25 de fevereiro de 2012

TRÊS HISTÓRIAS DE CARRO DE POLÍCIA

 Foto: autoworld.wordpress.com
Mercedes-Bena CLS Brabus (autoworld.wordpress.com)


Depois de ter publicar o post Arma de Guerra, falando do novo Ford Police Interceptor para a polícia americana, o assunto veio à baila nos comentários e um leitor lembrou uma Parati da policia pela qual fui responsável por sua preparação. Fiquei de escrever a respeito e aproveito para falar de mais dois carros de polícia. Foram três as ocasiões na minha vida em que me envolvi com esse assunto.

A Parati da Polícia Civil

A primeira foi em 1987 ou 1988, quando eu trabalhava na Volkswagen comandando o esquema de competições da fábrica. Um dia meu chefe (Ronaldo Berg, atual gerente da Peugeot Sport no Brasil) me chamou à oficina na Ala Zero, onde estava com um policial civil de nome Fábio e uma Parati 1,6 já bem acabada. Depois da apresentação, o Ronaldo me pediu “para dar um trato” na Parati, em caráter de total cortesia e colaboração não oficial da VW com a polícia. “Claro, pode deixar, vou providenciar isso logo”, disse ao chefe, mas sem dizer a ele o que pensei naquele momento: fazer uma Parati especial para o trabalho policial. Eu tinha uma ótima equipe de mecânicos que trabalhava na preparação dos carros de rali da equipe de fábrica e, nas provas, dando o essencial apoio, tanto no Brasil quanto no Uruguai, Argentina e Chile. Era um pessoal treinado e bem-preparado.

Só ilustração; a Parati da história era bem mais antiga. Mas o esquema de pintura era o mesmo

Com a Parati no elevador, tudo o que não era carroceria na parte de baixo foi simplesmente jogado fora. Mandei buscar um motor AP 2000 na produção e levá-lo para a engenharia na Ala 17, no alto do morro, onde o engenheiro Luiz Antônio da Silva, que trabalhava exclusivamente para Competições, aplicou ao motor o material que tínhamos, como os cabeçotes trabalhados, tuchos (que não “cuspiam” pastilhas) e molas de válvulas especiais. Não usamos o comando de competição tipo Schrick 288 porque era essencial arrancadas imediatas no trabalho de polícia. O comando foi o do Golf GTI/Gol GT, que já era bem nervoso. E, claro, a carburação Brosol 2E  foi calibrada para potência, deixando-se consumo de lado. Na época quase não se falava em emissões, mas se já houvesse limites estes teriam sido solenemente ignorados.

A taxa de compressão foi aumentada para 12,5:1 (era a etanol, taxa original 12:1). O motor rodou no dinamômetro para assentar bem e a potência era, salvo engano, 130 cv líquidos.

Para o câmbio, usamos um cinco-marchas com relações mais próximas (tínhamos uma infinidade de relações) e uma relação de  diferencial que fizesse a Parati chegar a 200 km/h a 6.000 rpm. O objetivo era favorecer a aceleração.

No chassi rodante, tudo dos carros de rali, como as molas Fabrini de 22 N/mm na dianteira e os amortecedores especiais Cofap desenvolvidos pelo engenheiro Turini. As molas, além de mais duras, levantaram intencionalmente a Parati em 10 mm para mais agilidade em pisos ruins, subir em calçadas e outros usos severos da função. Tudo, freios, rodas, pneus, era como se fosse para a Parati participar de um rali.

Evidentemente eu tinha muito o que fazer e não a cheguei a medir desempenho. Mas a Parati era um verdadeiro canhão, o policial Fábio ficou maravilhado. Ele costumava dar um passada na fábrica para um café e contava como buscava qualquer coisa que tentasse escapar. E ele dirigia bem, era famoso na polícia por essa qualidade.

É uma pena eu não ter fotos da Parati para colocar neste post. Tentei encontrar o Fábio para ver se ele tinha, mas não o encontrei. Muito tempo se passou.

Omega policial

A segunda vez que me vi às voltas com o assunto carro de polícia foi quando eu já estava na GM. Procurei convencer o vice-presidente André Beer, um verdadeiro manda-chuva lá,  a criarmos uma versão policial para o Omega, mas não consegui. Nem lhe mostrando uma arte que mandei fazer (do meu bolso) de um Omega decorado com as cores e insígnias da Policia Militar de São Paulo, para incentivá-lo. Não tenho mais o desenho, infelizmente.

Esse foi o arrazoado que preparei para a criação do Omega policial, que chamei internamente de Omega CP (carro de polícia):

"Omega CP — Como e por que pode ser verdadeiramente valioso

Numa recente viagem aos EUA, notei que os carros de polícia eram na maioria Ford Crown Victoria. Perguntei a mim mesmo por que tem de ser diferente no Brasil, com policiais militares e civis a bordo de Volkswagens e Fiats absolutamente inadequados, após a descontinuação do Opala.

Depois que o Opala parou de ser usado pela PM de São Paulo, seu substituto natural seria o Omega. Mandei fazer o desenho de um exatamente com as cores e insígnias da corporação militar; pena eu não tê-lo mais

Isso me levou a imaginar: não deveria o Omega, devidamente adequado para ser um autêntico, eficiente e respeitável carro policial, ser o sucessor natural do Opala e o melhor até hoje para esse fim?

Algumas razões para a idéia do CP

O Omega é grande o bastante para impor respeito e levantar o moral dos patrulheiros. A polícia de São Paulo está para ser reorganizada, diante de pressões da sociedade por melhorias na segurança pública.

O Omega é, de longe, o sedã de classe superior que apresenta melhor estabilidade, e um dos melhores no Brasil em todos os tempos, bem como é o mais veloz, à exceção do Tempra Stile turbo.

O modelo possui o motor mais adequado para uso policial — um robusto e confiável 6-cilindros OHV de 4,1 litros que desenvolve potência abundante nas faixas inferior e média devido ao elevado torque. É também insuperável para as polícias rodoviárias.

Em configuração standard, o Omega 4,1 pode atingir pelo menos 210 km/h no plano, o que constitui valor especial para qualquer carro de polícia.

A tração traseira do Omega é mais adequada para carros desse porte do que a tração dianteira. O carro é fácil e seguro de dirigir, perdoa erros e possui diâmetro de curva dos menores, todas três características muito atraentes para um carro de polícia. Além disso, possui alta potência de frenagem (quatro freios a disco).

O elevado peso em ordem de marcha é uma vantagem nas agitações de rua, pois fica mais difícil virar o carro pela multidão enfurecida. Também, estabilidade e desempenho não se deterioram muito se houver três pessoas (presos) no banco traseiro.

O carro pode ser vendido para outras polícias estaduais, bem como para a Polícia Federal. Ou mesmo para países do Mercosul — a polícia argentina usa Chrysler. Além disso, o governo do Amazonas acaba de anunciar uma nova frota de carros de polícia: Ford Explorer.

O entreeixos longo e o espaço para pernas o torna adequado para instalação de divisória atrás dos bancos dianteiros, de modo a formar a cela para presos. O VW Santana não é grande o suficiente para isso.

A última vez que carros americanos grandes foram usados pela polícia foi nos idos de 1950, no Rio de Janeiro (Polícia Especial, os “quepes vermelhos”). Foi escolhido o Ford 1949 para o patrulhamento tático móvel.

