24 de abril de 2012

ESTÃO EM EXTINÇÃO OS GRANDES MOTORES? ACHO QUE NÃO



Tempos atrás, escrevi aqui sobre a possível morte dos supercarros por causa das normas mundiais de emissões de poluentes cada vez mais rígidas, os crescentes esforços para a redução do consumo de combustível e o aumento da segurança ativa e passiva nos automóveis, esta cada vez mais neurótica. Estes são tópicos que poderiam facilmente acabar com os carros de alto desempenho como os conhecemos. Estavam sendo marcados como carros desnecessários, irrelevantes e não adequados ao quadro mundial, se não ofensas ao planeta.

A possível solução seriam os híbridos, com a renegeração de energia e melhor aproveitamento do combustível e a energia de frenagem. Tudo muito bonito e parecia mesmo que era um caminho sem volta. De fato, não há como negar os esforços em redução de consumo de combustível e índices de emissões de poluentes, mas ainda não tivemos o assassinato dos grandes motores de alta potência como imaginado.

Era tido quase como certo que o Veyron seria o último grande carro de alta potência movido exclusivamente a gasolina, como foram todos os carros esporte até hoje. Mas, o tempo passou e novos carros surgiram para contrariar esta hipótese, novas versões do Veyron com ainda mais potência, inclusive.

O que vemos hoje é que o que vem ocorrendo é a luta pela redução do consumo de combustível em primeiro lugar, pois os motores modernos já emitem praticamente nada de poluentes. A Porsche já demonstrou que os gases de escape de seus motores podem ser até mais limpos que o ar atmosférico que entra pelo filtro de ar. A tendência do downsizing (motores mais eficientes, de menor cilindrada e geralmente equipados com turbocompressores) é clara e forte no mercado. O antigo McLaren F1 dos anos 90 usava um lindo V-12 BMW 6-litros de aspiração natural com 630 cv, enquanto que o novo MP4-12C utiliza o V-8 biturbo 3,8-litros e 610 cv próprio da empresa. Os novos Mercedes e BMW estão substituindo os motores aspirados por equivalentes menores sobrealimentados. A Nissan briga forte no segmento de esportivos com o GT-R e seus mais de 500 cv, bem como a Chevrolet com o Corvette de 650 cv.
  
A segurança também estava se tornando um problema para os carros esporte, "como é possível alguém se arriscar e arriscar outros com veículos que correm muito?". "Um absurdo!" era mais ou menos esse o rumo que estávamos tomando, mas alguma coisa no caminho aconteceu e mudou o desenrolar da história.

Na nova geração dos Mercedes-Benz SL V-12

A Mercedes havia anunciado a morte dos SL equipados com motores V-12 em prol do downsizing, mas este ano já mostrou o novo SL65 AMG com o glorioso V-12 6-litros de 640 cv e ridículos 100 m·kgf de torque, e também o incompreensível Classe G equipado com o mesmo motor mas com outra calibração. O novo Pagani Huayra utiliza uma versão similar deste motor, mas com 750 cv e menos torque. Até mesmo a Ferrari surpreendeu todos com o lançamento do FF, que muitos esperavam ser híbrido 4x4 com tração dianteira elétrica e utilizar motor pequeno sobrealimentado. Acertou quem pensou na tração integral, mas não no resto, pois ele usa um V-12 de 6,3-litros aspirado de 670 cv. Apenas um fato, o FF é o primeiro Ferrari de produção 4x4, mas não o primeiro da marca, pois existe o conceito 408 de 1987 que já tinha esta configuração.

Exemplos existem aos montes, de Lamborghini a Koenigsegg. Mas vejo que o mais curioso não são os supercarros, mas sim os derivados dos modelos de produção dos grandes fabricantes. Era de se esperar pelos inúmeros conceitos de pequenos carros urbanos nos salões mundiais que os carros de alto desempenho estariam desaparecendo para dar lugar aos politicamente corretos minicarros urbanos de baixíssimos índices de emissões (baixíssimos, pois o termo "zero emissões" não existe, é um erro). Vemos que a realidade é um pouco diferente, pois ainda temos muitos modelos potentes no mercado, como o C63 da Mercedes, um carro brilhante como já vimos por aqui.


