5 de abril de 2012

A BOLA OITO


Minha esposa e alguns amigos meus vivem me sugerindo abandonar a mania que tenho de guardar livros e revistas, visto que a internet e os tablets modernos praticamente obsoletaram as bibliotecas particulares para todos os efeitos práticos. Grandes enciclopédias impressas morreram, engolidas pela imensidão de informação que se esconde atrás da tela branca do Google. Mesmo revistas como a Quatro Rodas passaram a disponibilizar todas as edições online, de graça, acabando com a utilidade das coleções completas guardadas desde 1960.

Recentemente tenho pensado mesmo sobre a utilidade de acumular coisas, às voltas como estive com os 3.000 livros que herdei de meu falecido pai. Acabei por guardar alguns e doar o resto à uma biblioteca pública, por pura falta de espaço para guardá-los, e tempo para dar outro fim a eles. Ficou na minha cabeça a imagem límpida e clara da futilidade que é guardar qualquer coisa, e da inutilidade de possuir algo aqui neste mundo. Mais uma que meu pai me ensinou, mesmo morto há algum tempo...

Mas apesar de concordar que, logicamente, a utilidade da minha biblioteca acabou, eu continuo ligado a ela. Por quê?

Simplesmente porque eu não consigo trocar um livro por um arquivo eletrônico. Sei que é uma besteira, mas não consigo. Um livro é algo físico, palpável, real. Um arquivo eletrônico o que é? Um nada, algo tão sólido quanto uma nuvem, intangível, irreal. Não é uma coisa. Não sou um cara consumista, nem ligado à febre do TER que avassala a existência do homem moderno, mas coisas como livros e carros tem sua própria história, algo que pode ser irrelevante para a maioria, mas importantíssimo para os mais sensíveis. É a marca do humano, as experiências que essas coisas trazem as pessoas, que fazem elas transcenderem sua realidade inanimada e se tornarem algo importante.


Um livro, como um carro, se for bem cuidado pode durar para sempre. Como eu sempre falo para meus amigos, cada livro e revista que tenho guarda consigo duas histórias; a sua própria história como objeto, e a história escrita nele. Um livro passa de mão em mão, de geração em geração, ensinando, alegrando, divertindo, fazendo parte da história das pessoas. Agora imagine que amanhã a entidade que mantém o Blogger, portal onde se insere nosso blog, resolve abandonar a atividade de uma hora para outra. Onde está tudo que foi escrito aqui? Sim, livros podem ser destruídos e queimados, mas o homem civilizado sabe que tal coisa é um pecado imperdoável, e praticamente nunca os destrói.

Eu poderia, pensando friamente, me desfazer das minhas Quatro Rodas, visto que todas estão disponíveis online. Eu nem mesmo tenho todas, e sim um sortido de coisas que comprei ou herdei, levando para casa uma a uma. Mas aí eu perderia as lembranças da história de cada uma delas. Perderia a alegria de folhear algumas dos anos 70 que estão sem capa, isto porque as peguei quando moleque nos vastos depósitos de revistas usadas destinadas a reciclagem, na fábrica de papel em que meu avô trabalhava. Eu e meus primos adorávamos quando vovô nos levava lá no fim de semana para pegarmos gibis, revistas de carro, e verdadeiros tesouros para moleques dos anos 70: as raras revistas “de mulher pelada”. Não guardei estas, nem os gibis, mas as de carro sim. Como jogá-las fora hoje? Estas revistas sem valor algum em dinheiro aquecem meu coração, me fazem lembrar de meu avô e dos meus primos, de minhas férias no interior, do cheiro do depósito de uma fábrica que nem existe mais. Nunca vou perdê-las.

