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10 de janeiro de 2013

ACELERA AÍ, RAPAZ!

Fotos: Car and Driver Brasil



— Acelera! Vamos! Acelera até o talo e aenta a mão! 

Estou acostumado a dizer isso. Estou acostumado a ficar insistindo para que não tenham medo e pisem no acelerador até bater na tábua. A expressão “pé na tábua”, por sinal, vem do tempo em que a parede de fogo não protegia contra fogo nenhum porque era feita de tábua. Era assim em carros até o começo da década de 1930, então quando o sujeito acelerava tudo batia o pé nessa tábua. É legal escutar esse barulho “toc” de bater o pé na tábua. Fica claro que a coisa está no talo.

— Pé na tábua, então! Acelera tudo, caramba! Está com medo de quê? Está tudo livre e só estamos em 2ª marcha! Em 2ª esse carro não passa de uns oitenta! Então, vamos! Acelera aí!

Com carro carburado não é essa moleza de acelerar os carros modernos, com injeção eletrônica, acelerador eletrônico, monitores de nossos atos ao volante. Com os carros modernos, se você quiser arrancar o mais forte possível, basta acelerar direto ao talo que a programação do acelerador faz a coisa certa, dosa da melhor maneira e vai acelerando na mais rápida progressão possível, mas com carburado não é assim, não, pois com eles, estando em giro baixo, meter o pé direto ao talo muitas vezes é contra-producente, o motor engasga, pois a mistura ar-combustível sai errada, muito ar para pouco combustível, dá falta e em vez dele acelerar ele empaca. 

Então, em carro carburado – principalmente os mexidos, com comando bravo – para acelerar o mais forte possível a gente mesmo tem que dosar, tem que sentir na base da sintonia fina, conectar a sensibilidade do pé direito ao som e à pressão que sentimos das nossas costas ao encontro do encosto do banco. Em carburados e mexidos, comando bravo, temos que embrear e levantar o giro para uma rotação em que sentimos/ouvimos/sabemos que o motor limpou e que a partir daquela rotação, se soltarmos adequadamente a embreagem, ele aceita que aceleremos rápido até no talo, que então ele aceita sem engasgos. 

Acelerar esses carros é uma técnica, portanto. Acelerar os carros modernos não exige técnica alguma. Basta mover o pé direito como bem quiser. Portanto, acelera essa coisa aí! Vamos! Acelera! com medo de quê? 

A grande maioria dos motoristas não sabe acelerar nem os carros modernos. Não sabe ou tem medo, sei lá, ou os dois. Só sei que não aceleram. Não aceleram no talo. Parece que há um tabú, um forte receio, como se isso fosse uma loucura, sendo que é justamente o contrário. Loucura é dirigir e não saber dirigir.

Eu não piloto avião. Não sei, nunca aprendi, já voei muitas vezes em teco-tecos (apelido que o Bob odeia, mas eu não), já os segurei na reta e no plano, quase sem me mexer, só para sentir o avião na mão. Só sei rudimentos e aposto que deve ter algum chimpanzé treinado por aí que pilota avião melhor que eu, então não me meto a pilotar avião. Sou um cara razoável, não é não? 

Não sei pilotar avião, então não saio voando feito tonto por aí. Mas acontece que ao viajar nos feriados de final de ano a gente divide a estrada com muita gente que não é nada razoável, gente que não sabe dirigir e se mete na estrada porque algum instrutor irresponsável lhe carimbou a carteira de habilitação e isso é o suficiente para lhe dar a confiança necessária para carregar até os tampos o carro com a família e malas e cachorro poodle branco com lacinhos e sair estrada afora como se fosse a coisa mais segura do mundo. 

E lá vão os despreparados, uns coladinhos às traseiras dos outros. Com chuva, piorou. À noite, piorou. À noite e com chuva... desastre iminente. Haja anjo da guarda! Mamma mia! 

Eu, por exemplo, com estrada vazia, adoro viajar à noite, com chuva torrencial e tempestade de ventania. Folhas voando, rodemoinhos, o carro tomando lufadas laterais de vento que o chacoalham e depois dá aquela parada no vento, tipo vácuo, e o carro instantaneamente se estabiliza..., e depois vem outra lufada, bufff! Adoro, uai, acho legal. É só maneirar que tudo segue bem.

Mas tem gente, a maioria, que se apavora e faz besteira, mete o pé no freio sem olhar para trás, sai para o acostamento sem avisar, fica parado no acostamento sem ter ligado o pisca-alerta, ou vai devagar com o pisca-alerta ligado (quando que o pisca-alerta só deve ser ligado se o carro estiver parado, nunca em movimento). 

E faz esse monte de besteiras e mais outras inimagináveis besteiras, quando não teria nada que recear, caso soubessem dirigir. É como sempre digo: nunca menosprezem a burrice alheia. Esperem tudo e esperem também pelo impensável. Se me colocarem para pilotar um avião, por exemplo, se o piloto pular de pára-quedas e me deixar ali sozinho, e sem pára-quedas, sei que farei um monte de besteiras, sei que vou me apavorar e que as coisas estarão fora do meu controle, então não me meto a pilotar avião sem que um piloto não possa assumir imediatamente. 

Mas muita gente se mete a dirigir sem saber dirigir, e isso é um caldo de cultura para a criação de desgraças. E depois vem o governo com campanhas para que tenham cuidado nas estradas, a TV divulgando as estatísticas dos acidentes, acidentes com vítimas, com mortes, com famílias inteiras indo pro beleléu, filmagem de bonequinha estropiada na lama etc., essas coisas escabrosas e sanguinolentas dignas de estatísticas de guerra.

O governo, ou os governos, melhor dizendo, dando pinta de que não têm nada a ver com isso, dando pinta de que não é culpa dele que as estradas estão cheias de motoristas que não merecem o título, que não merecem ser considerados “habiltados”. 

Habilitados uma ova! Então vamos! Acelera aí! Motorista também tem que saber acelerar essa joça! Acelera, po...! Muitas vezes, para escaparmos de uma encrenca é preciso acelerar. Não é só saber frear, não. Frear, outra coisa que a maioria não sabe, saber que o carro freia muito mais do que acham que freia. Estou acostumado a me dizerem: “Puxa! Achei que não ia dar para frear para a curva!” Dá vontade de falar: “Claro que você achava que não ia dar. Claro! Você não sabe frear, uai! 

Nunca tentou, nunca testou seu carro, nunca se testou, nunca tentou melhorar, nunca tentou, dentro de ambientes seguros, conhecer os limites. Nunca se colocou numa situação de ter que controlar e alinhar algum desgarre na freada. Bancou o burro. Foi imprevidente. Foi irresponsável, pois está comandando uma máquina que pode ser muito perigosa se você não souber o que ela faz, como se comporta em situações de emergência. Em céu de brigadeiro, tudo bem, qualquer desmiolado toca a coisa, já que é só encaixar o carro na faixa que a coisa vai, mas quero ver na hora da encrenca.
 



Mas freada é outro assunto. O assunto agora é acelerar. Acelera aí, cacete! Anos atrás convenci minha mãe a trocar seu Santana câmbio manual por um carro automático. A idade foi chegando e ela guia pra cima e pra baixo, então achei mais conveniente o automático, cansa menos. Por eu ter estado na Argentina e visto muitos Peugeot 405 trabalhando de táxi e os caras falando maravilhas do carro, achei aqui um com 20 mil km, lindo, bordô, bom preço, guiei, gostei, e ela o comprou. Ela adorava o carro, mas achava que ele não “puxava” muito.

— Mas, como não puxa, mãe? Olha aqui! — e toca eu a acelerar no talo e o 405 andar pra burro. "Na estrada ele vai bem", dizia ela, "corre que eu nem percebo. Quando vou ver ele está a 140, mas na cidade a gente acelera e ele não vai."

O galho é que ela simplesmente não acelerava o suficiente. Ela é que não atolava o pé. Anos depois ela comprou, sem me consultar, “escondido”, um Citroën Xsara 2-litros, automático, que ela adorou, pois dizia que esse, sim, “puxava bem”. Entendi a coisa e o próximo foi um Ford Focus, 2-litros, automático, que tem um comando de acelerador eletrônico modulado para acelerar forte logo de cara. Esse, pra ela, “puxa muito bem”. 

Para mim, ele de cara puxa bem, mas depois não segue puxando como pintava que faria. Nada de mais, portanto. Parece cavalo Mangalarga que trotando sapateia todo fogoso, branco de suor, a boca babando pedindo rédeas, as ferraduras soltando faíscas, mas se você soltar as rédeas e cutucar suas costelas vem um galope meio pocotó desapontador, enquanto que o cabisbaixo punga peludo do peão já está levantando poeira lá adiante. 

Outro dia, num post sobre o Honda Civic, dei minha opinião dizendo que tinha absoluta certeza de que ele, assim como o Toyota Corolla, não precisava de um motor de 2 litros, e que o 1,8-litro dava e sobrava, e sobrava muito. Acontece que a característica do Civic é de motor virador, de potência em alta, que continua acelerando feliz numa faixa de giro em que a maioria dos outros motores já estão se esgoelando. Apesar dele ter comando de válvulas variável em fase e levantamento de válvulas que ajuda a lhe dar boa potência em baixa, seu comando de aceleração é mais progressivo, mais suave, o que acho correto, pois se gasta menos combustível e se a pessoa quiser que corra basta que acelere fundo que vem muita potência em giro alto. Está certíssimo. 

Mas não adianta, pois a maioria não vai fundo, a maioria tira o pé ou mete marcha mais alta antes da hora, e depois vem falando que o carro não anda. bom que o Civic 1,8-l não anda, bom... Cento e quarenta cv é pouco para um carro com 1.280 kg. Só aqui mesmo. Para o resto do mundo basta e para o brasileiro não.

E carro com motor de 1-litro, então, minha nossa! A maioria diz que esses não andam nada. Então que me expliquem como é que na estrada volta e meia me passa um desses, seja de qual marca for, e passa babando a mais de 140 ou 150 km/h, principalmente carros de firma com emblema na porta, vendedor, assistência técnica, essas coisas, moçada no trampo que vive viajando e está louca para voltar para casa. Esses, ao menos, sabem acelerar. Que nem motoboy, esses, ninguém há de negar, sabem acelerar suas 125. Já frear é outra história, pois só freiam com o pé, só o freio traseiro, o menos eficiente, e vão escorregando até se esborracharem.

Portanto, finalizando, estou acostumado, acostumadíssimo, a mandar alguém dirigir e lhe pedir para que acelere fundo e agüente a mão. A maioria não acelera, não sabe acelerar. Por isso insisto quando estou com minhas filhas dirigindo. Na maioria das vezes as coloco para guiar e vou ao lado. Em locais propícios, seguros, em marchas baixas, 1ª, 2ª, 3ª, peço que se acostumem a acelerar. Mando que atolem o pé até o talo, mando que esperem com o pé ali, no talo, mando que suportem a tentação de trocar de marcha, coloco minha mão sobre a alavanca de câmbio, impedindo-as de ceder à tentação, e digo que o carro não vai explodir, que não acontece nada com o motor e até lhe faz bem. 