Motor do Bugatti Veyron

A verdade é que os fabricantes não querem abrir mão deste nicho de mercado, pois quem gasta um bom dinheiro em um esportivo ou um sedã de alto desempenho, dificilmente será consumidor primário de um mini carro elétrico ou um sedã híbrido de baixo consumo. As marcas também usam os esportivos como vitrine, uma questão de honra ter um carro desse tipo no seu portifólio. Imagine a BMW tirar de linha os modelos da divisão Motorsport, a Mercedes faria a festa e venderia AMGs que poderiam cobrir essa falta do concorrente, assim como a Audi com os modelos RS. Ninguém quer correr este risco, ninguém quer abrir mão de modelos de prestígio e entregar de bandeja o mercado aos rivais.

Além de consumo e poluição, a velocidade já estava sendo criticada como sendo irracional e desnecessária, mas os carros estão mais e mais rápidos a cada dia, mesmo os modelos convencionais tiveram ganhos significativos de desempenho. Um BMW 328i hoje acelera até os 100 km/h em seis segundos, enquanto que o 320d (diesel) demora apenas sete segundos e meio. São número expressivos para carros "comuns". Neste aspecto, nosso mercado local é um caso à parte, estamos parados no tempo, mas isto é outro assunto. Recentemente a Ford/Shelby entrou na brincadeira e anunciou o Mustang Shelby de 1.000 cv para comemorar os 50 anos do Cobra. A GM está com o Camaro ZL1 e mais de 550 cv, bem como o Cadillac CTS-V. Logo mais entra em produção a nova versão do Viper com o enorme V-10.

Não estamos afirmando que ninguém está seguindo as tendências que foram criadas alguns anos atrás, há também os fabricantes que apostam nos modelos com motorização futuristas, como a Porsche e a já aberta tecnologia híbrida com volante acumulador de energia no 911 de corrida e também com o novo 918 Spyder, o sucessor do Carrera GT. A Ferrari já mostrou um conceito de híbrido no 599 Fiorano, ainda em desenvolvimento. A Audi está trabalhando no e-tron, temos os Teslas elétricos e o luxuoso Fisker Karma. A gama está crescendo, mas não como era esperado a curto prazo. Ainda há grande vantagem dos carros convencionais de desempenho superior.

Ferrari 599 Híbrida
É muito bom que as fábricas estejam trabalhando em novas tecnologias de aumento de eficiência e modelos híbridos, mas não deixaram de lado o desenvolvimento dos motores convencionais, cada vez mais econômicos e potentes (por que não falar também que ainda são a gigantesca maioria do mercado e deve ser por um tempo, afinal, tecnologias novas ainda custam caro), e isto está mantendo vivo este segmento e dando continuidade aos modelos esportivos. A representatividade do mercado de alto desempenho não é páreo para os modelos de grande volume, mas é o mercado de maior prestígio e o que chama a atenção para a capacidade de criação das marcas. O público ainda quer V-8s, V-12s e boxers-6. Ainda queremos o Wankel! O público ainda quer motores aspirados de alta capacidade, altas rotações e sons divinos. O público ainda quer potência e velocidade.

Fábricas, por favor, continuem trabalhando nos híbridos e elétricos, muita coisa bacana pode sair daí, mas não esqueçam de nós, que também apreciamos a boa e velha força bruta da combustão interna em diversos cilindros cuspidores de fogo!

MB

54 comentários:

  1. Pois é, ninguém aguenta mais tanta chatice e caretice.
    Até pq tudo isso é um exagero inócuo, e é pena pois no fim a verdade, que costuma ficar no meio, se perde na propaganda e histerismo.

