23 de setembro de 2009

CÂMBIO MANUAL ROBOTIZADO, UMA LEITURA DIFERENTE

Já falei duas vezes neste blog sobre o VW Polo I-Motion (1 e 2), mas volto ao assunto para falar de algumas conclusões importantes.

Muitos que me conhecem sabem que sou defensor emérito da caixa manual. Até brinco que o carro que me levar à última morada terá de ser manual... Mas depois de usar mais o Polo I-Motion no dia a dia, meu conceito mudou. Vamos ver porquê.

O ponto que sempre me bato em favor do câmbio manual é poder usar o motor da maneira que me aprouver, sem o "patrulhamento" do câmbio automático no sentido de promover mudanças que não pedi. Quero poder levar o motor tanto à rotação de potência máxima ou mais um pouco, como quero usá-lo em giro bem baixo ou retomar velocidade na mesma marcha. Eu é que escolho.

Fora os manuais, isso é possível também com os câmbios de duplo acoplamento, ou dupla embreagem, como o Passat CC que já vimos aqui. Mas a coisa não para aí. Os câmbios manuais robotizados como o do Polo I-Motion permitem essa autoridade também, só que a um preço bem conveniente.

Como definição - minha - esse tipo de câmbio é manual com uma única embreagem automática, mais o recurso de shift-by-wire (troca de marcha por meio elétrico mas associado a um atuador hidráulico), conjugado com uma unidade de processamento que pode levar as trocas de marchas a serem efetuadas de modo totalmente automático. Ou seja, um câmbio manual robotizado e automatizado. Poderia até ser robotizado sem ser automatizado, mas para a caixa manual ser automatizada precisa necessariamente ser robotizada. Soa meio confuso, eu sei, mas é importante estabelecer claramente o conceito para que se entenda todo o sistema em profundidade.

Esse é o tipo de câmbio do Polo I-Motion, do Chevrolet Meriva Easytronic e dos Fiats Linea, Stilo Sporting, Palio ELX, e Idea Adventure Locker, com o sufixo Dualogic no nome do modelo.

A grande vantagem
Nesses câmbios, com toda a certeza a maior vantagem de todas é acabar com o pedal de embreagem. A embreagem a pedal é mesmo um comando arcaico. No tráfego anda e para, onde se costuma passar boa parte do tempo hoje, é totalmente inconveniente por ser repetitivo e, dependendo da carga de pedal, bastante cansativo.

Já tivemos aqui alguns carros com embreagem automática, portanto sem tal pedal, mas a alavanca de câmbio precisava ser usada normalmente, seguindo suas posições em um "H". Tiveram esse item, como opcional, o DKW-Vemag no começo dos anos 60 e, já bem para cá, anos 1990/2000, o Mercedes-Benz A 160/190, o Corsa Auto Clutch e o Palio Citymatic. Mas nenhum vingou. Aparentemente a ideia não atraiu os compradores como se esperava. Alguns diziam se tratar de câmbio semi-automático, um engano. Era embreagem automática apenas. Com o advento do câmbio robotizado a embreagem automática teve de voltar à cena.

Além do aspecto de conforto, a embreagem automática nunca será mal-utilizada, fator que leva à sua maior durabilidade, incontestavelmente. Seu controle eletro-hidráulico via computador garante. Por outro lado, manter o carro imóvel numa subida usando o motor, como se faz normalmente com os câmbios automáticos tradicionais, destroi a embreagem, especialmente o disco. Para alertar o motorista sobre esse uso irregular aparece no mostrador no centro do painel o aviso de que a embreagem está superaquecida. Quem fizer isso e tiver a embreagem danificada não terá direito a garantia, pois estará configurado mau uso.

Função automática
Esse tipo de câmbio possui função automática, as marchas vão sendo passadas em sucessão sozinhas, como em qualquer outro automático do tipo tradicional. Mas no Polo I-Motion e em todos os outros robotizados essas trocas são um tanto incômodas por existir uma hesitação entre uma marcha e outra, o que se convencionou chamar de "cabeçada", resultado da aceleração interrompida por breve instante. Dá para rodar assim numa boa, mas é um tanto desagradável, se não esquisito.

Por esse motivo, o ideal nesses câmbios é usar o modo Manual (M), efetuando as trocas manualmente, o que é feito sem esforço algum: tudo se resume a dar leves toques na alavanca, sem precisar movê-la verdadeiramente e tampouco selecionar o canal (1a-2a, 3a-4a e 5a). É uma operação do motorista que não custa nada, tão fácil que é.

No I-Motion e no Easytronic do Meriva, sobe-se marchas com toques para frente (+) e reduz-se, para trás (-). No Dualogic é ao contrário, do que não gosto absolutamente - este é um tema de grandes discussões. Em qualquer caso, as trocas são mais rápidas e precisas quando o câmbio está no modo Sport (S), sem serem abruptas ou desconfortáveis.

Então, com câmbio em M e em S têm-se, na íntegra, a operação de uma caixa manual normal, só que sem o pedal de embreagem. Não existe nada melhor, garanto. E com duas vantagens correlatas. Uma, à medida que o carro vai desacelerando diante de uma parada em semáforo, vão ocorrendo reduções em sucessão até à primeira. Quando o sinal abrir, é só acelerar. Outra é que a qualquer momento que se desejar aceleração forte, basta calcar o acelerador até o fim - chamado de kickdwon em inglês - para comandar redução instantânea, pulando até três marchas, o que sempre ajuda numa tentativa de ultrapassagem, por exemplo. Isso mesmo com o câmbio em Manual. Na continuação, sobe-se as marchas manualmente, como já dito.

E tem mais: se nessa ultrapassagem o motor chegar a 6.000 rpm, é passada automaticamente a marcha superior, não havendo o tradicional corte de rotação que muitos apreciam (até eu), mas que de prático, num carro de rua, não tem nada.

Nas reduções há a aceleração interina automática, igualando rotação do motor e velocidade do carro na marcha prestes a ser engatada, eliminando todo e qualquer tranco e, melhor, evitando travameno parcial das rodas motrizes, importante especialmente com piso molhado. Outra característica própria dos câmbios robotizados é não aceitar redução que provoque excesso de rotação do motor (e do disco de embreagem, que pode se destruir por centrifugação).