De maneira a satisfazer as necessidades de uso policial, algum retrabalho deve ser feito no CP:

  • O acabamento deve ser mais simples, nível GL ou até L.
  • O encosto do banco traseiro deve ser travado permanentemente.
  • A relação do eixo motriz deve ser encurtada, 3,15:1 em vez de 3,08:1, para melhores acelerações e retomadas.
  • Redefinir o gerenciamento do motor para máxima potência (não há necessidade de conformidade com os níveis de emissões da Fase 3 do Proconve), bem como o catalisador pode ser eliminado (ninguém irá questionar um carro de polícia)
  • As rodas devem ser de aço, com pneus de classificação de velocidade “V”.
  • A suspensão deve ser levantada em cerca de 20 mm e endurecida consideravelmente. Não são necessários amortecedores pressurizados; hidráulicos recalibrados são suficientes.
  • O pára-choque dianteiro poderia ser modificado de maneira a ter garras para impulsão, do mesmo modo que na polícia americana (para tirar veículos quebrados da rua).
  • As juntas homocinéticas das semi-árvores podem precisar de reforço, de maneira a evitar quebras (é melhor verificar esse assunto com a engenharia).
  • Os equipamentos de iluminação e luzes estroboscópicas devem ser da melhor qualidade e apresentação, sendo aconselhável importar esses itens, por exemplo, os faróis que piscam alternadamente.
Para lançar a idéia, alguns passos precisam ser dados: Devem ser construídos protótipos, três devem ser suficientes. Para essa tarefa, qualquer bom terceiro estará disposto a cooperar. Os fornecedores de equipamento original devem participar, como a Bosch, que fornece a injeção de combustível.

Os protótipos devem ser colocados à disposição de autoridades capazes de tomar decisões, como o governador em seu palácio, o secretário de Segurança Pública e o Comandante Geral da Polícia Militar.

Uma coletiva de imprensa e uma demonstração deve ser levada a efeito no campo de provas, de maneira que a maioria dos jornais, revistas e emissoras de televisão falem do fato com alarde. E um press release completo é essencial.

Do ponto de vista de marketing, o CP certamente irá melhorar a imagem do Omega como um carro robusto e durável. Ao conseguir isso, pode ser esperado aumento de vendas do Omega e da linha Chevrolet como um todo. Acima de tudo, a GM angariará atenção numa maneira muito positiva."

A sugestão não vingou,.infelizmente.

Melhorar a Blazer

A terceira vez foi quando um grande amigo, Caio Alfaya, que conheci no automobilismo – ele era presidente do Conselho Técnico-Depsportivo Nacional (CTDN) em 1984, quando comecei na Volkswagen – e dava consultoria para a PM de São Paulo. Um dia me procurou dizendo-se preocupado com tantos policiais mortos e feridos em acidentes com as Blazer, e  me pediu para listar recomendações para a corporação com o intuito de melhorar o triste quadro. Preparei esta lista e entreguei a ele, mas não sei o que aconteceu depois. Esse foi o documento:
 
Blazar capotada, mas esta é da Policia Civil (noticias.terra.com.br)

"Objetivando melhorar o comportamento dos veículos Chevrolet Blazer 4,3-litros V-6 para proporcionar mais segurança para os policiais militares do Estado de São Paulo, são aconselháveis as seguintes modificações:
  • Substituir os pneus originais, do tipo on/off-road, por on-road. Um dos quatro fabricantes nacionais – Pirelli, Goodyear, Bridgestone-Firestone e Michelin – poderá colaborar com a PM no sentido de orientar quanto à melhor opção e passar a fornecê-lo.
  • Promover o rebaixamento da suspensão em 20 mm ou 30 mm para abaixar o centro de gravidade. O fabricante do veículo não se furtará de calcular as novas molas, em conjunto com o fornecedor, o mesmo valendo para adequação dos amortecedores para a nova configuração de molas.
  • Dotar o veículo de tração positiva (diferencial autobloqueante), que pode ser fornecido pelo fabricante do veículo. Já foi equipamento original dessa família de veículos.
  • Aumentar a resistência à rolagem por meio barra estabilizadora dianteira mais grossa e aplicação desse item na suspensão traseira, onde inexiste. Será necessária a participação da General Motors do Brasil nessa modificação, que terá de ser devidamente testada.
  • Recalibrar a assistência de direção de maneira a deixá-la menos leve e sensível em alta velocidade. A direção do veículo é muito rápida e, sendo leve, contribui para a perda de controle. Novamente será preciso que o fabricante participe do processo de modificação.
  • Calibrar os motores para mais potência, mesmo que implique aumento das emissões gasosas pelo escapamento. Afinal, trata-se de viatura policial.
  • Usar pastilhas de freio à base de amianto, que produzem frenagem em espaços mais curtos e demoram mais para sentir os efeitos do superaquecimento (fading). O material é proibido hoje, por ser cancerígeno, mas estamos falando de viaturas policiais, em que a não-observância dessa proibição é mais que justificável. 
  • Reforçar lateralmente o banco do motorista para que este ganhe firmeza e facilite a pilotagem em condições extremas. Se possível, adaptar um bom apoio para o pé esquerdo.
Quanto aos policiais, enfatizar a necessidade usar sempre o cinto de segurança, mesmo os que se sentam no banco traseiro."

Resultado do "jogo": perdi por 2 a 1, só um carro especial de polícia vingou, e assim mesmo um só...

BS





117 comentários:

  1. Interessante, e realmente poderia a polícia ser mais preparada, tanto tecnologicamente quanto psicologicamente e enfim, acho que algumas coisas na sociedade melhorariam apesar disso não ser o essencial para questão de segurança pública.
    Sobre os carros, a cidade de Americana, está usando o Jetta para a Guarda Municipal, mas não creio que seja preparado, mas já é um começo, quem sabe essa não seja a tendência, e deixe os "Corsinhas" Pálio para apenas ronda escolar e nada mais.

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  2. Eurico Jr.25/02/12 12:14

    Mais um post impecável do Bob. Sensacional!

    A título de curiosidade: uma nova empresa dos EUA, a Carbon Motors, se propôs a fabricar um veículo específico para o uso da polícia.

    Motor BMW turbodiesel, design totalmente funcional, alta durarabilidade... parece ser coisa fina. E os carros serão sucateados após o fim da vida útil, para evitar que caiam nas mãos de civis.

    Confiram:

    http://www.carbonmotors.com/

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    1. Eu já andei pesquisando sobre esse Carbon E7, ele se propõe a ocupar um nicho que foi deixado em branco pelo encerramento da produção dos grandes sedans com chassis/carroceria que proporcionavam uma vantagem de manutenção para as viaturas. Essa empresa propôs um carro com chassis e desenho funcional, com mecânica e sistema elétrico dimensionado para o serviço, blindagem, portas suicidas que proporcionam proteção em caso de tiroteio. Quando vi esse carro, tive o desvaneio de pensar em uma hipotética versão Tupiniquim. Vou fazer um exercicio de imaginação parecido com o do Bob:
      Veiculo com chassis separado da carroceria, desenho funcional, tração traseira com componentes mecânicos nacionais de prateleira, para facil manutenção e reposição. Seria mais ou menos como uma versão urbana do Agrale Márrua, produzido para uso do exercito. Robusto e sem frescuras desnecessárias.
      Motor longitudinal dianteiro Fiat FPT 2.3 Turbodiesel ou GM 2.4 Flex; Cambio montado na traseira, com autoblocante, manual 5 marchas VW GTI 16V ou ZF automatico de Passat ou Audi; Suspensão dianteira McPherson que possibilite bom raio de giro. Suspensão traseira de braços semi-arrastados de Kombi; Chassis separado da carroceria, com sub-chassis dianteiro e traseiro que possibilite a desmontagem ou substituição rápida do trem de força, com pontos de fixação para parachoques de impulsão dianteiros e traseiros. Carroceria do tipo perua, com xadrez segregado da tripulação, painéis de carroceria modulares de fácil substituição e que possibilitem acoplamento de blindagem de vários níveis, portas suicidas com blindagem, vidros blindados, rodas aro 16 de aço, com pneus de asfalto, de preferência run-flat. Desenho, o mais intimidador possível, no estilo caveirão.

