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29 de dezembro de 2011

A ORIGEM DO MOTOR DO CHEVETTE




A origem do motor do Chevette nunca foi explicada pela GM do Brasil. Quando trabalhei lá como gerente de imprensa entre maio de 1997 e outubro de 2000, nunca me ocorreu ir atrás do assunto, uma vez que o pequeno Chevrolet havia saído de linha em novembro de 1993. Mas recentemente, já no tempo do Autoentusiastas, o leitor Raphael Hagi nos perguntou a respeito da origem do motor e fiquei de procurar esclarecer a dúvida dele.

Como fiz boas amizades na GM, comecei pelo engenheiro Francisco Satkunas, há alguns anos aposentado, que participou do desenvolvimento do Chevette na Alemanha, na principal fábrica Opel, em Rüsselsheim. Passou o ano de 1972 inteiro lá, como engenheiro residente.

Na época, final dos anos 1960 (e até os meus dias na GM), a engenharia de produto da GM brasileira era liderada por Carlos B. Buechler e entre seus auxiliares diretos estavam os jovens engenheiros Francisco Satkunas e Pedro Manuchakian, este atual vice-presidente de engenharia da GM do Brasil depois que Carlos Buechler se aposentou. Os três tiveram participação direta no desenvolvimento do Chevette na Alemanha.


A fábrica-sede da Opel em Rüsselsheim; a frase significa "Nós vivemos carros"

Satkunas conta que projeto e construção dos protótipos foram totalmente alemães. O motor foi projetado especificamente para o Kadett C — o nosso Chevette — e complementaria um 1,2-litro OHV (comando de válvulas no bloco e válvulas no cabeçote). O novo motor era um 1,4-litro OHC (comando de válvulas no cabeçote) e era a primeira vez que a Opel utilizava correia dentada para acionar o comando. Além disso, o cabeçote era de fluxo cruzado (crossflow), com admissão e de um lado e escapamento do outro, permitindo melhor limpeza (scavenging) da câmara de combustão, resultando em menor contaminação da mistura ar-combustível sendo admitida.

A atuação das válvulas era indireta, por meio de alavancas interpotentes (fingers), solução então nova mas que é amplamente utilizada hoje. O coletor de admissão era de alumínio, de melhor condução térmica para otimizar o aquecimento da mistura ar-combustível.

Era uma tentativa da Opel em produzir um motor avançado, sendo, inclusive, prevista sua inclinação para reduzir o espaço de instalação, além de estar planejada cilindrada maior. O motor era para ser produzido no complexo de Bochum da Opel e tanto este quanto o 1,2 OHV foram pensados para a geração de tração traseira.

O 1,4 OHC acabaria sendo produzido apenas no Brasil e dois anos mais tarde, nos Estados Unidos, como 1,6-litro, para o Chevette de lá. Mas este motor acabaria vindo para o Brasil, utilizado primeiro no esportivado Chevette SR hatchback, em 1981. O motor de 1.398 cm³ (82 x 66,2 mm) desenvolvia 60 cv (líquidos) a 5.400 rpm, com torque de 9,5 m·kgf a 2.800 rpm, enquanto o 1,6 (1.599 cm³, obtido com curso dos pistões maior, 75,7 mm) produzia 72 cv a 5.400 rpm e 10,8 m·kgf a 3.600 rpm.

O projeto tinha alguns inconvenientes, segundo Satkunas, como ser muito comprido para montagem longitudinal (em veículo de tração traseira) e ser muito pesado devido ao cabeçote de ferro fundido.

Acrescenta o engenheiro que o 1,4/1,6 OHC foi, de certa forma, precursor da geração Família II e tinha a mesma distância entre centros dos cilindros (93 mm). A Família II surgiu naturalmente com a geração de tração dianteira, que eram o Kadett D e o Ascona (o nosso Monza). O Kadett brasileiro era o Kadett E na Alemanha; o último antes da chegada do Astra.

Carlos Buechler complementa: “O projeto do novo motor foi liderado com muito vigor pelo Fritz Lohr, que enfrentou muita resistência na Opel e nos EUA, pois exigiu alto investimento, mas sem o qual a Opel teria sucumbido na década de 70/80. O mais curioso nessa história é que a especialidade do Lohr era chassis. Mas os três brasileiros, o Francisco Satkunas, o Pedro Manuchakian e eu participamos ativamente desse projeto, tendo o Pedro cuidado também do projeto da transmissão.”

Carlos Buechler trabalhou com o gerente de motores da Opel na época, Werner Schwaerzel, chefe do Herr Haefelle, que por sua vez era chefe do engenheiro de desenvolvimento Eckardt Zickwolff. O diretor de engenharia era o austríaco H. Zincke.

Disse Buechler ainda que "a instalação do 1,4 OHC tinha provisão para o coletor de escapamento com catalisador integrado (manifold reactor)  para reação catalítica mais rápida, mas não passou nos testes de durabilidade e nunca foi produzido. Hoje em dia é uma solução bastante usada. 

Outra curiosidade foi termos  montado protótipos do motor do Chevette com cabeçote da Família II (Monza), o que comprova não só que as distâncias entre cilindros eram as mesmas,  como também a posição dos parafusos de fixação do cabeçote era igual, apesar de os coletores estarem em lados opostos nos dois projetos. Me recordo que os protótipos funcionaram muito bem, com potência bem superior à versão com cabeçote de ferro fundido.”

O Chevette com motor "misto quente" campeão brasileiro de Rali de 1984, com Sady Bordin Filho e Tuca Cunha (foto bordin.net)

A experiência daria mais do que certo. Pouco depois a GM produziu alguns motores Chevette com cabeçote de Monza para homologação no Grupo B Brasil visando o Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos e o Campeonato Brasileiro de Rali a partir de 1984. Dizia-se que a potência era superior à dos VW AP de 130 cv e as várias pole positions conquistadas por Ingo Hoffmann no Marcas e o título brasileiro de rali de Sady Bordin Filho e Tuca Cunha (in memoriam) em 1984 confirmam o excelente desempenho do motor do Chevette com cabeçote de Monza, que por isso passou a ser chamado no meio de “misto quente” – o segundo, envolvendo um produto GM (ver a história do primeiro mais adiante).

Problemas curiosos no motor do Chevette
Satkunas conta que próximo do iníicio de produção em São José dos Campos, todos os carros protótipos de teste no Brasil começaram a apresentar um ruído no motor tipo rajada, a 2.850 rpm. Tal ruído jamais havia sido dectectado nos testes de dinamômetro no Brasil e na Opel. Feitas todas a verificações de dimensionamento dos componentes e levadas todas as folgas de todos os elementos rotativos aos mínimos de desenho, o incômodo ruído persistia. Então, junto com Zickwolff, Satkunas foi ao campo de provas da Opel em Dudenhoffen, onde a rajada foi constatada num modelo-padrão do Chevette. 

Discutiram muito sobre quais seriam as causas possíveis e a única suspeita recaía sobre a válvula de alívio da pressão da bomba de óleo. "Sob a intensa tensão que antecedia o início de produção do carro,  e com muitos motores já produzidos no Brasil, o problema teria que ser eliminado de forma rápida e eficaz", conta Satkunas.

"Sugeri ao Zickwolff fazermos uma sede postiça no assento da esfera de aço da bomba isolada do corpo e ligada a um pequeno fio de cobre conectado a uma lâmpada-espia no painel do carro. Dessa forma, quando a esfera estivesse assentada, a lâmpada ficava acesa, e quando ela se separasse da sede para atuar no sentido de baixar a pressão de óleo,  apagaria.", continuou.

Com a ajuda de alguns ferrameteiros, trabalharam a noite inteira para fazer o aparato, mas mantendo a geometria intacta, para evitar viéses. Logo ao alvorecer, após instalar a bomba no motor e completar o nível do lubrificante, foram para a pista circular. "Não deu outra, a 2.850 rpm o motor começou a rajar e a pequena lâmda a crepitar, denunciando a causa do ruído. Repetimos umas cem vezes e validamos a causa".

Encontrada a causa, era preciso definir a melhor solução. Era uma ressonância do conjunto mola-esfera contra a sede de assentamento. A solução consistiu em fazer uma pequena inflexão de 7 graus no centro da mola cilíndrica de modo que ela roçasse na parede do furo-guia do corpo da válvula. "Fizemos umas 5 peças e as testamos no mesmo veículo, eliminando completamente a irregularidade. O Carlos Buechler determinou imediatamente aplicar a solução nos motores brasileiros e o problema foi totalmente sanado. Era um problema que tornaria o carro invendável. Naquela noite tomamos um chope em Wiesbaden para comemorar Posteriormente o projeto foi modificado, tendo a esfera sido substituída por um pistão".

Outro problema foi com o carro já em plena venda. Logo que um produto é lançado, a engenharia, de mãos dadas com o setor de serviço, monitora diuturnamente o comportamento dos veículos no campo. "Uma certa concessionária, na pessoa do gerente de pós-vendas, alegou que, com o capô aberto, alguns carros, em maior ou menor escala, apresentavam uma ressonância audível ao se passar pela frente do veículo estando o motor ligeiramente acelerado. Fomos até lá e constatamos o fato. Após algumas medições, verificamos que a origem da ressonância estava no formato cônico da polia da correia dentada do virabrequim, que mesmo sendo em ferro fundido, funcionava como um cone de alto-falante e emitia a tal ressonância".

Para resolver, bastou a GM tornar a polia vazada e o ruído desapareceu totalmente, além de a peça ter ficado um pouco mais barata.

Encerrando, Satkunas comenta que "Por mais que você teste um produto, sempre haverá oportunidades de melhorar, além do fato de que muitas vezes alguns problemas surgem de modo peculiar no campo, onde as condições variam e nem sempre com os megainvestimentos em campos de provas é possível antecipar. Veja-se, por exemplo, o que está ocorrendo com o Volt nos EUA. A importância de engenheiros "hands-on", ou mão na massa, que sujam as unhas, é fundamental para o sucesso de um fabricante. Esse espécime está ficando raro nos dias cibernéticos e de antecipações virtuais atuais, mas os problemas sempre existirão, por melhores que sejamos ou por mais cabelos brancos que tenhamos, frutos do passado."

"O Chevette brasileiro ficou 20 anos em produção e vendeu 1,6 milhão de unidades, mais que o Opala, que chegou a 1 milhão. Entre outras aplicações do powertrain do Chevette, a mais impressionante para mim foi a réplica do MG TF do Antônio Carlos Avallone, que era muito bonita e trazia essa motorização com excelente desempenho, na configuração tradicional de motor dianteiro e tração traseira. Pena que não vingou", concluiu o engenheiro Francisco Satkunas.

O primeiro "misto quente"
Carlos Buechler havia designado o Satkunas para desenvolver um dispositivo de teste para o desenvolvimento do virabrequim de ferro fundido nodular para os antigos motores seis-cilindros de 262 pol³ (4.315 cm³) das picapes e caminhões, de quatro mancais. O teste era feito num bloco com apenas dois mancais nas extremidades e com um carga central de 1 tonelada, de modo a fletir o virabrequim pelo menos 0,5 mm, criando enorme tensão. Um motor elétrico de cerca de 10 cv girava o virabrequim a cerca de 600 rpm. Enquanto os virabrequins de aço forjado quebravam após 250 mil a 300 mil ciclos, os de ferro fundido nodular superavam 500 mil ciclos, alguns chegando a 1 milhão de ciclos sem quebras.

"O aço forjado possui muitas tensões em todas as direções, fruto do processo agressivo do martelo de forja. Uma pequena falha ou risco na usinagem criava um ponto potencial de fratura por fadiga", explica Satkunas, acrescentando que as bielas tinham mesmo problema. Segundo o engenheiro, muitos virabrequins forjados quebravam no segundo cilindro e o custo de garantia era alto, embora soubessem que os caminhões eram muito exigidos, além da especificação de carga. "Na produção fazíamos segregação mediante magna flux e magna test, o que era caro e prejudicava a produtvidade. Já os virabrequins nodulares não possuíam tensões e a tecnologia de fundicão não provocava a indesejável porosidade, fatal em peças fundidas maiores como blocos de motor,. e logo depois deixaram de necessitar caros testes pós-usinagem.", complementa Satkunas.

