28 de setembro de 2010

QUANDO MENOS É MELHOR

Fotos: Gilberto Carvalho e autor
Volante de Celta 1-litro aliviado, fresado

Menos peso no volante, mais desempenho. Vamos ver como é essa história.

Quando postamos o Bola da vez em 21 de setembro, ocorreu que num dos mais de 200 comentários - recorde absoluto no AUTOentusiastas - falei dos meus dois Celtas para citar dois eventos de concessionária da marca querer me empurrar tensionadores novos na troca da correia dentada de cada um aos 60.000 km.

Nisso o leitor Gilberto Carvalho, de Curitiba, viu que eu tinha dois desses Chevrolets e fez contato com seu amigo e colunista do AE, o Felipe Bitu. O motivo do contato foi o Gilberto ter uma atividade de aliviar volantes de motor, Celta inclusive, e desejar que eu conhecesse um desses volantes que ele modifica.
Seu interesse aumentou quando o Bitu disse-lhe que eu tinha experiência com volantes de DKW aliviados pela fábrica Vemag para os motores de competição e para "amigos da casa", dado que era uma operação cara devido aos tempos de usinagem de torno e fresa requeridos.

O peso era reduzido de 8.000 g para 3.200 g (60% de redução) ficando o volante "um disco todo furado com superfície para contato do disco e o seis pontos de fixação do platô que sobraram do volante original" (foto abaixo): Isso nos anos 1960, portanto em torno de 50 anos atrás.
Volante de motor para DKW de competição, fresado
Combinamos que o Gilberto conseguiria o Celta de algum cliente que morasse em São Paulo para eu experimentar o volante aliviado. Foi assim que cheguei ao Diogo Pereira.

Encontramo-nos aqui mesmo no bairro, onde moro e ele trabalha. Seu Celta é versão Life VHC Flexpower modelo 2009 com quase 20.000 km rodados. O carro de modificado tem o filtro de ar de menor restrição, polia do comando regulável (fabricada pelo próprio Gilberto Carvalho, custa R$ 79,00, campo de ajuste 20° no comando), o volante de motor aliviado e silenciador traseiro tipo absorção, que restringe menos a saída dos gases. As rodas são de 15 polegadas, de aço, do Vectra Expression, com pneus 195/55R15.
Motor: única diferença visível é o fitlro de ar esportivo
O volante, segundo Diogo, pesa 4.750 g, 35% menos que o original de 7.300 g, O comando  de válvulas estava um pouco atrasado, disse o dono, para favorecer potência em giro mais alto.

Convém deixar claro que Gilberto faz dois tipos de aliviamento, o torneado (caso do Celta de Diogo) e o fresado, mostrado na foto do início, ainda mais leve (como o do DKW). Os preços são diferentes em função de tempo de usinagem. O torneado, como o do carro que dirigi, custa R$ 189,00; o fresado como o da foto sai por R$ 260,00.

Gilberto explica que certos volantes são difíceis de encontrar e/ou muito caros, caso em que o aliviamento é realizado na própria peça do cliente. É possível também, segundo disse, ter o volante aliviado à base de troca, mas é necessário antes examinar o volante que sendo dado quanto a trincas e danos nos dentes da coroa de partida.
Diogo e seu Celta de volante aliviado
Saímos com o Celta, com o Heitor, irmão do Diogo, passageiro. Insistir que nos acompanhasse em razão do que eu queria avaliar, a resposta do motor em situações críticas, em baixa rotação e tendo de fazer força, como arrancar numa subida..

Logo de início, a melhor das impressões, a mesma que eu havia sentido quase 50 anos antes. A disposição para arrancar da imobilidade é notável. Depois, a aceleração através das marchas é convincente, nota-se o motor bem mais à vontade para ganhar rotação enquanto a velocidade cresce rapidamente.

As retomadas são rápidas, sem nenhum traço de lerdeza, nitidamente superiores às do motor original. Depois fomos a uma conhecuda ladeira perto daqui de casa para experimentar arrancar da imobilidade: perfeito, é possível sair patinando minimamente a embreagem, mais fácil que num carro de série. Como me lembrei do DKW! Só ganhos, sem compromisso algum.

Até aquela breve acelerada numa redução de marcha - com ou sem punta-tacco - fica mais fácil, já que o giro sobe mais facilmente.

Aliviar volante tem a vantagem adicional de ser modificação invisível, portanto não sujeita a ser detectada pelos agentes de trânsito que têm o Código de Trânsito ao seu lado - toda e qualquer modificação é proibida, a menos que seja realizado um longo processo de regularização.

Volante aliviado faz parte do ideário e da técnica de melhorar os motores há muitas décadas e assim há de continuar por muitos anos. Mas por que os volantes já não saem "aliviados" de fábrica? Acho que há uma boa dose de tradição aí, combinada com o fato de menos material abrevia o tempo de superaquecimento do volante num evenual mau uso - ainda há muita gente que segura carro na subida por meio do motor e da embreagem sob patinagem.

Volantes são armazenadores de energia. Essa capacidade é baseada no seu momento polar de inércia, que envolve peso, e na sua rotação. A inércia necessária depende da variação de torque no ciclo e na variação de rotação prevista. Seu principal uso é amortecer as variações da rotação da árvore de manivelas que variam de maneira cíclica, mas ele age também no sentido de viabilizar o ciclo de funcionamento do motor.

Como no motor 4-tempos só um dos tempos é ativo - o da combustão e expansão dos gases queimados - e  os outros são passivos, a ideia é a energia do tempo ativo ser armazenada para ser devolvida nos outros três. Claro, o efeito da variação de torque e a irregularidade resultante diminui à medida que a rotação aumenta e o número de cilindros é maior, possibilitando volantes cada vez mais leves. além de a própria rotação se encarregar de prover a necessária inércia que garanta o ciclo.

É por isso que se observam efeitos benéficos quando o volante é aliviado, tanto neste Celta quanto nos DKW-Vemag de motor 3-cilindros a 2 tempos. Neste principalmente, que tem uma combustão a cada 120° do virabrequim, o mesmo intervalo de um 6-cilindros 4-tempos.

Serviço
Volantes aliviados e polias de comando de válvula reguláveis para diversas marcas e modelos.
Possível também fabricar volantes em alumínio aeronáutico, consultar.
Para preços e demais informações, entrar em contato com Max Torres em volantealiviado@gmail.com
(41) 3024-1562 e celular (41) 8496-6107
Ver também o site http://volantealiviado.com.br/

96 comentários:

  1. Rodrigo Laranjo28/09/10 17:38

    Os volantes não são aliviados de fábrica pela mania de mau uso do brasileiro.

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  2. Daniel Shimomoto28/09/10 17:45

    Bob;

    Interessante este trabalho de alivio de volantes.