Portanto, esse tipo de câmbio se encaixa à perfeição ao motorista-entusiasta também.

Quando se quiser dirigir em automático por qualquer motivo, como ao falar ao celular (permitido com viva-voz ou o próprio alto-falante do aparelho), basta um toque lateral na alavanca para o modo automático passar a valer. Mas a função Manual pode ser usada a qualquer momento, bastando usar a alavanca para escolher uma marcha. O modo continua até que a função deixe de ser usada durante 5 segundos, quando o câmbio retorna ao modo Automático (D).

Há, de quebra, uma vantagem sobre o câmbio automático tradicional: se necessário por qualquer motivo, o carro pega empurrado (o "tranco"). Basta ligar a ignição, mandar empurrar (ou deixar o carro correr, se numa descida) e deslocar a alavanca para a posição D. A marcha mais apropriada engata-se automaticamente e a embreagem acopla-se. Com um automático comum essa maneira de fazer o motor funcionar é impossível.

Sem avanço lento
No Polo não existe o avanço lento quando o câmbio está engatado e o motor em marcha-lenta, ou seja, não é necessário pisar no freio para que o carro fique parado. Nos Fiats é igual, mas no Meriva há o avanço que, além de exigir frear com o carro imóvel, sempre faz aumentar o consumo de combustível, pois o motor está realizando um trabalho e há uma resistência - o freio - em oposição a ele. Fora que a embreagem fica patinando enquanto o carro estiver parado, o que não é bom para ela.

Por outro lado, é preciso atenção do motorista ao parar o carro no plano, estando o câmbio em D com motor ligado: uma pisada inadvertida no acelerador e o carro anda. Pode ser perigoso. Por isso, parou o carro e saiu do volante, a alavanca seletora deve ser posta em N. Por sinal, uma boa medida nos Dualogic da Fiat é com qualquer porta aberta o carro não se mover se for acelerado.

Arrancadas vigorosas também podem ser feitas. Acelera-se em Neutro (N) e depois move-se a alavanca para D. A primeira é engatada e a embreagem é acoplada abrutamente, deixando a "assinatura" da arrancada no asfalto.

No Polo I-Motion todas as funções e marchas em uso são indicadas no mostrador entre o conta-giros e o velocímetro (da esq. para a dir.), qualquer que seja o modo utilizado, D ou M, com e sem S.

O melhor é todo esse elenco de virtudes custar só R$ 2.500, 40% a 50% menos que uma caixa automática tradicional, com a vantagem de consumir menos combustível. Para todos os fins de desempenho e consumo o câmbio robotizado é um câmbio manual normal.

E para quem quer se sentir um piloto de F-1, é possível comprar o Polo I-Motion com alavancas-borboleta atrás do volante para as trocas de marchas, mas precisa-se pagar um preço meio alto: R$ 470 do volante e R$ 800 do rádio com MP3 e tomanda USB, que formam um conjunto. No carro assim equipado troca-se de marcha tanto pelas borboletas quanto pela alavanca, é indiferente.

O câmbio do Polo I-Motion, assim como os outros do tipo, requer um pouco de adaptação, e seguindo o que foi dito neste post, revela-se em poucos quilômetros um verdadeiro câmbio de autoentusiasta.

83 comentários:

  1. Caro Bob, sou defensor dessa caixa também, mesmo sem ter dirigido. Acho que a economia de pisadas na embreagem é algo que deve ser apreciado, mesmo por quem gosta de dirigir. O problema é que já ando ouvindo comentários do tipo: "coisa de motorista inexperiente", etc. Em resumo, há gente que se sente com a moral afetada por usar um carro sem embreagem.
    Um ponto que você não citou no seu texto, porém eu considero importante, é que o início do motorista novo ao mundo do automóvel é muito mais fácil. Acompanhei de perto o começo na direção de pessoas que nunca tinham pegado o carro do pai antes de tirar carta e o começo é bastante traumático, em especial para as mulheres, dotadas de medos que muitos homens não tem. Penso que com um automatizado, esse aprendizado seria bem menos traumático.

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  2. Caio,
    Você está mais do que certo na sua observação, porém eu quis dar o panorama do ponto de vista do autoentusiasta. que já sabe dirigir e bem.

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  3. Carlos Galto23/09/09 11:51

    Taí, pela primeira vez me deu vontade de experimentar um câmbio automático...
    Vou fazer um test drive.

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  4. Bob

    Legal mesmo seria um Polo completo: câmbio automatizado + relações do Bluemotion.

    FB

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  5. Agora sim Bob, sua leitura bateu com meu Test Drive de lançamento do Stilo Dualogic, no qual na maior parte do tempo em M e S( tal como vc informa agora), cambiava e o câmbio correspondia de modo magnífico

    Abraço

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  6. Carlos Galto
    Isso, experimente, com essa visão que dei. Vai adorar.

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  7. Alexei,
    Eu já apreciava a embreagem Saxomat do DKW e depois a do Mercedes Classe A. Eu soube que usaram muito em rali antes das caixas robotizadas, para melhor uso dos dois pés. Hoje eu compraria fácil um carro com esse tipo de câmbio.

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  8. Bitu,
    De BlueMotion a um câmbio close-ratio, seria ótimo nos dois extremos.

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  9. Muitos reclamam do dualogic porque dizem que ele dá trancos.

    Não acham o câmbio CVT do Nissan Sentra mais eficiente do que os câmbios atomaticos ou atomatizados?

    Mas eu de qualquer forma ainda prefiro os sistemas mais simples... É muita "papagaiada" pra mim.
    Sem contar que toda a tecnologia "recente" e "pouco difundida" me traz receios...

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  10. Guto,
    Foi justamente o que eu disse, quando me referi às "cabeçadas". Operando o câmbio manualmente, o que é bem simples (e divertido), você o faz sem precisar usar um pedal de embreagem. Definitivamente, nenhum câmbio automático, tradicional ou CVT, é mais eficiente do que um manual, seja este normal ou robotizado. Não há por que ter receio desta nota tecnologia, que já tem mais de 10 anos.

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  11. Isso que eu não entendo.
    Como pode o câmbio dar essas cabeçadas? Até onde eu sei o sensor de rotação se encarrega de manter o giro alto por alguns instantes até a próxima marcha ser engatada.
    A não ser que o câmbio demore bastante para passar as marchas, mas ai também é hesitação demais por parte do comando do automovel.