Existem revistas que comprei em sebos no centro do Rio de Janeiro, quando fazia lá cursinho para tentar entrar na Escola Técnica Federal, época difícil de adolescência solitária onde só a leitura delas me trazia algum conforto. Como jogar fora ou vender livros que comprei em frente à fábrica da Ferrari em Maranello, em museus na França, na barraquinha da Chater’s no Oldtimer GP em Nürburgring? Em sebos no centro de São Paulo na época da faculdade? Como jogar fora a minha cópia de "Casa Grande & Senzala", obra-prima de Gilberto Freyre, cópia esta que ajudou meu pai e meu avô a entenderem mais sobre nosso país, antes de mim? Impossível.

Como Rob Gordon, protagonista do livro/filme “Alta Fidelidade”, que arrumava seus discos não em ordem alfabética ou cronológica, mas sim em ordem autobiográfica, a história da minha vida está toda ali nas minhas estantes. Só eu posso ver isso, só é importante para mim, mas mesmo assim, importante.


Lembrei disso outro dia, quando andei no Puma 1975 verde (acima), recém-restaurado, de meu bom amigo Bill Egan. Este Puma, que estava em um estado lastimável, ficou realmente uma coisa linda, algo inspirador mesmo.

Ao andar com o carro, não pude deixar de notar que a bola do câmbio é uma bola 8, a bola preta do jogo de bilhar. Achei muito legal, porque tinha o diâmetro exato para minha mão, e seu peso dava a inércia ideal na alavanca, provocando trocas deliciosas. Me lembrou as bolas pretas dos Ferrari de antigamente, um pouco menores, mas também maravilhosas. Ao comentar com Egan, que estava no banco ao lado, disse-me ele:

- Engraçado você dizer isso. Sabe, aposto que você já jogou com ela!


A história é a seguinte: o antigo dono do Puma, amigo de Egan, estudou na FEI em São Bernardo do Campo, como Egan e eu. Ele conta que a bola de câmbio foi idéia do dono anterior, um funcionário da FEI. Quando o famoso e saudoso “bar do alemão” trocou as velhas bolas de sua mesa de bilhar por um jogo novo, ele pediu a bola oito. Segundo o alemão, o do bar, o jogo de bolas original vinha sendo usado desde os anos 1980, e portanto precisava ser mesmo trocado. Este funcionário então pegou a bola preta, e pediu para um aluno usinar o furo, o que foi feito durante uma aula! Daí instalou-a em cima da alavanca do Puma, e ali ela está até hoje.



Se você olhar com cuidado nas fotos, verá que ela está cheia de marcas de décadas de partidas, facilmente vistas ao vivo. Eu entrei na FEI em 1988, e certamente joguei muito com aquela bola. Ao lado daquela mesa, tanta coisa aconteceu que imediatamente, ao ouvir a história, me lembrei daquela época boa, mas amarga e difícil, que foi a faculdade. Quanta coisa aquela bola não viu! Me lembro de cara o primeiro beijo de um casal de amigos ali do lado, enquanto esperavam sua vez de jogar. Hoje são um casal de meia idade com 2 filhos adolescentes.


O bar não existe mais. A FEI é completamente diferente. Os jovens sonhadores daquela época hoje são amargos senhores de meia idade. Mas aquela bola oito no câmbio do Puma trouxe tudo de volta, imediatamente. Sensacional!


Mesmo esquecendo os intangíveis, gostei tanto da idéia de uso alternativo da bola oito que, no dia seguinte, eu e mais dois amigos fomos numa loja de mesas de bilhar comprar novas bolas de câmbio para nossos carros. Descobrimos que uma bola de bilhar custa apenas oito reais, novinha! Um dos amigos acabara de importar uma bola americana chique para seu Opala, a sei lá, 15 dólares mais envio, e quase chorou quando viu isso.

No fim, nenhum de nós comprou bola nenhuma. Decidimos que isso só funciona mesmo, só é realmente e incrivelmente legal, quando a bola veio de um boteco qualquer, com alguma história prévia. Triste uma bola que nunca jogou uma partida... Mas ontem tava pensando em finalmente começar a comprar peças para fazer o meu tão sonhado Caterham Seven. E existe melhor jeito de começar isso do que indo à loja de bilhar e comprando uma bola sete? Acho que não...