    E é realmente interessante a questão dos pesos dos volantes. Segundo li em algum lugar, a VW entre 97 e 98 chegou a aumentar o peso do volante.

    Uma pergunta que eu levanto: Os fabricantes não mantém os pesados volantes de motor como forma de conforto na condução? Explico: Um voltante mais leve tende a permitir que o motor perca rotações mais rapidamente e por consequencia, nas trocas de marcha, o motor "descase" do tempo da transmissão.

    Um abraço e parabéns pelo artigo!

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  3. A VW utilizava este artificio de aliviar volante nos motores 1.8 S, que equipavam os gol gts e outros esportivos da marca. Claro que estes motores tinham outros equipamentos visando a performance, mas seus volantes era cerca de 40% mais leve que o dos motores 1.8 normais de linha.

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  4. E como fica o motor depois que o carro embalou e não precisa mais da arrancada, mas de manter a velocidade. não é essa uma outra função do volante?

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  5. Interessante demais saber disso. Eu sabia do papel de armazenador de energia do volante, mas não imaginava tais benefícios.

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  6. Bob, como fica a vida útil desses volantes? Não prejudica outros componentes?

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  7. Mais um dado interessante: a VW diminuiu o peso dos volantes na transição do tradicional AP para o novo EA, em cerca de 1,5kg, como também o diâmetro ficou mais reduzido.

    Outro dado interessante: a GM usa o mesmo volante de 7,3kg desde o corsa wind 1.0 até o celta atual VHC-E 1.0, isso inclui também os 1.4 da meriva, da montana, do corsa, do prisma, do classic, etc. O interessante é que esses carros não tem o mesmo peso, muito menos usam a mesma caixa e tem a mesma potência no motor.

    É interessante também como o focus duratec 2.0 16V tem um volante com massa muito parecida com o rocam 1.0, que é claro, compartilha com o irmão mais velho 1.6, em todos os carros da marca.

    Curiosidades à parte, gostei da reportagem, em especial por comparar com os DKW - e que volantão aliviado hein!!! Fico imaginando como fizeram ele na época, esses detalhes históricos são ótimos pra quem é "novo". Parabéns ao Bob e aos colaboradores, mais uma vez fico feliz com os seus textos!

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  8. Fiquei muito curioso e tantado em colocar no meu Novo Focus, pois o Duratec merece peças desta qualidade entusiasta...

    Será que fica bom?
    Vc investiria neste upgrade no meu caso, BOB?

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  9. O volante do motor 4.1 no Omega me parece ser beeeem pesado. Mas não sei se tenho coragem de fazer uma alteração dessa.

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  10. Criei um blog sobre meu time de coração que é Fluminense e gostaria de perguntar se você poderia me ajudar fazendo uma parceria de link comigo,desde já muito obrigado e parabéns pelo seu blog:

    Fluzão Eterno: http://fluzaoeterno.blogspot.com/

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  11. Muito interessante um volante aliviado. Bastante melhora com um serviço simples e invisível.

    Agora, colocar filtro esportivo... acho que a fábrica deve saber a vazão de ar necessária e dimensionar o filtro original de acordo, ou será que até nisso estão economizando?

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  12. Legal... mas nao sei se teria coragem de pegar essa sarna para me coçar não.

    O que a engenharia pensa disso? Cade o perde-ganha?

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  13. Pedro Bergamaschi29/09/10 00:20

    Pois é, eu também fiquei "encucado" com possíveis malefícios...

    E em que outros motores isso é plausível? Num Ford 302 traria alguma diferença palpável? E um FIASA 1300?

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  14. Bob, e quanto a resistência? Quem conhece a arrancada daqui de Brasília lembra quando o volante do Fusca do Abacate quebrou na reta (na época que a disputa era descendo a reta dos boxes), sendo que os pedaços voaram em direção a arquibancada e acabaram matando uma garota, além de ferir outras pessoas. Alguns pedaços chegaram até mesmo a marcar o teto da arquibancada, além de provocar um incêndio no Fusca devido ao rompimento das linhas de combustível.
    Tenho um GTS 1994 com pistões de XLX, bielas de Golf SR, virabrequim balanceado, cabeçote com 95cfm na admissão e dupla de Solex C40. Mesmo com tudo isso resisti muito em relação a aliviar o volante original, sendo que minha idéia era usar um modelo de aço ou alumínio com aproximadamente 3,5-4kg, sendo que tal idéia mostrou-se inviável devido ao custo (cerca de R$ 500,00 um volante desses). Acabei retirando apenas 1kg do modelo original, que depois passou por balanceamento juntamente com o virabrequim. Parece pouco mas já melhorou muito a resposta.
    Mesmo depois de estar com o carro montado, usando um motor para virar mais de 8000RPM, continuo com aquela imagem de uns dez anos atrás, principalmente porque não uso a cinta de proteção para caso de quebra. Por causa disso, termino este longo post com a mesma pergunta do início: Bob, e quanto a resistência?

    Marcos

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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  16. Gostaria de acrescentar alguns contrapontos ao texto do Bob, que aparentemente só listou os pontos positivos:

    Carros são máquinas, e máquinas não possuem "certo ou errado" mas de compromisso: Se os benefícios de um volante de motor pesado não fossem consideráveis, em tempos de economia de luz de ré certamente nossos carros já sairiam de fábrica com o mesmo todo recortado! =)

    Há que se considerar que uma diminuição de massa do volante torne o carro mais áspero de ser dirigido, o que nem sempre é positivo.

    Em motores com pouco torque inicial (motos) ou que trabalham em rotações baixas (carros de motoristas "calmos", em percurso urbano) o volante do motor tem a importante função de armazenar inércia suficiente para manter o movimento do conjunto motriz quando do engatade da primeira marcha, evitando que o carro "morra" em cada saída de sinal.

    Nesse caso um alívio de peso do volante vai exigir uma maior rotação inicial e maior uso da embreagem, pois, por acumular menos energia (e perdê-la mais rapidamente) um motor com volante aliviado tenderá a "aceitar" mais qualquer mudança de velocidade (para o bem e para o mal).

    Além disso, a situação de freio motor acaba por ocorrer com muito menos sutileza ao se "tirar o pé" do acelerador - um inconveniente que pode até mesmo desequilibrar o carro em situações de baixa aderência, por exemplo.

    Num motor aliviado temos o benefício da rotação que sobe com facilidade, porém ela cai mais rapidamente tambem - portanto trocas de marcha em modo civil, mais lentas, irão invariavelmente exigir mais dos sincronizadores do câmbio - bem como trocas "no tempo" que ficarão mais difíceis de serem feitas sem "arranhar marcha".