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  12. Complementando o que escrevi acima, O câmbio automatizado deveria ser até mais rápido do que um motorista operando um câmbio manual, pois no caso do câmbio manual é necessário pisar na embreagem, passar a marcha, retirar o pé da embreagem.
    E não é necessário nenhuma aceleração ao subir a marcha.
    Só é necessário acelerar ao reduzir, e mesmo assim, só se a redução de marcha for em alta rotação.

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  13. Eu acho que o modo manual deve ser manual de verdade, e isso nenhuma das 3 marcas do mercado atendem. Nos Fiats só não há mudança no limite de giros, nas outras duas marcas ocorre neste modo, e mudança para baixo quando se da carga total. Quem já se acostumou a retomadas em carga total, seja para curtir a elasticidade do motor ou usar o método carga, vai achar muito inconveniente, vai ter que se adaptar, pior ainda no VW, que tem o ótimo pedal de batente sólido (pelo menos era assim). No limite de giros mesma coisa, acho melhor esperar deixar cortar. Algumas caixas automáticas convencionais têm modo manual puro - como a da Honda - porque não fazer o mesmo. Mas entendo que isso só vale como prazer para alguns condutores, a maioria nem sabe a rpm de potência máxima muito menos o seu corte; não sentem nada sobre elasticidade, e nunca vão usar todo o acelerador nem em momento necessário, menos ainda para o método carga, pois fazem o oposto. Também gostaria que tivesse efeito avanço, como foi proposto pelo senhor como opção, pois fica meio estranho e sensível para manobrar. Mas tudo é pensado no que a maioria deseja ou torna mais fácil. Não é contraditório o fato de quanto mais a eletrônica e a tecnologia avançam, menor a variabilidade, tudo ficar mais "padrão", justo agora que um simples botão ou um modo de configuração poderia atender todos os gostos?!

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  14. Sobre a posição da alavanca para subir ou descer marcha, diferente de você Bob, prefiro o inverso. Reduções pra frente e "subidas" para trás.

    Acho mais natural, principalmente numa entrada de curva, ao reduzir pra frente, o braço já está no movimento para segurar o volante novamente.

    Isso pode ser um costume meu, visto que numa serra uso muito 3° e 4°.

    Quanto ao carro, já andei muito em automáticos, como Ômega e Picasso, e não curti muito a caixa, mesmo a do Citroen, que permitia trocas manuais.

    Mas parece que o conceito dessa do polo é diferente... Preciso experimentar.

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  15. Essa questão das "cabeçadas" será que também não é influenciada pela operação não muito suave quanto possível da embreagem? Pois embora não haja interrupção de aceleração nos carros automáticos de conversor de torque, em algum momento interrompe-se a aceleração mesmo que indiretamente pelo fato de uma marcha ser desacoplada e estar esperando a outra, portanto seria a suavidade de engate do sistema multi-disco de cada marcha que abranda a "cabeçada". O mesmo vale para as caixas de duplo acoplamento (embora a troca seja instantânea), pois a embreagem multi-disco em banho de óleo ajuda na suavidade.

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  16. Mister Fórmula Finesse23/09/09 14:49

    Se é o Mestre Bob quem diz, acho que vale muito a pena testar essa caixa. Pessoalmente acho os automáticos um tédio, é aquilo de acelerar - como enchendo uma bolha - aliviar um pouco o acelerador, a troca vem e logo em seguida vem aquela perda de freio motor quando alivia o pé para diminuir a velocidade. Já dirigi muitos automáticos (Livina foi a última, que chega a ser esperta), mas ainda aprecio o modo rupreste de embreagem visto que - ainda - não sofro com congestionamentos.

    O carro automático normal parece sempre um tanto solto e as reduções e a majoração de giros nunca é o que você pretendia no momento; quando dirigo a Triton do meu irmão fico realmente enfadado, e isso com quase 40 kg de torque para brincar apesar da grande massa;

    Mas esse câmbio tão bem descrito pelo Bob vai merecer uma atenção especial sim, reduções inteligentes, interinos entre outros, são recursos que podem fazer mudar de idéia até o mais encardido "manualista"...

    abraço

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  17. André Andrews

    Nunca senti a interrupção na aceleração do câmbio automático. É sempre uma marcha empurrando a outra direto.

    FB

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  18. Bob,
    Também senti vontade de testar um carro com câmbio robotizado após ler seu post.
    Já andei num taxi com esse tipo de câmbio, um Meriva. O taxista comentou que estava gostando do câmbio e que antes tinha preconceito em relação aos câmbios que não fossem manuais (tradicionais).
    Confesso que me senti um pouco “aflito” com as marchas “mudando sozinhas”, mas, é pura questão de costume.
    Pensei num automatizado essa semana, quando fiquei mais de duas horas num engarrafamento durante uma forte chuva aqui no Rio. Uma forte cãibra na panturrilha esquerda me fez pensar assim...

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  19. Felipe,

    É isso mesmo que tentei dizer. Parte da ausencia de cabeçadas nos automáticos tradicionais se deve a este desacoplamento/acoplamento suave dado pelos multi-discos, pois interrupção na aceleração vai existir neste momento (embora não haja de fato). O mesmo vale para os de dupla embreagem, se fosse usada uma embreagem a seco, a troca mesmo sendo instantânea, iria deixar algum movimento ser sentido. Por isso acho que a interrupção na acelaração dos automatizados ser pouco culpada das cabeçadas, mas sim o desacoplamento/acoplamento não poder ser tão suave e sincronizado com a interrupção.

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  20. É, deve ser isso mesmo. O acoplamento e desacoplamento da embreagem no caso dos automatizados é "de soco". Enquanto no cambio manual normal, o maior curso do pedal da embreagem e a própria sincronização do (pé) do motorista evitam os solavancos.

    Bem que eles poderiam fazer um sistema que faz o acoplamento de forma progressiva, simulando o comportamento de um motorista (experiente).