Mas ainda não estou satisfeito. Isso demora a acostumar. Sendo assim, só posso aconselhar. Escolha um lugar próprio, seguro, vazio, e ensine a acelerar. Pé no talo e agüente a mão. Demora a aprender, mas faz parte da educação ao volante, é uma das coisas a se saber fazer. Faz parte da máxima segurança.

Aliás, é por isso que em qualquer avião, até nos teco-tecos (desculpe, Bob!), na corrida para decolagem o acelerador é levado ao talo. Em todos que voei vi a mesma coisa, talo na decolagem.

Acelera aí, caramba! Deixe o motor mostrar toda a sua força. Conheça-o.


AK

 

183 comentários:

  1. Arnaldo,

    o "problema" do Civic é não permitir a maldita mania de brasileiro de transpor uma lombada em terceira marcha, como alguém do AE (creio que o Bob) já apontou que era levado em consideração no acerto de carros no Brasil.

    ou seja: querem ter muitas marchas à disposição para mostrar aos vizinhos, mas não para fazer uma redução quando necessário. meu pai tem um Civic 2009 e a minha diversão, quando o dirijo, é ir até a faixa vermelha do conta-giros, coisa que acho que meu pai nunca tentou fazer.

    o que é uma pena, sentar a tabaca num carro com o VTEC girador é bem divertido.

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    1. É verdade, tenho um New FIT 1.5, e só fiquei de pé leve até os 1.000 km...

      Depois disso, troquei o óleo e pé na tábua! O motorzinho é bem disposto em baixas rotações até, mas depois das 4 mil rpm, ele se mostra outro. Quando preciso de potência, sei que ela estará lá, e se precisar vou até beirar a faixa vermelha.

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    2. Victor Gomes10/01/13 13:32

      Tenho um Accord 2.3 VTEC e quando pego uma subida na cidade ou trecho de serra reparo que o motor começa a desenvolver melhor quando os outros carros já estão esgoelando e pedindo uma marcha mais alta que não os dará força suficiete para vencer o aclive.

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    3. oliveira_jc10/01/13 15:47

      Anônimo10/01/13 12:32

      1000 km pra maciar motor?! Agora eu entendo o porquê de tanta gente empatando o trânsito por aí.

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    4. Pedro Bergamaschi10/01/13 17:00

      Aí está um post que eu aguardo ansiosamente: Verdades e mentiras sobre amaciamento de motores!

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    5. oliveira_jc10/01/13 15:47

      Não exatamente. Até os 1000 km eu ia até uns 5000 rpm caso precisasse, mas dirigia de forma mais suave. Até essa rotação já dá pra andar bem, concorda?

      A única atitude mais restritiva que tive foi de evitar passar dos 4000 rpm até os primeiros 300 km, pois li isso aqui no blog mesmo, que seria o prazo para assentar os anéis dos pistões.

      Depois disso, fiz a troca de óleo e filtro e aí passei a visitar os 6000 e poucos rpm, faixa vermelha...

      Existem muitas tartarugas no transito, mas não sou uma delas.

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    6. Eu hein, não precisa esgoelar o motor pra fazer o trânsito fluir. Mas, de qualquer forma, o manual do meu carro (VW Polo) indica não exagerar no giro até os 1500 km. Pra maioria das situações, usar até 3000 rpm resolve, com o resto da faixa útil sempre à mão (ou ao pé?) para uma eventualidade, óbvio.

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    7. Filipe_GTS10/01/13 20:02

      O manual do meu Volkswagen também prevê os 1.000km de cautela com o motor. E 600km para os pneus.

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    8. Felipe,

      os 600 km sobre os pneus é mais para que eles lixem e adquiram melhor aderência. Nada a ver no sentido de lhes dar vida mais longa.

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    9. oliveira_jc10/01/13 22:00

      100 km pra criar o ressalto dos anéis já está amaciado

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    10. Sr. oliveira_jc

      Seu comentário é de alguém muito sem noção, sob todos os pontos de vista.

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    11. Arnaldo, isso é mais crítico em pneus de moto.

      Os fabricantes passam uma resina em todo o pneu. Para quê eu não faço idéia.

      Essa resina é igual sabão. A moto freia mal, rabeia em condições que não rabearia antes e fica perigosa.

      No youtube tá cheio de vídeo com carinha de moto que vai saindo na moral da loja de pneus e rabeia ao pisar na rua e abrir um tiquinho o acelerador. O penu só fica bom mesmo depois de algumas centenas de km rodados e que aquela meleca já saiu.

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    12. oliveira_jc11/01/13 01:28

      Sergio S.

      Não é minha pessoa que está em julgamento, mas o motor precisar ou não de longos períodos de amaciamento.

      Deixo abaixo duas explicações no mesmo sentido da minha resposta acima:

      http://bestcars.uol.com.br/ct/amaciamento.htm

      http://bestcars.uol.com.br/ct/aneis.htm

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    13. Carlos Eduardo,

      e o galho fica para quando o sujeito for deitar a moto para uma curva...
      Outra é passarem "pretinho" para dar brilho aos pneus da moto. Se pegar chuva ainda por cima, é chão na certa.
      É o que citei no texto: Não subestime a burrice alheia. O BBB está aí pra comprovar minha tese.

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    14. oliveira_jc

      Peço que me desculpe. Deveria ter dito "comentário sem noção" ao invés de "comentário de algém sem noção".
      Mas o fato os cuidados na fase inicial de uso de um veículo novo ou com motor recondicionado, chame ou não isso de amaciamento, nada tem que ver com lentidão no trânsito, rodas-presas, tranca-ruas e cia.
      E sobre ämaciamento", polêmicas à parte, eu sempre sigo a orientação que está no manual do veículo, pois acredito no departamento de engenharia do fabricante.
      Além disso acredito também que todo motor, para que possa atingir o máximo rendimento e vida útil, tem que passar por três fazes de amaciamento:
      Primeiramente em baixa, depois em média e por último em alta rotação. E sempre com variação de carga. Se um motor ainda está meio amarrado é porque ainda não completou seu amaciamento, e nunca é tarde.
      "Dar pau" e motor novo certamente faz com que ele fique "solto" mais cedo, mas também reduz sua vida útil.

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  2. Arnaldo, ao escrever, você tem a coragem de um guerreiro e leveza de um poeta. Você não sabe a delícia que nos proporciona ao ler um texto seu. Que bom que você e o Autoentusiastas existem!

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  3. PAFT!!!

    um tapa na cara do brasileiro puxa fila, dono da faixa da esquerda...

    tenho um dart e um classic 1.nada...e viajo muito com os dois, quase sempre as mesmas medias horárias...o dart ganha na vinda pra casa, que tem uma serrinha ele vai embora...no mais, basta acelerar e pronto!

    excelente post AK! obrigado pelos outros

    p.s. no aguardo do post sobre "soca o pé no freio" rsrs

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  4. Que ótimo texto, Arnaldo!
    Não imagina como eu tenho medo de andar de carona com um amigo que não passa das 2000 rpm, e se desespera ao acelerar em rotações maiores na estrada. Não canso de dizer que ele teria futuro com veículo a diesel.

    O ponto é ter controle do acelerador. Operar com suavidade em qualquer condição. Muita gente ainda acha que isso é tarefa de câmbio automático ou automatizado, e que os pobres humanos tem mesmo de dar tranco a cada cambiada.

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  5. Rafael Ribeiro10/01/13 12:27

    Uma grande diversão para mim anos atrás era acelerar um carro da empresa, um Uno Mille 2006 flex serra de Petrópolis acima, deixando intrigados donos de carros mais potentes. Exatamente o que você disse AK, bota o giro lá em cima que a maioria fica para trás por não saber extrair o máximo de seus carros. Aí, é aquele ditado, em terra de cego, quem tem um olho é rei...

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  6. Obrigado pelas palavras, Luís, mas acredito que os bons poetas têm ainda mais coragem que os guerreiros, já que é preciso mais coragem para enfrentar a si mesmo do que os inimigos externos.

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    1. Sempre pensei isso também. Venço primeiro a mim e então o mundo se mostra fácil.

      Ademais, belo texto, muito obrigado! Que o povo aprenda a acelerar, frear, enfim, dirigir!

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  7. O que mais vejo é motorista em carro automático e não sabe usar o câmbio, sequer conhece o kickdown, e acaba se enroscando até pra entrar em rotatória.

    Complicado é que a gente não tem uma boa formação de condutores. Talvez pelas boas condições climáticas, vai saber: aqui não precisamos dirigir com neve ou desviando de animais selvagens, nem cruzar grandes desertos ou fazer curvas nos alpes.

    Outra coisa é que se tivéssemos um bom e rigoroso ensino de direção muitos não passariam, não comprariam carros e não alimentariam a indústria que hoje um dos carros-chefe na nossa economia, aí dá impressão de que tudo é armado justamente para as pessoas se enroscarem todas fazendo justamente o que não sabem e não querem saber, que é dirigir.

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  8. O que mais me irrita no transito, relacionado ao tema do post, é quando alguém sai de alguma calçada, posto de gasolina ou via de acesso, e entra na sua frente numa via expressa, e independente do motor do carro, entra que nem uma lesma, e nem se esforça a atingir uma velocidade compatível com a da via....

    Lógico que sempre que possível, eu procuro dar a preferência a quem precisa acessar as vias principais, mas tem gente que ou tem medo de pisar, ou não sabe dirigir, ou é folgada, ou é lesada mesmo....

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    1. Concordo plenamente... mas eu fico mais irritado e com o pessoal que vai sari de uma estrada ou fazer um acesso e tranca todo mundo que vem atras.. o pessoal não tem a menor idéia de como se deve fazer um acesso sem infernizar a vida de todo mundo.

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    2. Eu tenho uma teoria. Podem reparar que quem sai de alguma alça ou posto ou seja lá o que for pra entrar na pista principal, sai devagar e vai continuar andando devagar. É batata! Sempre acontece comigo e sempre eu tenho que dar um jeito de ultrapassar o caboclo, depois.

      João Paulo

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    3. João Paulo,

      Acho que você tem razão. Vou observar isso. Se começa devagar, segue devagar. Boa dica.

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  9. Esta texto vai padrão seu Top-5 no AE, junto com o do Alfa 145 que você comprou pra sua filha.
    Você contribui para um menor amadorismo dos motoristas. Aliás, tem muito amadorismo no Brasil, em todas as áreas de conhecimento.

    Continue assim, AK! Abraço,

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  10. Acho que é o costume de dirigir. Os americanos acostumados a motorzão, usar mais que a casquinha do acelerador é carro fraco pra eles.