    Outro efeito indesejável é que em ocasiões de esforço com muita carga (ex: subida de ladeira) o carro vai "perder embalo" com muito mais facilidade, "pedindo marcha" muito mais cedo que de costume.

    Outro efeito colateral que deve ser mencionado é que o volante do motor mais leve pode inclusive aumentar o desconforto com uma maior vibração no interior do veículo.

    Um volante de motor mais pesado aumenta a suavidade de funcionamento do mesmo, e apesar de não possuir dados concretos que comprovem, acredito que influencie positivamente na redução de perdas por bombeamento e na economia de combustível quando em rpm's constantes (uma estrada por ex).

    Outra utilidade que temos para um volante de motor com maior massa é preservar o conjunto motriz de rotações excessivamente alta em reduções de marcha - por ser pesado, o volante do motor "censura" grandes rotações que surgem em pequenos espaços de tempo - que nos leva pra mais uma observação:

    Um volante de motor pesado "facilita" a modulação do acelerador em motores com grande torque - não possui tanta aplicação em carros, mas em motos de grande cilindrada é fundamental pois há pouco atrito disponível, e pneu arrastando costuma se traduzir em quedas.

    Ainda assim, para quem é AutoEntusiasta, sente falta de uma maior disposição nas saídas de sinal-a-sinal e tá disposto a sacrificar um pouco da suavidade de uso, um motor que possui volante de motor aliviado acaba ganhando mais vantagens que desvantagens, como bem afirma o Bob.

    []'s

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  17. ...e não custa nada lembrar que deve ser criterioso esse trabalho de alívio, não apenas para evitar que se fragilize a peça, mas para garantir seu correto BALANCEAMENTO - que deve ser verificado dinamicamente após o serviço, para que haja garantia de seu correto e seguro funcionamento.

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  18. Fazer este alivio no volante ocasiona na perca de Torque, o carro pode até girar mais, mas sofrerá pela falta de torque, certo?!

    abraços!

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  19. Na preparação do meu 147, o pequeno Fiasa recebeu esse upgrade de alívio. Vejam que os volantes estão aliviados sempre para o lado da cremalheira, onde as tensões só agem no momento do fazer o carro pegar. A parte interna está preservada, onde ficam as tensões decorrentes do acoplamento com a embreagem. Existe como fazer isso com critério sim. E também existe forma de fazer isso de forma elegante, como o Anonimo do GTS com pistões de XLX comentou.

    Esse motor 1.8 + XLX + bielas do SR... deve girar adoidado.

    GiovanniF.

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  20. Todos,
    Estou fora do domicílio (em Ribeirão Preto), volto hoje e depois respondo a cada um.

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  21. Transeunte

    Concordo com a questão do compromisso, mas eu uso volante aliviado há 4 anos e não senti nenhum desses problemas que você citou. E meu volante foi fresado em uma retífica de São Paulo, não tenho qualquer vínculo com o Gilberto, fora a amizade.

    Antes que você (ou outra pessoa pergunte), não tenho um Celta de 1 litro, mas uma VW Quantum de 2 litros que costuma andar bem carregada e ainda assim é capaz de empurrar o câmbio longitudinal mais longo já oferecido pela VW (o famigerado PS dos Santanas até 1986).

    Indiquei o Bob ao Gilberto justamente por ser uma pessoa isenta e experiente, que seria capaz de transcrever todos os benefícios práticos do volante aliviado, já que questões teóricas como essas que você citou só plantam dúvidas na cabeça dos entusiastas há anos.

    Também tive muito receio no início, mas depois de anos utilizando o volante aliviado posso dizer que só tenho elogios. Todos deveriam experimentar e sentir a diferença.

    FB

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  22. Sempre desconfiei que nosso velho Del Rey CHT 88 têm um volante aliviado ou quem sabe no mínimo, mais leve que os normal.

    Digo isso por que o giro sobe muito rápido, mais até que qualquer outro carro que dirigi até hoje. Chega a atrapalhar o conta-giro.

    Constuma arranca bem...

    Alguem confirma?

    Um abraço,

    Rafael Aun

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  23. Uma professora de comportamento humano sempre dizia: a generalização foi a pior burrice do homem. A observação genérica é típica de quem lhe faltam dados para avaliar a questão com mais atenção. Perceba:
    1 - A economia já existe, as fábricas não precisam encher de furos – apenas ganhar em escala. O mesmo volante é usado em veículo com 50CVs e uma caixa curta ou em outro com 105CVs e uma caixa bastante longa. É comum vermos o mesmo volante sendo usado em diversos modelos da mesma montadora que usam motores e câmbios diferentes. A GM possui 3 modelos de volante para toda a linha de carros, do 1.0 ao 2.4 16V. As outras montadoras seguem a mesma receita. A economia em escala é muito mais interessante que ter 10 modelos diferentes de volante do motor.
    Deve-se ficar claro que ao usar o mesmo volante para diversos carros, alguns serão muito prejudicados. Na avaliação genérica, esse fato é ignorado.
    O Vectra 2.0 8V possui volante de aprox. 13kg. O Astra sedã 2.0 8V 9,3kg e o Focus sedã 2.0 16V aprox. 8kg. O celta 1.0 possui volante com 7,3kg, o gol “Power” longitudinal 1.0 tinha 5,5kg (diâmetro menor inclusive). Veículos semelhantes com diferenças expressivas.

    2 – No exemplo celta 1.0 VHC: o volante pesado (compartilhado com os irmãos mais velhos) aliado ao cambio curto promovem um desconforto enorme. O alívio de 7300g para 4500g realmente torna a arrancada mais difícil de ser feita na avaliação genérica, porém, o quanto mais difícil fica? Posso dizer que é algo praticamente desprezível até mesmo para quem acabou de tirar a habilitação provisória. Há mais desconforto em arrancar com uma embreagem "dura" e desgastada do que com a diferença de massa do volante, no caso do celta 1.0.
    Em uma rampa íngreme e com o veículo (celta) carregado, não há uma dificuldade em arrancar, até mesmo para pessoas com pouca habilidade. A questão é sempre identificar a massa do volante, a relação de marchas, a massa do veículo, as pessoas que dirigem para se ter dados e avaliar: quanta massa pode ser retirada sem comprometer agressivamente a arrancada? Isso é muito mais inteligente de se levantar uma vez que se você tirar 500g do volante de 13kg do Vectra, ele já é um volante aliviado e a diferença no momento da arrancada será absolutamente desprezível. A generalização complica as coisas.