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  3. Piada é ver viaturas "Mille Economy" no RS... economia de combustível é a última coisa que polícia precisa.

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  4. Belo post, mostrando que não é preciso muita coisa para termos viaturas policiais decentes.

    Em paralelo, o resultado de "2x1" contra, mostra a posição mais do que estranha da GM Brasil para o mercado nacional. Não participei das reuniões para definir o projeto dos veículos policiais, mas pelo relato, fiquei com a nítida impressão de total descaso com o assunto. Nem mesmo o interessante argumento a favor da fábrica foi suficiente para levar as idéias adiante. Infelizmente, a GM Brasil hoje se mantém às custas da glória que teve a até uns 15 anos atrás. De lá pra cá, cada vez mais deprimente...

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  5. Bob;

    Post excelente! Lembrou-me dos freios modelo "defense" que vi no catalogo do fabricante norteamericano Raybestos!

    Lembrou-me de um fato inusitado presenciado por mim anos atrás: Estava de Fusca 1600 série Itamar Franco e ia subindo a Av. São Gualter em São Paulo. Atrás de mim, um Uno Mille de 49cv que um ex. Secretário de Segurança que se tornou governador adquiriu para a policia. O veiculo simplesmente não conseguia acompanhar o tráfego. Enquanto subia o longo e acentuado aclive a 60km/h o Uno era incapaz de acomanhar o tráfego, mesmo estando em ação, com gieroflex ligado, sirenes e seus policiais acelerando o que podiam e tentando arrancar alguma "casquinha" a mais dos anêmicos Fiasas 1.0 carburados.

    Algum tempo atrás quando assalto a banco ainda era moda, um corretor de Seguros de São Paulo explicou-me que um dos prêmios mais altos eram do Golf GLX mexicano e do Vectra. Motivo? Carros fáceis de arrancar e bons de fuga da policia!

    Abraços!

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  6. Cê tá dimais!25/02/12 12:50

    Conta aí como seria preparar um flex 1.0 pra poliça.

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    1. Basicamente, aplicar um turbocompressor de pressão elevada para atingir 130~135 cv com etanol somente e modificar suspensão de acordo. Chegaria a 220 km/h e faria de 0 a 100 km/h em torno de 8 s. Ficaria bom, seria bastante ágil no trânsito.

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    2. Basicamente?! Redimensionar todo sistema de alimentação e injeção de combustível, assim como controle de ponto de ignição (um bom mapeamento requer leitura de "map positivo"). Fora alterações mecânicas (motores flex tem alta taxa de compressão que não combinam com pressão de turbo elevada, mesmo no etanol). Alterações em coletores de escape, escapamento e silenciadores.
      Com tudo isso se consegue atingir 135 cv, com segurança e durabilidade; mas para atingir os 220km/h seria necessária alteração na relação final de transmissão. Creio que a embreagem deva ser reforçada para segurar o torque extra, esse que virá em rotações média a alta (até a turbina gerar pressão, o torque é baixo e como a relação final foi alongada...)

      É possível preparar um flex 1.0 para polícia? Na minha opinião...Sim! Claro.

      É viável economicamente? Não

      Não seria melhor e mais simples utilizar um motor moderno de maior cilindrada, torque e potência?

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    3. Tinha um Gol 16v Turbo da Volks que não eram os olhos da cara, só os donos que precisavam trocar o óleo na metade da quilometragem por erro da engenharia de lá.

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  7. Johnconnor25/02/12 13:06

    Realmente Bob, um carro grande impõe respeito e é bom para o moral de sua guarnição. Afinal bandido usa carro roubado e já que é pra roubar mesmo, rouba logo uma BMW, Audi, Mercedes, etc. Daí querem que a policia dê combate a esse tipo de carro com carrinhos 1.0 tipo Palio, Siena, Gol, Corsa, etc...e o salário óóóóóóóóóóóó.

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  8. A blazer tem muitos outros problemas. Além da fraca estabilidade, cito o problema do kit de embreagem, subdimensionado para o veiculo, normalmente as blazers 2.4 trocam o disco de embreagem com menos de 50 mil KM.
    Quanto ao modelo de veículo, acredito que os sedãs não são escolhas validas para equipar policias militares e civis, pois essas viaturas geralmente contam com equipes/guarnições com cerca de 03 e 04 homens. No caso de uma prisão, tem-se a necessidade da capsula de reclusão temporaria (vulgo xadrez), por este motivo, os SUVs e peruas são as mais indicadas.
    Quanto a preparação, a Rontan é a empresa q faz a maioria delas, mas se restringe a pintura, xadrez, rotativos e forrar os bancos de curvin, não mexe nada na motorização, suspensão, parte eletrica e outros pontos cruciais para melhorar o desempenho da viatura.
    Volto a repetir que as industrias nacionais ainda não acordaram para esse mercado, e vivem de fazer adaptações toscas para vender ao governo, e o governo tb não cobra, afinal, o governador não vai andar de viatura....

    DPSF

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    1. DPSF
      No Omega seria perfeitamente viável a cápsula de reclusão temporária para três elementos. Faltando espaço para mais, é só chamar reforco. A eficiência operacional seria muito maior, com menos chances de policiais se ferirem em acidentes. Anteontem sugeri à Ford trazer dois ou três Taurus Police Interceptor para avaliação das polícias.

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    2. Não por isso, DPSF. Poderia ser usada a versão perua do Omega, a Suprema.

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    3. Ok. A suprema era uma boa opção. Hoje teriamos apenas a gran tour, parati e palio weekend como opções nacionais. A megane tem problemas para manutenção, cara e complexa. Paratis tem uma mania feia de trincar a parede corta fogo (falta rigidez torcional) e ainda por cima, como eu já relatei, quase todas as 2010 e 2011 tem enfrentado problemas na caixa de marcha, onde com menos de 30 mil km as paratis onde eu trabalho vêm sofrendo com as constantes "escapulidas" da 2º marcha. Palios, muito estreitos.
      Quanto ao fato de se pedir reforço, nas grandes capitais OK, contudo nas cidades pequenas ou em centros mais afastados, não existem outras equipes para dar esse "apoio" de maneira muito rapida. Mas entendo o seu ponto de vista Bob, realmente seria muito bom ter um carro especificamente preparado para a atividade policial.
      Fica um adendo a este texto, muitas corporações hoje não fazem mais a compra de viaturas, paulatinamente, a compra vem sendo substituida pela locação de veículos. Assim o estado tira de suas atribuições a realização da manutenção das viaturas, mas em contrapartida, paga-se um aluguel absurdo. E aos companheiros entusiastas fica a pergunta: é melhor comprar ou alugar? O que os senhores acham?

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    4. Este comentário foi removido pelo autor.

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    5. Anônimo das 11:21;

      Realmente eu vi uma situação dessas em um Posto de Gasolina: Uma viatura da Policia Rodoviária Estadual (um Ford Fiesta) e o Policial mostrando os documentos no posto (não sei para que) mas via-se o terceiro maior Banco do Pais como proprietário.

      Prática comum na aviação comercial, o leasing é uma modalidade de uo de um bem que pode transferir ou não os encargos de manutenção para o arrendante. O bem, para o arrendador, pode, ao longo do prazo do contrato, ser ou não totalmente amortizado, podendo (ou não também) ser devolvido.

      No caso da aviação é uma espécie de "pay per use" pois a empresa pode devolver o bem no caso de obsolescência ou queda de demanda, cabendo as instituições financeiras encherem ou esvaziar os desertos americanos com aviões.

