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27 de julho de 2011

DOZE QUILÔMETROS EM 3 BIELAS


O Bob falou em seu último post sobre as diversas circunstâncias que envolvem a quebra de um motor. Não tenho o mesmo tempo de estrada que o amigo tem, mas já me envolvi em algumas quebras de motor e transmissão, situação quase sempre desagradável, tanto pelo prejuízo material quanto pela viagem abortada. Conto aqui duas ocasiões.

Há quase cinco anos fiz a cobertura do 5º Festival Brasileiro de Recordes, organizado pelo Auto Union DKW Club do Brasil e realizado no Aeroporto de São José dos Campos, SP. Fui de Panzerwagen pela Via Dutra, com o motor cansado mas ainda empurrando bem, apesar da fumaceira e da fedentina gerados pelo óleo queimado.

Na volta, já no final da tarde, decidi contornar a cidade de São Paulo por Mogi das Cruzes, saindo da Dutra e depois acessando a SP-66 até Suzano. Dali seguiria até São Bernardo do Campo pela rodovia Índio Tibiriçá, cruzando alguns braços da represa Billings entre Santo André e Ribeirão Pires, acessando a Via Anchieta pelo começo da Estrada Velha de Santos (SP-148).



Foi uma péssima idéia: logo que cheguei a Suzano anoiteceu e a velha estrada foi tomada pela neblina oriunda da Serra do Mar. As condições eram as piores possíveis e a Índio Tibiriçá é uma rodovia perigosa por si só, tanto pelo péssimo estado de conservação quanto pela falta de educação de quem ali trafega. O limite é de 80 km/h, mas quase ninguém o respeita. É tanta irresponsabilidade que absolutamente ninguém na região reage com espanto sempre que um acidente de grandes proporções acontece.

Mas tudo correu bem, logo cheguei à SP-148 e a neblina se dissipou. Pouco antes de chegar ao centro de São Bernardo do Campo o motor simplesmente apagou. No embalo, parei o carro no acostamento e verifiquei o estado da bomba de combustível: estava funcionando. Verifiquei também o sistema de ignição e percebi que dois componentes do trinômio combustível/ignição/compressão estavam presentes.

Dito e feito: soltei o freio de mão, engatei a primeira marcha e empurrei o carro, que se moveu com extrema facilidade. O motor havia chegado ao seu limite: parou por total falta de compressão. Chamei o guincho da seguradora e liguei para o meu amigo Ricardo Reis (o "Coxa", da oficina "T&C"), que realizou a retífica completa deste motor.

Apesar do transtorno, foi mesmo um dia divertido. Ao chegar ao CTA, a apreensão era geral, pois estava chovendo (choveu a madrugada inteira) e não havia a possibilidade de remarcar o evento: se a chuva não passasse o Eduardo Pessoa de Mello iria arcar com o prejuízo da locação do aeroporto. Mas o céu abriu por volta das 11 da manhã, não antes de eu conhecer pessoalmente um magrelo grisalho e cabeludo que engolia um Marlboro atrás do outro: era o Arnaldo Keller.

A velha Panzer, entre amigos

Mas o que isso tudo tem a ver com o título do post? Em comum, apenas a morte de outro motor, só que dessa vez muito mais catastrófica.

No final do ano passado um grande amigo foi acometido por uma doença e precisou da minha ajuda para administrar seu empreendimento, localizado no início da rodovia Índio Tibiriçá, ainda em São Bernardo do Campo. Fiz questão de utilizar meu automóvel, mas como precisaria carregar alguns equipamentos ele pediu para que eu utilizasse um dos veículos da sua empresa, uma picape Fiat Strada Fire 1,4.

Acabei aceitando, a contragosto: se há uma coisa que eu não gosto de fazer é colocar a mão no carro dos outros. Dar uma voltinha no quarteirão com o carro novo de um amigo ou parente é uma coisa, mas mesmo assim eu fico com o pé atrás, vejam bem, eu encaro o automóvel como uma extensão do corpo humano, ou seja, para mim, a máquina é uma coisa tão íntima e pessoal quanto um par de sapatos. Há quem diga até que carro é como namorada: não se empresta.