MAO


66 comentários:

  1. É ISSO MAO!!! CONCRETIZAR SONHOS É COMO PASSAR DO VIRTUAL PARA O REAL!!!

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    1. Plutonio: Hoje um NOME, amanha um MITO, depois uma LENDA

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    2. Plutonio na versao bom moço nao tem graca!

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    3. Por incrível que pareça já espero um comentário em caixa alta do Plutônio e esse lado sensível dele ficou muito xoxo...




      PAU NO LADO 'FOFO' DO PLUTÔNIO!!!

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    4. PAU NO LADO FOFO DO PLUTONIO hahahahahaha

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    5. Isso aí, pau nesse Plutônio abichalhado !

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    6. PAU NO PLUTÔNIO SENSÍVEL E DELICADINHO!!!

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    7. E Isso aí mocada! Pau no Plutonio que descambou a fazer comentários meigos de adolescente apaixonada

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    8. Pau no Plutonio que agora anda de Pantufinha Disney , dorme com Ursinho de Pelúcia e coleciona Fofoletes

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    9. É ISSO PLUTÔNIO! PAU NESSES HOMOFÓBICOS ULTRACONSERVADORES!

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    10. É ISSO AÍ ANONIMAIADA! PAU PRA TODO MUNDO QUE QUER UM E AINDA NÃO TEM!

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    11. É ISSO AÍ, GALERA! PAU NESSE COMENTÁRIO MULHERZINHA DO PLUTÔNIO!

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    12. ta aí... o pluto é um cara inteligente... suas sintaxes sempre fazem sentido..

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    13. O Plutônio tem um macho cujo cacete ele chama de sintaxe. Ele sempre senta na sintaxe. Plutônio gay.

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  2. Creio que qualquer um que tenha adquirido cultura e conhecimento a partir dos livros, revistas etc mantém esse apreço por sua biblioteca pessoal, ter que mandar um livro embora é como arrancar um pedacinho de si mesmo.

    MAO, tu é um cabra bão!

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  3. Rafael Ribeiro05/04/12 12:17

    Grande texto MAO, realmente não importa apenas o conteúdo, a forma também é importante, por isso livros continuam vendendo bem, apesar de quase tudo estar disponível digitalmente.

    Não consigo ter prazer lendo num computador. Recentemente baixei o livro Esportivos Brasileiros, de Márcio Antônio Sonnewend, disponibilizado gratuitamente pelo autor na web. Pergunte-me se consegui ler? Não adianta, nada superou, ainda, o prazer de folhear um livro, saboreando cada página, onde você quiser. Talvez minhas filhas, que começaram a ler neste século XXI, não sintam exatamente o mesmo, mas até elas preferem ler no papel.

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    1. Rafael Ribeiro05/04/12 12:21

      Complementando, não imagina minha dor ao perder minha coleção INTEIRA de Motor 3 (incluindo Status Motor), muitas 4 Rodas desde a década de 60, numa enchente que atingiu minha casa. Comprei-as quase todas em sebos, durante anos. Se fosse um arquivo digital perdido, não teria sentido tanto...

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    2. Puxa sinto pela perda da sua colecao
      Tive alguma Motor3 e umas 2 ou 3 Staus Motor .
      Infelizmente se perderam entre mudancas de casas.
      Muito dificil acha-las em sebos hoje em dia

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    3. Estou escaneando minha coleção de Motor 3.

      Já pus os dois primeiros números, de 1980, puxa por lá !

      http://spinbrothers.blogspot.com

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  4. Isso mesmo MAO, tb guardo as minhas revistas antigas e sinto o mesmo. Falando do Puma, ficou lindo nesse Verde Místico...eu só não teria pintado a traseira de preto.

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  5. Victor Gomes05/04/12 12:30

    Estou frequentando faculdade numa época em que os professores mandam seus textos, livros e exercícios que serão usados em sala ou em provas, para um e-mail criado para a turma. Por um lado é bom, pela praticidade de ter tamanha quantidade de informação acessível em qualquer lugar, em qualquer hora e sem carregar peso. No entanto, detesto ler na tela. Sempre que posso, imprimo os textos ou procuro pelo livro na biblioteca. Não há maneira melhor de estudar e absorver conteúdo do que com o livro (de papel) em mãos.