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  21. Mister Fórmula Finesse23/09/09 15:27

    Curiosidade: nas provas de aceleração dos automáticos (revistas), o pessoal "carrega" o motor com o pé no freio e drive (ou 1) engatado ou é melhor para marcas mais interessantes acelerar em N e jogar um Drive em seguida, mesmo que seja prejudicial ao câmbio? acho que os números melhoram....(risca o asfalto como o Bob comentou)

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  22. Bob, voce tem idéia se esse cambio funciona normalmente caso voce altere a potencia do veículo colocando um turbo, por exemplo?
    Será que ele não ficaria louco com a aceleração acima do normal ?
    E para andar em autodromo, será que aguenta um track day numa boa?

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  23. Esse texto foi a gota d'água para eu me decidir, de uma vêz por todas, em trocar o Celtinha 1,4L, que está com minha esposa, por esse Polo. Confesso que eu já andava de olho nele, mas agora, depois do relato, tenho certeza de que farei uma boa aquisição. Me desfazer do pequeno GM não me anima muito, eu adoro ele, mas, na vida, nada é eterno e temos que pensar no melhor. Sempre. Outra coisa: Porque não empregar essa comodidade aos carros de 1,0L? Não tenho dúvidas de sua aceitação, uma vêz que o acréscimo em preço é pequeno. Tem gente que gasta bem mais que isso em acessórios e traquitanas as mais inúteis em minha opinião.

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  25. Pois é Bob,
    O programa "auto esporte" fez um teste pequeno, quem sabe um testículo, usando dois daqueles cachorrinhos da cabeça de mola, sabem como é? Caminhoneiro gosta de colocar no painel... Testaram todos os câmbios robotizados disponíveis no mercado numa reta curta e em mesmas condições de aceleração.
    Os dois "perritos de molas" chacoalharam muito bem sim senhor. No caso do Polo a chacoalhada foi bastante perceptível, mas menos intensa que nos demais que quase arrancaram as cabeças dos "pobres cobaias".
    O resultado do teste foi apresentado por vídeos feitos por uma "steady camera. Obvio que não foi um reste científico, mas que foi divertido ver os cachorrinhos balançarem desbragadamente as respectivas cabeças, lá isto foi.

    Em tempo, em linha com o que o Guto disse: o câmbio do Sentra não dá tranco, o que ela apresenta é um chamado "sling effect" efeito elástico, ou seja, a resposta não é necessariamente na velocidade de um câmbio automático convencional, pois não há troca de marchas, mas sim troca de relação de polias unidas por uma correia especial (câmbio CVT - Continuously variable transmission). Depois que a gente acostuma é muito bom.
    Saudações
    Alexander Gromow

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  26. Rodrigo Laranjo23/09/09 18:34

    Minha mãe dá mais tranco trocando de marcha do que até a Meriva Easytranco.

    O povo fica encanado nessa história. Pelamordedeus, o câmbio é bom e pronto.

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  27. Suco de laranja23/09/09 18:54

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  28. Guto,
    A impressão que me dá é que o fabricante do veículo busca suavidade na troca e ocorre a cabeçada. Tanto que no modo S ela diminui, e é mais rápido ainda nas trocas manuais. Tudo está no acoplamento da embreagem. Por isso é que depois de avaliar bastante o funcionamento fiquei com a troca manual e em S. Operar a alavanca, ou no caso do carro que está comigo, as borboletas, torna as trocas perfeitamente normais. Ou seja, o preço da comodidade da troca automática quando se precisa dela é a cabeçada. Dá para conviver com isso.

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  29. Bob, sua explicação é excelente. Clara e fácil de entender.
    Gostei muito.

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  30. André Andrews,
    Eu mesmo disse que também gosto do corte sem troca de marcha, mas na verdade corta algo acima da potência máxima e o resultado prático é nenhum. Por exemplo, cortar durante uma ultrapassagem crítica não é bom. O avanço lento de fato facilita manobrar, mas gasta embreaem e aumenta o consumo. Fora que obriga a pisar no freio com carro parado e as luzes de freio incomodam, sobretudo à noite É mais fácil o motorista reproduzir o avanço lento com o pé esquerdo no freio enquanto acelera ligeiramente com o direito, quando se tratar de manobrar. Mas também se pode desenvolver a sensibilidade de acelerar somente o necessário. Mas, como escrevi, usar do modo proposto é bem agradável e prático.

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  31. Sérgio,
    Essa questão é mesmo polêmica. A BMW começou com reduzir para trás e depois mudou. O motivo de eu preferir reduzir para trás segue à lógica dos controles remotos dos aparelhos eletrônicos, como subir canais de tevê na tecla de cima. No dia do lançamento do Stilo Dualogic em Interlagos havia um simulador com o sistema e tive dificuldade no calor da volta, errando muito as trocas. O engenheiro-chefe da época, o Claudo Demaria, me confidenciou que também prefere reduzir para trás, mas foi voto vencido. Sabe o que seria ideal? Uma chavinha inversora no console para cada um ter o arranjo que quiser.

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  32. Mister Formula Finesse,
    Executar essa arrancada com um automático tradicional deve ser evitado, pois as embreagens de acoplamento da planetária não foram previstas para isso. Já no roborizado reproduz-se fielmente a caixa manual normal. Não estraga nada no câmbio engatar a primeira com motor bem acelerado e o acoplamento brusco da embreagem pode ser feito soltando o pé do pedal de uma vez.

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  33. Marlos,
    Eliminar a operação manual (estranho dizer isso, pois é com o pé...) da embreagem é o ponto mais positivo da caixa robotizada, sem abrir mão da eficiência da manual normal e ainda usufruir de certos automatismos, como descrevi.

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  34. Andre Andrews e Bitu,
    Só lembrando que as caixas de duplo acoplamento de 7 marchas dos VW alemães trazem embreagem a seco.

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  35. Fernando,
    Em princípio não vejo problema em aumentar a potência com um turbo. Quanto ao uso num track day, deve ser ótimo. Só não se precisar usar o punta-tacco já é uma grande ajuda.

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  36. Francisco,
    Não há nada que impeça aplicar o sistema num carro de 1 litro. Tudo é questão de posicionamento de mercado. Recomando a você e os outros que façam um teste numa concessionária VW, Fiat ou GM levando em conta o que eu disse no post.

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  37. Alexander,
    O CVT é um câmbio eficiente e o do Sentra é conjugado com conversor de torque, melhor de funcionamento que o do antigo Honda Fit, que era embreagem em banho de óleo. Mas é caro e pesado e tem limite para aguentar torque. No começo é estranho a rotação fixa e a velocidade aumentando, mas depois a gente se acostuma.