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    1. Como já disseram por aí,não há propaganda melhor e mais convincente do que espalhar o medo. É nisso que alguns se apoiam e não em bases científicas, como deveria ser.

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  2. Essa "histeria verde" acabou sendo positiva. Motores mais potentes, econômicos e menos poluentes. Fico especialmente impressionado com a Porsche, que a cada nova geração do 911 aperfeiçoa o que já parecia estar próximo ao limite de desenvolvimento de projeto.
    Não é bom ter um aspirado com 400 cv que pode andar na cidade consumindo como um carro médio?

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  3. Eu não vejo a menor razão para se colocar em um carro de rua, que não seja de competição, motorização absurdamente maior que aquela que seria o bastante para fazê-lo circular já com grande desenvoltura tanto em situações de trânsito urbano, quanto rodoviário. A única razão que me parece "justificar" isto, é que estes carros dão lucro e contribuem para a imagem das marcas que os produzem. Por isto, não estou nem aí se sumirem do mercado, se não estiverem à disposição do consumidor comum. E não é por causa do planeta, por ser eco-chato, ou coisa assim. É simplesmente por serem absolutamente dispensáveis, por não fazerem sentido para um carro que vá ter uso civil, não de competição. E não me considero nem um pouquinho menos autoentusiasta por causa disto.

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    1. Mesmo que sejam terrivelmente irracionais, esses carros costumam ser altamente desejáveis por seu estilo, e são um desafio à capacidade dos engenheiros, que devem superar as marcas das gerações anteriores e a concorrência, conciliando isso com um carro que possa ser usado ocasionalmente e com as normas de segurança e emissões. Por tudo, podem ser péssimos produtos, mas é ótimo para os consumidores que eles existam.

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    2. Mr.Car
      Respeito sua opiniao e sei que vc é um entusiasta.
      Mas que bom que nem todos pensam como voce!

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    3. AutoEntusiasta cansado da luta24/04/12 14:23

      Pois é, seguindo a linha do "Braulio" ainda acrescento, em tudo existe o toque do irracional, da paixão... Afinal, se formos ser racionais, dados os limites de velocidade atuais e uma forma de conduzir mais civilizada, não precisariamos de nada mais além de Corollas prata 1.8...

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    4. Aí é que está, "Cansado da Luta": na verdade, para o uso que se deve dar a um carro de rua, não se precisa mesmo de nada além de um Corolla 1.8 ou vá lá, algo um pouco melhor. Pode parecer cruel, mas é a realidade. Só não precisa ser prata ou preto, he, he!

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    5. Pra mim carro de uso diário é um Subaru WRX não dá pra aceitar menos que isso. Imagino pra quem roda de AMG.

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    6. Mr. Car, respeito sua opinião, mas penso da seguinte forma: Comparar carros comuns e super esportivos pela "utilidade" é o mesmo que comparar um quadro de um João qualquer e um quadro de Pablo Picasso. Por mais que seja "apenas desenhos que vão ser emoldurados e pendurados na parede", existe uma diferença abissal entre ambos para quem sabe olhar e entender que tais diferenças expressam o quão longe pode ir capacidade humana. Tais carros nada mais são que vitrines dessa capacidade. Você pode alegar para mim que o tempo gasto e a quantidade de pessoas envolvidas para projetar, por exemplo, a 458 Itália e o novo Ecosport podem ter sido os mesmos para os dois carros, ou até maior para o Ecosport, mas este nem de longe está tão perto do limite do que a engenharia pode fazer quanto a 458 Itália. Tem gente que não pagaria dezenas de milhares ou até milhões por um quadro de Pablo Picasso por achar que não passa de uns rabiscos superfaturados, mas é inegável a contribuição dele para a Arte, assim como, na minha opinião, tais carros por mais excêntricos que possam parecer, tem uma contribuição inegável para a engenharia automobilística "civil".

