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17 de dezembro de 2011

PORSCHE VOLTA A LE MANS EM 2014



2014. Este é o ano em que a Porsche promete voltar a Le Mans para disputar a vitória. E já estão fazendo propaganda para instigar os fãs. Veja, abaixo, o vídeo divulgado pela fábrica.


A primeira conquista da Porsche na mais importante corrida de longa duração do mundo foi em 1970, quando Hans Herrmann e Richard Attwood levaram o 917K vermelho e branco para a vitória (o segundo e terceiro lugares também foram da Porsche). Desde então, foram nada menos que 16 vitórias, recorde absoluto até hoje. A Audi está com 10.



Porsche 917K, primeira vitória da marca em Le Mans, 1970
O ano de 1998 foi o último a ter um carro da Porsche no topo do pódio, o modelo GT1-98 pilotado por Allan McNish, Stephane Ortelli e Laurent Aïello. O segundo lugar também foi de um GT1-98. Esse carro foi totalmente reformulado mediante o forte avanço dos concorrentes, mas ainda seguindo o conceito dos modelos GT1 anteriores, o 98 estava muito mais para um 962, pois possuía motor central. O carro que ilustra o começo do post é este GT1-98.


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Para 2014 a briga é outra, mais séria, pois a concorrência está com outra tecnologia - os motores Diesel. Até lá ainda tem tempo, 2012 e 2013 ainda não chegaram, não sabemos como será a disputa nem o que os fabricantes irão inventar. Mas uma coisa é certa, a chance de ser mais um domínio de Audi e Peugeot é grande.

Caso não haja grandes mudanças de regulamento para equilibrar a disputa entre os carros movidos a diesel e os a gasolina, a briga vai ser com esses motores. Minha aposta é que a Porsche deve partir para o lado dos motores híbridos. O 911 de corrida já possui tecnologia similar ao KERS (recuperador de energia cinética) da F-1 com o GT3 R Hybrid.

GT3 R Hybrid

Não muito tempo atrás, a Porsche apresentou o conceito do 918 RSR, um híbrido com acumulador de energia cinética por meio de um grande volante girando a altíssimas rotações, comentado aqui (http://autoentusiastas.blogspot.com/2011/03/o-chrysler-com-tecnologia-do-porsche.html ) quando falamos do Chrysler Patriot. O RSR mesclava o V-8 a gasolina de injeção direta do Spyder LMP com a tecnologia dos motores elétricos. Esta opção parece ser a mais lógica, pois o conceito já foi desenvolvido e a Porsche entrou forte neste nicho de carros de corrida híbridos, e o 911 GT3 R Hybrid que já está em ação é a prova disso.

O volante acumulador de enegia cinética

O chefe da Porsche Motorsports, Hartmut Kristen, declarou que a Porsche vai para a briga com novas tecnologias, e defendeu a hipótese da motorização híbrida, por já ser de conhecimento da empresa e uma forte tendência atual. Até 2014, podemos ter surpresas, pois a Peugeot também já mostrou no passado um conceito do 908 equipado com tecnologia híbrida, o modelo 908 HY. O híbrido tem sua autonomia estendida pelo reaproveitamento da energia de frenagem, quando o sistema é "carregado" para depois ser "descarregado" em forma de potência nos motores elétricos, auxiliando o motor a combustão. Por outro lado, é um peso a mais e complexidade extra no conjunto, que sempre tem que ser o mais simples possível para evitar falhas. Quanto mais complicado, maior a chance de falhar.

Como a Porsche deve partir para um projeto novo já com o conceito escolhido consolidado, o fator peso pode muito bem ser absorvido, pois por regulamento há o peso mínimo a ser respeitado de acordo com a categoria, e se no projeto o peso do conjunto de acumulador de energia e motor (ou motores) elétrico já for contabilizado, não será um extra, mas sim uma parte já contabilizada. O problema maior seria colocar o sistema em um carro já existente. Acredito também que algo do antigo LMP2 RS Spyder seja aproveitado, pois foi um projeto de sucesso.

Outra opção seria a adoção do Diesel convencional, assim como os concorrentes. Considerando que Porsche e Audi estão ambos sob a asa da VW, um compartilhamento de tecnologia não seria impossível. Impossível não, mas muito pouco provável. A ideologia da Porsche não deve permitir isso, já que sempre foram os líderes em tecnologia e novas soluções (lembrando que o RS Spyder foi um dos pioneiros no motor com injeção direta). A alta direção da Audi também já afirmou publicamente que não estão envolvidos nesta decisão de retorno da Porsche para a principal categoria de Le Mans, logo uma troca de tecnologia fica ainda mais restrita.

Hoje ninguém pode com os carros equipados com motores Diesel, o regulamento lhes permite atingir torques fenomenais com turbo e o menor consumo relativo aos gasolina os levam a menos paradas para reabastecimento. Somente uma nova tecnologia pode mudar esse panorama. Contando que o regulamento ainda fique mais para o lado dos diesel, pode ser aí que se encontrem as chances da Porsche. Será que combinando uso de KERS e híbridos, consigam mais eficiência energética, suficiente para derrotar um diesel Audi ou Peugeot? Talvez seja essa a aposta.

De votla ao templo...

De qualquer forma, será mais um grande nome na disputa, e a Porsche não costuma entrar para perder.

MB

11 comentários:

  1. Ninguém entra pra perder, mas as vezes acontece, como o fiasco na CART em 1988, e no retorno à F1 em 1991...

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  2. E qnd é q Le Mans voltará?

    Pq esse arremedo de Le Mans não conta.

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  3. Tomara que a Porsche volte mesmo para incomodar a concorrência, de forma a resgatar sua antiga ligação com competições. E o público somente ganha com isso, já que haverá mais uma equipe forte lutando pela vitória.

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  4. Assustei com a primeira foto, monstro de carro!

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  5. LM está sem graça, afinal, quem mais tem vontade de desenvolver um bom motor Diesel?
    Não duvido que numa dessas acabem proibindo como já fizeram com os Wankel.
    E são nas mudanças de regulamento que a Porsche se dá (muito) bem.

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  6. Mercedes poderia entrar na briga novamente...

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  7. Tomara que seja uma briga boa entre Diesel vs Hibridos.

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  8. Essa dominância dos motores diesel só acontece porque são marcas européias, se fossem de outro continente, ja teriam mudado o regulamento para equilibrar a disputa, ou até para eliminar o "estrangeiro"...

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  9. Joel

    Diesel é altamente difundido na Europa, vendas altíssimas. Só por aqui que é o absurdo da proibição de venda de carros diesel.

    Justifica e muito o desenvolvimento de motores diesel.

    abs,

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  10. Pisca,

    Não entendi seu comentário.

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