25 de novembro de 2010

RUAS DE NAGOYA - PARTE 2

Considerando os comentários no post Ruas de Nagoya, resolvi fazer uma repescagem nas fotos e encontrei mais algumas de outros carros e da cidade que complementam o primeiro post.


CARROS

Daihatsu Naked, o dispositivo embaixo do carro é a trava do estacionamento.
Para tirar o carro tem que pagar num caixa automático.

Nissan Rasheen, um VW Brasília moderno?

Mitsubishi i, um ovo bacana.

Pajero Mini kei car, menor que o TR4!

Honda Today, parou de ser fabricado no final dos anos 90.
Esse está com a pintura gasta.

Um Rover 75 completamente perdido no Japão. 
Serviu de base para algum desses MG chineses.

Três Toyotas legais. O Celica, o FJ Cruiser e o Hiace.
O pessoal de lá anda "tunando" esses Hiace como o da foto.
Tomara que a Toyota volte a fazer carros como o Celica.
Vamos aguardar o Toyobaru FT-86.

Dois branquinhos do post anterior.
Como o Bob ficou com o debaixo, eu fico com o de cima.


TÁXI

Os táxis de Nagoya, e do Japão, são quase que na totalidade Toyotas Crown. Modelo feito exclusivamente para esse segmento, são muito espaçosos e confortáveis. E também devem durar uma eternidade. Lá é tudo plano e o trânsito, apesar de pesado em alguns pontos, não é caótico. Uma curiosidade desses táxis é que a porta traseira esquerda, o acesso aos passageiros, pode ser aberta ou fechada por uma alavanca entre os bancos dianteiros. Os motoristas não gostam que os passageiros toquem na porta.

Os motoristas são sempre senhores, bem vestidos, muitas vezes com luvas brancas, e não falam uma palavra em inglês. Por isso é bom andar com um cartão do hotel e com os endereços impressos. Na primeira foto são dois Crown, o da esquerda com logotipo Toyota e o da direita com logotipo na forma de uma coroa (crown). Muitos carros da toyota tem na frente um emblema próprio e que representa o modelo.

Taxis Toyota Crown, muito confortáveis.


TRÂNSITO

O trânsito é bem organizado, as leis, respeitadas e as condições das pistas e sinalizações quase sempre excelentes. Muito civilizado. Há pontos de trânsito mais intenso. Mas o estresse é mínimo. Não há motoboys alucinados, motoristas de ônibus poderosos, caminhões barulhentos e ruas malfeitas. As vias expressas cortam a cidade em elevados com pontos de entrada e saída, mormalmente pedagiadas. Na foto ao anoitecer, uma saída da via expressa, nota-se os painéis antirruído para minimizar o incômodo aos moradores próximos do elevado.

Nessa última foto um Toyota Prius e um BMW série 3, branco.


BICICLETA

Uma excelente alternativa. Mas as ciclovias não são bem definidas em alguns pontos. Os pedestres e ciclistas se entendem bem, apesar dos ciclistas abusarem muito. Eu mesmo, distraído com as fotos, quase fui pego algumas vezes.

Uma magrela em bom estado completamente abandonada.

Nas passarelas, um caminho para as bicicletas. Faria a alegria dos motoboys.


Asfalto diferente do nosso, com pedriscos.
E com algumas rachaduras, mas não crateras.


GERAL

As três primeiras fotos abaixo mostram a vista do quadragésimo sexto andar e as próximas já foram feitas lá embaixo. Nas duas primeiras da para observar como a cidade é plana e a via expressa que corta a cidade num elevado - melhor visto na segunda foto. A terceira foto é uma aproximação da segunda. Note a ponte amarela em ambas as fotos. As próximas seis foram feitas exatamente na região residencial nas imediações da ponte amarela.

Cidade completamente plana.

Veja a via expressa ao fundo, elevada.

Na imensidão uma região residencial que eu escolhi para um passeio matinal.

Uma casa mais moderna. Nessas ruelas não há calçadas

Nessa foto e na próxima, casas mais modestas, como numa cidade do interior.


Esse aí gosta dos alemães.

Trens, carros e bicicletas; tudo funciona.

Muitos trens. Essa foto é passando a ponte amarela citada anteriormente.
A esquerda o prédio onde fica o hotel de onde eu fiz as primeiras fotos.