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  11. Esse lance da progressividade dos aceleradores acho que ainda não é um consenso. Um rápido demais outros lentos, mas já que logo logo vamos dispor de acelerador eletrônico em todos os carros fico imaginando como seria dirigir um carro onde a lógica do acelerador fosse ao invés da quantidade de ar admitido, o giro do motor. Ou seja não importa a carga do motor ao determinar que na posição 30% do pedal o motor deveria acelerar a 3000 rpm não importaria se subida ou descida mas a injeção iria regular a quantidade de ar admitida de forma a chegar ao giro desejado e a diferença do giro atual para o desejado determinaria a pressa de se cegar a este giro. Imagino que a maioria teria um sensação de potencia bem maior ao poder transpor uma subida sem mexer na posição do pedal, parecido com a sensação que se tem ao usar o controle de velocidade de cruzeiro.

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  12. Conhecer os limites do próprio carro é fundamental para guiar com segurança. Saber o comportamento do carro em curvas, retas, com ou sem passageiros, enfim. Além do bom senso, claro.

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    1. Por aqui isso nunca vai existir, com os brazucas trocando de carro a cada 6 meses. Tempo muitas vezes insuficiente pra conhecer a fundo o carro.

      João Paulo

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  13. Arnaldo, lendo seu texto me dei conta de uma coisa.... Nunca ví nenhum nesse carros um ponto zero de empresa estabacado na estrada... será que temos que aprender com esse pessoal com eblema na porta?!?

    Lembrei que a viagem mais divertida que eu fiz foi uma que, por acaso, encontrei na estrada um comboio de carros de empresas e me botei a acompanhar eles, aproveitando as subidas para tirar vantagem do meu 1.6 16v e ir ultrapassando um a um... no plano e na descida não rolava de jeito nenhum!!!

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    1. Amigo, eu já vi! Mas foi em uma rodovia muito mal feita, praticamente uma estrada rural de terra onde apenas aplicaram o asfalto sem fazer nenhuma adequação no terreno, onde as curvas são rampas de arremesso para fora da pista!
      Lucas J. Hernandes

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  14. Filipe_GTS10/01/13 12:46

    Sábias palavras. Disse muito do que penso e não saberia como expressar. Tenho dó de carros que rodam poucos quilômetros e logo são vendidos, de motores que não passam dos 3.000 giros nem dos 120 km/h e de camionetes que nunca pisam na lama. Acreditam que um conhecido meu, dono de um lindo SUV Toyota SW4 4x4 automático preto, comprou uma S10 velha pra andar no mato? O cara disse que tem dó de por o jipão dele no barro... Recentemente vendeu, com 140.000km rodados em asfalto. Não me conformo com o desperdício...

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  15. Dirigir na estrada com chuvas torrenciais é uma das melhores maneiras de alguém sentir que está vivo. Passei por isso uma vez, quando resolvi descer a estrada da Serra Velha de Campos do Jordão, com céu de brigadeiro. Quando cheguei em Monteiro Lobato e parei no único sinal de trânsito que via na cidade o carro apagou. O alternador havia pifado e o carro só pegou no tranco, de ré...
    Ainda faltava chegar em São José dos Campos e usar parte da Dutra para atravessar toda a Rodovia Dom Pedro antes de chegar em casa.
    Abasteci o carro em Jacareí com o motor ligado.
    Tudo estava dando certo, mas chegando em Nazaré Paulista, já na Dom Pedro, o céu caiu de formar um riacho na pista.
    Se encostasse o carro no acostamento a bateria me deixaria de mão, apenas para segurar os fundilhos.
    O jeito era acelerar ou acelerar. A correnteza de água batia no assoalho do carro de fazer gelar os pés, e se ligasse os faróis e o limpador de para-brisa o motor perdia força, ameaçando morrer.
    Cara, cheguei na garagem ileso, e depois que fui para o chuveiro me senti bem pra caramba.
    Segue o relato completo, se me permitem compartilhar o link:
    http://www.mplafer.net/2011/09/longo.html

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    1. Dirigir com condições precárias de visibilidade (como nos casos de chuvas torrenciais, forte neblina, fumaça de queimadas) me parece uma das melhores maneiras de não permanecer vivo, isto sim.

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    2. A Sp-50! Essa estrada separa os meninos dos homens. Dizem que é a rodovia com mais curvas (proporcionalmente) do Brasil.

      João Paulo

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    3. Mr. Car, eu afirmei "sentir que está vivo" e não "permanecer vivo". É numa situação de risco que você sente a vida para valer. Tem gente que faz disso uma profissão, como os pilotos de corridas.
      Meu relato foi de uma ocasião única: de maneira alguma eu fico procurando essas enrascadas. Apenas não fico apavorado quando isso ocorre, e nisso eu vi a semelhança com o assunto do post.

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    4. Desculpe, Jean, mas soou como apologia à procura destas enrascadas. Agora está esclarecido, he, he!

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    5. Mr. Car,

      Conheço bem o Jean e esse é safo e com a cabeça no lugar. Ele se virou como tinha mais é que se virar. E ainda por cima é meu amigão.

      Jean, ontem, por acaso, conheci o Sr. Lafer. Muito simpático. Falamos de você. Por sinal, uma dúvida: de onde vem o "P" do MP Lafer. De Percival?

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    6. oliveira_jc10/01/13 22:23

      Sabe que eu tinha até esquecido que essa estrada de Monteiro Lobato existe? Tanto tempo que não passo lá.

      Será que ainda é meio vazia igual a que liga Piracaia à cidade dos lobisomens (esqueci o nome)?

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    7. Caro Arnaldo,

      MP Lafer significa "Móveis Patenteados Lafer". O carro foi lançado em meados dos anos 70 com essa definição aqui no Brasil. Lá fora (na Europa e América do Norte para onde o carro foi exportado) o modelo ficou conhecido como Lafer MP, cuja nomenclatura foi cunhada ainda no começo dos anos 60, muito antes do Percival Lafer pensar em conceber a semi-réplica do MG TD.

      Hoje fui apresentar um estudo de projeto arquitetônico para um empresário e, conversa vai e vem, fiquei sabendo que ele foi sócio de uma concessionária da Alfa Romeo em São Paulo, que subsidiou a criação do modelo Fúria, um campeão das pistas que se converteu no Bianco das ruas. Eles chegaram a usar o motor da Giulia no bólido, mas depois da divisão da empresa, adotaram o motor VW no carro de mercado.

      Me deu vontade de começar outro livro... Abraços!

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    8. Jean,

      Esse Fúria tem uma bela linha. Tem um bem conservado lá em Pirassununga, branco. Em corridas usaram vários motores nele.
      Escreva aí. Mãos à obra. Conheço o Tony Bianco e esse é um legítimo italiano simpático, ótimo humor e contador de histórias. Fora que é um grande artista da lata, sabe o que é bonito, senso estético inato.

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    9. oliveira_jc
      Ela existe sim e foi recentemente recapeada, embora alguns trechos de 1/2 pista tenham demorando 1 ano pra arrumarem e embora caia muitas barreiras na pista. A estrada já não é tão vazia, não. Domingo à tarde é comum formarem comboios de vários carros, de Monteiro até S José. A turma "descobriu" de vez essa estrada.

      João Paulo

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    10. Arnaldo,

      Vontade para escrever um novo livro não me falta, mas isso para mim é um processo lento da amadurecimento da ideia. No caso, meu compromisso profissional vem em primeiro lugar: depois que eu entregar o projeto direitinho e, se tudo correr bem, acompanhar a obra até o final, me sentirei à vontade para retomar as conversas sobre o Fúria com meu cliente candidato à fonte.

      Enquanto isso a gente vai recolhendo uns dados pelo caminho e com certeza um dia gostaria de ser apresentado para bater um papo com o Tony Bianco. Teria muitas perguntas para ele, que com certeza ficariam em "stand by" se ele por acaso resolver me contar as coisas do jeito dele.

      Sobre a SP-50 que o João Paulo citou, já desci ela umas três vezes. Numa delas resolvi dobrar para São Francisco Xavier. Almocei uma truta magnífica por lá e na hora de voltar resolvi esticar a aventura: peguei uma estrada vicinal de terra até Joanópolis. De lá escorreguei para a Dom Pedro para não arranjar um divórcio.

      Mas agora ficou aquela pulga na orelha para me desafiar: imaginei um trajeto entre Paulínia (onde moro) e Campos do Jordão, sem pedágios. É possível através do Circuito das Águas e sobre a cumeeira da Serra da Mantiqueira. Me falta bolar um nome para esse trajeto que ainda vou fazer. Trata-se de uma conexão de regiões com um potencial turístico incrível, mas adormecido.

      Agora que contei, vai ter que rolar um dia.

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    11. Jean,

      Já fiz várias vezes esse caminho, antes de duplicarem a D. Pedro. Passa por Pouso Alegre e Ouro Fino. Muito linda a viagem. Vale a pena. Eu saía de Pirassununga para ir a Campos do Jordão.

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  16. acho que os motoristas de carros 1.0 (assim como eu) são os que mais devem saber acelerar. eu mesmo só fui entender o porquê do meu carro engasgar quando atolo o pé em segunda marcha agora (é um mille 95 cansadinho rs). saber as limitações do seu carro ajuda a contribuir e muito para a segurança do motorista, pois evita que o mesmo entre em situações muito arriscadas, como uma ultrapassagem em estrada.

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  17. Bom texto! Realmente existem situações que requerem o pé-na-tábua sem hesitar.

    Por exemplo, para aqueles acessos de rodovia que (quando existe o espaço) permitem acelerar para entrarmos na rodovia já em uma velocidade próxima ou igual a da via, onde os carros já estão no rítmo. Ou em situações urbanas, onde é preciso se manter em 2ª marcha para superar uma ladeira.

    Ainda mais em um país onde carros com motores 1,0 até 1,4 L são vendidos "de baciada", motores que teoricamente tem seu pico de potência para mais de 4500RPM.

    E esse treinamento citado no texto, são poucos que fazem isso.

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    1. "Por exemplo, para aqueles acessos de rodovia que (quando existe o espaço) permitem acelerar para entrarmos na rodovia já em uma velocidade próxima ou igual a da via, onde os carros já estão no rítmo."

      Cara, nessas situações, muitos motoristas nós-cegos, pé-no-breque e freio-de-mão-puxado, ao invés de fazer como vc explicou, já querem jogar o carro na via, sem embalar!!!! Revoltante!


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    2. Por isso o nome "faixa de aceleração", sem mais.

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    3. E daí, você na estrada de duas faixas, um caminhão adiante na faixa da esquerda, quando vc vê um desses manés marcha-lenta saindo de um posto e que pelo jeito vai sair bem na frente do caminhão, caminhão meio que na banguela.
      Hora de vc olhar pra trás e meter o pé no freio e não tentar passar o caminhão, porque ele nem vai olhar pro retrovisor e vai desviar para a sua pista.
      Dirigir é prever o mais adiante possível e ir tomando providências.

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    4. Detesto este tipo de gente que quer sair rápido do posto só pra não ficar atrás de caminhão e ao invés disto fazem o caminhão que vem atrás freiar tudo que pode para não provocar um acidente...