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  38. Alexandre Zamariolli23/09/09 20:02

    O primeiro carro com câmbio automatizado que dirigi foi justamente o Polo I-motion. Fiz um breve "test-drive" nos modos automático e manual, este último "borboleteando" no volante (o carro do teste tinha o volante opcional, do Passat CC).

    No modo automático, achei inicialmente que a "cabeçada" estava um pouco intensa demais, quase a ponto de incomodar. Mas, alguns metros depois, peguei o jeito: com um pouco de sensibilidade, dá para perceber o momento em que a marcha será trocada e, na hora certa, basta uma aliviada sutil no acelerador. Pronto, o carro fica uma seda.

    Acontece que, no modo manual, ele fica mais gostoso ainda: é só puxar o gatilho, sem esquentar a cabeça com a hora de levantar o pé (ô, trocadilho sem pé nem cabeça...).

    Igualmente elogiável é o fato de que a Volkswagen resolveu oferecer esse câmbio no Polo de 1,6 litro, e não na versão mais potente (e cara) de 2,0 litros. Esse Polo, portanto, pode ser considerado uma espécie de "boi de piranha", para sondar a receptividade do novo câmbio: se o mercado aprovar a ideia, a opção I-motion poderá ser facilmente estendida para o Fox - e até mesmo para a família Gol/Voyage/Saveiro, que usam a mesma motorização. Já pensaram? Um Voyage Comfortline com esse câmbio seria um "daily driver" de dar água na boca!

    Em resumo, o Polo I-motion é um "show" de carro. O único problema é que minha mãe, dona de um Corolla 2001 e fã incondicional dos carros automáticos, já me pediu um...

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  39. Grande apresentação dos câmbios manuais robotizados. Só fiquei com uma dúvida: nas trocas de marcha ascendentes, em modo manual, a rotação do motor se mantem ou ocorre uma redução, como ao aliviarmos o acelerador em um carro com câmbio manual convencional?

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  40. No modo Manual, eu prefiro a redução como é no Joystick do meu simulador de Fórmula, como no kart de marchas, no F3 atual , no F Indy :

    Reduzidas, alavanca para frente,

    Crescer marcha,alavanca para trás

    Bob, no modo Manual e em Sport, o Cãmbio Dualogic do Stilo vem trazendo rápido as marchas em freadas fortes, com as acelerações interinas e dispensando a puxada na alavanca ou borboletas.

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  41. Road Runner,
    O acelerador de comando eletrônico dá uma breve aliviada, como fazem os humanos - a não ser que seja na volta de classificação... [:-)

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  42. Alexei,
    Essa questão é mesmo polêmica. Não me ajeito reduzindo para frente mesmo.

    Não havia percebido essa lógica de redução em freadas fortes, embora me pareça mais de caráter marqueteiro do que qualquer outra coisa, pois o freio sempre é muito mais potente que o motor. Só que as marchas são apenas trocadas para trás em sucessão, sem que a embreagem acople. Aí faz sentido, é como nos F-1. Vou levantar essa questão na FPT.

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  43. isso é a evolução ! grande tecnologia

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  44. Típico sistema que enqto estiver em garantia beleza, fora dela se der pau o cara vai ficar agarrado na concessionária, pois se leva um bom tempo para se conseguir o software de manutenção dos sistemas (do AKS do w168 o equipamento Napro na sua última atualização desse ano já faz a manutenção, já o Cytimatic da Fiat..) ,ficando sujeito às intempéries do dealer,provavelmente torcendo o nariz de quem for comprar esse carro usado , estivemos discutindo isso ontem num seminário na FIESP ,existe processos em andamento tanto na UE como nos EUA sobre o RIGHT REPAIR, nos EUA está estagnado no Congresso (lobby monstruoso das montadoras )e na UE as montadoras estão começando a disponibilizar as ferramentas e informações para a manutenção dos sistemas (leia-se eletronica embarcada) , mas só de sacanagem enfiam a faca no independente ,quase impossibilitando a compra,mas como o pau tá quebrando lá e me parece que teria uma resposta até o dia 25/9 corrente, de qualquer maneira na UE a situação está mais positiva para o consumidor ,pois somente com a concorrencia dos independentes os preços da manutenção caem para o consumidor....mais aqui , http://www.righttorepair.org/ e http://www.r2rc.co.uk/landing/index.htm ...

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  45. Imaginem a cena: um A Klasse auto de repente dá pau e fica sem trocar as marchas , como ninguém na sua região tem acesso ao software de manutenção fica obrigado a levar o carro no dealer, aí é 350 reais só para o diagnóstico, mais 12 mil para a unidade FGS que vai dentro da cx e mais 1800reais de MO,num carro que vale 25 mil,bem divertido, né? E a turma tá é metendo módulo eletronico pata trabalhar dentro das caixas auto,banhado a fluido quente as ECU agarradinhas no motor tomando calor e tudo o que é direito mas economizando fio à beça, eu ,eim....Viva as TH350 e as Power Glide,indestrutíveis e arcaicas,hehehehehe....

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  46. Isso que o Maluhy falou eu ja pensei também. Esses modulos eletrônicos no cofre do motor é sacanagem, não sei se é o caso do Polo, tomara que não, mas o "povo" adora economizar em fios e conduites...


    Quando se fala em eletrônica, quando mais frio e menos umidade, melhor.

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  47. Eu devo estar muito na contra-mão do mundo mesmo. Trocar as marchas é um prazer, me dá muito orgulho fazer as trocas perfeitas, combinando os dois pés e as mãos para um resultado bonito. E, sinceramente, Bob, não entendi quando disse que o manual automatizado ajudaria num track day. Uai, o negócio do track day é justamente a diversão e nào o tempo de volta em si. E, fazer o punta-tacco é divertido, agradável, é bom saber que quem está "mandando bem" é você e não o carro. E outra: poucas coisas são mais feias que uma arrancada de um automático, elevando sempre o giro muito além do necessário.