      No caso do governo, não sei como está ocorrendo com o leasing. O maior problema que (eu acredito) que o governo está se livrando é do que fazer com os carros velhos. Devolve o bem e ponto, pega outro bem novo e a disponibilização das "carcaças" (pois carro de policia velho = carcaça) ficando a cargo das financeiras.

      Mas como Banco JAMAIS perde dinheiro e a depreciação do bem publico é altissima no Brasil então o leasing deve custar beeeem caro....

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    6. Por que a policia usa guarnições com + de 2 policiais? Não é uma concentração de recursos desnecessária para os os dias de hoje? Quero dizer, se os diluissem em 2 unidades não poderiam cobrir melhor a mesma área?

      Renato

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    7. Custos.

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    8. Comprar, jamais alugar. Com o aluguel, alguém estará lucrando, resultando em maior custo para os cofres públicos.

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    9. A prefeitura de são paulo aluga seus carros na guarda metropolitana. A polícia rodoviária estadual usa os carros da concessionária em regime de comodato.

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    10. A policia militar usa guarnições com mais de 02 policiai por principio e tecnica, onde o motorista além de dirigir, faz a segurança da guarnição, e os outros dois ou três fazem a abordagem ao suspeito. Imaginem se a guarnição fosse de apenas dois homens em uma abordagem a um veiculo suspeito com mais de 03 elementos dentro, o motorista seria o responsavel pela retaguarda da equipe, evitando possiveis escaramuças, e os outros dois ou três integrantes fariam a abordagem e revista aos suspeitos e ao veículo. Infelizmente aqui não é os EUA, onde se pode rodar com apenas um ou dois policiais dentro da viatura, aqui no Brasil a policia tem de andar com 03 ou mais policiais. Uma infeliz verdade.


      DPSF

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    11. Em São Paulo as viaturas de Rádio Patrulha, Ronda Escolar e Apoio de Bases comunitárias trabalham com carros pequenos e apenas 2 policiais. Tem Palio, Corsa, Gol, Parati, Classic. Já as equipes de Força Tática, Choque e ROTA são de quatro policiais. Utilizam Blazer e a ROTA está substituindo as suas por Hilux.

      No caso dos pequenos, o Palio Weekend (Trekking ou Adventure) e a Parati tem chiqueirinho, já os sedans e hatchbacks contam com divisória e banco traseiro de plástico duro.

      Equipes de FT, Choque e ROTA já vi com equipamentos no porta-malas. Tais como escudo, capacete. Não sei se são todas as viaturas. Se alguém puder confirmar, agradeço.

      Polícia Rodoviária de SP sempre vejo viaturas com 2 PMs e quando a viatura é da concessionário in comodato, traz seu logo.

      Me corrijam se estiver errado.

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  9. jackie chan25/02/12 13:17

    Excelente post! Ouví muito falar dessa Parati do Deic, de um amigo que tinha contatos por lá. Mas não conhecia os detalhes, muito menos que havia sido "feita" por Bob Sharp! Pena que foi apenas um exemplar produzido.

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  10. Bob, eu lembro dessa Parati, uma vez li uma reportagem de época dizendo que o Policial nunca havia perdido uma perseguição com ela, foi um trabalho muito bem feito.
    Eu trabalho na Ala 17, mas o tempo passou e talvez esses profissionais que você citou já se foram.

    Abs.

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    1. Gonzalez, sim, alguns já se foram, como o mecânico-chefe Batista, excelente pessoa. Eu não precisava explicar muito, ele já sabia o que eu queria e o que fazer.

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  11. Rafael Ribeiro25/02/12 13:53

    Pela enorme diversidade de carros de policia usados no Brasil, percebe-se que não há realmente um critério a seguir. Usa-se de 1.0 a Land Rovers Defender, passando por sedans e SUVs, donde se conclui que a maioria não é adequada. Bem ao contrário do exemplo americano, onde os carros são quase sempre os mesmos, pois sabem exatamente o que funciona melhor.

    Talvez as peruas derivadas de sedans, devidamente preparadas, fossem a alternativa mais próxima do ideal, levando em conta a realidade brasileira. Toyotas Fielder, já fora de linha, logo me vêm à cabeça, pela robustez, espaço interno e qualidades dinâmicas razoáveis. de quebra, baixo consumo. Dentre as opções de peruas ou até "crossovers" hoje disponíveis, Renault Megane Grand Tour 2.0, Jetta sw, Citroen C4 Picasso, Mitsubishi Outlander, ...

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  12. Filipe - SC25/02/12 14:03

    O Bob é um entusiasta nato... Gosto da sua visão sobre carros e suas utilidades...

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  13. Bob,
    Sensacional, mas tinha comigo que carros de patrulheiros rodoviários , ao menos em SP, tinham seus 'ovelhas negras', certa vez, engenheiro recém formado, num Gol 1.8 com comando e carburação trabalhados, inventei de dar 'uma canceira na polícia', coisas de moleque inconsequente, estava na Rod. Bandeirantes a mais de 180 indicados no velocímetro, quando um policial, que estava a pé, me fez sinal para parar e não obedeci, ao contrário acelerei tudo o que tinha de reserva, imaginei até aquele gordinho chegar a viatura, arrancar, ele jamais me alcançaria, em menos de 6km me alcançou e me fez descer. Fora o sermão, ganhei apenas a multa, mas passei a acreditar nos carros especialmente preoarados, como conseguiu com um Gol, com aquela baita parafernália no teto, alcançar-me a mais de 200 km/h? Nunca soube, mas tive curiosidade de perguntar, faltou coragem na época.

    MAS

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    1. Turbo!

      Aki na Roça a Polícia já teve alguns Voyages Turbinados...

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    2. Pelo seu relato, vemos que não basta máquina, é preciso ter braço.

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  14. Acredito que a Parati G4 poderia ser o carro para a patrulha brasileira, só que obviamente re-dimensionada totalmente, com um AP 2.0 turbo e uns 200cv já taria de bom tamanho.

    Mas não esqueçam que os fabricantes não gostam muito de ver seus carros "vendáveis" associados a policia, nem o publico também.

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  15. Bob, aki na Roça existe uma Tropa de Elite da PM, conhecida como ROTAM.

    A msm utilizou p/ vários anos Blazers 6 canecos rebaixadas e pintadas de preto fosco.

    Juntamente c/ motoristas muito bons ao volante, eram o terror da bandidagem.

    Às vezes acontecia um ou outro capotamento, mas as "barcas" como eram conhecidas aqui, faziam curva DEMAIS!

    Uma vez eu dei um "perdido" numa delas numa praça, o interessante é que ela rodou ao tentar me acompanhar, mas não tombou!

    Segue o video das mesmas em ação:

    http://www.youtube.com/watch?v=QzRzch8UZs4&feature=related

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    1. Pisca
      Um pequeno trato nas Blazers as deixariam bem melhores. O vídeo mostra bem as deficiências.

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    2. Caro Bob,

      Aproveitando o embalo, porquê os motoristas policiais de Blazer adoram ficar balançando a viatura? Efeito pendulo?

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    3. Pisca
      Cascateiro !

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    4. Pisca
      Fugindo de policia ... Vc é meu herói!

      Jorjão

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    5. 1k2
      Suspensão inadequada combinado com dirigir mal, daí os balancos.

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    6. É só pra comer pneu mesmo... depois dizer que o meliante conseguiu fugir... kkk

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  16. Ivo Junior25/02/12 14:54

    Interessante saber que há preocupação com a questão da segurança pública.

    Entretanto, sabemos que, em geral, o orçamento das corporações está cada vez mais apertado, a ponto de deixarem a manutenção preventiva em segundo plano. Andam enquanto funciona, isso quando tem combustível para rodar. É a triste realidade em diversos locais.