      Concordo em grau, gênero e número com o Arnaldo. Até acrescentaria algo a mais: dirigir também é se fazer previsível.

      Parabéns Arnaldo! Continue sempre assim, nos entretendo com suas ótimas e cativantes histórias.
      Abraços!

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    5. Boa essa, MF Thomas!
      Se fazer previsível. Tá certíssimo!

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    6. Quem já tem um tempo de Dutra, isso tudo passa no automático, existem sinais bem mais sutis que há um risco iminente, por exemplo um caminhão "comendo faixa", se ele estiver rodando em cima da faixa que divide as duas as pistas, ele é o típico caminhoneiro que em razão do "seu" tamanho acha que é o dono da pista e se você vier em velocidade superior e ultrapassá-lo como se tivesse ignorando-o, fatalmente você será apertado contra a parede central. Cuidado! Os caras tem problemas sérios, "bando de loucos" rsrsrs.

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  18. Ótimo, Arnaldo!!! É isso aí mesmo, as pessoas tem de realmente saber controlar um carro para dirigir com segurança. Espero que todo mundo espalhe este texto por onde puder! Abraço!

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  19. Ernesto Jr10/01/13 13:26

    Arnaldo .. Te convido a passear no meu Corsa GSi 95 com o motor recém retificado ... Ando com o pé no talo , o carrinho responde como um 2.0 .. Cola as costas , ouço reclamação da véia e da irmã que ando rápido demais .... Com os amigos é elogios sempre ... Não tenho dó do carro , piso e faço 10 km / l ... Tecnologia seja louvada !

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    1. Ernesto Jr.

      Não estou a fins de bancar o chato, mas quando andar com gente que acha que vc está rápido demais, o mais elegante é maneirar. A obrigação do motorista é deixar a todos tranquilos. Coloque-se no lugar delas.
      Não sou padreco. Só sou mais experiente. Não pegue bode de mim por ficar lhe dando aula. OK?
      E gosto muito desse Corsa GSI. Capetinha bom de chão. Tesãozinho de carro. Cuide dele. Está raro e só vai ganhar preço se bem cuidado.

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    2. legal arnaldo. show de exemplo pra garotada como eu, com pouco mais de uma decada de cnh. abs
      mh

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  20. É como diz um amigo: Como fazer um Mille andar rápido? Meta uma escada em cima dele.

    Me fez lembrar de um texto que li dia desses:
    Somos ao mesmo tempo um dos países em que é mais difícil conseguir habilitação para dirigir – requerendo cursos teóricos e práticos em veículos especialmente adaptados ao exame psicotécnico – e o terceiro lugar mundial em mortes no trânsito. O primeiro e o segundo lugar têm mais de um bilhão de habitantes cada, e bem menos mortes por cem mil habitantes. Em outras palavras, somos os campeões!
    fonte: http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/13739-o-tigre-de-papel.html

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    1. Difícil ou caro de conseguir habilitação?? O que tem de difícil em decorar umas plaquinhas, acertar uma prova de assinalar ou arrancar numa subidinha qualquer sem deixar o motor morrer?? Sinceramente, acho muito precário nosso sistema de habilitação.

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    2. Concordo contigo. Penso que o autor falu "difícil" no sentido de burocrático. E isso é mesmo.

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    3. Sem dúvida, Gustavo. Criam complicações para "vender" soluções, e o que interessa, mesmo, que é formar bons motoristas, nem lhes passa pelos miolos.

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    4. sistema falho, culpado pelo excesso de 'mau'toristas que temos por aqui.

      poderíamos ter um sistema que começasse pelas ruas de bairros em terceira a 40km/h como é atualmente, depois 60km/h em avenidas até pegar o jeito, passando para 110km/h em pista dupla e finalmente aprender a ultrapassar carreta em pista simples com chuva no celta movido a gnv da auto escola, para finalmente receber sua CNH e poder levar a família para praia com segurança no feriado. simples

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  21. Me lembro de levar meu Charger R/T com Holley 650cfm para o mecânico:

    -Meu carro esta engasopando, dá uma regulada no carbura.

    Uma semana depois eu ia pegar o carro, dava a volta no quarteirão e devolvia o maldito engasopando:

    -Pow, regula direito isso, tá engasopando ainda. - Dizia eu.

    -Tá nada, usei ele a semana inteira. - Dizia o mecânico.

    -Não tá? - Eu já nervoso. - Senta aí então.

    Enfiava o pé no talo e o bichão cuspia fumaça preta e o motor querendo morrer...

    -É tá engasopando...

    -Pois é, quando for testar um carro, anda como se deve andar com um carro, não é para dirigir igual mulher indo na padaria...

    A risada comia e o Dodge voltava "bão" pra casa!

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  22. Faz tempo não lia um post tão divertido aqui! Ficou bem bacana o texto. Bom, apesar de tudo eu fui um dos que criticaram o Civic automático 1.8...mas é que tem hora que não dá pra "acelerar até o talo" ...hehe. Mas eu entendo o que o AK quis dizer, pois o Civic fica gostoso de dirigir em velocidades mais altas. Sobre acelerar, fico imaginando quantas pessoas não devem andar no DS3 e achar o carro fraco pra "virar esquina", justamente por causa das primeiras marchas bem longas.... é que falta pisar e sentir como é justamente isso que faz o carro ser uma delícia! Feito pra quem gosta de "botar o pé na tábua" (incrível como muita gente ainda associa câmbio esportivo só com marchas curtas!!!)

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    1. Felix, cá entre nós, estou com um DS3 aqui. Que carro bem bolado! Gamei mesmo. Tem feito 10,5 km/l na cidade, andando maneiro, seguindo o fluxo, mas quando tem onde pisar ele dispara feito aquele ratinho mexicano do desenho animado. E que chão!
      Macho o danado. Tudo perfeito.

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    2. Ricardo - Vitória ES10/01/13 17:35

      Ei Arnaldo, então vai sair "no uso" com o DS3?

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    3. Carro perfeito existe?

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    4. Ricardo,

      Já saiu. O Bob fez. Veja aqui: http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2012/07/citroen-ds3-no-uso.html

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    5. Anônimo,
      perfeito, perfeito, sim e não. Mas alguns se mostram realmente bem pensados, bem resolvidos para certo tipo de uso. O DS3 é um desses, a meu ver. Viajam 4 adultos na boa, é pequeno, ágil, etc, como poderá ler no post "no uso" feito pelo Bob. A única coisa que eu mudaria seria colocar lâminas de borracha nos compartimentos do console e portas, para que as coisas, chaves, USB, isqueiro, etc, não fiquem escorregando e fazendo barulho. Mas isso eu mesmo poderia colar, caso comprasse um. E olhe que não sou fã de tração dianteira...

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    6. E a direção elétrica do DS3 nenhum comentário?

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    7. Anônimo,

      Muito boa a direção. Assistência progressiva. Leve na cidade e firminha na estrada. É um dos detalhes a que refiro como um carro bem pensado.

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    8. Pois eu achei ela sem sensação nenhuma, em baixa ou alta velocidade

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  23. Texto que deveria ser obrigatório a todos os candidatos a motorista com a carteira provisória (um ano!);

    Acelerem em lugar seguro, busquem conhecer a dinâmica dos carros (rotatórias molhadas vazias, campinas gramadas para quem tem sítios, estradas de saibro com visão da saída de curva e muito espaço, simulador de direção através dos games/tangência correta, algumas disputas em kart de aluguel para estimular o gosto, o reflexo, a coordenação fina para freiar e acelerar forte...etc, etc)

    Têm que gostar da atividade e botar a cachola para funcionar; a próxima onda de carros seguros está prometendo bizzarices como estacionamento e manobras feitas de modo totalmente autônomo pelo veículo...a arte vai se perder.

    MFF

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    1. MFF

      E ainda por cima esse marketing irresponsável dizendo "sistema anticapotagem", como se houvesse algo assim. O sistema só ajuda o motorista, mas o divulgam como se ele eliminasse a hipótese do veículo capotar. E por aí vai e o povo acredita e se ferra.

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    2. Tudo é marketing, aprendam isso, tem os mais e os menos verdadeiros e uteis

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    3. Anônimo,

      Eu citei o marketing irresponsável. O responsável é útil e muito bem vindo.
      O marketing irresponsável não passa de um sofisticado camelô do centro enrolador de trouxas.

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    4. Essa do anticapotagem me lembrou dos DS, que graças a suspensão hidropneumática ganhou essa fama. Acontece que depois de um tempo a prática mostrou que nem ele estava imune a certos tipos de motoristas...

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    5. Boa analogia AK, mas tem uns camelos que enrolam com uns produtos melhorzinhos

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  24. Que texto bom!!! Me fez lembrar do meu primeiro carro, um Gol G4 1.0... É claro que, para tirar o que eu queria do carro, fazia o danadinho andar com giro lá em cima e, ficava dando luz para muito motorista de carro 1.8 e 2.0 sonolento que ficava insistentemente na faixa da esquerda, se achando o "bão"! E quando abriam, já "tacava" a quarta e pisava! Que fazia o pequeno notável passar rapindinho!!! Hoje, no meu 1.6 ando mais tranquilo, pois chegar a 140 km/h é nada mais que utilizar o motor no que eu entendo como maciota rs... E tem amigo meu que, com seu humilde Uno Mille, já andou emparelhado com Cerato (cujos donos acham que tem um V-8 embaixo do capô) só pra provocar kkkkk!!!

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  25. Tenho um Astra 1.8 e vejo um monte de gente dizer que esses modelos são mancos. Esses só podem desconhecer a 3ª e a 4ª marchas dele..... Tudo bem que ele acorda mesmo é lá pelos 2500~3000 RPM, mas baixa marcha acelera, pô! Finca a bota! Faz esse conta-giro passear nos 5000, 6000 rpm pra ver se ainda tem algum manco aqui!!!

    Eu, pelo menos, não acho q falte motor no meu Astra.

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    1. Anônimo Astrólogo,

      Você tá certo. Com ele é isso mesmo e anda muito bem. Mancos são os pés direitos desses caras que não sabem acelerar.

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    2. Bah AK, Astrólogo não... Astronauta então kkkkk

      Abraço.

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  26. Rafael Nakazato10/01/13 13:57

    Eu sempre pensei na questão de como alguns motoristas são habilitados. Recentemente um amigo meu comprou seu primeiro carro e com coisa de 2 meses de experiência de volante em cidade do interior já se jogou nas rodovias. Eu, que me considero um motorista razoável, levei coisa de um ano dirigindo para só então pegar uma estrada. Há muito o que aprender e dirigir na estrada a alta velocidade exige algum conhecimento e habilidade mínima.
    Exatamente como o AK exemplificou, se não sabe muito bem fazer a coisa, deixe para quem sabe ou treine até saber. Dirigir não é como operar máquina de costura, envolve riscos.
    Quem sabe um dia não cheguemos ao nível da Finlândia, onde se demora 3 anos para conseguir uma licença e se passa 6 meses aprendendo em piso molhado. O vídeo não me deixa mentir. Prestem atenção no que o Hakkinen fala sobre aprender a dirigir.
    http://www.streetfire.net/video/178-top-gear-hakkinen-finland_200347.htm

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  27. Fantástico o texto, mais uma vez um dos brilhantes autores do AE disse muito do que eu já quis dizer com uma escrita magnífica! Parabéns, AK, e obrigado! Pode ter certeza de que espalharei essa pérola pela internet!