    Por isso também que não me desfaço de minhas revistas automotivas.
    Mas gostaria muito que as outras revistas do ramo fizessem o mesmo que a Quatro Rodas fez, de digitalizar suas edições antigas. É um belo material de pesquisa!

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  6. Eu não desfaço da minha Quatro Rodas da F40 por nada. Ela está disponível na internet, mas toda vez que eu pego ela eu sinto de novo a alegria que foi receber no dia do meu aniversário a revista com o meu carro preferido na capa.

    Se a internet resolvesse tudo, fechavam todas as zonas...

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    1. AutoClandestino
      Também tenho guardada com cuidado essa edição do F40, por razões óbvias... (risos)

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    2. "Se a internet resolvesse tudo, fechavam todas as zonas..."
      Acho que ninguem disse nada tão verdadeiro até hoje sobre a grande rede...

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    3. Autoclandestino,

      Genial essa sua última frase, kkkkkkk
      MAO

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  7. Nao, nao se desfaca de sua colecao !
    Nada como ,folhear e estudar uma revista ou livro.
    Acho que a net serve como complemento , mas sem duvida tem uma velocidade e campo de pesquisa qse infinita.
    Muito legal o Puma do seu amigo!
    Nao consegui ver bem na foto, posso estar enganado, mas parece com as versoes de competicao vendidas pela Comercial MM (Milton Masteguim).
    Nessas o vidro traseiro era menor e a tampa maior para facilitar o acesso ao motor nas provas de longa duracao. Se for é um carro muito raro!
    Qdo acertarem o motor , por favor faca um post do mesmo.
    Abracos

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  8. Substituir tudo pela internet é para quem não sabe o valor dos outros sentidos que não sejam a visão...

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    1. Muito bem dito, Márcio Santos. Como comparar um arquivo digital com uma revista ou livro novos e seus cheiros e texturas? Ou velhos com suas histórias?

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  9. Assim dá vontade de chorar...
    Tudo passou muito rápido.

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  10. nada supera o "cheiro" e o "táctil" do papel e o conteúdo .
    leio muito na telinha, mas estou é acabando com minha visão, isso sim.
    Tenho até hoje a primeira "aranha" que comprei com meu dinheiro para desenhar plantas. Acho que a maioria aqui nem sabe o que é.
    Não serve para nada hoje, mas foi minha companheira por longos anos. Merece estar preservada.

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    1. Acho que eu fui uma das ultimas turmas do SENAI da minha cidade a desenhar na prancheta, com aranhas e normógrafos.
      Confesso que o CAD facilita a vida, é mais simples, limpo e rápido. Mas sempre achei essencial o aprendizado na prancheta pra entender o porquê das espessuras diferentes das linhas e o uso de formato padronizado.

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    2. Pois é, o cheiro das minhas pranchas de desenho técnico eram de talco que eu passava numa tentativa de amenizar os borrões! rsrrs

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  11. Belo Post. Lendo seu relato me lembrei de meu passado, as emoções que cada Motor 3 trazia, a espera pelo mês seguinte era angustiante e deliciosa, lembro praticamente de onde foram compradas todas as edições que consegui em bancas na época e o que fazia naquele dia, como um arquivo digital vai me proporcionar isso ?. Seu texto me trouxe de volta os momentos de dificuldade econômica que passava com minha família no início dos anos 80, mas o quanto meu pai e minha mãe se esforçavam para que eu tivesse o pouco dinheirinho, que para nós era muito, de cada revista todo mês, quantas pessoas saberão aquilatar o que é isso hoje e dar o devido valor aos sentimentos que vivemos ? Feliz de nós MAO que pudemos ter a alegria de ter vivido esta época e ter a vida que nos forjou no que somos. Nada como as lembranças que esses objetos nos trazem, tanto que minhas Motor 3, hoje em dia a coleção completa e mais a Status Motor nº 0, estão devidamente ensacadas uma a uma e dentro de uma caixa plástica lacrada.