Mas lá fui eu com a valente picapinha Fiat quebrar um galho para o velho amigo. Logo no final do primeiro dia, já voltando para casa, percebi que a luz do óleo acendeu. Parei logo adiante em um posto de serviços e pedi para verificarem o nível do lubrificante: estava dentro dos limites máximo e mínimo. Sem estar familiarizado com o carro, liguei para o amigo, relatei o problema e tratou de me despreocupar: "Fica tranquilo, a cebolinha do óleo dos Fiat Fire é maluca, essa luzinha idiota acende toda hora".

Mas eu não fiquei tranquilo não. Continuei usando a picapinha por alguns dias e a luzinha volta e meia acendia, mas nada de errado acontecia com o motor, silêncio total, nem uma fumacinha, tudo absolutamente dentro da normalidade. Até o dia em que a picapinha decidiu dar um basta naquilo.

Via Anchieta, saindo do centro de São Bernardo pelo viaduto do km 20, a luzinha acende já na alça de acesso. Passo a fábrica da Volkswagen no km 23,5 e começo a descer a rodovia sentido Riacho Grande. Luzinha acesa, mas até então nada de errado.

A valente picapinha Strada Fire 1,4

Pouco depois do armazém da Faurecia, já na entrada da Estrada do Vergueiro, o primeiro estalo, alto, como se fosse uma chicotada. A 110 km/h constantes, parecia que alguma coisa havia agarrado em uma das rodas e estava batendo na lataria. Suspeitei de uma cinta catracada que eu havia usado para carregar um compressor de ar, mas decidi não parar no acostamento, pois o barulho sumiu repentinamente.

Peguei o acesso da SP-148 e já no primeiro braço da represa o barulho retornou. Parei o carro na rua Tamiris, já no Riacho Grande e o inspecionei por fora: não havia nada pendurado que fosse capaz de produzir aquele barulho. Entrei na picapinha novamente, dei a partida e o motor se recusou a funcionar. Nova tentativa e aí sim, aquele som de avaria séria, que dói na alma de qualquer um com um mínimo de conhecimento em mecânica automobilística.

Liguei para o amigo novamente, para perguntar se ele tinha seguro e daí então chamar o serviço de socorro com guincho-plataforma. Do outro lado da linha o amigo riu, dizendo em alto e bom som: "Já estou de saco cheio dessa picape, eu a comprei em um feirão de locadora, o motor deve estar só "o osso". Tente voltar rodando pra ver até onde ela aguenta".

Fiquei contrariado, mas igualmente curioso para ver até onde o motorzinho seria capaz de chegar. Dei a partida e o barulho era semelhante ao de um liquidificador ligado, com o copo cheio de talheres. A suspeita de que alguma coisa realmente séria havia ocorrido se tornou nítida com uma brusca queda no rendimento do motor. Fiz o retorno na SP-148 e subi a Via Anchieta em direção ao centro de São Bernardo. A picapinha tentava, mas não passava dos 80 km/h.

Já no centro da cidade, a picapinha rateava, fraca, mas seguia seu caminho com galhardia. Estacionei-a na garagem e fui cuidar dos meus afazeres. O amigo pediu para que eu a deixasse em uma oficina de sua confiança, o que foi feito logo após o almoço. Relatei ao mecânico o que havia ocorrido e ele pediu para que eu retornasse no dia seguinte para calcular o tamanho do prejuízo.

Quando bati o olho no motor aberto, eu simplesmente não pude acreditar no que vi: a biela do terceiro cilindro estava dividida em incontáveis pedaços, foi fragmentada como um biscoito de polvilho. O respectivo pistão tinha marcas profundas no topo, sinal claro de atropelamento de válvulas, ocorrência comum no rompimento da correia dentada.

Mas a correia dentada estava intacta, pois a picapinha chegou rodando até a oficina. Foi então que o mecânico me mostrou o cabeçote, com todas as válvulas no lugar, menos as do terceiro cilindro. Havia também marcas terríveis de contato de metal com metal nos mancais de apoio da árvore-comando, sintoma inequívoco de falha na lubrificação.

Oficialmente a "causa mortis" foi a queda de uma das válvulas do terceiro cilindro, que em seguida foi atropelada pelo pistão, dando início à destruição deste e da respectiva biela. Os outros 3 cilindros permaneceram intactos, mas foram fortes o bastante para mover a picapinha durante 12 quilômetros (distância do primeiro estalo na Via Anchieta até a oficina que realizou a retífica do motor).