O porquê de "misto quente" é o fato de muitos desses motores terem sido dieselizados por mecânicos independentes adaptando um cabeçote de Mercedes-Benz e uma bomba rotativa CEV, inglesa, no lugar do distribuidor, além de colocar filtros de diesel na saia do pára-lama. Esses caminhões eram usados para puxar carga de enxofre do porto de Santos para São Paulo.


O 6-cilindros de 4,3 litros que virou Diesel e se tornou o primeiro "misto quente" Chevrolet

Satkunas conta ainda que ajudou um mecânco conhecido a projetar uma câmara de combustão em rústicos pistões feitos em torno, estabelecendo taxa de compressão de 16,5:1. Esse mecânico fez inúmeros motores assim, mas sua vida útil era baixa, 30.000 km em média, alguns chegando a 50.000 km. O mais incrível é que eram motores giradores, iam a 3.500 rpm, contra 2.800 rpm dos Mercedes e Perkins, e os eram preferidos pelos prestadores de serviço de fretes rápidos, pois ficava mais barato do que comprar um Diesel de Mercedes usado no mercado. Para ajudar, não havia fiscalização que barrasse a sistemática. Contribuiu bastante para o "misto quente n° 1" o aumento dos preços dos derivados de petróleo na década de 1970, quando os caminhões a gasolina foram encostados ou vendidos por preços bem baixos.

BS





157 comentários:

  1. Airton Silva29/12/11 12:27

    Os motores do Chevette tinham a fama de queimar a junta do cabeçote com facilidade, mas parece que isso ocorria somente com os 1.6 litro a álcool. Os 1.0 litro do Chevette Jr. eram insuficientes para o peso do carro e costumavam enguiçar ainda na garantia. Mas tenho visto nas ruas muitos Chevettes com motores 1.4 litro da década de 70 aparentemente sem problemas.

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    1. Cara incontáveis vezes que ocorreu com meu 84 1.6 a álcool.. era óleo misturando com água o tempo todo.. rs tempos ruins haha
      abraços!

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  2. Muito interessante, he, he! Tenho extrema simpatia pelo pequeno GM (aqui em casa foram três, do meu pai), e ele é o segundo preferido para meu projeto de ter um nacional antigo, atrás apenas do Dodge Polara, embora o Chevette, por sua imensa produção, facilite a tarefa de encontrar um em muito bom estado, e também seja mais tranqüilo em termos de se achar peças de reposição.

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  3. Bob,
    Legal ter publicado este "post", após vários pedidos...rsrs. Ficaram algumas questões: por que este motor foi preterido na Alemanha em favor dos OHV mais antigos, ficando em uso apenas no Brasil e EUA? A causa da baixa potência específica e alto ruído em comparação ao VW "a água", apesar de similares em conceito, seria pelo cabeçote em ferro fundido do OHC ou seriam as pecas internas muito pesadas? Já li que usam bielas do Fiasa 1300 No motor Chevette, portanto, tem o mesmo comprimento de 130 mm, ou seja, a fim de saber a
    relação r\l desses motores? Contrariando o amplo uso da familia de motores em vários modelos de veículos de uma marca, sempre me causou estranheza esses motores OHC ficarem restritos a linha Chevette. Abraço !

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  4. Bob,

    Considerando que pilotos e equipes/investimento VW e GMB eram ótimos e parelhos, o Chevette ganhou o Brasileiro de Rally mais pela tração trazeira(com suspensão toda modificada,mas... )

    ... ou mais pelo motor ( motor todo modificado, usando cabeçote -excelente por sinal - de outro projeto GM, )

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  5. Bog

    Tive um Chevette 1975 que rodou 240.000 Km antes de mandar para retifica.Detalhe ele rodou essa distancia em apenas 8 anos, o antigo proprietario fazia uma manutenção exemplar.Hoje ele ainda roda sem nenhum problema mais serio.

    Telsi

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  6. Esqueceu de citar o problema crônico de desgaste do comando de válvulas dos primeiros modelos.
    Os problemas apresentados foram a causa desses motores não terem sido utilizados na Europa?

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  7. Bob, obrigado pelo post.

    Eu também, assim como o Raphael Hagi, tinha essa curiosiudade. Realmente nunca vi nada publicado sobre a origem desse motor, embora soubesse que fosse de origem Opel (e não de origem americana, como alguns pensam). E também é inegável a semelhança do motor do Chevette com o motor Família II, dadas as posições de parafusos, configurações de cabeçote, comando fixado sobre carcaça específica (gaiola), apoios dos mancais do comando, posição das válvulas, etc. O motor Família II é uma evolução do motor do Chevette.

    Entretanto, uma coisa que eu gostaria de saber, é qual o nome do motor do Chevette dentro da GM. Quando a GM começou a fabricação do motor Família II, divulgou em um treinamento de serviço, que "tem ínício a produção da segunda geração de motores com fluxo cruzado", dando a entender que a primeira seria a do Chevette. Alguns creditam a isso o motor Família II ter esse nome. Mas se isso fosse correto, o motor do Chevette seria o "Família I". Mas depois apareceu o Família I no Corsa. As pessoas se referem ao motor do Chevette como "Motor do Chevette", já que a sigla OHC atende a todos os motores da GMB de até 2.4 litros. Então fica a dúvida.

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  8. É isso ai Telsi ,
    "Carro bem cuidado chega muito longe" já dizia meu avo ..
    Conheci um proprietário de um Subaru Legacy 2.2l que já havia rodado 600.000km (estrada) sem retífica . Subaru tem fama de carros resistentes , mas 600.000 km é uma bela marca para um motor a gasolina!

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  9. Adoro o Chevette, o meu DL teve que ir pra retífica recentemente, mas rodou quase 300 mil km e não me deixou na rua. O parei na garagem e no dia seguinte o motor estava travado. Um guerreiro.

    Sobre o que disse o amigo Rodrigo a respeito do nome do motor, é algo também que já mexeu com minha imaginação, deve haver no mínimo uma sigla, tipo C20XE por exemplo.

    Sobre o texto, Bob, a polia que causada o barulho citado não é a do comando de válvulas? Ela sim me recordo de haver dois modelos, uma inteiriça e outra vazada, sendo que o Chevette "/S" voltou com o modelo interiço, provavelmente por nele já haver cobertura integral do conjunto de correia dentada.

    Sobre o misto-quente, seria muito legal ter acesso a mais detalhes da preparação. Tá certo, o cabeçote é plug ´n play, provavelmente a maior chateação será restrita ao reposicionamento do tubo de escapemento. Mas e o restante da configuração da admissão? Como foi feito o ponto no novo cabeçote?

    Com o texto percebe-se que o motor do Chevette realmente tinha muitas novidades, como o fluxo cruzado e correia dentada. É interessante notar que o carro, mesmo sendo alvo de muitas piadas fora do meio autoEntusiasta, tenha esse grande número de primazias.

    Não ter tuchos é o que deixa o motor meio barulhento, sempre requer uma regulagem de válvulas. Muita gente reclamava disso, o motor é até apelidado por alguns como máquina de costura. Hehehe.

    Vida longa aos Chevettes!

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  10. Thiago, o comprimento da biela do Chevette é de 122 mm, segundo informações técnicas da GM. A relação r/l é:

    Motor 1.4: 0,271
    Motor 1.6: 0,310

    Curioso que mesmo a do motor de curso maior (1.6), a relação r/l é menor do que a do motor 1.6 do Corsa, devido ao pequeno curso do Chevette.

    Em 1988, ao passar para o motor 1.6/s, além das modificações que a imprensa cita (carburador, coletor, pistões aliviados, bielas mais leves, dutos de lubrificação redimensionados, etc), houve um aumento na razão de compressão, embora esta não conste nas fichas técnicas. Os pistões dos motores 1.6 a álcool eram do tipo flat (planos), enquanto os do motor 1.6/s possuem domos (saliências) na cabeça. Como a altura de compressão permaneceu a mesma (33,23 mm), e considerando que o cabeçote tem o mesmo volume de câmara, a taxa de compressão foi alterada.

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  11. Só ando de Opala!!!

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  12. Bom motor esse do Chevette puxa até Ford Galaxie.

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  13. Em minha adolescencia , foi um carro que nunca gostei .. Nao gostava do som do motor, do acabamento , do diferencial pendurado no eixo traseiro, do cabeçote em ferro, do acelerador propositalmete lento e principalmente da mania do carro em erguer a trazeira ao arrancar....
    Mas hoje até vejo o carrinho com bons olhos e certo saudosismo ...
    Um S/R Hatch , um 74 frente de tubarao com mecanica adaptada de Monza 2,0 + ar condicionado ... seria uma pedida ineressante para o dia a dia ...
    O Sr. Silvano Pozzi desenvolveu um cabecote especial para esse motor que o deixava respirar bem melhor.
    Havia um renomada empresa de preparacao no Cambuci , bairro de SP , a Eurosport (Fernando Rebellato). Um dos proprietários e preparadores o Spiga tinha um 78 com mecanica Monza 1,8 e turbo forte (carro para rua).. Andava horrores e deixava o pessoal de boca aberta ao ver um simples Chevette rápido daquele jeito...
    Eles desenvolveram um para pista com mecanica semelhante (corria com o numero 40 , - anos 90)..
    Tiveram bons resultados com um 3# lugar em uma edicao das Mil Milhas.
    Talvez algum leitor tenha conhecido esse carro ou o pessoal da Eurosport.
    Bons tempos!

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  14. A propósito, Raphael, esse motor atropela válvula sim, em caso de quebra da correia dentada. Pelo menos na versão a álcool.

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  16. Interessante! Não sabia.
    Apesar de, dentro dos meus conhecimentos, ter convicção de que o Chevette é um dos carros mais mal projetados, em todos os aspectos, da história da indústria (não sou engenheiro mecânico, por isso posso até estar enganado. Ergonomia é uma palavra inexistente no vocabulário do Chevette.
    Estilisticamente, até acho que da versão 1973 até a 1993 ele regrediu ano a ano.
    Agora fiquei muito curioso, e os motores do Opala, teriam a mesma origem?

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  17. Meu pai teve dois Chevette. O primeiro ele achava ruim mas resolveu insistir no segundo.

    No segundo ele concluiu que Chevette é uma merda mesmo.

    O Celta ainda será lembrado da mesma maneira.

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    1. Acho que qualquer carro na mão do seu pai vai ser uma merda.

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    2. eu não tenho duvidas se ele conhecesse de carro e motor, pra ele bom seria fiat 147 kkkkkkkkkkkkk

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    3. eu não tenho duvidas se ele conhecesse de carro e motor, pra ele bom seria fiat 147 kkkkkkkkkkkkk

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  18. Bem, mesmo com o seu volante "tortinho", a posição de dirigir do Chevette é uma delícia. Pode ser saudosismo, mas eu adoro, principalmente a posição da alavanca de marchas. Me sinto melhor no "cockpit" do Chevette que no Omega.

    Rodrigo, o motor 1,6 litro à gasolina não empena válvulas.

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  19. CSS,

    Salvo engano, os motores do Opala são de origem americana. Suas dimensões primitivas são em polegadas. Mas como ambos foram contemporâneos nos anos 70, eram feitos em ferro fundido e tinham o mesmo padrão de pintura, as pessoas associam um ao outro. Não tenho certeza, mas acho até que o motor do Opala 4 cilindros é criação brasileira. O Bob, o Alexandre Garcia, e os masters aqui podem confirmar.