      Um abraço!

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    7. Não disse que não contribuem para a engenharia automobilística "civil", só disse que não precisam chegar às mãos de qualquer um. Aproveitando seu paralelo com os quadros, entregar uma carro destes para qualquer um (ainda que possa pagar por ele), é a mesma coisa que dar um quadro do Picasso para um cara que não entende nada de arte, ao invés de entregar nas mãos de um expert.

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  4. até pq carro bom é o Logan né

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    1. Para se ir calmamente ao trabalho, fazer as compras do mês, ou em pacatos passeios com a família? Pode apostar todas as suas fichas, que é.

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    2. Não, não é!!!
      O publico alvo do Logan é um motorista mediano, que não sabe controlar o carro na menor condição de risco. Um carro para este seguimento tem que ter Airbags (quanto mais, melhor), ABS e CONTROLE DE ESTABILIDADE. Outra coisa muito importante: cade os testes de colisão dele?

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    3. Porque as atividades cotidianas devem ser necessariamente medíocres? Porque devemos assumir uma lógica espartana e desprovida de qualquer brio para os pormenores da vida?
      A sensação que tenho com a falta de ambição (ambição positiva, e não possessividade egoística) de algumas pessoas nesse sentido é de que elas acham que viverão para sempre, pois é o único motivo que acredito possível para alguém tão passivamente abrir mão de um tempo precioso da vida se contentando em apenas “estar ali se movendo e respirando”, ao invés de procurar aproveitar uma experiência prazerosa em algo que lhe afague o espírito ao invés de lhe simplesmente transportar a carcaça.
      O Logan, perfeito? Só se você encontrar perfeição em uma dissaborosa rotina entediante, exaustiva e desabonadora dos colhões. Há muito que eu acreditava ser consenso dos entusiastas sobre a natureza do automóvel transcender os seus aspectos técnicos e enraizar-se em um nível mais profundo da psique humana, encontrando uma autopoiese tal qual é a arte para tantos. Contentar-se com o Logan para uma atividade que engloba uma porcentagem majoritária da vida atrás do volante é no mínimo controverso para quem é entusiasta, então gostaria muito de saber qual sua sugestão para o que fazer com as bolas enquanto se passa metade da vida dentro de um Logan.
      Não quero lhe ofender ou acusar de ser contra o espírito automobilista, mas simplesmente não me desce essa classificação otimista acerca do “pequeno” Renault. Maiores dissertações são bem vindas.
      Desculpe postar como anônimo, mas não tenho conta aqui.

      TBZ

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    4. Se o sujeito não sabe controlar o carro na menor condição de risco, para mim não é mediano, é abaixo da média. Será o seu caso? Eu me viro muito bem com o Logan. E se por um lado ele não tem estes equipamentos, sei disto, e não abuso. Ao contrário de muito mané que se fia em air-bags, abs, e controle de estabilidade, achando que fazem milagre, e se arrebetam inteiros, isto quando não arrebentam quem só estava passando e não tem nada com as estrepolias do "às do volante".

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    5. Anônimo 10:44 AM: parte de seu questionamento está respondido no que eu disse ao João Ferraz. A outra parte é que eu não passo uma porcentagem majoritária da minha vida atrás do volante. Quem faz isto, é motorista de táxi, por exemplo, e aí sim, comprar um Logan quando se pode comprar um Civic ou Corolla (tanto mais por serem beneficiados por esta absurda isenção de impostos para a classe, como se outros profissionais não dependessem tanto do carro como eles, tipo um representante comercial) me parece uma escolha equivocada.

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    6. O Logan é um ótimo segundo carro: dá para você buscar filhos na escola, compras no mercado, ir ao trabalho, enfrentar engarrafamentos, etc... Já para curtir ao volante, um Ka 1.6 é bem mais divertido.