OUTRO PASSEIO E OUTRO POST

Como de costume, quando faço viagens assim sempre me informo sobre atrações automobilísticas na região. A pouco mais de trinta minutos do centro de Nagoya, indo de metrô e trem, há um museu do automóvel da Toyota. reservei uma manhã para visitá-lo. Aliás, levei minha câmera grande só para essa visita. Mas ao chegar lá o museu estava fechado! Frustração total. Desânimo e tristeza.

Só me recuperei quando numa outra brecha consegui voltar lá. Foi uma visita rápida - bem diferente da planejada - e eu estava com a câmera pequena, de bolso. Mas valeu a pena. Só que são tantas fotos, umas 400, que o post sobre o museu vai demorar mais um pouco.

Um trem que leva ao suburbio de Nagoya.

A vista do museu pouco antes da decepção de encontrá-lo fechado.


SORRISO SUZUKI

E para fechar esse post, assim como no anterior, um sorriso. Dessa vez da senhora Suzuki. Explico. Durante uma passagem pelo mercado de peixes fiquei impressionado com o caranguejo na mão do senhor da foto. Ele olhou para mim e puxou conversa. Eu perguntei o nome do caranguejo e ele respondeu Suzuki. Na hora eu entendi que ele me disse o seu nome. Para encurtar a conversa, eu falei o meu nome também, mas isso numa comunicação precária. A mulher dele, atrás, percebeu o malentendido e riu muito. Então pedi licença para uma foto.

O que isso tem com autoentusiasmo? Alguma coisa deve ter...


Veja também a parte 1 desse post: Ruas de Nagoya.

PK

29 comentários:

  1. PK, maravilha de artigo e fotos, gostei muito mesmo.

    ResponderExcluir
  2. Aguardo ansiosamente o post sobre o museu, pois estou me formando em arquitetura e meu TFG e um projeto de um museu do automóvel na minha cidade. Ats, Anderson Lira

    ResponderExcluir
  3. Exelentes fotos. Estou ansioso pelas fotos do museu também.

    ResponderExcluir
  4. Mister Fórmula Finesse25/11/10 11:20

    Maravilha de viagem PK, obrigado por partilhar!

    O Japão sempre merece uma segunda, terceira, quarta visita....

    GM

    ResponderExcluir
  5. Bruno Souza25/11/10 11:30

    Os japonêses com os carros monovolume sabem mesmo aprovietar espaço. Vejo isso com meu Fit de apenas 3,90 m e com mais comodidade e facilidade de acesso dos passageiros que o Civic. A Toyota deveria oferecer aqui algo parecido, já que o preço seria menor. Pelo que eu vi os Hondas não são muito polulares aí no Japão, será o preço também?

    ResponderExcluir
  6. Bárbaro, primo!

    Só tome cuidado com esses malucos aí. Andam tudo na contra-mão!

    ResponderExcluir
  7. Aeeeee PK !

    Continue nos agraciando e por favor, procure mais esportivos e super esportivos Japoneses !

    Preferencia por um NSX ou GTRs !!!!

    Eita eu no Japão...Apex, HKS, VeilSide...hahahha

    ResponderExcluir
  8. Mto bom!

    Peguei a febre dessas Hiaces tunadas. E isso explica porque a Toyota que fazia Supra, Celica GT-Four e MR2 ao mesmo tempo, hoje só faz MRS (nem sei se ela ainda o produz).

    Os japoneses de agora preferem as vans, ou minivans. É só ver quantos modelos de minivans cada montadora faz. É um absurdo!

    Eu conversava com o pessoal jovem e eles queriam modelos como a Toyota Alphard, Toyota Voxy, Mazda MPV, Nissan El Grand...

    E eu falava, vcs estão no país do GT-R, STi, RX-7...vcs estão loucos?

    Aí a Honda lança a Odyssey com teto mais baixo e com tração trazeira...virou hit na hora!

    Depois a Subaru lançou a Exiga, mas aí eu não estava mais lá para ver se ela foi bem aceita.

    Essa é a minha explicação para a Toyota não fazer mais ótimos carros como o Celica, MR2 e Supra.

    ResponderExcluir
  9. Adoro o povo japonês.

    Muito reservados e na maioria das vezes, respeitosos. Nós estranhamos algumas vezes pela frieza, mas mesmo assim, gosto do povo e gosto da cultura deles.

    Paulo, como você não citou sobre os espelhos convexos nos cruzamentos para auxiliar os motoristas a verem se há carros vindo?

    ResponderExcluir
  10. Adoro o povo japonês.

    Muito reservados e na maioria das vezes, respeitosos. Nós estranhamos algumas vezes pela frieza, mas mesmo assim, gosto do povo e gosto da cultura deles.