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  12. Olha que coincidência, vendi minha coleção de 4 Rodas a uns 2 meses, tinha todos os exemplares desde 86, todos comprados por mim um a um e em perfeitíssimo estado, aprendi a ler com essa revista, sinceramente, não sinto a menor falta da pilha de papel que ficava ocupando cada dia mais espaço.
    Uso um Ipad e vejo tudo pelo site da 4 Rodas, foi um dos motivos de eu ter vendido tudo, tem muita coisa que a anos não via, era impossível mexer na montanha de papel sem bagunçar, hoje é na palma da mão, em segundos.
    Lógico, vai de cada um, eu prefiro a tecnologia, a tendência é essa.

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    1. Eu prefiro as de papel. Vai lá que acaba a energia ou as baterias...

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    2. Amigo

      Me ensina como VC consegue rodar flash em um I pad.

      Valeu

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  13. JOHNCONNOR05/04/12 16:15

    MAO vc tocou num ponto muito interessante, muita gente está se desfazento de suas coleções de livros e revistas já que hoje tudo se acha na internet e não pensam que um dia isso pode mudar. Eu estava começando a pensar assim quando há alguns meses atrás fomos todos surpreendidos com o q aconteceu com os sites de download. Os que não foram tirados do ar simplesmente apagaram seus arquivos na tentativa de serem poupados da extinção. Ou seja toda aquela informação q estava ascessível a qualquer momento simplesmento cessou de existir, quem fez Backup fez quem não fez sifú. Ninguém imagina que isso pode acontecer com outros tipos de arquivos q hoje estão lá e amanhã podem não estar mais? Imagine o arrependimento de quem se desfez de sua coleção de 4 rodas se a editora da revista resolver tirar a coleção virtual do ar? E tem mais uma ainda, a digital não dá pra levar no banheiro, SHUASHUASHUASHUASHUA.....

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    1. Camarada John Connor, é possível levar a edição digital para o banheiro sim, basta usar um tablet! Agora, tome cuidado com água...

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    2. Isso sem contar que os textos podem ser adulterados na versão digital... quem vai saber?
      Alguém reparou como a coisa ficou diferente na avaliação do chinês M100 na versão em papel e na versão eletrônica?
      Papel - Perigo para a humanidade.
      Digital - Carro mais ou menos.

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    3. JOHNCONNOR05/04/12 17:38

      Octavio , cuidado com agua e com outros fluidos também...shuashuashuashua...

      Anonimo , sabe q eu não havia pensado nisso, cara vc acabou de me fazer ver um leque totalmente novo de possibilidades de manipulção em massa,...shuashuashuashua...

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    4. Eu levo meu Ipad p/ banheiro kkkkkkkk, na vdd 70% das pessoas segundo pesquisas fazem isso kkkkkkkkk.
      Agora quanto a sair do ar é um risco que tenho que correr, mas é algo que não me preocupo.
      Quanto a modificação de conteúdo, não existe nenhum em relação ao papel, já que no caso da 4R é um "xerox" da propia pagina da revista, o mais estranho de tudo isso é que eu vendi as revistas e o dinheiro ajudou na compra do Ipad, foi literalmente uma substituição kkkk

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    5. Aos que levam iPad para o banheiro ao invés de levarem revistas de papel, só é necessário tomar cuidado. Se o texto for uma merda, não se pode usá-lo para limpar, como no caso da revista de papel kkkkkk

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  14. MAO, ótimo o texto! Achei muito bonito o Puma com a combinação verde-limão e preto. E sua história me fez lembrar do real valor de um carro antigo: a história que eles carregam ou que representam, seja no nível pessoal, industrial ou mesmo de um país. Aquela bola 8 realmente acrescenta muito valor ao Puma. Agora só falta "transplantar" um coração novo nesse belo esportivo!