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  20. Bob e Entusiastas;

    Engraçado que ee um motor que eu nunca tive uma grande simpatia pois eu achava-o fraco em qualquer rotação!

    Meu primeiro carro foi uma perua Marajó SL 1986 a álcool. Comprada zero km por meu pai, rodou até os 60 mil quando eu peguei o carro. Rodei até os 75 mil quando ai meu pai vendeu o carro para um funcionário nosso, cujo contato com ele me permitiu acompanhar um pouco mais da trajetória do carro.

    Quando peguei o carro, dava-se a partida no motor e enormes canudos de fumaça saiam. Além da água do radiador que sumia. Diagnóstico: Junta do cabeçote queimada e cabeçote trincado. O mecanico arrumou um de ferro fundido e colocamos no lugar do de aluminio, que aguentou até os 180 mil km quando fundiu.

    O sistema de arrefecimento do Chevette, especialmente no álcool, necessitava de válvula termostática, mas não para a manutenção de uma temperatura média, e sim para manter o motor quente!!!! Certa vez a válvula engripou na minha mão e por falta de outra peça, tive que andar por uns dias sem a válvula...que horror! O motor simplesmente não esquentava, falhava (por ser a álcool) e num dia de chuvam, tive simplesmente que andar de afogador puxado para manter o motor em funcionamento!

    Partida a frio? Só o dono podia dar. Senão nem com reza brava ou fazendo fogueira embaixo do motor o bixo pegava.

    Enfim, são minhas experiencias com o carro.

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    1. Mario Estevam11/03/12 17:47

      Camarada, algumas observações:

      O cabeçote original é de ferro fundido mesmo. Se seu pai comprou uma Marajó SL 1986 que veio de fábrica com cabeçote de alumínio, foi milagre. E colocar o cabeçote de Monza no lugar requer várias adaptações, se foi isso que o mecânico fez, poderia descrever melhor?

      Todo Chevette teve válvula termostática, mesmo os modelos a gasolina. O que diferenciava era a temperatura de abertura delas. E era utilizada para manutenção e controle da temperatura, pois mesmo no carro a álcool ela fica aberta em trânsito urbano e após atingir a temperatura normal do motor.

      Suas experiências com o carro não foram das melhores, pelo jeito. Mas outros aqui (inclusive eu) têm mais elogios do que críticas a esse modelo.

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  21. O que tenho de experiencia nesse motor , pequena por sinal me leva a crer que:
    O comando de válvula sempre foi problema, com desgaste prematuro.seja por folgas de regulagens de válvulas fora do padrão, ou a peça mesmo. Como sabemos todo material desgastado vai parar no filtro ou nas bronzinas(sim elas tem essa função de reter pequenas particulas do oleo) Isso levava tambem a desgaste prematuro do virabrequim.
    Sobre a rajada desse motor, creio que todo motor de Chevete tenha essa rajada. POde ser pelo comprimento demasiado do virabrequim e seu peso, Fazendo o virabrequim vibrar.(tipo corda de violão)
    Acontece muito de ocorrer desgaste maior na região de esconto longitudinal do virabrequim(onde se controla a folga) devido ao sempre prejudicial pé na embreagem(sempre enconstando).
    Bielas e pistões mesmo na versão 1.6 s são demasiadamente pesados.
    O consumo de óleo sempre foi grande nesse motor, mesmo novo saido a loja, já saia fumaçando HEHEHEH.
    Considero que o grande erro foi o cabeçote de ferro fundido, podiam durante sua produção ter usado um modelo em alumino. Um velho mecanico me falava, maltido cabeçote, nunca deixe completar o nivel de agua do radiador nos postos, ao fazer isso com motor quente, o cabeçote vai empenar, vai dar problemas com juntas, desgaste de comando, devido a empenamento do cabeçote isso se não trincar o proprio cabeçote. Dizia ele, na duvida ande com nivel baixo e complete somente com motor frio. Posteriormente quando passou a usar reservatorio de agua do radiador esse problema diminuil.
    Esse motor nunca me cativou, para mim apenas um motor, abaixo por exemplo do motor do Dogde Polara. Que aguenta muito mais desaforo. Abraços

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    1. Mario Estevam11/03/12 17:33

      "O consumo de óleo sempre foi grande nesse motor, mesmo novo saido a loja, já saia fumaçando HEHEHEH."

      Nunca vi tanta burrice. Típico de quem nunca comprou um carro zero, compra só cacareco com mais de 20 anos de mau uso. Tenho um Chevette com 183 mil km e não fuma absolutamente nada. Mas é meu há muitos anos. Nas suas mãos, talvez estivesse fumando mesmo, colega.

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    2. Real Power nunca viu carro na vida dele, hehehe.

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  22. Rapahel, realmente todos os que eu vi empenarem válvulas eram a álcool. O modelo a gasolina tem rebaixo na cabeça do pistão, por isso não empena. Mas algumas pessoas acham que mesmo a álcool não ocorre choque entre pistão e válvulas, o que não é verdade.

    Em relação a gostar de chevette, lembro de um post do Bitu aqui: pergunte a quem não é entusiasta se ele gosta e a resposta será "detesto". Mas pergunte aos que apreciam (MAO que o diga). Estes se lembração do câmbio preciso, da direção leve e rápida, da boa estabilidade no asfalto e da sensação prezerosa de apreciar sua condução, a despeito do desconforto, do exíguo espaço interno, do barulho, dos vidros que embaçam nas chuvas, etc.

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  23. Lorenzo Frigerio29/12/11 14:45

    Bob, ótimo artigo, mas faltou abordar talvez o pior problema desse motor: o comando de válvulas (aparentemente o problema foi resolvido no 1.6).
    O consumo elevado de óleo também era notório.
    Ademais, o Chevette tinha fama de carro "amarrado", levando um tempão para esquentar - o que, em se tratando de um GM, não é de se estranhar.
    O uso de cabeçote de Monza no Chevette pelo visto só era possível na pista, porque o distribuidor na frente interferia na longarina superior.
    Imagino que um motor de Opala 4 num Chevette funcione bem melhor que o original do carro, e se bobear é ainda mais econômico.
    Sempre tive asco de Chevette - era o tipo do carro para quem não entendia de carro, tipo um Ford Ka. A direção era pesada, o carro não andava e a alavanca do câmbio ficava sacudindo. É inacreditável que tenha vendido tão bem. O Fiat 147 era uma Ferrari comparada com ele.

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    1. Mario Estevam12/05/12 22:16

      Direção pesada? Ou você nunca dirigiu um, ou tinha algum problema de alinhamento, suspensão, pneus ou reumatismo seu mesmo.

      Carro não andava? Depende da versão. Tem as mais lentas, tem as mais rápidas.

      Alavanca ficava sacudindo? Verifique os coxins do câmbio.

      Simples assim!

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  24. Lorenzo Frigerio29/12/11 14:52

    Real Power, enquanto eu escrevia meu comentário você chegou na frente... incrível!
    Rodrigo, o motor do Opala 4 era chamado de "Iron Duke" nos Estados Unidos. Ele é originário da divisão Pontiac, e chegou a equipar alguns Firebird pé-de-boi nos anos 80.
    Agora, Chevette "bom", é que nem Corcel: só com motor AP. Não tem jeito, sempre acabamos nos voltando a ele!

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    1. Lorenzo bom é o que não fala merda!
      Quem te disse que corcel ou chevette só são bons com motor AP, isso é apenas a imposição de donos burros que nem você e preparadores fuleiros que acham que só o motor AP é bom, preparador que é preparador sabe preparar qualquer motor, não fica só nos AP(Alta Porcaria, que hoje em dia levam coro servido de zetec 1.6), se AP fosse tão bom o mundo inteiro só prepararia esse motor, é só no Brasil que existem imbecís como você, e ruim de volante que falam isso, aliás voce deve ter raiva de chevette e corcel, por que provavelmente deve ter levado uma bucha dos dois, por que é ruim de volante e acha que o carro anda sozinho!!!!
      na boa velho, vai fazer um curso de mêcanica... sei lá por que quem não entende porra nenhuma de motor é você

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    2. olha um opaleiro que leva coro de fusca...

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  25. O câmbio é uma delícia, justinho. Um tubarão que tive, hoje com meu sogro, com quatro marchas... que câmbio é aquele, amigo? Praticamente puxa a alavanca quando você entra no canal, maravilhoso.

    Depende da relação da pessoas com automóvel, sim. Mas depende também de outros fatores. Minha esposa por exemplo gosta da facilidade de manobrá-lo, pois vira muito e a direção é rápida e leve. Conheço mulheres, nada entusiastas, que gostam.

    Parte dos defeitos, como água no porta-malas e embaçamento dos vidros podem ser resolvidos, mas necessidam de cuidado constante, e isso chateia que não tem paciência pra cuidar do carro.

    Defeitos incorrigíveis mesmo é o espaço no banco traseiro, horrível, sofri muito na minha adolescência atrás do banco do meu pai dirigindo.

    O desgaste de comando é acentuado por falta de pressão na bomba de óleo e por falta de revisão das folgas. O DL lá de casa trocou, em quase 300 mil km, apenas uma árvore de comando. Mas, não tem jeito, a cada ano na revisão que sempre fazíamos antes das férias, as folgas eram reguladas. Simples: Chave 10mm, allen (não lembro o tamanho) e calibre de folga e 20 minutinhos de trabalho.

    Se o Chevette é uma bosta para a maioria, com experiências ruins, acho que não vale a pena discutir prováveis motivos. Mas minha experiência pessoal é a melhor possível.

    Um caso memorável foi quando do falecimento do meu avô materno. Meus pais estavam em Alcobaça/BA quando chegoua notícia, saíram da cidade para chegar ao enterro no interior de Minas Gerais, Pitangui, fizeram apenas duas paradas e "com motor cheio" segundo meu pai.

    São inúmeras histórias a bordo do carrinho. Na minha casa, falar mal de Chevette é conseguir a inimizade da família. hehehe.

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    1. Na minha casa, falar mal de Chevette é conseguir a inimizade da família. (x2). Eu tenho um 82, realmente o cambio parece um joystick!

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  26. Henrique Pereira29/12/11 15:01