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  28. Com todo a certeza você tem razão no aspecto que, em geral, os caras não sabem dirigir. Quanto a pisar no freio, já comentei em um post do Bob que em dia de chuva e eu de moto, uma motorista andando na minha frente, por óbvio enquanto não havia possibilidade de ulltrapassar, ela pisou no freio umas quatro vezes sem a mínima necessidade. Em uma época em que ia direto para SC, no máximo de quinze em quinze dias, ia somente à noite, inverno e verão, sendo que os faróis me avisavam que vinha carro em sentido contrário nas curvas. Cheguei a fazer Porto Alegre/Laguna em duas horas e meia de Voyage 1.8, não baixando de 160. Conhecia até os buracos da estrada. Agora, esta barata das fotos é demais e faltou uma foto do painel, isto que sou Porschista, heheheheh, e ainda vou fazer um Fusca 2.2 boxer aspirado e, claro, freio a disco nas quatro. Quanto ao pé na tábua, uso uma expresão diferente, é pé no porão.
    Teus posts são show, cara, e peço que fale da reportagem que fez para a Quatro Rodas Clássicos com o Ford GT vermelho nº 26.
    Abração
    Tazio Nuvolari

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    1. Tazio Nuvolari, meu ídolo, a foto do painel da barata está em outro post meu, este aqui: http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2012/12/o-que-dirigi-em-2012-e-deixou-saudade.html
      Sobre o GT40 original. OK. Está anotado. Ele merece. Monstro. O galho é que faltou reta. A pista do Diniz é muito curta pra ele. Era como fazer prova de tambor com cavalo puro-sangue inglês. Esse carro se mostra em 5a e última marcha e esgoelando o V-8 cabeçotes Gurney...

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  29. "Eu, por exemplo, com estrada vazia, adoro viajar à noite, com chuva torrencial e tempestade de ventania. Folhas voando, rodemoinhos, o carro tomando lufadas laterais de vento que o chacoalham e depois dá aquela parada no vento, tipo vácuo, e o carro instantaneamente se estabiliza..., e depois vem outra lufada, bufff! Adoro, uai, acho legal. É só maneirar que tudo segue bem."

    Achei que fosse louco por gostar disso também. Quer dizer ainda posso ser louco, mas ao menos não sou o único!

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    1. Guilherme, talvez a gente se cruze numa noite dessas, só os dois loucos na estrada e a tempestade comendo.

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    2. Eu não saberei se o motorista do carro será você, mas com certeza vou pensar nisso!

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  30. Nestor Saavedra10/01/13 14:29

    Olá Pessoal,

    Concordo 100% com o post.
    Aqui em casa temos uma Pajero TR4 2010, já com o motor com taxa de compressão mais alta, para dar 140 CV no álcool (etanol é frescura, rsrsrs).

    Estou cansado de ler em fóruns e sites de opinião que o carro não anda, "perde até de 1.0 em subidas na estrada", etc. Antes de mais nada, a transmissão do jipe (sim, ele não é SUV, é um jipe um "pouco" mais confortável) carrega todo o peso de três diferenciais e eixos 100% do tempo, já que, quando no modo 4x2, o desacoplamento é apenas na saída do diferencial dianteiro, com os semieixos girando o tempo todo solidários às rodas, mesmo na ausência de torque. Esta característica da "Super Select", como a Mitsubishi o chama, permite que a 4x4 integral (aquela sem bloqueio, que serve para lama, gelo, neve e asfalto encharcado) seja engatada em qualquer velocidade, porque não há perigo de moer os diferenciais dianteiro e central, que já estão girando em sincronia com o câmbio. Como não existe almoço grátis, este "conforto" carrega (literalmente) o preço do mecanismo acima.
    Este discurso para fazer coro ao Arnaldo: comprou o seu carro? Não o conhece? Então não reclame!
    Somado ao fato acima, o motor é um 2.0 16V muito robusto, mas é mapeado para ter mais torque do que potência, pela utilização óbvia do carro. Além do mais, é um projeto antigo, de meados da década de 90, acho até que a TR4 deverá sair de linha em breve por conta dele, aquele papo que já foi criticado com propriedade aqui no AE "a legislação de emissão de poluentes está mais rígida e não vale o investimeno de trocar o motor do carro", assim, ficaremos apenas com SUVs de boutique abaixo de 100 mil dilmas (o Jimny é a exceção que confirma a regra). Enfim, o motor é torcudo à beça em baixas rotações, já me livrou de uns bons apuros. Mas os 140 CV estão lá, escondidos. Tem que pisar fundo mesmo, o bicho só "acorda" a partir de 4000 rpm. Viajo muito com ele pela BR116 indo de Curitiba para a Serra Gaúcha, pista simples e no trecho de SC 3a faixa é raridade. Ultrapasso caminhões e carros 1.0 na boa, é só reduzir pra 4a (ou 3a, depende da serra...) e enfiar o pé, o contagiros passando de 4mil ele vai alegre até umas 5500 rpm, lá pelas 6000 vem o corte de injeção.
    Uns amigos sugerem que a Mitshbishi deveria ter oferecido a versão V6 para o carro. Para mim, é o mesmo que a discussão de 2.0 para Civic e Corolla: o cara quer um V6, colocar a transmissão automática em "D" e só usar acelerador de leve e freio. Ou seja, não é coisa para entusiastas. Infelizmente, quem manda é o mercado!
    Abraços e feliz 2013 a todos!
    Nestor

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    1. Todo esse esforço pra passar um 1.0 significa que o carro anda pouco mesmo, pois é para outro tipo de uso, quem quer um V6 não está errado se quer desempenho (apesar do carro ser para outra utilização)

      Um Civic 2.0 com pé no fundo vai andar mais que um 1.8 com pé no fundo e, cá entre nós, ninguém gosta de ter que andar com o pé no fundo o tempo todo e nem é bom. Pelo custo do Civic e o quanto ele representa no Brasil (carro de "patrão") acho que poderia até vir com um 2.2 como opcional

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  31. Beleza de texto, beleza de revolta.

    Minha namorada tem um Palio, é mais fácil andar com ele em cidade cheia de morro do que com meu carro, um Lancer 2.0 M/T. O Lancer pede mais marcha, o Palio é mais reduzido, sai bem em segunda, o Lancer sofre. Mas dirigir o Lancer é uma maravilha, o bicho acorda de verdade pra cima de 4000 giros, e é nessa faixa - 4000 a 6500, que o motor está sempre forte, esperto, atento.

    Carro 1.0 anda sim, fiz uma viagem de Uno EX 99 - SP/Bahia/SP - com mulher e dois filhos + bagagem, meu irmão foi com um 307 em 3 pessoas, e depois de Juiz de Fora, quando os limites de velocidade são frouxos e as estradas ainda boas, andávamos só acima de 140km/h. E na subida nada de esperar o carro pedir marcha, é reduzir no pé do morro e subir girando (até porque 1.0 quando pede pra descer uma marcha, já precisa descer duas). Faz anos isso, e até hoje meu irmão fala sobre como andava aquele Uno. Não era o Uno, qualquer 1.0 faria aquilo.

    Outra insensatez: Faixa de ligação com limite abaixo das rodovias que ela liga. Exemplo: Você sai da Rodovia dos Bandeirantes a 120km/h, pega a faixa de ligação com duas pistas em que o limite de velocidade é 60km/h quando é absolutamente seguro fazer a curva a 120km/h para entrar no Rodoanel em que o limite é 100km/h. Por que diminuir para 60km/h? Por que não desacelerar até 100km/h para entrar no fluxo do rodoanel?

    AK, obrigado pelo texto (mas se o piloto do teco-teco desmaiar a gente vai morrer, mas eu vou estar brigando com tudo quanto é comando que estiver no painel, rsrs).

    Eduardo Trevisan

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  32. Eu aprendi a dirigir em um jipe do Exército, pé na tábua o tempo todo, hoje apesar da minha idade, eu continuo com o mesmo sistema enfio o pé e ainda vou dando chuchadas pra aumentar o giro.
    No Exército aprendi a usar apenas o freio de mão, para cavalos de paú em caso de emergência, bem como a técnica 1,3,5.
    Abraço
    Coronel do Exército
    Militar Anônimo

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    1. Coronel,

      dar cavalo de pau de jipe é fod...! Precisa coragem. Aquilo pra capotar é mole. Tá doido! Acho que só com um batalhão da SS me caçando.

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  33. AK...te convidar p/ fzr uma viagem no meu Palio 1.4 + upgrades pela BR-153.
    Nos 420Km do trecho q geralmente faço, é bastante comum ver o "palito" empurrando Civic, Corolla, Cruze e etc durante as ultrapassagens das carretas.

    É meter marcha p/ baixo e "chegar o milho" até os 6 paus!

    Chega a ser engraçado ver a cara de espanto dos caras, olhando arregalado pelo retrovisor akele Fiat "véio" empurrando seus possantes....rss.

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  34. Meu pai costuma chamar esses aí de "Pilotos de Fim-de-Semana".

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  35. Grande Post, muito legal! Eu, como aprendi desde os 13 anos com carro 1.nd, hoje com 24 tenho total sabedoria para extrair "tudo que dá" deles. Mesmo usando o Palio Sporting do meu pai, quando em ultrapassagens uso o mesmo sistema de baixar marcha e só trocar próximo do corte, fazendo assim elas muito rápidas e seguras... Coisa que meu velho diz ser "excesso de aceleração".

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  36. AK

    Cópia desse texto deve ser mandada para aquele zé-ruela (esqueci o nome), daquele programa chinfrim, da Globo, que passa aos domingos, em que recomenda não passar dos 4500 rpm.

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  37. parabens pelo texto ,fico feliz de saber que posso numa unica leitura associar noçoes tecnicas numa linguagem culta e bem humorada.
    p.s. continue a postar seus videos que sao fantasticos .

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  38. oliveira_jc10/01/13 15:52

    O que precisa ser ensinado a quem se forma motorista é que o motor não quebra se usado até mesmo acima da rpm de potência máxima. E que potência é carga mais rpm, não uma variável sozinha, não adianta estar na rpm de potência máxima com o pé na casca do acelerador que vc não está usando nem 50% da potência máxima.

    OBS: daqui a pouco vem um post sobre economia (como o do Portuga) e todo mundo vira pé de anjo... de novo (rs)

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    1. Oliveira,
      Tem hora pra tudo. No dia a dia, na cidade, sou pé de anjo.

