferecendo ela nao riu falo pra ele vamos pensar no domingo 11:30 ele foi la em casa pra ver as mercadoria gosto vamo fechar foi o dia mais feliz da minha vida o 147 tava comigo fiquei com carro lavei ele comprei 4 litros de gasolina pra dar uma voltar deu pra diverti e ele acabou a gasolina naquele dia mesmo ele era simplesmente pra usar se alguem passa-se mal ou pra minha mae ir a missa por que era longe da cidade ele dava conta de tudo 2 anos passou coloque umas caixa de som no carro de toca disco velho no mecher rasta pra la pra ca a mangueira do retorno soltou e ele pegou fogo estrada de terra e cascalho apagamos o fogo e so queimo distribuidor cabo de vela e uma parte da fiaçao ele ficou 2 semana parado ate eu compra as peças chamei um eletricista pra arrumar ele o cara disse so na minha oficina mais vou fazer uma meia sola aqui pra vc levar pra oficina beleza na hora que ele pegou eu minha mae ,meu primo começamos a rir so que eu nao sabia que ele ia ver o memento mais trite de minha vida lavamos,nos tres bricamos o dia enteiro quando foi uma 16:00 fui ligar pra estacionar pra levar no outro dia nao funcinou deixei pra la nao forcei meu primo minha mae e eu empurramos o carro agradeci meu primo ele foi embora pra casa dele tinha 2 irma comigo em casa chamei minha mae pra guarda o balde e as coisas ela entrou passou nem um minuto minha irma chegou correndo no portao e disse que a mae estava passando mal entrei correndo ela tava dando um avc corri no portao e falei com muita fé O FIAT EU SO TENHO VC AQUI entrei em casa falei pra minha irma vamos por dentro do carro sem saber se ia pegar e o carro nao o fiat 147 me ajudou no momento que eu meia precisei cara so que nao adiantou ela faleceu por volta das 12:00 o mais encrivel que eu parei o carro perto da igreja enfrente a praça e la ele paro la el ficou nao quiz pegar mais so na oficina entam ele me serviu na hora que mais precisei tenho ele ate hoje ele custou c$550 a 600 reais e hoje 2012 ele valo c$ 9.800 reais faço todo que ta no meu alcance pra ele eu amo meu fiat 147 so mete o cacete nele quem nunca teve uma historia de confianca e amor com esse carinho. bob obrigado desculpa por posta uma historia grande mais verdadeira um abraço sou 147 so sangue e na alma falem mal mais falem do fiat 147

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    1. Caraca, chorei aqui velho, pois passei por coisa muito parecida. Tinha um 86 1300c álcool e como era muito fú de grana, usava o que dava, quando acabava o óleo usava olho queimado da kombe do pai de uma amigo ou óleo de caixa 90 usado, Puxava racha, abusava dele demais. Dava seus problemas??? É claro que sim, me deixou inúmeras vezes na mão, mas sempre me trouxe para casa, dormi uns 3 meses dentro dele, dormia em um PROCAR uma delicia, juro que não entendo quem curte recaro se nem sem camiseta pode-se deitar que já pinica tudo. Mas voltando ao fiat, em 2002 estava muito ruim de grana pois recém tinha saído de casa e estava me acertando na vida, tinha caído em uma blitz e fui com o carro para o pátio, na época o guincheiro meteu a boca pois estava com os documentos atrasados, na hora de guinchar levantou o carro pela haste seletora do cambio, tiramos o carro do patio e fiquei uns 3 meses esperando o detran arrumar pois o carro só tinha primeira e terceira já que a haste não entrava para dentro da caixa, assim não engatava as marchas para baixo 2,4 e ré, fui até para a praia assim 120km de curitiba com mais 4 amigos em 3 marcha a 120km(limite era 130km), arrumei a haste em casa mesmo, com um tubo desentortei a haste, e rodei por um bom tempo até que meu pai teve um infarto, recebi a ligação que meu pai estava hospitalizado, sai como um louco, chegando lá peguei o carro de meu pai (um uno 1.0) dando de tudo sofri para acompanhar a ambulância e travar as ruas para ela passar enquanto meu pai era transferido de hospital, chegando lá o medico disse que meu pai tinha sofrido uma ruptura na ahorta e estava vivo sabe se la como, mas havia chances só que havia pouco sangue, no dia fiz mais de 20 viagens com amigos, amigos de amigos parente e tudo mais, sempre dando tudo dele (o fiat) para salvar meu pai, foram 2 dias assim, já estava cansado. No terceiro dia um amigo me chamou para beber algo pois precisava desabafar, isso era 2:00 da manha, quando peguei o fiat e engatei a primeira marcha escutei um estralo e barulho de metal, o cambio ficou bambo, era a haste que quebrou onde prende o parafuso. Entrei em desespero e chorei no capô do carro pensando como iria ajudar meu pai, as 4:30 da manha veio o inquilino de meus avôs me avisarem que meu pai havia morrido as 1:30 então a primeira coisa que veio na minha cabeça por mais estranha que pareça é que o fiat durou até o ultimo segundo que precisei.