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  15. só queria saber como o seu carro passou na P.P. sem estar original.

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    1. x!

      E o que exatamente não está original?
      MAO

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  16. JOHNCONNOR05/04/12 17:33

    Depois q terminei de ler o post e escrever o comentário acima me deu uma vontade enorme de dar uma folhada na minha cartilha Caminho Suave, a mesma que há quarenta e dois anos atrás me acompanhou no meu primeiro dia de aula. Assim que a abri e vi o A da abelha e o B do bebê foi como se eu imediatamente fosse remetido quarenta e dois anos no passado. Me vi perfeitamente, sentado na segunda carteira da terceira fila, bem atrás da menina loirinha de cabelos ondulados que não consegui lembrar o nome mas que me emprestou seu apontador naquele dia. Lembrei do guarda-pó branquinho, da lancheira pendurada na cadeira, bolsa guruzinho novinha embaixo da carteira. Me lembro colocando a data do dia no alto da folha do caderno encapado de azul, aqueles brochuras q tinham o Hino Nacional atrás. Depois disso me olhei no espelho e vi q daquele menininho magrelo de 42 anos atrás não restava mais quase nada, só a cartilha e os olhos. É quase como ter minha própria maquina do tempo. E agora eu pergunto, como me trocar um objeto como esse por um equivalente digital? Seria o mesmo que trocar minha mulher q está comigo há trinta anos por uma virtual.

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    1. Helcio Valvano05/04/12 20:33

      Putz... Caminho Suave ... grandes lembranças JOHNCONNOR !!!

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  17. Helcio Valvano05/04/12 20:32

    Nossos livros, nossas revistas, nosso monte de tranqueiras guardadas, que normalmente família, esposa, e mais um monte de gente, todos insistem que joguemos fora, pouquíssima gente entende que são mais que livros, revistas, tranqueiras e similares, são parte de nossa história pessoal, tudo carregado de lembranças fortes, ricas, insubstituíveis !!

    Só p/ ficar nas revistas, cada revista carrega uma experiência específica de ansiedade, novo conhecimento, aprendizado, surpresas, deleite puro, mesmo que p/ qquer outro seja só uma revista velha ...

    Texto emocionante MAO !!!
    Parabéns e obrigado !!

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    1. Concordo...

      Não é só o lado racioonal... é o emocional que conta !

      É toda uma experiência, lembranças...

      Pena que isso tudo acabe quando morremos... o nosso melhor legado talvez seja passar um pouco de nossas paixões pra nossos filhos, nossos amigos...e olha lá !!

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  18. Um sevenesque? Já escolheu motor e cambio? Se puder sugerir, que tal o cambio e diferencial do HR (ou Bongo) com o motor de dois litros do i30 (ou Cerato)? Não é lá muito usual, mas devem casar bem, já que saem da mesma fábrica, e para o peso do carro, um cambio mais longuinho não deve atrapalhar tanto no desempenho...

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  19. É verdade Helcio, mantenho na casa dos meus pais, uma coleção completa de Quatro Rodas que ganhei de um grande amigo, da qual já pensei em me desfazer várias vezes depois que a revista "digitalizou" seu acervo, coleção de selos, de miniaturas de carros, meus trabalhos e livros de faculdade, muitos dos meus brinquedos... Porém cada um destes objetos fez parte de uma etapa de nossa vida, tenha sido ela boa ou ruim, isso não importa - importa, sim, a lembrança viva que se mantém ao longo dos anos.

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    1. Helcio Valvano05/04/12 22:19

      É CSS, eu tbm mantinha tudo na casa dos meus pais, mas pouco tempo depois de casar, minha mãe me deu um "xeque-mate", e ou dava um destino p/ tudo aquilo, ou ía p/ o lixo ... aí já viu né, veio tudo p/ o apertamento, p/ a "alegria" da esposa.... rssss ...