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    2. oliveira_jc10/01/13 18:13

      Não digo nesse sentido, mas no sentido de zelig que as postagens exercem nos leitores.

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    3. Oliveira,

      não conheço a expressão "zelig", então não entendi. Pode explicar, por favor?

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    4. Arnaldo,

      Zelig é um filme do Woody Allen, um falso documentário sobre um cara chamado Zelig que, depois de ficar na mesma sala que uma pessoa por alguns minutos, se transforma nela. fisicamente, mentalmente, mesmos trejeitos, copia tudo.

      acho que o que o Oliveira quis dizer é que tem alguns que podem ler os posts do AE e ficar numas de seguir tudo o que se escreve, a todo tempo. não sei se é isso mesmo, mas foi o que entendi.

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    5. Obrigado, Palandi.

      Então terei que escrever que nem bula de remédio: "Há casos raríssimos de alergia ao componente, um em cada milhão e trezentos mil, e nesse caso..."
      Oliveira, por favor, nós do AE contamos com a inteligência e o bom discernimento do leitor.

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    6. oliveira_jc10/01/13 22:13

      Foi só uma constatação, acho que muitos percebem isso.

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    7. Por exemplo: meu carro tem cambio longo e o motor gira legal é mais acima dos 3 mil rpm. Quando pego a estrada e quero manter uma velocidade qualquer, largo na quinta e curto uma rotação menor, menor consumo, ruído e td mais. Se fico atrás de algum carro lento e não tenho muito como sair dalí, deixo na quinta e sigo na maciota, só relando o acelerador. Agora, quando abre aquela brecha, retão livre, ninguém vindo de frente, baixo uma quarta, as vez até terceira, e dê-lhe 5, 6 mil rpm sem dó.
      Na cidade não é mto diferente. Quando é pra andar de boa, maior parte do tempo, pra não gastar demais, é marcha pra cima e pé de anjo no acelerador, só passeando. Mas se provocou, é marcha pra baixo e pé na tábua.

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  39. Lorenzo Frigerio10/01/13 16:31

    Minha mãe, quando trocou seu Fuscão 1500 por um Fiat 147, também reclamou que o Fusca "puxava mais". E também freava mais (quem já dirigiu o 147, sabe).
    Pois com aquele 147, asfaltei o Super Fuscão 1600S de um amigo, que era bem mais potente que aquele que minha mãe tivera. Ele não acreditou no que viu.
    Pior, levei também um Gol 1600 ar (mas só de final) - comparado com o Super Fuscão, esse andava, mesmo.

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  40. Mais um texto primoroso, Arnaldo. Ler seus escritos me faz sentir no banco do carona e aguça a vontade de pegar a estrada. Mas é isso aí mesmo. Conhecer a máquina e não ter medo de pisar fundo (seja no acelerador ou no freio) são requisitos básicos para um bom motorista. Já vou repassar o texto pra vários amigos.

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  41. Eu sempre tive esse hábito, de quando pegar um carro novo testá-lo até o limite (até pelo menos a 3ª marcha), curvas no limite, freio, para saber exatamente o que o carro pode me oferecer em todas as situações. Certeza que tem pessoas que dirigem a mais de 20 anos e nunca chegaram nem nos 5 mil rpms.

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  42. Tive um Mille 02, dos primeiros, só a gasolina. Como subia fácil de giro, liso, redondinho, dava gosto acelerar. Hoje tenho (da patroa) um Gol Rallye 1.8, só acelero pra valer mesmo quando é preciso, do contrário, troco marchas a 2000 rpm, primeiro porque não é preciso pois ele já anda bastante bem e segundo porque o bicho gasta uma barbaridade.

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  43. Engraçado como o pessoal "gosta de empurrar os outros" por aqui...

    Tem hora certa pra acelerar. Andar todo o tempo esticando até o talo enche o saco. Elasticidade é pra ser usada conforme a necessidade, e não virar "saga do vdo".

    Agora todo mundo aqui anda no limite de corte. Daqui a pouco vem um post sobre 1-3-5 e todo mundo diz que anda na suavidade, como falaram aí em cima...

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    1. Ledoni,

      Parece que você não entendeu direito o post. Em nenhum momento recomendo que andem no gás o tempo todo. Não sou um irresponsável e não incito ninguém a ser.
      Releia e veja que o tempo todo digo que saber acelerar, quando preciso, é também um fator de segurança.
      O engraçado aqui está sendo só você.

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    2. Parece que hoje está acontecendo um apagão de entendimento de texto. Em todo canto. Impressionante.

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    3. oliveira_jc10/01/13 22:31

      "Agora todo mundo aqui anda no limite de corte. Daqui a pouco vem um post sobre 1-3-5 e todo mundo diz que anda na suavidade, como falaram aí em cima..."

      Percebestes também o efeito zelig hein (risos)

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    4. Zelig rolando solto

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    5. AK,

      Entendi muito bem seu texto, aliás, muito bom.
      Me refiro aos comentários aí de cima, onde por 3 vezes li "empurrando V8 com meu 1.0" ou coisa do gênero.

      Isso sim eu acho engraçado, denota o comportamento da rapaziada no trânsito.

      Assim como o comportamento do Irineu, Oliveira, o outro aí, que no caso de fato NÃO entenderam o que EU escrevi e já saíram vociferando. Imagina isso no trânsito agora.

      O trânsito é ruim e sempre com os outros não é, Zeligs?

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    6. Ledoni,

      O que entendi sobre o que os nossos amigos disseram é que um motorista que sabe tirar tudo do seu carro, de baixa potência, consegue fazê-lo andar mais do que carros potentes. Só isso. E é verdade. E isso é bom, é mais seguro sendo assim.
      Agora, a decisão de quando se deve acelerar ou não, isso fica por conta da responsabilidade e discernimento de cada um.

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  44. Fabio Toledo10/01/13 17:17

    Rafael, excelente o video!

    Rapaziada, "sisu" (coragem) não é sair na rua fazendo porcaria, hein!
    Nós, autoentusiastas, devemos dirigir pelos outros, já que a nossa realidade é bem diferente da finlandesa. E, lógico, dirija com as habilidades que você tem, aos poucos, com experiência, estas vão se desenvolvendo...

    Faz tempo que não apareço, AE rulez! Boa AK!

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  45. oliveira_jc10/01/13 18:12

    O que não se pode esquecer é que carro - pra maioria - é apenas meio de transporte (o que não é o nosso caso). Então, se ninguém der instrução, vão se manter no nível que tiveram no aprendizado. E sabemos que se dependermos do aprendizado de auto-escola (hoje CFC) o futuro motorista vai ir mal na sua vida de motorista. Se o pai (sobretudo), parentes ou amigos - que naverdade é de onde realmente aprendemos - também não for alguém ligado a dirigir bem, aí é que a vaca vai pro brejo.

    Por essas e outras que não gosto de criticar pejorativamente alguém que dirige mal, seja virtualmente ou econtrado pelo caminho. Na verdade ele é o menos culpado. Até em países avançados vc vê gente comntendo erros básicos, outro dia mesmo vi um cop daqueles treinados para pursuit ordenhando vaca como se fosse sinônimo de como virar o volante.

    Outra caisa estranha é que por aqui, comprir regras é coisa para os outros. Já imaginaram como seria o Stop for way por aqui? Ia ser batida em cruz toda hora...

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  46. Antonio Pacheco10/01/13 18:38

    Quando eu tinha o old focus flex, na rodovia, atrás de um caminhão a 70, 80 por hora, eu só engatava a 3ª e esticava até 6000 rpm, em quase toda ultrapassagem, que fazia com rapidez e voltava para a minha pista com segurança. Amigos que viajaram comigo, falam que eu estava "forçando" o motor, e o carro ia dar problema no mesmo em breve. Isso com 20 mil km rodados. Vendi o focus com 112 mil km e o motor estava em estado de zero, não tinha nenhum barulho anormal, não baixava óleo e nada. O atual proprietário está muito feliz com o carro.
    Hoje, com o Fluence cvt, a coisa está ainda melhor. O pedal do acelerador, com o cvt está diretamente ligado à rotação do motor. Eu até brinco em manter o carro em diferentes faixas de rotação, torque máximo e, é claro, rotação de potência máxima em ultrapassagens. Resumindo, antes, eu que fazia ultrapassagens rápidas com o focus, com o Fluence a coisa fica mais divertida ainda.

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  47. Peço permissão para reproduzir esse texto, na íntegra, no meu blog. Não há uma vírgula nele com a qual eu não concorde. Até os números relativos ao Honda Civic de 1.800 cc batem com os de um dos meus carros (um velho BMW de 4 cilindros). A única diferença fica por conta das mães. A minha sabia acelerar quando necessário e tinha alguma noção de power range de motores e de aproveitamento do escalonamento de diversas caixas de marcha.

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    1. Claro que pode, Irineu!
      Só cite o AUTOentusiastas como a fonte, como de praxe.

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    2. Certamente que sim. Obrigado.

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    3. Irineu
      Por favor, informe-nos qual é o seu blog.

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    4. Achei que não fosse necessário, Bob Sharp. Mas é esse aqui: http://overtakingisfun.blogspot.com.br/

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    5. Irineu
      Como não, se eu não conhecia o seu blog?

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  48. AK,

    Muito bom seu texto, me fez lembrar quando eu dirigia um Fiat Tipo 1.6 i.e. no começo da minha vida de motorista (detalhe que o carro era da irmã)! Ele era meio pesadão pra aquele motor, então sempre que precisava entrar em vias rápidas era pé na tábua e esticar 1ª e 2ª marchas até chegar na velocidade compatível sem atrapalhar ou fazer os motoristas que vem atrás frear! Alguns tempo depois minha irmã o trocou por um Marea 2.4, e eu ainda meio que cru com esse carro tentei fazer uma arrancada rápida pra sair em uma avenida aqui perto de casa, bom você deve imaginar a esquadrilha da fumaça e o escândalo que fiz usando a mesma técnica que eu conhecia e funcionava para o "sevelzinho 1600"... No outro dia quando liguei o carro na garagem tava uma bateção danada no motor... consegui abrir uma folga no virabrequim do coitado! Bem, na verdade eu sei que o carro não tava 100%, porque conseguir abrir uma folga num virabrequim com uma pisada só é impossível na minha imaginação! O bom de tudo isso foi que eu aprendi a dosar o acelerador de qualquer coisa que tenha motor e 4 rodas, e também aprendi que carros mal utilizados pelos donos antigos podem ser bombas ambulantes! Hoje depois de 3 anos e um virabrequim "diamantado" o Marea chegou nos 160.000Km e aceita uns cutucões quando precisa sem ratear ou "quebrar". Acho que se eu nunca tivesse dirigido esse carro talvez ele não tivesse quebrado, pois minha irmã não usa nem 30% do que aquele motor é capaz, nem quando precisa! Mas convenhamos, se você tem 160cv pra usar e precisa, porque não usá-los?!
    Hoje tenho meu próprio carro, como é herança do pai ele é automático, então precisando, kick down e 6200rpm nele e "vamo" embora que gasolina é pra gastar e motor foi feito pra girar quando é conveniente!