      Anos depois o perdi o carro por motivos financeiros e muitos de meus amigos choraram como a perda de um familiar, pois todos adoravam aquela merdinha. Pode ser que realmente donos de fiat sejam loucos, amem se ferrar, mas fui criado assistindo herbi e sempre, sempre falarei com meu carro e o tratarei como parte de mim, sinto falta de minha caixinha de fosforo.

      Mas sou fieteiro e não desisto nunca, Hoje tenho um spazio 84, estou indo de leve, mas tenho um projeto único, que com certeza vai orgulhar muito toda pessoa que vê um fiat e tem suspiros.

      Deixo aqui um pensamento: Carros para mim não são feitos de chapas de aço, soldas, borrachas. Eles são feitos de amor, sonhos, desejo e principalmente histórias. Se seu carro não lhe proporciona nada disso, pois vc apenas coloca gasolina, leva nas revisões e pronto. Meus pesares pois vc não tem um carro, tem apenas um meio de transporte individual.

      PS.: O mais engraçado é que minha futura noiva, queria muito um fusca, mas passei este vírus, este contagio que tenho por ferrugem, por problemas, por ser compactamente nervoso. Hoje ela é apaixonada por fiat´s como eu, mesmo a mãe dela odiando o mesmo. O futuro dela??? Um Brio 79 Azul calcinha.

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    2. Edgard Gomes04/09/12 14:54

      Tenho certeza que essas Fiat´s possuem mesmo alma, vira e mexe também converso com a minha, ela até me responde e não é que a bixinha tem mesmo personalidade...rsrs

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  85. Edgard Gomes04/09/12 14:46

    Muito bom o post, eu possuo um modelo 147 1978 inteiro que uso para meu transporte até hoje, (apesar do câmbio um pouco "duro", principalmente reduzir de 2º para 1ª e também ser bem sensível a gasolina "batizada" pois logo suja as velas e o carro perde potencia),sem problemas maiores com muita economia e conforto. E nas ruas as pessoas adoram, pois não é todo dia que se vêem carrinhos pequenos e charmosos assim por aí...