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    7. Olisses

      Tá aqui. No quesito segurança, o Logan até que se sai bem acima da média dos carros brasileiros. A única dúvida é se a versão vendida no lisarB não sofre alguma depenação "estratégica" que comprometa sua segurança...

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    8. Basta ver como foi o desempenho dos modelos mundiais vendidos aqui no Latin N-CAP para reparar que até estruturalmente nossos carros são depenados e barateados. Muito do que se coloca em termos de estrutura deformável e materiais mais propensos a um melhor comportamento em colisões lá fora desaparece com as tropicalizações daqui.
      Se em metéria de acabamento e equipamentos eles já "aliviam", imagine uma estrutura ou outra que nenhum consumidor ve e a enorme maioria ignora como critério de escolha? O que conta é só "quantos airbags um carro tem", mas pouquíssima gente encara sua real natureza de sistema complementar e abre melhor os olhos para o que realmente importa em uma colisão: Uma estrutura competente.

      TBZ

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    9. Mr. Car,

      Quando me referi a vida atrás do volante defina-se pelo tempo que você passa dentro de um carro - seja pouco ou muito, e não o fato de passar de fato uma parcela extensiva da vida dentro do carro. Dois critérios bem distintos.

      Ainda discordo sobre a "perfeição" do Logan. Ele é uma proposta para quem não gosta de carros, na minha opinião, somente prezando pelas qualidades de meio de transporte do mesmo.
      Não vou viver para sempre, e uso bastante no dia-a-dia meu Galaxie que, por mais que irracional, me dá prazer e satisfação como entusiasta. Se preciso usar algo menor, é porque não tenho maiores condições de extender o uso do meu brinquedão, e não porque esse algo menor é "perfeito para aquela proposta". São coisas diferentes, invocam valores diferentes e causam definições muito distintas.

      TBZ

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    10. Mr Car. Você acha que na média dos motoristas sabem se recuperar de uma fuga de traseira caso passem em uma poça d'agua numa curva ou freiem com um dos lados do carro em um pouco de óleo? Eu não sei se sei, pois nunca passei por isso, então acho que ESP é fundamental sim! E porque a Renault não disponibiliza a grana pra Latin NCAP comprar um Logan pra fazer o crash test?

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    11. Concordo totalmente com o comentário do TBZ (Anonimo de Apr 24, 2012 10:44 AM). Tem gente que parece se contentar com a mediocridade, apenas em "estar vivo e respirando" ou, como eu costumo dizer, um "cadáver culto" :P

      No entanto, vendo o outro lado da moeda, um verdadeiro autoentusiasta consegue se divertir dirigindo qualquer carro, inclusive um Logan! Ainda mais se for um Logan 1.6, que é muito esperto, quase um foguetinho de bolso.

      Pra mim, vale muito mais ter em mãos um Logan ou até um Mille numa serra cheia de curvas, com ótimo piso, pouco tráfego e sem radares nem lombadas, do que um Subaru WRX ou Lan Evo numa pista pouco empolgante, com asfalto de má qualidade e cheia de domingueiros roda-presa :P (Claro que ter os carros do #2 na pista #1 é o nirvana, mas temos que aprender a nos divertir com o que temos)

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    12. Que nada, AnônimoApr 24, 2012 09:26 AM. Bom mesmo é um Fusca usado em bom estado. Melhor que andar a pé ou de trem!

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    13. TBZ: em primeiro lugar, eu não disse que o Logan é perfeito. E na sua primeira mensagem, você se referiu sim, especificamente, a passar muito tempo atrás do volante. Mais tempo que o norml para um uso não profissional do veículo.

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    14. Bom, Olisses, não sei se a média sabe. Se não sabe, devia saber, e isto é mais um bom motivo para não se jogar carros com motores dignos de competição, nas mãos de gente comum. A outra pergunta, encaminhe para a Renault. Eu não tenho procuração deles.