    Me causa estranheza entusiastas exaltando cambios automáticos. Puxa vida, deem uma olhada no videozinho do AK sentando a bota no SI. A graça do video é justamente a habilidade do amigo cambiando com precisão. Com borboletas não teria a menor graça; qualquer um razoavelmente treinado faria o mesmo. Tomem um ar, reflitam, e vejam se são esses cambios automáticos anestesiados que querem em nossos carros.

    Abraço a todos.

    Lucas

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  48. Viva a engenharia pra facilitar a vida do motorista.

    Mas é Mil vezes mais divertido saber que voce fez a troca perfeita, o punta taco perfeito, a reduçao perfeita do que ter um computador fazendo tudo isso por voce ao apertar de um botão.

    E outra, qual automatizado "pula" marchas hein!?!?
    de 1 pra 3 pra 5
    ou 2 pra 4
    ou reduzidas assim tbm?

    Nada como ter o controle total do veículo, mesmo que custe umas alavacadas e pisadas na embreagem.

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  49. Caro Bob Sharp,

    Meu receio é quanto a durabilidade.
    Outro ponto: como se faz para arrancar com mais velocidade sem danificar o sistema?

    Abraço,

    Robinson Garcia

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  50. Maluhy,
    Vejo de modo diferente. O sistema de assistência às trocas de marchas não é complicado, fora que são fornecidos por indústrias locais, não devendo haver dificuldade maior para manutenção e reparos. É evidente que todo progresso tem um preço, o da novidade, mas se fosse assim, repeli-la por medo do que possa ocorrer nu futuro, nunca teríamos o alternador, a injeção mecânica e tampouco a eletrônica.
    Você falou no Classe A Mercedes, mas nesse caso específico tudo é absurdamente caro. Não cabe comparação com VW, Fiat e Chevrolet.

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  51. Anderson,
    Modúlos eletrônicos suportam temperaturas de compartimento de motor sem o menor problema. Vide os de injeção, de ABS etc.

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  52. Lucas,
    Aí entra uma componente estritamente pessoal. Como eu disse, gosto de ter autoridade sobre o funcionamento da transmissão do veículo como um todo, mas isso não significa necessariamente efetuar as operações de acionar embreagem, movimentar a alavanca de câmbio no padrão "H", efetuar o punta-tacco, todas feitas instintivamente, sem precisar pensar. Trocar marchas por meio de toques na alavanca é muito mais agradável. Recomendo que você experimente um carro com câmbio robotizado dentro da ótica que apresentei no post e depois me diga. Quanto ao uso em circuito, como num track day, o foco varia de pessoa para pessoa. Para mim o atrativo é apenas usar ao máximo as retas e fazer as curvas no limite e, quando surge a ocasião, fazer um pega memorável.

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  53. Ronaldin,
    Pula marcha no kickdown, como eu disse, como de quinta para segunda. Nas trocas ascendentes, para pular, basta dois toques na alavanca ou na borboleta direita. Quem saber fazer o punta-tacco à perfeição, seu caso, meu e de muitos, não há mais nada a provar. Acredite, usar o carro de modo vigoroso com um câmbio robotizado é sensacional.

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  54. Robinson,
    Não há problema algum de durabilidade, pois a embreagem continua monodisco a seco e o câmbio é exatamente o mesmo da versões manuais. Apenas um simples robô, sob ordens tanto do motorista quando do computador, efetua as operações. Para arrancar tipo corrida é como descrevi: acelerar bem em neutro e deslocar a alavanca para D.

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  55. Caramba, quanto mais eu leio esse blog mais vejo que tenho muito a aprenter. Até hoje só dirigi Kombis, Palios, Fuscas e Gols, e achava que sabia alguma coisa, hehehe.
    Temos que começar por algum lugar, entretanto, por isso, aí vai:
    *O que é "o tradicional corte de rotação"?
    *O que é "sentir elasticidade do motor"?
    *O que é "método de carga"?
    Espero um dia poder testar essas coisas na prática, pois carro de verdade até hoje só vi em miniatura...

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  56. Caríssimos

    Sou grande apreciador do pedal de embreagem, mas o Bob está certo, vou ficar com esse pedal apenas pelo prazer do punta-tacco?

    Nessa linha de raciocínio, uma caixa seca sem anéis sincronizadores é melhor, por exigir mais do piloto/motorista?

    Não creio. O sistema é funcional e divertido, creio que foi essa a mensagem que o Bob quis passar.

    FB

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  57. Jonas Torres24/09/09 14:40

    Deveria existir controle completo do motor no manual, no limite de giros até vai - como em alguns carros que primeiro piscam pra te avisar e depois trocam - mas ao usar o batente, redução jamais.

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  58. Fala, Bob!

    tive uma curta experiência com um câmbio automatizado e o que me fascinou foram as possibilidades multiplas de dirigibilidade. Acho que vou entrar nessa. O duro é uma marca que está cobrando um absurdo pela comodidade. É só consultar a tabela de preços de qualquer jornal que, fácil fácil, descubriras qual é! Afinal não acho nada simpático pagar R$ 52.000 por um P...
    abraço
    Erick

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  59. Rafael,
    Corte de rotação serve para limitar a rotação do motor, determinado pelo fabricante visando salvaguardar a integridade do motor. Esse corte pode ser tanto interrompendo o suprimento de combustível ao motor quanto fazendo a borbolata de aceleração se fechar, no caso dos carros com acelerador de comando elétrico controlado eletronicamente.
    Elasticidade é característica de um motor de entregar potência palpável já em rotações baixas.
    Método carga é uma maneira de dirigir com máxima economia possível que consiste em acelerar através das marchas abrindo todo o acelerador, ao mesmo tempo em que o giro do motor é mantido baixo pelas trocas de marcha ascendentes da maneira mais antecipada possível.

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  60. Jonas,
    No fim de curso do acelerador há um interruptor que requer uma pressão maior para ser acionado. O batente está antes dele e pode-se usá-lo com total precisão.

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  61. Erick,
    Tudo bem?
    Realmente, há preços e preços. O seu exemplo é gritante.

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  62. André Andrews e demais leitores,
    Em complemento ao elenco de informações, é possível abrir todo o acelerador sem acionar o interruptor de fim de curso e, desse modo, dirigir utilizando o método carga. Quando o pedal chega ao fim de curso percebe-se nitidamente que encosta no interruptor, que só será acionado se realmente quisermos. Não dá para haver acionamento não intencional.