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  86. Olá Bob,
    Tenho, desde 94, um "Todynho", apelido dado por um colega no tempo da faculdade, FIAT 147 - 80 - GLS - MARRON VOLTERRA, dai o apelido.
    Motor 1050, ainda original, assim tambem no todo. Tenho o manual dele,
    Hoje ele, o todynho está passando por uma reforma, não que esteja maltratado, mas para mante-lo sempre apto a me levar onde quer que eu precise dele.
    A pintura que era para ser a mesma, Marron Volterra, foi alterado, contra minha decisão, mas como eu estava precisando do carro ( pois só tenho ele), e a pintura, também Marron, mas um marrom que lembra cor de telhado de cerâmica, fico boa, resolvi deixar assim mesmo.
    Eu gostaria de deixa-lo original, no que foi possível, por isso estou encontrando dificuldades em saber quais peças sãonrealmente do Fiat 147. Por exemplo, tirei o tanque de combustível para lava-lo, eis que deparei-me com uma manqueira ressecada, dessas transparentes. Achei estranho esse tipo de mangueira no tanque, ai lembrei-me que havia trocado o tanque de capacidade 45lts por um de 60lts, então acho que esses tipos de mecanico que não tem responsabilidade profissional , fez o que fez no meu tanque, colocando peças indevidas. Agora não consigo encontrar mangueira com medidas precisas para colocar no veiculo.
    Acho que o local destinado a passagem da mangueira que fica no tanque no chassis não seja original, como não conheço a mecânica do fiat, estou de mãos atadas. Eu não tenho mais confiança em mecânicos.
    Gostaria, sabendo de sua vasta esperoêncis, que me orientasse sobre peças, ou até mesmo indicasse onde eu poderia encontrar um manual ou catalogo EXPLOSIVO de todo o FIAT 247-80.

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    1. Consulta o site www.reparadorfiat.com.br.
      Apesar de não ter o 147 têm todos os Unos, sendo que os primeiros são quase iguais aos 147s.

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  87. Oi Bob!
    Esqueci de deixar meu nome, Carlos Ramalho - ca.ra - Guarulhos-SP

    E para completar, devo dizer que sou apaixonado pelo meu Todynho.

    Um abraço,
    ca.ra

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  88. Um dos melhores carros nacionais. Quem fala que é ruim nunca teve ou não cuidou. Ele te ajuda quando você mais precisa, com certeza. Muito legal as história de cada um aqui. Até logo!

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  89. Tive um Fiat 1050 147 79L , dois Rallyes 1300 Pretos nos anos 80 e 81 , carrinhos muito bons para oquê se propunham, preço baixo, baixo consumo, desempenho honesto, estabilidade excelente, duros e quadrados.Troquei depois por um Passat TS em 82 muito rápido e estável, um Passat Standard 86 AP600 velocíssimo, mas pelado, e um PASSAT GTS Pointer 1.8 a álcool em 1988, este sim um carro de uma categoria muito superior em todos os aspectos.

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  90. quero comprar um 147 ano 84 ,poderiam me dar algumas dicas do q olhar para avalia-lo (como constatar problemas) o cara me disse q vai trocar os calços (coxins) do motor e tirar um vazamento de olho q apareceu na viagem de mudança q ele fez .
    agradeço dês de já !

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  91. boa tarde!l

    Será que alguém aqui bem entendido de mecânica Fiat 147 poderia me ajudar?
    Tenho um spazio 84 gasolina e até agora ninguém conseguiu solucionar um problema que ocorre com ele!
    Sempre que faço uma curva fechada para a direita sai uma cortina branca de fumaça, onde nesse mesmo momento o carro" vai engasgando"; o problema é que essa fumaça só sai desse jeito, depois volta tudo ao normal.
    O que fica muito claro é que o óleo só queima (fumaça branca) apenas do lado direito, ou seja, alguma coisa nesse "trajeto" está errado e até hoje nenhum mecânico me explica porque isso ocorre...

    Alguma ajuda aí pessoal?
    Fico no aguardo, ok? Obrigadão
    Elisa

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    1. Elisa
      Comum a praticamente todos os motores, a captação do óleo do cárter é na traseira do motor, para que não haja falta de lubrificação nas subidas. Mas como o motor do 147 é instalado na transversal, a "traseira" do motor fica no lado esquerdo. Daí quando você efetua uma curva à direita, o óleo corre para o lado esquerdo, o oposto do ocorre nas curvas à esquerda. Mas,atenção: tenha total certeza de que isso só está acontecendo porque o nível do óleo está alto demais, acima do máximo. Nem em corridas, situação extrema na questão de velocidade nas curvas, isso acontece. E adianto que se pela indicação da vareta o nível estiver certo, é porque a vareta está errada, está medindo o nível erroneamente. O problema da fumaça é só esse, óleo demais no cárter.

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