    3 - Tomando o mesmo celta 1.0 VHC, a redução de marchas sempre foi acompanhada por uma agressiva redução de velocidade, devido ao seu câmbio curto e descasado com a grande massa de seu volante. Se a embreagem não for "solta" vagarosamente (se não der uma queimada na embreagem), existe realmente uma redução brusca da velocidade que PODE inclusive travar as rodas. Com o volante mais leve, essa redução fica MAIS sutil, exige menor energia (vinda do embalo do carro) para movimentar o motor. Por esse mesmo motivo, a descida de serra que antes em 5° marcha perdia muita velocidade e necessário “acelerar na descida”, com o volante mais leve e perde menos velocidade. Em um momento onde o acelerador eletrônico não fecha totalmente a borboleta para prolongar a redução de marcha – promovendo economia de combustível, me parece interessante o uso de um volante do motor mais leve no caso do celta.

    4 – No mesmo celta VHC, a troca de marcha no "tempo" pode levar mais de 2,5 segundos. Dá tempo de tomar um café e ler o jornal. Fica claro que se com o volante aliviado esse tempo cair de 2s para 1s, ainda ficará dentro de uma boa margem de uso.

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  24. 5 - O efeito indesejável da perda do embalo: em testes com celta 1.0 vhc e corsa sedã 1.6, ambos com metade da massa original, conseguiram subir a ladeira mantendo a marcha inicial e ganhando velocidade. Na mesma situação o original pedia marcha.
    O volante do motor acumula energia para empurrar o carro por alguns poucos metros ao iniciar uma ladeira. Depois o motor tem que girar o volante do motor e também as rodas. Se você reduz a massa do volante, não há motivo lógico para afirmar que o carro irá perder o embalo em uma situação de aceleração para a manutenção ou aumento da velocidade.

    6 - O efeito indesejável da vibração ocorre. Porém novamente deve-se avaliar as características do motor. No caso do celta, simples troca de uma vela comum para as "iridium", produz mais alteração na vibração que o alívio de 40% da massa do volante original.
    A generalização de que ocorre não ajuda em nada... é preciso quantificar as coisas, dar parâmetros para que se possa imaginar esta situação em outros veículos. Isso sim ajuda.
    Saindo da generalização, se pensarmos que alguns veículos possuem um volante do motor “descasado” com o seu propósito, é possível ter um ganho geral em conforto com o alívio do volante.
    Fica claro que não se pode sair aliviado o volante do motor sem qualquer critério! É preciso considerar diversos fatores (câmbio, motor, peso, objetivos, etc). Essa falta de critério é que faz o volante mal aliviado sair literalmente “voando”.
    “... tenho um gol com 500CVs e volante original: tenho medo de sair voando”. Deve ter mesmo com o volante original, muitas vezes da década de 90 cheio de trincas e fissuras. Cada macaco no seu galho!
    Abs!

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  25. As fabricas tem um compromisso com os custos de modo que quase sempre é possível melhorar algo que é padrão e com certeza a massa do volante pode ser reduzida, mas com critérios, o ideal é consultar quem ja fez pra se ter um parâmetro,sempre consegui introduzir melhorias nos meus carros, mas pesquise primeiro antes de fazer.

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  26. Raphael Hagi

    Segue desenho do Volante do Omega 2.2 aliviado. Temos uma replica de Lotus Seven utilizando.

    http://img690.imageshack.us/img690/3764/vmaomega.jpg

    Abs Gilberto Carvalho.

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  27. Francisco V.G.29/09/10 12:19

    Também tenho um pé atrás com relação a fazer uma modificação dessas. Outra coisa: Qual a real diferança que o alívio (somente ele) faz, uma vêz que nesse Celta temos o comando "atrasado", filtro e escapamento?
    E, na minha opinião, ficaria com a rodagem original o que favoreceria ainda mais as acelerações e retomadas já que, com as medidas citadas, o Diogo alongou em 6% a transmissão final em todas as marchas, fora o desconforto nesse nosso asfalto lunar.

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  28. Francisco V.G.29/09/10 12:26

    Bitu:
    Câmbio PS? Têm certeza? Que eu me lembro (se bem que minha memória já anda me traindo), toda a linha Santana com motor 2,0 usava as mesmas relações do câmbio PV, só que com diferencial de 3,89:1 ao invés do 4,11:1. Não sei qual é o código dessa caixa mas PS creio que não.

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  29. Bob, no Celta será que o comando agressivo original está contribuindo , casando bem com o novo volante?
    Talvez com um comando mais manso não se notasse tanta melhora.
    Por curiosidade, no motor GM 250-S o volante é do 4 cilindros, mais leve.

    McQueen

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  30. No testes, as modificações em filtro e escape são muito sutis - uma desprezível melhora em alta rotação e uma também desprezível perda em baixa rotação. O comando levemente atrasado deloca a faixa de torque para uma rotação maior, o que perde um pouco em regimes abaixo de 3500rpm - no carro analisado. As rodas 15 maiores e mais pesadas também prejudicam a desenvoltura do carro. Se com tudo isso ele ficou agradável para se dirigir civilizadamente, arrancando, retomando... certamente dentro de regimes civilizados (entre 2000 e 4000rpm), é notório que o alívio do volante é responsável pela maior expressividade da melhora.

    No meu celta uso o volante aliviado, rodas originais, escape original, filtro de ar original, tudo original: apenas adianto o comando para ficar mais agradável dirigir no trânsito pesado sem precisar elevar demasiadamente a rotação do motor - e isso é interessante, mesmo em um motor com as características do celta (curso pequeno), a resposta parece dar o ar da graça dos motores digamos assim "hi-torque".

    Achei muito positiva a análise, mesmo mantendo as "modificações" no carro avaliado. ABs!

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  31. Chifronésio29/09/10 14:18

    Bob, Estou casado a mais de 30 anos e acho que minha mulher esta me traindo, o que eu faço?

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  32. Tales Wang29/09/10 15:17

    Bob,

    Tá certo, o carro ficou mais esperto.
    Mas, ele também recebeu outras melhorias, tanto no alívio do filtro e escapamento quanto no ponto do comando.
    O correto não seria comparar um standard, digo, original com outro que teve só o volante aliviado?
    E, em um uso normal, acontece esse "fenômeno" das vibrações no motor e embreagem?

    Um abração,
    Talles

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  33. Chifronésio, o Bob entende do alívio de peso em volantes de motor, não em chifres.

    Apesar que pro seu carro, um alívio de peso nos mesmos pode te poupar algumas dores de cabeça.

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  34. Francisco V.G.

    Como eu mesmo disse, esse câmbio saiu no Santana 1.8 até 1986. Santana 2 litros só saiu em 1988 e minha Quantum é 1996.

    Um amigo tinha um câmbio desses para vender, comprei pra ver como o carro iria se comportar.

    Ficou tão bom que não pretendo voltar para a caixa original.