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  63. Obrigado Bob!
    Essas coisas deveriam ser ensinadas em nossas auto-escolas, tinham que ensinar a usar o carro de verdade mesmo, ao invés de ensinarem só a decorar a quantidade de curvas da prova. Dessa forma evitava-se a multidão de pessoas que patina a embreagem para parar o carro "do jeito certo" na ladeira.
    Quando vocês aqui do blog abrirem uma escola de pilotagem eu quero ser o primeiro inscrito!
    Abraços
    Ruivo

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  64. Com esse sistema de "dois batentes" fica perfeito. Quando adota-se redução em fim de curso deveria sempre ser assim, na dupla 207/C3 automáticos notei que só o segundo é assim.

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  65. Bob,usei o exemplo do helicóptero sem rabo pq o dito cujo era declarado nacional, e de nacional aquilo tem pouca coisa (as unidades eletronicas mando vir da Alemanha, sai menos da metade do que o preço pdido aqui),hoje chegou na quitanda uma C200K 2002 com 60000km com a placa eletronica interna da cx queimada, aloprou todos os comandos da cx e do Tip, eu sei que vcs vão dizer que não é comum isso, que o amigo do tio do cunhado da prima de terceiro grau do vizinho tem um carro desse com 100.000km e nunca deu nada , mas a bomba relógio está ali,prontinha.....é claro que os avanços tecnológicos são bem vindos ,mas tem muita coisa aí nas entranhas dos carros moderninhos que é mais para facilitar a linha de montagem e durar pouco do que para beneficiar o consumidor, depois soltem esse tema no blog que eu vou vomitar no teclado direto,hehehehe,abraços ao amigo carioca apaulistado!

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  66. Diego Maciel Debesaitys26/09/09 12:27

    Não gosto da ideia de ter um "chipizinho" fazendo o trabalho do motorista entusiasta. Para facilitar a vida do motorista prefiro algo mecânico, caso dos anéis sincronizadores.

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  67. Diego Maciel,
    O câmbio do Polo I-Motion em si, bem como o dos Fiats e do Meriva, é o mesmo câmbio manual, inclusive tendo sincronizadores. Apenas os garfos e o comando de embreagem (normal, fora o disco com revestimento mais resistente) são movimentados por atuadores eletro-hidráulicos. Pode ter um carro desses sem receio. A eletrônica está muito desenvolvida e segura hoje em dia.

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  68. Diego Maciel Debesaitys26/09/09 15:18

    Bob,

    Conheço o funcionamento desses câmbios. Também confio na eletrônica e não tenho receio de utiliza-la. É apenas questão de preferência no que diz respeito ao trabalho do motorista. Prefiro o câmbio manual, mas não tenho aversão ao automático. Gosto do pedal da embreagem, de usar ela (confesso que não costumo pegar congestionamento). Talves mude de opnião, quanto à eletrônica se meter na minha condução, ao dirigir um desses carros com câmbio automatizado, como sugeriu.

    Tenho quase certeza de que vou gostar, pois gosto de todos tipos de carros, seja ele 1,0-litro, V6, manual, automático... Coisa de quem é apaixonado (de verdade) por carros!

    Abraço

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  69. Diego,
    Sabe o que é mais interessante? É você ter consciência de que o câmbio continua manual, só o meio de trocar marchas (manualmente) é diferente. É aí que está o prazer da coisa toda.
    E sua afirmação de gostar de qualquer tipo de carro o classifica como verdadeiro entusiasta. Parabéns!

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  70. Bob, desenvolvida está mesmo,mas segura não sei não, se Airbus cai cheio de redundãncia não é difícil um sistema desses dar pau num carro, mas deixa isso pra lá, é lançamento,vamos ver o que o tempo dirá, que é da hora eu não discuto,mas como eu não uso carro novo não me afeta,hehehe,depois faça um tópico sobre o cambio SMG, achei aquilo sensacional...

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  71. Diego Maciel Debesaitys27/09/09 02:38

    Bob,

    Embora continue manual, os meus comandos na alavanca de câmbio e o comando da embreagem são controlados por um computador. O meu "problema" mesmo, é curtir demais mecânica..

    Claro que não se dirige assim no dia a dia, mas vai dizer que não dá coceira nos pés só de olhar o vídeo em que o Ayrton Senna pilota o Honda NSX branco? (Se não conhece o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=8By2AEsGAhU)

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  72. É show esse vídeo, ver os pezinhos do boneco trabalhando é da hora ,era um extraterrestre....

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  73. Bob, parabéns pelo blog, acrescento ainda que o câmbio automático tem ainda como agravante o custo alto em manutenção em casos de defeito. Este tipo de câmbio deveria ser colocado em vários outros modelo como por exemplo a S-10 a diesel ou flex, corsa classic, corsa sedan, em caminhões vans e vários modelos. Eu quqndo for comprar meu próximo carro vou levar em considerações este tipo de câmbio.

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  74. Tenho um fiat stilo dualogic completo,mas nao tem borboletas no volante,fiz um teste drive no polo imotion e adorei passar marcha no volante, meu stilo troca marcha com rotacao muito alta mesmo, axo ate estranho isso, eu adianto as passadas no manual,mas o carro sempre volta p marcha anterior e vice versa,nao nos obedece. Queria vender o stilo e to em duvida no que fazer: comprar um focus ou cerato manual OU comprar o polo imotion completo com borboletas no volante. O stilo é o carro,mas confesso que nao me agradou muito o cambio dele,no polo gostei mais do automatizado. Não dirijo muito bem cambio manual,eu aprendi a dirigir e ja fui pro stilo,kkkkk. To nessa duvida cruel, pegar um carro manual e tentar reaprender a dirigir realmente,rsss ou continuar no automatizado,mas fora o stilo, indo pro polo imotion????