Muito valente esse motorzinho Fire, casou direitinho com as qualidades da Strada. Ganhou o meu respeito e admiração, figurando em pé de igualdade com outro motor quase indestrutível da casa de Turim: o Fiat SOHC Lampredi, popularmente conhecido no Brasil como "Fiasa".

FB


40 comentários:

  1. Fiquei imaginando os "improvisos" que serão feitos quando tudo for elétrico...

    Um abraço,

    Rafaeç Aun

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  2. Quantos mil kms tinha a strada?

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  3. Se a luzinha do óleo tá lá algum motivo tem... seu amigo te forçou a matar um motor à toa.

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  4. Concordo FB, os motores Fire sempre terão a minha eterna admiração...

    Mister Fórmula Finesse

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  5. Motores FIRE até são bons, minha mãe teve um Pálio com esse motor e nada tenho a reclamar dele, apenas não se pode descuidar nadinha de sua lubrificação. Soube que as canaletas por onde sobem o óleo para as partes altas são bem finas e, portanto, mais propensas à obstruções à sua passagem, caso haja algo mais que somente óleo.
    Uma coisa que eu gostava nesse Fiat, que era "fréquis", eram as pequenas injeções de gasolina, quando abastecido com álcool, na fase fria além da injeção inicial, na primeira partida. Desse modo, a gasolina do tanquinho acabava logo, não dando tempo para que se deteriorasse.

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  6. É Bitu,

    Esse rolê Anchieta/Estrada Velha/Tibiriçá também já me rendeu altas histórias motorizadas... hehehe... salve o Riacho Grande véio de guerra.

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  7. Já perdi um pedaço do motor do meu ex-fusca turbo por conta de uma das valvulas se soltar e cair no cilindro. O Felipe descreveu bem o barulho, liquidificador com o copo cheio de talheres.

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  8. Eu com um FIRE 16v de um amigo tive problema de lubrificação. A peneira do tubo de óleo do cárter entupiu e ele além de acender a luz de óleo no painel, começou a bater tuchos, já que a pressão era insuficiente. Foi muito tenso.

    Mas tiramos o cárter, fizemos uma limpeza nele e no tubo e peneira, trocamos o óleo e tudo certo desde então. Estranho que a peneira ficou entupida por uma sujeira tipo uma borra de café.... não entendi a origem dessa sujeira no motor, não era aquela borra de graxa.

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  9. Gosto muito do Fire. Tem outras duas boas carcterísticas: só pega 3 litros de óleo e é bem silencioso.

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  10. Reiter, se o cidadão comprou a picape usada, não há como saber sua verdadeira quilometragem. Infelizmente nosso mercado de usados tem a prática de baixar a quilometragem dos carros postos à venda.
    Certa vez troquei um carro em uma concessionária autorizada, e dois dias depois alguém me ligou para saber se o carro tinha mesmo 25.000 km e se era de uso de minha esposa.
    Respondi que ele podia comprar o carro que estava em excelente estado de conservação, mas que era de meu uso e que a quilometragem correta era de 85.000 km.
    No início do ano, dois vizinhos compraram dois Astras ano 2007. Bonitos, por sinal. Um vermelho e um preto.
    Os dois carros eram de "mulher" e tinham "apenas 25.000 km". Os dois estão com problemas.
    O meu Astra, que comprei novo também é de 2007, tem quase 100.000 km e está em perfeito estado de conservação.
    Por sugestão, visite algumas revendas de veículos usados e confirme pessoalmente. A maioria dos carros semi novos à venda pertenciam a mulheres, e todos estão com 25.000 km ou próximo disso.
    Infelizmente essa é a realidade e sinto por decepcioná-lo.

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  11. Também verifiquei isso, carros de lojas nuncam tem mais de 70.000 km, pode ser um carro 90 e alguma coisa que a km é abaixo disso...rs
    E os trouxas caem matando iludidos com a lataria encerada e a prestação que cabe no orçamento.
    Agora vai voce particular vender um carro bem cuidado com 120.000 km, ninguem quer nem olhar.

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  12. esse motor fire é o mesmo vhc fornecido pela gm? qual é o melhor?

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  13. Gabriel,

    São motores totalmente diferentes.