    FB

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  35. Francisco V.G.29/09/10 17:12

    Bitu
    Fui traído pela arrogância, não pela memória, já deveria ter imaginado alguma traquitana do tipo, no caso, a troca da caixa. Deve ser algo muito interessante e, nos dias de hoje, raro, um carro flutuando pela auto-estrada a 160 km/h com o motor virando pouca coisa menos que 4000 rpm (seu caso, se a rodagem for original). Tive uma Parati ano 90 1,8 com exatamente esse câmbio. Sei bem como é agradável isso, coisa que hoje nem sonho mais em saber como é.

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  36. Francisco V.G.

    É agradabilíssimo. E se ainda assim o cidadão achar que não é longo o bastante, resta a alternativa de trocar coroa e pinhão pelo mesmo conjunto do Santana 2.0 (35/9).

    FB

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  37. O alívio do volante sozinho já causa uma bela melhora. Como ele fica acoplado diretamente no motor, a menor inércia de giro causa um efeito de como se o carro fosse bem mais leve. O uso de rodas mais leves também ajudam nesse efeito.
    E não, não perde torque não...

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  38. Bob, porque o motor 1.8 Turbo da VW tinha volante tão pesado ? ( se não me engano, cerca de 14 kg..)

    Abraço,

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  39. Alexei, ia fazer a mesma pergunta. Mas me lembrei que além desses volantes "dual mass" (é assim q eles são chamados na gringolândia, não sei pq), existe uma versão de 7 kg para o mesmo carro, chamada de "single mass".

    Eu não faço a menor idéia do porquê disso, já que esse motor tem um bocado de torque em baixa devido ao turbo minúsculo, e um volante mais leve não seria problema.

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  40. Eu, um ex-cético quanto a aliviamento de volante, ia descrever o antes e o depois desse retrabalho feito num motor VW a ar medianamente preparado que possuo. Não é mais necessário. O Marcel (29/09, 10:29) já disse tudo.

    No mais, guardadas as devidas proporções, observado o uso do carro "alvo" e o modo de dirigir do seu dono, recomendo fortemente o procedimento.


    Irineu

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  41. Preparação em um Celta? De uma coisa eu tenho certeza, pior que tá não fica.

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  42. Achei esta modificação bastante interessante. Como será que ficaria em um Kadett 1.8? Ele perderia muito em torque?

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  43. Daniel,
    Creio que o peso que utilizam é mais um questão de tradição, de atavismo. O fato é que com volante mais leve tudo melhora.

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  44. Anônimo de 18:21
    Não sabia dessa diferença de peso nos volantes do motores S, mas faz sentido.

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  45. Marcelo,
    Como eu disse, o volante serve para devolver a energia do tempo ativo para os outros três passivos. Isso só se aplica em rotações bem baixas.

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  46. Guilherme Costa,
    É indescritível a sensação que tive ao dirigir um DKW com volante tão leve, e que se repetiu agora.

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  47. Anônimo das 18:53
    Nunca houve a menor suspeita de menor durabilidade do volante e outros componentes e isso nunca ocorreu.

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  48. Anônimo das 19:13
    Se eu estivesse buscando mais desempenho, certamente que investiria.

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  49. Raphael Hagi,
    Pois tenha coragem, esse motor tem virabrequim pesado e admais tem 6 cilindros. O motor 250-S de competição saía de fábrica com volante do 4-cil.

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  50. Patrick,
    O filtro esportivo é apenas uma montagem mais simples que o original e deixa passar mais ruído de aspiração, o que dá um certo charme. Nenhum fábrica projeta um filtro que restrinja a admissão.

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  51. Caio Ferrari,
    Acho que nesse caso não tem o 'perde', não...

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  52. Pedro Bergamashi
    Sempre há ganho.

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  53. Marcos,
    Tudo o que posso dizer a você é a experiência que tive com os motores DKW. A potência aumentava 135% em relação à original, torque, 35%, rotação, de 4.500 para 7.000 rpm. Uso em competição, que solicita bem mais que qualquer uso de rua. Nunca esses volantes tiveram qualuer tipo de problema. Agora, os do Gilberto Carvalho, ele pode falar sobre isso com propriedade, mas não acredito que traga problemas.

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  54. Transeunte
    Nenhum dos males que você aponta ocorrem, acredite. O ganho de suavidade é surpreendente.

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  55. Transeunte
    Informação do Gilberto Carvalho: todo volante é balanceado depois de usinado (perguntei isso).

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  56. Bruno / K1llm4ster
    Não há perda de torque.

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  57. Giovannif
    Claro, esse cuidado deverá ser tomado sempre e não tenho dúvida de que o Gilberto o tenha.

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  58. Bom dia pessoal.

    Bob,

    Um dia quem sabe... alivio o 4.1, só tenho minhas reservas em alterações ao veículo original, gosto de manter tudo como foi pensado pelo fabricante. Tenho que pensar muito a esse respeito.

    Como vantagem, adicionalmente ao que você citou sobre ser uma alteração "invisível", também o fato de dispensar mudança de tipo de combustível, remapeamento de injeção e outras alterações que não gostaria de fazer no meu motor.

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  59. Todo vez que vejo carro com filtro esportivo ligo o babacadetect e ele apita na hora.

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  60. André Dantas30/09/10 15:57

    Filtro esportivo é bom para dar um calço hidraulico e captar ar quente debaixo do capo, só isso.

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  61. QUE JABÁ HEIM BOB!!!30/09/10 21:33

    QUE JABÁ HEIM BOB!!!

    QUE JABÁ HEIM BOB!!!

    QUE JABÁ HEIM BOB!!!

    QUE JABÁ HEIM BOB!!!

    QUE JABÁ HEIM BOB!!!

    QUE JABÁ HEIM BOB!!!

    QUE JABÁ HEIM BOB!!!

    QUE JABÁ HEIM BOB!!!

    QUE JABÁ HEIM BOB!!!

    QUE JABÁ HEIM BOB!!!

    QUE JABÁ HEIM BOB!!!

    QUE JABÁ HEIM BOB!!!

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  62. QUE JABÁ, HEIN BOB!!!
    Caramba, como foi que você descobriu isso? Que chato, não tomei o devido cuidado. Agora tenho que aguentar firme. Mas, tudo bem, os 30 dias dias na Europa, viagem em classe executiva, resultado do jabá, darão para relaxar e esquecer esse episódio. Gostou de ler a minha confissão de culpa? Acho que acreditou, não foi, palhaço? Se voltar a escrever nesses termos, retiro o seu comentário, bobalhão.

    ResponderExcluir
  63. Bob,

    A molecada não dá sossego, não ajudará em nada respondê-los. Digo isso para que você não se sinta chateado deixando de participar de forma efetiva aqui no AUTOEntusiastas.