    Ola Bob,
    Parabéns pelo excelente resumo sobre o motor Chevette (Conhecido dentro da empresa como “Motor Chevette”).Tive a oportunidade, prazer e orgulho de trabalhar na General Motors de 1986 a 2011 onde durante minha jornada trabalhei por vários anos no desenvolvimento deste motor.
    Complementando seus comentários, devemos lembrar que o motor nasceu movido a gasolina e com cilindrada 1.4L, já naquela época recebeu um coletor de admissão em alumínio com fluxo de ar do tipo “coss flow” , comando de vavulas no cabeçote (OHC) tuchos mecânicos , bomba de óleo com engrenagens hipociclidais , vedadores em elastômetro, 5 mancais e taxa de compressão de 7,8:1 . Pode parecer um pouco estranho mas estes itens eram todos de ponta no mercado para motores fabricados no Brasil naquela época.
    Nos anos 80 o desenvolvimento do Motor foi efetuado aqui no Brasil para uma nova cilindrada, 1.6 L e em 1982 um novo desenvolvimento deu ao motor 1.6L a possibilidade de funcionamento com álcool, neste caso totalmente desenvolvido por Engenheiros Brasileiros que passavam a dominar esta tecnologia . Nesta época os motores eram pintados nas cores vermelho e amarelo (O motor azul 1.4L deixava de existir) , diferenciando-se assim pelas cores o tipo de combustível que utilizavam (Vermelho para gasolina e amarelo para álcool)
    Em 1988 renovamos totalmente o motor 1,6L dando a ele maior potencia e torque com a troca do coletor de admissão, a instalação de um carburador Weber de corpo duplo duplo, a substituição dos pistões e anéis por novos de modelo “ligth weigth & Low friction”. Os motores passaram ainda por um programa de eliminação de vazamentos de óleo (comuns nas antigas juntas de cortiça) principalmente pelas tampas do comando e carter. Este programa, que substituiu todas as juntas e vedadoes de óleo, foi batizado internamente na GM de “leak free” (livre de vazamentos) tendo sido implementado com sucesso também nos motores Opala. O Motor chevette foi então batizado como 1.6L “S”
    Nesta época todos os motores Chevette e Opala passaram a ser pintados na cor cinza como forma de se economizar recursos nas linhas de motores por diminuir o numero de tintas na fabrica e pelo próprio custo da tinta, passando –se de duas cores (Amarelo e vermelho com pigmentações mais onerosas ) a uma única cor de pintura (A cinza).
    Apenas como curiosidade, chegamos a ensaiar em bancada e em veiculo um motor Chevette 1.8L , um verdadeiro “fogete” que tinha seu bloco fundido com cilindros “siameses” (Sem espaçamento de refrigeração entre eles.Foram fabricados apenas 4 motores deste tipo. Este projeto foi cancelado em função das prioridades estratégicas da empresa que estava lançando o programa Monza que viria a ter motores 1.6L e 1.8L .
    Em 1992 lançamos o Chevette “Junior” equipado com um motor Chevette 1.0L incentivados pelo programa de carros populares do governo que se iniciava nesta época dando descontos de IPI para esta categoria. A GM se preparava para lançar o Corsa que seria colocado em produção em 1994, mas para não perder vendas nesta faixa de mercado decidiu efetuar um “Down Sizing” no motor e transforma-lo em 1.0. Trabalhamos muito e muito rápido para desenvolver este modelo em tempo record. Posso dizer que embora econômico e cumpridor da legislação este motor era tímido em termos de performance e sofria bastante para impulsionar o carro. O Chevette com seu motor saíram de produção em 1993 deixando muita saudades por se tratar de um projeto global e moderno.
    Um grande abraço
    Henrique Pereira

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  27. Já vi três tipos de misto-quente.

    No primeiro, o distribuidor realmente invade a área onde fica a caixa de ventilação, portanto, só pra pista.

    Vi ainda com o motor sendo alimentado por injeção eletrônica onde esta controla a ignição.

    E já vi também o cabeçote de montado no bloco mas com a distribuição original: http://4.bp.blogspot.com/-VWz0HIxkQZ4/Tk1i3eGKU_I/AAAAAAAAAhM/5L7uub6jHHc/s1600/cabeotemonza03ud6.jpg

    Tenho até vontade de fazer isso, mas precisaria contar com a experiência de alguém com detalhes, não posso arruinar o Chevettinho lá de casa! :-)

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  28. Lorenzo,

    Gosto não se discute, né? Concordo com o Raphael: vai das experiências que cada um teve com o carro. Tem pessoas que não "vestem" do Chevette de jeito nenhum. Tem outras que se sentem bem. Quanto aos defeitos, realmente irritam, mas basta ter um pouco de paciência que torna-se um prazer contorná-los. Se não, o proprietário passa raiva com o motor frio, a marcha lenta irregular, e tudo o mais. Repito: nem todo entusiasta gosta de Chevette (como você, por exemplo), mas a maioria dos não-entusiastas não gostam do carrinho.


    Raphael, é uma allen 6 mm. Se bem regulado, o motor vibra bem benos, emite menos ruídos e atinge rotações bem altas. Bom que você é cuidadoso! Terá um carro que lhe dará prazer por muito tempo!

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  29. Henrique,

    Obrigado por eliminar essa dúvida! Realmente nunca vi a GM se referir a esse motor com um código específico.

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  30. Ah, vale lembrar ainda que na Argentina, o Chevette foi vendido como Opel K-180. O motor, o quatro cilindros do Opala com cilindrada reduzida a 1,8 litro.

    Portanto, o motor 151 no Chevette é algo praticamente plug n play também. Na Argentina, provavelmente, além da redução da cilindrada, só modificaram os suportes do motor.

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  31. Que lindo esse motor Chevette deslocando 1.8 litro! hahaha!

    O que a GM faz com todos esses protótipos? Será que fica tudo encostado na fábrica ou em Cruz Alta? Teria um valor inestimável aos entusiastas uma visita para conhecer esses motores! hehe.

    O tal motor de Omega 3.800 sugerido pela Lotus, como cabeçote de 24v chegou a ter um protótipo?

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  32. Sandoval Quaresma29/12/11 15:24

    respeito quem gosta e sei que o chevette tem lá suas qualidades.
    mas o chevette em geral apanhava de quase todos seus concorrentes, em desempenho, estabilidade, freios e consumo.
    Até um uninho daqueles pé-de-boi, 1.3, poderia dar uma canseira no chevette.

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    1. KAdu 4.3 v630/12/13 22:33

      E engraçado ouvir diversos comentarios a respeito do chevette, na maioria depreciativos.Mas a verdade e que a unica limitação dele era o desenpenho,facilmente solucionavel pela GM. Mas o tirou de linha por razãoes economicas afinal,resolver o unico problema do carro acarretaria maiores gastos e poucos lucros. pois manter em linha um veiculo, cuja manutenção era fácil e barata, com um motor de alto desempenho seria inviável. Ja imiginaram que se assim fosse, a GM venderia menos( o chevette duraria demais ), ao contrario das carroças de hoje baratiadas(plásticos em alta) pelas montadoras, mas que ainda saem caríssimos para o consumidor . A proposito a respeito de alguns comentarios , o chevette pode a te deixar a desejar em desempenho,mas experimentem colocar qualquer um desses(palio, uno,celta ,corsa, K.a ,fiestae etc.) pára puchar um reboquinho carrocinha e subir uma ladeira. Piada !!!!

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  33. Lorenzo Frigerio,

    Esse é um equivoco comum, mas o GM 151/153 e o Iron Duke não são o mesmo motor, embora parecidos.
    O 4 cilindros era uma versão menor do 6, tanto que nos primeiros modelos tinham o mesmo diâmetro e curso.

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  34. Chevette... ah saudades. Nunca tive interesse em ter um, achava fraco, até que um dia tive que casar, vender meu carro, e o que sobrou comprei um chevette. Paguei com a lingua tudo que eu achava ruim no carro, me apaixonei, me arrependo de ter vendido. Mas ainda compro outro ou o mesmo quem sabe?

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  35. Me veio á mente o Chevette Júnior.
    Que porcaria sem fim aquilo!

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  36. Chevette JR?
    o 2 alegrias?
    uma na compra e outra maior ainda quando se consegue vender?

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  37. Nunca tive Chevette, mas lembro, quando mais jovem, que nas madrugadas de sábado acordava e me deliciava com o ronco cheio e inconfundível desse carro.
    Também foi um carro que dirigi pouco, talvez porque minha família era fã da Ford, mas lembro muito bem da maciez de seu câmbio. Sei lá, mas sempre achei um carro muito agradável para dirigir.
    Quanto a Ford, sumiu de nossa família.

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  38. Aprendi a dirigir no Chevette Jeans 79 branco, lindo, de minha mãe. Aos 18 anos, ganhei de presente meu primeiro carro, também um Chevette 79, desta vez um SL azul-escuro.
    Ainda tive mais dois SL: outro 79, amarelo metálico com interior marrom, e um 89 prata, já com motor 1.6/S e câmbio de cinco marchas. Todos deliciosos de guiar, principalmente o último.
    Faz quinze anos que me desfiz do 89, e às vezes ainda bate saudade.
    Comandos levíssimos, as saudáveis reações de um bom conjunto motor dianteiro/tração traseira, manobrabilidade ímpar, chassi de sobra para os motores que tem. Resultado: pode não andar muito, mas agradece quando tocado na ponta dos dedos, está sempre colado no chão e perdoa qualquer besteira que o novato fizer. Que carro fantástico para quem está começando a dirigir!

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  39. Maravilhoso texto, parabéns Bob!

    Está aí uma dúvida que sempre tive. Que é um pai ou avô dos Familia II tinha que haver mesmo, por causa desses misto-quente, do qual apesar de bastante diferente, restou o DNA. Mas essas curiosidades são muito "saborosas"

    Tive uma Marajó com o motor 1.4 a álcool e tenho e desejo manter o Chevette com motor 1.6 a álcool que o meu avô tirou 0km. O 1.4 era mais girador, mais solto e girava macio, já o 1.6 é mais áspero.

    Mas assim como já disseram, gosto da ergonomia deles, que pode não agradar a todos(e é impossível), mas com certeza muitos gostaram e gostam até hoje. Penso se alguém se lembrará assim do Celta...

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  40. José Luiz Vieira, na saudosa revista Motor 3, ensinou, passo a passo, como instalar um motor 151(Opala 4 cilindros) num Chevette. O carro ficou rápido e econômico, já que o motor trabalhava "folgado" com o baixo peso do carro. É uma adaptação simples e barata para quem é do ramo.

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  41. tive um chevette 1.6 s e aquele motor era muito ruim. na descida mal chegava nos 150km/h e numa leve subida caia pra menos de 120km/h. Desde quando meu pai tirou ele 0km sempre andou pouco.

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    1. Seu pai?
      É... minha avó tb tinha um Chevette e o dela não passava de 80.
      Meu avô teve um Landau que nunca passou de 100 km/h.

      Já pensou se seu pai soubesse guiar rápido?

      Excluir
  42. Bob,
    Num curso de especialização em motores da Mauá (CEMO), um dos professores era o Mário Praça, que era especialista de bronzinas na Metal Leve e lecionava a mesma especialidade no curso.
    Lembro de sua apresentação até hoje, reprojetaram o sistema de lubrificação dos mancais do motor 1.6, o que eliminou um problema antigo, de falta de óleo no último mancal, que era o ponto frágil do Chevette no campeonato de marcas, algumas vezes o Ingo não chegou a completar a prova por esse motivo.
    O motor 1.6S incorporou essas mudanças e o aumento de cavalaria veio junto com aumento de vida útil do motor.

    [ ]s,

    MAS

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  43. Lembro do chevette de um amigo já falecido, Flávio Romaro, subíamos a pedra grande (atibaia, normalmente em 3 ou 4 pessoas) humilhando outros carros de passeio e emparelhando com utilitários e caminhonetes 4x4, de madrugada, até na chuva. Chevettinho 1.6 arrepiava na subida da pedra grande.
    Também é um ótimo carro pra preparação. Eu gosto.

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  44. Gosto mto do Chevette!!

    Meu tio tinha um 83 a álcool, eu não sei explicar o q tinha dentro daquele motor, só sei q andava mto..inexplicável!!

    parecia q era possuído ou coisa assim.

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  45. Caro Bob,

    Fui um feliz proprietário de dois Chevettes, um SL 1979 bege metálico (1.4/4 marchas) e um SL 1982 cinza chumbo metálico (1.6/5 marchas).

    O primeiro comprei do pai de um amigo meu que tinha adquirido-o de um engenheiro da GM conhecido seu e quando eu o levei ao meu mecânico de confiança, ele notou que o carro era um capeta, além de embaralhar um pouco em baixas rotações e que era mais estável em curvas.

    Investigando mais a fundo, descobrimos que o comando não era o original (apesar dele nunca tinha sido aberto) e que a suspensão traseira tinha uma segunda barra estabilizadora além da original, que era do modelo hatch, adaptada.

    Depois o troquei pelo 1.6, que comprei também da mesma pessoa, mas antes tomamos o cuidado de retirar o comando e fazer algumas cópias para colocar em outros Chevettes, e também tomar todas as medidas para colocar uma segunda barra estabilizadora também neste Chevette.

    Para os meus conhecidos que diziam que Chevette era um carro lerdo eu dizia apenas para dar uma volta no meu e pisar um pouco mais do que estavam acostumados, pois o Chevette, para atender a político de economia de combustível do governo federal, fez diferente da Volks, que colocou uma mola de dois estágios no acelerador, aumentando significamente o curso do pedal.