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    15. Anônimo 11:33 AM: Concordo. E não precisou de 400, 500, 600, e até mais cavalos, para isto. Além do mais, se pegar os mesmos engarrafamentos que o Logan pega para levar as crianças à escola, ir ao mercado ou ao trabalho, vai ser tão divertido quanto o Renault.

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    16. "Contentar-se com o Logan para uma atividade que engloba uma porcentagem majoritária da vida atrás do volante..."

      Vida atrás do volante aqui pressupõe a totalidade de tempo que uma determinada pessoa passa dirigindo um carro, independente da mensuração absoluta do tempo. O deslocamento para as atividades rotineiras representa parcela muito maior deste todo do que viagens e passeios ocasionais.
      Matéria de interpretação básica.
      E as áspas na palavra perfeição conotam o sentido de grande adequação entre o carro e a proposta conforme sugerido pela frase:
      "Para se ir calmamente ao trabalho, fazer as compras do mês, ou em pacatos passeios com a família? Pode apostar todas as suas fichas, que é."
      Sem mais.

      TBZ

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    17. Está brincando que você vai querer me dar aula de interpretação de texto, he, he, he! Você disse exatamente o que eu disse que disse, agora é tarde para remendar com explicações. E aspas você usou no segundo texto, sendo que respondi falando de sua mensagem inicial, onde a palavra perfeito entrou (sem aspas de sua parte, as aspas agora são minhas) em "O Logan, perfeito?"
      Também sem mais,
      Mr. Car.

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    18. Não estou brincando, mas se quer insistir em não entender que a frase "vida atrás do volante" não se refere às atividades de um taxista ou alguém cuja função se equipare, mas a quantidade total de tempo que alguém passa na condução de um automóvel durante sua vida, então acho que a interpretação não é exatamente o seu maior problema.
      No mais fique confortável com sua pedância acerca do assunto, não faço mais questão que contextualize; sua resposta não acrescentou nada.


      TBZ

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    19. Bob Keller27/04/12 21:05

      Me identifico com o sentimento do TBZ em relação ao autoentusiasmo, então andar de carro me dá prazer, como conheço bem a diferença entre pisar num acelerador de um carro e outro, quero não perder tempo de vida guiando uma mediocridade, no meu caso me sinto pleno num carro rápido, ágil e que suba ladeiras com reserva de motor...respeito outros tipos de autoentusiastas mas não os compreendo.

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  5. Joao Ferraz24/04/12 14:03

    Mr.car, eu nunca voei de Concord ,e sei que provavelmente nunca o faria , mas fiquei muito triste ao ver seu fim, o mesmo aconteceu com os onibus espaciais, e com supercarros não é diferente, a menos que eu ganhe na loteria sei que nunca vou ter um desses, mas isso não me impede de sonhar e curtir essas super máquinas, elas representam o melhor da tecnologia e mesmo que para poucos . Não confunda o lado prático do dia a dia com o mundo mágico dos super carros,ninguem usa um formula 1 para andar na rua , mesmo que conseguisse comprar e licenciar um não seria algo prazeroso, mas nem por isso deixamos de amar essas maravilhas . Se retirarmos os sonhos da vida de um homem ele vai estar morto,vai se tornar apenas mais um gado na massa...

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    1. Também sonho, só que se sonho com um supercarro, este sonho seria tê-lo no lugar apropriado, ou seja, as pistas de competição. Nas ruas, meu sonho é outro, tipo passear sem pressa com uma reluzente, impecavelmente original, e bem conservada barca norte americana dos anos 50, e sendo mais modesto, com um Simca Chambord, Itamaraty, ou Alfa-Romeo JK, ou mesmo com algum belo carro atual, mas que não precisa ter a motorização de um carro de corrida.