    ResponderExcluir
  64. Bob, o tema é polêmico. São comuns comentários como:

    - não sobe ladeira
    - não sobe a rampa da garagem
    - não tem força pra arrancar com o carro carregado
    - fica pior na estrada, não se conseguiria alcançar a mesma velocidade final
    - deixa o carro "sem torque em baixa rotação"
    - aumenta demais a vibração da marcha lenta
    - pode destruir com o virabrequim
    - perde o "embalo na subida"
    ... e mais algumas outras questões que não me lembro agora.

    Acho que por isso, quando houve o comentário positivo, houve também a revolta de algum engraçadinho.

    Fora do Brasil vemos kits de volante mais leve para preparação sendo vendidos com bastante naturalidade - em especial para os hondas, opel... Também vemos vários tópicos DIY (faça vc mesmo) onde o frequentemente volante do motor sofre algum tipo de modificação. Me parece algo tão natural lá fora que gera um contra-ponto na polêmica daqui.

    Será que existe falta informação aqui no BR? Existe alguma publicação técnica ou estudo a respeito?

    Obrigado!

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  65. Raphael Hagi
    Não se preocupe, esse tipo de coisa acontece. Numa reincidência removo o comentário maldoso e pronto. Obrigado.

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  66. Caio SP
    Todas essas perguntas estavam entre nós já naqueles anos 1960. Quando dirigi o DKW com o volante mostrado no post, todas foram respondidas. Não, não conheço de pronto publicação técnica a respeito. Mas vou atrás disso, esteja certo.

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  67. Lembro que em uma revista brasileira sobre preparação foi citado o caso de um engenheiro americano que calculou o quanto equivalia a retirada de massa do volante em relação a retirada de massa da carroceria, onde com a troca das marchas durante a condução o equivalente a carroceria diminuía até o ponto que era praticamente a mesma coisa. Tenho isso guardado aqui em algum canto, só não lembro onde.

    ResponderExcluir
  68. É uma modificaçao com o preço tão pequeno que sinceramente, vale até para quem tem dúvida. Poxa, compra o volante aliviado, instala, e usa. Gostou não?? Volta com o original, e vende o aliviado nos mercado livre da vida. Agora, ficar especulando sem embasamento que não dá certo.
    É notável que as fábricas "remendam" os projetos dos carro. Como dito acima, pagar pra um fornecedor fabricar uma peça, e usa-la em toda a linha, é lucrativo. A perda de qualidade em alguns modelos, não seria percebida por 95% dos consumidores. Nós somos 5%, que buscam alta qualidade.

    Anonimo - 30/09/10 10:48
    Colocar um filtro de ar e escutar aquele suspiro bacana, não é ser babaca, é gostar de ouvir melhor seu motor, e presumo que todos aqui gostam.

    Tiririca - 29/09/10 20:54
    Sério cara, qual o problema de melhorar um celta? Um carro leve, bom de transito, confiavel. Porque o dono não pode querer ter ganhos numa preparação leve? Na boa, não entendi o comentário.

    Galera, a questão é termodinamica. O volante armazema energia gerada pelo motor. Se o volante possuir menos massa, ele ARMAZENA menos energia. Essa energia que não é armazenada, vai pra roda! Ela não se perde no espaço tempo. Falar que ele vai perder embalo numa ladeira, dá a sensação que o volante produz energia, é balela pura e impensada.

    Querer carro que anda e ter medo de motor que é patético.

    A dica do BS foi excelente, a indicação também. 190 reais do meu salarim que cai semana que vem já tem destino certo...

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  69. No caso do Omega, tirar a caixa de marcha do lugar pra fazer um teste como esse, é suar a camisa demais, ou morrer numa graninha a mais de M.O. Tem que tirar descarga, cardan... é foda.

    No Chevette é mais sossegado, mas mesmo assim ainda é mais trabalho que os carros de tração dianteira e motor transversal.

    ResponderExcluir
  70. Raphael Hagi
    Realmente oque vc disse é fato. Porém a menos que conheça alguem próximo e/ou de confiança que já tenha feito isso e que possa falar com segurança os resultados, é a unica opção. A galera pode esperar tambem uma possível troca de embreagem pra fazer isso.

    ResponderExcluir
  71. Estou pra parar o carro pra uma troca de embreagem já tem um tempo, agora a coisa tá ficando mais difícil...
    Ficou a pergunta, aquele "passe" dado no volante já representa um alívio significativo?
    Pelo que já patinou aquela embreagem, aposto que será um passe razoável...
    hahaha, lembrei agora de uma troca que fiz, na época embreagem com pastilhas de cerâmica, o volante azulou ao ponto de não ter mais como retificar... kkkk
    O volante eu acho que não dá nada, agora alívio de vira só em preparação aspro, bom foi o que semprei escutei nas oficinas por aí, típico conhecimento adquirido na prática.

    Abs

    ResponderExcluir
  72. Fabio,
    Se o "passe" referido é a retifica da pista do volante que fica em contato com o disco da embreagem informo que é algo quase desprezível. Remove-se algo próximo a 250 gramas no geral dependendo do estado do volante. Remover 250 gramas do volante do Golf 2.0 que tem uma massa de 10400 gramas é algo desprezível.

    Muito cuidado com embreagem de cerâmica e volante azulado. Para sua segurança evite os dois.

    ResponderExcluir
  73. Valeu Gilberto!

    Então, no caso em que tive um carro com embreagem de cerâmica, troquei o volante mais pela desculpa que a empresa deu quando tiveram que me trocar o kit de embreagem em garantia, no caso como falei, a embreagem estava patinando e colocaram a culpa no volante, que o passe poderia ter sido mal feito... bobagem!
    A embreagem deles não prestava mesmo.
    Atualmente só ando com carro original.
    ÃÃãã... eu corri um risco alto, andando com o carro naquelas condições? tá certo que foram só um ou dois dias, mas...
    Abs

    ResponderExcluir
  74. libere a mente25/10/10 20:14

    Bob,
    como explicar a busca das montadoras pelo aumento da energia cinetica armazenada nos volantes? Elas alegam redução de emissões de poluentes...

    ResponderExcluir
  75. Junior Antonini26/10/10 17:53

    Bom, comprei um volante aliviado do Gilberto, tenho um Focus Zetec 2.0 2004. Farei alguns testes em vídeo e colocarei para os que tiverem alguma dúvida. Acredito ser melhor "ver" do que somente ler.

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  76. Considerando essa modificação num motor turbo original de baixa cilindrada, a exemplo de um Gol 1.0 16v Turbo ou de um Uno Turbo, quais seriam as conseqüências advindas?