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    1. Ainda tem as medidas do comando de válvulas?

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  46. Bob,

    poderia me esclarecer pq saem uns carros tão bons e outros tão ruins da mesma linha de produção? digo, feitos no mesmo dia por exemplo.

    essa é uma dúvida q eu sempre tive...

    obrigado.

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    1. Não sei qnto à opinião do Bob, mas eu cheguei a conclusão de que não é só os donos que se apegam aos carros, mas também o contrário...

      Eu tenho um Chevy (sedã) 1980 (1.4L / 4 marchas) e minha mãe tem um corsa 1.0 (hatch)... E segundo ela, que ja teve outros 2 chevettes (um 79 verde metálico e outro 78 bege, ambos 1.4L / 4 marchas) nenhum deles tinham o mesmo desenpenho que o meu (qndo tocado por mim), assim como reconheço, que o carro atual dela "não vai c/ a minha cara"! ele simplesmente não tem o mesmo desempenho comigo no volante, se comparado à ela (ele não se comporta como um 1.0...). Daí a conclusão... (ja tentei um Passat 82, mas tbm sem muito sucesso... Acho q estou fadado ao Chevette rsrsrs)
      Obs: Me perdoem à comparação mas...

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  47. Bob e Raphael Hagi

    Salineto que embora eu achasse o motor do Chevette uma porcaria, a Marajó me ensinou a dirigir! O Câmmbio Clark de 5 marchas aliado ao sistema de eixo cardã e diferencial traseiro me ensinou a dirigir sem trancos, de maneira suave sem as tradicionais cabeçadas e aceleração "interina" para evitar coices.

    A capacidade de esterçamento do carro aliado a leveza da direção, por sua vez, me ensinaram a fazer balizes em vagas minusculas, permitindo que eu ganhasse muitas apostas com meus amigos.

    Apenas uma curiosidade. Meu pai foi proprietario de um dos primeiros Chevettes nacionais e ele sempre conta que uma das caracteristicas dos primeiros modelos era o câmbio que ele diz ser "Opel" com anel trava semelhante ao do Monza, no engate da marcha ré.

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  48. Pedro de Albuquerque29/12/11 22:02

    Meu vizinho tem um DL o último dos moicanos, pois o pai dele trabalhava na GM e salvou um dos últimos pra ele.

    Está até pouco rodado porque ele usa pouco, não porque se apega a relíquias, o que é uma bobagem. A única coisa que estraga no carro é que, ainda enquanto novo, trocaram as rodas originais.

    Mas logo ele sai da miséria e compra um carro novo com A/C e direção assistida poiis sua esposa e filhas merecem, e coloca o Chevy pra vender no Webmotors com preço de carro zero pro pessoal que gosta de imóveis bem conservados e com IPTU em dia.

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  49. Pedro Manuchakian. Esse nome me dá arrepio. Chegou onde chegou por ser o maior "bean counter" da GMB.

    O Chevette poderia ter sido um carro bem melhor sem a influência dele. Mas os lucros da GMB seriam menores.

    Ortiz

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  50. Pedro Manuchakian. Esse nome me dá arrepio. Chegou onde chegou por ser o maior "bean counter" da GMB.

    O Chevette poderia ter sido um carro bem melhor sem a influência dele. Mas os lucros da GMB seriam menores.

    Ortiz

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  51. Pedro Manuchakian. Esse nome me dá arrepio. Chegou onde chegou por ser o maior "bean counter" da GMB.

    O Chevette poderia ter sido um carro bem melhor sem a influência dele. Mas os lucros da GMB seriam menores.

    Ortiz

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  52. Bob,

    Parabéns pelo assunto, realmente essa era uma grande incógnita no mercado nacional.

    Na primeira foto do post, é impressão minha ou o Chevette apresentado possui duas baterias? Se sim, sabe o motivo disto?

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  53. Bob,
    Obrigado por esclarecer essa questão. Assim como o Raphael Hagi e outros comentaristas aqui, também eu tinha uma grande curiosidade sobre a origem do motor do Chevette.

    Tive a oportunidade de alugar um Opel Kadett C na Europa em 1977, quando eu já tinha um Chevette por aqui, e posso afirmar que o motor 1.2 era muito, mas muito fraco, mesmo com a gasolina de lá.

    Nunca tive problemas com o motor 1.4 do meu Chevette, exceção feita ao carburador monocorpo DFV que desregulava com certa frequência. Lá pelas tantas, depois dos 75 mil km, resolvi substituir o motor original por um 1.6, também a gasolina, e confesso que fiquei um pouco arrependido. Não porque o 1.6 fosse menos confiável, mas porque o 1.4 era mais "girador", com um funcionamento bem mais suave em altas rotações. Seja como for, à esta altura já rodei mais uns 75 mil km com esse 1.6, e apesar de uma preparação que inclui um comando mais bravo, válvulas de admissão maiores, cabeçote rebaixado e coletor de escape 4 em 1 (além de um carburador Weber de duplo corpo), sua confiabilidade tem sido exemplar.

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  54. Puxa, deve ser um recorde...tantos comentários em tão pouco tempo...o chevetinho dá ibope...

    Adorei o post, adoro posts sobre motores.

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  55. Ninguém da minha família teve o Chevette por isso não posso falar mal nem bem.
    Só posso dizer que foi o último popular de motor dianteiro e tração traseira. Configuração desejada por muitos entusiastas.

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  56. O Chevette é um carro entusiasta. Não tem muito espaço interno realmente, mas com um motor mais forte ele fica muito, mas muito divertido de andar mesmo. E barato.

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  57. Motor dianteiro, tração traseira, ótimo câmbio, boa distribuição de peso (não tem o grande balanço traseiro como o Opala e Dodge por exemplo e o tanque atrás do encosto do banco traseiro - que inclusive é bem mais seguro). Também foi um dos primeiros carros nacionais a ter coluna de direção retrátil, também um diferencial em segurança.

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  58. No motor, acho que economizaram em "palito", porque colocaram várias características extremamente modernas para a época, mas quiseram economizar no cabeçote, que já era em alumínio em muitos carros mais antigos, como os VW a ar e os Renault (Dauphine por exemplo). Depois melhoram muito no 1.6/S, mas com um cabeçote em alumínio, ou até o familia II 1.6 nele melhoraria muito mais.

    Bom, a GM não fez isso, mas a gente ainda pode fazer, hehehe....

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  59. Rafael Bruno30/12/11 09:55

    Tive um Chevette 1.4 78 (roubado).

    O motor era MUITO bom. Nunca deu sequer uma manutenção. Pegava estrada com ele tranquilamente.

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  60. Silvrcharles30/12/11 09:59

    Encomendei meu 1º chevette em 73 sem conhecer o carro, apenas analisando sua ficha técnica e não me arrependí. Possuí mais um 75 e um 80. Acho o melhor lançamento das últimas décadas do século XX em carros de passeio médios. Se não fosse pela saida de linha de produção e de eu necessitar hà alguns anos de veículos 4x4, certamente estaria rodando em um Chevette. Parabéns pela reportagem.
    Silvercharles.

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  61. Como muitos aqui, também sou suspeito para falar desse carro, porque também adoro Chevette. Faço minhas as opiniões do MAO em outros posts.

    Muita gente critica o motor do Chevette aqui, e com razão. Mas deve ser lembrado que o motor era "castrado" pelo fabricante, para que o carro fosse econômico, até para poder enfrentar a concorrência nesse segmento. Os motores de carburação simples, e sobretudo os motores 1.6 de bloco amarelo, não empolgam. Entre os motores que equiparam o Chevette, este é o que mais demora a subir de rotação, o que mais vibra, o mais áspero. Já os motores 1.6/s (bloco cinza) melhoraram bastante, em termos de funcionamento, disposição e durabilidade. E dão alegria sim senhor. São bem mais espertos e possuem folego em alta rotação.

    Sem querer fazer apologia ao Chevette, Jody Scheckter e Ayrton Senna foram enfáticos ao elogiar a estabilidade e o câmbio do Chevette, quando testaram os carros nacionais em 1978 e 1984, respectivamente. Foi o carro que mais gostaram nesses quesitos.

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    Respostas
    1. verdade mano concordo com vc , pois eu tenho um chevetão 1.6 motor cinza , e vou falar para quem quiser acreditar , era de uma amigo meu e tinha gáz mais eu tirei pois ele colocou 170km na mão dele acreditei pq tive a coragem de colocar 150km ,loucura mesmo para nã dizer que o cheve tem alguma coisa de anormal só é o cabeçote pouco rebaixado , nada mais ..

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  62. Hélio Corazza30/12/11 10:17

    Rodrigo MG,

    Se o motor era castrado pelo fabricante, pra ser econômico e conseguir competir no mercado, então isso tem nome: gambiarra.

    Gambiarra igual aos "frex".

    Pouca coisa realmente boa se salva de nosso passado automotivo brasileiro. Sua melhor década foi a de 90, o resto sempre tem esculhambação. Sempre.

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  63. É, RodrigoMG, me lembro dessa 4 Rodas com o Senna testando todos os carros nacionais da época, imagino como ele deve ter ficado com pena do consumidor brasileiro da época...atualizando valores monetariamente daquela década até hoje, é de chorar: um Santana GLS 0km era vendido por quase 100k...

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  64. os primeiros o comando gastava-se rapidinho,em 77 colocaram o comando com o lobe mais largo mas deixaram os balancins antigos mais estreitos,acho que alguém da engenharia comeu merda qdo era pequeno,aí em 79 colocaram o balancin da largura do ressalto(6 anos para resolver isso) mas o cidadão tinha que cuidar bem do o´leo e manter as folgas certinhas senão comia tudo de novo,além do fato daquela mangueira do suspiro do motor estar bem vedada,senão entrava impurezas por ali e adeus comando,qdo saiu o 1.6 o bloco era diferente,tanto que em 82 ainda tinha 1.4 e 1.6,sendo que o 1.4 com bloco moderno vc transforma para 1.6 facilmente,o motor 1.6S é bem superior aos antigos,aguenta desaforo e anda razoavelmente bem,tive uns 5 Chevettes e sempre fiz manutenção nessas pragas,pegava motor a gasolina e virava para álcool e vice-versa,o motorzinho é bem fácil de mexer ...

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  65. O motor era moderno , mas barulhento, tal como o Renaut 1.6 8 válvulas que equipa Logan e Sandero.

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  66. Chevette só fica bom com AP 1.8 ou 2.0 debaixo do capô!

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  67. Ronaldo Nazário30/12/11 14:05

    Ai...

    Já namorei um PM que tinha um Chevette...

    Como era gostoso... hummm...

    Era apertado lá dentro, mas ele reclinava o banco e me traçava direitinho, como era bom...

    Ronaldo

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  68. O carro tinha ótima estabilidade, mas o eixo rígido atrás quicava muito em curvas com irregularidades. Tirando isto, a tração traseira empolgava. Até o 1.4 tinha uma boa levada. O meu último Chevette, um 1.6/S 88 álcool só tinha um problema. Era horroroso para pegar de manhã.

    Agenor Souza

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  69. Marco Brito30/12/11 18:11

    Bob, muito boa sua pesquisa, parabéns!
    Gosto muito da configuração do Chevette - tração trazeira e motor dianteiro, porque nos permite "brincar" bastante com esse carrinho.
    Já tive Chevettes, sendo o primeiro motivado pelos artigos da Motor 3, escritos pelo José Luiz Vieira, com motor 151. Nesse momento, estou trabalhando numa adaptação de um 79 com motor GM 2.0 Flex, vindo de um Astra acidentado ano 2006. Gostaria de uma ajuda no sentido de me apontar qual o comando de válvulas fornecido pela Schrick para esse motor? Vendo o catalogo, surgiram dúvidas e como não se acha esse comando por essas bandas, estou pensando em mandar vir via correio. Voce tem sugestão melhor?
    Agradeço sua ajuda.
    Um abraço

    ResponderExcluir
  70. Sergio Carvalho30/12/11 21:22

    Pessoal, alguem saberia falar sobre os comandos de valvulas que sairam no chevette? Suas graduações e levantes? O balancim possui realmente relação de 1.6???, gostaria muito de melhorar esse motorzinho antes de partir pra um ap ou 2.5....
    Será possivel 130cv nesse motor?
    Obrigado a todos!!!!