    Na minha opnião o Fire é melhor. Mais silencioso, vibra muito menos, tem mais torque em baixa rotação e é mais econômico. Além de gastar menos mas trocas de óleo.

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  14. Em mais de 30 anos que dirijo, aconteceram duas quebras graves em meus carros. Fora isso, nem pneu furado na estrada...

    A primeira foi de um Premio 1988. Tinha comprado seminovo em 1992 com 20.000 km rodados, comprovados pelo manual e por notas de revisão. O carro dava pequenos problemas sempre: cebolinha do óleo vazou e teve que ser trocada; tanquinho de gasolina rachou; boia do tanque de álcool vazou (essa eu mesmo troquei).

    Mas o pior aconteceu numa viagem a Ouro Preto. Ao fazer uma descida da cachoeira das Andorinhas, o motor apagou. Tentei pegar no tranco e nada. No pé do morro tinha uma oficina mecânica bem precária. O dono logo descobriu a quebra da correia dentada. Era feriado de Semana Santa e ele, prontamente, contatou o dono de uma autopeças (fechada pelo feriado) e consegui comprar a correia. O mecânico a montou e o motor voltou a funcionar, batendo muito. A retífica do cabeçote ficou caríssima! Vendi o carro meses depois.

    A segunda quebra grave foi do câmbio de um Del Rey 88 em 1996, também numa Semana Santa. Fui a São Tomé das Letras e, ao sair da cidade após abastecer, dei a ré e o carro não saiu do lugar. Acho que o carro não aguentou a trepidação do calçamento de lajotas da cidade.

    Tive que pôr a família num ônibus para BH e passei dois dias com o mecânico, procurando câmbio em desmanches de Varginha...

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  15. Ronaldo Nazário27/07/11 13:04

    Ai ai ai!!!

    Acho que o blog deveria mudar de nome!!!!

    Cruzes!!!

    Blog dos Cupins de Ferro é o mais adequado!

    Só me falta as histórias do Arnaldo... magina se o Bambam maltrata os carros assim... dou chilique!

    Crédo!

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  16. Ronaldo Nazário27/07/11 13:07

    Só falta agora aquela ladainha que endeusa carro de pobre! Os fieteiros e apezeiros...

    Vixe!

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  17. A todo proprietário de motor Fire: jamais usar óleo fora de especificação. Se borra for formada, a peneira do pescador é fina. Entope e já era o motor. Já vi alguns com a luz do óleo "maluca" no painel. É batata: é só abrir o cárter e ver o pescador entupido por causa da borra. Mas não desmerece o motor: é só tratar com carinho.

    Roberto Reis

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  18. Bitu, apzeiro roxo gostando de motor Fiat ???? O mundo ta acabando aUHauhaUHAuhaUH

    To brincando Bitu, já ouvi falar muito bem desses motores, so acho que a Fiat tem que dar um pouco mais de atenção no interior dos carros agora, porque de motor estão de parabens, mas aquele painel da linha palio é intragavel, feio demais, o carro mais completo parece ser mais basico que o Mille.

    Grande abraço Bitu, ve se aparece lá pelas bandas da PP.

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  19. Tive um Mille Fire a gasolina(não era flex) que era uma maravilha, andava pra caramba(para um 1.0), espaçoso e barato de manter, chegava a fazer 13,5Km/l na cidade.
    Depois troquei por um Palio com o mesmo motor mas Flex e fiquei bem decepcionado, não andava tanta(deve ser a diferença de peso) e gastava horores, 6km/l de alcool e 8,5km/l de gasolina na cidade. Incrível como ficou beberrão. Espero que este Fire "Economy" tenho corrigido esta deficiência.

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  20. Marcus
    Conhece a frase "Me engana que eu gosto"? Refleta bem o que você disse sobre não olhar um carro perfeito com 120.000 km e acreditar nos 70.000 km de um numa loja...

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  21. Olavo Fontoura27/07/11 17:55

    Prá que forçar tanto a barra com a pick-up se sabiam que o motor dela já não estava bom??? Só prá falar para os amigos que a pobre coitada aguentava maus tratos???

    Comportamento digno de um Ogro...

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  22. Ninguém concorda que se o motor fosse bom, ele não teria quebrado? E que se quebrasse, seria pelo desgaste natural de suas peças móveis?