    Mas seria importante incluir algumas horas de curso de pilotagem esportiva para policiais em formação, para que saibam lidar com situações em alta velocidade, típicas em perseguições, especialmente a Polícia Rodoviária. Ao menos ameniza a deficiência técnica das viaturas, enquanto elas não forem apropriadas, segundo a receita do Sr. Bob, listada neste post.

    E, obviamente, aumentar o orçamento destinado à Segurança Pública, pois não adianta termos canhões na rua, se faltam balas... Mais policiais, bem pagos, com melhor treinamento e mais recursos financeiros para manterem suas nobres atividades. Abraço, Ivo Junior.

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    1. A Polícia de SP acredito ser bem treinada nesse ponto. E pense também, pra tirar o que eles tiram dessas Blazers (agora são 2,4L) tem que ter braço mesmo. Tem videos no youtube mostrando. E observe como eles fazem o pêndulo com o grandalhão.

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  17. Gostei da definição de respeitável carro policial para o Omega. Dia desses, ao ver passar um Logan da PM, um colega (não entusiasta) disse: que respeito a polícia vai ter com um carro desses? Faz sentido, apesar de achar que a economia nos gastos públicos é mais importante.

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    1. O pior foi uma vez em que ví uma Scenic da ROTA e cinco policiais nela... Graças a Deus e para felicidade do 5o policial, nunca mais eu ví uma encrenca dessas com as cores da polícia!

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  18. Policiais são autoridades instituídas. No Brasil há a confusão entre funcionário público (aquelas mocinhas do DETRAN que acham que estamos à mercê delas para podermos dirigir) e autoridade (policiais, autoridades instituídas pelo voto, etc.)

    Policiais quando fardados merecem muito mais respeito do que fiscais e advogados, porque são eles que garantem (ou poderiam garantir) um mínimo de ordem à sociedade.

    Porém o que vemos é o contrário... Policiais andando de carro 1.0 enquanto fiscais e advogados pagos pelo Estado (para pobres que não podem ou não querem pagar por um) andando de V6.

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  19. so uma curiosidade o omega 3.0 anda mais que o 4.1? FTR

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    1. Anônimo Feb 25 11:36 AM
      Anda.Todos que testaram os dois comprovaram isso. O 4,1 só era melhor em retomadas na mesma marcha.

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    2. Bob,

      custumo a dizer que o carro rápido é o carro fácil de dirigir. Assim, para o usuário comum, sem conhecimento de pilotagem, boto mais fé no 4.1. O inquestinavelmente rápido 3.0 exige alguma técnica para se extrair seus 165 cv e 23 kg de torque, situados a altas 5800 e 4200 rpm, respectivamente. Como curiosidade, o recem lançado 408 THP, oferece o mesmo torque, a um terço das rotações e com metade da cilindrada! (arredondamentos feitos, claro)
      Abraço

      Lucas CRF

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    3. Lucas CRF
      O 3,0 era tão fácil de andar quanto o 4,1, asseguro-lhe. Embora o torque máximo estivesse a 4.200 rpm, a curva tinha todo o jeito de ser bem plana. Era muito agradável de dirigir. Notável mesmo, o resultado do 1,6 THP Peugeot.

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    4. Tenho uma foto do Bob fazendo Drift num Omega 3.0 azul escuro !!

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    5. Pedro Bergamaschi27/02/12 12:23

      E tá esperando o quê pra nos mostrar?

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    6. Mostra aew essa foto!!

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    7. Mostra aew essa foto!!

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  20. Muito legal contar a sua experiência na parte de competições da fábrica da Volkswagen, vou reiterar aqui o que já lhe mandei por email: a solicitação de uma matéria sobre uma fábrica que atuou entre 2001 e 2006 em Pinhais - PR, a
    Intercontinental Motorsport Ltda. era uma divisão esportiva da VW que objetivava entrar nas competições de Rally, mas não foi adiante, a curiosidade se dá nas experiências que ela fez, trazendo carrocerias, câmbios e até motores do Golf R32.

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    1. Anônimo Feb 25 12:05 PM
      Nada conheço dessa atuação da VW de Pinhais em ralis. Vou ter de ir atrás do assunto para conhecê-lo e entendê-lo. Lembra do nome de algum piloto? Por acaso Paulo Lemos?

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  21. Em relação à não-transformação do Omega em veículo policial, esse é só mais um capítulo do quão aquém do que deveria ter sido esse carro o foi. Tivemos o lançamento do Omega A em 1992, quando um trabalho mais comprometido teria passado diretamente para o modelo B e lançando-o com pouca defasagem em relação ao europeu (lançado em 1993), obviamente com as devidas adaptações a trens de força brasileiros (um B poderia ter sido lançado já com o motor 4.1 desde o começo).
    Também noto que no Omega A houve pouca disposição em conversar com fornecedores brasileiros para se obter peças que servissem perfeitamente ao uso daqui. Há o lance de a transmissão manual, aquela uma de cinco marchas e ré sincronizada, ser da Opel. Quem olhasse o portfólio da Clark na mesma época notaria que a empresa aqui instalada havia acabado de lançar uma transmissão de cinco marchas com ré sincronizada que em tese poderia ser usada pelo Omega, pois ao que sei foi usada nas pick-ups série 20, inclusive aquelas que usaram o 4.1 injetado. Pelo que me lembro, o Omega Stock Car usava muitas peças das pick-ups que serviam sem maiores problemas, incluindo diferencial traseiro autoblocante da Dana (em que usavam só a bola e conectavam semieixos que permitiam o funcionamento da suspensão independente sem problemas).

    Portanto, tenho cá a nítida impressão de que a GMB tratou com descaso o produto que tinha, bem como a posição que havia conquistado desde os anos 1980, quando passou a ser a única fabricante de carros grandes e de tração traseira no país. Esse mesmo descaso não existiu quando do lançamento do Corsa, que entrou direto na versão B e com pouca defasagem em relação ao europeu, bem como não existiu na passagem do Vectra A para o B com só seis meses de defasagem. A condução do Omega poderia ter sido outra e a história relatada pelo Bob apenas me faz crer ainda mais em um descaso desde o início para com tal modelo.

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    1. Assino embaixo tudo o que você escreveu.

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    2. Infelizmente a GM teve muito descaso com o consumidor brasileiro...

      O Omega, as picapes grandes enfim...foram tantos casos que chocam! Quem trocou D-20 por Silverado que o diga! As primeiras Silverados MWM Sprint 6.07T ou quebravam o virabrequim (em menos de 50 mil km), ou os sincronizadores do cambio ou o diferencial traseiro (claramente subdimensionado - Um Dana 60 enquanto a F-250 usava o Dana 70).

      Mesmo a S10 é um veiculo que a despeito de ser a picape mais vendida (por "n" razões incluindo as compras do governo), deixa e muito a desejar.

      Uma pena...Saudades da GM dos anos 80

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  22. Sobre a Blazer, é preciso lembrar que nossa polícia extrai leite de pedra com um veículo tão problemático para uso policial. Imagino eu que os próprios policiais tenham desenvolvido alguma técnica de pilotagem bem apurada para conseguir com esse veículo alcançar modelos com melhor comportamento dinâmico ou relação peso-potência.
    Os policiais as deveriam estar guiando tanto no fio da navalha (mas sabendo o limite exato entre o aparar de pelos e o corte na pele) que pelo que já vi, houve problemas para que eles se adaptassem às Toyotas SW4, com um número razoável delas capotando. Imagino eu que ao pegarem um veículo com suspensão de molas helicoidais e tirantes, diferencial Torsen e tração integral permanente, tenham se surpreendido com o limite muito superior e possam ter tentado aplicar técnicas bem mais arrojadas que as da Blazer e nessa, perdendo a noção de em que ponto o veículo fica desgovernado ou simplesmente capota.