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  71. Curiosidade: Caçador - SC, a cidade com o maior número de Chavettes por metro quadrado! Impossível você sair na rua e não ver sequer um exemplar!

    O carro é bom, bem resistente, mas o motor realmente peca. Substituindo-o por um AP o carro fica muito melhor.

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  72. Onde está escrito "Chavettes", leia-se "Chevettes".

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  73. Este comentário foi removido pelo autor.

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  74. O Chevette é um divisor de águas, alguns amam outros odeiam.... eu me enquadro na segunda leva (Chevette com motor original)... era um carro cheio de altos e baixos, altos por ser um tração traseira que possuía uma excelente suspensão dianteira e um raio de giro magnífico e baixos pelo motor comedor de comando e rajador, cabeçote de ferro fundido, desempenho sofrível, direção torta, espaço interno traseiro sofrível entre outros defeitos.
    Agora um Chevas com um GM Família II 2,0 litros fica bom hein?! Até esqueço dos defeitos!

    PS. Tive a oportunidade de conhecer o Sr. Satkunas, o filho dele foi meu colega de classe no curso de engenharia mecânica, fizemos o TCC juntos.


    Abs

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  75. Joço Ares31/12/11 00:02

    Anônimo,

    Pelo amor de Deus! Chevette com motor AP é coisa de maloqueiro...

    Só falta você colocar um turbaum e um sonzaum. Ah! Socadaum também né!

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  76. Clovis / SP31/12/11 09:40

    Sou mais um dos que tiveram Chevette; um SLE 1987 1.6 a alcool (motor amarelo). Comprei ele em 1989 com 30.000 km e vendi com 300.000 km - o motor nunca foi aberto, não gastava óleo e ainda estava aparentemente em bom estado com esses 300.000 km.

    Foi o primeiro carro que comprei apenas com meu próprio dinheiro. Antes tive dois VW porque o meu pai contribuiu e para ele carro só podia ser da VW...

    Esse Chevette foi o carro que tive por mais tempo, o que mais rodou e que sempre será lembrado. Os problemas foram poucos e ele se adequava bem para o meu uso na época. Era um carro estável, com câmbio de 5 marchas muito bom e bem posicionado, motor suficiente para o uso, direção leve com bom diâmetro de giro, bom porta-malas e bem acabado (comparando com os VW que tive antes).

    Para uso normal os únicos inconvenientes eram o espaço interno reduzido no banco traseiro (não era um problema porque era solteiro na época) e a infiltração de água no porta-malas (ela não aparecia, ficava sob o tapete de borracha e no vão do estepe) - após alguns dias de chuva seguidos era necessário conferir e eventualmente secar.

    Parabéns pelo artigo; já conhecia algo da história desse motor, mas não com tantos detalhes.

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  77. Tive uma Chevy a álcool. Sem dúvida, o pior carro que eu tive em toda a minha vida. Com folgada vantagem. Quando a troquei por uma Pampa CHT, foi a saída do purgatório para o ceu...

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  78. Chevetch, omeletch, chicletch, pochetch, cabrioletch, vemaguetch, bixetch, raquetch, papetch...

    Coisa de boiola.

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  79. O Chevette é um carro muito bom, confortável. Colocar motor AP mata totalmente o carro, perde uma das melhores parte que é o ronco do motor no cabeçote ferroso.

    Mas a Chevy 500 era um carro totalmente entusiasta. A geometria de direção era diferente. Algo totalmente agressivo, coisa usada em carro de corrida. O eixo traseiro também parece ser um pouco melhor que do Chevette. Foi o meu primeiro carro e eu aprendi muito com ele. A velocidade de curva chegava a ser 20 km/h mais alta que os carros normais. E podia abusar que ela estava sempre sobre controle.

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  80. Aléssio Marinho03/01/12 12:29

    Dirigi muito o Chevette do pai de um amigo. Um sedan 80 bege, 1.4 e com faixas de autoescola nas laterais, a polícia não mexia conosco, dois moleques de 14 anos...
    Estou procurando um pra mim. Preciso de algo com tração traseira pra brincar no fim de semana.

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  81. excelente post Bob

    ah os chevettes 1.4, nunca existiu no brasil um motor mais bacana do q este, forte pra burro a ponto d subir barrancos em 4ª marcha, quase indestrutível já vi até um q rodou no seco sem uma única gota d água no radiador.

    não anda quase nada, é pesado e lerdo, chega a dar raiva d dirigir ao ver os carros apodando a gente, mas é uma beleza d motor, com ele dá pra ir à China e voltar numa boa, sempre naquele passo lerdo dos anos 70 e 80 quando a velocidade máxima eram os 80km/h.

    fora outras coisa q os chevettes tem, como o barulho da gssolina vindo do tanque, ou aqueles tranquinos no eixo cardã, o volantinho torto q sempre buzina à toa, eita carrinho bão, ô desgraça d evolução q tirou essa maravilha d fabricação.

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  82. ps:. antes q me chame d doido no comentário acima eu disse sem uma gota d água no RADIADOR, claro q no motor tinha alguma coisa d solução arrefecedora.

    o caso foi q o carrinho andou um bom tempo sem a besta aqui verificar o termômetro no painel, qaundo vi já era tarde estava no vermelho, sabe-se lá Deus quanto tempo rodou assim, mas só sei q o radiador tava sequinho como as terras do sertão.

    =O

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  83. Esse é mais um daqueles post´s que nos faz vibrar de contentamento. Curiosidade antiga saciada ao deguste de um belo e suculenteo texto com os melhores recheios, resgatados do pomar das curiosidades adormecidas. Nota dez,

    Valeu Bob Sharp!

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  84. Vou ser crucificado aqui, mas chevette é uma bosta. Pagam pau pra esse carro só porque tem tração traseira, mas isso não significa que ele fosse bom.
    A única coisa que prestava era a caixa de direção, diâmetro de giro igual ao dele nunca ví igual.
    De resto, nem na estabilidade que o pessoal fala aí o carro prestava, era só pegar uma ondulação ou defeito na pista que a traseira rabiava.

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    1. Bos estabilidade sim!
      Pelo menos nas minhas mãos, nas do BS e do J.L.V.
      Já nas suas.... complicou!
      hehehe

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  85. Opel Kadett C05/01/12 12:59

    Motor de Chevette?
    No thanks!

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  86. Cara que fala mal de estabilidade de chevette é pq nao conhece, ou entao nao sabe tocar. É como trilheiro que reclama de motos 2 tempos: se ela nao for dócil como as 4T ela não serve... Teve um aí que disse que Chevette é para quem não entende de carro. Quanta ignorância! Então Colin Chapman não entendia de carro...

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  87. Meu pai tinha um 1.6/s álcool, excelente torque em baixa, mas enquanto eu lembrava dessas boas características, lembrei-me de uma época em que trabalhei num projeto na Fras-Le, em Caxias do Sul.
    Usávamos bastante taxi nos deslocamentos, e sabe-se lá porque cargas d'água havia muitos Chevettes na praça. E se já tinham um espaço traseiro sofrível, imaginem com as tais gaiolas de proteção contra assalto dos motoristas (que era obrigatório por lei na cidade)! Esse "objeto" simplesmente anulava o espaço atrás do banco do motorista, e como só havia o modelo de duas portas, o banco dianteiro era retirado.
    Quer dizer que sobravam dois lugares: o lugar do traseiro sobre o túnel e o traseiro lateral direito. O que quer dizer que só havia um lugar no taxi!

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  88. Sergio Carvalho07/01/12 16:43

    Pessoal, falem mais do motor de chevette e suas preparações!!!valeu!

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  89. Tudo bem, gosto é gosto, mas falar que é um carro frágil, motor problemático etc não conhecem a fundo.
    Tive 3, um 75, um 76 bege com AR QUENTE!!! e um 86 SE, no 75 quando muleque andava com pneu Pzero socado e fazendo zerinho no autódromo da cidade, de vez em outra tinha que trocar as "planetárias" hahahahah.
    Aprendi muito com o pequeno grande da GM, um carro delicioso pra andar, trocas de marchas sem embreagem, direção(meio torta vai)muito leve e parece uma bicicleta. Aos que gostam de criticar me fale qual carro nacional que aceita todo tipo de motor hein?
    Chevette é melhor do que Bombril hahahaha

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  90. Rõmulo Rostand07/01/12 23:36

    Bob Sharp,

    Sobre a Chevrolet ter testado o motor 151 do Opala no Chevette, e quase ter lançado essa versão híbrida, é lenda ou realmente existiu este ensaio?

    Se realmente aconteceu, no tempo, já havia o motor 1.6 disponível?

    Sei que, fora, muita gente fazia isto. Em geral utilizavam o diferencial do Chevette automático. A única vantagem que ví no que conheci, era a saída forte e menos necessidade de troca de marchas.

    Na cidade realmente era outro carro, mas, na estrada não andava muito na frente do 1.6 S não. Mesmo nas subidas, não dava para perceber grandes vantagens.

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  91. Chevette instável... tá bom! hehehe.

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    1. Instável mesmo, se não tiver motorista ele não vai sozinho...

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  92. Raphael, veja um trecho de uma entrevista do Sady Bordin, já depois de ter sido tricampeão do Rallye brasileiro de velocidade:


    Gabriel Moraes - De todos os carros que você pilotou, qual foi o que mais te marcou? Porque?


    Sady Bordin - Sem precisar pensar, o Chevette Touring Rali. Eu aposto minhas fichas que se aquele carro tivesse um 20 cavalos a mais ele seria competitivo até hoje. Ele era simplesmente fantástico em trechos travados. O conjunto motor, suspensão, câmbio e freio era excelente. Foi um grande trabalho que fizeram. Pena que a equipe acabou no início de 1985, justamente após eu ter recusado uma proposta muito boa para correr pela VW. Coisa de ingênuo...

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    1. Uma pena! Será possível contato com o Bordin na internet?

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  93. Eu particularmente gosto do comportamento do Chevette em asfalto liso, lembrando que é um carro muito cultuado ainda hoje na Europa para provas de slalom e hill climb.

    Engraçado como o assunto do post foi desviado. Era sobre o motor e suas origens. As explanações do Bob Sharp explicam porque nunca consegui encontrar informações técnicas desse motor em fontes internacionais, pois ele foi criado na Alemanha mas desenvolvido no Brasil na maior parte de sua vida. Bacana demais.

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  94. Estou reformando um 76, estou colocando um motor de opala 4 cilindros, cabeçote preparado, caixa de marcha do dodge 3 marchas, injeção eletrônica, 4 bobinas e penso em turbinar. Atualmente o carro ainda está sendo reformado.

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  95. Tenho a intenção de fazer como esse cara:
    http://www.jalopnik.com.br/conteudo/um-elegante-chevette-com-seis-canecos-em-v

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  96. Bob, eu trabalhei na oficina do Spiga, e conhecia bem o chevettinho dele, um 78 prata com placa CMT 1978, (CMT de Chevette Monza Turbo). ele tinha cambio de opala 6 e o diferencial tambem era de 6 com encaixe perfeito no eixo original do chevette, essa adaptação foi feita dentro da GM, Infelizmente o estado do carro hoje é lamentável, colocaram suspensão a ar e mais um monte de coisas tuning que mataram o carro (na minha opinião), o Spiga nunca deveria ter vendido este carro.