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    2. Whops! Algo errado primeiro diz ninguém precisa de mais de 1,8 litros de motor para se deslocar e é contra motores grandes e potentes.
      Agora defende andar em 2012 com uma barca Americana dos anos 50!?!
      Bem pode ser que o Sr queira na verdade dizer que por estar em um carro potente a pessoa vai necessária mente correr e por os outros em risco, bem até que acontece, mas também acontece com carros 1.0.
      Agora se o Sr foi contra carros potentes, não porque eles correm muito, mas porque eles bebem muito e desproporcionalmente ao que seria necessário em um deslocamento urbano, reveja seu comentário.
      Uma barca ou um Simca ou Itamarati ou Jk e por ai vai, bebem muito mais que Mercedes de 650hp no transito.
      Whoops! Incoerência detected!

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  6. Acho que sim.
    Normas + rigorosas para CO2 aliadas ao preço do óleo. Passagem de ida, sem volta.

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  7. Amin Kadher24/04/12 15:53

    Ai meu Deus!!!

    Cadê o Plutônio metendo aquele pauzão em todo mundo???

    Cadê???

    Cadê???

    Cadê???

    Cadê???

    VenhA Min!

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    1. Tá querendo uma varada, hein...

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    2. Amin Kadher25/04/12 11:05

      Sai pra lá invejosa!!!

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  8. Ainda sobre o assunto, temos de lembrar que nem todos os fabricantes se entusiasmaram com essa onda de downsizing. Dois exemplos disso, e não falo de supercarros, estão na Mazda e na Honda.
    A Mazda parece bem comprometida com sua tecnologia conhecida por SkyActiv e o que podemos ver até agora é que ela continuará tendo motor de 2 litros para funções de 2 litros, bem como os motores menores da gama seguem com as mesmas cilindradas e números de cilindros, bem como sobrealimentação só existe mesmo no 2.0 usado nos Mazdaspeeds/MPS da vida. No máximo, o que se fala é de um Wankel com tecnologia SkyActiv para substituir não só os rotativos como também os V6 do grupo.

    No caso da Honda, ela também vai manter as mesmas cilindradas que costuma usar, bem como descontinuou seu único motor turbo (o K23A1). No caso dela, tudo indica que continuará aferradíssima à aspiração natural, apresentando no caso uma série de avanços conhecidos como "Earth Dreams Technology". Essas tecnologias compreendem o uso simultâneo de ciclo Atkinson nos motores a gasolina, injeção direta, menor distância entre centros de cilindros e blocos menos espessos (imaginando aqui que tenham descoberto alguma solução que faça esses motores serem tão indestrutíveis quanto os que conhecemos). Fora isso, também não parece haver qualquer indicação de que ela vá reduzir as cilindradas dos motores usados em seus carros. Pelo que diz o fabricante, com isso tudo eles conseguirão reduzir em 10% o consumo de seus modelos, algo para o qual também colaborarão três novas transmissões CVT. Se isso tudo virá ao Brasil, aí são outros quinhentos, ainda que seja bem provável que pelo menos os motores cheguem, devidamente flexibilizados (e todos torcendo para que não sejam beberrões como os atuais).

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  9. Fabricantes de carros continuarão oferecendo motores com diversos cilindros cuspidores de fogo, enquanto houver mercado para isto. O Ruído emitido por esses motores são semelhantes a rugidos de animais ferozes e, portanto, transmitem uma sensação de poder e força aos seus donos. Este é um dos segredos do sucesso desses carros.

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  10. Tem motor pra todos os gostos no mundo. Mas essa onda de downsizing veio pra ficar nos carros realmente comerciais.

    Aqui nas terras tupiniquins, qual cilindrada se usava, digamos, nos anos 80? Opala 2.5, 3.8, 4.1. Dodge 1.8, Corcel 1.4 e 1.6, Maverick 4.8, Dart 5 litros e por aí vai... Hoje temos alguns V6 com mais de 3 litros, é verdade (SUV e sedãs top), mas metade dos carros vendidos são de 1.4 a 2.0 e 40% de 1 litro.