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  77. Libere a mente, reveja suas fontes de pesquisa porque não existe nada relacionado ao que você descreveu. Existe sim a redução da massa na VW com o gol G5, a redução da massa da fiat nos novos motores da FPT, a possível troca de material e redução de massa dos volantes GM (os mais recentes estão mais leves), o uso de volantes muito leves em carros que buscam economia (uno por exemplo), a renault também tem um modelo de volante muito leve... não adianta ter 1% de economia no período de 0,1s após a troca de marcha se haverá aumento do consumo em todo o restante do tempo de utilização do carro (acelerações, retomadas, extensão do freio a motor, etc). O volante mais leve trouxe economia para alguns motoristas, em especial os que possuem motor "grande" como o astra 2.0 e focus 2.0. Reveja seu comentário...

    ResponderExcluir
  78. Para os que acreditam que há perda de torque, vale a pena visitar o link: http://www.uucmotorwerks.com/flywheel/there_is_no_torque_loss.htm => visualizem a imagem (detalhe de 2000 a 3500rpm) para perceber a falsa impressão de torque no momento da troca e o "consumo" de energia obviamente depois do momento da troca. Mesmo quem anda em rotações baixas aproveitando essa energia acumulada não terá ao final do percurso um "saldo positivo", e sim uma enorme conta para pagar. Pessoalmente já realizei estes testes e além de deixar o carro "lerdo" em situações de ultrapassagem (o que pode ser um risco), na hora de "pisar" do acelerador o volante mais pesado mostra a conta para pagar. Abs pra turma!

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  79. Tenho um Astra 1.8 q tá com a embreagem no fim da vida. Estou pensando em trocar o volante por conta dos benefícios citados aqui, mas eu estava pensando em usar um volante do Monza de 86 até 92, q é mais leve, plator e disco desse mesmo Monza e o atuador hidráulico original do Astra. Lí por aí na internet q isso é possível. O q acham da idéia?? Alguém aqui já fez isso?? Tem algum inconveniente nisso?? Essas peças do Monza servirão 100% no meu carro?? A embreagem ficará tão leve quanto a original??
    Abraço a tds.

    ResponderExcluir
  80. Bob Sharp, sou grande fã seu desde década de 90!!! Me tira uma dúvida, que já foi respondida várias vezes como positiva, mas ainda queria saber o "quanto"... Tenho uma marajó com motor opala 6 cilindros, comando já um pouco mais forte, taxa, etc.., já uso volante do motor 4 cilindros(que pesa 9.5kg),o original era de 12.5kg. O carro pesa 1070kg totais, bem mais leve que o opala original, quanto posso aliviar???Senão me engano já vi comentarios sobre volante de 6 kg para meu motor. Saindo dos 9.5kg, qual seria o minimo de retirada de material para sentir boa diferença andando?Muito obrigado e uma braço!!!

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  81. Anônimo 5/2 12:33
    Pode aliviar até onde der, porém considere a resistência mecânica do volante. A retirada de material deve ser o mais periférica possivel, para surtur bom efeito. Não adianta aliviar perto do centro. Chegar a cerca de 7 kg deve ser um aliviamento adequado.

    ResponderExcluir
  82. isaac_infanti16/02/11 20:59

    Max, muito bom esse seu link, mas equivocada sua conclusão.

    O intuito do gráfico é apenas complementar o texto e não substituí-lo, vou traduzir aqui alguns trechos apenas para dirimir qualquer engano:

    "Is there any torque loss with a lightweight flywheel?
    (trad)
    Há alguma perda de torque com um volante aliviado?

    When you install a lightweight flywheel, there is no torque loss from the engine. End of story.
    (trad)
    Quando você instala um volante aliviado não há perda de torque do motor. Fim de história" (sim, eles usam esse termo para deixar claro)

    E mais adiante ele usa o gráfico para ilustrar o seguinte texto:

    "Those who say their car feels quicker with a heavy flywheel are revving the motor above the correct gear/wheelspeed amount, and "dumping" the clutch...
    (trad)
    Aqueles Que dizem sentir seus carros mais rápidos com um volante pesado estão girando o motor acima da faixa ideal de giro/marcha, e largando subitamente a embreagem
    "

    E no final do texto em negrito, justificando mais ainda o gráfico diz:

    "This explains a few examples where magazine dyno tests are mistakenly showing torque loss.
    (trad)
    Isto explica alguns exemplos em que os testes de revistas em dinamometros precipitadamente mostram perda de torque"

    Espero que tenha ficado claro.

    ResponderExcluir
  83. Este comentário foi removido pelo autor.

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  84. Este comentário foi removido pelo autor.

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  85. Sempre fui um adepto do "faça vc mesmo e tire suas próprias conclusões", e, mais uma vez, parti pra essa máxima.

    Config. do motor:

    Fusca 1.600 gasolina - comando de gol à álcool - câmbio 33/8 - dupla solex 32(config de Brasilia) - cornetas - aro 14'' com pneus perfil 70 - ig. eletr. - válv 0.7mm em todas - ponto 12/13º

    Aliviei em exatos 1.580 Kg, fiz o balanceamento(somente nele) e minhas impressões são essas (depois de quase 30 anos de CNH, guiando diversos tipos de carros):


    1 - Vibrações em marcha lenta;

    Simplesmente não existe! Como foi um motor muito bem montado(está com 65.000 km) continuo com ML de motor "desligado". Quem fala o contrário é pq teve, ou tem, um motor montado fora dos padrões, ou simplesmente replica as bobagens faladas por aí!

    2 - "Perda de embalo" ao se pegar uma ladeira íngreme em 3ª marcha, por exemplo, a uns 50/60 km/h;

    Imperceptível! Uma leve pressão no acelerador e essa sensação desaparece, retomando a mesma velocidade imediatamente!

    3 - Subida de giro mais rápida,

    Resultado óbvio, por tudo que já foi falado e explicado, em 1ª e 2ª marchas (esperava uma subida de giro mais forte pelo peso retirado, mas é bem perceptível a melhora)

    3 - Carro com 3 ou 4 pessoas, saindo da imobilização, a partir de uma ladeira íngreme;

    Por ter o giro subindo mais rápido o deslocamento se tornou mais ágil. Mudança bem sutil, mas notável.

    4 - Perda de velocidade em uma "tocada de cruzeiro", em 4ª marcha, por exemplo;

    Inexistente! Inclusive continuo andando em 3ª marcha, a 30/40 km/h, sem perda de força ou solavancos(era minha preocupação)

    5 - Retomadas, independente da marcha e velocidade utilizadas, ou saída de lombadas(a maioria das que existem em todo sistema solar estão onde moro, impressionante);

    Muuuito melhor com volante mais leve.

    6 - Esticando 1ª e 2ª marchas;

    Pé esquerdo mais ligeiro no pedal da embreagem. Nada mais!