    Nesse ponto, imagino eu que a Rota, que recentemente fez a transição da Blazer para a SW4, tenha treinado muito bem quem pilotasse o SUV em questão. Faz poucos dias, fui ultrapassado por uma dessas SW4 na Rebouças e a mesma estava indo bem veloz. Porém, deu para notar que quem a pilotava usava técnica bem diferente da que eu veria com Blazers. Em vez daquelas frenéticas correções de rumo que se nota em uma Blazer em alta velocidade, o cara virava suavemente o volante, meio que aproveitando aquele tipo de pilotagem em "trilho" proporcionada pela tração integral permanente. Em vez de guinadas frenéticas meio que aproveitando o fato de um eixo tracionar e outro esterçar, a trajetória era em ângulos mais abertos.
    O que vi nessa ocasião foi alguém guiando um veículo que é até mais alto do que a Blazer de maneira muito mais segura do que veria o modelo da Chevrolet sendo guiado em igual ocasião. Ficava inclusive a impressão de que o piloto era mais consciente daquilo que tinha em mãos do que a média dos policiais que estivessem com Blazer, Corsa e outros veículos sem maiores particularidades mecânicas que as forças da lei usam. Neste caso, parecia-me que o cara estudou o que a tração integral favorece, bem como também pode ter notado a menor "ginga" que possuem veículos que tracionam permanentemente as quatro rodas em comparação aos de tração em apenas duas rodas.

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    1. Acho que o observado tem muito mais a ver com habilidade e suavidade do motorista (eles têm sido treinados, em Interlagos, inclusive) do que com a tração integral propriamente dita. Esta só é vantajosa com piso de pouco atrito e/ou com grande aplicação de potência, o que não deve ter sido o caso de trafegar na Rebouças. Mas acho que carro de polícia deve ser 4x4 sempre, um dos pontos elogiáveis do Taurus Police Interceptor.

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    2. Se bem que foi a Rebouças naquele trecho em que se está trocando o piso do corredor de ônibus por concreto, o que gera estreitamentos na pista com uso de barreiras. E vi o policial guiar aquela SW4 inclusive passando pelos estreitamentos com uma suavidade que jamais veria em alguém guiando Blazer na mesma situação.

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  23. Aqui no Rio de Janeiro sempre escutei uma história de que no início dos anos 90 a Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro comprou um lote de Voyage e que esses veículos após a compra foram turbinados. Esses veículos quem somente dirigia eles eram delegados e usados para outros fins, como perseguições, etc. Após um tempo os delegados começaram a largar eles de mão e os veículos ficou na mão dos agentes. Muitos deles foram sucateados. Há relatos de ex-delegados e outros que dirigiram esses veículos dizendo que eram veículos perigosíssimos de dirigir, pois não tinha nenhum acerto de suspensão e freio para tamanha potência.

    Há um tempo atrás eu vi, numa delegacia que fica em Pilares, um dos que podem ser esses Voyage, que era roxo e a maioria desses veículos tinham placa oficial mas não tinha registro no Detran de RENAVAM e a n° do chassi era fictícia. Era algo como retirar a placa de um e passar para o outro.

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  24. Bob, fui eu que falei sobre a Intercontinental Motorsport Ltda, ali enm cima, divisão esportiva da VW, ela ficava na Av. Maringa, 1843 - Bl08 - Pinhais,PR. Fiquei sabendo sobre ela por que, depois que ela encerrou as operações, vendeu um lote de peças para um conhecido, e eu acabei comprando uma dessas carrocerias, original VW alemã, mas com nota fiscal da Intercontinental. Quando fui pesquisar sobre, descobri que era um assunto inexplorado, com nada na internet por exemplo. Achei muitas lendas sobre ela, mas nada efetivamente comprovado. Nas minhas pesquisas apareceu sim o Nome Paulo Lemos, mas não pude comprovar a veracidade da informação.
    Esta divisão esportiva rende uma matéria ótima, pois realizou testes visando rally fazendo híbridos usando tanto peças e carrocerias de Golfs 20Th aniversary(produzido em Pinhais para exportação), quanto peças, motores, carrocerias de Golfs R32 alemães.
    Não sei por que pouco se sabe sobre esta empresa, talvez a razão seja por que a VW a tenha criado para manter segredo da imprensa sobre estas pesquisas, e isso perdure até hoje.

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  25. pra policia militar-sp que aposentou o 38 ano passado e mal tem um treinamento decente qualquer carro desde que funcione e tenha combustível e gps é válido.

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  26. BOB parabéns por pelo menos ter tentado ajudar os Policiais no Brasil.
    O SUprema tunado pelo Bob Sharp teria sido o melhor carro de Polícia que o paísjá teve, podendo inclusive estar em seviço até hj.
    Dos carros atuais creio que o Jetta Variant daria um beloi carro, ams infelizmente as regras de licitação acabam fazendo com que seja dificil copmprrar algo bom de verdade.
    Sou PRF e temos alguns muitos carros mexidos, por obra e esforço dos próprios policiais que ajudam a tirar leite de pedra.
    Temos tb motoristas muito bem treinados, mas se tivessemos o Ford Interceptor da vida certamente iriamos performar melhor.

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    1. Conta ae quais os modelos que foram preparados e oq vcs fizeram.

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  27. Este comentário foi removido pelo autor.

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  28. Penso que o tipo de preparaçao de "carro de rali" é a que mais se enquadra no que deve ter o carro de polícia: altura de automóvel comum e amortecedores firmes(para melhor comportamento dinâmico) porém com robustez (rodas de aço, como sabiamente escolhido pelos americanos, e pneus reforçados) para encarar em alta velocidade buracos e lombadas.
    Neste último aspecto não seriam adequados automóveis como o Jetta Turbo, excelentes em piso bom porém com pneus e rodas que se danificam em nossas condições.
    Uma versão perua seria mais útil, e quase tão estável quanto o sedan. O espaço interno pode ser grande sem que o carro seja muito alto.
    Os ralis mostram que um carro "baixo" pode ser usado em condições extremas, desde que adequadamente preparados.
    SUVs como a Blazer só deveriam ser usados quando realmente necessária a maior altura livre do solo, e com modificações.
    Discordo que o respeito às emissões poderia ser desprezado, mas economia de combustível poderia ser relevada em prol da perfomance. Também poderia usar pneus mais aderentes, ainda que rodassesm menos (porém com resistência).
    O link abaixo mostra especificações do Police Interceptor:
    http://www.ford.com/fordpoliceinterceptor/#
    Gostei especialmente das soluções de "durability", que poderiam perfeitamente ser adotadas...

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  29. jetta turbo + altos nas nossas ruas, que beleza, altas perseguições, a galera anda vendo muito filme, grandes sedãs pelas periferias de sp, derrapando por nossas ruas lineares. Pera-ê que vou chamar o Charles Bronson com sua magnum.

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  30. Bob, meus parabéns pelo grande post!
    Ao meu ver, você tocou em um ponto muito importante, a nossas viaturas deveriam ser veículos especiais, adequados mecanicamente ao trabalho. Uma pena não haver esse tipo de preocupação.
    Em relação ao Omega, eu tive 3 deles, dois 4.1 e meu último um 3.0. Realmente ele seria uma bela viatura, com uma recalibração então, iria dar o que falar. Me lembro da época que a GM soltou uns Vectra B 16v automáticos. Ao meu ver eram carros lentos e a maioria que encontrei acredito que por manutenção incorreta sempre batia os tuchos ou cabeçote...Aqueles foram umas lastimas...
    Mais uma vez, meus parabéns!

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  31. primeira valeta mais funda numa rua asfaltada da periferia de sp que o jetta cair vao ser no minimo dois policiais feridos e afastados.