    Paulo, como você não citou sobre os espelhos convexos nos cruzamentos para auxiliar os motoristas a verem se há carros vindo?

    ResponderExcluir
  11. Muita gente não sabe ou não lembra, mas a Toyota do Brasil trouxe um punhado desses Crown em 1990, quando o Collor abriu as importações. Era uma versão maior e mais luxuosa, mas igual à da foto.

    ResponderExcluir
  12. Eurico Jr.25/11/10 15:19

    Meu nome não saiu no comentário acima.

    ResponderExcluir
  13. Estes kei car japoneses são uma graça... quem sabe quando meu projeto de urbano decolar eu use o Naked como inspiração!

    ResponderExcluir
  14. Até hoje me pergunto porque de muitos carros japoneses ter o espelho retrovisor bem à frente do veículo, e não na porta.

    ResponderExcluir
  15. parabéns pelo excelente post! muito legal observar as diferenças do outro lado do mundo, só aumentou minha vontade de conhecer o Japão..rs

    ResponderExcluir
  16. PK, você se superou neste post e no primeiro sobre o Japão.
    Apesar de nunca ter ido para lá, me sinto como se tivesse acabado de visitar o país. As imagens dão um panorama completo de um cenário automotivo surpreendente (não imaginava que houvesse tanta variedade de carros europeus por lá) e os textos também estão ótimos. Obrigado!

    ResponderExcluir
  17. S e n s a c i o n a l, PK, mto obrigado por compartilhar, achei os dois post sensacionais e valeram ótimos minutos da minha atenção, um gde abraço.

    ResponderExcluir
  18. Nestas horas que eu lembro porque acesso esta coluna todos os dias...
    Prazer total em ler esta coluna!!

    ResponderExcluir
  19. Um outro ótimo texto sobre o tema que encontrei:

    http://www.noticiasautomotivas.com.br/carros-que-os-brasileiros-tem-no-japao/

    ResponderExcluir
  20. Ao anônimo de 25/11/10, às 20h36, pelo que sei, os retrovisores à japonesa têm a vantagem de estarem distantes o suficiente para não gerar visão da estrada mais ampla e ausência quase completa de pontos cegos, mesmo em carros com quebra-vento.
    Por lá, são atualmente obrigatórios apenas em SUVs e só do lado do motorista.

    ResponderExcluir
  21. Paulo Keller, ótimos posts esses sobre Nagoya! A variedade de modelos produzidos no Japão apenas para consumo interno é algo que me fascina. Sei que ficaria entalado na metade deles, mas são muito interessantes.
    Esse asfalto da foto com o desenho da bicicleta é com pedriscos mesmo ou é mais granulado para dar um atrito melhor?
    Abraço!

    ResponderExcluir
  22. PK,

    Muito obrigado por compartilhar imagens e reflexões maravilhosas.

    Aguardo ansiosamente o post do museu.

    Abraços,
    Fernando Silva

    ResponderExcluir
  23. Mais um post interessante:

    http://www.noticiasautomotivas.com.br/um-contraste-japones/

    Hilux 1968 guerreira ainda na ativa.

    ResponderExcluir
  24. Pessaol,

    Desculpe a demora em responder. Obrigado pelos comentários. É muito bom receber incentivos!

    Já estou organizando todo o material sobre o Museu da Toyota.

    Obrigado e um abraço a todos.

    PK

    ResponderExcluir
  25. Anderson,

    Bacana seu projeto! Se eu soubesse disso antes poderia ter feito mais fotos do prédio e da estrutura. Vou tentar separar algumas fotso que mostre isso.

    abraço

    ResponderExcluir
  26. Eduardo,

    De fato há uma preferência pelas van/minivans e isso leva a um volume maior que os esportivos.

    Uma pena!

    PK

    ResponderExcluir
  27. Caio,

    De fato existem espelhos, intactos e não depredados. Mas dessa vez não ví muitos. Passou!

    Valeu pelo comentário,

    PK

    ResponderExcluir
  28. Bianchini,

    Deve ser algum tipo de "granulado" para aumentar a aderência.

    Abraço.

    ResponderExcluir
  29. Será que lá no Japão, como nos EUA, aceitam imigrantes pra motoristas de táxi? Queria pelo menos por um dia dirigir estes charmosos Crown Comfort, e não podem faltar as luvas!

    ResponderExcluir

O Ae mudou de casa! Todos os posts do blog foram migrados para o site. Por favor busque por este post no site e deixe o seu comentário lá.
Um abraço!
www.autoentusiastas.com.br

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...