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  97. Marcelo

    Pois é... caiu nas mãos da peãozada, dá é nisso: Tuning, xenon, "suspen" a ar...

    Os que possuem um bom Chevette original, conservem-o corretamente. Se os venderem, irão para as periferias sofrer esses sacrilégios e virar aberrações.

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  98. Não é bem assim que funciona caro amigo... tenho um chevette dl 91 azul metalico
    todo original de lataria e interna perfeito!!!
    porrem com um motor 4.1 omega ele tem aquelas rodas esfiras originais porem tenho um quit a ar 8 valvulas!!!
    deixei o motor mais cilencioso possivel!!! ninguem nunca teve coragem de andar comigo !!!
    esse carro é minha vida ele ja saiu na "VRUMM"..

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  99. Tá vendo? "cilensioso"??
    "Nenhum dos mano anda comigo..."

    Mais um Chevette que infelizmente está nas mãos de peão...

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  100. boa tarde sou eletricista de autos, e se alguem podee me ajudar.
    tenho um chevete 93 quero tirar algumas duvidas sobre o sistema de
    alimentação.
    1 posição das mangueiras do sistema de alimentação
    2 ligação das mangueiras do filtro de carvão ativo
    3 na tubagem de admissão tem uma parece uma EGR de onde vem a ligação dela
    como ela funciona.
    desde já agradeço a quem poder me ajudar.
    williansilva076@hotmail.com

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  101. Tenho um DL 91/92 azul.É meu primeiro carro e esta bem conservado e comigo há um ano, sou o sexto dono dele e ao que parece o carro sempre foi bem cuidado,a exceção do ultimo dono de quem comprei com o capô com funilaria a fazer, devido a uma batida em um novo voyage, nada que tirasse o alinhamento do carro...
    O que posso dizer desse periodo que estou com o carro me agrada muito,o acabamento interno é excelente se comparado aos outros da sua categoria.Defeitos, sim claro ele tem, como a maldita agua no porta malas que estou tentando resolver e a tendencia de acumular agua na caixa de baterias, o motor 1.6/s, não nenhum bólido, mas encara sim cht's 1.6 e alguns ap's 1.6, seus principais concorrentes na epoca, principalmente se considerado que é um motor de concepção mais antiga que os vw citados.Preciso revisar as juntas de cartes e da tampa de valvulas, eo retentor do volante do motor,pra tirar de vez os vazamentos de oleo, que embora pequenos,tiram o sono de qualquer dono entusiasta, o comando necessita uma atenção quanto as folgas (assim como os cht e endura da ford) se não bate valvulas mesmo, no geral o carro pra mim é muito bom, basta encontrar um inteiro como o meu o que é um tanto complicado atualmente,modéstia a parte

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  102. Tenho um 76 (que é do meu pai), 1.4 a gasolina, 4 marchas, segundo dono, que foi comprado em 83.

    Pouco tempo depois começou a apresentar barulho de válvulas e foi mandado para a retífica, na ocasião foi feita uma retifica completa, incluindo a troca do comando e dos balancins pelos mais largos.
    Lá por 91/92 ele teve problema na bomba de óleo, que danificou um pouco a parte de baixo do motor, fizemos só a retifica do virabrequim, com troca de bronzinas, brunimento das camisas e troca de anéis, uma limpeza no cabeçote e polimento de válvulas, mas só porque já estava aberto mesmo. Tudo feito aqui em casa, exceto a retífica do virabrequim.

    Depois disso não tive mais problemas sérios, e ele rodou até o final do ano passado, foram cerca de 20 anos rodando sem ter que retirar o motor do carro.
    O motor começou a bater, e como já está bem rodado e eu precisava do carro adquiri outro motor em bom estado, 1.6, e câmbio de 5 marchas, que adaptei (a travessa do câmbio é diferente) em um final de semana, e na segunda-feira ele já estava rodando de novo.

    O motor original já estava apresentando outros problemas também, distribuidor esta com problema, variando o ponto entre um cilindro e outro, de modo que quando um cilindro funcionava bem o outro não. O Carburador já está bem corroído e difícil de regular. Juntando os problemas, do carburador e do distribuidor, o motor já não rendia como antes, já estava ficando difícil de usá-lo em transito normal, alem de não estar sendo mais econômico como o normal.

    Esse motor sempre dava uma embaralhada em baixa, que nunca consegui acertar nas regulagens, mas era um motor que abria a partir de meia aceleração, me lembro bem que no plano era muito fácil de passar dos 140 km/h e se deixasse o acelerador no fundo, em decida, o giro ia lá para cima e o ponteiro do velocímetro lá para baixo. Nunca tentei ir até o limite, mas acho que passaria fácil dos 180.

    Tive também alguns problemas de correia de comando, que nunca causaram danos algum no motor, alias para esse problema ainda não achei uma solução, antigamente as correias até duravam bem, mas de uma época para cá ele começou a arrancar os dentes da correia com muita freqüência.
    A correia parece normal mas em pouco tempo ele vai “comendo” os dentes, nem dá para perceber, quando vai ver já foi, e isso acontece abaixo da quilometragem de troca da correia. Já me falaram que é excesso ou falta de tensão na correia, montei correias mais justas mais folgadas, resultado pior, às vezes somente um dia funcionando. Troquei as duas engrenagens que acionam a correia, melhorou um pouco mas continua fazendo a mesma coisa.

    O comando de válvulas dele não é original, e dá para ver isso visivelmente. Fiz algumas medições no comando de válvulas dele, montado no motor e sem qualquer ferramenta especial, somente usando a engrenagem do comando como referencia. Fiz a mesma coisa em outro comando “original” e cheguei aos seguintes valores (com mais ou menos 2° de erro): Original [Admissão: 265°; Escapamento: 255°], Meu [Admissão: 288°; Escapamento: 274°].

    Agora pretendo reformar o carro, e o motor original e colocá-lo de volta, quero deixar o carro como novo, mas estou estudando fazer uns updates nele, tipo colocar injeção eletrônica (vou ter que trocar o carburador mesmo), trocar a ignição por eletrônica também, ou se fosse possível colocar um sistema de injeção e ignição conjugado.
    Além de fazer um serviço de reforma na carroceria bem feito e corrigir diversos problemas tipo, dobradiças das portas, troca dos assoalhos, retirar infiltrações de água, máquinas dos vidros que vivem quebrando, etc...

    Continua no próximo post.

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    1. Luciano poderia falar mais desse comando q vc colocou?, estou querendo trocar o meu, talvez um 298, mas o carro é de rua, queria q ele chegasse r´pido nos 7000/7500....qual a rotação máxima do seu comando e q carburador vc usa? Obrigado.
      Sergio Carvalho

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    2. Sergio, esse comando aí foi colocado no meu tempo de criança. Eu não tenho condições de dizer porque foi colocado justamente esse comando no carro, só sei que ele foi trocado na retifica porque o carro estava com problema de válvulas.

      O comando original estava muito gasto, então foi colocado um comando novo, já com os balancins largos (o 76 ainda era balancins estreitos). Mas ninguem em casa tinha conhecimentos mecânicos na época (década de 80), portanto esse comando não foi colocado por escolha, e sim, pelo menos eu acho que foi, por engano mesmo. Mas não tenho como descobrir isso mais, pois faz muito tempo.

      Vou esclarecer que não é um carro preparado, portanto é tudo original, exceto esse comando que nem sei de onde é, só sei que não é o comando original de linha porque já comparei ele com um original, conforme eu disse no post acima. Também gostaria de saber que comando é esse.

      Quanto ao carburador, é o original mesmo, mas tanto o carburador quanto a ignição sempre deram trabalho para acertar, acho que por causa do comando, tanto que eu acabei virando "mecânico do carro" já dificilmente um mecânico aqui da cidade conseguia acertá-lo.

      O ponto, por exemplo, se fosse regulado certo amarrava o carro, então ele sempre ficou uns dois ou três graus a mais.

      Quanto a giro não sei te dizer exatamente qual era a faixa melhor de giro dele, mas em terceira, dava para sentir uma diferença a partir dos 70 Km/h, nesse ponto o motor abria facilmente até uns 120, ou até mais, mas nunca deixei o giro dele subir demais.

      Só para fazer uma comparação, o carro está com motor 1.6 agora (não está lá grande coisa em desempenho), mas o diferencial é o do 1.4, ou seja, está curto para o motor, mas há uma diferença bem grande de comportamento.
      No 1.4, quando em uma subida, principalmente em cidade, e o giro caia muito, tinha que reduzir, por exemplo de 3° para 2°. Mas no 1.6 isso não acontece, onde eu subia em 2° com o 1.4, o 1.6 sobe em 3° ou 4°, mesmo com motor em baixa rotação.
      Já na pista, o 1.6 não abre giro como o 1.4 abria, mesmo a relação sendo curta para o motor.

      É estranho isso. Mas mesmo que o comando seja para maior rotação, ele não atingia o melhor, porque o resto ainda é original.

      Se alguem conseguir descobrir que comando é esse me avisem por favor.

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  103. Continuando (acabou o espaço e não deu para escrever tudo, rsrs).

    Gostaria de deixar algumas perguntas, se alguém puder me responder:

    Qual será o motivo da correia de comando não está agüentando a quilometragem recomendada, seria por causa desse comando mais bravo? Mas se for por causa do comando, porque antigamente as correias duravam mais?

    Que comando é esse? Pois eu ainda não consegui descobrir.

    Tem alguma injeção eletrônica que funciona bem no Chevette 1.4/1.6 e que possa ser facilmente adaptada? Alguém sabe de algumas dicas, ou de algum já adaptado, pois pretendo fazer isso eu mesmo, mas preciso de algumas orientações.

    Ah! E se eu tiver sucesso na revitalização desse Chevette logo vai ter outro na garagem...

    Ótimo Post Bob Sharp.
    Ótimo Blog a toda a equipe AE.
    Abraço a todos.

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  104. Qual a marca da correia que você usa, Luciano?
    A Marelli G-7 (Tempra I.E. monoponto) funciona bem, sem muita dificuldade de adaptação.

    Um abraço.

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    1. Amigo, acho que já testei todas as marcas "normais", que me lembro foi Continental, Gates e Goodyear. Agora está com Continental.

      Mas o estranho é que o motor 1.6 que está nele no momento não está fazendo a mesma coisa, e está usando as mesmas correias, e a correia nova que coloquei neste, que foi colocada da mesma maneira que colocava no 1.4, já está rodando a um bom tempo.Parece que o problema estava acontecendo mesmo no 1.4, seria esse comando o culpado?

      Obrigado pela dica da injeção, vou dar uma pesquisada. Agora multiponto complicaria muito?

      Conhece algum chevette com injeção?

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  105. O seu problema provavelmente são as engrenagens, inferior ou superior, que com o passar do tempo começam a danificar a correia. Isso acontece especialmente com a engrenagem inferior, da árvore de manivelas.

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    1. Já tentei isso, troquei as duas engrenagens por novas, o rolamento tensor, mas o problema persiste.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. Quer dizer, agora não porque estou com outro motor no carro...

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    4. E a correia ainda não arrebentou dessa vez.
      Parece que o problema é somente no outro motor mesmo.

      Vou verificar se o virabrequim, o comando e as polias não estão excêntricas.

      Talvês possa ser isso.

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  106. Muito legal o post!!! Mas uma dúvida, o motor do junior é apenas uma redução de curso/diametro do 1.6?? Neste caso um misto quente com o 1.0 não seria interessante colocar ele para girar, se tratando de um motor com curso bem curto?

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  107. meupai comprol um chevete 82 era o sonho dele não porque ele gostase ele nem emtende de carro mas sem porque ele queria que eu aprendese a derigir eu aprendi e me apaichonei pelo carro

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  108. me tira uma duvida tem como subestituir o platinado orotor condenssado do ceveti 82 e apeça que fas a queima dopistoms e por por uma queima eletrica pois op´latinado dar muito trabalho fica colado e preciso regula se não não pega

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  109. O post estava legal, em alto nível de debate, mas aí aparecem os "mano das chevetêra" e avacalham com tudo.