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  32. Lorenzo Frigerio25/02/12 23:30

    Não existe um Omega australiano atual já de polícia? Imagino que veículos destinados ao serviço público tenham alguma isenção de impostos.O carro não precisaria vir com a quantidade absurda de equipamentos que equipam as versões do primeiro mundo, as viaturas poderiam ser finalizadas aqui.
    E lembrando que o Omega pode receber o motor da Corvette.

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    1. Existe sim. Vendido nos EUA como Caprice PPV portando motor 6,0L, rodas 18" de aço, controle de tração e tudo mais.

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  33. O Renault Duster 2.0 seria uma boa alternativa. Tem grande distância em relação ao solo, bom espaço para 4 policiais e deve ter estabilidade melhor que a da Blazer.

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  34. Alan Okajima26/02/12 01:46

    Moro na Austrália, e aqui a polícia é muito bem equipada com, no mínimo, a versão básica do Holden Commodore (Omega australiano), 3.0 V6. Há Subaru Impreza WRX a paisana, e a polícia rodoviária usa Commodore SS (6.0 V8, 367cv) e Ford Falcon FPV (5.0 V8 com compressor, 455cv). Estou voltando para morar no Brasil em 2 meses, e vai ser difícil ver a minha polícia do RS andando de Prisma...
    Pagamos aqui razoavelmente menos impostos, e mesmo assim conseguimos ver para onde o nosso dinheiro vai.

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  35. Bob
    A respeito dessa Parati, pelo que você relatou, entendi que se tratava de um "canhão aspirado". A Parati com a qual tive contato era, se não me engano, um modelo 87 e estava com um kit turbo, provavelmente da Larus. Isso foi em 1990 e a tal viatura estava na "Roubo a bancos", se não me engano.

    FVG

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  36. Bob, no Japão eles usam bastante carros esportivos colados no chão. Vatagens daquele país, que tem a pavimentação impecável.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Law_enforcement_in_Japan

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  37. Acho que estes policiais estão precisando de mais treinamento. Eles tem muitos vícios, fazem movimentos desnecessários, etc.

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  38. Adriano Serran26/02/12 11:23

    Todos perdemos.

    Pessoal do blog: sempre escutei que os Opalas da polícia "não vingaram" só que nunca entendi o porquê. Aliás, é real essa afirmação? O que realmente ocorreu?

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  39. A polícia britânica, entre os muitos modelos usados pela força policial, o mais usado com certeza é o BMW série 5 E60.
    Procurado na internet achei esse interessante texto escrito por um ex-policial:
    http://policecaruk.com/ClassicFleet/files/BMW%20POLICE%20CARS.pdf

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    1. Atualmente é o E60, mas já são anos usando os 5 series.

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  40. Eu fico com a minha versão V6 da Outlander, rsrsrs. Bom texto, é interessante como ninguém quer produzir carros especiais por aqui. Teria um grande mercado sem licitação!

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  41. Infelizmente vc pode tentar fazer algo sério mas por motivos imbecis as tentativas são inúteis, esbarram em cabeças duras e nos políticos que defecam e andam solenemente ,esse país continua de quinto mundo visto por este "Prisma".....

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  42. "Só ilustração; a Parati da história era bem mais antiga. Mas o esquema de pintura era o mesmo"

    Bob, foi o Mario Covas que acabou com o padrão preto/branco das viaturas da Polícia CIVIL: na cabeça do tucano, colocar a Civil e os peritos do instituto de criminalística para rodar com as mesmas cores da PM traria uma sensação de aumento de segurança para a população.

    Resultado real: os policiais civis eram abordados até para resolver briga de marido e mulher, ladrão de galinheiro, etc, prejudicando o andamento das perícias e investigações. Daí a necessidade cada vez maior de viaturas descaracterizadas hoje: dá muito trabalho explicar para o povo a função de cada polícia e mais trabalho ainda explicar porque temos DUAS polícias.

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  43. Vejam o "preparo" da Polícia Rodoviária Federal

    http://www.youtube.com/watch?v=K1Esv2ABvN4

    Virou piada no mundo inteiro: atropelaram todas as regras de conduta policial (abordagem veicular), qualquer Fusca que der pra esses aí tá de bom tamanho

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    1. Jose
      Esse vídeo existe há algum tempo no YouTube. Tudo bem, houve uma pequena batida, mas não se pode julgar só por isso. Foi demonstração e não ação real.

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    2. Marcos Uchoa27/02/12 12:19

      Se fosse só a batida Bob, tudo bem. Mas estamos falando de conduta policial, que é ensinada exaustivamente em todas as academias de polícia do Brasil.

      Não houve sequer previsão de proteção balística, o "mala" da Blazer poderia ter fuzilado os três se quisesse. Terrível.

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    3. Amigo, eles quiseram fazer um showzinho pra paisano ver e deu errado....aquilo não é ensinado e feito em lugar algum dentro da Polícia Rodoviária Federal. Pra quem não sabe, essa polícia "despreparada" que, com menos de 10% do efetivo da PM de São Paulo para todo Brasil, apreende 1/3 e 1/5 de toda maconha e cocaína apreendida no país.

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  44. Bob, se fosse pra você ter outro ataque de bom senso desse, qual carro do mercado escolheria?

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    1. Vamodoido
      O Omega australiano.

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    2. E que tal o Fusion AWD Bob????

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    3. E que tal o Fusion AWD Bob????

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    4. Anônimo Fev 29 06:33 AM e 10:48 AM
      Importado por importado, Ford por Ford, o Taurus Police Interceptor é mais adequado. Está pronto.

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    5. Que tal o Charger? Também está pronto, e deve custar menos que o Taurus.

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  45. Bob

    Por acaso tu ainda lembras da medida do gicleur do 1° e do 2° estágio?

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  46. Bob, contar mais sobre estas modificações que acompanhasse seria muito legal (a exemplo da Parati). Ter boas ideias e uma baita estrutura por trás deve ser sensacional.

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  47. Bob,

    Obrigado por atender meu pedido e falar um pouco mais da Parati. Também lembro de uma matéria em um revista, sobre ela. Mas, não consegui achá-la...

    Ter o Taurus Police Interceptor usado pela nossa polícia seria maravilhoso. Mas, com toda certeza, apareceriam um monte de cabeças de bagre reclamando do "esbanjamento" do dinheiro público, procurando inúmeros motivos para criticar essa compra... Mais ou menos o mesmo que aconteceu com o "Aerolula", que eu achei ridículas as críticas sofridas pela Presidência, naquela ocasião. Se o avião antigo já estava quase sucateado, lógico que devia ser substituído. Se nossas viaturas são um lixo, que se compre algo decente agora. Eu gostei de ver a ROTA usando as SW4. Só falta agora trocar o resto da frota, por algo que preste.

    Por outro lado, as viaturas atuais são um reflexo das "maravilhosas" opções que temos no mercado automobilístico local, e da falta de interesse em melhorias, tanto dos políticos quanto da maior parte da população...

    Um abraço!

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    1. Marcelo R
      Não me lembro de ter essa história da Parati em revista, acho que foi só no Best Cars. Sobre a troca do avião presidencial, o 707 que chamam de "sucatão" está voando até hoje e bem. Avião nesse serviço voa relativamene pouco e não precisa ser necessariamente substituído como avião da presidência. Mas o que me chamou a atenção foi terem comprado um Airbus ACJ corporativo em vez de um Embraer E190 (ambos bimotores), que teria custado exatamente metade. A alegação foi ter menos autonomia que o Airbus, o que é uma besteira sem nome Basta reabasecer em rota, qual o problema? Além disso, perdeu o Brasil a oportunidade de ter o presidente da República utilizando avio do próprio país~,coisa que se contam nos dedos os primeiros mandatários que podem se dar a esse luxo. Imagine-se o efeito de o presidente do Brasil chegar num aeroporto qualquer num Embraer. Carri de polícia tem de ser ágil, o que um utilitário esporte nào é.