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  75. Caro Bob
    Tenho um pólo imotion sedan e concordo plenamente quanto ao prazer de dirigir sempre procurando o giro do motor pra trocar as marchas. Essa tal elasticidade em estrada então, demais. Só que ele tá com 13.000 (treze mil) e já vazou o óleo da caixa; rebocado, trocaram o calço do motor(!!!) e da caixa; agora queimou a embreagem. E estava lá na concessionaria conversando com um dono de Fox também com embreagem queimada aos 5.000 km. Estranhamente item não garantido pela VW; dá até pra colocar minhocas na cuca, de que adaptando um câmbio da magneli mareli (Fiat) pro asg pra não ficar atras no mercado, sabiam que ia pipocar. Estou a pé a 1 semana pq claro peças tá difícil; primeiro vou trocar de carro; segundo meu advogado está analisando o caso. Sim só uso usando concessionária.
    Se quiser divulgar e-mail fique a vontade
    abraços

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  76. claro; só uso o cambio manual, pra frente, pra tras, reduzindo e aí acho demais saber trabalhar o giro; perna esquerda tenho mas fica ali largadona e estou usando pra freio.
    agora minha decepção deve ser porque o carro foi montado antes ou depois de algum feriadão.porque na verdade o polo é muito bom.

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  77. Boa noite, me chamo Álison e possuo um Polo I-motion 2010 Prata, o qual ultimamente tem sido o maior das minhas tristezas a visto que desde junho de 2012 esse veio apresentar um defeito em viagem a trabalho em Canudos-Ba ficando a marcha em N e não saindo pra lugar nenhum. Solicitei um guincho e conduzi a conssecionaria mais próxima que era a BREMER em Feira de Santana-Ba. Ficando assim o carro lá por 2 dias me deram o diagnostico que o módulo do câmbio havia queimado e que a culpa seria do XENON (único produto não original do carro), que eu teria instalado do carro e que não passava pela garantia (usaram o xenon como desculpa).
    Até aí tudo bem... fui relevante, apesar de já ter tido vários carros e nenhum apresentou problemas com tais lampadas, mais aí pensei que poderia ser por causa do modelo, então me dispus a comprar a peça. Comprei pelo Mercado Livre no valor de 400,00 sendo que a conssecionaria me cobrou 1.200,00 e achei o valor muito alto. A peça chegou via sedex em 4 dias e foi instalada pela conssecionaria BREMER, a qual disse que o problema estava resolvido. Sendo assim segui viagem para Petrolina a trabalho tambem, onde meu PESADELO começou. O carro apresentou o mesmo problema em Petrolina, já sem os Farois XENON o qual foi o alegado motivo do primeiro defeito.
    Lá vai a mesma história, Guincho, Conssecionaria mais proxima e etc. que dessa vez foi a PETROMOL em Petrolina - PE, a qual dei entrada no carro e de lá está até hj dia 27/12/2012 fazendo quase 6 meses já que estou sem carro, gastando com aluguel de carro, taxi e onibus para continuar trabalhando.
    Voltando um pouco atraz o carro foi constatado problema no modulo de novo, aí descidir comprar pela conssecionaria já que pagaria mais caro e teria garantia da mesma, e tambem estava em dúvidas se o problema era na peça que teria comprado de segunda mão, mais que nada. A mesma peça nova, cara que a PETROMOL instalou rodei quase 200KM e o carro apresentou o mesmo problema, estancou e apagou apresentando a seguinte mensagem "Falha no sistema, contacte o serviço VW", quem guenta, lá vai eu no mesmo dia que tinha saido alegre da PETROMOL, retornando triste para a mesma. Daí levaram 1 semana para diagnosticar que o problema era no modulo novamente assim dizendo eles, só que depois do diagnostico levaram 2 semanas para fazer o pedido da peça que demorou 20 dias pra chegar e quano chegou dia 23/12/2011 a pela nova ao ser instalada ficou do mesmo jeito na antiga, alegando eles ser problema no cambio, e ainda não tão sabendo ao certo, estão no chutômetro, aí ninguem aguenta, alem de estar 6 meses sem carro, ainda tow NAtal e Ano Novo sem. Melhor fim de ano que já tive. Melhores 6 meses que já passei. Adianta o que trabalhar tanto pra pagar um veiculo se quando ele quebrar vc volta a devolver ele a Concessionaria. Parece até que tiha pegado emprestado, (risos). Fica aí o meu pesadelo e minha indignação pelo descaso que estou passando.

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  78. Meu amigo, tenho um Gol I motion, justamente nesse sistema a unidade esta queimada. A VW negou o pedido de garantia pois o mesmo se encontra fora. O orçamento ficou em 9.325,00, gostaria de saber se tenho alguma alternativa. Obrigado
    Halissonfreitasbrito@hotmail.com

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  79. Halisson
    Acho esse valor exagerado, totalmente fora de propósito. Quem negou o pedido de garantia foi uma concessionária ou a própria fábrica? Se for o primeiro caso, recomendo recorrer à fábrica. Me mantenha informado pelo e-mail autoentusiastas@gmail.com.
    Bob Sharp - editor

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  80. Boa noite Bob.
    Em tese,a proposta,desse tipo de cambio me parece interessante. Na pratica, minha experiência não passou de uma pequena volta no quarteirão, sinceramente, me agradou positivamente. Agora, o que tenho observado,em pesquisa, que a manutenção é o "calcanhar de Aquiles" desse sistema.Seja por falta de informação, despreparo, etc das oficinas; e até falta de peça,fácil, no mercado. Tudo isso intimidando, na decisão de adquirir qualquer veiculo que adote tal sistema.
    Pergunta: a manutenção é realmente cara e problemática desse sistema - a ponto de influenciar na sua aquisição?

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    Respostas
    1. William Dantas21/04/14 13:28

      Não, não é!
      Possuo um Voyage I-motion e sou segundo dono, comprei ele com 48 mil KM e agora está com 64 mil KM, quer saber? não houve um centavo de preocupação com o câmbio, além de notar que a temperatura eleva-se mais fácil que um cambio normal, fora isso, nada mais, nunca precisei parar para esfriar embreagem, nunca travou rodando ou parado, nada, nadinha! Confortável, econômico e coloca um sedã popular em um patamar de conforto muito interessante. Se for comprar um sedã automatizado, que seja um top de linha, não vale a pena um automatizado "básico". precisa sim ter paddle shift e precisa sim de um monte de mimos!

      Voltando ao câmbio, saiba que é um carro automatizado, portanto, parou no farol, posição N no cambio sempre, manter no D ou no M é a mesma coisa que parado no farol com o pezão no fundo da embreagem quando usado um carro manual convencional. fora isso, felicidade a toda a prova.

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