    Um abraço!

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    1. Rafael,
      Marea 2.4. Putz carro gostoso. Pode crer que ele já estava bichado. Ia dar esse problema mais cedo, com você, ou pouco mais tarde, com sua irmã.

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    2. AK,

      Esqueci de citar que compartilho com você o gosto pelas condições adversas de tempo enquanto se dirige! É uma sensação de que você está usando quase que a totalidade de sua atenção, habilidade e que te faz perceber como seu carro se comporta numa situação dessas! Há coisa mais legal que andar com um carro 4x4 num dia de chuvas de verão numa rua em que os outros não podem se arriscar? Ou usar os bons faróis de um carro na chuva e na neblina? É desafiador e muito divertido ver a habilidade e a engenharia testadas ao máximo!

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  49. Aléssio Marinho10/01/13 19:19

    Acelerar é fácil...

    Quero ver é esse povo tranca-rua aprender a usar o freio motor!

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  50. Como sempre ótimo texto e que também é o que penso, o brasileiro não sabe dirigir, autoescola só ensina as regras do transito, mas não ensina como usar o carro da maneira adequada a situação que esta acontecendo. Já presencie um motorista segurar uma fila de carros a 30km/h enquanto uma carreta dava passagem por ter medo de fazer isto.

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  51. "...carregar até os tampos o carro com a família e malas e cachorro poodle branco com lacinhos e sair estrada afora..."

    Pô Arnaldo, deixa minha cadela poodle em paz, coitada! Ela até consegue dormir no banco traseiro quando viajamos!

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    1. É isso que dá. Fui mexer com a sua xodó...
      Sua poodle não está a fins de conhecer o meu Tigrão, não? Meio sangue vira com salsicha, boa praça, faz natação, é responsável, não bebe e não fuma, etc...
      Lembra daquele desenho do Disney, a Dama e o Vagabundo? Quem sabe pinta um romance aí?

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    2. Seria uma honra ter um Genro como o Tigrão, mas temos 2 problemas: Ela é muito alta pra ele e nos seus 11 anos de vida, nunca se interessou em namorar, por mais que fosse insistido.
      A 2 anos foi retirado o baço por causa de um tumor e o útero por recomendação do veterinário. Até quimioterapia fez. Hoje está vendendo saúde!

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  52. Um tanto off-topic: Gostaria de ler postagens sobre motores adaptados, do tipo que o AG escrevia.

    Coisa simples, experiências pessoais mesmo. É só uma sugestão.

    Obrigado.

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  53. Bob e Arnaldo comentem o vídeo, o piloto é bom ou o resto não sabe pilotar?

    Link:http://www.youtube.com/watch?v=UoT98ZagR_o

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    1. Ele é melhor que os outros. Conhece melhor seu carro e também a pista. Me pareceu que naquela freada onde ele papou 3 de uma vez, que ele conhecia bem melhor a pista. Todos frearam e ele não. Talvez seja um piloto local e os outros de fora, que nunca tinham andado lá. Isso foi na largada. Talvez mais pra frente ele tenha tido trabalho.

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    2. Piloto de ponta, sem dúvida alguma, mas tinha motor para ajudar. Largou atrás por algum motivo, pois com esse desempenho era para largar na primeira fila.

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  54. Vou colocar um antigo na lista. Dia desses resolvi acelerar meu Corcel II 79, pra ver o que acontecia. Aquele motorzinho 1,4 azulzinho, de 55 cv... Até que responde bem o motorzinho, muita força em baixa rpm, tava acostumado a colocar a 4° a 50 km/h.

    Mas nesse dia, ou melhor, noite, sexta pra sábado, mudei um pouco as coisas, entrando na Airton Senna, já estiquei a 3° até os 90km/h, e joguei a quarta, fui a 120, limite da rodovia... Mantive 3/4 do curso do pedal, motor gritando, mas manteve os 100/120 por um bom trecho.

    Parece pouco, perto das maquinas de hoje, fazem isso brincando, mas pra um mim foi muito legal!!

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  55. joao celidonio10/01/13 20:56

    acelerador eletrônico é um saco. me sinto completamente desconectado e desconfortável no carro.

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    1. João Celidonio,

      Tem os bons e tem os ruins.

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    2. Lí ou ouví dizer que engenheiros da NASA perderam tempo projetando uma caneta que escrevesse em ambiente de micro gravidade. Os russos usam lápis e pronto.

      Ainda acho bacana ter um cabo ligando meu pé direito à borboleta, tanto faz se de um ou vários carburadores ou de um throttle body.

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    3. Mesmo com cabo, os caras podem programar a injeção pra tentar dar uma controlada no que o pé quer fazer. O melhor carro que já dirigi na vida foi um gol quadrado 1.6 89. EU MANDO na borboleta, e ponto.

      A propósito: a história da caneta é falsa. Ela foi produzida numa empresa, não na NASA. É fabricada até hoje...

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  56. Explicando melhor era o chamado Jipão um Dodge de 2 e meia Toneladas, que levava 5 homens totalmente equipados(18 Kg. entre fuzíl,baioneta,cantil, capacete de aço etc...)e não o jipinho Willys claro que a velocidade dificilmente ultrapassava os 80, mas o uso do freio de mão fazia parte do curso de direção defensiva.
    Abraço
    Coronel Anônimo

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  57. Que a madrugada de sexta para sábado é a mais perigosa no trânsito de São Paulo acredito que todos aqui sabemos. Tenho um compromisso às sextas que me faz precisar dirigir por volta das 1:00h de sexta para sábado e a cada semana parece que vejo mais e mais absurdos.

    Se não dirigisse preventiva e defensivamente, já teria me dado mal faz tempo por conta de idiotas na contramão de faróis apagados ou ônibus que de repente colam na sua traseira, por exemplo.

    Enfim, o que me revolta é a seguinte situação: estava na Av. Francisco Matarazzo sentido Centro numa dessas sextas feiras e vários carros andando muito lentamente, tipo 40 sendo que a via é de 60km/h. Aí você é obrigado a ir costurando, sendo você o irresponsável e que "corre como um louco".....

    Até que aparecem dois carros, lado a lado, vindo também lentos e, lógico, nem fazendo menção em sair do lugar. Como paciência tem limite e ficar parado naqueles semáforos nunca é boa idéia, ultrapassei pela faixa de ônibus. Resultado: multa por trafegar acima da velocidade permitida (Aferida 58km/h, considerada 51km/h).

    Tem tudo a ver com o que o Arnaldo disse, às vezes precisamos pisar para escapar de alguma encrenca, mas acabamos nos metendo em outra. Essa multa realmente me educou, essas semanas estou andando bem devagar, atrapalhando mesmo o fluxo, de pirraça mesmo, pirraça de marmanjo com raiva de moleque.

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    1. No último ano andar nesses dias acho que pode ser o melhor motorista que ainda assim se envolve num acidente, é tanto carro, moto e até onibus passando sinal sem parar e andando na contra mão que dá pra falar que bater é questão de tempo. Todos que andam nesse horário em SP devem ficar muito atentos pois está absurdo mesmo

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    2. Vocês realmente acham que o paulistano faz besteira ao voltante? Vão dirigir em Salvador ou no Rio de Janeiro e me digam se gostaram!

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  58. Excelente tópico, Arnaldo!
    Sempre explorei meus carros para conhecer seus limites.
    Hoje tenho um Xantia 2.0 16V automático que, quase sempre, uso a tecla "S" para uma condução mais esportiva. E estabilidade é o que não falta nele.
    O outro é um Fusca 68 , motor 1600 álcool, comando W110,trabalho nas câmaras, escape 4 x 1, 2 solex 40, suspensão revisada e firme, bem como freios com lonas trançadas. Esse me dá alegrias assustando os incautos.
    Exploro os dois e gosto de condições de trânsito difíceis, como chuva torrencial, como a que peguei hoje aqui no RJ na Avenida Brasil. Com o Fusca pedi passagem até para carro de Polícia.
    Sempre que posso ando com o pé na tábua para sentir os limites dos dois.
    Chego em casa cansado, mas com uma alegria incrível por ter descoberto mais dos meus carros.
    Grande abraço!

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    1. Boa Sergio, e tem moleque aí pra cima que diz que adora pegar um carro novo e já sair testando os limites do carro, é mole? Ninguém conhece os limites de um carro, talvez em ambiente controlado, de um dia pro outro, na rua seria uma irresponsabilidade total.

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  59. Realmente, não é difícil ver, nas estradas, pessoas querendo fazer ultrapassagens em quinta marcha. Falta muito treinamento para a maioria dos motoristas brasileiros.

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    1. No KA XR 1.6 2001 faço ultrapassagem em 5ª, parece que uma 6ª marcha seria bem vinda ao carro. No Suzuki SX4 2.0 fica difícil.

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  60. Arnaldo,

    Já que você citou o problema da "formação de condutores", veja esse vídeo:

    http://www.youtube.com/watch?v=wnYGhAXbDsM

    Veja como é parar tirar carteira de motorista na Finlândia. 2 anos para tirar a definitiva, provas casca grossa, o cara aprende a dirigir em várias condições de aderência e piso, e com carro tração dianteira, traseira e 4x4, várias horas em simulador, etc.

    Daí você entende porque aquele país minúsculo e gelado tem a maior quantidade de pilotos campeões mundiais de rally.

    P.S.: repara como se escreve auto-escola lá...parece até que alguma criança estava brincando no teclado....vantaam liiehbfhksdbgfhbghisaklgfahyisbghialsrebliyfbvsakfhdvbjksbvhsabfhariwsgfhailsfsdadfbhsacuscuz

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  61. Arnaldo, quanto a regra de pisca-alerta só parado, conta também para uma frada repentina brusca ou ao dirigir sob chuva muito forte com visibilidade prejudicada?

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    1. Aproveito e pergunto ao Arnaldo o que ele acha desse negócio do pisca-alerta só ser usado com o carro parado. Na prática, muitos o usam para sinalizar aos que estão atrás, uma diminuição repentina e brusca na velocidade do fluxo normal de uma rodovia por exemplo, e esse uso é tão comum, que quem vem atrás entende imediatamente que é isso que o carro com o pisca ligado quer avisar.

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    2. Dudu e Mr. Car,

      Pisca-alerta só parado, seja parado no acostamento ou parado no meio da via. Se cada um inventar uma regra não haverá regra alguma e aí dá besteira na certa.

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    3. Só que no caso não se trata de "cada um inventar", e sim de uma prática que podemos dizer até generalizada, e que todo mundo entende. O simples acender dos freios muitas vezes não é o bastante para que o carro de trás atine no quão brusca foi a diminuição da velocidade do fluxo na via. Com o pisca-alerta, se entende que a coisa foi "radical", digamos assim, e ele próprio pode "avisar" os que o seguem. Por mim, isto mudava, com o código de trânsito oficializando.