    Pra mim, motor bom é motor leve, econômico, potente e durável... e o FIRE só se enquadra nos dois primeiros itens, pela experiencia de mecânico que tive (alguns meses só, mas já é mais que a maioria aqui).
    O motor Fiasa eu até gosto, mas claro, não idolatro.

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  23. Só por curiosidade, alguém tem alguma história macabra assim com motor honda ou toyota?
    Felizmente nunca passei por isso como motorista, só como passageiro quando era pequeno em um 147 que arrebentou a correia (maldito fiasa).

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  24. O meu FIRE 1.4 fuçadinho só me da alegrias...

    Q digam os donos de EA 1.6 e APs 1.8 + cansados....hahahahah.

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  25. The Mecanic27/07/11 20:43

    Os FIAT também só me dão alegrias!

    Graças a Deus eles aparecem todos os dias lá na oficina, com seus motores repletos de borra, com correias dentadas que atropelam válvulas e casquilhos que parecem de cristal.

    Sem esses maravilhosos motores eu correria o risco de ficar sem emprego. Viva a FIAT e longa vida aos Fieteiros!

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  26. Bob de Petrópolis27/07/11 20:45

    Já passei por experiência parecida, com uma Fiat 1985 a alcool. A bichinha, desde que comprei, comia um óleo só. Um belo dia, após rebocar meu Gol a álcool ladeira acima, o motor apagou. No dia seguinte minha mãe foi trabalhar com a Fiat e o motor não ligava. Então largou ladeira abaixo e milagre, o motor funcionou. CLaro que meia hora mais tarde ela me ligou dizendo que o carro estava com um barulho estranho. Batata. válvulas moídas, bielas tortas e o infeliz, morreu de vez...

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  27. CC1410 foi bom você falar sobre o assunto quilometragem.Outro dia em minha oficina chegou uma Ranger 3.0 para retirar um vazamento no motor,feito o serviço,resolvi testar o recém adquirido scanner,pra minha surpresa(eu nem sabia)ele mostra a real quilometragem do veículo que fica armazenada na ECU.Esse dado deve ser mais difícil de ser adulterado pois requer mais tempo é o custo não deve compensar pra quem está vendendo o carro.
    Realmente comprar carro verificando-se principalmente esse item não é confiável.
    Meu carro atual é um Uno 91 com motor FIASA,quando o comprei achava que não iria durar,pois estava com 92.000 km hoje já está com 139.00 km.Não é que o motorzinho de enceradeira é muito valente,já estiquei as marchas bem preto de seu limite,principalmente de 3ªmarcha em que se sente toda sua potência e torque.Antigamente sobe essa condição chegando perto dos 95 km ele dava uma vibrada,mas com o passar do tempo ela sumiu,sinceramente eu achava que ele iria quebrar por essa vibração que creio ser de origem da chapa e disco de embreagem.

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  28. Isso de ser de mulher pode ser pior, MUITO PIOR...

    é o famoso ciclo dona de casa, onde o carro nao chega a funcionar tempo suficiente de um ciclo para outro antes de aquecer devidamente...

    Quanto a mudança de KM, comprar carro usado no brasil nem de pai pra filho...

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  29. Que tal comprar um carro de um único dono, e depois descobrir no documento que o proprietário anterior foi "Secretaria de Obras do Município..."

    Abraço, Ivo.

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  30. Esse é um motorzinho bem valente e durável. Um tio meu teve um Uno que rodou cerca de 270.000km no motor original, sem nunca ser aberto. Só parou ai devido a um acidente que matou o carro...

    É aquela história, não existe motor ruim, só dono descuidado, vide Mareas e Gol 16v que nas mãos de uns são bombas e nas mãos de outros funcionam bem até acima de 200.000km!

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  31. pisca-pisca, até achava que V. poderia não ser um moleque fieteiro, mas é o que está parecendo.
    não pense que é o maioral, como pode ter certeza que estavam acelerando a toda?
    V. é o típico cara que eu adoraria dar uma lição. com um reles ea 1.6, para veres o que é bom para a tosse e parar de ficar contando lorota.

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  32. Herrm

    Anytime..anywhere my dear...

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  33. Herrm
    seu 1.6ea X 1.4 fire mexido
    depois, seu 1.6ea X um outro conhecido 1.4... vais tomar uma "gravata".