    Procure uma alfabetização básica!

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  110. Suez, realmente você tem razão, não dá pra entender muito bem o que o "mano aí de cima" falou.

    Mas se a pergunta é tirar o platinado e colocar ignição eletrônica, "o negocio é o seguinte", nunca vi fazer isso usando o mesmo distribuidor, somente trocando-o por um já de ignição eletronica.

    A troca é fácil, tira o distribuidor convencional, põe o eletronico. Instala o módulo. Regula o ponto, e seja feliz....

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  111. kkkkk, estava lendo o post calmamente quando o anônimo me fez rir...

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  112. chevette é td de bom.

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  113. A minha vida foi envida com chevette,para mim é o melhor carro para se preparar de rua´o mais bravo de todos,melhor ronco e enfim o mais barato de se preparar... tive muitos bem nervoso.

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  114. carro de desenho romântico,assim diz um camarada que entende de arte.sei que é muito bom de guiar,já tive um 83 que funcionava muito bem,bem acertado depois de uma retifica e o motor foi acertado lá mesmo,o problema é que o motor do chevette tem um acerto especial e não é qualquer mec que acerta não tem que ter conhecimento e boa vontade. por isso desisti,só compro outro agora se for um DL pouco rodado

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  115. Olá pesssoal, gostei muito dos comentários, e principalmente da matéria publicada pelo Bob , como novato no espaço, só no espaço , (sou modelo 1948)
    tenho algo a dizer, tive muitos carros, fiat 4, VW 4, dodge 5, sinca, ford 5
    GM 5, enfim vários, hj somente celta, uno, agile, fiat, e uma MARAJÓ SLE, essa
    não tem preço, tirei em novembro de 1989, a última SLE produzida pela GM, tenho nota fiscal...Posso afirmar que nunca fiquei na mão com ela, agora beirando 300
    mil KM, vou dar uma renovada geral, ela merece, ainda está andando , e muito bem
    mas precisa um UP. irei deixa-la como tirei na loja, só posso falar bem do carrinho.
    abraço a todos

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  116. Tem um motor de Chevette na oficina do curso de mecânica que faço (não sei se é o 1.4 ou 1.6, mas o bloco é azul e o cabeçote amarelo) e acho ele bem grande, se comparado com o AP ou CHT. Por que será?

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  117. Tive um SR prata por 14 anos, (não original só as rodas - gaúchas, volante menor e de melhor pega e o pomo da alavanca de câmbio, de borracha, com desenho inspirado na do Golf, de ótima pega)colocando-o em estado de novo a cada 2 anos (comprei com 14.000km. Até hoje me arrependo de tê-lo vendido, pois quem o comprou "acabou" com o carro em menos de 6 meses, pelo uso indevido e falta de cuidado... Nunca mais vi um igual para comprar. Êta carrinho bom, sô... ô saudade...

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  118. Sou um velho fâ do Chevette. Foi o carro no qual aprendi dirigir, antes de poder tirar a habilitação, pois não tinha idade para tanto. Meu pai deve ter tido em torno de uns 10 chevettes em sua vida, sendo que posso dizer que passei a metade de minha vida andando nesse modelo de carro, como motorista ou passageiro. Dessa época só guardo boas recordações!
    Hoje tenho 40 anos, possuo um Renault Clio 2008, mas por incrível que pareça tenho também um chevette 1990, 1.6 S, L, à gasolina, praticamente original, que acabou de "virar" o velocímetro, ou seja, ultrapassou os 100.000 km pela primeira vez, o qual é usado diariamente por minha esposa em trajetos urbanos.
    Temos o carro há mais de 5 anos e praticamente não tínhamos o que reclamar do nostálgico carrinho. Entrentanto, nos último 3 meses o carro não para de afogar quando o dirigimos. Toda vez que o levo ao mecânico, que por sinal é um profissional excelente, inclusive professor do Senac do Curso de Mecânica de Automóveis, o mesmo nos diz que o carburador estava com sujeira. Tal fato está se repetindo semanalmente e estamos começando a ficar chateados! Só abastecemos com gasolina de boa qualidade. Todos os filtros de óleo, combustível, e ar são novos. O mecânico diz que o carburador está perfeito. Já não sabemos o que fazer para solucionar o problema, e novamente termos o prazer de dirigir um carro com tração traseira, muito diferente na sua dirigibilidade do que a maioria dos carros nacionais de hoje, os quais têm tração dianteira!
    Dessa forma, se alguém tiver um conselho ou uma dica para resolvermos tal problema, eles serão muito bem-vindos.

    Desde já os agradeço.

    Um abraço à todos AUTOENTUSIASTAS!

    PARABÉNS AO BOB SHARP PELA EXCELENTE MATÉRIA.

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  119. Gostaria de saber a relação R/L do Chevette 1.0 Junior, vulgo pesadão, é extremamente dificil de achar o tamanho das bielas de qualquer motor.

    Luan Ferrari Mariano

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  120. Tenho um Chevette Prata 1.6/S 93 Motor Cinza Cabeçote um pouco rebaixado Carrburador Novo Mecar 2e(Corpo Duplo), motor parte de baixo refeita em dezembro de 2012..
    coloquei 160 km indo pra cabo frio na estrada de Rio Dourado kkkk (o bicho tremia mais do q tudo)
    coloquei um coroa no Cerato pra passar vergonha XD o carro eh mto bom.. to reformando.. atualmente com Rodas 17 Cromadas.. Muitos debocham do carro..sendo q nao sabe oq falam nao tem brinquedo melhor rs no dia q fiz esta viagem Campos dos Goytacazes - RJ x Cabo Frio - RJ Foi pé no meio do acelerador pra lá..e em nenhuma hora hesitou em me deixar na mão..
    no meu face tem as fotos de antes e depois...esse chevette tbm ganhei de presente de niver do meu velho..e foi tbm nele que aprendi a dirigir..
    Facebook --> Hivysom Cordeiro

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  121. comprei um motor de chevette com a numeração 93269195 gravada no bloco do motor acima da marca gm. Gostaria de saber a qual chevette pertence, se é que é motor de chevette
    grato

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  122. Muita informação que eu não sabia sobre o motor. Sabia que era tecnologia alemã e não americana. Confirmo o elogio ao câmbio à direção e a robustez da tração trazeira, ruidos a parte. Meu Cheva em um 89 1.6/S. Bomba de gasolina, instalada lá na frente, do Monza com regulador de pressão de uso em turbinados. Bobina eletrônica do Polo. Ar condicionado. A suspensão dianteira era muito baixa. Eu mesmo coloquei causos na parte inferior e superior e melhorou bastante. É ótimo de arrancada e manda bem nas subidas, até me surpreendendo. O motor já foi retificado. Comprei com 30.000km já estou próximo de 70.000km. Manutenção preventiva é fundamental. A cada duas trocas de óleo lavo o motor com querozene. 2 litros no carter e dou a partida. Após um minuto tiro o bujão espero dar o último pingo. Entra óleo novo e caio na pista. Tive sérios problemas com vazamento na saída da caixa. Luva do cardã gasta. Troquei por uma comprada no ferro velho e tchau problema. Hoje ele está na lanternagem/pintura todo desmontado. Vai sair novinho. Dentro vai entrar bancos Recaro do GSI, tudo em couro e outras cositas mas...

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  123. tenho um 83 ,e só me da alegria manutenção mais barata impossivel, parte de baixo std desde pistoes ate vb, montei um misto quente ,com cabeçote do vectra roletado e injeção de 2011 pra ca venho andado e só alegria motor com quase 200mil e folego de sobra, exelente pilotagem,proximo passo vai ser por um ar

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  124. Tenho um chevette ,82 a 17 anos comigo 4 marchas agora esta apresentando muita desgaste folga e até ferias como digo brincando porem serio ,pois comprei uma caixa de 5 marchas para coloca-la ,porem antes quero abri-la toda para limpeza e troca de rolamento todos, retentores e um belo polimento na capa seca da caixa , alias ja fiz , e da para pentear os cabelos , depois envernizei com verniz automotivo ficou uma obra de arte, expetacular melhor que de concessionária substitui os parafusos externos por os mesmos porem por inox pois tenho pavor de corrosão , OBS .depois de 17 anos consegui achar um volante original dele : restaurei todo deixei zerinho em folha , pois não perde nada para direção hidráulica simplesmente é incrivél este automóvel chevette é mais que fantástico carro eletronico não quero nem de graça pois quando enguiça no transito não se pode fazer nada pois é uma parnafenalha de fios ,modulos , sensores e mais tranqueira , to fora destes lixos da modernidades , em 17 anos fiquei empenhado somente 2 vez na rua. pois o volante comprei em 09/08/13 e o carro comprei em 31/01/1996 tenho até o momento não vendo nem troco por nada pois o carro é uma macies para dizer, uma delicia ele ficou 1.5 ainda tenho mais uma retifica para fazer ai ficara 1.6 para toda galera deste site o meu imenso abraço e fiquem com paz e benção do universo . do amigo aqui de POA.. André !

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    1. André,
      Parabéns pela paixão e devoção ao seu Chevette!

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  125. Opa ! Alguém sabe se o motor dos Chevette S/R saiu com alguma modificação de fábrica para mais
    performance? Ou se o módulo de ignição era amplificado? Pergunto isto porque achei num catalogo da NGK de 1981 a vela com abertura de gap de 1.1mm indicada para o S/R com ignição eletrônica . O código da vela era BP6FS-11. Se alguém tiver alguma informação agradeço.

    Roberto

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  126. Viajei num chevette 1978 1.4 de Nova Friburgo (região serrana do Rio) para Alexânia (cidadezinha do interior de Goiás, mais de 1.400 km. O carro levou três adultos, uma criança mais bagagens no grande porta-malas e em cima, no bagageiro. A única coisa que nos preocupamos foi com o abastecimento. O carro não deu trabalho, nem pneu furado. Amo chevette.

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  127. Tenho um chevette DL 91, sou o terceiro dono peguei ele com 113000km com 146000km instalei um kitgnv faço sempre manutenção preventiva e agora ele esta com 358000km originais e nunca abri o motor, troco o óleo a cada 4000km como ele tem uma alta km uso o castrol 25w 60 .
    É um ótimo carro nunca me deixou na rua, anda muito bem e não é amarrado, tem que saber amaciar ele pois já colei ponteiro varias vezes com ele.

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  128. Queria saber se vale a pena, e o que teria que mudar no Chevette SL 86 a alcool, para transformá-lo para gasolina ?

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  129. Excelente texto. Aqui em casa, minha mae teve 3 chevettes. O primeiro deles (e o primeiro carro dela) foi um hatch vermelho, a alcool, acabamento em veludo preto, lindissimo. So tive a oportunidade de dirigir um 78, mas minha mae diz até hoje que era um carro bom, otimo de manobrar porque esterçava bastante e a direçao era rapida e leve!
    Sobre as partidas a frio era aquela velha historia, segundo ela, em dia frio era dificil hehe mesmo com tudo em ordem.
    Sera meu proximo antigo

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    1. Ok, galera, só posso dizer uma coisa, tenho um Chevette 80 bege metálico série ouro, o bichinho é o capeta para andar...kkk, Quando viajo nele só vê comentários tipo “essa bosta tem motor de Opala, só pode”.. Muitos carros populares não acompanham o bichinho não....tenho ele há mais de 20 anos...tem que ver, lata fina, não tem nenhum podre... motorzinho azul, até o rádio é original. Sou feliz demais com o bichinho, não troco ele por nada, deixo o outro meu zero na garagem parado e não ando mais nele. Quando eu paro em algum lugar e pedem para ver o motor, no que eu abro o capô só ouço elogios, o pessoal fica doido...kk

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