    7 - Valeu a pena ter tirado quase 1.6kg do volante?

    Deveria ter feito isso há mais de 20 anos atrás, em meu primeiro fusca!!!

    Abraços ...

    ResponderExcluir
  86. Alguém me recomenda onde fazer aqui no rio de janeiro, num fiesta 1.6?

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  87. Bob sempre ouvi isto que o volante aliviado perdia torque, após trocar o do meu Opala colocando um Forjado de 6,5 Kilos vi que não perdi em nada ( apesar de meu carro já ter um preparação boa ). Em relação ao postado pelo Marcos da explosão, já ocorreu comigo e a causa não foi o alivio o caso ocorreu com o volante original em uma prova fui fazer o Burnalt para aquecimento do pneu e segurei a embreagem mais que o necessário esquentando o aço e fazendo com que ele quebrasse em vários pedaços, hoje um volante Aliviado como sitado e forjado abraço

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  88. Sergio Carvalho08/10/11 20:46

    Ola Bob!, por favor, pra um chevette, vai existir algum preparo no motor, ...quanto poderia aliviar o volante? Pelo pouco que ouvi ele tem 7kgs originais. Muito obrigado e abraço!!!

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  89. Gente, trazendo a matéria das cinzas eis que surge uma dúvida:

    Todos já falaram sobre os prós e contras do volante aliviado.
    Agora vem a minha dúvida para a característica que o meu motor possui.
    Estou falando de um GM Familia I 1.8 (corsa, montana, meriva, palio, siena, cortador de grama, Ferrari 458 Italia, gerador diesel e afins)
    Meu motor está remapeado, coletor 4x1, abafadores não restritivos e velas de Iridium.
    Sua principal característica é o torque (um bom torque) em baixas rotações (20,4kgf.m @ 2.800rpm)
    Para o trânsito é simplesmente um espetáculo. Arranca fácil, é ágil e etc.
    Já as altas rotações, pecam por uma retomada mais morosa uma vez que a curva de torque já está começando a despencar.
    Por fim fica a dúvida........... um volante aliviado matará o meu tão amado torque em baixa?(já que toda a massa girante do volante foi reduzida).
    Complementando com a instalação de uma polia regulável. Adiantando ou atrasando o ângulo????
    Como não se pode ter tudo nessa vida, entre potência em alta e um bom torque em baixa eu fico com o torque em baixa.
    Vou perder isso com o volante?

    ResponderExcluir
  90. Bom eu sou o Transeunte que postou um monte de questionamentos ali encima.

    Tô com volante aliviado no meu Palio (Motor Fire 1.3 8v) há pouco menos de 1 ano e ~30.000km.

    Se você anda na "casquinha" do acelerador, a sensação é que o motor é bem maior, já que o torque aparece mais rápido porque o motor tem mais facilidade em vencer a inércia.

    O ganho é sensível em baixíssimas rotações, na "patada" que o motor dá saindo da marcha-lenta rpm, e também no tranco maior ao entrar a próxima marcha alta. Ficou mais fácil cantar pneu em 2a e 3a marcha, por ex.

    Já o freio motor aumenta bastante, eu descia a serra de Friburgo engrenado em 5a a 70km/h e agora desco a uns 60km/h, as reduções pra 3a ou 2a tambem ficaram bem mais "brutas".

    No meu carro se houve alteração na velocidade máxima, não foi perceptível (não sei qtos kg o meu foi aliviado, se lembrar eu faço um adendo aqui). Mas minha vida não é um trackday, e eu ando mais tempo a 30-60km/h que a 170 km/h.

    O que eu notei é que na estrada ao soltar o acelerador, o carro vai perdendo velocidade um pouco mais rápido que antes (a rpm cai mais rápido), mas não chega a ser um problema.

    Tambem acredito que houve uma melhora no consumo urbano, mas não tenho dados estatísticos disso porque meu percurso regular acabou mudando mais ou menos na mesma época, e logo depois ainda botei velas de iridium e ignição..

    Resumindo, volante de motor aliviado é uma boa, PRINCIPALMENTE se:
    1- Seu motor é pequeno, ou tem pouco torque em baixa (aspiradão, turbão)
    2- Seu uso é predominante na cidade

    Em tempo, pesquisei um bocado antes de comprar o meu, não foi uma "experiência" com curioso mas produção de profissionais gabaritados, logo não tive nenhum problema com incompatibilidades ou vibrações em altas rpm's.

    Considerando que é um upgrade que deixa o motor mais arisco, mais ágil e mais econômico, é um upgrade que eu recomendo fortemente.

    Mas não espere milagres! ;)

    ResponderExcluir
  91. Transeunte , como vc mesmo falou mais econômico pra quem roda na city né... No "anda e para"...
    Se eu tivesse um carro com preparação aspirada, eu faria esta alteração... também

    ResponderExcluir
  92. Gostaria de saber o ganho real em potencia CV.
    Alguém tem algum teste feito em dinamômetro.
    Tenho um KA Sport 1.6 e me interessei muito por essa alteração devido ao baixo custo.
    Alguém sabe me dizer se eu colocasse velas de iridium, filtro de ar esportivo e volante aliviado quantos cavalos ganharia com essa configuração.
    Ainda não posso fazer nada pois meu carro esta na garantia.
    Em fevereiro quando sair vou começar a mexer nele.
    Muito Obrigado Cleber.

    ResponderExcluir
  93. Olá, boa noite. E em relação ao Polo 1.6 iMotion, acha que vale a pela aliviar o volante de motor, alguma ressalva faz-se necessária em face o câmbio iMotion, vez que um eventual "controle com a embreagem" não é possível... ou quais implicações são próprias em relação ao referido câmbio e sistema de embreagem?

    ResponderExcluir
  94. Essa peça, que é rotativa e fixada ao virabrequim, tem a missão de acumular energia cinética proveniente do trabalho do motor e devolvê-la quando é preciso, que é a parte passiva do seu ciclo de funcionamento.

    Para se ter ideia disso, o motor dos nossos carros é de ciclo Otto, de quatro tempos, em que só um, o da combustão e expansão dos gases queimados, é ativo, que produz trabalho. Os outros - admissão, compressão e escapamento - dependem do movimento do volante.

    Só o terceiro tempo (combustão) é ativo, os demais são passivos (eng.warwick.ac.uk)

    Claro que não é tão simples, pois há fatores que determinam a massa do volante, como rotação do motor (quanto maior, menor a necessidade de massa) e número de cilindros (quanto mais, menor a massa também). Mas para entendermos a embreagem é suficiente o que foi dito.

    Fonte: http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2011/05/embreagem-entenda-e-cuide-bem-dela.html

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