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  34. Assim como o Pisca, também sou fieteiro de carteirinha! :D

    Tive Fire 1.0 65cv gasolina e Fire 1.4 80cv (tucho mecânico).

    Já levei o meu ex 1.4 ao limite da indestrutibilidade uma centena de vezes, comprei 0km e vendi com 100.000km, o motor estava simplesmente impecável!

    Somente usando óleo semi-sintético 10w40 e trocas a cada 5 kmk.

    Só quem já teve esse motor sabe do seu verdadeiro potencial. Nunca um EA 1.6 me levou, tanto em estrada como no "quilometro lançado". AP 1.8 era freguês, abaixo disso melhor nem comentar.

    O único motor que realmente levou o fire 1.4 bonito foi o do prisma 1.4.

    Meu carro não tinha nem ar nem direção, nenhuma correia extra para roubar potência :D

    Se pudesse tirava até a do alternador para aliviar.

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  35. Moura Cipriano,

    Certa vez em uma viagem de aproximadamente 500 km, eu brinquei com um Fire 1,4.
    Eu o deixava passar nas descidas, mas depois nas subidas e ultrapassagens de caminhões eu sumia do mapa. Aí esperava por ele e começava tudo de novo.
    E tem mais, eu fiz a viagem toda com o ar ligado e pelo que observei o dele não tinha, porque estava sempre com os vidros abertos e todo suado.

    O meu carro na época era um Clio 1,6 16V, que em subidas e ultrapassagens é melhor que meu atual carro, um Astra 2,0.

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  36. Em tempo: Eu não acredito que tenha um motor tão bom como esse 1,6 16V da Renault. Talvez o da Peugeot possa empatar, mas não ganhar.

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  37. Aléssio Marinho28/07/11 23:31

    CCN1410;

    O K4M é um grande motor! Forte, resistente e muito dócil. O ronco é muito provocante e gira alto como poucos. Pena que muita gente por ai não cuida dele como devia e acha que os Renaults não prestam.
    Já ví meterem 20w50 nele, fábrica que produz correia com tamanho errado... Manutenção em ALFISSINA.

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  38. Eu acho engraçado esse povo que se diz AUTOENTUSIASTA mas que só enxerga a marca do carro que tem na garagem - como se tivesse ações da fábrica ou estivesse inscrito em uma torcida organizada.

    O motor Fire da Fiat é sim um grande motor, tendo suas qualidades de bom rendimento e durabilidade extensivamente comprovadas em frotas de companhias de serviço, locadoras, e no mercado de usados.

    Aos ditos "especialistas", sugiro que argumentem com clareza e sem generalizações, não é porque você viu um Fiat na oficina que são motores ruins, certo? Ah, sim, o fato de ser justamente essa a marca que mais vendeu carro no Brasil na última DÉCADA talvez justifique um maior número de seus veículos realizando manutenção, não?

    Quanto aos problemas no motor Fire, o único que eu tenho notícia é uma tendência ao vazamento de compressão por culpa de válvulas do cabeçote que não se assentam adequadamente..

    A necessidade de usar óleo "especial" recomendado pelo fabricante não considero um defeito do motor, justamente pelo contrário: Um maior rendimento com menores emissões só são possíveis com projetos mais sofisticados, que usam menores tolerâncias e aproveitam óleos de mais baixas viscosidade - se você faz questão de usar óleo 20w50 no motor então é melhor continuar a andar de Opala.

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  39. é, Mouta Cipriano, um motor Fiat chegando em 100mil km é motivo pra comemoração e vale um comentário na internet, realmente....
    sinto senhores, mas as experiências que vocês relatam de fire 1.4 andar mais que ea1.6 estão carecendo de sensações verdadeiras, coloquem seu traseiro em um vw ea1.6, esgoelem, depois voltem para seus fire e façam o mesmo, e tirem suas conclusoes. e sobre levar gravata, em alta rotação até acompanha, mas o EA fica em vantagem nas passagens de marcha, caindo para médias rotações o EA ganha de lavada, o 1.4 da gravatinha só vai bem em alta. aí nego vem dizer que a montana anda mais que a saveiro, claro, com aquele diferencial de 1.0, um horror viajar com aquilo, 120km/h a mais de 4000rpm, não, obrigado.

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  40. Herrm = Pobre, Flamenguista e APzeiro...

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