    Pouco entusiasmante...

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    1. Apareça Plutônio! Tá sumido por que? A fama subiu a cabeça! Estrelismo? ou o que?

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    2. Minerim,
      Se fossem motores realmente modernos e equivalentes aos irmãos europeus, sem problema, mas não é bem o caso.
      Agora que alguma coisa nova está aparecendo nomercado..
      abs,

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  11. Não tem incoerência nenhuma. Como eu disse, o problema não é beber muito, é apenas uma força absolutamente desproporcinal ao necessário para se ter deslocamento em qualquer situação, seja urbana ou rodoviária. São motores dignos de competição.

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    1. MrCar,

      Entendo sua opinião. Na prática mesmo, pensando friamente, não precisamos de nada além de motor de 40cv, afinal o limite de velocidade urbano é inferior a 80 km/h.
      Mas a questão não é só uso urbano, e quando fiz o texto não estava pensando apenas nas grandes cidades. Estradas, viagens, até mesmo um eventual track-day.
      abs

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    2. Milton, discordo quanto a um ponto:
      Mesmo se tratando de uso urbano, onde os limites não chegam a 80km/h, um carro normal para nossos padrões (+ ou - 1.000 kg, capacidade para 5 pessoas e mais bagagem, etc) seria subdimensionado para um motor de 40 cv e, seguindo a lógica, pouco torque.
      A potência a mais não é somente um instrumento para desenvolver velocidade, mas também é uma reserva de segurança para as mais diversas situações: Ultrapassagens (especialmente em vias de pista única), aclives, retomadas, acelerações quando se entra em uma via rápida, etc. Além, é claro, do conforto que o torque proporciona, não precisando ser extraordinário para isso.
      Com um carro carregado, a lógica da reserva se amplia. Potência não é necessariamente velocidade, mas abarca também uma parcela de segurança, quando bem aplicada.
      E como você bem colocou, um carro não se resume somente a uso urbano. Isso especialmente em um mercado onde não é comum possuir mais de um carro para cobrir com exclusividade propostas diferentes.


      TBZ

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    3. Milton, também não é assim, he, he! Quarentinha é muito pouco em qualquer situação. Assim como continuo achando que 500, 600, ou até mais, é muito também para qualquer situação, mesmo estradas. Ainda mais "nossas" estradas.

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  12. Putz, que benção esse texto. Ave-maria... Deus me livre desses elétricos!

    Abraço

    Lucas CRF

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  13. Boa,

    Acho que motores grandes são ótimos, potentes e de certa forma mais duráveis, podendo consumir menos e gerar mais energia, melhor ainda. Que continuem a evoluir constantemente!

    Agora, acho um erro afirmar que o motorista de carro com motor 1.0 é medíocre ou coisa pior. Muito da qualidade do bom motorista se define por seu bom senso, respeito às normas de trânsito e do seu limite bem como do limite do carro, o que quer dizer que quem tem cabeça, reflexo e braço é quem manda. E não aquele que sai com o pé na tábua desenfreadamente.

    Tallwang

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    1. TallWang,
      É verdade, tem muito motorista pior que medíocre com carro importado.

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  14. Como que era a frase mesmo???

    Aspirando, comprimindo, explodindo, expelindo... AO INFINITO!

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    Respostas
    1. Isso mesmo, meu brother!!!

      Lucas CRF

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  15. Sou do conceito que o auto entusiasta deveria ter o direito de ter alguns bons carros para cada estado de espirito e humor.

    Claro que descontando fatores de custo em ter vários carros, mas acho que é por ai que seria o ideal.

    No meu caso gostaria muito de trocar meu Fiesta 1.6 por um Focus 2.0 manual para o dia a dia, porem quero muito ter um BMW M3 E36 Alemão, Dodge Charger 1969 futricado e um VW Brasília placa preta futuramente, quem sabe.

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Um abraço!
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