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    4. Mr Car, mas enquanto o código não mudar para o seu jeito e a grande maioria estiver obedecendo a regra, é mais seguro, para todos, segui-la. Sou a favor de que fique como está.

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    5. Ok, Keller, entendo seu ponto de vista. Só uma ressalva: não é o "meu" jeito, eu não o inventei. Se bobear, pelo que vejo, já é até o jeito da maioria. Entendo que poderiam dizer até que muita gente não respeita sinal de conversão proibida por exemplo, o que não quer dizer que "ali" a conversão tenha que passar a ser permitida, mas são casos diferentes. A prática que já é usual, e que eu defendo que se torne oficial, é para o bem, para o alerta de uma situação de perigo, e não simplesmente uma infração cometida para se obter vantagem ilícita como no caso da citada conversão, ou de se trafegar pelo acostamento em caso de engarrafamento. Debateremos (ou não, como diria Caetano) outras vezes, he, he!
      Abraço.

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    6. Arnaldo, Mr. Car e Dudu
      Notem que o CTB, em seu Art. 40, V, diz que o condutor usará o pisca-alerta na seguintes situações: "a) Nas imobilizações ou situações de emergência". É então indiscutível não ser condição essencial o carro estar imobilizado para o pisca-alerta poder ser usado. Como o uso indevido do pisca-alerta (carro não imobilizado) só pode gerar autuação se um agente de trânsito constatar a infração (não há câmeras para essa finaldade), é ele que definirá se é ou não situação de emergência – esperando-se, naturalmente, que ele tenha discernimento e bom senso. Nos EUA o pisca-alerta é chamado de hazard light. Hazard não tem um equivalente exato em português, mas pode ser entendido como perigo, ameaça, acidente. Como acostamento é um local perigoso, um carro ali parado é um perigo para outro que venha pela estrada e precise desviar por qualquer motivo e pense em usar o acostamento (e perigo também para quem está dentro do carro parado ou próximo dele), a hazard light deve ser ligada. Ela serve também para indicar que o carro parado no acostamento está com algum problema e suscitar ajuda de outro motorista ou carro de socorro da rodovia (e em muitos casos atrair atenção de marginais!). Mas as luzes piscantes servem também, e muito, para chamar a atenção do tráfego à retaguarda, numa rodovia, de que aconteceu alguma coisa séria adiante que está fazendo o tráfego parar. É por isso que na União Européia foi autorizado o acendimento automático do pisca-alerta ou das luzes de freio intermitentes sempre que a desaceleração for superior a 0,6 metros por segundo por segundo (m/s²), que serve para avisar a quem vem atrás para começar a frear. Portanto, é uma aplicação do pisca-alerta com o carro ainda em movimento. Um exemplo de uso aconselhável do pisca-alerta com carro em movimento é ao se dirigir lentamente com um pneu furado até achar uma baia ou local seguro para a troca. Nesse caso o carro se lento se torna um obstáculo e isso deve ser avisado. Ou quem venha pela faixa da esquerda numa estrada, o carro apresente um problema qualquer que exija que vá para o acostamento e parar, e essa transposição de faixas tiver de ser lenta. Ou quando se está sob chuva realmente torrencial e se precise dirigir bem devagar. Esse três casos justificam o uso do pisca-alerta com o veículo em movimento e estejam certos de que nenhum agente de trânsito autuaria.

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    7. Belo esclarecimento, Bob. Inclusive eu já havia lido, mas nem me lembrava desse acendimento automático por conta de uma desaceleração rápida, mas sem que necessariamente o carro chegue à imobilização. E é isso que defendo: que aqui seja usado como alerta para situações de perigo fora da imobilidade.
      Abraço.

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    8. Antonio Carlos11/01/13 22:39

      O código é claro é até incita a usar o pisca alerta, pois diz "o condutor utilizará", é como no uso do facho alto, estando prevista a situação, "o condutor deve". Caberia até muita do art. 169. E situação de emergencia não só existe com carro parado. Não sei de onde tiraram isso, de ser proibido situação de emergencia ocorrer com carro em movimento. Parece a história do prefeito que fechou os cemitérios e proibio as pessoas de morrerem.

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    9. Se o Mr. Car morar em BSB provavelmente ele faz a msm coisa q nós fazemos aki em Gyn.

      Ligamos o pisca-alerta em movimento p/ avisar kem vem atrás p/ freiar, principalmente nas faixas de pedestres, onde se exige uma frenagem repentina.

      Foi a maneira q candangos e goianos encontraram p/ diminuir as batidas na traseira nestes casos.

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    10. Já morei em Brasília, Pisca. Torturante, imensa, gigantesca mesmo, saudade! Amo Brasília desesperadamente. Não notou meu avatar?

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  62. Me lembrei de uma aqui.

    Minha esposa dirigindo meu civic si na cidade sozinha por algumas semanas e tá que reclama que o carro tá xoxo, que não vai, isso e aquilo.

    Num sábado de madrugada já, depois de ver um filme na TV e ela levantar essa bola de novo, como estávamos sóbrios chamei ela pra andar comigo que eu ia guiar o carro pra ver o que acontecia.

    Eu moro bem pertinho de uma avenida que, na verdade, é uma rodovia que corta o DF na diagonal. Não tinha 1 viva alma na rua, trecho reto, plano, asfalto bom e uns 10 km entre os 2 radares mais próximos. Fui do 0 ao limitador de velocidade em um pulo. Daí parei em um local seguro e troquei de lugar com ela. Queria que ela me mostrasse como que ela guiava quando achava o carro xoxo.

    Dito e feito, um motor daquele que vai até o corte (8400 rpm) empurrando FORTE e ela batendo marcha a 2000 rpm. Ensinei ela a esticar as marchas, a "ler" o shift light original e expliquei que as 3 primeiras marchas sendo usadas daquela forma eram suficientes pra entrar em qualquer fluxo de carros com segurança.

    Resultado: agora ela aprendeu a guiar o carro como se deve e volta e meia ela me conta alguma história que teve que bater a 2a ou 3a e ir até ligar o shift light pra despachar algum recalcado que acelera quando ela sinaliza uma mudança de faixa.

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    1. kkkkkk... danem-se esses recalcados, acho um barato mulher que sabe dirigir despachando estes comédias! A minha atualmente dirigi mais tranquilamente, mas é também porque está com um carro que não anima muito. Já deixou muito marmanjo comendo poeira, mas hoje está mais tranquila.

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  63. João Friedheim11/01/13 00:04

    Otimo texto!

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  64. Arnaldo, eu não entendi direito esse negócio de não saber dirigir, pode explicar novamente com desenhos por favor?

    http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2013/01/motorista-que-fazia-test-drive-bate-carro-de-concessionaria-vizinha.html

    aushuahsuahushaushuahs

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    1. Hahaha! Vitor! Essa foi de lascar. E os dois só não foram junto pro buraco porque o vendedor foi safo e puxou o freio de mão.
      Cada coisa que acontece! Volto a repetir: não menosprezar a burrice alheia.

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    2. O carro era um automatizado, deve ter bombado o acelerador com o carro engatado. Se fosse um autoentusiasta isso jamais teria acontecido...

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    3. Imaginem esse sujeito dirigindo pelas ruas, vai ser uma carnificina total!

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    4. Não consigo entender porque muitos motoristas têm medo de mandar o pé na tábua quando necessário. Algumas vezes, quando desço a bota para ganhar velocidade o mais rápido possível, ouço comentários espantados de quem está comigo.

      E a cena surreal de você subir o giro para ultrapassar rapidamente outro veículo mais lento em estradas de mão-dupla e, segundos após, o nó-cego marcha-lenta descer a lenha só para te ultrapassar de volta, passando a se arrastar novamente pela estrada algumas centenas de metros à frente? Isso só pode ser complexo de inferioridade...

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  65. Acabei lembrando de uma lenha que me rendeu risadas durante algum tempo. Eu ia pela Av. Jornalista Roberto Marinho, e geralmente coincidia de entrar um Xsara VTS na avenida, já bem perto da Ponte Octavio Frias de Oliveira (ponte estaiada). Ele levava a rotação pro alto (modo autódromo?!) dava um jeito de cortar todo o fluxo e ir para uma brecha numa das filas, indo para a Berrini, aparentemente.
    Acho realmente curioso ver alguém todo dia fazendo isso.

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  66. Alguns tipos que me irritam: O que já está andando bem devagar e ao avistar uma curva ainda freia; o que se bota na pista da esquerda para ultrapassar e leva uma verdadeira eternidade; e, campeão dos cãopeões, o que vem te segurando a um tempão e quando começa uma terceira pista fica na esquerda. (este deve ser o mesmo que em pista dupla também só anda na esquerda).

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  67. Acho que sou da última geração que aprendeu a dirigir com o pai, e não em um (urgh) centro de formação de condutores. E meu pai é um puta motorista. Me ensinou, desde os quinze anos, a dirigir sob neblina, chuva torrencial, ultrapassar como se deve...

    Hoje a maioria dos pais são motoristas "menininhas" que sequer saberiam ensinar os filhos. Gerações de motoristas já foram perdidas. É o fim.

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  68. AK, tenho também um Fiesta Street 1.0 2005... o carro é muito bom de tocada, mas não dá para fazer milagres com o ótimo Zetec Rocam de 65 cv... porém sempre vou para Atibaia e vez ou outra vou com ele.... na serra da Fernão eu deixo um monte de carros mais potentes para trás, tome troca de marchas, não deixo o giro cair e aproveito a disposição do carrinho nas curvas!

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    1. Como no comercial dos postos Ipiranga: muito bom. Muito bom.

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  69. O pior, quando acompanhado, é as pessoas acharem que vc está dirigindo correndo, quando na verdade é por segurança mesmo. Na estrada costumo ir tranquilo a 110/120, mas na hora de ultrapassar reduzo (tenho um Focus 2.0), se for de terceira então, vai de 80 a 140 rápido, depois da ultrapassagem volto nos 110/120, mas minha namorada briga comigo, acha que to correndo. Elá é aquela motorista que numa viagem vai de quinta marcha o tempo todo e não ultrapassa quase ninguém. Já desisti de explicar, e como não quero mais me estressar, agora ligo o som no alto, fico cozinhando atrás das carretas e só ultrapasso "na boa", sem reduzir....

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  70. AK, acelerar fundo diminui a vida útil de câmbio automático?

    Li essa reportagem e fiquei preocupado: http://blogs.estadao.com.br/jornal-do-carro/cambio-e-bem-facil-de-manter/

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    1. Não se preocupe, Alexandre. Os câmbios estão dimensionados para o esforço. Precisando, acelere fundo, sim.
      Não estou recomendando que fique ralando o carro, que, claro, prejudica a vida dele em geral. Um carro deve ser bem tratado, mas uma boa acelerada de vez em quando não faz absolutamente mal algum.

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