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    2. Será que isso explica: http://www.jb.com.br/informe-jb/noticias/2012/02/27/wikileaks-empresa-de-inteligencia-diz-que-lula-recebeu-propina-por-caca-rafaele/

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    3. Bob, não vamos cometer injustiças, O A319 foi comprado em 2003 e recebido em 2005, sendo que o E190 só foi homologado m 2005...quando o avião foi comprado em 2003, o 190 era só projeto, tendo seu primeiro voo em 2004. Além disto, 2 190 foram adquiridos em 2009 para substituir os "sucatinhas" e custaram praticamente o mesmo que o Airbus (52 contra 56 milhões de US$). O 707 não tinha mais condições de ser usado como presidencial, já que além de ter uma hora de vôo ridiculamente cara, sua disponibilidade não era tão boa quanto um AIRBUS novo e era proibido de pousar em alguns aeroportos por causa do ruído. Outra coisa, reabastecer em rota demanda muito tempo, coisa que um presidente não tem. Esse tipo de avião voa muito, só em 2005 ele vou 227 mil km! A presid~encia deveria comprar pelo menos mais 4 aviões grandes, como o A330 ou o 767 para substituir os 707 na função de reabastecimento da FAB e de lambuja, adpatar um deles para função VIP.
      Abraço,
      Matheus
      obs:quanto a questão do wikileaks...quanta bobagem...

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  48. Modelos interessantes para serem adaptados para o serviço policial, lógico, com alterações:
    a - Megane Grand Tour
    b - Freemont
    c - Nova Blazer ( para manter a tradição)
    d - Pajero Dakar

    Todos esses veiculos com porta malas para adaptar o xadrez e carregar os equipamentos necessarios. Acredito que a volks está cochilando quando deixou de planejar a Parati g5, pois como bem vemos,era um filão que a antiga Parati G4 passeava tranquilamente e que com certeza não será substituida pela spacefox. A VW vai fazer merda igual a feita com o voyage, que nunca teve uma versão na familia gol bolinha (vw decidiu apostar no polo classic e no logus e quebrou a cara).

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    1. A Pajero é muito usada pela policia britânica para patrulhas na estrada justamente por causa da altura, porque permite melhor visão a frente.

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  49. Olá Bob!!! Voce citou um grande amigo meu, com quem eu trabalhei na então Magnetti-Mareli/COFAP. O grande engenheiro José Turini!!! Trabalhei como consultor em alguns projetos na referida e lá o conheci. Tenho um imenso respeito pelo mesmo e o informei do post com o qual ele ficou muito feliz!!!

    Um grande abraço camarada!!!

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    1. Romildo
      Que legal! Mande um grande abraço para o Turini,por favor. O que ele conhece de amortecedor e suspensão é impressionante.

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  50. Bob, pena que não vingaram.
    O menos lhe resta o consolo de ter feito a sua parte. Suas recomendações, todas, foram perfeitas.

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  51. Lamentável atitude de se achar que a lei não se aplica à polícia, mas apenas ao resto da população. É de se surpreender quando ela é corrupta, assim como seus escalões superiores, de delegados ao secretário de segurança e o governador?

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    1. ué, mas carro de civil não pode alterar potência, suspensão, etc, legalmente passando pelo detran?

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  52. Vamos na praticidade e parar de inventar. O melhor seria mesmo o atual Omega australiano que já é usado lá. Estive na Africa do Sul e usam também algo parecido. É só dar uma levantada na suspensão e usar pneus maiores e uma melhorada no motor, fora as adaptações necessárias de uso policial. Não vejo problema algum em se usar um carro pretensamente de luxo, polícia ou se tem ou não tem, não dá para ter quebra galho. A economia nesse caso é a base da porcaria.
    O que tem que parar é esse monte de polícia ficar comprando porcarias importadas de luxo que no final se acabam por falta de peças. Padroniza no Omega e talvez no Fusion, quem quiser que faça igual e entre no mercado.

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  53. Helcio Valvano28/02/12 20:59

    Fazer um ótimo carro de polícia é fácil... muito fácil...
    Mas custa umas 3 ou 4x mais do q comprar uma tranqueira qquer, mal e porcamente "preparada".... Aí é que está o pulo do gato da política... p/ cada viatura de polícia adequada, o governo 'entrega à população' 3 ou 4x mais carrinhos, dá p/ fazer 3 ou 4x mais festas, palanques, discursos, etc.... e o zé povinho se sente melhor, mais protegido....

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  54. Algumas coisas tem que ser levadas em conta na hora de comprar um carro pra polícia. Desempenho é só um deles. Numa ordem de de importÂncia decrescente eu citaria:
    Segurança
    Adaptabilidade ao serviço policial
    Desempenho
    Robustez
    Facilidade de manutenção
    Custo

    Na vida real grandes perseguições é coisa em extinção por aqui. O policial aqui não está amparado para fazê-lo, pois se apenas alguma coisa não der certo ele será responsabilizado, inclusive pagando a viatura, respondendo solidariamente ao bandido por lesões causados a outras pessoas e até sendo demitido. Diferente dos EUA onde oo policial é amparado pela lei deles.
    Penso que a FORD poderia importar (e o governo isentar de todo e qualuer imposto) o Interceptor(carro nos "esteites" é barato), criar uma rede ampla de manutenção com peças a vontade e vender ao governo para as polícias. Não adianta importar meia dúzia, cobrar o olho da cara e depois não ter peça de reposição.
    Matheus

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    Respostas
    1. assim não tentaríamos reinventar a roda nrm pagaríamos absurdos por um frankstein nacional.
      Matheus

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  55. Gustavo Cristofolini29/02/12 21:26

    Gostaria de compartilhar o que aconteceu em Florianópolis hoje.

    Não foi possível perseguir um i30, pois o mesmo atingia 180 km/h, velocidade inimaginavel para os Logans da Policia Militar. Se tivessem carro preparado para perseguições, certamente não precisariam usar a desculpa esfarrapada de que não acompanharam por segurança...

    Segue link com a reportagem.

    http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/policia/noticia/2012/02/carro-roubado-perseguido-por-helicoptero-chegou-a-180-km-h-durante-a-fuga-em-florianopolis-3680135.html

    []s
    Gustavo.

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  56. o Opala foi carro mais foda q já foi usado pela policia

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  57. Nunca vou entender a mentalidade atrasada que alastrou-se na GM... Só resultado vejo agora nos problemas da Meriva aqui em casa.

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  58. kkkkkkkkkkk adorooooo quandooo esssesss vermesss capotaaa c.v e pcc vai
    mandar esses coisas braba tudo pro inferno !!!!! kkkkkkkkkkk coringa

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  59. Do que vai adiantar ter uma viatura toda adequada ao serviço de polícia se falta preparo adequado, tanto na hora de pilotar quanto na hora de consertar?
    Já pararam, nem que seja por um momento, pra pensar no que vai acontecer com uma viatura do jeito que vcs sonham? Em poucos meses vai estar só o bagaço... quando baixar pra manutenção, então, aí que a vaca vai pro brejo de vez.

    Viatura boa, na visão do governo, é aquela que garanta uma propina mais em conta na hora de fechar a licitação... só isso explica aberrações como Opala, Blazer, Vectra automático, Logan, Scènic e outras coisas do gênero.

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  60. Há muitas diferenças de configuração entre viaturas policiais europeias e norte-americanas? Em cada caso, qual seria mais adequado às condições brasileiras?

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