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  20. Depois de ter perdido o segundo HD com quase todas as minhas músicas, mapas e muitas fotos, prefiro os bons e velhos "arquivos analógicos"

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    1. É fato, trabalho com projetos de arquitetura e volta e meia os arquivos digitais simplesmente se negam a "abrir". Tenho um colega "das antigas" que diz: "ah, se o projeto estivesse em papel, desenhado a grafite, jamais teria esse problema..." :)

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  21. Aléssio Marinho06/04/12 00:45

    Certa vez minha mulher me perguntou o motivo de guardar tantas revistas, livros, apostilas e muitas quinquilharias.
    Respondi a ela que parte do sou e conheço veio dessas coisas e que não podia se desfazer de mim mesmo. Sou o que sou por causa do que li nessas revistas e livors.
    Uma hora vc acaba precisando consultar algo, lembrar de um detalhe ou simplesmente sonhar novamente. Um Ipad não vai me dar esse sentimento.

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  22. É isto...quando conservamos algo não é pelo valor material, mas pelo significado que aquilo tem para nós. Somo moldados pelo que tocamos, lemos e construimos e naturalmente,enquanto físicos, necessitamos de algo material que nos leve aquilo. Será que no mundo digital os valores se perdem ou podem ser deletados apenas com um toque no teclado? Ih! Viajei...Acho que é efeito do lado doce do Plutônio...

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  23. MAO,

    A revista 4 Rodas está digitalizada, sim. Mas numa atitude burra e egoísta, não permite baixar um arquivo ou uma reportagem, somente podemos ler na tela. Isso atende apenas a quem está de frente à tela, mas impede a divulgação para outras pessoas.

    Recentemente recebi uma consulta de uma pessoa e me lembrei que havia uma repostagem a respeito, e encontrei a edição e o texto. Quem pediu a informação queria passar para os quase 500 motoristas da empresa como orientação e treinamento. Não foi possível.

    Com a revista impressa nas mãos, uma cópia resolve a questão.

    PS

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    1. Bastava usar o botão "imprimir".

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    2. Para imprimir em papel, sim. Mas só no local da consulta.

      Para salvar em pdf e repassar para alguém a 3000 km de distância e que, por restrições da empresa, não tem acesso à Internet, somente envia e passa e-mail, não resolve.

      PS

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  24. MAO,
    que tremendo texto !
    O papel é insubstituível em 100% das aplicações. Uma revista vá lá,e nem todas elas, mas livros ?
    E livros grandes, com fotos de grandes profissionais ? impossível, a não ser que se ande com um monitor de 30 polegadas debaixo do braço.
    Há espaço para tudo, mas as máquinas eletrônicas não podem substituir os livros.
    Sobre a bola do Egan, muito folclórico mesmo esse cara que teve a idéia de colocá-la no carro. Ficou bacana.

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  25. MAO, essa homenagem à bola do Egan deixa transparecer um sentimento oculto hein??

    love is in the air!!!!!

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  26. Todos,

    Grato pelos elogios e comentários!
    MAO

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  27. NUNCA DESFAÇA DA COLEÇAO DE 4 RODAS, APESAR DE OCUPAR MUITO ESPAÇO, FAZ PARTE DA HISTORIA DE VIDA DE MUITA GENTE, TENHO 37 ANOS E COLECIONAVA A REVISTA DESDE MEUS 13 ANOS, CHEGUEI A TER 75% DA COLEÇAO. NUM MOMENTO DE BURRICE VENDI TODA COLEÇAO, FUTURAMENTE PRETENDO ADQUIRIR DE VOLTA UMA COLEÇAO COMPLETA, ASSIM QUE PUDER, QUASE ADQUIRI UMA COLEÇAO COMPLETA, DESDE O NUMERO 1 ATE O ULTIMO DA BANCA, O ANO PASSADO, POR 4 MIL REAIS MAS NAQUELA EPOCA IRIA ME APERTAR FINANCEIRAMENTE. EM BREVE TEREI DE VOLTA UMA COLEÇAO QUE MARCOU MINHA VIDA, EM MUITO BREVE...
    FELICIDADES A TODOS!
    ANDRE

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